Netflix vai contar a odisseia de sobrevivência de Ernest Shackleton, com realizador de “Adolescence”

A Netflix vai levar aos ecrãs uma das maiores histórias de sobrevivência do século XX: a expedição do explorador irlandês Ernest Shackleton à Antártida, e o resgate improvável da tripulação do Endurance depois de o navio ficar preso e ser esmagado pelo gelo.

O projeto reúne um trio de nomes fortes. A realização fica a cargo de Philip Barantini, ainda a colher os elogios da crítica pela minissérie “Adolescence”, um dos fenómenos televisivos deste ano. O argumento é assinado por Mark L. Smith, o escritor por trás de “O Regresso” (“The Revenant”), outra história de sobrevivência extrema que valeu um Óscar a Leonardo DiCaprio. Ridley Scott entra como produtor, juntando-se a Cliff Roberts, Michael Pruss, Joey McFarland, Brian Oliver e Samantha Beddoe.

A escolha de Barantini surge num momento particularmente forte da sua carreira: depois do sucesso televisivo de “Adolescence”, o realizador tem vindo a ser associado a vários projetos de peso, incluindo “Hell Jumper” para a Netflix e “The Alchemist”. A combinação com o argumento de Smith, especialista em levar o corpo humano ao limite no ecrã, promete um épico de sobrevivência ambicioso — território que a Netflix já explorou com sucesso noutras produções de grande escala.

Ainda não há elenco confirmado nem data de estreia.

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Jane Fonda protagoniza adaptação de “The Correspondent”, best-seller de Virginia Evans

A Lionsgate venceu uma disputa entre sete estúdios pelos direitos de adaptação de “The Correspondent”, romance de estreia de Virginia Evans que vendeu mais de um milhão de cópias e passou 17 semanas na lista de best-sellers do New York Times. Jane Fonda vai protagonizar e produzir o filme.

A história segue Sybil Van Antwerp, uma advogada reformada de língua afiada e opiniões fortes, que ao longo da vida usou a escrita de cartas para impor ordem a um mundo complicado — dirigidas a amigos, família, ícones literários e a um destinatário a quem nunca chegou a enviar nada. Quando uma carta inesperada do passado surge, Sybil é forçada a confrontar um capítulo há muito enterrado de luto, arrependimento e culpa por resolver.

O argumento é de Cat Vasko, que também assume o papel de produtora executiva ao lado da própria Virginia Evans. A produção fica a cargo de Todd Lieberman, através da sua produtora Hidden Pictures — o mesmo responsável pelo recente êxito de época festiva da Lionsgate, “The Housemaid”.

Ainda sem data de estreia confirmada, o projeto junta-se a um regresso cada vez mais visível de Jane Fonda ao cinema de autor centrado em personagens femininas complexas e maduras — território onde a atriz continua a ser uma referência incontornável.

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Wenders pede desculpa a Nastassja Kinski e corta cena polémica após dez anos de braço de ferro

Wim Wenders vai finalmente cortar a cena que Nastassja Kinski contesta há mais de uma década. Num comunicado conjunto divulgado esta quinta-feira pela Fundação Wim Wenders e citado esta sexta-feira pela AFP, o realizador de 80 anos confirma que “pediu desculpa a Nastassja Kinski e atendeu ao seu pedido para cortar a cena que ela contestava”, pondo fim a um conflito que se arrastava desde o início dos anos 2010.

Em causa está uma sequência de “Movimento em Falso” (1975), road movie que Wenders rodou com Kinski ainda com 13 anos, em que a personagem, adolescente e de roupa interior, surge deitada numa cama a que se junta um homem adulto, também em roupa interior. O primeiro pedido da atriz para a remoção da cena remonta a há mais de dez anos; nos últimos anos, o pedido passou a ser formalizado através do seu advogado, Christian Schertz.

A viragem aconteceu no início de junho, quando Wenders anunciou a retirada temporária de todo o filme do circuito de exibição, reconhecendo publicamente que Kinski “devia ter sido mais protegida”. A 23 de julho, o realizador confirmou que a cena seria “cortada sem substituição” e deixaria de “fazer parte do filme no futuro”, justificando a decisão como “expressão da minha mudança de perspetiva e por respeito a Nastassja Kinski”.

O advogado de Kinski não poupou críticas ao timing: para Schertz, o filme “devia ter sido retirado há muito tempo”, e a decisão de Wenders só surgiu por causa da “pressão pública”. No comunicado conjunto desta semana, porém, o tom é de reconciliação: ambos dizem esperar “que a memória do filme não seja mais manchada por este conflito” e manifestam vontade de restaurar a amizade antiga.

Kinski, hoje com 65 anos, trabalhou várias vezes com Wenders ao longo da carreira, incluindo em “Paris, Texas”. “Movimento em Falso” é o segundo capítulo da chamada trilogia da estrada do realizador alemão, entre “Alice nas Cidades” e “Kings of the Road”.

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“A lenda tem série nova: ‘Robin dos Bosques’ estreia em exclusivo nos Canais TVCine”

O herói fora-da-lei mais famoso do folclore inglês ganha nova vida em Portugal. “Robin dos Bosques” estreia a 5 de agosto, quarta-feira, às 22h10, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+, com novos episódios sempre às quartas-feiras.

Criada por Jonathan English e John Glenn — este último também showrunner da bem-sucedida “SEAL Team” —, a série situa a ação na Inglaterra pós-invasão normanda. Rob, filho de um guarda-florestal saxão, e Marian, filha de um senhor normando, apaixonam-se e acabam a lutar do mesmo lado: ele lidera um bando de fora-da-lei rebeldes, ela infiltra-se nas esferas do poder da corte, e juntos combatem a corrupção da realeza.

