As nomeações para a 78.ª edição dos Emmy foram anunciadas esta quarta-feira, e o drama médico The Pitt saiu com a folha de serviço mais robusta: 25 nomeações, à frente de todas as outras séries em competição. Do lado das comédias, a temporada final de Hacks, com Jean Smart e Hannah Einbinder, arrecadou 24 nomeações, um recorde absoluto para uma comédia na sua última temporada, superando a marca antes detida por Schitt’s Creek.
Ainda entre os mais nomeados, a nova comédia de terror da Apple TV+, Widow’s Bay, surpreendeu com 19 nomeações, seguida de perto pelo drama Pluribus, com 18. A cerimónia está marcada para 14 de setembro, uma segunda-feira em vez do habitual domingo, devido a um jogo da NFL transmitido pela NBC nesse fim de semana, e terá Mariska Hargitay como anfitriã.
Nem tudo foram boas notícias para os habituais favoritos: Jeremy Allen White ficou de fora da categoria de Melhor Ator de Comédia pela primeira vez desde a estreia de The Bear, série que no total recebeu apenas oito nomeações, um recuo acentuado face às edições anteriores. Séries como Outlander, Industry e Landman ficaram também completamente arredadas da corrida.
Em contrapartida, houve espaço para surpresas simpáticas: Sally Field regressou à corrida aos Emmy 17 anos depois, nomeada por Remarkably Bright Creatures, e o concurso Dancing with the Stars conseguiu, pela primeira vez numa década, uma nomeação para Melhor Programa de Competição.
Os cinemas portugueses recebem seis estreias que dificilmente poderiam ser mais diferentes entre si. De um lado, o regresso em carne e osso de uma das princesas mais amadas da Disney e o sexto capítulo de uma das sagas de terror mais duradouras de Hollywood. Do outro, cinema de autor vindo de Cannes e Toronto, um biopic sobre Franz Kafka e uma comédia dramática com um elenco de peso mas percurso comercial modesto. Eis o que vale a pena saber sobre cada uma.
Vaiana estreia-se em carne e osso, com Dwayne Johnson a repetir o papel de Maui
A grande aposta comercial da semana é a versão live-action de Vaiana, dirigida por Thomas Kail. Catherine Laga’aia assume o papel principal, numa estreia que a coloca ao lado de Dwayne Johnson, que regressa como Maui dez anos depois da versão animada original. John Tui, Frankie Adams e Rena Owen completam o elenco, esta última no papel da avó Tala.
O filme segue a mesma história que tornou o original um fenómeno global: a jovem navegadora que parte à descoberta do oceano para salvar o seu povo. “How Far I’ll Go” volta a ser cantada no ecrã, com Lin-Manuel Miranda de regresso à composição de canções originais. A Disney tem um histórico recente de remakes live-action que abrem com força considerável nas bilheteiras — casos de Aladdin, O Rei Leão e Lilo & Stitch — e todos os sinais apontam para que Vaiana siga o mesmo caminho.
Evil Dead Burn traz Sam Raimi de volta à saga que ajudou a criar
Para os fãs de terror, a estreia da semana é Evil Dead Burn, sexto filme da franquia Evil Dead e sequela autónoma de Evil Dead (2013) e Evil Dead Rise (2023). Sébastien Vaniček dirige, com Sam Raimi de novo como produtor. Souheila Yacoub, Tandi Wright e Hunter Doohan protagonizam a história de uma viúva recente que procura consolo junto da família do marido, apenas para ver o reencontro familiar transformar-se em pesadelo quando o Livro dos Mortos volta a despertar Deadites.
Nos Estados Unidos, onde a Warner Bros. distribui o filme, as previsões apontam para uma abertura entre 30 e 40 milhões de dólares, o que representaria o melhor arranque de sempre da franquia. O género terror tem tido um ano particularmente forte nas bilheteiras em 2026, e Evil Dead Burn chega a Portugal pela Big Picture embalado nessa tendência.
George Washington chega a Portugal depois de surpreender nos EUA
Estreado nos Estados Unidos com o título Young Washington, George Washington já não é uma incógnita comercial. Realizado por Jon Erwin e centrado nos anos de juventude do futuro primeiro presidente norte-americano durante a Guerra Franco-Indígena, o filme junta William Franklyn-Miller no papel principal a Ben Kingsley e Andy Serkis.
