Famke Janssen diz que a Marvel cometeu um erro ao deixá-la de fora

Nem todos os regressos ao universo Marvel estão a correr de feição. Famke Janssen, que deu vida a Jean Grey, a Fénix, na saga original dos X-Men, veio a público afirmar que o estúdio errou ao não a chamar de volta para “Avengers: Doomsday”, o grande cruzamento que junta diferentes gerações de elenco da casa.

A atriz holandesa fez parte do núcleo central da primeira trilogia de X-Men, que abriu caminho à era moderna do cinema de super-heróis, e considera que a sua ausência neste reencontro é uma oportunidade perdida. As declarações caíram em terreno fértil, com os fãs a discutir nas redes quem ficou de fora de um filme que se assume como uma celebração de duas décadas de personagens Marvel.

A polémica alimenta a expectativa em torno de um projeto já de si gigantesco, e mostra como cada nome incluído ou excluído de “Avengers: Doomsday” se transforma em notícia. Para quem cresceu com aquela primeira vaga de X-Men, a falta da Fénix de Janssen é, de facto, uma ausência que se nota.

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A Odisseia de Christopher Nolan esgota o Imax muito antes da estreia

Anya Taylor-Joy entra no novo filme do Senhor dos Anéis

O regresso à Terra Média continua a somar nomes de peso. Anya Taylor-Joy, uma das atrizes mais procuradas do momento, junta-se a “O Senhor dos Anéis: A Caça a Gollum”, o novo filme realizado por Andy Serkis, que volta também a dar corpo e voz à criatura que imortalizou.

Taylor-Joy interpretará Seren, uma elfa do Reino da Floresta e agente de confiança do rei Thranduil, papel que pertence a Lee Pace. A história passa-se entre as trilogias de “O Hobbit” e de “O Senhor dos Anéis”, e segue Aragorn e Gandalf na busca por Gollum, peça-chave para compreender o segredo do Anel que ameaça a Terra Média. O elenco é um reencontro de fãs, com Ian McKellen de volta como Gandalf, Elijah Wood como Frodo, e novos nomes como Kate Winslet e Jamie Dornan.

A produção mantém Peter Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyens nos lugares de sempre, o que sossega quem temia uma rutura com a visão original. A entrada de Taylor-Joy, somada a este conjunto, transforma o projeto numa das estreias mais aguardadas do universo criado por Tolkien.

George Lucas sai da reforma para dar voz a uma personagem em “Minions & Monsters”
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Jim Carrey volta a vestir a pele do Grinch numa sequela com Ron Howard

Jeremy Clarkson anuncia que venceu o cancro e apela aos homens para se vigiarem

Jeremy Clarkson tem motivos para se considerar um homem de sorte. O antigo apresentador de “Top Gear”, hoje rosto do êxito “Clarkson’s Farm”, na Amazon Prime Video, revelou que o cancro da próstata que lhe foi diagnosticado está agora em remissão, depois de um percurso de tratamento que descreveu como tudo menos simples.

A doença foi o tema com que a quinta temporada da série terminou, numa revelação que apanhou os espectadores de surpresa. Na altura, Clarkson contou aos colegas da quinta Diddly Squat que tinha um cancro agressivo, sem indicar a localização, algo que só agora confirmou tratar-se da próstata. Na mesma temporada, o apresentador tinha já sido submetido a uma intervenção cardíaca, o segundo dos dois sustos de saúde que enfrentou durante as filmagens.

Em entrevista ao jornal The Sunday Times, Clarkson explicou que o tratamento, feito por ultrassons, teve complicações pelo caminho, incluindo um episódio em que tomou medicação para o coração que não devia ter tomado. Já no último episódio da temporada, deitado numa cama de hospital, tinha deixado o aviso de que nem tudo estava a correr como previsto e de que o reencontro com o público numa sexta temporada dependia do desfecho do tratamento.

A boa notícia chegou agora. Um exame feito há dois meses não revelou qualquer sinal da doença, e o apresentador está oficialmente em remissão, embora tenha de manter análises regulares para vigiar a situação. Foi a partir desta experiência que Clarkson decidiu usar a sua visibilidade para uma causa concreta, apelar aos homens para que façam o rastreio. Nas suas palavras, se uma única pessoa que veja a série decidir ir fazer o exame, detetar o problema a tempo e seguir com uma vida normal, então terá valido a pena insistir no assunto.

