A Bulgária ganhou a Eurovision pela primeira vez — e “Bangaranga” foi a maior surpresa da noite em Viena

A 70.ª edição da Eurovisão, realizada ontem em Viena, coroou a Bulgária vencedora pela primeira vez na história do país. Dara e a sua “Bangaranga” acumularam 516 pontos — vencendo tanto o júri profissional como o voto do público em simultâneo, uma façanha que não acontecia desde 2017. Israel ficou em segundo lugar com “Michelle” de Noam Bettan. Portugal não se qualificou para a final. 

A vitória de Dara foi uma surpresa. A Bulgária não estava entre os favoritos quando as luzes se acenderam na Wiener Stadthalle na noite de sábado. “Bangaranga” chegou à semana do festival como um dark horse — mas a actuação ao vivo, com uma coreografia intensa e um refrão de “Welcome to the riot!” que não saía da cabeça de ninguém, captou progressivamente o entusiasmo da sala e dos telespectadores. Quando o resultado foi anunciado, Dara colapsou no chão do palco antes de aceitar o Crystal Microphone — o troféu de vidro do concurso — das mãos de JJ, o vencedor austríaco de 2025. 

A edição deste ano foi marcada pela polémica em torno da participação de Israel. Irlanda, Eslovénia, Espanha, Países Baixos e Islândia retiraram-se entre Setembro e Dezembro de 2025 em protesto contra a decisão da União Europeia de Radiodifusão de permitir a participação israelita durante a guerra em Gaza. Israel acabou em segundo lugar — o mesmo resultado do ano anterior. A Bulgária organizará a próxima edição da Eurovisão, em 2027 — a primeira vez que o país acolhe o concurso.

A canção foi co-escrita pela própria Dara com Anne Judith Wik, Cristian Tarcea e o grego Dimitris Kontopoulos — o mesmo produtor por detrás de vários hits do concurso ao longo dos anos. Para um país que esteve ausente da Eurovisão durante três anos antes de 2026, e que regressou precisamente para ganhar, é um final de história que os guionistas do concurso dificilmente teriam ousado escrever.

“The Boys” termina na próxima semana — os últimos dois episódios vão a cinema antes de chegar ao Prime Video
Farhadi recebeu sete minutos de ovação em Cannes — com Catherine Deneuve e Isabelle Huppert em palco
“Hope” estreia amanhã em Cannes — e pode ser apenas a Parte 1 de dois filmes

“The Boys” termina na próxima semana — os últimos dois episódios vão a cinema antes de chegar ao Prime Video

Os dois episódios finais de The Boys estreiam em sessões de cinema em 4DX a 19 de Maio, antes de chegarem ao Prime Video a 20 de Maio. É o fim de uma das séries mais influentes e mais corajosas da televisão de streaming — e os criadores decidiram que merecia um momento cinematográfico antes de chegar ao sofá. 

A quinta temporada de The Boys — a última, confirmada pelos criadores desde o início — tem sido a mais ambiciosa da série. Eric Kripke prometeu um final “sem precedentes” e as últimas semanas provaram que não estava a exagerar: a morte de Homelander no episódio seis, a aparição de Samuel L. Jackson como a voz de um tubarão-martelo, a destruição do edifício da Vought numa sequência de acção que custou mais do que alguns filmes de médio orçamento. Faltam dois episódios para o fim.

Para os fãs portugueses, a questão prática é onde ver a estreia em 4DX — os cinemas com essa tecnologia em Portugal incluem o UCI El Corte Inglés em Lisboa e o NOS Forum Almada. O Prime Video traz os episódios na manhã de 20 de Maio para Portugal. A série está disponível na íntegra no Prime Video, e a maratona das cinco temporadas antes do final é uma das melhores formas de passar uma semana.

Farhadi recebeu sete minutos de ovação em Cannes — com Catherine Deneuve e Isabelle Huppert em palco

Parallel Tales de Asghar Farhadi recebeu sete minutos de ovação na estreia em Cannes — um dos mais longos da história recente do festival, e uma validação tão eloquente quanto qualquer prémio para um realizador que chegou à Croisette carregando o peso de ser iraniano num mundo que o seu governo quer que não exista.

Farhadi — o realizador de A Separação (Óscar de Melhor Filme Internacional, 2012), O Vendedor (Óscar de Melhor Filme Internacional, 2017) e de alguns dos thrillers morais mais precisos do cinema contemporâneo — está em Cannes apesar de tudo. Apesar das restrições do regime iraniano. Apesar de anteriores conflitos com o estado sobre os seus filmes. Apesar de um sistema que preferia que ele ficasse em casa. Que o festival lhe dê sete minutos de pé é também um gesto político — sem discurso, sem comunicado, apenas palmas.

Parallel Tales tem no elenco Catherine Deneuve e Isabelle Huppert — duas das maiores actrizes da história do cinema francês, juntas pela primeira vez num mesmo projecto. Isabelle Huppert foi vista na estreia visivelmente emocionada após a ovação. A distribuição norte-americana ainda não foi confirmada, mas a presença em Competição com este elenco torna Parallel Tales numa das candidatas mais sólidas ao prémio de Melhor Actriz — embora a pergunta sobre qual das duas seria nomeada seja, em si mesma, um problema agradável para o júri. 

