O concerto dos Calema em Braga vai ser transmitido em directo em 26 cinemas NOS — e é uma primeira vez histórica

No sábado, 6 de Junho, às 21h00, os Cinemas NOS vão fazer algo que nunca tinha acontecido em Portugal: transmitir em directo, para 26 salas de cinema de norte a sul do país, um concerto ao vivo de uma banda portuguesa. Os Calema actuam no Estádio Municipal de Braga na Origin Tour Stadium — e quem não estiver no estádio pode acompanhar o espectáculo no grande ecrã, com o som e a imagem que só o cinema proporciona.

António e Fradique Mendes Ferreira construíram nos últimos anos uma das carreiras mais sólidas da música lusófona contemporânea. Em 2025, esgotaram o Estádio da Luz com 55 mil espectadores — um marco que poucas bandas portuguesas atingiram — e acumularam recordes nas plataformas de streaming. O concerto de Braga é o próximo capítulo dessa história, e a decisão de o transmitir em directo para os cinemas NOS transforma um espectáculo regional num evento nacional.

A tecnologia por detrás da transmissão é a fibra da NOS, em parceria com a Ibertelco e a TVU — uma cadeia que vai levar o sinal do Estádio Municipal de Braga para salas em Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, Madeira e dezenas de outros pontos do país em tempo real. É a primeira transmissão em directo desta dimensão para cinemas portugueses por uma banda nacional — um passo que o cinema de concerto internacional já deu há anos com artistas como os Rolling Stones e Beyoncé, e que os Calema trazem agora para o mercado português.

Os bilhetes custam 12€ e estão disponíveis na App Cinemas NOS e nas bilheteiras das 26 salas participantes — de Lisboa (Colombo, Vasco da Gama, Oeiras Parque) ao Porto (NorteShopping, GaiaShopping, Foz Plaza), passando por Coimbra, Évora, Faro, Portimão e Madeira. Sábado, 6 de Junho, às 21h00.

“Eu, Jack Wright” estreia quinta-feira no TVCine — o “Succession” britânico com testamento, família em guerra e um inspetor no meio

“The Legend of Vox Machina” T3 estreia quarta-feira — a série de animação para adultos mais subestimada do streaming

“Toy Story 5” tem trailer final — Woody está de volta, Bad Bunny é uma pizza com óculos de sol e a tecnologia é o vilão

“Eu, Jack Wright” estreia quinta-feira no TVCine — o “Succession” britânico com testamento, família em guerra e um inspetor no meio

Chris Lang criou Inesquecível — a série britânica sobre uma mulher com memória autobiográfica perfeita que nunca consegue esquecer nada que viveu — e construiu uma reputação no thriller de investigação com personagens femininas complexas no centro. Eu, Jack Wright é o seu novo projecto: desta vez não é a investigadora que tem o dom da memória, é uma família britânica poderosa que preferia esquecer tudo o que o testamento do patriarca acabou de revelar. Estreia quinta-feira, 4 de Junho, às 22h10, no TVCine Emotion e TVCine+.

Jack Wright era um magnata britânico com o tipo de poder que acumula segredos. Quando morre, a leitura do testamento desencadeia o que nenhum dos presentes esperava — revelações que afectam a viúva Sally, os familiares, os associados e toda a gente que passou anos a orbitar em torno do homem sem o conhecer de verdade. Enquanto a família se reúne na propriedade para o funeral — já com as tensões a emergir à superfície — o inspetor Hector Morgan descobre que as circunstâncias da morte têm mais camadas do que pareciam. O que começa como uma investigação de rotina transforma-se numa teia de segredos, rivalidades financeiras e ambições que ninguém quis admitir em vida.

A comparação com Succession que os críticos britânicos têm feito não é gratuita: há aqui a mesma fascinação pelo que o dinheiro faz às famílias e pelo que as famílias fazem umas às outras quando o poder está em jogo. O elenco confirma o nível de ambição da produção — John Simm (Life on MarsDoctor Who), Nikki Amuka-Bird (IndustryLuther), Trevor Eve, Gemma Jones e James Fleet formam um conjunto que raramente desilude no drama britânico. Tom Vaughan realiza.

Novos episódios todas as quintas-feiras, a partir de 4 de Junho, no TVCine Emotion e TVCine+.

“The Legend of Vox Machina” T3 estreia quarta-feira — a série de animação para adultos mais subestimada do streaming

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Colin Farrell faz 50 anos hoje — e tem o melhor currículo da sua geração

“The Legend of Vox Machina” T3 estreia quarta-feira — a série de animação para adultos mais subestimada do streaming

The Legend of Vox Machina T3 estreia a 3 de Junho no Prime Video. É a terceira temporada de uma série que começou como um projecto de crowdfunding — os fãs do podcast Critical Role financiaram os primeiros episódios — e que a Amazon transformou numa das produções de animação para adultos mais bem feitas do streaming. 