O testemunho ganha peso pela dimensão do nome. Clarkson é uma das figuras televisivas mais reconhecíveis das últimas décadas, primeiro com “Top Gear”, depois com “The Grand Tour”, e agora com a vida rural de “Clarkson’s Farm”, e a forma direta como falou da doença pode ter, nas suas próprias contas, um efeito útil junto de quem o acompanha.

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Netflix ganha a corrida pelo filme de cinema da Rua Sésamo

A Rua Sésamo vai dar o salto para o grande ecrã, e é a Netflix que segura as rédeas. Depois de uma guerra de licitações entre duas empresas, o serviço de streaming garantiu os direitos para o filme da icónica série infantil que há mais de cinquenta anos ensina gerações de crianças em todo o mundo.

A produção fica a cargo da Rideback, a produtora responsável pelos êxitos de mil milhões de dólares das versões em imagem real de “Lilo & Stitch” e “Aladdin”, o que dá uma ideia da escala que a Netflix tem em mente. A Sesame Workshop, a organização por trás do programa, mantém-se envolvida como produtora, garantindo que o espírito original chega intacto ao cinema.

O movimento faz sentido na estratégia da plataforma, que já detinha os direitos televisivos da série desde o ano passado, depois de os ter ido buscar em 2025. Com esta aquisição, a Netflix passa a controlar a marca em todas as frentes, da televisão ao cinema. Para um título com o reconhecimento universal da Rua Sésamo, e com a equipa certa por trás, é uma aposta de baixo risco e enorme alcance.

George Lucas sai da reforma para dar voz a uma personagem em “Minions & Monsters”

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A Disney revela o primeiro trailer de “Hexe: O Reino da Magia”

George Lucas sai da reforma para dar voz a uma personagem em “Minions & Monsters”

É das notícias mais inesperadas do verão. George Lucas, o criador de Star Wars, afastado do mundo do cinema desde que vendeu a Lucasfilm à Disney em 2012, regressa para emprestar a voz a uma personagem em “Minions & Monsters”, a nova longa-metragem da Illumination com a Universal, que estreia a 1 de Julho.

A revelação foi feita por Chris Meledandri, fundador da Illumination, em entrevista à Collider, e a história por trás da participação é tão improvável quanto a própria notícia. Segundo Meledandri, tudo começou num encontro com Lucas há cerca de dois anos, quando descobriu que o realizador é um admirador confesso dos filmes do estúdio, em particular da saga “Gru, o Maldisposto” e das criaturas amarelas que a tornaram um fenómeno mundial. A revelação foi recebida com espanto pela equipa, dado o respeito que um nome como o de Lucas inspira.

A ideia de o pôr no filme surgiu naturalmente a partir da própria história. Meledandri conta que levou a sugestão ao realizador Pierre Coffin, que assina o argumento com Brian Lynch, e ao produtor Bill Ryan, e que a resposta foi um sim imediato e entusiasmado. Lucas acabou por gravar as suas falas em Paris, numa sessão organizada com a ajuda da mulher, Mellody Hobson, enquanto o casal estava na cidade.

O mais curioso é que a experiência parece ter agradado ao próprio Lucas. Meledandri adianta que, num encontro recente, o cineasta já lhe falava do papel que gostaria de fazer no próximo filme dos Minions, sinal de que esta incursão pela animação pode não ficar por uma única vez. Para um realizador que passou décadas a moldar uma das maiores mitologias do cinema, a escolha de regressar pela porta da comédia animada tem o seu encanto.

A par de Lucas, o elenco de vozes de “Minions & Monsters” inclui Jesse Eisenberg, Allison Janney, Christoph Waltz, Jeff Bridges, Zoey Deutch, Trey Parker e Phil LaMarr. As criaturas amarelas estrearam-se em 2010, em “Gru, o Maldisposto”, como ajudantes do ex-vilão interpretado por Steve Carell, e tornaram-se desde então uma das marcas mais lucrativas da animação. O regresso de Lucas, ainda que discreto, é o tipo de pormenor que transforma uma estreia de família num acontecimento para os cinéfilos.

A Netflix cancela “The Boroughs” e os irmãos Duffer saem para a Paramount

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Kate Hudson e Ana de Armas juntas num thriller erótico

Duas das atrizes mais reconhecíveis de Hollywood vão partilhar o ecrã num registo arrojado. A Deadline avança, em exclusivo, que Kate Hudson e Ana de Armas vão protagonizar “Palm Grove”, um thriller erótico realizado por Kornél Mundruczó, o cineasta húngaro de “Pieces of a Woman”.