“Hope” estreia amanhã em Cannes — e pode ser apenas a Parte 1 de dois filmes
Letterman e Colbert deitaram mobília do telhado da CBS — e foi a despedida mais divertida da história da televisão americana
Sam Raimi vai realizar “Magic” — o regresso ao terror psicológico que os fãs estavam à espera

“Hope” estreia amanhã em Cannes — e pode ser apenas a Parte 1 de dois filmes

Hope de Na Hong-jin estreia amanhã, 17 de Maio, no Grande Auditório Lumière, com 2 horas e 40 minutos de duração. É o filme mais aguardado da Competição Oficial do 79.º Festival de Cannes — e há um detalhe que ninguém da produção confirmou mas que todos na indústria estão a discutir: uma fonte disse ao World of Reel que Na Hong-jin rodou material suficiente para um corte de 4 horas e meia, o que levanta a possibilidade de Hope ser apenas a Parte 1 de uma saga. 

A história passa-se em Hope Harbor, uma aldeia remota perto da Zona Desmilitarizada coreana. O chefe de polícia Bum-seok é alertado para o avistamento de um tigre. À medida que investiga, percebe que o que ameaça a comunidade é algo muito mais perturbador do que um animal selvagem. A música é de Michael Abels — o compositor de Get OutUs e Nope de Jordan Peele — uma escolha que diz muito sobre o tom do filme: terror que trabalha debaixo da superfície, ansiedade que se instala antes de qualquer imagem explícita. 

O elenco inclui Hwang Jung-min, Zo In-sung, Jung Ho-yeon, Taylor Russell, Cameron Britton, Alicia Vikander e Michael Fassbender — casados na vida real. É o filme coreano mais esperado de Cannes desde Decision to Leave de Park Chan-wook em 2022 — e o presidente do júri desta edição é precisamente Park Chan-wook, o que torna o encontro entre os dois realizadores ainda mais carregado de significado. A Palma de Ouro será entregue a 23 de Maio. 

Letterman e Colbert deitaram mobília do telhado da CBS — e foi a despedida mais divertida da história da televisão americana
Sam Raimi vai realizar “Magic” — o regresso ao terror psicológico que os fãs estavam à espera
Pete Davidson e Elsie Hewitt separaram-se cinco meses depois de terem uma filha — e a semana já estava complicada
“Elle” chega a 1 de Julho ao Prime Video — o prequel de “Legalmente Loira” tem teaser e já tem segunda temporada garantida

Letterman e Colbert deitaram mobília do telhado da CBS — e foi a despedida mais divertida da história da televisão americana

Uma semana antes do episódio final do Late Show — marcado para 21 de Maio — David Letterman subiu ao telhado do Ed Sullivan Theater com Stephen Colbert e deitou abaixo cadeiras de estúdio, melancias e um bolo com a inscrição “The Late Show 1993-2026” sobre o logótipo da CBS desenhado no chão da rua. É exactamente o tipo de bit que só Letterman podia fazer — e que só fazia sentido neste momento. 

“Pensei que esta ocasião podia ser um pouco triste, ser o fim do teu programa aqui. Mas isto enche-me de verdadeira alegria. Estamos aqui para a destruição gratuita de propriedade da CBS!”, disse Letterman antes de começar a atirar mobília. A referência era directa: atirar coisas do telhado era um dos bits mais famosos do antigo Late Show de Letterman. Colbert havia sido informado no início do programa que não podia fazer o mesmo. Esperou onze anos. 

O contexto importa para perceber a intensidade do momento. O Late Show foi cancelado pela CBS em circunstâncias que muitos na indústria associaram à mudança de controlo da rede para a família Ellison — próxima de Trump — com o presidente americano a celebrar publicamente o fim do programa. Letterman tinha chamado anteriormente aos executivos da CBS “mentirosos e cobardes”. Atirar a mobília deles do telhado foi, portanto, mais do que um bit — foi uma declaração.

Letterman despediu-se com: “Nas palavras do grande Ed Murrow, boa noite e boa sorte, motherf*ckers!” O episódio final do Late Show with Stephen Colbert é a 21 de Maio. Entre os convidados da semana final contam-se Jon Stewart, Steven Spielberg e Bruce Springsteen. 

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Samuel L. Jackson apareceu em “The Boys” como a voz de um tubarão-martelo — e Eric Kripke diz que foi “um item da lista de desejos”
Sam Raimi vai realizar “Magic” — o regresso ao terror psicológico que os fãs estavam à espera

Sam Raimi vai realizar “Magic” — o regresso ao terror psicológico que os fãs estavam à espera

Sam Raimi foi confirmado pela Lionsgate para realizar Magic, uma adaptação moderna do romance de William Goldman que em 1978 deu origem ao filme realizado por Richard Attenborough e protagonizado por Anthony Hopkins como um ventriloquista cujo fantoche maligno vai tomando controlo da sua mente.

É a combinação mais natural do ano no cinema de género. Raimi — o criador de Evil Dead, realizador de A Teia de Aranha e de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura — tem uma carreira construída sobre o terror psicológico com humor negro e uma energia visual inconfundível. O seu último filme, Send Help, com Rachel McAdams e Dylan O’Brien, marcou o seu regresso ao horror com as melhores críticas em mais de quinze anos e perto de 100 milhões de dólares globalmente. Magic é a continuação natural desse regresso. 