O elenco junta Jack Patten e Lauren McQueen nos papéis principais, com Sean Bean — ator britânico com uma longa história de personagens memoráveis, de “Guerra dos Tronos” ao “Senhor dos Anéis” — a vestir a pele do Xerife de Nottingham, o clássico antagonista da história. Connie Nielsen, Lydia Peckham, Marcus Fraser e Henry Rowley completam o elenco principal.

A produção estreou originalmente na MGM+ em novembro de 2025 e tornou-se rapidamente uma das apostas mais bem-sucedidas do serviço de streaming, garantindo luz verde para uma segunda temporada já confirmada — dez episódios, atualmente em produção nos estúdios PFI, na Sérvia. É, portanto, uma aposta que os Canais TVCine trazem a Portugal já com prova dada junto do público norte-americano.

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“Star Wars: Visões Apresenta” estreia com nova aventura de Lah Kara

O universo de “Star Wars: Visões” ganha um novo capítulo, e desta vez em formato mais longo. “Star Wars: Visões Apresenta — A Nona Jedi” estreia a 5 de agosto no Disney+, inaugurando a nova plataforma “Visões Apresenta”, criada pela Lucasfilm precisamente para contar histórias mais extensas a partir de personagens e mundos nascidos na antologia de animação.

A série de oito episódios dá continuidade direta às curtas “A Nona Jedi” e “A Nona Jedi: Filha da Esperança”, seguindo Lah Kara enquanto continua o seu treino nos caminhos Jedi sob orientação do Margrave Juro. Ao lado de um pequeno grupo de aprendizes, Kara parte numa missão para resgatar o pai e travar um misterioso líder Sith decidido a espalhar a escuridão pela galáxia.

O projeto foi anunciado na Anime Expo 2026, com o diretor supervisor Kenji Kamiyama — nome conhecido dos fãs de animação japonesa — e o realizador Shunsuke Tada a apresentarem o primeiro trailer. É um sinal claro de que a Lucasfilm quer continuar a apostar no formato anime como via para expandir a galáxia de Star Wars fora dos filmes e séries live-action.

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“Futurama” regressa ao Disney+ com a 14.ª temporada

Os fãs de longa data têm motivo de festa: “Futurama” regressa ao Disney+ com a 14.ª temporada, disponível a partir de 3 de agosto. A série de culto criada por Matt Groening, que já sobreviveu a mais cancelamentos e ressurreições do que qualquer outra produção de animação para adultos, promete mais uma leva de aventuras espaciais tão absurdas quanto habituais.

Segundo a sinopse oficial, os novos episódios trazem piratas espaciais arrogantes, carne cultivada em laboratório e esquemas fraudulentos moralmente duvidosos — além do regresso chocante de um antigo amor perdido do Dr. Zoidberg, um dos ganchos mais aguardados pelos fãs mais fiéis.

Com mais de duas décadas de história, sucessivos cancelamentos pela Fox e regressos por via da Comedy Central e, mais recentemente, do Hulu/Disney+, “Futurama” continua a provar que o humor inteligente sobre ciência, futuro e a condição humana disfarçado de comédia pop nunca perde validade — nem público.

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“Spider-Man: Brand New Day” pulveriza recordes de bilheteira nos EUA

O novo capítulo do Homem-Aranha, que chegou às salas portuguesas a 30 de julho, está a arrasar do outro lado do Atlântico. “Spider-Man: Brand New Day” arrecadou 72 milhões de dólares só em sessões de antestreia nos Estados Unidos, superando os 60 milhões de “Avengers: Endgame” e tornando-se a maior antestreia de sempre na história de Hollywood. No dia de abertura oficial, a 31 de julho, o filme já ultrapassava os 167 milhões de dólares — outro recorde, desta vez para o melhor primeiro dia de sempre num mercado doméstico.

As projeções para o fim de semana de estreia nos EUA apontam para uma faturação entre 300 e 330 milhões de dólares, o que colocaria o filme entre as maiores aberturas de sempre, atrás apenas de “Avengers: Endgame” (357 milhões em três dias, em 2019). A nível global, as estimativas da Deadline apontam para uma abertura na casa dos 425 milhões de dólares.

Os números não são só de bilheteira. O filme tem 98% de aprovação do público no Rotten Tomatoes, a melhor pontuação de sempre entre os filmes do Homem-Aranha em live-action, com a crítica especializada também a validar o resultado: 90% “certified fresh”.

Realizado por Destin Daniel Cretton, “Brand New Day” segue Peter Parker quatro anos depois dos acontecimentos de “No Way Home”, agora a viver sozinho numa Nova Iorque que já não o reconhece, e a lidar com uma inesperada evolução física que ameaça a sua própria existência. Tom Holland, Zendaya, Sadie Sink e Jacob Batalon regressam aos papéis principais.

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Michael B. Jordan realiza, protagoniza e produz o novo “The Thomas Crown Affair”

Michael B. Jordan mostrou esta semana o primeiro trailer de “The Thomas Crown Affair”, terceira versão deste clássico thriller de ladrões de arte — e a primeira novidade do actor desde que venceu o Óscar de Melhor Ator por “Pecadores”, já noticiado aqui. Desta vez, Jordan não se limita a protagonizar: assina também a realização e a produção do filme, ao lado de Adria Arjona.

