“A Melhor Despedida de Solteira” tem 15 anos — e continua a ser a melhor comédia feminina de sempre

Há filmes que envelhecem. E há filmes que ficam exactamente onde os deixaste — prontos a fazer-te rir nas mesmas cenas, a surpreender-te com as mesmas piadas que já conheces de cor. A Melhor Despedida de Solteira pertence ao segundo grupo. Estreou em Maio de 2011, fez 288 milhões de dólares globalmente com um orçamento de 32 milhões, foi nomeado ao Óscar de Melhor Argumento Original, e redefiniu o que uma comédia feminina podia ser — e podia custar, e podia render. Está disponível no Disney+ em Portugal desde o início do mês.

Kristen Wiig escreveu o argumento com Annie Mumolo a partir de uma premissa simples: e se uma comédia de casamento fosse protagonizada por mulheres que se comportam exactamente como os homens se comportam nas comédias de casamento? Sem filtros, sem elegância, sem o decoro que o género habitualmente impõe às suas personagens femininas. O resultado foi uma das comédias mais fisicamente ousadas e emocionalmente honestas da história recente do cinema americano — com a cena do vestido de noiva a tornar-se imediatamente num dos momentos mais citados do género.

O elenco é um exercício de casting perfeito. Wiig como Annie, a madrinha de casamento em colapso existencial. Maya Rudolph como Lillian, a noiva que tenta manter tudo unido. Rose Byrne — que este ano ganhou o BAFTA de Actriz em Comédia por Amandaland — como a rival elegante e aparentemente perfeita que esconde mais do que mostra. Ellie Kemper, Wendi McLendon-Covey e, acima de todos, Melissa McCarthy como Megan, numa performance que lhe valeu a nomeação ao Óscar de Melhor Actriz de Apoio e que transformou a sua carreira de forma irreversível.

Paul Feig realizou com uma leveza que o argumento exigia — deixar as actrizes trabalhar, confiar no ritmo e não tentar controlar o caos. O mesmo Feig realizaria depois O Táxi das LoucasA Espia que Me Valeu e o reboot de Ghostbusters — sempre com mulheres no centro, sempre com a mesma filosofia. A Melhor Despedida de Solteira foi o início de tudo isso. Quinze anos depois, ainda é o melhor.

Tatiana Maslany sozinha numa cabana com Osgood Perkins — “Keeper: Para Sempre” estreia esta sexta no TVCine

The Legendary Tigerman leva Carlos Paião ao NOS Alive — e o biopic chega aos cinemas em Agosto

As estreias de 14 de Maio: uma saga com Salvador Sobral, o documentário dos Iron Maiden e uma Madre de Calcutá com Noomi Rapace

The Legendary Tigerman leva Carlos Paião ao NOS Alive — e o biopic chega aos cinemas em Agosto

Carlos Paião morreu em 1983, aos 26 anos, num acidente de viação. Tinha lançado três álbuns em dois anos, vendido centenas de milhares de discos com canções que combinavam pop de salão com humor negro e sarcasmo subtil, e estava no início de uma carreira que ninguém consegue saber onde teria chegado. Quarenta e três anos depois, o seu universo vai chegar ao NOS Alive — reconstruído por The Legendary Tigerman — e aos cinemas portugueses em Agosto, num biopic realizado por Sérgio Graciano.

O percurso que une os dois acontecimentos é invulgar. Graciano desafiou Paulo Furtado — o músico por detrás do projecto The Legendary Tigerman — a assumir a produção musical de Playback — Um Filme Sobre Carlos Paião. O que começou como um trabalho de arquivo transformou-se numa imersão criativa: Furtado dissecou a forma como Paião escrevia canções, percebeu a lógica interna dos seus arranjos e construiu uma nova identidade sonora para o filme — fiel ao humor e ao sarcasmo do original, mas passada pelo filtro do seu próprio universo. “Por baixo de cada hit pop, existe um mundo mais negro, onde se cruzam pós-punk, Badalamenti, Morricone e synths lo-fi”, diz Furtado. “Um cocktail que me pareceu a forma certa de trazer a música de Carlos Paião para o século XXI.”

Desta colaboração nasceu PLAYBACK — PAIÃO POR TIGERMAN, a banda criada especificamente para dar vida à banda sonora do filme em contexto ao vivo. A estreia acontece no NOS Alive, nos dias 10 e 11 de Julho, no Palco Galp Fado Café. Em palco estarão Rafael Ferreira — o actor que interpreta Carlos Paião no filme e que canta as canções em cena —, The Legendary Tigerman, Mike Ghost, Sara Badalo, João Cabrita e Ray nos coros. É o tipo de apresentação que só existe quando um filme e a sua música são inseparáveis — e que faz do NOS Alive um ensaio geral antes da estreia nos cinemas.

Playback — Um Filme Sobre Carlos Paião chega às salas a 5 de Agosto, com distribuição NOS Audiovisuais. Para quem cresceu com “Playback”, “Computador de Palmo e Meio” ou “Néon”, é a melhor notícia do verão português.

“O Passageiro do Inferno” estreia a 21 de Maio — André Øvredal e o terror nas estradas vazias da noite

André Øvredal tem uma carreira construída sobre um princípio simples: pegar num cenário familiar e torná-lo insuportável. Trollhunter transformou as lendas escandinavas em found footage claustrofóbico. Autópsia de Jane Doe colocou dois médicos legistas numa sala com um cadáver e não os deixou sair. Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro produziu páginas de um livro infantil em imagens que ficam. Com O Passageiro do Inferno, o realizador norueguês pega num dos medos mais primários do cinema de terror — a estrada vazia de noite, o acidente que não devia ter acontecido — e transforma-o num pesadelo de perseguição sem paragem. Estreia nas salas portuguesas a 21 de Maio.

A premissa é deliberadamente simples: um jovem casal testemunha um acidente grave numa estrada isolada. Param. Saem do carro. E quando continuam viagem, percebem que não saíram do local sozinhos. A presença que os acompanha — conhecida como “The Passenger” — não descansa e não negoceia. O que começa como uma noite fora do comum transforma-se numa luta desesperada pela sobrevivência contra algo que não obedece às regras do mundo físico.

É um terreno que Øvredal conhece bem. A sua marca como realizador é a construção de tensão através do que não se vê — o som antes da imagem, a sombra antes da criatura, o silêncio antes do grito. Autópsia de Jane Doe, talvez o seu filme mais conseguido, é um estudo de como o medo se instala quando a explicação racional vai falhando uma a uma. O Passageiro do Inferno parece trabalhar a mesma lógica num espaço diferente: não uma sala fechada mas uma estrada aberta que, paradoxalmente, oferece menos saídas.