O argumento é de James Morosini e o projeto, produzido pela Chernin Entertainment, chega ao mercado internacional este fim de semana à procura de comprador, com a expectativa de gerar forte interesse pela combinação de género e de nomes. Os detalhes da intriga estão a ser guardados, mas a junção de Hudson e de Armas, duas presenças com registos distintos, é por si só um chamariz.

O thriller erótico, género que dominou os anos noventa e que tem vivido um regresso discreto, ganha aqui um par de protagonistas capaz de o devolver às conversas. Resta saber que estúdio ou plataforma fica com o filme, e em que moldes, mas o anúncio coloca “Palm Grove” no radar muito antes de haver uma única imagem.

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A Netflix cancela “The Boroughs” e os irmãos Duffer saem para a Paramount

A relação entre a Netflix e os criadores de “Stranger Things” chegou a um ponto de viragem. A plataforma cancelou “The Boroughs”, a série sobrenatural produzida por Matt e Ross Duffer, e a dupla decidiu sair da Netflix rumo à Paramount, num gesto que marca o fim de uma das parcerias mais valiosas do streaming.

“The Boroughs” reunia um elenco de peso, com nomes como Alfred Molina, Geena Davis, Alfre Woodard e Clarke Peters, e era uma das apostas mais aguardadas dos Duffer fora do universo de Hawkins. O cancelamento, e sobretudo a saída dos criadores, é lido na indústria como um sinal das tensões crescentes entre as plataformas e os grandes nomes criativos que ajudaram a construir.

Para a Netflix, perder os Duffer pouco antes do fim de “Stranger Things” é um golpe simbólico. Para a Paramount, é a chegada de dois dos criadores mais influentes da televisão recente. A guerra pelos talentos entra, com este movimento, num novo capítulo.

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Curry Barker, o autor de “Obsession”, já tem terceiro filme com a Universal e a Blumhouse

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Morreu James Burrows, lenda da comédia televisiva, aos 85 anos

A televisão perdeu um dos seus maiores arquitetos. James Burrows, co-criador de “Cheers” e realizador de algumas das comédias mais marcantes da história do pequeno ecrã, morreu na sexta-feira aos 85 anos.

Burrows foi uma figura única, um realizador cujo nome o grande público raramente conhecia mas cuja mão moldou séries como “Cheers”, “Frasier”, “Friends”, “Taxi” e “Will & Grace”. Venceu onze Emmys ao longo da carreira e tornou-se sinónimo de um certo virtuosismo na comédia de estúdio, com plateia ao vivo, género que ajudou a definir. Nomes como Eric McCormack e Tony Danza foram dos primeiros a prestar-lhe homenagem.

A sua importância mede-se pela quantidade de séries que ajudou a lançar e pelo número de atores que dirigiu nos primeiros passos. Foi, durante décadas, uma espécie de garantia de qualidade, o homem chamado para pôr de pé os episódios mais difíceis. Deixa uma marca impossível de ignorar em tudo o que hoje se entende por comédia televisiva.

O Cinema Nimas leva quase toda a obra de Truffaut às salas em cópias restauradas

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Curry Barker, o autor de “Obsession”, já tem terceiro filme com a Universal e a Blumhouse

O nome saído do nada que se tornou um dos fenómenos do ano não vai abrandar. Curry Barker, o realizador por trás de “Obsession”, o terror de baixo orçamento que já passou os 297 milhões de dólares de bilheteira, fechou o seu terceiro filme com a Universal e a Blumhouse, voltando a juntar-se aos estúdios que o lançaram.

Barker, que veio do YouTube e construiu seguidores com curtas de terror antes de dar o salto para a longa-metragem, vai escrever, realizar e produzir o novo projeto. Os detalhes do enredo ainda não foram revelados, mas a aposta rápida dos estúdios mostra a confiança no realizador depois do êxito improvável de “Obsession”, que se tornou a maior bilheteira de sempre da Focus Features.

A história de Barker é, em si, um sinal dos tempos, a de uma nova geração de criadores vinda da internet que está a conseguir levar o público mais jovem de volta às salas. O terror continua a ser o género onde isso acontece com mais força.