No papel do icónico Thomas Crown, Jordan enfrenta uma ex-agente do FBI (Arjona) que o persegue assalto a assalto — mas com uma reviravolta em relação às versões anteriores da história: as verdadeiras motivações de Crown passam por devolver artefactos roubados ou vendidos aos seus criadores legítimos, transformando o ladrão de arte num anti-herói com código moral próprio, mais do que um simples sedutor oportunista. É uma escolha de argumento que actualiza o material clássico sem lhe trair a essência: elegância, jogo de gato e rato, e um romance construído sobre desconfiança mútua.

O filme, distribuído pela Amazon MGM, estreia nos cinemas em março de 2027 — mas para Jordan, que já tinha mostrado ambições de realizador antes de “Pecadores”, este é o primeiro projecto a colocá-lo simultaneamente à frente e atrás das câmaras num filme de assinatura própria.

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“Homem-Aranha: Um Novo Dia” estreia hoje, com previsões de bilheteira entre as maiores da saga
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“The Brigade” regressa com uma 2ª temporada mais violenta e complexa

Depois do sucesso da primeira temporada, “The Brigade” está de regresso aos ecrãs portugueses a 4 de agosto, terça-feira, às 22h10, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+, com novos episódios a estrear todas as terças-feiras à mesma hora. A série, criada por Jérémie Guez (“Brothers by Blood”, “A Bluebird In My Heart”), continua a acompanhar a Brigade de Recherche et d’Intervention — B.R.I., que dá também nome original à série —, uma das unidades policiais francesas mais associadas, na ficção e na realidade, a intervenções de alto risco.

No centro da história está Saïd, ex-soldado das Forças Especiais que lidera uma equipa de agentes jovens e aguerridos. Na sequência de um tiroteio entre traficantes de droga e a polícia, a equipa vê-se arrastada para uma investigação de dimensão muito maior do que inicialmente previsto: enquanto tentam desmantelar um dos maiores traficantes da Europa, surge um bando implacável e misterioso de assaltantes armados que ameaça comprometer toda a missão — uma dupla frente que promete manter a tensão constante ao longo dos oito episódios desta segunda temporada.

O elenco reúne Sofian Khammes, Ophélie Bau, Théo Christine, Rabah Nait Oufella, Waël Sersoub, Léa Catania, Vincent Perez e Emmanuelle Devos, com estes dois últimos a trazer peso e reconhecimento internacional a uma produção que já se tinha destacado, na primeira temporada, pelo registo cru e hiper-realista — uma abordagem ao género policial que deve mais ao cinema de género francês recente do que à tradição mais estilizada do procedural americano.

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Sete filmes, um só cartaz: o que estreia esta semana nos cinemas portugueses

Sete filmes estreiam esta semana nas salas portuguesas, e a distância entre o primeiro e o último desta lista diz tudo sobre como funciona hoje o mercado de cinema em Portugal. De um documentário sobre Sophia de Mello Breyner a um tentpole Marvel, o cartaz cobre praticamente todo o espectro possível. Vamos por ordem, do mais discreto ao que vai dominar as bilheteiras.

Sophia Setembro de 1963

Começamos pelo extremo oposto do espectáculo. Vanessa Duarte e Hugo Pereira assinam este documentário que segue os passos de Sophia de Mello Breyner na viagem que fez à Grécia em 1963, na companhia de Agustina Bessa-Luís, a partir dos fragmentos de diário que a poetisa deixou. Sessenta anos depois, os realizadores refazem o mesmo trajecto, cruzando a Grécia imaginada, a fragmentada, a de Sophia, a de Odisseu e a de ninguém. É cinema de nicho cultural no sentido mais literal: um filme dedicado a uma das figuras maiores da literatura portuguesa, distribuído pela pequena The Stone and The Plot, com apelo praticamente reservado a públicos de circuito cultural e cinéfilos ligados à poesia. Sem pretensões de bilheteira, mas com lugar garantido na programação de cineclubes e sessões temáticas.

Um Toque Familiar (Familiar Touch)

Sarah Friedland estreou-se na longa-metragem com este retrato de uma octogenária a adaptar-se à vida num lar, entre memória em fuga e uma relação cada vez mais complicada consigo própria. O resultado valeu-lhe o Leão do Futuro em Veneza e o prémio de melhor realização na secção Orizzonti, tornando “Familiar Touch” um dos filmes mais premiados de sempre nessa categoria do festival. É cinema de câmara, sensível e difícil, sobre um tema que o público em geral evita. A Alambique distribui-o com a discrição habitual dos seus lançamentos: pouco cartaz, público reduzido, mas um dos títulos mais interessantes da semana para quem gosta de cinema de autor.

O Misterioso Olhar do Flamingo

Diego Céspedes venceu a secção Un Certain Regard em Cannes 2025 logo com a sua estreia na longa-metragem, o que por si só é um feito raro. O filme acompanha Lidia, de doze anos, numa cidade mineira do norte do Chile nos anos 80, enquanto uma doença misteriosa ameaça a comunidade queer que a rodeia. Melodrama, realismo mágico e humor cruzam-se num retrato de infância que a crítica internacional recebeu com entusiasmo. A Films4You traz o filme para Portugal, mas o destino comercial é o mesmo dos títulos de autor latino-americanos premiados em festivais: cobertura crítica forte, salas praticamente vazias.

Her Private Hell

Nicolas Winding Refn regressa à longa-metragem dez anos depois de “The Neon Demon”, e o mundo do cinema estava de facto curioso para ver o que traria. A resposta dividiu tudo: a Variety chamou-lhe “um desastre à David Lynch com más drogas”, a Indiewire falou de visuais grotescos e um argumento que soa a auto-paródia, mas o Rotten Tomatoes reconhece um filme “intoxicante no estilo”, ainda que arrastado. Sophie Thatcher, Charles Melton e Havana Rose Liu emprestam rostos jovens e em ascensão a esta odisseia de neon sobre uma cidade envolta em nevoeiro e um GI à procura da filha no inferno. Não é filme para gerar filas, mas Refn continua a ter um culto fiel, e a NOS Audiovisuais garante-lhe distribuição suficiente para essa base de fãs. Vale a curiosidade da estreia, não a permanência em cartaz.