A estreia norte-americana, pela Angel Studios, rendeu 19,3 milhões de dólares no fim de semana de abertura — o segundo melhor arranque de sempre do estúdio, atrás apenas de Sound of Freedom. O sucesso foi suficiente para o realizador anunciar uma sequela, já intitulada 1776, que deverá seguir Washington até à Revolução Americana. Chega agora a Portugal pela NOS Audiovisuais.
O Convite junta Seth Rogen, Olivia Wilde, Penélope Cruz e Edward Norton
Com estreia marcada para 9 de julho pela Cinemundo, O Convite (The Invite, no título original) é a nova longa-metragem de Olivia Wilde como realizadora, a partir de um argumento de Will McCormack e Rashida Jones. Trata-se de um remake norte-americano de Els vents favorables, o filme espanhol de Cesc Gay conhecido internacionalmente como The People Upstairs.
A história acompanha um casal em crise que recebe os vizinhos de cima para jantar, numa única noite que expõe tudo o que já não funciona na relação. Seth Rogen, a própria Olivia Wilde, Penélope Cruz e Edward Norton dão corpo às personagens. O filme estreou no Festival de Sundance com boa receção crítica, mas o lançamento limitado nos Estados Unidos pela A24 e as críticas mornas na imprensa levaram a uma bilheteira modesta — pouco mais de 1,3 milhões de dólares arrecadados mundialmente até agora, apesar do elenco de peso.
Franz revisita a vida de Kafka pela mão de Agnieszka Holland
A realizadora polaca Agnieszka Holland assina Franz, biopic sobre o escritor Franz Kafka que percorre a sua vida desde a infância em Praga até à morte prematura em 1924. Idan Weiss interpreta Kafka, com Peter Kurth e Katharina Stark no elenco. O filme, construído como um mosaico não-linear em torno da figura do autor, estreou mundialmente no Festival de Toronto de 2025.
Chega às salas portuguesas pela distribuidora No Comboio, com uma proposta claramente dirigida a um público de cinefilia e não ao circuito comercial: são 127 minutos de reflexão sobre a relação de Kafka com o pai, com os seus editores e com os amores da sua vida, mais do que uma biografia convencional.
Pelo Adam, de Laura Wandel, chega de Cannes com Léa Drucker
Fechando a lista está Pelo Adam (L’Intérêt d’Adam), thriller psicológico da realizadora belga Laura Wandel, apresentado na Semana da Crítica do Festival de Cannes de 2025. Léa Drucker interpreta Lucy, enfermeira-chefe de pediatria, e Anamaria Vartolomei dá corpo a Rebecca, mãe de um menino de quatro anos hospitalizado por desnutrição por ordem judicial. Quando Rebecca se recusa a respeitar os limites de visita impostos pelo tribunal, a situação escala.
Rodado quase em tempo real e com grande proximidade às personagens, o filme confirma Wandel — autora também de Un Monde (2022) — como uma das vozes mais interessantes do cinema social belga-francês da atualidade. Chega a Portugal pela Alambique, com distribuição inevitavelmente limitada face à sua natureza de autor.
Lola Tung, protagonista da série A Sete Léguas do Amor (The Summer I Turned Pretty), vai integrar o elenco de Please, o próximo filme de Halina Reijn, realizadora de Babygirl e Bodies Bodies Bodies, produzido pela A24. O acordo marca um salto significativo na carreira da atriz, que troca o registo essencialmente juvenil da série pela sensibilidade mais adulta e provocadora que tem definido o trabalho de Reijn nos últimos anos.
A escolha não é inocente: depois de Bodies Bodies Bodies, sátira geracional sobre um grupo de jovens ricos, e Babygirl, drama sobre desejo e poder que relançou a conversa em torno de Nicole Kidman, Reijn tornou-se uma das vozes mais interessantes a explorar a psicologia de personagens jovens em contextos de tensão social e sexual, um território que parece talhado para testar Tung fora da zona de conforto que a tornou popular.