O Cinema Nimas leva quase toda a obra de Truffaut às salas em cópias restauradas

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A Odisseia de Christopher Nolan esgota o Imax muito antes da estreia

O Cinema Nimas leva quase toda a obra de Truffaut às salas em cópias restauradas

Os cinéfilos de Lisboa têm um motivo de peso para marcar julho na agenda. O Cinema Nimas acolhe, de 2 a 15 de julho, o ciclo “François Truffaut, Ao Sol da Nouvelle Vague”, que reúne versões recuperadas de quase toda a filmografia de um dos nomes maiores do cinema moderno.

Truffaut, que viveu entre 1932 e 1984, fez parte do núcleo central da Nouvelle Vague ao lado de Godard, Chabrol, Rivette e Rohmer, e chegou à realização vindo da crítica e dos cineclubes, sem passar por escolas de cinema. O ciclo é uma rara oportunidade para as novas gerações descobrirem estes filmes em sala, vinte anos depois da última grande retrospetiva dedicada ao realizador em Portugal, na Cinemateca.

O programa inclui clássicos como “Os Quatrocentos Golpes”, “Jules & Jim”, “O Último Metro” e “A Mulher do Lado”. Ficam de fora apenas duas obras, “Fahrenheit 451” e “A Noite Americana”, por questões de direitos. Para quem quer ver o essencial de um mestre como deve ser visto, no grande ecrã, é um dos programas do verão.

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A Disney revela o primeiro trailer de “Hexe: O Reino da Magia”

A Walt Disney Animation já mostrou as primeiras imagens da sua sexagésima quinta longa-metragem, “Hexe: O Reino da Magia”. A história segue Billie, uma adolescente rebelde que, ao descobrir poderes ocultos que não controla, é arrancada da monotonia dos subúrbios e atirada para uma dimensão dominada por feitiçaria selvagem, onde encontra segredos que reescrevem o passado da própria família.

O elenco de vozes junta Hailee Steinfeld, que dá voz à protagonista, e Rashida Jones, no papel da mãe, com Tracey Ullman a emprestar a voz a uma pena encantada e Stephen Fry a um diário místico. A realização é de Fawn Veerasunthorn e Jason Hand, com Josie Trinidad na co-realização, e a equipa descreve o filme como um retrato do sentimento de não pertença, em que a entrada num mundo de magia descontrolada se torna o caminho para a personagem se aceitar a si mesma.

A estreia nos cinemas portugueses está marcada para 26 de novembro, posicionando o filme em plena temporada alta de animação familiar. Será mais uma aposta da Disney no terreno onde continua a ter casa cheia.

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O novo Homem-Aranha mostra o Hulk no primeiro trailer e bate recorde de pré-vendas

Jim Carrey volta a vestir a pele do Grinch numa sequela com Ron Howard

A Odisseia de Christopher Nolan esgota o Imax muito antes da estreia

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A expectativa em torno do próximo filme de Christopher Nolan está a atingir níveis raros. A Odisseia, a sua leitura do poema épico de Homero, bateu recordes de pré-venda no Imax do BFI, em Londres, com 28 mil bilhetes vendidos nas primeiras 24 horas, um arranque que confirma o fenómeno antes mesmo de haver uma única sessão pública.

Depois do êxito de Oppenheimer, qualquer projeto de Nolan transporta um peso de acontecimento, e a aposta no formato de grande escala, com o realizador a filmar parte significativa em Imax, alimenta a vontade de ver a obra nas melhores condições possíveis. A corrida aos bilhetes tornou-se, ela própria, notícia.

O filme chega às salas este verão, e a julgar pela procura, as sessões nos ecrãs maiores vão ser disputadas. Fica o aviso para quem não quer ficar de fora, os lugares para a experiência completa esgotam depressa.

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Jim Carrey volta a vestir a pele do Grinch numa sequela com Ron Howard

Anne Hathaway está à espera do terceiro filho

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Começa hoje uma das datas marcantes do verão cinematográfico nacional. A 22ª edição do FEST, Festival Novo Cinema, Novos Realizadores, arranca em Espinho e decorre até 28 de Junho, juntando a descoberta de novos talentos a um programa profissional de peso internacional.

O nome mais sonante da edição é Asghar Farhadi, o realizador iraniano com dois Óscares no currículo, por A Separação e O Vendedor, que dá uma masterclass dirigida a quem está a começar. Junta-se a ele um conjunto de profissionais de referência, do realizador Danis Tanović ao diretor de fotografia Dan Laustsen. A edição assinala ainda o centenário do nascimento de Andrzej Wajda com uma retrospetiva dedicada.