A série baseia-se nas aventuras do grupo de aventureiros Vox Machina, personagens criados pelo elenco do programa Critical Role de Dungeons & Dragons em 2015. A primeira temporada adaptou o arco de Briarwood; a segunda, o arco de Chroma Conclave. A terceira continua a narrativa com a mesma combinação que tornou as anteriores tão apreciadas: acção de fantasia adulta com uma violência que a animação de estúdio nunca permitiria, humor irreverente e uma atenção genuína ao desenvolvimento das personagens que muitas séries de acção ao vivo não conseguem igualar.

Com Dungeons & Dragons a recuperar popularidade cultural — o filme Honra Entre Ladrões ajudou — e a base de fãs de Critical Role a crescer, esta terceira temporada chega a uma audiência mais alargada do que as anteriores. Para quem ainda não conhece: as duas primeiras temporadas estão no Prime Video e são uma entrada directa. Para quem já conhece: a quarta-feira está reservada.

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“Michael Jackson: The Verdict” estreia quarta-feira no Netflix — o documentário que a família não quis

“Toy Story 5” tem trailer final — Woody está de volta, Bad Bunny é uma pizza com óculos de sol e a tecnologia é o vilão

O trailer final de Toy Story 5 confirmou o regresso de Woody e apresentou o conflito central do filme: os brinquedos de Bonnie enfrentam Lilypad, um tablet inteligente em forma de rã que chega com as suas próprias ideias sobre o que é melhor para a criança. Tom Hanks é novamente Woody, Tim Allen é Buzz Lightyear, Joan Cusack é Jessie e Tony Hale regressa como Forky.

Andrew Stanton — o realizador de WALL-E e Finding Nemo — dirige o filme, com Randy Newman a regressar para a quinta vez a compor a banda sonora. As novidades do elenco são tão diversas quanto inesperadas: Bad Bunny junta-se ao elenco como “Pizza with Sunglasses” — um brinquedo esquecido que vive num abrigo abandonado no jardim — e Alan Cumming empresta a voz a Evil Bullseye, o alter ego de brincadeira do cavalo de Woody. Conan O’Brien dá voz a Smarty Pants, um gadget de treino de casa de banho. 

O tema central do filme é a competição entre os brinquedos clássicos e os dispositivos digitais pela atenção de Bonnie — uma questão que qualquer pai reconhece imediatamente e que a Pixar usa como motor narrativo. É exactamente o tipo de premissa que funciona em simultâneo para as crianças que vivem o conflito e para os adultos que o observam. Toy Story 5estreia exclusivamente nos cinemas a 19 de Junho de 2026. Em Portugal na mesma data. 

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Colin Farrell faz 50 anos hoje — e tem o melhor currículo da sua geração

Colin Farrell nasceu a 31 de Maio de 1976 em Castleknock, Dublin. Faz hoje 50 anos. É um dos actores mais versáteis da sua geração — e a sua trajectória é das mais invulgares do cinema contemporâneo: da má reputação de sex symbol problemático dos anos 2000 ao estatuto de actor de culto dos anos 2020, passando por uma sobriedade que assumiu publicamente e que mudou a forma como trabalha e como é percepcionado pela indústria.

O currículo de Farrell nos últimos dez anos é difícil de igualar: The Lobster de Yorgos Lanthimos, The Killing of a Sacred Deer do mesmo realizador, Widows de Steve McQueen, Animais FantásticosThe Batman como o Pinguim — a melhor caracterização do filme — e The Banshees of Inisherin de Martin McDonagh, que lhe valeu o Óscar de Melhor Actor em 2023. Esta semana está em Cannes… não, isso foi Sebastian Stan. Farrell está em Los Angeles a celebrar o aniversário discretamente — o que é inteiramente consistente com a pessoa em que se tornou.

Há um detalhe que resume bem a trajectória: quando foi nomeado ao Óscar por The Banshees of Inisherin, vários analistas notaram que era o mesmo actor que em 2004 tinha protagonizado Alexander de Oliver Stone — um dos maiores fracassos críticos e comerciais da história do cinema de estúdio. Vinte anos separam esses dois momentos. O que aconteceu no meio é uma história sobre trabalho, escolhas e a capacidade de recomeçar. Bom aniversário, Colin.

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“Michael Jackson: The Verdict” estreia quarta-feira no Netflix — o documentário que a família não quis

Michael Jackson: The Verdict estreia a 3 de Junho no Netflix. É o documentário sobre o único julgamento que Michael Jackson enfrentou em tribunal — o processo de 2005, onde foi acusado de abuso de menores pelo então adolescente Gavin Arvizo, e do qual saiu absolvido de todas as catorze acusações. 