O argumento é de Mark Swift e Damian Shannon — os mesmos de Send Help e de Freddy vs. Jason e do remake de Sexta-Feira 13 — numa reunião da equipa que claramente funciona. A história segue um comediante falhado que usa um fantoche de ventriloquismo no seu número e de repente atinge a fama — mas as pressões do sucesso fraccionam o seu estado mental, com o fantoche “Fats” a tomar progressivamente controlo do seu comportamento. A performance de Hopkins no original presagiava o seu Óscar por O Silêncio dos Inocentes anos mais tarde — a intensidade fria, o sorriso que não chega aos olhos, a sensação de que algo está fundamentalmente errado por baixo da superfície encantadora. 

Os argumentistas reagiram no Bluesky ao anúncio: “Vai ser insano.” Acreditamos neles. Elenco e data de estreia ainda não confirmados. 

Pete Davidson e Elsie Hewitt separaram-se cinco meses depois de terem uma filha — e a semana já estava complicada

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Pete Davidson e Elsie Hewitt separaram-se cinco meses depois de terem uma filha — e a semana já estava complicada

Pete Davidson e a modelo Elsie Hewitt separaram-se após meses de tentativas de resolver problemas na relação que se seguiram ao nascimento da filha, Scottie Rose, em Dezembro de 2025. A confirmação chegou hoje através do TMZ e do People — e com ela o fim de uma relação que se moveu a uma velocidade que surpreendeu toda a gente que a seguiu. 

Davidson, 32, e Hewitt, 30, tornaram a relação pública em Março de 2025, anunciaram a gravidez em Julho e foram pais em Dezembro. Nove meses do início ao nascimento da filha — um ritmo que os meios de comunicação americanos descreveram como “hiper-acelerado” e que, segundo fontes próximas do casal citadas pelo People, criou pressões consideráveis numa relação ainda muito recente. “Querem que um e outro sejam felizes. Há problemas, mas estão a tentar resolver as coisas juntos”, disse uma fonte ao People. Apesar da separação, as fontes garantem que Davidson e Hewitt estão focados na co-parentalidade de Scottie Rose.

A notícia chega numa semana que já estava a ser turbulenta para Davidson. No domingo, participou no Roast de Kevin Hart na Netflix — um especial que já está disponível na plataforma — e o seu set gerou polémica considerável. Davidson fez uma piada sobre Charlie Kirk, o activista conservador americano assassinado em Setembro de 2025, que foi recebida com silêncio na sala e com reacções acesas nas redes sociais. Segundo fontes citadas pelo Hollywood Reporter, Davidson tinha sido avisado antes do espectáculo de que a piada podia ser problemática — e avançou na mesma. 

É o Pete Davidson de sempre — capaz de fazer rir e de se meter em sarilhos com a mesma facilidade, muitas vezes na mesma semana. A diferença agora é que tem uma filha de cinco meses. Isso muda o cálculo de tudo.

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Em 2001, Reese Witherspoon entrou em Harvard com um fato cor-de-rosa e um chihuahua na mala e mudou para sempre o que se entendia por comédia de formação feminina. Vinte e cinco anos depois, o Prime Video vai mostrar quem era Elle Woods antes de tudo isso. Elle — o prequel da série — estreia a 1 de Julho com dez episódios, já renovado para uma segunda temporada antes de a primeira chegar ao ecrã.

A série passa-se em 1995 e segue Elle Woods (Lexi Minetree) no liceu em Bel-Air, antes de a família se mudar para Seattle quando o pai perde o emprego. É um universo conhecido — amizades complicadas, romance proibido e escolhas de moda questionáveis — mas numa versão mais jovem e mais vulnerável da personagem que toda a gente conhece. Minetree foi escolhida entre centenas de candidatas numa procura que Witherspoon — produtora executiva da série — disse ter sido inspirada por Wednesday da Netflix: “Vi aquela série e pensei: devíamos fazer Elle Woods no liceu, porque queria perceber quem ela era antes da faculdade.” 

O elenco inclui June Diane Raphael como a mãe de Elle e Tom Everett Scott como o pai. Num dos seus últimos papéis antes de falecer, James Van Der Beek — Dawson de Dawson’s Creek — interpreta o director da escola. É um detalhe que vai certamente emocionar quem cresceu com ambas as séries nos anos 90 e 2000. 

A segunda temporada já está em rodagens em Vancouver — o que significa que o Prime Video apostou na série muito antes de saber como o público vai reagir. Em Portugal, Elle estará disponível a 1 de Julho no Prime Video.

Samuel L. Jackson apareceu em “The Boys” como a voz de um tubarão-martelo — e Eric Kripke diz que foi “um item da lista de desejos”

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Samuel L. Jackson apareceu em “The Boys” como a voz de um tubarão-martelo — e Eric Kripke diz que foi “um item da lista de desejos”

ATENÇÃO: Este artigo contém spoilers do episódio 7 da quinta temporada de The Boys.

Com dois episódios para o fim da série — a estreia do episódio final está marcada para 19 de Maio em sessões de cinema em 4DX, antes de chegar ao Prime Video a 20 de Maio — Eric Kripke conseguiu encaixar no penúltimo episódio um cameo que fez toda a gente fazer pausa e recuar. A voz inconfundível pertencia a Samuel L. Jackson. A personagem era Xander — um tubarão-martelo.

