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Os 10 Melhores Filmes de Acção de Keanu Reeves — de Vancouver para o multiverso, passando por um autocarro sem travões

Keanu Reeves é um caso único em Hollywood. Não tem o histórico de prémios de um Daniel Day-Lewis nem a versatilidade técnica de um Meryl Streep — e não precisa. O que tem é uma presença física e uma qualidade de quietude que funciona de formas que a maioria dos actores mais “sérios” nunca conseguiu replicar no cinema de acção. É também o actor de acção mais amado da internet — um estatuto que conquistou tanto pelos seus papéis como pela forma como se comporta fora deles. Com John Wick: Capítulo 5 em pré-produção, é o momento certo para revisitar como chegámos aqui.

10. 47 Ronin (2013) Carl Rinsch dirigiu esta reinterpretação da lenda japonesa dos 47 ronin com Reeves como Kai, um guerreiro de origem mista que se junta aos samurais na sua missão de vingança. É um filme injustamente maltratado pela crítica na época — visualmente rico, com uma mitologia construída com cuidado e Reeves completamente à vontade num registo épico que poucos actores ocidentais conseguem habitar com credibilidade.

9. John Wick: Capítulo 4 (2023) Chad Stahelski pegou no universo que construiu ao longo de uma década e entregou o filme mais ambicioso da saga — uma perseguição pelo mundo inteiro que culmina numa sequência em Paris filmada de cima para baixo num plano de drone que é pura coreografia de acção. É longo, é excessivo e é exactamente o que devia ser.

8. Matrix Revoluções (2003) O fecho da trilogia original é o mais dividido dos três — e também o que tem a batalha mais épica, com a defesa de Zion contra as máquinas numa sequência de guerra que os efeitos visuais de 2003 tornaram possível pela primeira vez. Reeves como Neo em modo de sacrifício final é uma imagem que encerrou uma trilogia com o peso que ela merecia.

7. Ponto de Ruptura (1991) Kathryn Bigelow — que mais tarde ganharia o Óscar por The Hurt Locker — dirigiu Reeves como um agente do FBI que se infiltra numa gang de surfistas suspeitos de assaltos a bancos. É um filme de acção dos anos 90 no seu estado mais puro: adrenalina, sol, Patrick Swayze e uma premissa que só funciona se não se pensar demasiado. É também o filme onde Reeves percebeu que o cinema de acção era o seu território.

6. John Wick: Capítulo 3 — Parabellum (2019) A terceira entrada da saga é a mais inventiva em termos de cenários e adversários — de um museu de armas a um deserto marroquino, passando por um hotel cheio de assassinos em fato de gala. Halle Berry e os seus cães treinados roubam metade do filme. A outra metade pertence a Reeves, que aos 54 anos fazia ainda sequências físicas que actores vinte anos mais novos recusariam.

5. Velocidade Máxima (1994) Jan de Bont colocou um autocarro com uma bomba que não pode abrandar abaixo dos 80km/h e dois actores — Reeves e Sandra Bullock — que tinham exactamente a química necessária para tornar a premissa absurda em cinema genuinamente tenso. É puro entretenimento de alta octanagem, filmado com uma competência técnica que muitos blockbusters actuais com dez vezes o orçamento não conseguem igualar.

4. Matrix Recarregado (2003) O segundo filme da trilogia é o mais ambicioso e o mais dividido — e também o que tem a melhor cena de acção dos três: a perseguição na auto-estrada, filmada numa pista construída de raiz em Oakland, continua a ser uma das sequências mais impressionantes tecnicamente do cinema de ficção científica. Reeves como Neo em modo de domínio total é uma imagem que define uma geração de cinema.

3. John Wick: Capítulo 2 (2017) Se o primeiro John Wick apresentou o personagem, o segundo expandiu o seu universo com uma ambição e uma coerência visual raramente vistas no cinema de acção. Stahelski construiu um filme que usa Roma como palco para alguns dos confrontos mais coreografados e mais esteticamente coerentes do género — com um duelo final num labirinto de espelhos que é pura elegância cinematográfica.

2. John Wick (2014) Chad Stahelski e David Leitch pegaram numa premissa simples — um assassino reformado que regressa ao negócio depois de matarem o seu cão — e construíram um dos filmes de acção mais influentes da última década. O estilo visual limpo, a coreografia de combate baseada em artes marciais reais e a construção de um submundo criminal com as suas próprias regras redefiniu o que o cinema de acção podia ser. Tudo o que veio depois deve algo a John Wick.

1. Matrix (1999) As irmãs Wachowski mudaram o cinema de ficção científica, a estética visual do blockbuster e a forma como toda uma geração pensa sobre realidade e ilusão. Reeves como Neo — o programador que descobre que o mundo que conhece é uma simulação — é uma das performances mais icónicas dos últimos trinta anos. “There is no spoon.” Trinta anos depois, toda a gente sabe o que isso significa — e toda a gente sabe como Keanu Reeves dobrou aquela colher.

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