Motor City — Sede de Vingança

Aqui a conversa muda de registo. Potsy Ponciroli assina um thriller de acção ambientado na Detroit dos anos 70, com uma aposta rara para um filme de 30 milhões de dólares: praticamente sem diálogo. Alan Ritchson, hoje um dos rostos mais bancáveis da acção depois do sucesso de “Reacher”, protagoniza ao lado de Shailene Woodley e Ben Foster. A crítica reconheceu a presença física de Ritchson e a química com Woodley, mas apontou o risco do silêncio como entrave ao desenvolvimento das personagens. Mesmo com recepção mista, o nome de Ritchson sozinho já é motor comercial suficiente, e a Cinemundo dá-lhe um lançamento amplo. Um dos títulos a vigiar esta semana, sobretudo junto do público masculino habituado a thrillers de género.

Marsupilami

Philippe Lacheau já não precisa de provar nada ao público francês, e este ano superou-se a ele próprio: “Marsupilami” ultrapassou os 6 milhões de entradas em França, tornando-se o maior êxito de bilheteira do país em 2026 e o maior sucesso pessoal de Lacheau, batendo o seu próprio recorde com “Alibi.com 2”. É comédia de aventura familiar, fórmula testada à exaustão por Lacheau e que continua a funcionar. Em Portugal, onde as comédias francesas do realizador têm historicamente boa resposta junto do público jovem e familiar, a NOS Audiovisuais aposta forte. Um dos candidatos sólidos ao pódio da bilheteira nacional nas próximas semanas.

E o mais importante: Homem-Aranha — Um Novo Dia

Deixámos para o fim aquele que, sem margem para debate, vai dominar as bilheteiras portuguesas nas próximas semanas. “Spider-Man: Brand New Day” traz de volta Tom Holland ao papel que o tornou uma das maiores estrelas da sua geração, agora ao lado de Zendaya e Sadie Sink, sob a realização de Destin Daniel Cretton. É o tentpole Marvel/Sony do ano, com tudo o que isso implica: campanha de marketing global, expectativa acumulada há anos, público transversal a todas as idades e uma distribuição maciça pela Big Picture que vai garantir sessões em praticamente todas as salas do país. Não há outro filme nesta lista, nem provavelmente nas próximas semanas, capaz de rivalizar com o impacto deste lançamento. Se há um filme que resume o motivo pelo qual esta semana é das mais aguardadas do ano no calendário de estreias, é este.

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Agosto no NOS Studios: terror, ação e cinema português dividem o mês

Alternativa: “Scream VI lidera um agosto recheado no NOS Studios, entre MMA, fantasia e cinema português”

O NOS Studios reserva agosto para um mês particularmente equilibrado entre géneros, com onze estreias a percorrer o terror, a acção, a fantasia, o romance e o cinema português, além do habitual ciclo de animação aos domingos de manhã. O canal está disponível nas posições 17 e 81, gratuito para clientes TV UMA, com subscrição de 5€/mês para os restantes clientes NOS, e em não linear através do NOS Studios+.

Scream VI

O grande destaque do mês, sem margem para dúvidas, é “Scream VI”, a 30 de agosto, domingo, às 21h15. Depois dos acontecimentos em Woodsboro, Sam, Tara e os restantes sobreviventes tentam recomeçar a vida em Nova Iorque — mas Ghostface segue-os até lá, e os assassínios tornam-se ainda mais violentos e imprevisíveis. Melissa Barrera, Jenna Ortega, Courteney Cox, Mason Gooding e Jasmin Savoy Brown repetem papéis numa das sagas de terror mais resistentes das últimas décadas, e a mudança de cenário para Nova Iorque é, só por si, motivo suficiente para reacender o interesse de quem já viu tudo o resto da franquia.

My Spy: The Eternal City e The Smashing Machine

A 2 de agosto, domingo, Dave Bautista regressa ao papel do veterano agente da CIA JJ em “My Spy: The Eternal City”, desta vez em Itália, ao lado de Chloe Coleman, Ken Jeong, Kristen Schaal e Anna Faris, numa mistura de acção, espionagem e comédia familiar. Uma semana depois, a 8 de agosto, é a vez de “The Smashing Machine: Coração de Lutador” mostrar um Dwayne Johnson em registo completamente diferente: inspirado na história real de Mark Kerr, um dos maiores nomes do MMA, com realização de Benny Safdie e Emily Blunt no elenco — um dos papéis mais dramáticos e menos espectaculares da carreira recente de Johnson.

Hagen, Xeno e o resto do mês

O ciclo de fantasia e aventura fica por conta de “Hagen: Guerra dos Reinos” (9 de agosto), com alianças improváveis e profecias antigas a decidir o destino de um reino, e de “Xeno – Amizade de Outro Mundo” (16 de agosto), sobre a amizade entre uma adolescente e um visitante extraterrestre. O suspense sobrenatural aparece com “Sketch: Cuidado com o que Desenhas” (15 de agosto), sobre desenhos que ganham vida, e “A Melodia do Mal” (23 de agosto), sobre uma partitura que esconde uma força sobrenatural. As noites de sábado continuam reservadas ao registo romântico, com “Sorry, Baby” (1 de agosto), “Guia para o Amor” (22 de agosto) e “Pelo Amor de Lily” (29 de agosto) a completar o calendário.

