TVCine+ transforma-se numa cinemateca digital com mais de 250 clássicos de Ozu a Wong Kar-wai

Os Canais TVCine reforçaram o catálogo do TVCine+ com mais de 250 títulos de realizadores incontornáveis da história do cinema, numa aquisição que muda de forma significativa o que está disponível, de forma gratuita, para quem já é assinante do serviço.

A lista de nomes é a explicação mais directa do porquê de isto interessar: Yasujirō Ozu, Andrei Tarkovsky, Federico Fellini, Ingmar Bergman, Akira Kurosawa, Sergei Eisenstein, Luchino Visconti, Kenji Mizoguchi, Rainer Werner Fassbinder, Luis Buñuel, Satyajit Ray, Éric Rohmer, John Cassavetes, Jacques Demy, Francis Ford Coppola e Wong Kar-wai compõem o núcleo duro da coleção — praticamente um curso condensado de história do cinema mundial, do Japão clássico à Nova Vaga francesa, passando pela Itália do neo-realismo e pelo cinema independente americano. A isto soma-se cinema nacional português e nomes mais recentes como Christian Petzold, Park Chan-wook, Jacques Audiard e Ryūsuke Hamaguchi, que garantem que a coleção não fica presa ao passado.

O acesso faz-se através de um layout redesenhado no TVCine+, organizado por realizador — uma escolha de curadoria que facilita exactamente o tipo de exploração que este catálogo pede: entrar por um nome e sair peregrino pela filmografia toda. Uma parte destes títulos vai também passar na emissão linear dos Canais TVCine, com destaque para o TVCine Edition, o que estende o alcance da coleção para lá de quem prefere streaming.

Para o espectador português que segue cinema de autor, é uma mudança de peso: significa ter Bergman, Tarkovsky ou Mizoguchi ao alcance de um serviço já incluído na assinatura, sem depender de plataformas internacionais de nicho, muitas vezes indisponíveis ou com catálogos limitados por território.

João Botelho leva “As Meninas Exemplares” ao Pico para abrir a 13ª edição do Montanha Pico Festival

Estreias da Semana 23 de Julho

Keanu Reeves enfrenta a Mesa Alta na melhor entrada da saga, estreia no STAR Channel

João Botelho leva “As Meninas Exemplares” ao Pico para abrir a 13ª edição do Montanha Pico Festival

O Montanha Pico Festival já tem filme de abertura para a sua 13ª edição, marcada para janeiro de 2027: “As Meninas Exemplares”, de João Botelho, que se desloca em pessoa até à montanha mais alta de Portugal para apresentar a obra na sexta-feira, 8 de janeiro, no Auditório da Madalena.

É uma escolha que pesa. Depois de 34 filmes produzidos ao longo da carreira, Botelho decidiu acompanhar esta última obra pelas salas do país, e o Pico entra assim na rota pessoal de um dos realizadores mais consistentes do cinema português das últimas décadas. “As Meninas Exemplares” adapta o clássico infanto-juvenil da escritora russa Condessa de Ségur e presta, em simultâneo, homenagem à artista Paula Rego — uma dupla referência que já rendeu ao filme dois Prémios Sophia (Melhor Figurino e Melhor Maquilhagem e Cabelos) e mais quatro nomeações, incluindo Fotografia, Argumento Adaptado e Direção Artística. O elenco reúne Rita Durão, Crista Alfaiate, Catarina Wallenstein, Margarida Marinho, Leonor Silveira, Rita Blanco e Victoria Guerra, entre outros nomes incontornáveis do cinema nacional.

Organizada pela MiratecArts, esta edição assinala também os 15 anos de programação cultural da associação na ilha, e junta ao festival, pela primeira vez, o programa bienal do Encontro Audiovisual Açoriano e os Prémios Audiovisuais Açorianos (PAA). “Esta é uma edição especial”, resume o diretor artístico Terry Costa, que enquadra ainda a programação nas comemorações dos 600 anos dos Açores, promovidas pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, com eventos pensados também para a diáspora açoriana espalhada pelo mundo.

A noite de abertura reserva ainda uma novidade de formato: pela primeira vez na história do festival, a sessão inaugural será dupla, juntando duas longas-metragens num só programa. Os restantes filmes e sessões de curtas-metragens serão anunciados mensalmente até à abertura, com os títulos em competição de temática ou cenário de montanha, além das produções açorianas, a ser revelados a 11 de dezembro, no Dia Mundial da Montanha.

O Montanha Pico Festival decorre entre 8 e 15 de janeiro, com sessões diárias na Biblioteca Auditório da Madalena, no Auditório Municipal das Lajes do Pico e no Auditório do Museu dos Baleeiros. A ilha do Pico é servida pelo aeroporto PIX, com ligações da SATA Azores Airlines.

