“A Princesa Mononoke” volta aos cinemas em 4K nos EUA, mas em Portugal continua à distância de um clique na Netflix

Um dos títulos mais aclamados da filmografia de Hayao Miyazaki está de volta às salas de cinema, ainda que, para já, apenas do outro lado do Atlântico. “A Princesa Mononoke”, restaurada em 4K, integra a edição de 2026 do Studio Ghibli Fest, o evento anual organizado pela GKIDS e pela Fathom Entertainment que leva os clássicos do estúdio japonês de volta ao grande ecrã em salas AMC e outras cadeias norte-americanas, com sessões marcadas entre 26 e 30 de setembro, incluindo versões dobradas e legendadas em inglês.

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Lançado originalmente em 1997, “A Princesa Mononoke” é frequentemente apontado por críticos e fãs como o momento em que Miyazaki e o Studio Ghibli consolidaram definitivamente a sua reputação internacional, ainda antes do triunfo global de “A Viagem de Chihiro” em 2001. Ambientado no Japão feudal, o filme acompanha o jovem príncipe Ashitaka, amaldiçoado após defender a sua aldeia de um deus javali corrompido pelo ódio, numa jornada que o leva a envolver-se num conflito entre os espíritos da floresta, liderados pela guerreira criada pelos lobos San (a “princesa” do título), e os habitantes de uma cidade mineira empenhados em explorar os recursos naturais da região a qualquer custo. É um dos filmes mais adultos e visualmente ambiciosos de Miyazaki, recusando deliberadamente uma leitura simplista de heróis e vilões em favor de um retrato muito mais complexo sobre a relação entre progresso industrial e destruição ambiental, um tema que, quase três décadas depois, perdeu muito pouco da sua urgência.

A versão dobrada em inglês, produzida na altura pela Miramax sob supervisão de Neil Gaiman, reúne um elenco de peso que inclui Claire Danes como San, Billy Crudup como Ashitaka, Minnie Driver, Gillian Anderson, Billy Bob Thornton e Keith David, um investimento em estrelas de Hollywood que, à época, refletia a aposta pouco habitual da distribuidora norte-americana em posicionar a animação japonesa como um produto de prestígio para além do nicho habitual de fãs de anime.

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Para quem está em Portugal e não vai conseguir apanhar nenhuma das sessões norte-americanas do Studio Ghibli Fest, a boa notícia é que “A Princesa Mononoke” está atualmente disponível na Netflix Portugal, que detém desde há alguns anos os direitos de streaming de boa parte do catálogo do Studio Ghibli fora do Japão, incluindo praticamente todos os grandes clássicos de Miyazaki. Ainda assim, para os fãs mais dedicados, a experiência de ver um filme deste calibre visual, com a sua animação tradicional meticulosamente detalhada, numa sala de cinema em vez de um ecrã doméstico, continua a ser uma proposta bem diferente, e a ausência de eventos equivalentes ao Studio Ghibli Fest em salas portuguesas continua a ser uma lacuna que os fãs nacionais do estúdio japonês frequentemente lamentam.

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O Studio Ghibli Fest 2026 já tinha trazido este ano outros títulos do catálogo do estúdio de volta às salas norte-americanas, e a inclusão de “A Princesa Mononoke” no calendário de setembro, precisamente na época em que o outono começa a instalar-se no hemisfério norte, parece uma escolha deliberada: poucos filmes captam tão bem a atmosfera de floresta antiga e mistério natural que este período do ano evoca, tornando esta reposição um convite quase perfeito para uma redescoberta sazonal de uma das obras mais duradouras da animação japonesa.

“Colisão” estreia a 7 de setembro no HBO Max e quer reinventar a telenovela mexicana para a era do streaming

O HBO Max está a apostar numa fórmula pouco habitual para o catálogo da plataforma: a telenovela latino-americana, mas reformulada com produção, ritmo e ambição visual de série premium. “Colisão” (“Colisión”, no título original), produção mexicana da Telemundo Studios, estreia a 7 de setembro com os primeiros quatro episódios, seguidos de um ritmo semanal de cinco episódios até ao final da temporada, marcado para 26 de outubro.