Para os fãs do género, o nome de Øvredal é garantia suficiente de que o filme foi feito com seriedade. Para quem ainda não conhece o seu trabalho, O Passageiro do Inferno é uma entrada directa e eficaz. A 21 de Maio nas salas portuguesas.

Tatiana Maslany sozinha numa cabana com Osgood Perkins — “Keeper: Para Sempre” estreia esta sexta no TVCine

“Reacher” renovado para a quinta temporada antes de a quarta estrear — Alan Ritchson é imparável

Spielberg regressa com OVNIs, Emily Blunt e a maior questão de sempre — “Disclosure Day” estreia a 12 de Junho

As estreias de 14 de Maio: uma saga com Salvador Sobral, o documentário dos Iron Maiden e uma Madre de Calcutá com Noomi Rapace

Tatiana Maslany sozinha numa cabana com Osgood Perkins — “Keeper: Para Sempre” estreia esta sexta no TVCine

Osgood Perkins tem um talento específico e inconfundível: construir terror a partir do dentro para fora. Não há monstros que saltam da escuridão nos seus filmes — há atmosferas que se instalam devagar, realidades que começam a ceder, personagens que já não sabem distinguir o que é real do que o seu próprio cérebro está a fabricar. The Blackcoat’s DaughterI Am the Pretty Thing That Lives in the HouseLonglegs — são filmes que ficam depois de acabarem, não pela adrenalina mas pelo desconforto. Keeper: Para Sempre segue a mesma lógica e estreia esta sexta-feira, 16 de Maio, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e TVCine+.

A premissa usa um dos cenários mais clássicos do género — a cabana isolada na floresta — mas recusa o que habitualmente se faz com ele. Liz e Malcolm celebram o primeiro aniversário da relação num refúgio aparentemente idílico. Quando Malcolm se ausenta subitamente, alegando ter de regressar à cidade para tratar de um paciente, Liz fica sozinha numa cabana que começa a revelar um passado que não estava nos planos da viagem. As visões chegam devagar. A percepção da realidade vai cedendo. E quando Malcolm regressa, o seu comportamento levanta questões que Liz não consegue ignorar: o horror pode não estar apenas em quem habita a casa, mas no que se esconde dentro dela — e dentro dela própria.

Tatiana Maslany carrega o filme praticamente sozinha durante grande parte da sua duração — uma tarefa que conhece bem desde Orphan Black, onde interpretou múltiplas personagens em simultâneo com uma precisão técnica e emocional que lhe valeu o Emmy. Aqui está num registo mais contido e mais interior, e o resultado valeu-lhe o prémio de Melhor Actriz nos Film Critics Circle Awards de Vancouver. Rossif Sutherland, filho de Donald Sutherland e irmão de Kiefer, interpreta Malcolm com uma ambiguidade calculada que o argumento precisa.

James Wan — o realizador de SawInsidious e The Conjuring, e uma das vozes mais influentes do terror contemporâneo — descreveu o filme como “uma descida aterradora à loucura”. É uma formulação que serve bem o que Perkins faz: não é um filme de sustos, é um filme de erosão. Esta sexta-feira, às 21h30, no TVCine Top e TVCine+.

“The Bear” termina na próxima temporada — e é a melhor notícia possível para uma série sobre fazer as coisas bem

The Bear termina após a próxima temporada, confirmou o FX esta semana. É uma decisão que os criadores tomaram com a mesma filosofia que tem definido a série desde o primeiro episódio: saber quando parar. 

The Bear estreou em Junho de 2022 e tornou-se rapidamente numa das séries mais discutidas da televisão contemporânea — não pelo espectáculo, mas pela intensidade. Uma cozinha de Chicago, um chefe em colapso depois da morte do irmão, uma equipa disfuncional que tenta transformar um restaurante de sanduíches num lugar de refeições a sério. É uma série sobre trabalho, trauma, família e a obsessão que separa as pessoas que fazem algo de forma mediana das que fazem de forma extraordinária. Jeremy Allen White, Ayo Edebiri e Ebon Moss-Bachrach construíram três personagens que raramente aparecem na televisão com esta profundidade.

A quinta temporada — que ainda não tem data de estreia mas que deverá chegar em 2027 — será a última. Os criadores da série, liderados por Christopher Storer, têm evitado consistentemente esticar a narrativa para além do que ela aguenta, e a decisão de terminar está alinhada com essa postura. O episódio surpresa “Gary”, lançado em Abril sem qualquer anúncio prévio e protagonizado por Ebon Moss-Bachrach e Jon Bernthal, foi o primeiro sinal de que a série estava a preparar uma despedida em condições. Em Portugal, The Bear está disponível no Disney+.

As estreias de 14 de Maio: uma saga com Salvador Sobral, o documentário dos Iron Maiden e uma Madre de Calcutá com Noomi Rapace

Spielberg regressa com OVNIs, Emily Blunt e a maior questão de sempre — “Disclosure Day” estreia a 12 de Junho

Os 10 Melhores Filmes de Acção de Vin Diesel — muito além dos carros

Spielberg regressa com OVNIs, Emily Blunt e a maior questão de sempre — “Disclosure Day” estreia a 12 de Junho

Steven Spielberg tem uma relação de décadas com o extraterrestre. Encontros Imediatos do Terceiro GrauE.T.A Guerra dos Mundos — são filmes que definiram como o cinema imagina o contacto com o desconhecido. Depois de The Fabelmans em 2022, Spielberg regressa com Disclosure Day, um thriller de ficção científica sobre o que aconteceria se a prova definitiva da existência de vida extraterrestre fosse tornada pública. Estreia nos cinemas a 12 de Junho.

A história segue Josh O’Connor como um homem com acesso a segredos governamentais sobre contacto extraterrestre; Emily Blunt como uma meteorologista que começa inexplicavelmente a falar em línguas durante um directo televisivo; e Colin Firth como um burocratas disposto a tudo para impedir a divulgação pública. “Essa verdade vai subverter toda a ordem estabelecida no mundo inteiro”, diz Firth a O’Connor no trailer. “Se fizeres isto, não há como desfazê-lo.” Colman Domingo interpreta Hugo Wakefield, um desertor que defende activamente a divulgação. 

O argumento é de David Koepp — Parque JurássicoA Guerra dos MundosIndiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal — e Spielberg disse na CinemaCon que a premissa é “mais próxima da verdade do que se pensa”: “Tenho curiosidade desde que era criança sobre o que acontece no céu nocturno. O mundo tornou-se mais receptivo ao facto de que provavelmente não estamos sozinhos.” A partitura é de John Williams — a sua trigésima colaboração com Spielberg. 