Made in Portugal e animação aos domingos

Agosto marca também o regresso do ciclo Made in Portugal, com quatro produções nacionais às sextas-feiras: “Quero-te Tanto” (7 de agosto), “Gabriel” (14 de agosto), “Zeus” (21 de agosto) e “Al Berto” (28 de agosto) — uma aposta contínua do canal em dar espaço regular ao cinema português dentro de uma grelha dominada por títulos internacionais. As manhãs de domingo, por sua vez, continuam reservadas às famílias, com sessões de animação como “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, “O Mundo Secreto dos Dragões” e “Bambi: Uma Vida nos Bosques”.

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“Homem-Aranha: Um Novo Dia” estreia hoje, com previsões de bilheteira entre as maiores da saga

“Homem-Aranha: Um Novo Dia” estreia hoje nas salas portuguesas e norte-americanas, fechando semanas de antecipação alimentadas por trailers, aparições surpresa na Comic-Con e críticas largamente positivas. As previsões de bilheteira para o fim de semana de estreia nos Estados Unidos apontam para algo entre 230 e 250 milhões de dólares, com os modelos mais optimistas a falarem em até 274 milhões — números que, a confirmarem-se, tornariam este o segundo maior arranque de sempre da saga, atrás apenas dos 260,1 milhões de “Sem Volta a Casa”, em 2021, e a maior estreia doméstica de 2026 até à data, ultrapassando “Toy Story 5”.

Depois de anos de multiverso e reencontros geracionais, este capítulo, realizado por Destin Daniel Cretton, promete devolver Peter Parker a uma escala mais pessoal — algo que as primeiras críticas já confirmaram, elogiando Tom Holland pela interpretação “mais madura” da personagem até hoje. Zendaya e Sadie Sink repetem papéis, e o confronto entre o Punisher de Jon Bernthal e o Hulk de Mark Ruffalo, já antecipado na Comic-Con, é um dos momentos mais aguardados por quem segue a saga de perto.

Os números oficiais só ficam confirmados na segunda-feira, quando os estúdios reportarem os resultados definitivos do fim de semana — mas, à hora a que este artigo é publicado, “Homem-Aranha: Um Novo Dia” já está, oficialmente, nas salas de cinema.

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Lavadias transforma o Forte de Santa Catarina em cinema ao ar livre, com oito filmes em três noites

Alternativa: “Debaixo das estrelas: o festival Lavadias regressa ao Pico com cinema dedicado ao mar”

O Lavadias, festival de cinema ao ar livre da MiratecArts em parceria com o Município das Lajes do Pico, chega à quinta edição entre 13 e 15 de agosto, com três noites e oito filmes exibidos debaixo das estrelas no Forte de Santa Catarina, na vila baleeira das Lajes. É mais uma peça do ecossistema de festivais de cinema que a MiratecArts tem vindo a construir nos Açores, ao lado do Montanha Pico Festival, mas com identidade própria: Lavadias dedica-se inteiramente a obras com o mar e o oceano como tema e cenário.

Este ano, com novo horário de arranque às 21h21, as sessões abrem com um bloco de curtas-metragens pensado para evocar paz interior e serenidade, com imagens inspiradoras dos nossos mares assinadas por Judith Anketell, Martin Gerigk, Afroza Hossain Sara, Pierre Breath e Kaushiik Subramaniam. O festival arranca oficialmente com “Azul”, de Pedro Varela, filmado nos Açores — mais precisamente no Faial e no Pico. A história situa-se um ano depois do último avistamento de uma baleia em todo o planeta, e segue Olívia, uma rapariga determinada com trissomia 21 e filha de um biólogo conhecido, que se junta a um grupo de activistas ambientais numa missão para trazer as baleias de volta.

A segunda noite é dedicada “à criança em todos nós”, com programação de animação: a curta “Canção das Baleias”, de Afroza Hossain Sara, vencedora do prémio Animela de melhor filme sul-asiático, antecede a longa-metragem “Capitão Dentes de Sabre e a Condessa de Gral”, aventura animada pensada para gerar nostalgia e acção em doses generosas. Já a noite de sábado muda de registo por completo, com programação de acção para adultos, encerrando com a mais recente obra do norueguês Henrik Martin Dahlsbakken, “Comboio do Ártico”, inspirada em factos verídicos do Verão de 1942.

Os filmes são exibidos em português ou com legendas em português, e a entrada é livre. Em caso de condições climatéricas adversas, as sessões transitam para o Auditório Municipal das Lajes do Pico. Mais informações e trailers estão disponíveis na página do festival no Facebook.

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Netflix Portugal: o que estreia em agosto, de Wagner Moura a Robert De Niro”

Agosto traz ao catálogo da Netflix um conjunto de estreias bem distribuído entre thrillers, dramas, documentários e comédia, com produções vindas de meia dúzia de países diferentes. Duas apostas destacam-se claramente do resto: “The Last House”, logo nos primeiros dias do mês, e “The Whisper Man”, a fechar agosto em grande.

“The Last House” chega a 7 de agosto com Wagner Moura, nomeado ao Óscar de Melhor Ator por “Agente Secreto”, e Greta Lee, protagonista de “Past Lives”, filme nomeado para Melhor Filme nos Óscares de 2024 — uma dupla de currículo que por si só já justifica atenção. A história segue uma família de quatro pessoas subitamente presa dentro de casa, sem qualquer via de escape, obrigada a sobreviver com recursos escassos enquanto tenta perceber a verdadeira natureza da ameaça que a mantém encarcerada. Sid Edwards completa o elenco principal, num argumento de Matthew Robinson.