Estreias da Semana 23 de Julho

Maro estreia-se nas dobragens com “Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros”

“Family Guy” estreia 24ª temporada no STAR Comedy, com Lois e Stevie finalmente a entenderem-se

“Her Private Hell”: Nicolas Winding Refn regressa ao grande ecrã quase uma década depois de “The Neon Demon”

“Mata-te, Amor”: o retrato mais cru de Jennifer Lawrence já passou na TVCine, mas ainda há hipótese de o ver esta noite

Estreias da Semana 23 de Julho

São sete as estreias de cinema que chegam esta semana às salas portuguesas, e a mais inesperada não é a que tem o maior orçamento. “Amor Português”, uma produção luso-turca rodada entre Lisboa e Istambul, junta o ator português Diogo Morgado à atriz turca Cansu Dere numa história de amor pensada para o público que segue novelas turcas na TVI.

Amor Português (Portekiz Aşkı)

Diogo Morgado e Cansu Dere protagonizam esta produção rodada entre Lisboa e Istambul, um cruzamento pouco habitual entre o cinema português e a indústria de entretenimento turca. Cansu Dere é uma das caras mais conhecidas das novelas turcas, género com público fiel em Portugal desde que a TVI começou a transmitir estas produções. O ângulo local, um ator português a protagonizar uma superprodução turca filmada na capital, é o principal fator de curiosidade em torno da estreia.

Águas Profundas (Deep Water)

Aaron Eckhart e Ben Kingsley protagonizam este thriller de catástrofe realizado por Renny Harlin, com um avião a cair em águas infestadas de tubarões. É o filme com maior potencial de bilheteira da semana, distribuído em lançamento amplo pela NOS Audiovisuais. As críticas têm sido moderadas, mas o género de catástrofe raramente depende da resposta da crítica para atrair público.

Mais Uma Época de Caça (Chasse gardée 2)

Sequela da comédia francesa protagonizada por Didier Bourdon, que teve uma estreia forte em França, quase o dobro da bilheteira do primeiro filme no fim de semana de lançamento, segundo dados da Satellifacts. A comédia francesa mantém um público estável em Portugal.

Amor em Camas Separadas (2 cuori e 2 capanne)

Comédia italiana com Edoardo Leo, ator popular em Itália mas pouco conhecido do público português. O desempenho em sala deverá depender sobretudo do boca-a-boca.

The Furious

Filme de ação marcial chinês com 98% de aprovação no Rotten Tomatoes, a nota mais alta de todas as estreias da semana, e mais de 25 milhões de dólares arrecadados na China, de acordo com a Koimoi. Ainda assim, o cinema de ação chinês tem historicamente pouca penetração no mercado português, e a distribuição em Portugal, a cargo da Pris Audiovisuais, não conta com o mesmo peso promocional dos restantes títulos.

Orfão (Árva)

Novo filme de László Nemes, realizador de “O Filho de Saul”, selecionado pela Hungria para a corrida ao Óscar de Melhor Filme Internacional. É um drama de 132 minutos, distribuído em Portugal pela Midas Filmes em circuito reduzido. O reconhecimento crítico internacional, incluindo a apresentação em Cannes, contrasta com a expectativa comercial limitada do título.

Trapalhões

Animação europeia sobre um coelho e um ouriço órfão, com título português que evoca a dupla cómica dos Trapalhões, sem qualquer relação com o conteúdo do filme. Chega às salas na mesma semana em que “Vaiana” e “Minions & Monstros” continuam em exibição, o que deverá condicionar o desempenho junto do público infantil.

A Prodigiosa Transformação da Classe Operária em Estrangeiro

Documentário italiano sobre migração, distribuído pela Risi Film em circuito de festival, sem expectativa de exibição comercial alargada.

“Family Guy” estreia 24ª temporada no STAR Comedy, com Lois e Stevie finalmente a entenderem-se

Alternativa: “24 temporadas depois, ‘Family Guy’ ainda tem novidades para os Griffin”

O STAR Comedy estreia a 24ª temporada de “Family Guy” no dia 3 de agosto, com emissão de segunda a sexta-feira, à tarde. Vinte e quatro temporadas depois da estreia original, a família Griffin — Peter, Lois, Meg, Chris, o bebé Stevie e o cão Brian — continua a render episódios, e o arranque desta nova leva promete pelo menos uma novidade genuína: pela primeira vez na história do programa, Lois e Stevie conseguem finalmente entender-se, com uma ajuda pouco ortodoxa dos comestíveis de Brian.

É mais uma renovação de rotina do que um acontecimento, mas para uma série com este historial de longevidade, a longevidade em si já é a notícia.

Keanu Reeves enfrenta a Mesa Alta na melhor entrada da saga, estreia no STAR Channel

Chef morto, teoria de rapto alienígena: Brokenwood estreia 12ª temporada no STAR Crime

TVCine dedica a noite de domingo a Joachim Trier, com estreia de “Valor Sentimental”

Maro estreia-se nas dobragens com “Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros”

“Will Trent” regressa ao STAR Life com um fantasma do passado a ameaçar tudo o que o detetive reconstruiu

Alternativa: “STAR Life estreia a 4ª temporada de ‘Will Trent’, com o detetive obrigado a desobedecer ordens”

O STAR Life estreia a 4ª temporada de “Will Trent” no dia 3 de agosto, segunda-feira, às 22h20, com emissão semanal à mesma hora. Baseada nos romances best-seller de Karin Slaughter, a série segue Will Trent (Ramón Rodríguez), agente especial do Departamento de Investigação da Geórgia que, apesar de uma infância marcada pelo sistema de acolhimento de Atlanta, tem a taxa de resolução de casos mais alta do departamento.