É o maior filme do verão que ainda não está em cartaz. Chega a Portugal a 12 de Junho.

“Reacher” renovado para a quinta temporada antes de a quarta estrear — Alan Ritchson é imparável

Conan O’Brien vai apresentar os Óscares pela terceira vez consecutiva — e já é uma tradição

As estreias de 14 de Maio: uma saga com Salvador Sobral, o documentário dos Iron Maiden e uma Madre de Calcutá com Noomi Rapace

“Reacher” renovado para a quinta temporada antes de a quarta estrear — Alan Ritchson é imparável

O Prime Video renovou Reacher para uma quinta temporada antes de a quarta ter sequer data de estreia confirmada. A terceira temporada foi vista por 54,6 milhões de espectadores globalmente nos primeiros 19 dias — o registo mais alto da plataforma desde Fallout. Com esses números, a renovação antecipada não é uma surpresa. É uma declaração de franchise. 

A quarta temporada baseia-se em Gone Tomorrow, o 13.º livro de Lee Child, e começa quando um encontro fortuito com uma desconhecida perturbada no metro corre terrivelmente mal, arrastando Reacher para uma conspiração que chega aos níveis mais altos do poder americano. O novo elenco inclui Chris Marquette, Sydelle Noel, Agnez Mo, Anggun, Kevin Weisman, Marc Blucas, Kevin Corrigan e Kathleen Robertson. A data de estreia não foi ainda confirmada mas espera-se para o segundo semestre de 2026.

“De os romances globalmente adorados de Lee Child à sua adaptação exemplar no ecrã, Reacher tornou-se numa verdadeira franchise de poder”, disse Peter Friedlander, responsável pela televisão global da Amazon MGM Studios. Alan Ritchson, que também é produtor executivo da série, é neste momento a maior estrela de acção da televisão de streaming — um título que sustenta com uma consistência e uma presença física que o género exige e raramente encontra. 

Para os fãs portugueses, as primeiras três temporadas estão disponíveis no Prime Video. A quarta chegará pela mesma via assim que tiver data confirmada.

Conan O’Brien vai apresentar os Óscares pela terceira vez consecutiva — e já é uma tradição

O regresso do Justiceiro tem um problema de PlayStation — e o Disney+ já admitiu que está a corrigi-lo

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Conan O’Brien vai apresentar os Óscares pela terceira vez consecutiva — e já é uma tradição

Conan O’Brien foi confirmado como apresentador da cerimónia dos Óscares pelo terceiro ano consecutivo, com Raj Kapoor e Katy Mullan a regressarem como produtores executivos pelo quarto ano seguido. A notícia gerou a reacção mais previsível possível nas redes sociais: “Claro que sim.” 

A progressão foi rápida. O’Brien apresentou a 96.ª cerimónia em 2024 como substituto de última hora depois de uma série de escolhas controversas — e resultou tão bem que a Academia o convidou imediatamente para 2025. A 97.ª confirmou o que a 96.ª tinha sugerido: Conan O’Brien tem exactamente o registo certo para os Óscares — suficientemente irreverente para ser divertido, suficientemente respeitoso para não eclipsar o evento, e com um talento de improvisação que transforma os momentos embaraçosos inevitáveis de qualquer cerimónia ao vivo em material de comédia. A cena em que consolou um realizador que tropeçou a subir ao palco foi um dos momentos mais partilhados da noite passada.

A 99.ª cerimónia dos Óscares — que reconhecerá os filmes de 2026, incluindo provavelmente títulos de Cannes que estão a estrear esta semana — realiza-se a 14 de Março de 2027. Com Disclosure Day de Spielberg a estrear em Junho, Paper Tiger de James Gray em Cannes esta semana e The Mandalorian and Grogu a chegar em Maio, o calendário de potenciais nomeados já está a tomar forma. Conan O’Brien vai ter muito material.

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“Good Omens” terminou — e foi o melhor final possível para uma série que quase não teve nenhum

O episódio final de Good Omens chegou hoje ao Prime Video como um telefilme de 90 minutos — uma redução forçada face à temporada completa de seis episódios que estava planeada, após a saída de Neil Gaiman do projecto em 2024 na sequência de acusações de agressão sexual. O que poderia ter sido um desastre narrativo acabou por ser, nas palavras de quem o viu esta manhã, “o melhor final possível dado o que estava disponível.” 

A crítica do TV Fanatic descreve o episódio como uma “carta de amor a uma história de amor inesquecível”, elogiando a forma como os 90 minutos equilibram o caos narrativo dos dois primeiros terços com “os momentos finais devastadores”. A missão de encontrar o Livro da Vida e o desaparecimento de Jesus são tratados com a leveza característica da série, enquanto Aziraphale e Crowley navegam as consequências do cliffhanger da segunda temporada. 

O Review Geek dá 4 em 5 estrelas e nota um callback ao Doctor Who de David Tennant — a Bentley a mover-se pelo espaço como uma Tardis — e a utilização de “Don’t Stop Me Now” dos Queen no clímax como “o número perfeito”. A crítica mais cautelosa, do Screen Rant, aponta o ritmo acelerado e personagens secundárias subaproveitadas, mas reconhece que “Aziraphale e Crowley são a cola que mantém tudo”. 

Nas palavras do Cinemablend: “Os fãs de Good Omens são, francamente, sortudos por terem um final de todo.” É uma frase que resume tudo — e que qualquer fã da série vai reconhecer como verdadeira. Good Omens está disponível no Prime Video em Portugal. 

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O regresso do Justiceiro tem um problema de PlayStation — e o Disney+ já admitiu que está a corrigi-lo

Jon Bernthal fez exactamente o que os fãs esperavam: The Punisher: One Last Kill tem 86% no Rotten Tomatoes e 91% de aprovação do público. A performance de Bernthal como Frank Castle é descrita unanimemente como um dos pontos mais fortes do especial. E ainda assim, a internet está a falar de outra coisa.

Uma cena de stunt no segundo acto — em que Frank Castle é empurrado de um edifício e cai numa grelha de ventilação metálica — está a ser ridicularizada por parecer “um cutscene de PlayStation”. As reacções incluem: “Parece genuinamente um cutscene de GTA”; “Parece uma versão de teste de uma cena de Joel de The Last of Us“; “A Marvel a lançar VFX inacabados em 2026 é loucura — o Bernthal está a fazer uma raiva de nível divino mas meteram-lhe física de ragdoll de PS3.”