Para a A24, reforçar o elenco com um nome já com base de fãs consolidada é também uma jogada comercial inteligente, sem abdicar da assinatura de autor que caracteriza o estúdio. Resta agora esperar por mais detalhes sobre o argumento e restante elenco de Please, que deverá continuar a reforçar-se nos próximos meses.
A Netflix pôs fim a um dos projetos históricos mais ambiciosos que tinha em desenvolvimento: o épico sobre o general cartaginês Aníbal, protagonizado por Denzel Washington e realizado por Antoine Fuqua, foi cancelado depois de mais de três anos de espera. As filmagens estavam previstas para arrancar este verão, em Itália.
O motivo apontado é o orçamento, estimado em mais de 200 milhões de dólares, um valor que a plataforma terá considerado incomportável para um projeto sem garantias de retorno equivalente ao de uma franquia. O diretor de fotografia Robert Richardson, que estaria ligado à produção, resumiu o estado do filme de forma direta: está “efetivamente morto”.
Fuqua e Washington já trabalharam juntos várias vezes, da trilogia de O Protetor a Dia de Treino, uma parceria que alimentava expectativas altas em torno deste regresso a um género, o épico histórico de grande escala, que Hollywood tem cada vez mais dificuldade em financiar fora dos estúdios tradicionais. Fuqua vinha ainda de Michael, o biopic sobre Michael Jackson, o que tornava este Aníbal um dos projetos mais aguardados do realizador.
O cancelamento confirma uma tendência que se tem repetido nos últimos tempos: as plataformas de streaming, outrora dispostas a financiar produções de escala hollywoodesca sem os riscos da bilheteira, estão agora mais cautelosas com orçamentos de topo, sobretudo quando não há uma franquia ou propriedade intelectual conhecida a garantir audiência.
A versão live-action de Moana estreia nos cinemas a 10 de julho, uma data escolhida a dedo: coincide com o décimo aniversário da animação original de 2016. O projeto marca também a estreia na realização de longas-metragens de Thomas Kail, nome conhecido do teatro pela direção de Hamilton, que aqui assume o desafio de transpor para ação real uma das animações mais queridas da última década da Disney.
Catherine Laga’aia estreia-se no cinema no papel principal, sucedendo à voz original de Auli’i Cravalho, enquanto Dwayne Johnson regressa como Maui, papel que já lhe conhecemos da animação. Lin-Manuel Miranda mantém-se ligado ao projeto como compositor e produtor, garantindo continuidade musical com o filme original, e a produção conta ainda com Hiram e Dany Garcia e Beau Flynn ao lado do próprio Johnson.
O caminho até às salas não foi imediato: o filme estava inicialmente previsto para 27 de junho de 2025, mas a Disney decidiu adiá-lo um ano para evitar que a estreia coincidisse demasiado perto do lançamento de Moana 2 em animação, uma decisão que reflete bem a lógica de espaçamento de lançamentos que atualmente rege o calendário do estúdio.
Com a fórmula da adaptação em ação real já testada (e por vezes desgastada) noutros clássicos da Disney, Moana chega com a vantagem de partir de uma história mais recente e ainda fresca na memória do público, o que pode ajudar a evitar as comparações desfavoráveis que perseguiram outras destas transposições.
Acaba Com Eles chega aos Canais TVCine sem nunca ter passado pelas salas portuguesas. O thriller, conhecido internacionalmente como Bring Them Down, estreia como Inédito TVCine no sábado, dia 11 de julho, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e no TVCine+, com Barry Keoghan (Saltburn, Os Espíritos de Inisherin) e Christopher Abbott (Possessor, Sanctuary) nos papéis principais.
A história acompanha dois agricultores, Michael (Abbott) e Jack (Keoghan), cuja rivalidade de longa data na paisagem agreste do oeste da Irlanda se intensifica repentinamente, desencadeando uma espiral de violência que muda ambas as famílias para sempre. É um retrato cru da masculinidade tóxica, filmado com o rigor de quem conhece bem o território do drama rural irlandês.
O filme chega com um currículo de festivais que justifica a aposta da TVCine: depois de apresentado em Toronto, venceu o Prémio de Melhor Filme no Fantastic Fest, além do Prémio FIPRESCI no Festival de Mannheim-Heidelberg e o de Melhor Argumento em Roma. Na crítica internacional, reúne também uma recNo. de aprovação muito acima da média, com 90% de críticas positivas agregadas.