O primeiro episódio da nova temporada arranca cinco meses depois de um ataque à sede do GBI, quando alguém do passado de Will foge da prisão — obrigando-o a desobedecer ordens diretas e a lançar uma busca que reabre feridas antigas e ameaça destruir tudo o que conseguiu reconstruir na vida. É um arranque que aposta claramente mais na tensão pessoal da personagem do que no caso da semana, um sinal de que a série continua a querer aprofundar Trent como figura central, e não apenas como motor de enredos policiais.

TVCine dedica a noite de domingo a Joachim Trier, com estreia de “Valor Sentimental”

“Motor City – Sede de Vingança”: o filme que quase teve Chris Evans, Jake Gyllenhaal e Gerard Butler antes de chegar a Alan Ritchson

“Hypnotic – Arma Invisível”: Robert Rodriguez troca a acção pura por um thriller sobre manipulação mental

Chef morto, teoria de rapto alienígena: Brokenwood estreia 12ª temporada no STAR Crime

Alternativa: “STAR Crime estreia nova temporada de ‘Os Mistérios de Brokenwood’ com homicídio à mistura de OVNIs”

O STAR Crime estreia a 12ª temporada de “Os Mistérios de Brokenwood” no dia 6 de agosto, quinta-feira, às 22h00, com emissão semanal à mesma hora. A série neozelandesa, que já vai em mais de uma década de investigações na pequena cidade fictícia que lhe dá o nome, continua a apostar na fórmula que lhe garantiu uma base de fãs fiel: mistério de assassinato, humor seco e cenários de cortar a respiração.

O primeiro episódio da nova temporada arranca com um chef encontrado morto numa plantação — e o enredo ganha uma camada extra de esquisitice quando, por coincidência, uma convenção sobre OVNIs chega à cidade precisamente na mesma altura, alimentando teorias de rapto alienígena. Quando ocorre uma segunda morte, o detetive Mike Sheperd e a parceira Kristin Sims têm de decidir se perseguem uma pista extraterrestre ou se a explicação, como é hábito na série, acaba por ser dolorosamente humana.

Não é uma novidade vistosa, mas para quem gosta de procedurais de detetive com identidade própria — longe do polimento americano — Brokenwood continua a ser uma aposta segura.

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Alternativa: “STAR Channel estreia ‘John Wick: Capítulo 4’ a 2 de agosto — o ponto mais alto de uma franquia que não parou de subir”

O STAR Channel estreia “John Wick: Capítulo 4” no dia 2 de agosto, domingo, às 21h20, com Chad Stahelski a repetir a realização e Keanu Reeves a repetir o papel que relançou a sua carreira de ator de ação. Neste capítulo, Wick descobre finalmente uma forma de derrotar a Mesa Alta, mas antes de conquistar a liberdade tem de enfrentar um novo inimigo com alianças poderosas espalhadas pelo mundo — alianças que transformam velhos aliados em adversários.

O elenco reúne de novo Laurence Fishburne e soma o nome de George Georgiou a uma saga que, ao longo de quatro filmes, se tornou sinónimo de coreografia de ação extremada e de um mundo próprio cada vez mais elaborado, com as suas próprias regras, hierarquias e código de honra entre assassinos profissionais. É este equilíbrio entre espectáculo físico e construção de mitologia que tem mantido a franquia relevante muito para lá do que se esperaria de uma sequela de quarta geração.

Para quem só conhece “John Wick” de nome, esta é a entrada certa para perceber o fenómeno: mais longa, mais ambiciosa e, para grande parte da crítica internacional, a mais bem conseguida da série até agora.

Mata-te, Amor”: o retrato mais cru de Jennifer Lawrence já passou na TVCine, mas ainda há hipótese de o ver esta noite

Maro estreia-se nas dobragens com “Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros”

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“Mata-te, Amor”: o retrato mais cru de Jennifer Lawrence já passou na TVCine, mas ainda há hipótese de o ver esta noite

Alternativa: “Jennifer Lawrence em estado bruto: ‘Mata-te, Amor’ repete esta noite na TVCine Top”

“Mata-te, Amor” estreou na televisão portuguesa no passado domingo, dia 19 de julho, às 21h15, em exclusivo na TVCine Top e na TVCine+. Quem não conseguiu ver ainda tem outra oportunidade: o filme volta esta noite, dia 22 de julho, às 22h55, na TVCine Top — segundo a grelha de programação mais recente do canal, é a única reposição confirmada em julho.