Uma fonte próxima da produção disse ao Hollywood Reporter que o plano é real — Bernthal fez o início da queda, o seu duplo de acção fez o impacto, e houve uma substituição de rosto por VFX que pode explicar o aspecto estranho do resultado. O Disney+ reconheceu publicamente o problema do som — diálogos demasiado baixos, configuração de surround incorrecta — e confirmou que está a trabalhar numa correcção. 

O resultado é um especial tecnicamente imperfeito que a crítica e o público consideram, ainda assim, uma das melhores versões do Justiceiro alguma vez colocada em ecrã. Frank Castle merecia melhor do que física de PS3 — mas Bernthal entregou exactamente o que prometeu. O resto é conversa de internet.

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Esta semana o cartaz português é presidido por um filme português premiado no IndieLisboa, um documentário sobre uma das maiores bandas de metal de sempre e um biopic sobre Teresa de Calcutá com uma das melhores actrizes europeias em cena. São dez estreias — aqui estão as que mais merecem atenção, por ordem de potencial de audiência.

Iron Maiden: Burning Ambition (Cinemundo, M/12) é provavelmente o título mais aguardado da semana para a audiência do Clube de Cinema — não porque o metal seja o género mais transversal, mas porque este documentário vai muito além dos fãs da banda. Cinquenta anos de carreira contados através de entrevistas com os membros da banda, a última conversa registada com o vocalista original Paul Di’Anno — que morreu em Outubro de 2024 — e testemunhos de Lars Ulrich dos Metallica, do actor Javier Bardem e de Chuck D dos Public Enemy. É a história de como uma banda de East London se tornou num fenómeno global com um exército de fãs em todos os continentes — incluindo Portugal, onde os Iron Maiden têm uma das maiores bases de fãs da Europa. O documentário estreou mundialmente a 7 de Maio e chega agora às salas portuguesas. 

A Providência e a Guitarra (Desforra Apache) é o destaque do cinema português desta semana — e não por acaso. O novo filme de João Nicolau, com Pedro Inês, Clara Riedenstein e Salvador Sobral, ganhou o Prémio de Melhor Realização no IndieLisboa há menos de duas semanas, com o júri a elogiar “um humor inteligente e uma construção narrativa audaciosa”. Nicolau é um dos realizadores portugueses mais singulares da sua geração — RapaceJohn From e Technoboss definem um cinema que não se parece com nada — e a presença de Sobral no elenco é uma garantia de que a música e a errância vão ter aqui um papel central.

Teresa – A Madre de Calcutá (NOS Audiovisuais, M/12) é realizado pela macedónia Teona Strugar Mitevska e protagonizado por Noomi Rapace numa das personagens históricas mais complexas e mais debatidas do século XX. O filme não é uma hagiografia — Mitevska tem um historial de retratos femininos que recusam o conforto — e Rapace, depois de PrometheusThe Girl with the Dragon Tattoo e Lamb, está completamente à vontade em personagens de intensidade extrema. Com Nikola Ristanovski e Sylvia Hoeks no elenco de apoio.

13 Dias, 13 Noites (Cinemundo) é um thriller político francês sobre a evacuação da embaixada francesa em Cabul durante a tomada taliban em Agosto de 2021. Baseado no livro de Mohamed Bida, com realização de Martin Bourboulon — o mesmo de Os Mosqueteiros — e Roschdy Zem no papel principal, o filme estreou fora de competição em Cannes 2025 com críticas positivas, com destaque para a performance de Zem. É o tipo de thriller de acção com substância política que raramente chega ao cinema português — e que vale a pena ver em sala. IMDb

As Águias da República (Leopardo Filmes) é um thriller do sueco-egípcio Tarik Saleh — o mesmo de O Cairo Confidencial e Boy from Heaven — desta vez com Fares Fares e Lyna Khoudri numa história de espionagem e poder político no mundo árabe contemporâneo. Saleh é um dos realizadores mais consistentes do thriller político europeu e o filme foi bem recebido nos festivais onde passou.

Mais Forte Que Eu (Pris Audiovisuais, M/12) é um drama britânico realizado por Kirk Jones com Robert Aramayo — conhecido de Game of Thrones como o jovem Ned Stark — e Maxine Peake numa história de luta e resistência ambientada no norte de Inglaterra. Peter Mullan completa o elenco. É o tipo de filme britânico de classe trabalhadora que tem uma tradição sólida e uma audiência fiel.

Completa o cartaz Soco a Soco (sem classificação etária atribuída), o documentário português de Diogo Varela Silva sobre o pugilista Orlando Jesus — que já esteve em cartaz durante o IndieLisboa e que chega agora ao circuito comercial — e Obsession – A Felicidade É Relativa (Cinemundo, M/14), um terror americano. Para o público mais jovem e familiar há Tom & Jerry: A Bússola Perdida (Cinemundo), uma animação chinesa baseada nos personagens clássicos, e A Dança das Raposas, drama belga de estreia.

Há Um Comboio Desgovernado Cheio de Animais e Pode Ser a Aventura Familiar Mais Divertida do Ano

Preparem as pipocas, porque está prestes a chegar aos cinemas uma daquelas aventuras animadas onde o caos parece aumentar de minuto a minuto — e isso é claramente uma excelente notícia. Bichos a Bordo: O Comboio Mais Desgovernado estreia nas salas portuguesas a 28 de Maio e promete juntar acção, humor e muitos animais em pânico dentro de um comboio completamente fora de controlo.

E sejamos honestos: qualquer filme que misture um guaxinim heróico, um texugo vingativo e um comboio prestes a descarrilar já merece, pelo menos, alguma atenção.

A premissa é simples mas eficaz. Um grupo de animais fica preso num comboio desgovernado enquanto Hans, um texugo movido por vingança, ameaça transformar a viagem numa verdadeira catástrofe. Com o tempo a esgotar-se rapidamente, os passageiros peludos terão de unir forças para impedir a colisão e sobreviver ao caos que se instala carruagem após carruagem.

Um guaxinim improvável como herói da história

No centro da aventura está Falcão, um guaxinim descrito como inteligente, engenhoso e destemido, que acaba por assumir o papel de improvável líder deste grupo de sobreviventes. E convenhamos: os guaxinins já têm naturalmente ar de criaturas que sobreviveriam perfeitamente a um desastre ferroviário.

Entre perseguições, trapalhadas e momentos de tensão, tudo indica que Bichos a Bordo aposta naquela fórmula clássica das animações familiares que mistura acção acelerada com personagens excêntricas e piadas constantes para manter miúdos e graúdos entretidos.