Com Robert de Niro e Adam Scott e Michelle Monaghan

Já “The Whisper Man” fecha o mês a 28 de agosto, com Robert De Niro, Adam Scott e Michelle Monaghan nos papéis principais. Baseado no best-seller de Alex North, o thriller segue um escritor de romances policiais que, depois do rapto do filho de oito anos, recorre à ajuda do pai, um detective reformado de quem se tinha afastado — só para descobrir que o caso tem ligações inquietantes a um assassino em série já condenado, conhecido apenas como “o Sussurrador”. É o tipo de thriller literário adaptado que costuma funcionar bem em catálogo de streaming, e o nome de De Niro garante visibilidade extra.

Entre os dois, há espaço para praticamente todos os géneros. Do lado do documentário, destacam-se “Inside the Trustor Scandal” (5 de agosto), com a primeira entrevista de Joachim Posener desde o escândalo financeiro que o tornou um dos homens mais procurados da Europa; “Em Queda Livre: A Hora da Verdade para a Boeing” (19 de agosto), continuação da investigação de Rory Kennedy e Mark Bailey sobre a fabricante aeronáutica; e “Desaparecida e Esquecida: O Caso Chompoo” (20 de agosto), sobre o desaparecimento de uma criança na Tailândia que transformou o principal suspeito em celebridade mediática.

No território do drama, “Nando Between Two Worlds — A Sintonia Film” (12 de agosto) acompanha o regresso ao Brasil de um antigo chefe do crime que tenta reconstruir a relação com a filha adolescente; “Un Hijo Propio” (13 de agosto), da realizadora chilena Maite Alberdi, nomeada aos Óscares, segue uma mulher que finge uma gravidez depois de vários abortos espontâneos, até a mentira se transformar em escândalo nacional; e “A Mulher Secreta” (28 de agosto) traz um mistério de identidade na Noruega, quando uma mulher é confrontada com a possibilidade de ser, na verdade, uma pessoa desaparecida há três anos na Dinamarca.

Do lado mais ligeiro, “Don’t Say Good Luck” (14 de agosto) tem Sunny Sandler — filha de Adam Sandler — no papel principal de uma comédia dramática sobre um musical escolar interrompido por problemas familiares, e “Pyaar Prema Kalyanam” (21 de agosto) é uma comédia indiana sobre choques culturais depois de um casamento pouco convencional. Já “The Ribbon Hero” (8 de agosto) reinventa o clássico manga “Princess Knight”, de Osamu Tezuka, transportando a história para os dias de hoje.

Lista completa — estreias de agosto na Netflix Portugal

Inside the Trustor Scandal — 5 de agosto
The Last House — 7 de agosto
The Ribbon Hero — 8 de agosto
Nando Between Two Worlds – A Sintonia Film — 12 de agosto
Un Hijo Proprio — 13 de agosto
Don’t Say Good Luck — 14 de agosto
O Meu Melhor Amigo, a Namorada Dele e Eu — 14 de agosto
Quinze Dias — 19 de agosto
Em Queda Livre: A Hora da Verdade para a Boeing — 19 de agosto
Desaparecida e Esquecida: O Caso Chompoo — 20 de agosto
Pyaar Prema Kalyanam — 21 de agosto
Cara a Cara com El Chapo — 21 de agosto
Histórias do Desporto: O Testemunho de Vince Young — 25 de agosto
A Mulher Secreta — 28 de agosto
The Whisper Man — 28 de agosto

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Long-tail: o que estreia na Netflix em agosto 2026, calendário de estreias Netflix Portugal agosto

Uma maratona para perceber porque é que Kurosawa continua a ser ‘o mestre dos mestres

No primeiro domingo de agosto, dia 2, os Canais TVCine transformam a grelha do TVCine Edition numa retrospectiva de um dia inteiro dedicada a Akira Kurosawa (1910-1998), com oito filmes que atravessam mais de duas décadas da carreira de um dos realizadores mais influentes da história do cinema. Todos os títulos ficam disponíveis também no TVCine+, para quem preferir escolher a própria ordem de maratona.

O dia arranca às 7h35 com “Viver” (1952), retrato contido de um funcionário público que descobre ter cancro terminal e decide, pela primeira vez em vinte anos, dar sentido ao tempo que lhe resta — um dos filmes mais intimistas de Kurosawa, e o contraponto perfeito ao título que se segue às 9h55: “Os Sete Samurais” (1954), o épico que foi, à data, o filme mais caro alguma vez feito no Japão, e que se tornou desde então um dos títulos mais influentes e mais citados de toda a história do cinema — sem “Os Sete Samurais” não há “Os Sete Magníficos”, nem grande parte do cinema de acção coral que se seguiu nas décadas seguintes.

A tarde aprofunda o lado mais sombrio do realizador: “O Trono de Sangue” (1957), adaptação livre de “Macbeth” transposta para o Japão feudal, às 13h10; “A Fortaleza Escondida” (1958), aventura de fuga através de território inimigo que serviria mais tarde de inspiração directa a George Lucas para “Star Wars”, às 15h00; e “Yojimbo, O Invencível” (1961), às 17h15, com Toshiro Mifune no papel do samurai mercenário que joga dois bandos de bandidos um contra o outro — um desempenho que lhe valeu o Prémio de Melhor Ator em Veneza.