O cinema português ocupa o lugar central de sempre, com mais de vinte filmes a competir pelo Grande Prémio Nacional. Para quem segue o que de novo se faz cá e lá fora, Espinho transforma-se durante uma semana num dos pontos de encontro mais vivos do calendário.

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O novo Homem-Aranha mostra o Hulk no primeiro trailer e bate recorde de pré-vendas

Spider-Man: Brand New Day deu finalmente a cara. O primeiro trailer do novo filme do Homem-Aranha chegou esta semana e traz uma surpresa de peso, a presença do Hulk de Mark Ruffalo, que se cruza com o herói de Tom Holland nesta nova aventura. A reação foi imediata e traduziu-se em números, as pré-vendas de bilhetes registaram o melhor primeiro dia nos Estados Unidos em cinco anos.

O regresso de Holland ao fato vermelho e azul era um dos mais aguardados do calendário, e a entrada do Hulk na equação sugere uma ligação mais estreita ao universo Marvel mais alargado do que nos capítulos anteriores. O trailer fez o que se esperava, multiplicar teorias e expectativa.

O filme chega às salas este verão e, a julgar pela procura antecipada, parte para a estreia como um dos grandes acontecimentos de bilheteira do ano. Para já, fica o material visual que promete dominar as conversas nos próximos dias.

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Estreias de 18 de Junho: a Pixar, o adeus de Hugh Jackman e muito cinema de autor

Jim Carrey volta a vestir a pele do Grinch numa sequela com Ron Howard

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Vinte e cinco anos depois de roubar o Natal no cinema, o Grinch de Jim Carrey vai ter uma segunda vida. Está em desenvolvimento uma sequela de O Grinch, o filme de 2000 que se tornou um clássico das festas, com Carrey de regresso à personagem verde e Ron Howard, realizador do original, novamente ligado ao projeto.

O anúncio é dos que mexem com a memória afetiva de uma geração inteira, que cresceu a rever a fita todos os dezembros. A interpretação de Carrey, debaixo de horas de caracterização, é uma das mais lembradas da sua carreira, e o regresso ao papel garante curiosidade imediata.

Os detalhes do enredo e a data de estreia ainda não foram revelados, mas o simples reencontro entre o ator e a personagem é, por si só, motivo de conversa. Numa altura em que Hollywood vive de regressos e nostalgia, poucos têm o potencial sentimental deste.

Toy Story 5 assina o melhor arranque da Pixar em oito anos

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Anne Hathaway está à espera do terceiro filho

Anne Hathaway vai ser mãe pela terceira vez. A atriz confirmou que está grávida e que espera o terceiro filho com o marido, o ator e produtor Adam Shulman, com quem é casada desde 2012 e já tem dois rapazes.

O anúncio chega num momento alto da carreira da atriz, que tem alternado entre projetos de prestígio e papéis de grande público, e que continua a ser um dos rostos mais seguidos de Hollywood. A notícia espalhou-se de imediato pelas redes, sinal do alcance que o nome mantém junto de várias gerações.

Hathaway tem sido aberta sobre a maternidade, e em entrevistas anteriores falou das dificuldades que enfrentou para engravidar, um testemunho que ressoou em muitas mulheres. Esta terceira gravidez surge enquanto mantém uma agenda profissional preenchida, prova de que a atriz continua a equilibrar a vida familiar com uma das carreiras mais consistentes da sua geração.

Fox comprou o Roku por 22 mil milhões — e ficou com dois dos maiores serviços de streaming gratuito do mundo

Toy Story 5 assina o melhor arranque da Pixar em oito anos

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A dúvida sobre se o público ainda responde à marca durou pouco. Toy Story 5 estreou na sexta-feira nos Estados Unidos e fez 71 milhões de dólares apenas no primeiro dia, um arranque que coloca o filme a caminho de um fim de semana entre 160 e 170 milhões. A confirmar-se, será o melhor arranque de sempre da saga, acima dos 120 milhões que Toy Story 4 alcançou em 2019, e a melhor estreia da Pixar nos últimos oito anos, desde Os Incríveis 2.

O quinto capítulo, realizado por Andrew Stanton, leva Woody, Buzz e Jessie a enfrentarem a ameaça que a vida real também trouxe às casas com crianças, os ecrãs. A novidade no grupo é a Lilypad, uma tablet inteligente com voz de Greta Lee, e há ainda um brinquedo novo, o Smarty Pants, a quem Conan O’Brien dá voz. Tom Hanks, Tim Allen e Joan Cusack regressam aos papéis de sempre, com a crítica a destacar o protagonismo crescente da Jessie nesta despedida do trio com o ecrã como vilão.