O timing não é coincidência. O biopic Michael de Antoine Fuqua — com Jaafar Jackson no papel do pai — está nos cinemas há mais de um mês e já ultrapassou os 700 milhões de dólares globalmente. O Netflix aproveitou o momento para lançar um documentário que conta a história do outro lado: não a versão da família, não a versão de Hollywood, mas o processo judicial em si — os advogados, as testemunhas, as gravações, as cartas. É produzido sem a participação ou aprovação do estate de Michael Jackson.

Para quem viu o biopic e ficou com perguntas — e são muitas, dada a forma como o filme trata o período mais controverso da vida de Jackson — o documentário é o complemento natural. Para quem nunca aprofundou o assunto, é um ponto de entrada diferente e mais incómodo do que qualquer biopic poderia ser. A 3 de Junho no Netflix em Portugal.

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David Robert Mitchell realizou It Follows em 2014 — um dos filmes de terror mais criativos da última década, onde uma maldição se transmite como uma doença sexualmente transmissível e persegue as vítimas a passo de caminhada. A sua inspiração para The End of Oak Street foi igualmente directa: “Há uns anos estava a andar pelo bairro em Michigan e passou-me pela cabeça: ‘Seria muito interessante se houvesse um dinossauro ali mesmo.’ E a partir daí começou tudo.” 

O trailer, ao som de “My Life” de Billy Joel, mostra Anne Hathaway e Ewan McGregor como um casal suburbano que descobre que a sua rua foi misteriosamente transportada para um lugar com dinossauros vivos. A família Platt — completada pelos filhos Maisy Stella e Christian Convery — descobre que a sua sobrevivência depende de ficarem juntos enquanto navegam numa realidade irreconhecível. O filme é produzido por J.J. Abrams e a música é de Michael Giacchino. 

Mitchell tem uma capacidade específica de usar premissas absurdas para falar de algo mais profundo — o medo em It Follows era sobre a transmissão inevitável da trauma; os dinossauros em The End of Oak Street são, pelos vistos, sobre o que acontece a uma família quando o mundo que conhece desaparece. O SlashFilm descreve o filme como “um throwback no melhor sentido da palavra” que evoca Spielberg sem o imitar — e a imagem de Anne Hathaway a disparar uma carabina contra um carnívoro faz exactamente o que um bom trailer deve fazer. 

The End of Oak Street estreia internacional nos cinemas e IMAX a 14 de Agosto de 2026. 

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“Inaptos Para Trabalho” estreia amanhã no Disney+ — Mindy Kaling de volta com cinco jovens profissionais em Manhattan

Mindy Kaling tem um talento específico que poucas criadoras de televisão têm: consegue fazer comédias sobre trabalho que são genuinamente sobre outra coisa. The Mindy Project era sobre amor e identidade disfarçado de comédia de consultório. The Sex Lives of College Girls era sobre classe social e pertença disfarçado de comédia universitária. Inaptos Para Trabalho — que estreia amanhã, 2 de Junho, no Disney+ em Portugal com três episódios — é sobre a geração que cresceu a acreditar que o sucesso profissional era o único destino possível e que agora está a descobrir que isso não chega.

A série segue cinco jovens profissionais na casa dos vinte anos, obcecados com o trabalho, que vivem em Murray Hill — o bairro de Manhattan onde os recém-formados das melhores universidades americanas se instalam quando chegam a Nova Iorque com ambições e pouco dinheiro. Ella Hunt interpreta AJ Pascarelli, analista de primeiro ano num banco de investimento que se prepara para trabalhar declarando um “dia alpha” inspirado em O Lobo de Wall Street. Avantika Vandanapu é Abby Chilukuri; Will Angus, Jack Martin e Nicholas Duvernay completam o quinteto central. Jay Ellis — o Lawrence de Insecure — é o chefe intimidante que os convoca para reuniões que ninguém quer ter. 

O showrunner é Charlie Grandy, que trabalhou com Kaling em The Sex Lives of College Girls e em The Mindy Project. Entre os convidados recorrentes estão Victor Garber, Constance Wu e Ego Nwodim. São oito episódios no total — três amanhã, dois por semana nas terças-feiras seguintes, com final a 23 de Junho. 

É o tipo de série que Kaling faz bem: ritmo acelerado, personagens com camadas por baixo da superfície cómica, e uma capacidade de falar sobre raça, género e classe sem nunca parecer que está a dar uma aula. Em Portugal, disponível no Disney+ a partir de amanhã.

“Baleia Assassina” estreia a 10 de Junho — uma orca em cativeiro, uma lagoa sem saída e três amigos em pânico

O subgénero do terror aquático tem uma história longa e uma fórmula que raramente falha quando bem executada: colocar personagens simpáticas em água, acrescentar um predador e retirar todas as saídas. Baleia Assassina chega a 10 de Junho às salas portuguesas com uma variação inteligente dessa fórmula — não é um tubarão, é uma orca, e o que a torna mais perturbadora é a história por detrás do animal.