Baseado no romance homónimo da argentina Ariana Harwicz e realizado por Lynne Ramsay — autora de “Temos de Falar Sobre Kevin” e “Nunca Estiveste Aqui” —, “Mata-te, Amor” segue Grace, uma jovem mãe e aspirante a escritora que se muda para uma casa de campo isolada com o companheiro, Jackson. Entre o nascimento do primeiro filho do casal e as ausências frequentes de Jackson, Grace começa a perder o controlo, num retrato cru da depressão pós-parto que a própria Jennifer Lawrence já assumiu publicamente ter vivido.

É um dos papéis mais exigentes da carreira de Lawrence, produzido por Martin Scorsese e estreado com honras de Competição Oficial no Festival de Cannes de 2025 — um percurso de prestígio pouco habitual para um título que chega tão depressa à televisão portuguesa. O elenco reúne ainda Robert Pattinson, Sissy Spacek, Enda Walsh, Nick Nolte e LaKeith Stanfield.

Para quem gosta de cinema desconfortável e bem representado, esta noite é a oportunidade que resta este mês.

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Juíza trava fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery: o que está em jogo

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Maro estreia-se nas dobragens com “Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros”

Alternativa: “Novo filme da Patrulha Pata chega a 6 de agosto só em versão dobrada, com Maro a dar voz a uma personagem original”

“Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros” chega às salas portuguesas a 6 de agosto exclusivamente em versão dobrada, e traz consigo uma novidade que interessa a um público bem mais vasto do que o habitual desta franquia infantil: a estreia da cantora Maro no universo das dobragens, a dar voz à personagem Nancy.

Depois de “Saudade, Saudade” a ter levado à final da Eurovisão em 2022, Maro junta-se a uma vaga cada vez mais comum de figuras da música portuguesa a emprestar a voz a animação para cinema — um caminho que continua a funcionar como garantia de cobertura mediática fora dos circuitos habituais de crítica de cinema infantil. Acompanham-na neste elenco de vozes Soraia Tavares, Bárbara Lourenço, Vasco Pereira Coutinho, Mafalda Luís de Castro, Rodrigo Costa e Romeu Vala, com a lista completa de personagens disponível nos materiais de imprensa do distribuidor.

Quanto à história: a Patrulha Pata vê a sua nave apanhada por uma tempestade e é forçada a uma aterragem de emergência numa ilha tropical desconhecida — habitada por dinossauros. Aí encontram Rex, um jovem cão que ficou preso na ilha durante anos e que, à força das circunstâncias, se tornou um especialista improvável em tudo o que toca a répteis pré-históricos. O conflito chega pela mão do habitual arqui-inimigo da equipa, o Presidente da Câmara Humdinger, cuja exploração imprudente dos recursos da ilha desencadeia a erupção de um vulcão adormecido — obrigando a equipa a uma série de missões de resgate de alto risco para impedir a destruição total da ilha.

É a fórmula habitual da franquia — ameaça ambiental provocada por ganância humana, resolvida por uma equipa de cães heróicos — aplicada desta vez a um cenário jurássico, com o reforço promocional de trazer uma das vozes mais reconhecíveis da música portuguesa recente para dentro de uma sala de cinema cheia de crianças.

“Hypnotic – Arma Invisível”: Robert Rodriguez troca a acção pura por um thriller sobre manipulação mental

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“Her Private Hell”: Nicolas Winding Refn regressa ao grande ecrã quase uma década depois de “The Neon Demon”

Alternativa: “Sophie Thatcher e Charles Melton perdidos num inferno de neon no regresso de Refn ao cinema”

Nicolas Winding Refn volta às salas de cinema portuguesas a 30 de julho com “Her Private Hell: Viagem ao Inferno”, a primeira longa-metragem do realizador dinamarquês desde “The Neon Demon”, de 2016. O filme estreou mundialmente em Cannes, fora de competição, e chega a Portugal pela distribuição da NOS Audiovisuais.

O regresso de Refn ao formato longa não é um dado menor para quem acompanha a carreira do realizador de “Drive” e “Only God Forgives”: depois de quase dez anos dedicados sobretudo a séries e projetos televisivos, “Her Private Hell” marca a retoma de uma linguagem visual que sempre foi a sua assinatura mais reconhecível, agora aplicada a um território que combina terror, ficção científica e thriller — um cruzamento de géneros que o cineasta já tinha ensaiado, com resultados divisivos, em trabalhos anteriores.

A história desenrola-se numa metrópole futurista engolida por um nevoeiro misterioso que liberta uma entidade esquiva e mortífera. Duas linhas narrativas cruzam-se: uma jovem perturbada à procura do pai desaparecido, e um soldado norte-americano que embarca numa odisseia perigosa para resgatar a própria filha das profundezas desse inferno urbano. É um ponto de partida que aposta claramente na atmosfera e na ameaça indefinida mais do que na exposição narrativa directa — outra marca registada de Refn.

O elenco reúne Sophie Thatcher (vinda de “Heretic” e “Yellowjackets”) e Charles Melton (de “May December”) nos papéis centrais, com Havana Rose Liu, Diego Calva e Hidetoshi Nishijima a completar um grupo internacional que reforça a ambição do projeto para lá do mercado escandinavo onde Refn construiu a sua reputação.