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A série é uma adaptação de duas obras da escritora espanhola Corín Tellado, “No le hagas caso a tu hija” e “Cumplí tu condena”, cujos direitos a Telemundo Studios adquiriu em exclusivo em 2021. Tellado, autora de mais de quatro mil romances ao longo de uma carreira de sete décadas, é uma das figuras mais prolíficas e comercialmente bem-sucedidas da literatura popular em língua espanhola, com vendas estimadas em centenas de milhões de exemplares em todo o mundo, e a sua obra tem servido de matéria-prima para dezenas de adaptações televisivas ao longo dos últimos cinquenta anos. Esta nova produção surge, precisamente, da tentativa da Telemundo de rentabilizar esse vastíssimo catálogo através de uma abordagem mais contemporânea, pensada para concorrer diretamente com as séries de prestígio do streaming, em vez de seguir o formato tradicional e extenso da telenovela de horário nobre.

A história acompanha Zoé, interpretada por Macarena Achaga, quando a morte misteriosa do seu pai, o magnata empresarial Miguel Ángel, num acidente ainda por esclarecer, desencadeia uma guerra pelo controlo da empresa familiar entre Zoé e Belén, a mulher de quem o pai estava separado, interpretada por Margarita Rosa de Francisco, atriz colombiana com uma longa carreira em papéis de vilã memoráveis. Segredos de família, ambição e traição entrelaçam-se numa disputa onde, como resume a própria sinopse oficial, “na vida e na empresa só há lugar para uma chefe”. O elenco inclui ainda Diego Klein, Christian Vázquez, Juan Pablo Castañeda e Samantha Acuña, conhecida de produções como “Control Z” e “Rosario Tijeras”.

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O que distingue “Colisão” de uma telenovela tradicional é precisamente a intenção declarada de a tratar como um produto de streaming de gama alta, com uma temporada fechada em vez de um formato aberto que se pode prolongar por centenas de episódios, uma escolha que reflete uma tendência mais ampla no mercado latino-americano: a de tentar atrair espectadores mais jovens, habituados ao ritmo e à duração das séries internacionais, sem abdicar do ADN melodramático que sempre definiu o género e que continua a garantir audiências fiéis em mercados como o mexicano, o colombiano e o brasileiro.

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Resta saber se esta fórmula híbrida, entre a tradição da telenovela e as convenções da série premium de streaming, vai conseguir conquistar tanto o público habitual do género como espectadores mais céticos em relação às telenovelas, uma aposta que o HBO Max parece disposto a testar com este primeiro título, e que poderá determinar se mais adaptações do vastíssimo catálogo de Corín Tellado chegam à plataforma nos próximos anos.

Maggie Gyllenhaal preside ao júri que vai decidir o Leão de Ouro em Veneza, com o prémio a ser anunciado a 12 de setembro

Enquanto o tapete vermelho do Lido continua a atrair as atenções com as homenagens de carreira a George Clooney e Ellen Burstyn, a verdadeira corrida da 83ª Mostra Internacional de Arte Cinematográfica de Veneza decorre longe das câmaras, na sala onde um júri de seis nomes está a decidir qual dos 21 filmes em competição vai levar para casa o Leão de Ouro de Melhor Filme, prémio que será anunciado no encerramento do festival, a 12 de setembro.

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À frente do júri está a atriz e realizadora norte-americana Maggie Gyllenhaal, que assume pela primeira vez a presidência do júri principal de Veneza depois de ter estreado como realizadora em 2021 com “A Filha Perdida”, também ele apresentado no festival italiano. Gyllenhaal está acompanhada por um grupo de jurados que reflete bem a vocação internacional do festival: a realizadora tunisina Kaouther Ben Hania, uma das vozes mais premiadas do cinema árabe contemporâneo; o compositor britânico Daniel Blumberg, vencedor do Óscar de Melhor Banda Sonora Original por “O Brutalista”; o realizador francês Xavier Giannoli; a cineasta afegã Shahrbanoo Sadat; e o veterano realizador de Hong Kong Johnnie To, uma das figuras mais respeitadas do cinema policial asiático.