Maddie sonhava ser violoncelista antes de um assalto trágico lhe tirar a audição permanentemente e a vida ao amigo Chad, que morreu a protegê-la. Um ano depois, a amiga Trish leva-a à Tailândia numa tentativa de reconstrução — e aproveita para visitar Ceto, uma orca em cativeiro numa instalação local. Acompanhadas pelo amigo Josh, entram às escondidas durante a noite. Na manhã seguinte, ao nadarem numa lagoa isolada nas proximidades, percebem que não estão sozinhos.

A realizadora Jo-Anne Brechin apostou numa abordagem visual que coloca o espectador dentro da água com as personagens — câmara subaquática, ângulos que retiram perspectiva e orientação, a sensação de que o predador pode vir de qualquer direcção. A premissa da perda auditiva de Maddie não é apenas caracterização: é um elemento narrativo que o filme usa para criar sequências de tensão específicas — uma personagem que não ouve os sons que normalmente avisam do perigo tem uma vulnerabilidade diferente da habitual.

O contexto da orca em cativeiro dá ao filme uma camada que As Fauces do Mar ou 47 Metros não têm: Ceto não é um predador selvagem numa situação natural — é um animal que foi capturado, confinado e que pode ter razões próprias para o que faz. É uma ambiguidade que os melhores filmes do género exploram bem. A 10 de Junho nas salas portuguesas, com distribuição NOS Audiovisuais.

“Tudo o Que Nunca Fomos” estreia amanhã — Margarida Corceiro e Maxi Iglesias na adaptação do fenómeno literário de Alice Kellen

“Boston Blue” estreia quarta-feira no TVCine — Donnie Wahlberg sai de Nova Iorque e leva Danny Reagan para Boston

Hugh Jackman é Robin Hood — e a A24 quer provar que “ele não era um herói”

Canal NOS dedica Junho ao melhor cinema do mundo — de Manoel de Oliveira a Kurosawa, de Fellini a Wong Kar Wai

Durante trinta dias, o Canal NOS transforma-se numa cinemateca. De 1 a 30 de Junho, o especial Realizadores Sem Fronteiras by TVCine Edition — disponível em exclusivo na posição 83 da grelha NOS — apresenta mais de cem filmes com curadoria dos Canais TVCine, numa viagem que começa em Portugal e percorre mais de vinte países até chegar ao continente americano. Estreias garantidas todos os dias a partir das 17h.

A programação arranca com o cinema português — António Pedro Vasconcelos, Manoel de Oliveira, Marco Martins, Tiago Guedes, Rita Azevedo Gomes, João Canijo e João César Monteiro como primeiros anfitriões. É uma escolha editorial que faz sentido: começar em casa antes de partir. E a partir daí a viagem é das que ficam.

Os nomes que se seguem são o equivalente cinematográfico de um itinerário impossível de recusar: Ozu e Mizoguchi no Japão, Tarkovsky e Eisenstein na Rússia, Fellini e Visconti em Itália, Bergman na Suécia, Kurosawa de regresso ao Japão, Fassbinder na Alemanha, Buñuel entre Espanha e México, Satyajit Ray na Índia, Rohmer e Varda e Demy e Godard em França, Cassavetes nos Estados Unidos, Coppola a fechar o percurso americano — e Wong Kar Wai a encerrar a viagem com a melancolia específica de Hong Kong que só ele consegue filmar. São os realizadores que definiram o que o cinema pode ser quando não se rende às expectativas comerciais — e que continuam a ser referência para toda a gente que faz filmes hoje.

O especial tem uma segunda vida garantida: a partir de Julho, os filmes migram para o TVCine+ e integram uma nova colecção de mais de trezentos clássicos que reforça o catálogo do serviço de streaming. Para quem tiver Canal NOS, Junho é o mês de não perder o que passa às 17h. Para quem subscrever o TVCine+, o arquivo fica disponível de forma permanente.

“Tudo o Que Nunca Fomos” estreia amanhã — Margarida Corceiro e Maxi Iglesias na adaptação do fenómeno literário de Alice Kellen

“Boston Blue” estreia quarta-feira no TVCine — Donnie Wahlberg sai de Nova Iorque e leva Danny Reagan para Boston

“The Rookie” regressa na terça-feira com Nathan Fillion em Praga — e a oitava temporada é a mais ambiciosa de sempre

“Tudo o Que Nunca Fomos” estreia amanhã — Margarida Corceiro e Maxi Iglesias na adaptação do fenómeno literário de Alice Kellen

Alice Kellen é um fenómeno. A autora espanhola — cujos romances de ficção contemporânea acumulam milhões de leitores em Portugal, Espanha e América Latina — tem uma base de fãs que raramente existe para literatura de língua não inglesa: devotos, organizados, prontos a ir ao cinema ver uma adaptação do livro que lhes mudou algo. Tudo o Que Nunca Fomos chega amanhã, 3 de Junho, às salas portuguesas com exactamente esse público à espera — e com um elenco que foi escolhido a pensar nele.