Para o público português, a notícia tem um efeito prático. O filme estreou nas salas nacionais a 18 de Junho, portanto a corrida aos bilhetes que se vê lá fora já se pode traduzir cá. É o título a bater neste arranque de verão, a aposta certa para tardes de família enquanto o calor aperta.

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A quinta-feira traz uma das semanas mais variadas do ano às salas portuguesas. Há o regresso de uma das maiores marcas da animação, um épico de ação a despedir-se de um herói, terror irlandês com um rosto vindo da comédia, e um punhado de filmes de autor que vão da história de Portugal aos dramas familiares europeus. Oito estreias, para todos os gostos e todas as idades.

Toy Story 5 é, à partida, a locomotiva da semana. Andrew Stanton assume a realização do quinto capítulo da saga que a Pixar abriu há trinta anos, e Tom Hanks, Tim Allen e Joan Cusack voltam a dar voz a Woody, Buzz e Jessie. Desta vez a ameaça à hora de brincar não vem de um brinquedo rival, mas da tecnologia, na forma da Lilypad, uma tablet com vontade própria a quem Greta Lee empresta a voz. O filme chega ainda com um chamariz extra para lá das crianças, uma canção original de Taylor Swift, intitulada “I Knew It, I Knew You”. São cento e dois minutos de aventura distribuídos pela NOS Audiovisuais, e a aposta segura para encher salas de famílias neste arranque de verão.

A Morte de Robin Hood joga noutro campeonato. Michael Sarnoski, o realizador de “Pig” e “Um Lugar Silencioso: Dia Um”, pega na figura do lendário fora da lei e leva-a para um território sombrio e adulto, com classificação para maiores e uma carga de violência que justifica o título. Hugh Jackman é um Robin Hood envelhecido e gravemente ferido, recolhido por uma mulher misteriosa interpretada por Jodie Comer, a Sister Brigid, enquanto Bill Skarsgård entra na pele de Little John. Produzido pela A24 e estreado no Festival de Sydney, o filme tem sido comparado ao desgaste físico e emocional que Jackman trouxe ao seu adeus a Wolverine em “Logan”. Quem procura um épico de ação com peso dramático, e não um conto de embalar, tem aqui o destaque da semana. Distribuição da NOS Audiovisuais, cento e vinte e três minutos.

Hokum – A Maldição Oculta é a estreia de terror, e das mais bem cotadas. O irlandês Damian McCarthy, que já tinha assustado meio mundo com “Oddity”, traz pela primeira vez um ator de Hollywood para o seu universo de casas isoladas e folclore celta. Adam Scott, que muitos conhecem de “Severance” mas que começou precisamente no terror, faz um escritor de histórias de medo que viaja até uma estalagem remota para espalhar as cinzas dos pais. No local, as lendas de uma bruxa que assombra a suite de lua de mel começam a infiltrar-se na sua cabeça, e o que parecia um luto torna-se um pesadelo. A crítica recebeu-o como um dos terrores mais eficazes do ano. Distribuição da Cinemundo, cento e sete minutos.

Magalhães é, provavelmente, a estreia mais ambiciosa do lote, e a que carrega o ângulo mais português. Produção nacional da Rosa Filmes assinada pelo filipino Lav Diaz, mestre do chamado cinema lento, o filme tem Gael García Bernal no papel do navegador Fernão de Magalhães e estreou-se em competição no Festival de Cannes. Diaz não está interessado no retrato heroico do explorador, antes naquilo que a expansão portuguesa e espanhola deixou no seu rasto, dando voz aos povos indígenas e às mulheres apanhados pela máquina colonial. São cento e sessenta e três minutos exigentes, filmados com rigor pictórico, que pedem paciência mas recompensam quem se deixa levar. Não é um filme para todos, é um filme para quem quer ver uma das páginas da história nacional revista por um olhar de fora. Distribuição da Nitrato Filmes.