O conceito do “comboio desgovernado” também ajuda bastante ao potencial cómico da coisa. Afinal, poucas situações criam tanto caos cinematográfico como personagens desesperadas a tentar travar um veículo gigante enquanto tudo abana, explode ou corre terrivelmente mal.

Humor, acção e espírito de equipa

Segundo a informação divulgada, o filme aposta bastante no trabalho de equipa e na amizade entre personagens improváveis. Claro que isso significa também discussões, confusões e provavelmente vários planos absurdos antes de alguém perceber finalmente como travar o comboio.

Mas esse é precisamente o encanto deste tipo de animação: aventuras frenéticas onde o perigo nunca impede o filme de manter um tom leve e divertido.

Além disso, a presença de um vilão como Hans, o texugo sedento de vingança, dá ao filme aquele toque clássico de antagonista exagerado que costuma funcionar muito bem em animações familiares. E sejamos sinceros outra vez: “texugo vingativo num comboio desgovernado” parece exactamente o tipo de ideia que teria nascido de uma reunião particularmente caótica de argumentistas.

Uma aposta para toda a família

Bichos a Bordo: O Comboio Mais Desgovernado chega aos cinemas portugueses no dia 28 de Maio, com versão dobrada em português, e tudo indica que poderá ser uma das apostas familiares mais divertidas das próximas semanas.

Num panorama onde muitas animações tentam desesperadamente parecer épicas ou excessivamente sofisticadas, há algo refrescante num filme que simplesmente abraça o caos, os animais falantes e a diversão pura sem grandes complicações existenciais pelo meio.

Às vezes é exactamente isso que o público procura.

Hugh Jackman Troca o Herói Clássico por um Robin Hood Sombrio e Brutal em “A Morte de Robin Hood”

Há personagens que parecem condenadas a regressar eternamente ao cinema. Robin Hood é uma delas. Ao longo das décadas, o lendário fora da lei de Sherwood já foi aventureiro romântico, herói familiar, guerreiro épico e até protagonista de blockbusters cheios de explosões e flechas digitais. Mas a nova versão promete fugir a tudo isso. E, honestamente, já era altura.

A Morte de Robin Hood, que estreia nos cinemas portugueses a 18 de Junho, apresenta uma abordagem muito mais sombria, humana e emocional da figura mítica, colocando Hugh Jackman no centro de um drama sobre culpa, violência, envelhecimento e redenção.

O título deixa logo claro que este não será um Robin Hood de aventuras leves entre árvores verdejantes e gargalhadas com o Pequeno João. Aqui, o herói surge ferido, física e emocionalmente, confrontado com as consequências da vida que levou. Depois de uma batalha que julgava ser a última, Robin encontra-se gravemente ferido e acaba sob os cuidados de uma mulher misteriosa, interpretada por Jodie Comer, que lhe oferece uma possibilidade inesperada de redenção.

Um Robin Hood mais humano e menos lenda

O realizador Michael Sarnoski, que chamou a atenção da crítica com Pig – A Viagem de Rob e mais recentemente realizou Um Lugar Silencioso: Dia Um, parece determinado em desmontar o mito clássico para encontrar algo mais cru e intimista. Segundo o comunicado divulgado pela NOS Audiovisuais, o filme procura explorar “um retrato mais humano de uma figura confrontada com o seu passado e com a lenda que ajudou a construir”.

E a verdade é que Hugh Jackman parece uma escolha particularmente interessante para essa abordagem. O actor australiano já provou inúmeras vezes que consegue equilibrar intensidade física com fragilidade emocional — basta lembrar Logan, filme que também pegava num herói lendário e o transformava numa figura cansada, violenta e profundamente marcada pelo peso da própria história.

Tudo indica que A Morte de Robin Hood segue um caminho semelhante: menos fantasia heróica e mais reflexão sobre o homem por trás da lenda. Um fora da lei envelhecido, perseguido pelos erros do passado e pela violência que ajudou a alimentar.

Jodie Comer e Bill Skarsgård juntam-se ao elenco

Além de Jackman, o filme conta ainda com Jodie Comer e Bill Skarsgård, dois nomes que continuam a consolidar carreiras particularmente interessantes em Hollywood. Comer, vencedora de um Emmy graças a Killing Eve, tem demonstrado uma capacidade rara para misturar vulnerabilidade e intensidade. Já Skarsgård continua a afastar-se da sombra de Pennywise para construir uma filmografia cada vez mais variada e imprevisível.

Embora ainda não tenham sido revelados muitos detalhes sobre as personagens, a presença dos dois actores reforça a ideia de que este não será apenas mais um filme de acção medieval feito à pressa para aproveitar um nome conhecido.

Até porque Robin Hood tem vivido uma relação complicada com o cinema moderno. Nos últimos anos, várias tentativas de revitalizar a personagem acabaram por passar despercebidas ou falhar junto da crítica e do público. Talvez precisamente porque insistiam em transformar a lenda numa espécie de super-herói medieval em vez de explorarem aquilo que sempre tornou a personagem interessante: a ambiguidade moral.

Uma nova vida para uma velha lenda?

O mais curioso nesta nova versão é precisamente o facto de parecer interessada em discutir o próprio mito de Robin Hood. O comunicado fala num herói confrontado “com o peso do mito” e isso pode abrir espaço para algo mais introspectivo e adulto do que o habitual.

Num momento em que Hollywood parece cada vez mais obcecada por reciclar personagens conhecidas, talvez a única forma de justificar mais um Robin Hood seja precisamente esta: abandonar a aventura confortável e olhar para a figura com alguma melancolia, violência e humanidade.

Se Michael Sarnoski conseguir trazer para este universo o mesmo tom emocional que mostrou em Pig, então A Morte de Robin Hood pode acabar por surpreender muita gente.

E convenhamos: ver Hugh Jackman de arco na mão continua a soar bastante melhor do que mais uma origem genérica de super-herói.

Cannes Invade o TVCine: Há Um Domingo Inteiro Dedicado ao Melhor Cinema de Autor

O brilho da Croisette vai chegar mais cedo a casa dos cinéfilos portugueses. Enquanto o mundo do cinema volta a olhar para o sul de França com mais uma edição do lendário Festival de Cannes, o TVCine Edition prepara uma verdadeira maratona cinematográfica dedicada ao espírito do mais prestigiado festival do mundo. No próximo dia 17 de Maio, a partir das 14h35, o canal exibe o especial “Um Domingo em Cannes”, uma selecção de cinco filmes que passaram por diferentes secções do festival e que prometem transformar o sofá numa espécie de mini Palais des Festivals. 