A história segue Leah, uma jovem pintora que tenta lidar com a morte dos pais e com a dor que a afastou de si própria. Quando o irmão parte para longe, pede ao seu melhor amigo Axel que fique a tomar conta dela. O que nenhum dos dois imagina é que existe entre eles uma ligação antiga e silenciosa que pode mudar tudo. É o romance de Alice Kellen no seu estado mais reconhecível — amor que demora a reconhecer-se, personagens marcadas por perdas que não sabem ainda como carregar, e uma intensidade emocional que os leitores da autora conhecem bem.

Margarida Corceiro é Leah — a actriz portuguesa que tem construído um percurso cada vez mais sólido entre a ficção nacional e a projecção internacional, e que neste papel tem a oportunidade de mostrar um registo mais contido e mais vulnerável do que os papéis que a tornaram conhecida. Maxi Iglesias é Axel — o actor espanhol de Punto Nemo e de vários projectos de grande audiência ibérica que traz ao papel a presença e a credibilidade que um personagem desta natureza exige. A realização é de Jorge Alonso. A distribuição é da Cinemundo.

A estreia é amanhã, 3 de Junho, nas salas portuguesas.

“The Rookie” regressa na terça-feira com Nathan Fillion em Praga — e a oitava temporada é a mais ambiciosa de sempre
Hugh Jackman é Robin Hood — e a A24 quer provar que “ele não era um herói”
“Boston Blue” estreia quarta-feira no TVCine — Donnie Wahlberg sai de Nova Iorque e leva Danny Reagan para Boston

“Boston Blue” estreia quarta-feira no TVCine — Donnie Wahlberg sai de Nova Iorque e leva Danny Reagan para Boston

Blue Bloods terminou em 2024 após catorze temporadas — uma das séries policiais mais longas e mais fiéis da televisão americana, construída em torno da família Reagan e da sua relação geracional com a polícia de Nova Iorque. Danny Reagan, o detetive impetuoso e eficaz interpretado por Donnie Wahlberg, era um dos seus pilares. Boston Blue, que estreia quarta-feira, 3 de Junho, às 22h10, em exclusivo no TVCine Emotion e TVCine+, é a continuação da história dessa personagem — desta vez em Boston.

A premissa é simples e eficaz: Danny Reagan aceita um cargo no Departamento de Polícia de Boston e é imediatamente emparelhado com a detetive Lena Silver (Sonequa Martin-Green, conhecida de The Walking Dead e de Star Trek: Discovery). O primeiro caso que os une — um incêndio mortal numa empresa de tecnologia que começa por parecer um acidente e revela progressivamente uma rede de interesses ocultos e ligações inesperadas — serve de motor para a dinâmica central da série: dois detetives com métodos e personalidades opostos que têm de aprender a trabalhar juntos.

É uma fórmula que a televisão policial americana domina há décadas — e que funciona quando o elenco tem química suficiente para tornar o atrito credível. Wahlberg tem catorze temporadas de Danny Reagan no currículo; Martin-Green tem a autoridade e a presença que The Walking Dead lhe deu. Os criadores Brandon Margolis e Brandon Sonnier — que já trabalharam em Blue Bloods — conhecem a personagem de Wahlberg melhor do que ninguém e constroem a transição para Boston com a continuidade narrativa que os fãs da série original vão reconhecer e apreciar. O elenco inclui ainda Marcus Scribner, Maggie Lawson e Mika Amonsen.

Quarta-feira, 3 de Junho, às 22h10, TVCine Emotion e TVCine+. Novos episódios todas as quartas-feiras.

“The Rookie” regressa na terça-feira com Nathan Fillion em Praga — e a oitava temporada é a mais ambiciosa de sempre
Hugh Jackman é Robin Hood — e a A24 quer provar que “ele não era um herói”
Martin Scorsese abriu-se sobre a vida num documentário da Apple TV+ — e foi Daniel Day-Lewis quem convenceu

Hugh Jackman é Robin Hood — e a A24 quer provar que “ele não era um herói”

A tagline é “He Was No Hero” — e é uma declaração de intenções que diz tudo sobre o que Michael Sarnoski está a fazer com A Morte de Robin Hood. O realizador de Pig e A Quiet Place: Dia Um pegou numa das lendas mais românticas da literatura inglesa e devolveu-a ao seu estado mais cru: um homem que passou décadas a roubar e a matar, que chega ao fim da vida ferido e sozinho, e que se confronta com a distância entre o herói que a lenda construiu e o homem que ele foi de verdade. A A24 distribui.