A competição que este júri tem pela frente é particularmente disputada este ano. Entre os 21 filmes selecionados estão nomes de peso do cinema de autor mundial: Werner Herzog apresenta “Bucking Fastard”, Lance Oppenheim traz “Primetime”, um thriller protagonizado por Robert Pattinson, e Florian Zeller, o realizador francês de “O Pai”, regressa com “Bunker”, reunindo Penélope Cruz e Javier Bardem num dos elencos mais aguardados da competição. A lista inclui ainda “Wild Horse Nine”, com John Malkovich, consolidando uma seleção que parece equilibrar deliberadamente veteranos consagrados do circuito de festivais com vozes mais recentes.

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O festival abriu a 2 de setembro precisamente com “Ink”, o regresso de Danny Boyle a Veneza, uma escolha simbólica já que esta é a primeira vez que o realizador britânico de “Trainspotting” e “Slumdog Millionaire” leva um filme seu à competição da Mostra, e que também concorre ao Leão de Ouro juntamente com o resto da seleção. A escolha de abrir o festival com um dos seus próprios competidores, em vez de reservar essa honra para uma obra fora de concurso, sublinha a confiança da organização na qualidade da própria seleção deste ano.

Vale lembrar que os prémios de carreira, o Leão de Ouro para Clooney e Burstyn e o Prémio Cartier Glory to the Filmmaker para Luca Guadagnino, já anunciados antes do início do festival, correm em paralelo e não têm qualquer relação com a decisão do júri de competição liderado por Gyllenhaal. São honras vitalícias, atribuídas antecipadamente pela organização do festival, enquanto o verdadeiro Leão de Ouro de Melhor Filme, o prémio mais cobiçado da noite de encerramento, continua em aberto até 12 de setembro, e promete ser uma das decisões mais equilibradas dos últimos anos, a julgar pela qualidade da concorrência.

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Com Veneza a funcionar tradicionalmente como o primeiro grande indicador da temporada de prémios, a decisão deste júri deverá também moldar significativamente as conversas em torno dos Óscares nos meses que se seguem, especialmente se algum dos nomes mais fortes da competição, de Herzog a Zeller, conseguir捕rar o favor unânime dos seis jurados.

“Toy Story 5” chega ao Disney+ a 23 de setembro, três meses depois de ter conquistado os cinemas do mundo inteiro

Quem não teve oportunidade de ver “Toy Story 5” nos cinemas, ou simplesmente quer reviver a mais recente aventura de Woody e Buzz Lightyear no conforto de casa, já tem data marcada: o quinto capítulo da saga mais lucrativa da Pixar chega ao Disney+ a 23 de setembro, pouco mais de três meses depois da estreia nos cinemas, a 17 de junho.

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A rapidez com que o filme chega ao streaming não é acidental. “Toy Story 5” tornou-se um fenómeno de bilheteira assim que estreou, arrecadando mais de 1.136 mil milhões de dólares em receitas globais, um valor que o torna não só o filme mais bem-sucedido de toda a franquia como também o terceiro filme com maior receita de 2026 e o décimo filme de animação mais lucrativo da história do cinema. Números que a Disney, sempre atenta à janela ideal para maximizar o valor de um lançamento tanto nas salas como no streaming, decidiu capitalizar rapidamente, trazendo o filme para o catálogo do Disney+ ainda dentro do período em que o interesse do público permanece elevado.

“Terra de Bandidos”: a família Harrigan regressa à SkyShowtime a 21 de setembro numa segunda temporada ainda mais explosiva

Passados dois anos da história contada em “Toy Story 4”, este quinto capítulo, realizado e escrito por Andrew Stanton, coloca Woody, Buzz, Jessie e o resto do grupo perante um adversário bem mais moderno do que qualquer vilão anterior da saga: Lilypad, um tablet inteligente em forma de rã pelo qual Bonnie se torna rapidamente obcecada, complicando exponencialmente a vida dos brinquedos sempre que competem pela sua atenção. A isto soma-se um segundo fio narrativo mais inesperado, protagonizado por cinquenta figuras de ação comemorativas de Buzz Lightyear, ainda presas em “modo brinquedo”, à procura do Comando Estelar, criando problemas consideráveis para todos os que se cruzam com elas.