O final de tarde e a noite reservam três títulos menos citados mas igualmente essenciais: “O Barba Ruiva” (1965), às 19h05, que voltou a dar a Mifune o prémio de Veneza, desta vez pelo papel de um médico íntegro numa clínica pública do Japão do século XIX; “Pouca Terra… Pouca Terra – Dodeskaden” (1970), às 22h00, retrato coral e fragmentado da vida num bairro de lata; e “Dersu Uzala” (1975), a fechar a maratona à meia-noite e vinte, coprodução soviético-japonesa vencedora do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, sobre a amizade entre um explorador militar e um caçador nómada nas florestas siberianas.

É uma maratona pensada tanto para quem já conhece Kurosawa como para quem nunca viu um filme seu além de “Os Sete Samurais” — uma oportunidade rara de perceber, num só dia, como o mesmo realizador conseguiu ser, consoante a década, o autor mais influente do cinema de acção, o mais rigoroso adaptador de Shakespeare ao ecrã, e um dos observadores mais atentos da condição humana em qualquer registo que escolhesse.

Horários (2 de agosto, TVCine Edition e TVCine+)
Viver (1952) — 7h35
Os Sete Samurais (1954) — 9h55
O Trono de Sangue (1957) — 13h10
A Fortaleza Escondida (1958) — 15h00
Yojimbo, O Invencível (1961) — 17h15
O Barba Ruiva (1965) — 19h05
Pouca Terra… Pouca Terra – Dodeskaden (1970) — 22h00
Dersu Uzala (1975) — 0h20

“Pecadores”: o filme mais nomeado da história dos Óscares estreia na televisão portuguesa

“Pecadores” chega à televisão portuguesa em primeira mão a 31 de julho, sexta-feira, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+. Não é um título qualquer: o filme de Ryan Coogler somou 16 nomeações aos Óscares deste ano, ultrapassando as 14 de “La La Land” e tornando-se, oficialmente, o filme mais nomeado de sempre na história da cerimónia. Das dezasseis, converteu quatro em estatueta — Melhor Ator para Michael B. Jordan, Melhor Argumento Original para o próprio Coogler, Melhor Banda Sonora para Ludwig Göransson e Melhor Fotografia para Autumn Durald Arkapaw, a primeira mulher a vencer essa categoria em toda a história dos Óscares.

A história situa-se na década de 1930, no Mississippi: os gémeos Smoke e Stack Moore regressam a casa depois de anos ao serviço da máfia de Chicago, decididos a aplicar essa experiência no mundo do crime a um negócio legítimo — uma serração e um bar de música. Tudo parece correr bem, até um mal muito maior os vir esperar à porta. É a partir desta premissa aparentemente simples que Coogler, realizador de “Black Panther” e “Creed: O Legado de Rocky”, constrói um dos filmes mais difíceis de catalogar dos últimos anos: ao mesmo tempo terror, drama de época e musical, sem que nenhum desses géneros pareça forçado ou apenas decorativo.

Michael B. Jordan assume o duplo papel dos irmãos Moore, num dos desempenhos mais fisicamente e emocionalmente exigentes da sua carreira, e é acompanhado por Jack O’Connell, Hailee Steinfeld, Miles Caton e Saul Williams. Para quem ainda não teve oportunidade de ver nas salas, esta estreia televisiva é a primeira hipótese de perceber, em casa, porque é que “Pecadores” se tornou o fenómeno de crítica e de prémios que foi.

“Tad e a Lanterna Mágica”: o arqueólogo mais querido da animação espanhola volta a viajar no tempo

Alternativa: “Tad enfrenta a paternidade e uma viagem no tempo na quarta aventura da saga”

Falta um mês para a estreia de “Tad e a Lanterna Mágica”, que chega às salas portuguesas a 27 de agosto, com distribuição da NOS Audiovisuais, trazendo de volta o explorador mais popular da animação espanhola para um quarto capítulo que promete ir além da fórmula de acção e humor que definiu a franquia até aqui.

A grande novidade está no ponto de partida emocional: Tad já não é apenas o arqueólogo atrapalhado das aventuras anteriores, mas também pai — e é precisamente essa dupla identidade que o filme decide explorar, colocando-o a conciliar a paixão pela arqueologia com as responsabilidades de criar um filho, enquanto tenta impedir que um desejo inesperado altere o curso da história. É um amadurecimento de personagem pouco habitual neste tipo de animação familiar, que normalmente prefere manter os protagonistas presos a uma versão fixa de si mesmos filme após filme.

O gatilho da aventura é a Lanterna Mágica das Mil e Uma Noites, que desperta um antigo feitiço e obriga Tad, Sara e os inseparáveis companheiros Múmia, Jeff e Belzoni a atravessar diferentes épocas e civilizações, numa missão para restaurar a ordem antes que as consequências se tornem irreversíveis — uma estrutura de viagem no tempo que abre a porta a cenários bem mais variados do que os habituais templos e ruínas da saga.

Na versão portuguesa, João Paulo Rodrigues repete o papel de Tad, o mesmo que empresta há já várias longas-metragens, ao lado de Mafalda Luís de Castro, Márcia Correia, Rui Oliveira, Carla Garcia, Tiago Retrê, Ricardo Monteiro, Ermelinda Duarte, Francisco Bacalhau e Sérgio Calvinho. Para as famílias que acompanham a saga desde o início, esta continua a ser uma aposta segura de animação europeia com identidade própria, longe da produção americana dominante nas salas de verão.

Cinco cineastas de New Bedford, quatro deles luso-descendentes, em destaque no Montanha Pico Festival 2027

O Montanha Pico Festival confirmou mais um destaque para a sua 13ª edição, em janeiro de 2027: uma sessão internacional dedicada a New Bedford, cidade do condado de Bristol, Massachusetts, situada às margens do rio Acushnet, na região conhecida como “South Coast” dos Estados Unidos. É mais uma peça da programação que junta os Açores à diáspora açoriana e portuguesa espalhada pelo mundo — desta vez com ligação directa a uma das comunidades luso-americanas historicamente mais fortes do país.