Com uma estreia em Cannes fora de competição e um elenco desta dimensão, “Her Private Hell” posiciona-se como um dos títulos de género mais aguardados do verão em Portugal — sobretudo para quem procura algo que fuja ao previsível dos blockbusters de julho.

TIFF 2026: Almodóvar, Chris Rock e o biopic de Stallone lideram primeira leva de Toronto

Juíza trava fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery: o que está em jogo

Juíza trava fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery: o que está em jogo

Alternativa: “Justiça dos EUA suspende por duas semanas negócio de 111 mil milhões de dólares entre Paramount e Warner Bros. Discovery”

Uma juíza federal dos Estados Unidos travou, esta segunda-feira, a fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery (WBD), num revés temporário mas significativo para uma das maiores operações de consolidação da história recente de Hollywood.

A juíza Araceli Martínez-Olguín, do tribunal distrital dos EUA, emitiu uma ordem restritiva temporária que suspende o negócio por duas semanas, na sequência de uma ação judicial movida por uma coligação de 12 procuradores-gerais estaduais, liderada pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta. A ordem proíbe explicitamente as duas empresas de “fechar ou consumar a transação” ou de dar qualquer passo, direto ou indireto, para integrar ou consolidar as suas operações enquanto o processo estiver em curso.

Na decisão, a juíza escreveu que os procuradores-gerais “apresentam provas convincentes de que a empresa resultante da fusão terá uma quota de mercado substancial no mercado de distribuição teatral de grande lançamento” — e que essa quota de mercado, por si só, é suficiente para presumir que a fusão viola provavelmente a lei antitrust norte-americana.

O calendário aponta agora para 3 de agosto, data marcada para uma audiência que decidirá se a suspensão temporária se transforma numa liminar preliminar. Se isso acontecer, o negócio pode ficar congelado durante meses, atrasando os planos da Paramount, já fundida com a Skydance, para absorver o espólio da Warner Bros. — que inclui estúdios históricos, a HBO, a DC e um catálogo de streaming entre os mais valiosos do mercado.

Para lá da mecânica jurídica, o caso interessa a quem segue cinema por uma razão simples: junta debaixo do mesmo teto dois dos maiores distribuidores de cinema em sala dos Estados Unidos, numa altura em que a concentração do mercado de distribuição teatral já preocupa reguladores. Uma fusão aprovada sem condições reduziria de imediato o número de grandes estúdios independentes entre si, com efeitos previsíveis sobre calendários de estreia, negociação com exibidores e, a prazo, sobre a diversidade de oferta que chega às salas fora dos EUA, incluindo Portugal.

TIFF 2026: Almodóvar, Chris Rock e o biopic de Stallone lideram primeira leva de Toronto

TIFF 2026: Almodóvar, Chris Rock e o biopic de Stallone lideram primeira leva de Toronto

Alternativa: “Festival de Toronto anuncia 64 filmes para a 51ª edição, com abertura da Apple e nova feira de mercado”

O Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) revelou esta segunda-feira a primeira leva de filmes da sua 51ª edição, que decorre entre 10 e 20 de setembro. O festival mantém-se como um dos primeiros grandes testes públicos da temporada de prémios, e a lista agora conhecida confirma o padrão dos últimos anos: menos dependência do streaming puro e um regresso visível a nomes de autor.

A cerimónia de abertura, a 10 de setembro no Roy Thomson Hall, é reservada a “Being Heumann”, produção da Apple Original Films realizada por Siân Heder, a mesma cineasta de “CODA”. O filme é uma adaptação baseada em factos reais, e a escolha da Apple para abrir o festival sinaliza a aposta continuada do streamer em conteúdo de prestígio com potencial de prémios.

Nas secções Gala e Special Presentations, o TIFF anunciou 64 títulos, 32 dos quais estreias mundiais. Entre os nomes confirmados está Peter Farrelly, que traz “I Play Rocky”, biopic sobre Sylvester Stallone, ao lado de realizadores como Anton Corbijn, John Madden e Chris Rock. Consta também da lista “Misty Green”, outra estreia mundial ainda envolta em mistério quanto a elenco e sinopse.

A componente internacional do line-up é onde o festival mais aposta este ano: assinam presença Pedro Almodóvar, Danny Boyle, Lee Chang-dong, Jesse Eisenberg, Gael García Bernal, Ryûsuke Hamaguchi, Hirokazu Kore-eda, Mike Leigh, Cristian Mungiu, Rodrigo Sorogoyen, Florian Zeller e Andrey Zvyagintsev, entre outros, com obras vindas de quase 30 países. Para o público cinéfilo, é a lista mais reveladora: confirma que Toronto continua a servir de ponte entre os festivais europeus de verão (Cannes, Veneza) e a temporada de prémios americana no outono.

O festival estreia também este ano o TIFF: The Market, uma nova plataforma de indústria que decorre entre 10 e 16 de setembro no Metro Toronto Convention Centre, pensada para compra, venda e financiamento de projetos de cinema e televisão — sinal de como os festivais A-list estão a reforçar o seu papel comercial, para além do tapete vermelho.