Mais do que uma simples programação temática, esta iniciativa funciona quase como uma carta de amor ao cinema de autor contemporâneo. Ao longo de décadas, Cannes tornou-se muito mais do que um desfile de estrelas e vestidos extravagantes na passadeira vermelha. O festival francês continua a ser uma das principais plataformas mundiais para descobrir novos realizadores, tendências cinematográficas e histórias capazes de desafiar o público, provocar discussão e redefinir a linguagem do cinema.

E o alinhamento escolhido pelo TVCine Edition mostra precisamente essa diversidade artística que fez de Cannes uma referência incontornável para qualquer amante da sétima arte.

Palestina, Taiwan, Paris, Londres e mundos virtuais

A viagem começa às 14h35 com A Uma Terra Desconhecida, segunda longa-metragem do realizador palestiniano Mahdi Fleifel. O filme, apresentado na Quinzena dos Realizadores de 2024, acompanha dois primos palestinianos presos numa realidade marcada pela sobrevivência, imigração e desespero. Em Atenas, tentam reunir dinheiro para fugir para a Alemanha, mas rapidamente mergulham num esquema perigoso que os obriga a explorar outros refugiados. Uma história dura, humana e profundamente actual.

Às 16h20 chega Locust, estreia em longa-metragem do realizador taiwanês-americano KEFF, exibida na Semana da Crítica em 2024. O thriller dramático acompanha um jovem dividido entre a vida familiar e o submundo criminoso de Taiwan, enquanto o país vive um período de tensão política influenciado pelos protestos de Hong Kong. O filme cruza violência, juventude marginalizada e corrupção social num retrato intenso e sombrio.

Mas um dos momentos mais curiosos da programação surge às 18h30 com Nouvelle Vague, o novo filme de Richard Linklater. Sim, o realizador de Boyhood e da trilogia Before decidiu mergulhar na história do cinema francês para recriar os bastidores do nascimento da revolucionária “Nouvelle Vague”. O filme acompanha um jovem Jean-Luc Godard durante a produção de O Acossado, mostrando como aquele grupo de cineastas franceses mudou para sempre a forma de fazer cinema. Para os verdadeiros cinéfilos, isto soa quase como pornografia cinematográfica — no melhor sentido possível.

Harris Dickinson estreia-se atrás das câmaras

À noite, o especial continua com um dos filmes mais comentados da recente edição de Cannes. Urchin – Pelas Ruas de Londres, exibido às 20h20, marca a estreia na realização de Harris Dickinson, actor que muitos conheceram em filmes como Triangle of Sadness ou The Iron Claw. O drama acompanha um jovem sem-abrigo e toxicodependente que tenta desesperadamente reconstruir a sua vida nas ruas de Londres.

O filme conquistou o prémio FIPRESCI da crítica internacional e também o prémio de melhor actor para Frank Dillane, algo que imediatamente chamou a atenção da imprensa especializada durante o festival. A crítica internacional destacou sobretudo a forma crua, mas profundamente humana, como Dickinson retrata exclusão social, dependência e vulnerabilidade emocional.

A fechar a maratona, às 22h00, chega Devorar a Noite, da dupla francesa Caroline Poggi e Jonathan Vinel. O filme mistura romance queer, thriller psicológico e obsessão digital numa história onde o mundo virtual se torna tão importante quanto a realidade. Entre videojogos online, relações intensas e destruição emocional, o filme explora a solidão e o desejo de pertença numa geração cada vez mais ligada a universos digitais.

Um festival dentro de casa

O especial “Um Domingo em Cannes” parece pensado precisamente para quem gosta daquele cinema que não aparece normalmente nos grandes multiplexes, mas que fica na memória durante dias. Histórias desconfortáveis, humanas, provocadoras e visualmente ousadas — exactamente o tipo de obras que Cannes costuma transformar em fenómenos cinéfilos.

E para quem ficar com vontade de continuar a viagem cinematográfica, o TVCine Edition já confirmou também o especial “Além Cannes”, nos dias 24 e 31 de Maio, dedicado a filmes premiados noutros festivais internacionais.

Resumindo: preparem as mantas, desliguem o cérebro de scrolling automático e entreguem-se a um domingo inteiro de cinema que quer fazer pensar, sentir e discutir o mundo. Porque às vezes o melhor bilhete para Cannes… é mesmo o comando da televisão.

Os 10 Melhores Filmes de Acção de Vin Diesel — muito além dos carros

Vin Diesel é um dos actores mais subestimados do cinema de acção — não porque o seu talento dramático seja excepcional, mas porque a franchise que o tornou famoso é frequentemente tratada com condescendência que não merece. Com o 25.º aniversário do primeiro Velocidade & Paixão a ser celebrado esta semana em Cannes, é o momento certo para olhar para a totalidade de uma carreira de acção que vai muito além de Dom Toretto.

10. Os Guardiões da Galáxia (2014) Tecnicamente é apenas a sua voz — e um corpo de captura de movimentos. Mas “I am Groot” dito com mais emoção do que muitos actores conseguem com um monólogo completo é uma conquista que merece reconhecimento. Groot é um dos personagens mais queridos do MCU e Diesel é a sua única voz possível.

9. Velocidade Furiosa 8 (2017) A oitava entrada da saga é onde a franchise atingiu o seu pico de absurdo glorioso — Charlize Theron como a vilã ciberterrorista Cipher, uma perseguição com um submarino nuclear e Dom Toretto a trair a sua família por razões que só fazem sentido se não se pensar demasiado. É exactamente o que devia ser.

8. Velocidade Furiosa 6 (2013) Justin Lin dirigiu a melhor sequência de acção da franchise — um avião de carga numa pista de aterragem de 45 quilómetros que desafia todas as leis da física com um prazer evidente. É o filme que consolidou a transformação da saga de corridas de rua em espionagem de escala global.

7. Riddick (2013) O terceiro filme da saga Pitch Black foi financiado em parte pelo próprio Diesel quando nenhum estúdio quis apostar nele. O resultado é um filme de ficção científica de sobrevivência brutal e eficaz, com Diesel no seu elemento mais natural: isolado, em modo predador, contra tudo e todos. É o Diesel mais despido de franchise e mais honesto como presença física.

6. The Last Witch Hunter (2005) Vin Diesel como um guardião imortal de uma criança com poderes sobrenaturais em Moscovo — uma premissa de ficção científica que o actor produziu e protagonizou por amor ao material. É um filme imperfeito mas genuinamente ambicioso, e a única vez que Diesel tentou construir um universo cinematográfico completamente fora de qualquer franchise existente.