É a estreia em longa-metragem de Christopher Andrews, distinguido como Melhor Realizador Estreante nos British Independent Film Awards, um reconhecimento que confirma Acaba Com Eles como uma das apresentações mais sólidas do cinema independente irlandês dos últimos anos, mesmo sem ter chegado a estrear comercialmente em Portugal.
Depois da epopeia de Christopher Nolan, o mês de julho ainda guarda duas estreias que deverão disputar a atenção do público em registos opostos. A 24 de julho chega Evil Dead Burn, nova entrada standalone da franquia de terror Evil Dead, que continua a explorar variações sobre o mesmo pesadelo original sem se prender a uma cronologia rígida com os filmes anteriores.
Poucos dias depois, no derradeiro fim de semana do mês, estreia Homem-Aranha: Um Novo Dia, quarto filme do trepa-paredes no universo Marvel e o primeiro desde No Way Home. A história arranca quatro anos depois desse capítulo, com Peter Parker a continuar a sua rotina de combate ao crime até surgir uma ameaça nova e misteriosa que o obriga a juntar forças com outros aliados, e a lidar com uma evolução potencialmente perigosa dos seus poderes. Destin Daniel Cretton assume a realização, sucedendo a Jon Watts na cadeira de comando da saga.
A proximidade das duas estreias resume bem a lógica do calendário de verão: um título de nicho, pensado para os fãs fiéis do terror, e um blockbuster de escala familiar concebido para arrastar o público em massa às salas antes do fim das férias. Entre a Odisseia de Nolan, o terror de Evil Dead Burn e o regresso de Spider-Man, julho de 2026 dificilmente ficará marcado pela escassez de opções nos cinemas.
Julho não é só de estreias em sala: as plataformas de streaming também reservam títulos de peso para este mês. Na Netflix, o grande destaque é Enola Holmes 3, terceira aventura da irmã mais nova de Sherlock Holmes, com Millie Bobby Brown a repetir o papel principal ao lado de Henry Cavill, Louis Partridge, Himesh Patel, Sharon Duncan-Brewster e Helena Bonham Carter.
Ainda na Netflix, chega a 16 de julho The Hawk, comédia que junta Will Ferrell no papel de um antigo campeão de golfe, uma aposta clara no humor de fórmula que já deu bons resultados ao ator noutras produções do género.
A Prime Video já disponibilizou, desde dia 3, Project Hail Mary, adaptação de ficção científica com Ryan Gosling, um dos títulos mais aguardados do catálogo da plataforma para a primeira metade do ano. Já a HBO Max reserva para o final do mês, a 31 de julho, The Drama, produção da A24 filmada em Boston, num registo mais intimista e distante dos grandes orçamentos que dominam o resto da agenda de julho.
A oferta do mês confirma uma tendência que se tem vindo a consolidar: cada plataforma escolhe um género para se diferenciar, da comédia ao thriller sci-fi, passando pelo cinema de autor da A24.
O Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary chegou este ano à sua 60.ª edição, a decorrer entre 3 e 11 de julho na República Checa, e assinalou a efeméride com uma homenagem a Dustin Hoffman, reconhecendo uma carreira que atravessa seis décadas de cinema.
Antes mesmo do encerramento, o festival já revelou os primeiros vencedores, atribuídos na secção industry KVIFF Promises, dedicada a projetos em desenvolvimento. O Prémio Eurimages de Coprodução, no valor de 20 mil euros, foi para Selamlik, coprodução sueco-dinamarquesa realizada por Jerry Carlsson, com argumento de Khaled Alesmael e produção de Frida Mårtensson. O júri sublinhou a forma como o filme “ressoa com o contexto geopolítico atual”, numa referência direta à crise de deslocados que atravessa a Europa.
Outro reconhecimento distinguiu Reminiscence, projeto ucraniano liderado por uma dupla criativa feminina, uma realizadora emergente e uma produtora já estabelecida, que explora temas de perda, luto e sobrevivência na Ucrânia atual. Os vencedores da secção Promises seguem agora para o Marché du Film e a Producers Network, que decorrem durante o próximo Festival de Cannes.