Por Mais Um Dia marca um momento curioso no cinema português, a estreia de Sónia Araújo como atriz de cinema. O rosto das manhãs da RTP dá corpo a Teresa, uma das personagens centrais deste drama escrito, realizado e montado por Miguel Babo, que também entra no elenco ao lado de Paula Sá, Hugo Nicolau, Miguel Borges e João Damasceno. A história segue um conjunto de personagens em momentos de rutura, quando percebem que nada é o que julgavam ser, e mistura leveza, humor e reflexão sobre a fragilidade da vida e a presença da morte. Para o público que acompanha a apresentadora há décadas, é motivo de curiosidade vê-la num registo totalmente diferente. Classificação para maiores de catorze.

O Que é o Amor? é a comédia da semana, e vem de França com bons créditos. Fabien Gorgeart reúne Laure Calamy e Vincent Macaigne como um casal divorciado há muito que se vê obrigado a uma missão peculiar, provar perante a Igreja que o casamento nunca devia ter existido, para que ele possa voltar a casar pela religião. O que parecia uma formalidade transforma-se numa viagem a Roma, com filhos e novos companheiros a reboque, e com sentimentos que se julgavam apagados a regressar à superfície. O filme arrecadou o Grande Prémio do Festival de l’Alpe d’Huez e um prémio de interpretação para Calamy, e promete riso e ternura em doses equilibradas sobre as famílias recompostas. Distribuição da Outsider Films, cento e quarenta e oito minutos.

Cinco Segundos traz a Portugal o mais recente trabalho de Paolo Virzì, um dos nomes maiores do cinema italiano contemporâneo. Valerio Mastandrea é Adriano, um homem solitário e arredio que vive isolado numa antiga propriedade em ruínas, atormentado por um passado que não o larga. A chegada de um grupo de jovens decididos a recuperar as vinhas abandonadas, entre eles uma rapariga grávida vivida por Galatea Bellugi, perturba a sua rotina de silêncios e acaba por abrir uma brecha inesperada na sua couraça. É um drama sobre dor, paternidade e redenção, com Valeria Bruni Tedeschi em registo de apoio, que conquistou crítica e público em Itália. Distribuição da Leopardo Filmes, cento e cinco minutos.

Duas Vezes João Liberada fecha a lista e é, talvez, a proposta mais arrojada. Primeira longa de Paula Tomás Marques, co-escrita com a atriz June João, foi o único título português em competição na Berlinale deste ano, na secção dedicada a estreantes. É um filme dentro de um filme, em que uma atriz trans protagoniza uma biografia sobre Liberada, uma dissidente de género perseguida pela Inquisição, e em que a produção entra em crise quando o realizador adoece misteriosamente. Rodado em película, a preto e branco e a cores, cruza passado e presente para refletir sobre como se contam, no cinema, as histórias que durante séculos ficaram de fora. Distribuição da Films4You, setenta minutos.

São, portanto, oito caminhos muito diferentes para entrar numa sala esta semana, do conforto da animação ao desconforto produtivo do cinema que faz pensar. Raramente uma quinta-feira ofereceu tanto ao mesmo tempo.

Actualizado às 13:15

“The Bear” serve o último prato: a quinta e final temporada chega a 25 de Junho
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Colin Farrell regressa a dobrar: “Sugar” volta a 19 de Junho e o ator confirma duas cenas no novo Batman
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“The Bear” serve o último prato: a quinta e final temporada chega a 25 de Junho

A série que transformou o stress de uma cozinha em televisão premiada está a chegar ao fim. “The Bear” estreia a quinta e última temporada a 25 de Junho, na FX e no Hulu nos Estados Unidos, e internacionalmente no Disney+, o que abrange Portugal. Como manda a tradição da série, os oito episódios ficam disponíveis de uma só vez, sem a espera semanal a que outras produções obrigam.

São dois episódios a menos do que nas três temporadas anteriores, um número que aproxima esta despedida da primeira temporada, igualmente curta e igualmente intensa. A FX confirmou em Maio que este seria o ponto final, embora Jamie Lee Curtis, que faz parte do elenco recorrente, já tivesse deixado escapar a notícia uns meses antes, convencida de que toda a gente já sabia.

A temporada arranca na manhã seguinte ao momento que fechou a anterior, quando Sydney, interpretada por Ayo Edebiri, Richie, vivido por Ebon Moss-Bachrach, e Natalie, a Sugar de Abby Elliott, descobrem que Carmy, o chef atormentado de Jeremy Allen White, decidiu abandonar a indústria e deixar-lhes o restaurante nas mãos. O cenário não podia ser mais adverso. Sem dinheiro, com a ameaça de venda do edifício a pairar e uma tempestade torrencial a complicar tudo, a equipa tem de se unir para conseguir um último serviço, na esperança de finalmente alcançar a estrela Michelin que sempre perseguiu. A síntese que a própria série propõe é simples e tocante, talvez o que torna um restaurante perfeito não seja a comida, mas as pessoas.