A programação completa, incluindo as secções Platform e Discovery, deverá ser anunciada nas próximas semanas.

“Motor City – Sede de Vingança”: o filme que quase teve Chris Evans, Jake Gyllenhaal e Gerard Butler antes de chegar a Alan Ritchson

Alternativa: “Catorze anos depois, o thriller que a Warner Bros. abandonou finalmente chega às salas”

“Motor City – Sede de Vingança” estreou nos cinemas norte-americanos a 24 de julho, e a sua chegada às salas portuguesas — já confirmada pela distribuidora Cinemundo, embora sem data ainda fechada nas fontes disponíveis — fecha um dos ciclos de desenvolvimento mais longos e acidentados de Hollywood na última década e meia.

A história, ambientada na Detroit dos anos 70, segue John Miller, um homem comum incriminado por um gangster implacável depois de se envolver com a namorada deste, que regressa da prisão anos depois com um único objetivo: vingança. É um enredo simples, quase esquemático, mas a produção à sua volta é tudo menos simples.

O guião de Chad St. John esteve na Black List de 2009, a lista anual dos melhores argumentos por filmar em Hollywood, e chegou a ser projeto da Warner Bros. em 2011, com Albert Hughes na realização e Chris Evans convidado para o papel principal. Evans recusou; entrou Dominic Cooper; Cooper saiu por conflitos de agenda; entrou Jake Gyllenhaal, ao lado de Amber Heard e Gary Oldman; Gyllenhaal saiu pela mesma razão; entrou Gerard Butler. Adrien Brody chegou a ser anunciado como vilão. Em 2012, o projeto colapsou por completo — e Butler chegou a processar os produtores Randall Emmett e George Furla, alegando incumprimento de um acordo de pay-or-play que lhe garantia até seis milhões de dólares mesmo que o filme nunca se fizesse.

O projeto só ressuscitou em 2023, com Alan Ritchson anunciado para o papel principal sob a realização de Timur Bekmambetov. Em 2024, a realização passou para Potsy Ponciroli, e juntaram-se ao elenco Shailene Woodley, Ben Foster e Pablo Schreiber. As filmagens decorreram em Nova Jérsia e em Detroit, e Foster revelou na altura um pormenor que se tornaria a principal singularidade do filme: o guião final contém apenas cinco linhas de diálogo em todo o filme.

Estreado fora de competição na secção Spotlight do Festival de Veneza, em agosto de 2025, “Motor City” foi comprado pela RLJE Films por três a quatro milhões de dólares para distribuição nos EUA, uma fração modesta face ao orçamento de 30 milhões da produção. É, no fim, uma história de sobrevivência dentro e fora do ecrã: um filme quase mudo sobre um homem que recusa desistir, feito por uma produção que também recusou.

“Hypnotic – Arma Invisível”: Robert Rodriguez troca a acção pura por um thriller sobre manipulação mental

TVCine dedica a noite de domingo a Joachim Trier, com estreia de “Valor Sentimental”

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“Hypnotic – Arma Invisível”: Robert Rodriguez troca a acção pura por um thriller sobre manipulação mental

Alternativa: “Ben Affleck persegue um homem que controla mentes em ‘Hypnotic’, estreia de sexta-feira no TVCine Top”

O TVCine Top estreia esta sexta-feira, 24 de julho, às 21h30, “Hypnotic – Arma Invisível”, o thriller de Robert Rodriguez que junta o realizador de “El Mariachi” e “Sin City” a Ben Affleck num registo mais contido do que o habitual nos dois nomes — mais jogo mental do que tiroteio.

A história segue o detective Danny Rourke, obcecado com o desaparecimento da filha há três anos, que ao investigar uma série de assaltos a bancos acaba a questionar tudo o que julgava saber sobre si e sobre quem o rodeia. Com a ajuda de Diana Cruz, uma vidente interpretada por Alice Braga, Rourke lança-se num jogo do gato e do rato contra um homem capaz de manipular mentes — o mesmo homem que acredita ser a chave para encontrar a filha. O elenco de apoio soma nomes habituados a género, como JD Pardo, Dayo Okeniyi, Jeff Fahey e William Fichtner.

É um filme que resume bem uma certa fase de carreira de Affleck no pós-pandemia: thrillers de género, orçamento médio, distribuição menos ruidosa do que os blockbusters em que participou noutras décadas — e que por isso passam facilmente ao lado do público antes de chegarem à televisão, onde encontram muitas vezes uma segunda vida mais justa. Para Rodriguez, é também um regresso a um terreno que já tinha explorado antes, o da realidade que se desfaz debaixo dos pés da personagem principal, aqui aplicado a um enredo com pretensões de ficção científica que se sobrepõe ao puro suspense policial.

Não é o Rodriguez dos exageros pulp que fizeram a sua reputação, mas para quem gosta de thrillers com uma pergunta central por resolver até ao fim — quem controla quem — “Hypnotic” cumpre o que promete.