Jackson empresta a voz a Xander, o animal marinho que transportou The Deep (Chace Crawford) numa perseguição a A-Train no início da temporada. No episódio 7, Xander regressa — furioso. Uma explosão de pipeline destruiu grande parte da vida marinha do oceano, e Xander não está com paciência para The Deep. É a continuação natural da tradição da série de escalar celebridades para vozes de animais marinhos: Tilda Swinton foi a voz de Ambrosius, o polvo com quem The Deep se apaixonou na quarta temporada.

“Queríamos uma voz muito distinta — e quem tem uma voz mais distinta em Hollywood do que Sam Jackson? Fomos directamente ao agente dele. Era a nossa primeira escolha, e perguntámos: ‘Ele quer fazer isto?’ Jackson gosta da série e aceitou de imediato. Isso é um item da lista de desejos — ouvir Sam Jackson a ler os teus diálogos”, disse Kripke ao Polygon. Jackson gravou as suas falas durante uma manhã livre em Nova Iorque, com Kripke a dirigir remotamente de Los Angeles. A quinta temporada de The Boys está disponível no Prime Video em Portugal.

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Matt Reeves não fez nenhum comunicado de imprensa. Publicou GIFs no X. Para anunciar Scarlett Johansson, usou uma imagem dela em Under the Skin com a legenda “Next exit, Gotham… Welcome.” Para Sebastian Stan, um GIF do actor com a legenda “In a Gotham state of mind… Welcome.” É a forma mais 2026 possível de confirmar o elenco de um dos filmes mais aguardados de 2027 — e funcionou exactamente como estava planeado. 

Stan está confirmado no papel de Harvey Dent, o procurador de Gotham que se tornará em Duas Caras. Johansson interpreta Gilda Dent, a mulher de Harvey — um papel central na história de Batman: The Long Halloween de Jeph Loeb, que parece inspirar este segundo filme. Charles Dance foi confirmado como Charles Dent, o pai de Harvey; Brian Tyree Henry e Sebastian Koch juntam-se também ao elenco. Os actores confirmados anteriormente — Robert Pattinson como Bruce Wayne, Colin Farrell como o Pinguim, Jeffrey Wright como o Comissário Gordon e Andy Serkis como Alfred — regressam. 

A migração de actores Marvel para DC continua a ser um dos temas mais comentados da indústria. Stan e Johansson co-protagonizaram os filmes dos Vingadores durante uma década — e agora aparecem juntos em Gotham. Reeves disse que o segundo filme se focará mais em Bruce Wayne do que em Batman, “porque o primeiro está tão focado no Batman”. A estreia está marcada para 1 de Outubro de 2027 nos cinemas portugueses. 

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John Travolta recebeu uma Palma de Ouro surpresa em Cannes — e disse que “é mais do que um Óscar”

John Travolta pilotou o seu próprio avião até Cannes — a única forma de chegar que fazia sentido para um homem com mais de 9.000 horas de voo no currículo e um filme sobre aviação para estrear. O que não esperava era o que o esperava antes da sessão. 

Thierry Frémaux, o director artístico do festival, apresentou a Travolta uma Palma de Ouro honorária surpresa momentos antes da estreia mundial de Propeller One-Way Night Coach, o seu filme de estreia como realizador. Travolta agarrou o peito visivelmente emocionado. “Surprise complétement!”, exclamou em francês entre lágrimas. “Não acredito. Era a última coisa que esperava.” 

“Quando me disseste que esta seria a noite especial, não sabia que significaria isto. Este momento é de uma humildade enorme”, disse a Frémaux. “Isto está para além do Óscar.” A afirmação — vinda de um actor com duas nomeações ao Óscar, o autor de Danny Zuko, Tony Manero e Vincent Vega — diz tudo sobre o peso que Cannes tem para os cineastas que o frequentam há décadas. 

Propeller One-Way Night Coach, baseado no livro homónimo que Travolta escreveu em 1997 como prenda de Natal para a família, foi o primeiro filme escolhido para a 79.ª edição do festival — selecionado por Frémaux em Novembro passado antes de qualquer outro título. A história passa-se em 1962 e segue um jovem entusiasta da aviação e a sua mãe numa viagem de avião cross-country de Washington para Los Angeles. A filha de Travolta, Ella Bleu, está no elenco como uma hospedeira de bordo. Pai e filha percorreram o tapete vermelho juntos, de preto coordenado. 

O filme estreia a 29 de Maio no Apple TV+.

“Dia D: Sob Pressão” — Andrew Scott e Brendan Fraser nas 72 horas que mudaram a História
As Pontes de Madison County” no domingo na STAR Life — o romance que Clint Eastwood fez para Meryl Streep
“Sorry, Baby” estreia domingo no TVCine — Eva Victor e Naomi Ackie num filme sobre o que fica depois

“Dia D: Sob Pressão” — Andrew Scott e Brendan Fraser nas 72 horas que mudaram a História

Toda a gente conhece as imagens das praias da Normandia, os soldados a desembarcar sob fogo, o sacrifício que definiu o rumo da Segunda Guerra Mundial. Mas nas 72 horas antes de tudo isso acontecer, havia dois homens a enfrentar uma decisão que nenhum manual militar poderia preparar: avançar com a maior operação anfíbia da história num tempo incerto, ou esperar e arriscar comprometer meses de planeamento e o elemento surpresa. Dia D: Sob Pressão é a história desses dois homens — e estreia nas salas portuguesas a 25 de Junho, com distribuição da NOS Audiovisuais.