Hugh Jackman interpreta um Robin Hood envelhecido que, após uma batalha brutal, se vê gravemente ferido sob os cuidados de uma mulher misteriosa interpretada por Jodie Comer. Bill Skarsgård — o Pennywise de IT — é Little John, o protégé de Robin. Murray Bartlett e Noah Jupe completam o elenco principal. É a primeira vez que Jackman e Comer partilham o ecrã — e a combinação de dois actores conhecidos pela intensidade física e emocional das suas performances sugere exactamente o tipo de dois-handers que Sarnoski domina. 

Quando questionado sobre se o filme seria essencialmente uma história de dois actores numa casa ou teria cenas de acção épicas, Sarnoski respondeu: “É um pouco das duas coisas. Tem uma versão diferente do Robin épico a que estamos habituados, e ao mesmo tempo uma história muito íntima que percorre o filme todo. Haverá um pouco para toda a gente.” É uma descrição que soa ao melhor de Pig — um filme que começou como um thriller de vingança sobre um chef que perde o porco de trufa e se revelou uma meditação sobre perda, identidade e o que resta quando se abandona tudo o que se construiu.

O filme é baseado na balada anónima do século XVII Robin Hood’s Death — um texto que a maioria das adaptações cinematográficas ignorou completamente, preferindo as histórias de jovens aventuras ao retrato do herói no fim. Sarnoski foi buscar exactamente esse material — o momento em que a lenda se confronta com a mortalidade — e construiu à sua volta um thriller histórico que a A24 está a posicionar como um dos títulos mais importantes do verão. Hugh Jackman é também produtor executivo do filme.

O filme é baseado na balada medieval anónima Robin Hood’s Death — um texto que a maioria das adaptações cinematográficas ignorou completamente, preferindo as histórias de jovens aventuras ao retrato do herói no fim. Sarnoski foi buscar exactamente esse material — o momento em que a lenda se confronta com a mortalidade — e construiu à sua volta um thriller histórico rodado na Irlanda do Norte que a A24 está a posicionar como um dos títulos mais importantes do verão. Hugh Jackman é também produtor executivo do filme. 

A 18 de Junho nos cinemas portugueses.

“The Rookie” regressa na terça-feira com Nathan Fillion em Praga — e a oitava temporada é a mais ambiciosa de sempre

Nathan Fillion tem uma carreira construída sobre personagens que não deveriam funcionar e funcionam sempre. Mal Reynolds em Firefly, Rick Castle em Castle, e agora John Nolan — o recruta mais velho do departamento de polícia de Los Angeles, um homem que decidiu mudar de vida na meia-idade e entrar para a polícia. The Rookie estreou em 2018 e está agora na oitava temporada, mais longa e mais ambiciosa do que todas as anteriores. Estreia terça-feira, 2 de Junho, às 22h10, no TVCine Emotion e TVCine+.

A novidade desta temporada é a escala. Nolan e a equipa do LAPD juntam forças com o FBI e a Interpol para desmantelar uma rede de terroristas — uma operação que os leva a Praga num arranque que a produção descreve como “cinematográfico”. É a primeira vez que a série sai consistentemente dos Estados Unidos, numa aposta que eleva o nível de risco narrativo e visual mas que mantém o que sempre funcionou: o equilíbrio entre acção de grande escala, drama pessoal e o humor subtil que Fillion domina como poucos actores da sua geração.

A misteriosa Monica Stevens — uma das personagens mais ambíguas das temporadas anteriores — regressa num papel inesperado na operação internacional, num arco onde confiança e suspeita caminham lado a lado. Ao longo dos 18 episódios, a narrativa alterna entre as missões de grande escala e os desafios quotidianos do LAPD, mantendo o fio das relações pessoais que tornam a série mais do que um procedural de acção.

O elenco principal regressa na íntegra — Eric Winter, Melissa O’Neil, Alyssa Diaz e Mekia Cox ao lado de Fillion. Novos episódios todas as semanas no TVCine Emotion e TVCine+, a partir de terça-feira, 2 de Junho.

John Candy morreu há 32 anos — e os filhos fizeram um documentário para contar quem ele era de verdade

Brad Pitt não vai casar — e está feliz assim

Andrew Garfield mudou de ideias sobre ser pai — e Monica Barbaro tem algo a ver com isso

John Candy morreu há 32 anos — e os filhos fizeram um documentário para contar quem ele era de verdade

John Candy morreu em Março de 1994, aos 43 anos, de ataque cardíaco durante as filmagens de Wagons East no México. Tinha feito Uma Toupeira no NatalFérias AcidentadasCool RunningsUncle Buck e dezenas de outros filmes que definiram o cinema de comédia dos anos 80 e início dos 90. Era também, segundo toda a gente que trabalhou com ele, o homem mais generoso e mais assustadoramente inseguro de Hollywood — uma combinação que o tornou num actor extraordinário e que o destruiu lentamente.

John Candy: I Like Me — disponível no Prime Video — é realizado pelos filhos Jennifer Candy-Sullivan e Chris Candy, que tinham 18 e 16 anos quando o pai morreu. É uma homenagem pessoal que usa arquivo familiar, entrevistas com colaboradores e amigos e material nunca visto para retratar o homem por detrás das personagens. Steve Martin, Dan Aykroyd, Martin Short e Eugene Levy estão entre os entrevistados.