Criada por Christopher Storer, “The Bear” estreou-se em 2022 e cresceu pelo boca a boca até se tornar um dos maiores sucessos críticos da televisão recente. A primeira temporada arrecadou dez Emmys, incluindo o de melhor série de comédia, e a segunda repetiu a proeza com onze. Pelo caminho lançou Jeremy Allen White como protagonista de primeira linha e consolidou um elenco que inclui ainda Lionel Boyce, Liza Colón-Zayas, Matty Matheson, Oliver Platt, Will Poulter e a já referida Jamie Lee Curtis.

Antes da estreia, a série pregou uma partida aos fãs com o lançamento surpresa de “Gary”, um episódio em flashback centrado em Richie e Mikey, o personagem de Jon Bernthal, numa viagem de trabalho à cidade de Gary, no Indiana. Foi uma forma de aquecer o terreno e de lembrar o que faz a série funcionar, a mistura de humor, tensão e emoção dentro de espaços apertados.

Resta saber se Storer consegue dar a esta história o fecho que ela merece. “The Bear” sempre foi tão boa a criar conflitos como a deixá-los em aberto, e há muito em jogo nesta despedida, o futuro do restaurante, o de Carmy e o de uma equipa que se tornou família. A partir de 25 de Junho, no Disney+, fica a saber-se se o último serviço corre como sonhado ou se a cozinha fecha em sobressalto.

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“Avatar: Fogo e Cinzas” chega ao Disney+ a 24 de Junho depois de mais um êxito monumental nas salas

Quem perdeu nas salas o terceiro capítulo da saga de Pandora, ou quem o quer rever em casa, tem data marcada. “Avatar: Fogo e Cinzas”, de James Cameron, chega ao Disney+ a 24 de Junho, fechando o ciclo habitual entre o cinema e o streaming para um dos maiores fenómenos de bilheteira recentes.

O filme estreou-se a 19 de Dezembro de 2025 e fez aquilo que os filmes de Cameron costumam fazer, dominar. Abriu com 88 milhões de dólares no mercado norte-americano e 345 milhões a nível mundial, e passou as semanas seguintes confortavelmente no topo. Em poucas semanas tinha já ultrapassado os mil milhões de dólares, tornando “Fogo e Cinzas” no quarto filme de Cameron a cruzar essa fasquia, ao lado de “Titanic”, do primeiro “Avatar” e de “Avatar: O Caminho da Água”. Nenhum outro realizador na história alinha quatro êxitos consecutivos deste calibre, e o detalhe diz tudo sobre a relação de Cameron com o público.

Em termos de história, o filme retoma Jake Sully, interpretado por Sam Worthington, e Neytiri, vivida por Zoe Saldaña, ainda a lidar com a perda de um filho no final do capítulo anterior. A novidade é o tom, mais sombrio e áspero do que os anteriores, e a chegada de uma nova tribo, o Povo das Cinzas, um clã Na’vi de origem vulcânica que traz à narrativa uma ameaça diferente de tudo o que Pandora tinha mostrado até aqui. Depois de explorar a floresta e o oceano, Cameron leva agora a saga para o fogo, literal e simbólico.

Apesar dos números esmagadores, “Fogo e Cinzas” deverá terminar a corrida como o capítulo menos rentável da trilogia, o que diz mais sobre a dimensão histórica dos dois primeiros do que sobre qualquer falha deste. O futuro da saga ficou, aliás, em aberto. Cameron chegou a planear cinco filmes, mas tem brincado com a ideia de que talvez convoque uma conferência de imprensa para decidir se avança mesmo com o quarto e o quinto, ou se a história de Pandora fica por aqui.

A chegada ao Disney+ muda a forma como muita gente vai ver o filme. A experiência em sala, com o 3D e o tamanho do ecrã, é parte essencial do que Cameron constrói, e há quem defenda que estes filmes perdem em casa. Ainda assim, para os que não chegaram a ir ao cinema, ou para quem quer voltar a Pandora antes de saber qual será o próximo passo da saga, a data a guardar é 24 de Junho. Poucos blockbusters chegam ao streaming com este peso atrás de si.

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