O General Dwight D. Eisenhower, Comandante Supremo das Forças Aliadas, e o Capitão James Stagg, o meteorologista escocês que lhe disse o que o tempo ia fazer — e cuja previsão foi provavelmente a mais consequente da história da humanidade. Eisenhower precisava de condições específicas: lua cheia para os paraquedistas, maré baixa ao amanhecer para as praias, céu suficientemente claro para a cobertura aérea. Stagg tinha dados contraditórios, pressão de todos os lados e uma janela de tempo de quarenta e oito horas que identificou no meio de um sistema de tempestades que estava a fazer duvidar toda a gente à sua volta. Eisenhower acreditou nele. O resto é história.

Andrew Scott — o Padre Fleabag, o Hot Priest, o Moriarty de Sherlock, o Andrew Scott de Ripley que está neste momento no topo de todas as listas de actores europeus mais desejados — interpreta Stagg. Brendan Fraser, Óscar de Melhor Actor por The Whale, é Eisenhower. Kerry Condon, Damian Lewis e Chris Messina completam um elenco que tem em si mesmo uma garantia de qualidade difícil de ignorar. A realização é de Anthony Maras, que em Hotel Mumbai(2018) mostrou uma capacidade rara para construir tensão a partir de acontecimentos históricos reais sem perder a dimensão humana dos intervenientes.

O filme é baseado na peça homónima de David Haig — que estreou em Londres em 2013 e se tornou numa das peças históricas mais respeitadas do teatro britânico contemporâneo. Haig, que interpretou Stagg na peça original durante anos, co-escreveu o argumento da adaptação. É o tipo de origem que garante fidelidade ao material e profundidade às personagens: Haig passou anos a investigar a relação entre os dois homens, as pressões que ambos enfrentaram e o que significou, para cada um deles, a responsabilidade de uma decisão desta escala.

Dia D: Sob Pressão estreia a 25 de Junho nas salas portuguesas.

“As Pontes de Madison County” no domingo na STAR Life — o romance que Clint Eastwood fez para Meryl Streep

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“As Pontes de Madison County” no domingo na STAR Life — o romance que Clint Eastwood fez para Meryl Streep

Clint Eastwood fez apenas um telefonema quando decidiu quem ia interpretar Francesca Johnson. Do outro lado estava Meryl Streep. Spielberg tinha resistido inicialmente, mas Eastwood insistiu — e o resultado, domingo dia 7 de Junho às 22h20 na STAR Life, é um dos romances mais bem realizados do cinema americano dos anos 90. 

A história é simples até à crueldade. Francesca Johnson é uma dona de casa italiana casada com um agricultor do Iowa, vivendo uma vida boa mas pequena, num mundo onde a palavra “escolha” raramente se aplica às mulheres. Em 1965, o marido e os filhos partem para uma feira agrícola durante quatro dias. Um fotógrafo da National Geographic chama-se Robert Kincaid e precisa de encontrar as pontes cobertas do condado de Madison. Os quatro dias que se seguem mudam tudo — e não mudam nada. Eastwood filmou o romance cronologicamente, do ponto de vista de Francesca, “porque era importante trabalhar assim. Éramos duas pessoas a conhecermo-nos, em tempo real, como actores e como personagens.” 

Catherine Deneuve e Isabella Rossellini fizeram testes para o papel de Francesca. Meryl Streep fez uma iteração de Francesca que torna essa hipótese impossível de imaginar. A performance — décima nomeação ao Óscar de Meryl Streep, que ganhou peso para o papel e trabalhou o sotaque italiano com uma precisão que os italianos reconhecem como autêntica — é construída em detalhes: a forma como fecha o frigorífico, os sorrisos envergonhados do início, a mão na maçaneta do carro na chuva numa das cenas mais tensas e mais contidas do romance cinematográfico. O New York Times escreveu que Streep “se eleva directamente de Christina’s World para encarnar toda a solidão e o desejo feroz que Andrew Wyeth capturou na tela”. 

Eastwood, que tinha 65 anos quando rodou o filme, compôs parte da banda sonora em parceria com Lennie Niehaus. É uma música de jazz que serve o filme como um terceiro personagem — presente nas canções do rádio que acompanham os quatro dias, ausente quando o silêncio diz mais do que qualquer nota. É o tipo de detalhe que só um realizador que é também músico consegue acertar desta forma.

O filme fez 182 milhões de dólares globalmente com um orçamento de 22 milhões — um dos romances mais rentáveis da história de Hollywood. Trinta anos depois, a cena da maçaneta continua a ser uma das mais citadas do género. Domingo, 7 de Junho, às 22h20, na STAR Life. 

“Sorry, Baby” estreia domingo no TVCine — Eva Victor e Naomi Ackie num filme sobre o que fica depois
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“Sorry, Baby” estreia domingo no TVCine — Eva Victor e Naomi Ackie num filme sobre o que fica depois

Sorry, Baby é um filme sobre trauma que sussurra — e é precisamente essa contenção que o torna tão difícil de ignorar. A primeira longa-metragem de Eva Victor, premiada no Sundance de 2025 com o prémio de Melhor Argumento, estreia no domingo, 17 de Maio, às 21h40, em exclusivo no TVCine Top e TVCine+.