Karlovy Vary continua, assim, a cumprir o duplo papel que o tornou incontornável no calendário europeu: celebrar a história do cinema e servir de rampa de lançamento para projetos que só chegarão às salas daqui a alguns anos.
O fim de semana alargado do 4 de Julho confirmou Minions & Monstros no topo da bilheteira norte-americana, mas os números não trouxeram grandes motivos de festa à Illumination e à Universal. A nova aventura das criaturas amarelas arrecadou 36,4 milhões de dólares no fim de semana e 61,4 milhões desde a estreia de quarta-feira, um valor que representa a abertura de cinco dias mais fraca de toda a franquia.
O feriado trouxe ainda a estreia larga de Young Washington, da Angel Studios, distribuído em cerca de 2.700 salas e sincronizado com a celebração dos 250 anos da fundação dos Estados Unidos. O filme, realizado por Jon Erwin e protagonizado por William Franklyn-Miller como um jovem George Washington, junta ainda Kelsey Grammer, Mary-Louise Parker e Ben Kingsley.
Enquanto isso, Disclosure Day, de Steven Spielberg, tornou-se o 13.º filme de 2026 a ultrapassar os 100 milhões de dólares em receitas domésticas, prova de que o ano continua a produzir sucessos de bilheteira em ritmo elevado. Já Obsession, veterano de cartaz, somou mais 5,3 milhões de dólares e ultrapassou a fasquia dos 245 milhões acumulados, mantendo-se irredutível semana após semana.
O contraste entre a quebra relativa de uma franquia de animação já consolidada e a resistência de títulos como Obsession, ou o marco atingido por Disclosure Day, diz muito sobre o estado atual do mercado: o público continua a ir ao cinema, mas cada vez de forma mais seletiva.
Wicked chega aos Canais TVCine já esta sexta-feira, dia 10 de julho, às 21h30, com estreia simultânea no TVCine Top e no TVCine+. O musical, que adapta para o grande ecrã duas décadas de sucesso nos palcos da Broadway e do West End, junta Cynthia Erivo e Ariana Grande num dos elencos mais comentados do cinema musical recente.
A história segue Elphaba, jovem incompreendida por causa da sua pele verde e que ainda não descobriu o seu verdadeiro poder, e Glinda, popular, ambiciosa e ainda por descobrir o seu verdadeiro coração. As duas cruzam-se como estudantes na Universidade de Shiz, na Terra de Oz, e constroem uma amizade improvável que um encontro com o Maravilhoso Feiticeiro de Oz acaba por colocar à prova, empurrando-as para caminhos opostos: um de sedução pelo poder, outro de fidelidade a si própria, com consequências que ecoam na história que todos já conhecem de O Feiticeiro de Oz.
Realizado por Jon M. Chu (Asiáticos Doidos e Ricos, Ao Ritmo de Washington Heights), Wicked venceu os Óscares de Melhor Guarda-Roupa e Melhor Cenografia, além de somar oito outras nomeações, incluindo Melhor Filme. Ao elenco principal juntam-se ainda Jonathan Bailey, Michelle Yeoh e Jeff Goldblum.
A chegada de Wicked à grelha marca também o culminar da aposta da TVCine no cinema musical, depois de já terem entrado em exibição nos seus canais O Feiticeiro de Oz e O Feiticeiro, ambos ligados ao mesmo universo. Para quem gosta do género, a sexta-feira promete ser de cartaz cheio.
A Odisseia, o novo filme de Christopher Nolan, estreia nos cinemas a 16 de julho, marcando o regresso do realizador ao grande ecrã depois do sucesso arrasador de Oppenheimer. Desta vez, Nolan troca a física quântica pela mitologia grega, adaptando a epopeia de Homero à sua maneira: uma leitura sobre o tempo, a memória e a resistência humana, mais do que uma simples reconstituição de aventuras marítimas.
Matt Damon veste a pele de Ulisses (Odisseu), o guerreiro que tenta regressar a casa depois da Guerra de Troia e se vê arrastado numa travessia repleta de provações. À sua volta, Nolan reuniu um elenco coral que poucos realizadores conseguiriam justificar num único filme: Anne Hathaway, Zendaya, Tom Holland, Charlize Theron, Robert Pattinson, Jon Bernthal e Mia Goth completam a lista de nomes que partilham cartaz.