O título vem de algo que Candy disse numa entrevista perto do fim da vida, quando lhe perguntaram o que mais gostava em si próprio: “I like me.” É uma frase simples que, conhecendo a história de um homem que passou décadas a lutar contra a insegurança, o excesso de peso e a pressão de ser sempre o mais engraçado da sala, tem um peso que vai muito além do que as palavras sugerem. Em Portugal, está disponível no Prime Video.

Martin Scorsese abriu-se sobre a vida num documentário da Apple TV+ — e foi Daniel Day-Lewis quem convenceu

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“Perdidos em Alto-Mar” estreia a 3 de Junho — Zachary Levi e Josh Duhamel numa história real de sobrevivência

Martin Scorsese abriu-se sobre a vida num documentário da Apple TV+ — e foi Daniel Day-Lewis quem convenceu

Martin Scorsese nunca tinha feito um documentário sobre si próprio. A mulher do seu melhor amigo decidiu que era hora.

Rebecca Miller — realizadora de The Private Lives of Pippa Lee e filha de Arthur Miller — conhece Scorsese através do marido, Daniel Day-Lewis, um dos actores mais importantes da sua carreira. Quando Miller decidiu fazer Mr. Scorsese, um documentário de cinco partes para a Apple TV+, foi precisamente essa amizade que abriu a porta. “A pandemia deu-lhe tempo para reflectir”, disse Miller ao Deadline. “Há coisas que ele nunca tinha dito em voz alta.”

Mr. Scorsese está disponível no Apple TV+ e percorre a vida e a obra do realizador de Taxi DriverTouro EnraivecidoOs Bons TiposGangues de Nova Iorque e O Lobo de Wall Street com um acesso que nenhuma entrevista anterior tinha conseguido — sobre a fé católica que nunca abandonou, os anos de dependência de drogas nos anos 70, a relação com os actores que definiram a sua carreira e o medo de que o cinema que ele conhece esteja a desaparecer. É o tipo de documentário que só existe quando o sujeito confia completamente em quem está por detrás da câmara. Miller ganhou essa confiança há décadas.

Kane Parsons tem 20 anos, realizou “Backrooms” para a A24 — e Jason Blum compara o momento ao terror dos anos 70

Marcia Lucas morreu — a mulher que salvou “Star Wars” e nunca recebeu o crédito que merecia

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Há uma nova geração de realizadores de terror a tomar conta de Hollywood — e Jason Blum, o produtor por detrás de InsidiousGet Out e M3GAN, sabe reconhecê-la quando a vê. Numa conferência de produtores em Los Angeles esta semana, Blum disse que o momento actual do género o faz lembrar os anos 70: “Há quase uma sensação dos anos 70, de uma nova geração de jovens a fazer filmes ousados que estão a ligar de forma impressionante nas salas.” Os nomes que citou foram dois: Curry Barker, 26 anos, realizador de Obsession, e Kane Parsons, 20 anos, realizador de Backrooms — O Labirinto, que estreou em Portugal esta semana.

Parsons tem uma história que não tem paralelo na história da A24. Começou a publicar no YouTube, ainda adolescente, curtas de terror baseadas no fenómeno das Backrooms — os corredores amarelos infinitos e mal iluminados que se tornaram numa das creepypastas mais partilhadas da internet. Os vídeos acumularam dezenas de milhões de visualizações. A A24 contactou-o. Parsons tinha 18 anos quando assinou o contrato para realizar o primeiro longa-metragem da sua carreira para um dos estúdios independentes mais respeitados de Hollywood. Torna-se no realizador mais jovem da história da A24.

O filme — com Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass, Finn Bennett e Lukita Maxwell, produzido por James Wan e Shawn Levy — chegou às salas portuguesas esta semana. A criatura que Parsons construiu no YouTube durante anos está agora no grande ecrã, com o orçamento e o elenco que o material sempre mereceu. Parsons tem 20 anos. A A24 sabe o que está a fazer.

Marcia Lucas morreu — a mulher que salvou “Star Wars” e nunca recebeu o crédito que merecia

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Marcia Lucas morreu esta quarta-feira de cancro metastático. Passou pacificamente em casa, em Rancho Mirage, Califórnia, rodeada de familiares. Tinha 82 anos. É uma das mortes mais significativas da história recente do cinema — e provavelmente a menos conhecida do grande público, apesar de ter um Óscar na prateleira. 