Agnes é professora de literatura. Algo aconteceu-lhe — algo que o filme não nomeia com facilidade, porque a nomeação fácil é parte do problema. O que Sorry, Baby acompanha não é o acontecimento em si mas o que vem a seguir: os dias e meses depois de um momento que a marcou profundamente, quando o mundo à volta de Agnes parece querer avançar rapidamente para a frente e Agnes ainda não conseguiu perceber onde está. O isolamento. As conversas que ficam a meio. Os gestos hesitantes. A dificuldade de regressar a uma normalidade que já não existe da forma que existia antes. Eva Victor interpreta Agnes — e escreveu também o argumento, o que explica a precisão com que cada cena sabe exactamente quanto pode dizer e quanto deve guardar.

Naomi Ackie — que o público português conhece de Station ElevenMaster of None e do papel de Whitney Houston em I Wanna Dance with Somebody — interpreta Lydie, a amiga que se torna no principal ponto de apoio de Agnes. É numa relação de amizade feminina, e não num arco de resolução, que o filme encontra o seu centro emocional. Victor tem um talento específico para filmar a proximidade entre mulheres — os gestos pequenos, as conversas que não chegam ao fim, os momentos em que não é preciso explicar nada porque a outra pessoa já percebeu.

Sorry, Baby foi descrito pela crítica do Sundance como “uma das obras mais honestas sobre sobrevivência emocional dos últimos anos” — uma formulação que capta bem o que o filme faz sem o que o filme recusa fazer: não há catarse limpa, não há resolução arrumada, não há momento em que Agnes fica “curada”. Há vida a continuar, de forma imperfeita e às vezes estranha e ocasionalmente até com humor, porque é assim que a vida continua. Domingo, 17 de Maio, às 21h40, no TVCine Top e TVCine+.

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Os 10 Melhores Filmes de Brad Pitt — de “Thelma e Louise” a “F1”

Brad Pitt tem 62 anos, um Óscar de Melhor Actor de Apoio por C’era una Volta a… Hollywood, quatro nomeações ao Óscar de Melhor Actor, e uma das filmografias mais consistentemente interessantes do cinema americano dos últimos trinta anos. Com Heart of the Beast a chegar em Setembro, é o momento certo para revisitar o essencial.

10. Snatch — Porcos e Diamantes (2000) Guy Ritchie reuniu um elenco impossível — Jason Statham, Benicio del Toro, Dennis Farina — e colocou Brad Pitt no centro como Mickey O’Neil, um boxeur irlandês de pura gíria que ninguém consegue perceber. É um dos papéis mais divertidos da sua carreira, e a cena do combate de boxe é puro prazer cinematográfico.

9. O Curioso Caso de Benjamin Button (2008) David Fincher dirigiu Pitt como um homem que nasce velho e rejuvenesce ao longo da vida — uma premissa que podia ter sido kitsch e que se torna numa meditação genuinamente tocante sobre o tempo, o amor e a memória. A nomeação ao Óscar de Melhor Actor foi merecida.

8. Inglourious Basterds (2009) O Tenente Aldo Raine e o seu sotaque do Tennessee são um dos grandes prazeres do cinema de Tarantino. Pitt sabe exactamente o que o realizador quer e entrega-o com uma generosidade e um sentido de ritmo que tornam cada uma das suas cenas num presente. “Voglio il mio scalpo.”

7. Twelve Monkeys — Os Doze Macacos (1995) Terry Gilliam dirigiu Pitt como um paciente psiquiátrico frenético num thriller de ficção científica sobre viagens no tempo — e o resultado foi a sua primeira nomeação ao Óscar e a primeira prova de que havia muito mais no actor do que o sorriso de Thelma e Louise. É uma performance física e vocalmente arriscada que ainda hoje surpreende.

6. Fury — Fúria (2014) David Ayer dirigiu Pitt como Don “Wardaddy” Collado, o sargento de um tanque Sherman nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial. É um filme de guerra brutal, sem romantismo, com uma sequência final dentro do tanque que é uma das mais tensas do género. A reunião com Ayer em Heart of the Beast partiu daqui.

5.Era uma vez em… Hollywood (2019) Cliff Booth é uma das personagens mais estranhas e mais cativantes que Quentin Tarantino alguma vez escreveu — um duplo de acrobacias de Hollywood, possível assassino da mulher, completamente sem ambições e completamente em paz consigo próprio. O Óscar de Melhor Actor de Apoio foi o reconhecimento de uma performance que parece não estar a fazer nada enquanto faz tudo.

4. Fight Club (1999) Tyler Durden. Não precisa de mais explicação. A segunda colaboração de Pitt com Fincher é um dos filmes mais citados, mais imitados e mais mal-entendidos do cinema americano dos anos 90 — e Pitt está num modo de carisma absoluto que raramente voltou a atingir com esta intensidade.

3. Thelma e Louise (1991) O papel que lançou tudo. Oito minutos de ecrã como JD, o ladrão encantador que seduz Thelma e the rouba o dinheiro, e Hollywood percebeu que existia um novo astro. Ridley Scott nunca esqueceu — e trabalhou com Pitt novamente trinta anos depois em The Counselor.

2. F1 (2025) Joseph Kosinski — o mesmo de Top Gun: Maverick — fez com a Fórmula 1 o que fez com a aviação: um filme de entretenimento de alta octanagem com emoção genuína por detrás da velocidade. Pitt como Sonny Hayes, o piloto veterano que regressa à corrida de topo, recebeu quatro nomeações ao Óscar. É o Pitt do momento — experiente, carismático, completamente à vontade numa escala de blockbuster.