A ambição da produção não é surpresa vinda de quem já trabalhou à escala de Interstellar, Dunkirk ou Oppenheimer. Ainda assim, A Odisseia promete ser o projeto mais coral, e ao que tudo indica um dos mais dispendiosos, da carreira de Nolan, um sinal claro de que Hollywood continua disposta a apostar em epopeias de autor mesmo num mercado dominado por franquias.
Resta saber se a fidelidade ao espírito de Homero, errância, hybris, o peso do regresso, sobrevive ao tratamento de blockbuster estival. É essa tensão, entre poema clássico e espetáculo de verão, que deverá definir as críticas quando o filme chegar às salas.
A cantora Maro vai estrear-se no mundo das dobragens em Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros, dando voz à personagem Nancy. A novidade é o destaque da versão portuguesa do filme, que chega às salas nacionais a 6 de agosto, exclusivamente dobrado, uma opção habitual da Paramount para esta franquia infantil e que garante o filme mais acessível ao público mais novo.
Ao lado de Maro, o elenco de vozes portuguesas junta nomes já habituais na dobragem nacional: Soraia Tavares, Bárbara Lourenço, Vasco Pereira Coutinho, Mafalda Luís de Castro, Rodrigo Costa e Romeu Vala emprestam a voz aos protagonistas da Patrulha Pata. A lista completa de vozes está disponível nos materiais de imprensa disponibilizados pela distribuidora.
O filme leva a equipa de cães-heróis a um território novo dentro da franquia: depois de a sua nave ser apanhada por uma tempestade misteriosa, os membros da Patrulha Pata aterram de emergência numa ilha tropical desconhecida, habitada por dinossauros. Ali conhecem Rex, um jovem cão que ficou preso na ilha durante anos e se tornou um verdadeiro especialista em tudo o que diz respeito aos répteis pré-históricos. A aventura complica-se quando o arqui-inimigo da equipa, o Presidente da Câmara Humdinger, inicia uma exploração imprudente dos recursos naturais da ilha e acaba por provocar a erupção de um vulcão adormecido, obrigando a Patrulha Pata a uma sucessão de missões de resgate de alto risco para impedir que tudo seja destruído.
A estreia de Maro insere-se numa prática cada vez mais comum em Portugal, a de trazer nomes da música para as dobragens de animação, como forma de ampliar o alcance destes filmes junto do público mais novo e das famílias que os acompanham às salas. Resta agora saber se a experiência terá continuidade, ou se ficará apenas por esta incursão pontual no universo da Patrulha Pata.
Há histórias de cinema português que merecem ser contadas pela raridade do percurso, e a de “First Date” é uma delas. A curta-metragem de Luís Filipe Borges, vencedora do primeiro Prémio Curta Pico, tornou-se um fenómeno improvável, com uma digressão por setenta festivais em dezanove países e vinte e quatro prémios somados pelo caminho.
O projeto nasceu de um concurso lançado em 2023 pela associação MiratecArts, com o apoio dos três municípios da ilha do Pico, nos Açores, para financiar a rodagem de uma curta de ficção no local. A ideia vencedora foi apresentada em janeiro de 2024 e, depois de muito voluntariado e de fundos públicos e privados adicionais, o filme estreou-se no Montanha Pico Festival em janeiro de 2025. A partir daí, a viagem não parou. Estreou-se na Índia, passou pela Suécia, pelo FEST de Espinho, onde foi nomeado para Melhor Obra Nacional de 2025, pelos Estados Unidos e pela Austrália, e em Angola, no Cinefest, arrecadou quatro prémios, incluindo Melhor Filme e Melhor Realizador para Luís Filipe Borges. Pelo meio, distinguiu ainda Cristóvão Campos e Ana Lopes nas categorias de interpretação.
O reconhecimento chegou também a casa, com a estreia televisiva no histórico CineMax da RTP2 em maio de 2026 e o lançamento na plataforma FILMIN. Mais do que uma curta premiada, “First Date” funciona como um cartão de visita da ilha do Pico, levando o nome dos Açores a júris e plateias das Filipinas ao Brasil. Para quem quiser seguir o exemplo, as candidaturas ao segundo Prémio Curta Pico estão abertas até 1 de julho.