5. Velocidade Furiosa 5 (2011) O filme que reinventou a franchise. Justin Lin e o argumentista Chris Morgan perceberam que a solução para a fadiga da saga era escalar tudo ao máximo — Rio de Janeiro, Dwayne Johnson, um cofre de aço arrastado por dois carros pelas ruas de uma favela. Funcionou. Fast Five é o melhor filme de heist da franchise e o ponto de viragem que a tornou numa das mais lucrativas da história.

4. xXx (2002) Rob Cohen — o mesmo realizador do primeiro Velocidade Furiosa — voltou a trabalhar com Diesel neste thriller de espionagem onde um extremista desportivo é recrutado pela CIA para uma missão que agentes convencionais não conseguem fazer. Xander Cage é a versão de Diesel de James Bond — mas com snowboard, motas e muito menos fato. Fez 277 milhões de dólares globalmente e confirmou que Diesel podia sustentar uma franchise fora dos carros. A sequela sem ele provou exactamente o contrário.

3. Pitch Black (2000) O filme que criou Riddick e revelou que Vin Diesel podia ser uma estrela de acção sem precisar de um sorriso. David Twohy dirigiu um thriller de ficção científica de baixo orçamento com uma premissa simples — sobreviver num planeta escuro cheio de criaturas que matam à luz — e Diesel entregou uma performance física e vocal que ainda hoje define o personagem.

2. Velocidade Furiosa (2001) O original. Rob Cohen pegou em Ponto de Ruptura, substituiu o surf por corridas de rua ilegais em Los Angeles, e Vin Diesel como Dom Toretto tornou-se instantaneamente numa figura de culto. É um filme simples sobre lealdade, família e carros muito modificados — e a química entre Diesel e Paul Walker é a razão pela qual ainda funciona vinte e cinco anos depois.

1. Velocidade Furiosa 7 (2015) O filme mais emotivo da franchise, inevitavelmente. A conclusão da participação de Paul Walker — que morreu durante as filmagens — foi tratada com uma delicadeza e uma honestidade que o blockbuster raramente consegue. A cena final, com os dois carros a separarem-se numa estrada de montanha, é um dos momentos mais tocantes do cinema de acção da última década.

“Diários de uma Princesa 3”: Anne Hathaway vai ser rainha — e Chris Pine provavelmente também volta

Existe um castelo algures na Europa alugado e à espera. A autora dos livros originais, Meg Cabot, confirmou-o em Maio: “Um dia ela vai aparecer no castelo que realmente alugámos e que está ali à espera.” O “ela” é Anne Hathaway. O castelo é Genóvia. E o filme é Diários de uma Princesa 3, que está em desenvolvimento há anos e que finalmente parece ter encontrado o seu caminho.

A realizadora Adele Lim disse à Variety esta semana que o projecto “está a correr bem” e que a premissa mudou deliberadamente de uma história sobre uma princesa para uma história sobre uma rainha. “Há tantos filmes de realização de sonhos para princesas. Não temos muitos filmes de realização de sonhos para rainhas. É isso que queremos fazer — mostrar uma mulher no pleno do seu poder.”

Cabot foi mais longe numa recente aparição pública em Nova Iorque, confirmando que Chris Pine — que interpretou o Príncipe Nicholas no segundo filme — regressa: “Há um papel para toda a gente. Robert Schwartzman está. Chris Pine, obviamente, está — embora ele diga que não, mas está.” A formulação é exactamente o tipo de negação que confirma tudo o que nega. Variety

Lim confirmou também que o filme vai ser rodado em parte na Europa — “vamos poder mostrar Genóvia em toda a sua glória” — e que os fãs dos filmes originais podem “esperar muitos regressos divertidos” do elenco. Julie Andrews, que interpretou a Rainha Clarisse, não foi especificamente mencionada, mas a sua presença na franchise tornou-se tão central que seria difícil imaginar o filme sem ela.

O que ainda não existe é data de rodagens confirmada ou greenlight formal do estúdio — o que significa que o filme não chegará aos cinemas em 2026 e possivelmente não em 2027. Mas o castelo está alugado, o argumento está a ser escrito por Flora Greeson, e Anne Hathaway está comprometida. Para uma franchise que esteve em limbo durante quase uma década após a morte do realizador original Garry Marshall em 2016, isso é mais do que suficiente para acreditar que desta vez é mesmo a sério.

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Sebastian Stan e Annabelle Wallis vão ser pais — o Soldado de Inverno e Grace de “Peaky Blinders” à espera do primeiro filho

Sebastian Stan e Annabelle Wallis estão à espera do primeiro filho juntos, confirmou o Deadline esta semana, após quase quatro anos de namoro. É a primeira vez que ambos serão pais.

Stan, de 43 anos, é um dos actores mais reconhecíveis do MCU — Bucky Barnes, o Soldado de Inverno, que acompanhou a saga desde Capitão América: O Primeiro Vingador em 2011 até Falcon and the Winter Soldier. Fora do universo Marvel, tem construído uma carreira paralela de escolhas deliberadamente arriscadas: I, Tonya, Pam & Tommy, e o recente A Different Man, de Aaron Schimberg, que lhe valeu uma nomeação ao Óscar de Melhor Actor e o prémio de melhor actor em Berlim. É um dos actores da sua geração com o percurso mais interessante entre o mainstream e o cinema de autor.

Wallis, de 41 anos, é conhecida em Portugal principalmente pelo papel de Grace Burgess em Peaky Blinders — a cantora irlandesa que se torna no grande amor de Tommy Shelby e cuja saída da série continua a ser um dos momentos mais discutidos pelos fãs. Tem também no currículo Missão: Impossível — Nação Proscrita, Annabelle e Mortdecai. Os dois foram fotografados juntos pela primeira vez em Julho de 2022 e mantiveram a relação com uma discrição considerável desde então.

A notícia foi confirmada pelo Deadline sem adicionais detalhes sobre a data prevista. O filho do Soldado de Inverno e de Grace Shelby vai ter uns pais com um currículo cinematográfico considerável para estar à altura.

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Meadow Walker vai a Cannes em nome do pai — 25 anos de “Velocidade & Paixão” e uma homenagem que vai partir corações

Esta quarta-feira à meia-noite, o Grande Auditório Lumière do Palácio dos Festivais de Cannes vai receber uma sessão especial para celebrar os 25 anos do primeiro Velocidade & Paixão. Vin Diesel, Jordana Brewster, Michelle Rodriguez e o produtor Neal H. Moritz estarão presentes. E Meadow Walker, a filha de Paul Walker, também estará na Croisette — em memória do pai.