1. Seven — Pecados por Morte (1995) A segunda colaboração com David Fincher é o melhor filme de ambos — um thriller de série de crimes com Morgan Freeman, um final que ninguém esperava e uma caixa que toda a gente conhece. “What’s in the box?” é uma das frases mais icónicas da história do cinema de suspense, e Pitt entrega-a com uma intensidade que faz doer. Trinta anos depois, Seven continua a ser o filme de referência do género.

Digam-nos nos comentários se concordam com esta escolha.

“Nemesis” estreia hoje no Netflix — o novo thriller da criadora de “Power” chega a Los Angeles

Courtney A. Kemp ajudou a redefinir o crime televisivo americano com Power — a saga de James St. Patrick que durante seis temporadas foi uma das séries mais vistas do Starz e que gerou quatro spin-offs. Nemesis, que estreia hoje no Netflix com oito episódios, é o seu regresso ao género com um ângulo ligeiramente diferente: em vez de um protagonista moral e politicamente ambíguo, são dois. 

A série centra-se na colisão entre Coltrane Wilder (Y’lan Noel), um ladrão mestre, e Isaiah Stiles (Matthew Law), um detective implacável da LAPD — dois homens com motivações semelhantes e métodos radicalmente opostos, em Los Angeles. A história explora o que acontece quando duas pessoas com os mesmos impulsos — ambição, lealdade, sobrevivência — escolhem lados diferentes da lei para os satisfazer. É um cat-and-mouse clássico, mas com a profundidade emocional e familiar que Kemp trouxe a Power

O elenco inclui ainda Cleopatra Coleman, Gabrielle Dennis, Domenick Lombardozzi, Michael Potts e Quincy Isaiah. A co-criadora é Tani Marole. Os primeiros oito episódios estão disponíveis em simultâneo — o modelo Netflix habitual, que convida à maratona e penaliza quem prefere o ritmo semanal. 

Para quem viu Power e ficou a querer mais do mesmo universo moral do crime americano, Nemesis é a próxima paragem natural. Para quem não conhece Kemp, é uma boa introdução ao seu estilo.

As estreias de 14 de Maio: uma saga com Salvador Sobral, o documentário dos Iron Maiden e uma Madre de Calcutá com Noomi Rapace

James Franco diz que está a “viver uma vida positiva” — e tem o primeiro papel num estúdio em quase uma década

“Outer Banks” termina a 1 de Julho — e os Pogues despediram-se ontem no Netflix Upfront

James Franco diz que está a “viver uma vida positiva” — e tem o primeiro papel num estúdio em quase uma década

James Franco confirmou ao Deadline em Cannes que tem um papel num “grande filme de estúdio” — o primeiro desde The Disaster Artist em 2017. O actor não revelou o título, mas deu detalhes suficientes para alimentar a especulação: “Isso foi a New Line e depois deixaram-nos vender à A24.” O filme já foi rodado mas “não estará pronto para este verão — o meu palpite é que será no final do ano ou primavera-verão de 2027.” 

Franco estava em Cannes a promover Foster, um thriller de acção dos anos 80 rodado em Los Angeles onde interpreta Donald “Don” Foster, um veterano de guerra assombrado pelo passado e em luta pela sobriedade. É o quarto ano consecutivo que o actor tem filmes no mercado de Cannes — o que contradiz a narrativa de que esteve completamente afastado da indústria desde as acusações de assédio sexual em 2018 e o subsequente acordo extrajudicial em 2021. 

Quando questionado sobre se foi tratado injustamente, Franco manteve o tom conciliatório que tem adoptado nas suas aparições públicas recentes: “Não sei. O que é que eu vou fazer? Eu avanço e tento viver uma vida positiva. Honestamente, acho que fui colocado neste planeta para fazer filmes.” É uma resposta que diz muito sobre o estado das coisas — sem assumir responsabilidade explícita, sem pedir perdão, mas também sem a agressividade que outros actores em situação semelhante adoptaram. A internet vai ter opiniões. Já as está a ter. 

Franco esteve na cerimónia de abertura de Cannes ao lado da namorada Izabel Pakzad, e foi rodeado por fãs no lobby do Palais entre a cerimónia e a sessão do filme de abertura. A reabilitação, lenta e sem declarações dramáticas, parece estar em curso.

“Outer Banks” termina a 1 de Julho — e os Pogues despediram-se ontem no Netflix Upfront

Outer Banks regressa a 1 de Julho de 2026 com a quinta e última temporada. Ontem, no Netflix Upfront em Nova Iorque, Chase Stokes, Madison Bailey, Jonathan Daviss e Carlacia Grant subiram ao palco para mostrar as primeiras imagens da temporada final e se despedirem do público. Foi o tipo de momento que os fãs da série vão guardar — quatro actores que cresceram juntos em frente às câmaras, a anunciar o fim de uma história que acompanharam durante seis anos. 

A temporada tem dez episódios e deve ser lançada em simultâneo — regressando ao modelo binge que a quarta temporada dividida abandonou. As filmagens decorreram em Charleston, Carolina do Sul, e na Croácia, e os criadores disseram que sempre souberam qual seria a última cena da série desde o início. O elenco principal regressa na íntegra — com excepção de Rudy Pankow: JJ está morto e a morte é permanente. Para os fãs que ainda tinham esperança, é a confirmação definitiva. 