Antes de completar 17 anos, tornou-se um dos hackers mais conhecidos do Brasil. “O Rei da Internet”, inspirado numa história verídica, estreia nas salas de cinema portuguesas a 2 de julho, com distribuição da NOS Audiovisuais.
O filme acompanha Daniel, um jovem que se destaca desde cedo pelas capacidades informáticas e que ganha rapidamente notoriedade no mundo digital. O sucesso, o dinheiro e uma vida de ostentação levam-no a integrar uma organização criminosa de grande dimensão, que movimentou milhões, atraindo a atenção das autoridades e desencadeando uma operação da Polícia Federal que mudaria o rumo da sua vida. Entre o fascínio pela tecnologia e as consequências de escolhas feitas ainda na adolescência, retrata-se a ascensão e a queda de alguém que alcançou fama e poder num mundo onde a fronteira entre o génio e o crime é cada vez mais ténue.
É o tipo de história, real e contemporânea, que encontra eco fácil num público habituado a ouvir falar de cibercrime nas notícias. A produção brasileira chega às salas portuguesas no início de julho, e promete um retrato sem filtros de uma geração que cresceu com o mundo todo à distância de um ecrã.
Depois de transformar um dos videojogos mais populares de sempre num enorme êxito de bilheteira, “Um Filme Minecraft” dá agora o salto para o pequeno ecrã. A adaptação estreia na televisão portuguesa na sexta-feira, 26 de junho, às 21h30, no TVCine Top e também na plataforma TVCine+.
A história arranca quando quatro jovens são misteriosamente transportados para o Overworld, o mundo feito de blocos que define o universo do jogo. Perdidos num lugar povoado por criaturas como os Piglins e os zombies, percebem depressa que terão de dominar as regras daquele espaço para sobreviver e voltar a casa. Pelo caminho cruzam-se com Steve, o icónico habitante do mundo Minecraft a quem Jack Black dá vida, que os guia numa missão cheia de perigos e descobertas. Jason Momoa, Danielle Brooks, Emma Myers e Sebastian Hansen completam o elenco.
A realização é de Jared Hess, o mesmo do humor excêntrico de “Napoleon Dynamite”, que pega na lógica infinita de construção do jogo para construir uma aventura cómica e acessível a todas as idades. Inspirado no fenómeno criado pela Mojang Studios, o filme tornou-se um dos maiores sucessos do ano nas salas, impulsionado pela popularidade da marca junto de várias gerações de jogadores. Para quem não o apanhou no cinema, e para as famílias que o querem rever, a estreia nos canais TVCine é a oportunidade certa.
Quando uma avó de 93 anos é vítima de uma burla telefónica, a última coisa que a família espera é vê-la decidir fazer justiça pelas próprias mãos. É essa a premissa de “Thelma”, a comédia de ação protagonizada por June Squibb, que estreia no sábado, 27 de junho, às 21h45, em exclusivo no TVCine Emotion e na plataforma TVCine+.
Thelma Post leva uma vida tranquila até cair num esquema fraudulento que lhe rouba as poupanças. Recusando o papel de vítima, embarca numa missão improvável para encontrar os responsáveis e recuperar o dinheiro, acompanhada pelo amigo Ben numa travessia da cidade cheia de encontros caricatos e momentos de ternura. O que começa como uma história de vingança transforma-se numa reflexão luminosa sobre autonomia, envelhecimento e resiliência.
Realizado por Josh Margolin, que se inspirou numa experiência real com a própria avó, o filme subverte o estereótipo da fragilidade na terceira idade e coloca uma protagonista improvável no centro de uma aventura cheia de ritmo. A grande força está na interpretação de June Squibb, que, com mais de noventa anos, assume o papel principal com uma energia e uma comicidade raras. O elenco conta ainda com Fred Hechinger, Parker Posey, Clark Gregg e Richard Roundtree, num dos últimos trabalhos do ator.
A violência estilizada que tornou “Sisu” num fenómeno de culto está de volta, mais sombria e explosiva. “Sisu: A Estrada da Vingança”, a sequela do êxito finlandês de 2022, estreia no sábado, 27 de junho, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e no TVCine+.