A ideia nasceu de uma visita do director artístico da MiratecArts, Terry Costa, a New Bedford e ao respectivo festival de cinema local, em 2025. “Adorei a comunidade audiovisual e a forma como produziram o seu festival de cinema pela linda cidade baleeira, do outro lado do Atlântico”, explica Costa. “Decidi abrir uma sessão para assim destacar ao nosso público, no meio do Oceano Atlântico, e incentivar a criação de laços entre as comunidades.” As candidaturas para cineastas de New Bedford participarem já estão fechadas, e dos cinco nomes escolhidos, quatro são luso-descendentes — um detalhe que reforça o propósito de ligação identitária por trás da iniciativa.

Alyssa Botelho é argumentista, realizadora, produtora e actriz, com um trabalho que cruza profundidade histórica com suspense, terror e um humor ácido característico da Nova Inglaterra. Ethan de Aguiar, natural de New Bedford e fundador do próprio New Bedford Film Festival, define-se como “ARTrepreneur” e traz a experiência de quem já geriu um festival do outro lado do Atlântico. Nick Francis é Managing Partner e Vision Director da The Franchise Group e gere ainda a Mass Green Screen, com mais de quinze anos de produção de campanhas e vídeos premiados. Ryan Nunes assina histórias intimistas centradas em personagens, com foco em saúde mental, identidade e questões sociais. Sean Campbell completa o grupo como director de fotografia e editor, com uma década de experiência em produção de vídeo.

A sessão especial está marcada para o fim de semana de abertura do festival, e insere-se na programação comemorativa dos 600 Anos dos Açores, promovida pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades. As obras dos cinco cineastas serão exibidas no Auditório da Madalena e também na Horta, Faial — cidade geminada com New Bedford, o que fecha o círculo simbólico desta homenagem. O Montanha Pico Festival decorre entre 8 e 15 de janeiro de 2027, com sessões adicionais a 22 e 29 de janeiro, distribuídas por três ecrãs da ilha do Pico: a Biblioteca Auditório da Madalena, o Auditório Municipal das Lajes do Pico e o Auditório do Museu dos Baleeiros.

A fusão Paramount-Warner Bros. dá um passo atrás: audiência de 3 de agosto cancelada por acordo entre as partes

A batalha legal em torno da fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery ganhou um novo capítulo esta semana: a audiência marcada para 3 de agosto, que decidiria se a suspensão temporária do negócio se transformava numa liminar preliminar mais duradoura, foi cancelada por acordo entre as duas partes. Segundo fontes próximas do processo, os advogados da Paramount concluíram que os autores da acção — a coligação de doze procuradores-gerais estaduais que contesta a fusão por motivos antitrust — teriam provavelmente ganho de causa nessa fase, o que levou a empresa a preferir recuar antes de arriscar uma derrota formal em tribunal.

Na prática, isto significa que a Paramount aceita adiar a conclusão da fusão até depois de um julgamento antitrust completo, em vez de insistir em avançar já. As duas partes têm agora até 31 de julho para apresentar um documento conjunto sobre o calendário desse julgamento. O adiamento não impede, para já, que as empresas cheguem a um acordo extrajudicial que reabra caminho à fusão — mas, segundo as mesmas fontes, não há sinais de que as conversas estejam a caminhar nessa direcção.

É um recuo que reforça a narrativa que já se vinha desenhando desde a decisão da juíza Araceli Martínez-Olguín: a fusão de 111 mil milhões de dólares que juntaria dois dos maiores estúdios e distribuidores dos Estados Unidos enfrenta um obstáculo regulatório mais sério do que a Paramount inicialmente previa — com implicações directas para o futuro da HBO, da DC e de todo o catálogo Warner, ainda por decidir.

“‘Não é um argumento de outra pessoa. É nosso’: actores britânicos unem-se contra a fusão Paramount-WBD”

Festival de Veneza revela os 20 filmes que disputam o Leão de Ouro em 2026, com Danny Boyle a abrir a edição

O Festival de Veneza revelou a seleção oficial da 83ª edição, que decorre entre 2 e 12 de setembro no Lido di Venezia. Vinte filmes disputam o Leão de Ouro, e a cerimónia de abertura fica a cargo de “Ink”, o novo filme de Danny Boyle, que integra também a competição principal.

A lista de realizadores em disputa lê-se quase como um roteiro de festivais das últimas duas décadas: Werner Herzog (“Bucking Fastard”), Hirokazu Kore-eda (“Olhe para Trás”), Martin McDonagh (“Wild Horse Nine”), Lee Chang-dong (“Amor Possível”), Nanni Moretti (“Acontecerá Esta Noite”), Florian Zeller, Stéphane Brizé (“Un Bon Petit Soldat”) e o actor-realizador Casey Affleck, que compete com “Company”. Robert Pattinson junta-se à lista através de “Primetime”, de Lance Oppenheim — já noticiado aqui —, num dos títulos mais aguardados da competição, ao lado de um novo trabalho com Penélope Cruz e do já muito comentado documentário sobre o regresso dos Oasis.

Portugal e o Brasil não ficam de fora: a coprodução luso-brasileira “Ritorno a Buenos Aires”, de Marco Bechis, entra também na corrida ao Leão de Ouro, reforçando a presença lusófona numa das competições mais prestigiadas do calendário europeu. Com este alinhamento, Veneza confirma-se, mais uma vez, como o primeiro grande termómetro europeu da temporada de prémios que se avizinha.

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