Marcia Lucas ganhou o Óscar de Melhor Montagem em 1977 por Star Wars — o primeiro filme — em conjunto com os co-editores Richard Chew e Paul Hirsch. Era então casada com George Lucas. O que raramente é contado é o que essa montagem significou concretamente para o filme: quando a primeira versão de Star Wars foi projectada para os executivos da Fox em 1977, a reacção foi de pânico. O filme estava demasiado lento, a narrativa era confusa, o impacto emocional era quase zero. Foi Marcia Lucas quem trabalhou o corte final — a versão que chegou aos cinemas e mudou a história do cinema. O editor Brian De Palma, que viu a montagem intermédia, disse que o filme “não funcionava” antes da intervenção dela.

Trabalhou também em Taxi Driver de Martin Scorsese, Alice Já Não Mora Aqui e New York, New York. O seu divórcio de George Lucas em 1983 foi um dos mais comentados de Hollywood — e marcou também o fim da sua carreira activa em grandes produções. A indústria que ela ajudou a construir seguiu em frente sem ela.

A morte de Marcia Lucas acontece numa semana em que Star Wars volta a estar em destaque com The Mandalorian e Grogu em cartaz. É uma coincidência que diz algo sobre o tempo e sobre quem fica nas margens da história que o cinema conta sobre si próprio.

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Em 31 de Julho de 2022, Mackenzie Shirilla, 17 anos, conduziu um Toyota Camry a 160km/h contra um edifício em Strongsville, Ohio. O namorado, Dominic Russo, 20 anos, e o amigo Davion Flanagan, 19 anos, morreram no impacto. Shirilla sobreviveu. Em 2023, um juiz condenou-a por assassínio — sem júri, apenas com o veredicto do magistrado que a descreveu como “um inferno sobre rodas”. Está a cumprir prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional aos 15 anos. 

The Crash, realizado por Gareth Johnson e Angharad Scott, domina os charts globais do Netflix desde que estreou a 15 de Maio. O que torna o documentário diferente de outros casos reais é um detalhe que o Netflix Tudum confirmou esta semana: Shirilla nunca falou com a polícia, nunca testemunhou no julgamento e, nos anos desde a condenação, nunca tinha falado publicamente sobre o que aconteceu naquela noite — até agora. The Crash inclui a sua primeira entrevista, conduzida em prisão com a advogada presente.

O documentário reconstrói a noite do acidente através de entrevistas com as famílias das três pessoas envolvidas, amigos que estiveram com o grupo nas horas anteriores ao acidente, o procurador que construiu o caso e a advogada de defesa de Shirilla. O que o torna perturbador não é a questão da culpa — a maioria das pessoas que o vê não muda de opinião sobre o veredicto. É o retrato de uma jovem cuja presença nas redes sociais — os vídeos, os posts, a imagem construída — funcionou simultaneamente como prova de acusação no tribunal e como material para a fascinação pública que nunca acabou.

Enquanto o documentário domina o Netflix, a equipa jurídica de Shirilla pediu ao Supremo Tribunal de Ohio que reveja se as alegações pós-condenação merecem uma audiência. A história não terminou. Em Portugal, está disponível no Netflix. 

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Tom Holland queria chamar o novo “Homem-Aranha” de “Spider-Puberty” — e a Marvel disse imediatamente que não

Tom Holland participou pela primeira vez em reuniões regulares de desenvolvimento de argumento para o quarto filme do Homem-Aranha — e a primeira ideia que trouxe à mesa foi um título. “A minha proposta era chamá-lo Spider-Puberty. O que acontece se Peter Parker está a perder o controlo e as coisas estão a mudar?”, disse o actor à Empire. “Foi imediatamente chumbado. Mas gostaram do núcleo da ideia, e cresceu até ao que temos no filme agora.”

O filme acabou por se chamar Homem-Aranha: Brand New Day — estreia a 31 de Julho — e o título é, como os anteriores da trilogia, deliberadamente vago e propositadamente evocativo. A ideia de Holland, apesar do nome impossível de colocar num cartaz, captura exactamente o que o filme vai explorar: Peter Parker a perder o controlo das suas capacidades de formas que nunca tinha experimentado, num regresso às origens clássicas do personagem que Kevin Feige descreveu à mesma publicação com entusiasmo evidente. “É o primeiro filme do Homem-Aranha que fizemos no MCU focado nos elementos clássicos da personagem. Ele faz as coisas típicas do Spidey — viver num apartamento triste e pequeno, ouvir o scanner da polícia e sair a usar o seu grande poder responsavelmente.”

É o Homem-Aranha de Stan Lee e Steve Ditko — não o do multiverso nem o dos Vingadores, mas o do jovem que tenta equilibrar a vida normal com a responsabilidade que não pediu. O elenco inclui Zendaya, Sadie Sink, Jon Bernthal e Mark Ruffalo. Spider-Puberty nunca vai aparecer num cartaz — mas o facto de Holland ter sugerido o nome com seriedade suficiente para ser discutido numa reunião da Marvel diz algo sobre a confiança que o actor ganhou no universo que ajudou a construir.

A 31 de Julho nos cinemas.

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