TVCine dedica a noite de domingo a Joachim Trier, com estreia de “Valor Sentimental”

Alternativa: “Vencedor do Óscar e do Grande Prémio de Cannes, “Valor Sentimental” estreia em maratona dedicada a Joachim Trier”

O TVCine Edition e o TVCine+ transformam a noite de domingo, 26 de julho, numa pequena retrospectiva a Joachim Trier, com a estreia televisiva de “Valor Sentimental” às 22h a servir de centro a uma programação que junta quatro filmes do realizador norueguês num só serão.

“Valor Sentimental” chega precedido de um currículo pouco comum: venceu o Óscar de Melhor Filme Internacional e o Grande Prémio do Festival de Cannes, e reúne um quarteto de intérpretes todos nomeados para o Óscar pelos respectivos papéis — Renate Reinsve, Stellan Skarsgård, Elle Fanning e Inga Ibsdotter Lilleaas. É um drama de família construído à volta da memória e do peso da arte: as irmãs Nora e Agnes reencontram o pai distante, Gustav, um realizador outrora conceituado que tenta um regresso triunfal e oferece a Nora, actriz de teatro, o papel principal do seu novo filme. Quando ela recusa, Gustav entrega o papel a uma jovem estrela americana em ascensão, e as duas irmãs veem-se forçadas a lidar em simultâneo com o pai e com a intrusa que passa a ocupar o centro da história familiar.

A escolha do TVCine de emparelhar a estreia com outros três títulos de Trier — “Ensurdecedor” (18h10), “A Pior Pessoa do Mundo” (19h55) e “Thelma” (00h15) — transforma a noite num raro exercício de contexto: em vez de isolar o filme premiado, o canal convida o espectador a ver a evolução de um dos autores europeus mais consistentes da última década, do body horror emocional de “Thelma” à comédia agridoce de “A Pior Pessoa do Mundo”, até este novo capítulo sobre herança e reconciliação.

Para quem só conhece Trier de nome, domingo é a oportunidade de perceber porque é que a crítica insiste em chamar-lhe o ponto alto da carreira do realizador — sem sair de casa.

“Her Private Hell”: Nicolas Winding Refn regressa ao grande ecrã quase uma década depois de “The Neon Demon”

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Vaiana perde fulgor na bilheteira e sofre nas críticas antes da estreia

As previsões de bilheteira para a versão live-action de Moana, que estreou esta semana, têm vindo a cair de forma acentuada nos últimos dias. Se em junho as estimativas apontavam para uma abertura doméstica de 85 milhões de dólares, os números mais recentes já falam de um intervalo entre 60 e 70 milhões, um recuo que dificilmente passará despercebido à Disney.

Para o fim de semana alargado, a fasquia aponta para algo como 60 a 65 milhões de dólares nos EUA e mais 70 a 75 milhões a nível internacional, totalizando cerca de 130 milhões a nível global. Números que, à primeira vista, parecem sólidos, mas que ficam aquém do que se esperava de uma das apostas mais caras do ano da Disney, e apenas ligeiramente acima da abertura da animação original de 2016, sem ajuste à inflação.

Às previsões revistas em baixa juntou-se um problema adicional: a receção crítica. Moana estreou com apenas 33% de aprovação no Rotten Tomatoes, um resultado fraco que ecoa as dificuldades que têm perseguido a maioria dos remakes em ação real da Disney, quase sempre acusados de repetirem a fórmula original sem lhe acrescentarem nada de relevante.

Resta agora saber se o boca-a-boca negativo vai acentuar a quebra nas próximas semanas, ou se a força da marca Moana, ainda fresca na memória do público graças à sequela em animação, consegue segurar as receitas nos fins de semana seguintes.

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Sullivan’s Crossing regressa com a 4.ª temporada em exclusivo no TVCine+

Sullivan’s Crossing estreia a quarta temporada a 15 de julho, em exclusivo no TVCine+, com os dez episódios disponíveis em simultâneo logo no lançamento, um modelo de binge-watching que dispensa a espera semanal a que grande parte das séries continua agarrada. A série junta-se assim à terceira temporada, já disponível no serviço de streaming dos Canais TVCine.

Baseada nos bestsellers de Robyn Carr, Sullivan’s Crossing acompanha a neurocirurgiã Maggie Sullivan (Morgan Kohan), cuja vida vira do avesso depois de um escândalo profissional a obrigar a regressar à cidade natal e ao parque de campismo do pai, na pitoresca costa da Nova Escócia, em busca de um novo começo. Não é por acaso que a premissa recorda Virgin River: a série é produzida pela mesma equipa, incluindo a showrunner Roma Roth, e nasce da mesma autora que deu origem ao fenómeno da Netflix, ainda que por aqui a protagonista seja cirurgiã em vez de enfermeira e o cenário mude de costa a costa do continente norte-americano.