Paul Walker morreu em Novembro de 2013, durante as filmagens do sétimo filme da saga, num acidente de viação em Valência, Califórnia. Tinha 40 anos. Meadow tinha 15. Nos anos que se seguiram, tornou-se numa das presenças mais discretas e ao mesmo tempo mais emotivas nas aparições públicas relacionadas com a franchise — presente nos momentos que importam, ausente no ruído que não importa. A sua presença em Cannes esta noite é exactamente isso: um gesto simples e pesado ao mesmo tempo.

O primeiro Velocidade & Paixão, realizado por Rob Cohen, estreou a 22 de Junho de 2001 com um orçamento de 38 milhões de dólares e fez 207 milhões globalmente — números modestos para o que viria a ser uma das franchises mais lucrativas da história do cinema, com mais de 7 mil milhões de dólares acumulados ao longo de onze filmes. A premissa era simples: um polícia que se infiltra numa gang de corridas de rua em Los Angeles e acaba por se tornar parte da família que devia investigar. Era Ponto de Ruptura com carros tuned, e funcionou porque Vin Diesel e Paul Walker tinham uma química que nenhum argumento tinha de justificar — estava simplesmente lá.

Vinte e cinco anos depois, a franchise está a preparar o décimo segundo filme — o segundo de dois filmes que fecham a saga de Dom Toretto — e Vin Diesel continua a ser a sua alma e o seu motor. Mas é a presença de Meadow Walker esta noite em Cannes, numa sala cheia de pessoas que cresceram com o pai dela, que vai ser o momento que toda a gente vai lembrar amanhã.

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“18 Buracos para o Paraíso”: o Alentejo em chamas e três mulheres perante o fim de um mundo

Há um detalhe no título de 18 Buracos para o Paraíso que não é imediato mas que, depois de se saber do que o filme trata, faz todo o sentido: dezoito buracos é uma volta completa de golfe — o desporto que mais transforma a paisagem do interior sul de Portugal, que mais consome água numa região que a não tem, que melhor simboliza a especulação imobiliária que está a redesenhar o Alentejo à imagem dos que chegam com dinheiro e não com raízes. João Nuno Pinto não escolheu o título por acidente.

O novo filme do realizador português chega às salas a 11 de Junho, distribuído pela NOS Audiovisuais, e é o tipo de cinema que o mercado português raramente produz com esta ambição temática: um retrato do colapso ambiental contemporâneo contado através de três perspectivas femininas distintas sobre os mesmos acontecimentos, num Alentejo sufocado pela seca e pela pressão de uma venda imobiliária que vai apagar um mundo. Margarida Marinho, Beatriz Batarda e Rita Cabaço protagonizam — uma tríade que cobre gerações e classes sociais diferentes e que o argumento usa para revelar como a mesma realidade pode ser lida de formas completamente opostas dependendo de quem a vive.

A história instala-se numa herdade no interior sul de Portugal, num verão de calor extremo. Uma família prepara-se para vender as terras herdadas do pai — pressionada pela especulação, fragilizada pela seca prolongada. As irmãs Francisca e Catarina, proprietárias, e Susana, filha da empregada da herdade, vêem o seu destino cruzar-se num espaço que as liga a todas mas que as coloca em lados diferentes de uma herança de poder patriarcal que o calor está a fazer ferver. Quando um incêndio cerca a região e impede todos de sair, as personagens são forçadas a confrontar o que evitaram durante anos.

Pinto, que viveu no Alentejo, fala do território com a familiaridade de quem conhece a diferença entre o Alentejo que existe e o Alentejo que os outros imaginam. “Esta é, na sua essência, uma história sobre o fogo — tanto literal como metafórico, nascido de um pensamento predatório, uma forma de ver o mundo que continua a dominar e a empurrar-nos em direcção ao abismo.” É uma declaração de intenções que situa o filme claramente no território do cinema político — não o cinema de tese, mas o cinema que usa a intimidade das personagens para falar de algo maior.

18 Buracos para o Paraíso é também o primeiro filme português a receber a certificação Green Film, que distingue produções ambientalmente responsáveis — um dado que não é apenas simbólico num filme sobre colapso ambiental. As sessões contarão com audiodescrição e legendas descritivas em sala, promovidas pela AMPLA, garantindo acesso a pessoas cegas, com baixa visão, surdas ou com deficiência auditiva. A estreia é a 11 de Junho.

“Mestres da Ilusão: Nada é o Que Parece” estreia esta sexta no TVCine — e os Quatro Cavaleiros estão de volta dez anos depois

Dez anos é muito tempo para um truque de magia. É também o intervalo entre Mestres da Ilusão 2 e este terceiro capítulo da saga que, desde 2013, transformou o ilusionismo em cinema de acção inteligente — com uma fórmula que mistura Ocean’s Eleven com Criss Angel e resulta melhor do que devia. Mestres da Ilusão: Nada é o Que Parece estreia esta sexta-feira, 15 de Maio, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e TVCine+.

A história retoma os Quatro Cavaleiros — o colectivo de ilusionistas que nos filmes anteriores usou a magia para expor esquemas de corrupção à escala global — numa missão ainda mais ambiciosa: roubar o lendário Diamante Coração a Veronika Vanderberg, uma magnata do crime interpretada por uma actriz ainda não revelada pela produção. O que começa como um assalto meticulosamente planeado transforma-se, inevitavelmente, numa operação de alto risco onde cada passo revela uma nova camada de engano — e onde a linha entre os manipuladores e os manipulados nunca é clara até ao último momento.

Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Isla Fisher e Dave Franco regressam aos papéis que construíram ao longo de uma década, acompanhados por Andrew Santino e por uma nova geração de jovens ilusionistas que trazem ao grupo dinâmicas e técnicas que os Cavaleiros originais não dominam. É exactamente o tipo de renovação de franchise que funciona quando é feita com cuidado — não substituir o que funcionou, mas acrescentar-lhe tensão geracional.

A realização é de Ruben Fleischer — o mesmo de Zombieland e Venom — que herda a cadeira de Louis Leterrier, realizador dos dois primeiros filmes. Fleischer tem um historial de filmes de acção com humor e ritmo acelerado que o torna uma escolha coerente para uma saga que nunca se levou demasiado a sério. A promessa da produção é um filme com hologramas, perseguições, jogos de manipulação e reviravoltas que dificilmente chegarão ao ecrã sem pelo menos uma que ninguém esperava.

Esta sexta-feira, 15 de Maio, às 21h30. TVCine Top e TVCine+.

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