A ação passa-se na Lapónia, em 1945. A guerra terminou, mas a violência não larga Aatami Korpi, o lendário sobrevivente finlandês de novo interpretado por Jorma Tommila. Depois de perder a família às mãos do Exército Vermelho, regressa às ruínas da antiga casa com a intenção de a reconstruir longe do conflito, até descobrir que o oficial soviético responsável pelo massacre continua vivo. A partir daí, mergulha numa espiral de perseguições pelas florestas geladas do Norte da Europa e confrontos de brutalidade extrema. O elenco inclui ainda Stephen Lang, Richard Brake, Tommi Korpela e Kaspar Velberg.
A realização volta a ser de Jalmari Helander, que recupera o espírito de sobrevivência extrema do original. O título remete para o conceito finlandês de “sisu”, associado à coragem absoluta e à determinação inabalável, e a sequela pega nessa ideia para construir uma experiência de ação intensa, com as sequências inventivas e a presença física de Tommila a serem de novo os pontos altos. Para os fãs do cinema de ação independente, é uma noite a marcar.
Vinte e cinco anos depois, “Legally Blonde” ainda guarda histórias por contar, e uma das melhores veio agora da boca de Jennifer Coolidge. Embora ninguém imagine outra atriz no papel da manicura Paulette Bonafonté, a vencedora do Globo de Ouro revelou que entrou no casting da comédia de 2001 convencida de que estava a concorrer para outro papel bem diferente, o de protagonista.
A confissão aconteceu no Elle World, evento da Prime Video que juntou o elenco do filme, e Coolidge não poupou no humor à própria custa. Brincou primeiro com a idade, dizendo que tinha apenas dezassete anos quando começaram as filmagens, antes de admitir a verdade. Sentiu-se sortuda por ter sido escolhida para um dos trabalhos preferidos da carreira, mas, nas suas palavras, pensou de forma tola que estava a fazer prova para ser a Elle, a personagem que Reese Witherspoon acabou por imortalizar.
O reencontro assinalou o vigésimo quinto aniversário do filme e a chegada de “Elle”, a nova série prequela da Prime Video. Ao lado de Coolidge e de Witherspoon estiveram outras caras conhecidas do original, como Ali Larter, Selma Blair, Victor Garber e Matthew Davis, além das músicas Hoku e Vanessa Carlton, autoras de “Perfect Day” e “A Thousand Miles”, temas que ficaram colados à memória do filme.
A série “Elle” estreia a 1 de Julho e traz uma nova geração de atores, com Lexi Minetree à cabeça do elenco, ao lado de Zac Looker, Jacob Moskovitz, Chandler Kinney, Gabrielle Policano, Tom Everett Scott e June Diane Raphael. O painel do evento foi moderado por Bowen Yang e Matt Rogers, num tom de festa que confirma o carinho que o público continua a ter por uma comédia que se tornou um clássico improvável do início do milénio.
O realizador de “A Gaiola Dourada” regressa à comédia com uma história profundamente lisboeta. “Santo António, O Casamenteiro de Lisboa”, de Ruben Alves, estreia nas salas portuguesas a 10 de Setembro, e o primeiro trailer já foi revelado, durante a transmissão das Marchas Populares na noite de Santo António.
A história parte de uma das tradições mais queridas da capital, os casamentos coletivos de Santo António, que aqui ficam ameaçados quando a Câmara faz um ultimato aos funcionários responsáveis, interpretados por Rita Blanco e Joaquim Monchique, no sentido de modernizarem e salvarem o evento. À volta deles, Alves reúne um elenco de luxo do cinema português, com Joaquim de Almeida, Maria Rueff, Maria João Bastos, Albano Jerónimo, Ana Bola e o espanhol Paco León, entre muitos outros.
Treze anos depois do fenómeno de bilheteira que foi “A Gaiola Dourada”, com mais de 760 mil espectadores em Portugal, o realizador luso-francês volta a pegar na identidade nacional, desta vez para falar de uma Lisboa em transformação, ameaçada pela globalização e pelo turismo. O filme tem ainda outro motivo de destaque, será o primeiro título português a chegar ao Disney+ em Portugal depois da passagem pelas salas, com distribuição da NOS Audiovisuais.