A série estreou em 2020, em plena pandemia, e tornou-se num fenómeno que atravessou gerações — adolescentes que começaram a ver com os pais e que chegam ao fim da série quase adultos, ao mesmo tempo que os Pogues. É o tipo de arco narrativo que raramente acontece na televisão de streaming, e que torna o adeus de 1 de Julho em algo com um peso real. Em Portugal, Outer Banks está disponível no Netflix.

As estreias de 14 de Maio: uma saga com Salvador Sobral, o documentário dos Iron Maiden e uma Madre de Calcutá com Noomi Rapace

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Brad Pitt perdeu-se no Alasca com um cão — “Heart of the Beast” estreia a 25 de Setembro

A Paramount confirmou ontem que Heart of the Beast estreia a 25 de Setembro de 2026. A premissa é tão simples quanto eficaz: um ex-soldado das Forças Especiais fica perdido nas profundezas do Alasca com o seu cão de combate reformado depois de um acidente de aviação — e a luta pela sobrevivência contra os elementos e a vida selvagem é tudo o que os separa da civilização. 

Brad Pitt e David Ayer estão juntos pela segunda vez desde Fury (2014) — o filme de guerra que os dois consideram o melhor trabalho conjunto de ambos e que fez mais de 200 milhões globalmente. As primeiras palavras de quem viu o filme em sessões de teste descrevem-no como “o melhor filme de Ayer desde Fury” — uma comparação que, vinda de quem já conhece o material, é um bom sinal. J.K. Simmons e Anna Lambe completam o elenco; o argumento é de Cameron Alexander; e Damien Chazelle é produtor executivo. 

O cão tem papel central. No trailer apresentado na CinemaCon em Abril, Pitt assegura ao animal depois do acidente: “Vou levar-te para casa. Só vamos ter de fazer isto da maneira difícil.” É uma frase que, num trailer, faz exactamente o que deve fazer: estabelece a relação, define o tom e garante que toda a gente na sala já está emocionalmente investida antes de a história começar. Pitt e Ayer sabem o que estão a fazer — e o cão provavelmente também.

Na mesma data estreia Forgotten Island, da DreamWorks, com Dave Franco e Jenny Slate — e um relançamento de Vingadores: Fim do Jogo da Marvel. É um fim-de-semana de Setembro com opções para toda a gente. Heart of the Beastestá em Portugal a 25 de Setembro. 

“Berlim e a Dama com Arminho” estreia amanhã — e a máscara dourada confirma que La Casa de Papel não acabou

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“Berlim e a Dama com Arminho” estreia amanhã — e a máscara dourada confirma que La Casa de Papel não acabou

Há duas notícias neste artigo. A primeira é que Berlim e a Dama com Arminho — a segunda temporada do spin-off de La Casa de Papel centrado no personagem mais elegante e mais insuportável da série — estreia amanhã, 15 de Maio, no Netflix, com todos os oito episódios disponíveis em simultâneo. A segunda é que, durante a pré-estreia realizada em Sevilha na semana passada, a Netflix confirmou que o universo de La Casa de Papel vai continuar muito além de Berlim — com um teaser de 50 segundos e uma máscara de Salvador Dalí dourada que deixou os fãs em polvorosa.

Comecemos pelo que chega amanhã. A segunda temporada abandona Paris — onde a primeira temporada decorreu, com o gangue a fazer desaparecer 44 milhões de euros em jóias — e move a acção para Sevilha, onde Berlim e a sua equipa planeiam roubar A Dama com Arminho, uma das obras mais célebres de Leonardo da Vinci. O título não é uma metáfora — é literalmente o quadro que está no centro do plano. Em paralelo, Berlim organiza um segundo golpe em Paris, desta vez mirando 434 diamantes avaliados em 44 milhões de euros na Champs-Élysées. Dois golpes em simultâneo, duas cidades, uma equipa que já conhecemos e uma nova personagem interpretada por Inma Cuesta cujos contornos a produção manteve em segredo até à pré-estreia. 

Pedro Alonso regressa como Andrés de Fonollosa — o homem que La Casa de Papel apresentou como vilão e que o spin-off foi transformando numa figura muito mais complexa, capaz de planear um roubo como se fosse uma composição musical e de destruir uma relação com a mesma precisão. Ao seu lado estão Tristán Ulloa como Damián, Michelle Jenner como Keila, Begoña Vargas como Cameron, Julio Peña Fernández como Roi e Joel Sánchez como Bruce. A frase de campanha da temporada — “Ele não rouba, ele faz arte” — define o tom com uma exactidão que o próprio Berlim provavelmente aprovaria. 

E depois há o teaser. Durante a pré-estreia em Sevilha, Álvaro Morte — o Professor — confirmou o regresso ao universo, e a Netflix exibiu um teaser de 50 segundos com a máscara de Salvador Dalí agora dourada e uma barra de ouro a ser desenterrada, com a narração: “Tudo começou com dinheiro, depois veio o ouro e tesouros que não têm preço, mas a revolução ainda não acabou.” Não há título, não há elenco, não há data. Há apenas a confirmação de que a franchise mais vista da história da Netflix em língua não inglesa não ficou por aqui. 

Para Portugal, onde La Casa de Papel foi uma das séries mais vistas de sempre na plataforma, amanhã é dia de maratona.

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