Nesta nova temporada, a vida de Maggie parecia finalmente a encaixar-se, depois de ter escolhido um novo rumo profissional e renovado o compromisso com Cal (Chad Michael Murray). A estabilidade dura pouco: o ex-marido, Liam (Marcus Rosner), reaparece com uma revelação que volta a pôr tudo em causa, deixando Cal a questionar se Maggie conseguirá mesmo deixar o passado atrás de si.

Com quatro temporadas já emitidas e uma quinta já confirmada nos EUA e no Canadá, Sullivan’s Crossing consolida-se como uma aposta segura para quem procura o conforto do drama romântico de pequenas comunidades, um género que a sombra de Virgin River tornou praticamente incontornável na grelha das plataformas.

Evil Dead Burn estreia com críticas positivas, mas divide fãs da saga
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Disney revela Enfeitiçadas: Bem-vindos a Hexe, a 65.ª longa-metragem de animação do estúdio

Hope, o épico sci-fi que dividiu Cannes, ganha trailer e data de estreia

Depois de gerar reações fortemente polarizadas na sua estreia em competição no Festival de Cannes, Hope, o novo filme do realizador sul-coreano Na Hong-jin (O Perseguidor, O Mar Amarelo, A Chegada do Mal), ganhou finalmente trailer internacional completo e data de estreia confirmada.

A história passa-se numa aldeia remota junto à zona desmilitarizada da fronteira entre as duas Coreias, onde o avistamento do que parece ser um tigre desencadeia uma investigação que rapidamente escala para algo muito mais perturbador: criaturas de origem desconhecida que a comunidade nunca antes enfrentou. No elenco, contam-se os atores sul-coreanos Hwang Jung-min e Zo In-sung, além de Hoyeon, conhecida de Squid Game, com Michael Fassbender e outros nomes de Hollywood a emprestar a voz às criaturas alienígenas do filme.A receção em Cannes já anunciava um filme divisivo, e assim se confirma: entre elogios à ambição visual e à escala da ação, e críticas a um estilo pouco convencional, Hope tornou-se um dos títulos mais comentados do festival deste ano, para o bem e para o mal.

O filme estreia primeiro nas salas sul-coreanas a 15 de julho, com a distribuidora norte-americana Neon a marcar a estreia nos EUA para 9 de setembro. Para os fãs de A Chegada do Mal, esta pode ser a prova de que Na Hong-jin continua incapaz de fazer um filme pequeno.

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A Disney revelou esta semana o trailer de Enfeitiçadas: Bem-vindos a Hexe, novo filme de animação que assinala a 65.ª longa-metragem produzida pelos Walt Disney Animation Studios. Hailee Steinfeld, conhecida da série Hawkeye, dá voz à protagonista Billie, uma adolescente que, ao libertar acidentalmente poderes mágicos secretos, é transportada de um subúrbio comum para um reino mágico chamado Hexe.

O elenco de vozes junta ainda Rashida Jones, Tracey Ullman e Stephen Fry, e o filme tem a particularidade de ser dirigido a três mãos, por Fawn Veerasunthorn (argumentista de Wish), Jason Hand (realizador de Moana 2) e Josie Trinidad (responsável pelas curtas-metragens de Zootopia+), uma combinação que junta experiência recente em animação de aventura, comédia e construção de mundos.

A aposta em três realizadores, cada um com um currículo distinto dentro da própria Disney, sugere uma produção que tenta equilibrar humor, espetáculo visual e uma narrativa de descoberta pessoal, fórmula que tem funcionado bem para o estúdio nos últimos anos. Enfeitiçadas: Bem-vindos a Hexe estreia nos cinemas a 24 de novembro de 2026, posicionando-se já como uma das grandes apostas de animação da Disney para o final do ano.

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Evil Dead Burn estreia com críticas positivas, mas divide fãs da saga

Chegaram as primeiras críticas a Evil Dead Burn, e a receção tem sido, na generalidade, positiva, ainda que com reservas já previsíveis para quem acompanha a saga desde o filme original de Sam Raimi. Sob o comando de Sébastien Vaniček, realizador que assume agora as rédeas da franquia, o filme é descrito como o capítulo mais brutal de sempre, com sequências de violência que os críticos consideram inventivas e, nalguns casos, genuinamente perturbadoras.

Vários críticos elogiam o ritmo, que nunca esmorece, e a coragem em levar a mitologia dos Deadites ao limite, quarenta e cinco anos depois da estreia da saga original. Ao mesmo tempo, há um coro de vozes que sente falta do humor negro e do tom de comédia pastelão que sempre caracterizou os filmes de Evil Dead, uma marca que as entradas mais recentes têm vindo a abandonar em favor de um registo mais sombrio e visceral.

A crítica mais dura acusa mesmo o filme de ser um exercício técnico de violência sem substância, sem espaço para o humor ou para o exagero cómico que, para muitos fãs, é tão essencial à identidade da franquia quanto o sangue. Ainda assim, o consenso geral aponta para um filme de terror competente e visualmente marcante, ainda que distante do espírito mais brincalhão que consagrou o nome Evil Dead.

O filme estreia nos cinemas portugueses a 24 de julho.