O elenco de vozes original mantém-se praticamente intacto, com Tom Hanks e Tim Allen a repetirem os papéis de Woody e Buzz, ao lado de Joan Cusack, mas o filme introduz também caras novas relevantes, incluindo Conan O’Brien e Greta Lee, esta última a dar voz precisamente a Lilypad, o novo brinquedo de alta tecnologia que ameaça destronar os favoritos de sempre de Bonnie. A receção crítica seguiu o padrão habitual da franquia desde o segundo filme: elogios generalizados à animação, ao humor e ao tratamento emocional dos temas centrais, com algumas vozes mais críticas a apontar fragilidades pontuais no argumento, sobretudo na forma como a ameaça tecnológica é resolvida.

Vale a pena notar que este quinto filme chega numa altura em que a própria Pixar enfrenta uma pressão crescente para justificar o regresso a uma saga que, por várias vezes ao longo da última década, pareceu ter encontrado o seu final natural. Que “Toy Story 5” tenha conseguido não só justificar a sua existência como bater recordes de bilheteira da própria Pixar sugere que o público continua longe de estar cansado de Woody e companhia, mesmo que a mensagem central do filme, sobre a ansiedade dos brinquedos perante a ascensão da tecnologia digital, seja também uma metáfora pouco subtil sobre os próprios receios do estúdio de animação perante as mudanças na forma como as crianças consomem entretenimento hoje em dia.

“A Ovelha Choné: Trapalhada na Quinta”: o Halloween mais assombrado (e mais hilariante) de sempre chega aos cinemas portugueses a 24 de setembro

Com a chegada ao Disney+ marcada para 23 de setembro, resta saber se o filme vai conseguir replicar em streaming o sucesso avassalador que teve nas salas, ou se, como acontece frequentemente com os maiores êxitos de bilheteira, o público que já pagou para o ver no cinema vai preferir aguardar por outra novidade antes de voltar a mergulhar em Mossy Bottom… perdão, na Quinta de Andy.

“Terra de Bandidos”: a família Harrigan regressa à SkyShowtime a 21 de setembro numa segunda temporada ainda mais explosiva

Um dos maiores êxitos criminais da SkyShowtime está de regresso. “Terra de Bandidos” (“MobLand”, no título original) estreia a segunda temporada em Portugal a 21 de setembro, com dez novos episódios que prometem intensificar ainda mais a guerra dentro e fora da família Harrigan, o clã do crime organizado londrino que se tornou um dos maiores sucessos da plataforma desde a estreia da série.

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Criada e escrita por Ronan Bennett, o argumentista responsável por “Top Boy” e pela mais recente adaptação de “O Dia do Chacal”, a série acompanha os Harrigan, liderados pelo patriarca Conrad (Pierce Brosnan) e pela matriarca Maeve (Helen Mirren), num império criminoso que, ao longo da primeira temporada, se viu ameaçado por uma família rival numa guerra que colocou em risco tanto o negócio como as próprias vidas de todos os envolvidos. No centro de tudo está Harry Da Souza, interpretado por Tom Hardy, o “resolvedor de problemas” contratado pelos Harrigan para gerir os conflitos mais delicados e sujar as mãos que a família prefere manter limpas.

Na segunda temporada, com os Harrigan ainda a lamber as feridas do confronto anterior, o desafio passa por apresentar uma frente unida perante uma nova geração de rivais que ameaça o que resta do seu fraturado império. Ao mesmo tempo, Harry Da Souza vê-se obrigado a caminhar sobre uma linha cada vez mais ténue, à medida que as tensões dentro da própria família Harrigan se intensificam e a lealdade de cada personagem é posta à prova. É uma fórmula que já tinha funcionado muito bem na primeira temporada, ao equilibrar a violência crua do submundo criminoso londrino com um retrato quase shakespeariano de traição familiar, e que os primeiros materiais promocionais sugerem que será aprofundada ainda mais desta vez.

O elenco regressa praticamente na íntegra, com Paddy Considine, Joanne Froggatt, Lara Pulver, Anson Boon, Mandeep Dhillon, Jasmine Jobson, Teddie Allen, Emmett J. Scanlan, Johnny Flynn, Ophelia Lovibond, Janet McTeer e Toby Jones a manterem os seus papéis dentro e à volta do círculo Harrigan. É um elenco coral notavelmente denso para uma série deste género, algo que tem sido apontado como uma das razões para o sucesso da produção: mesmo personagens secundárias recebem tempo de ecrã suficiente para desenvolver os seus próprios arcos dramáticos, em vez de servirem apenas como decoração violenta à volta dos protagonistas.

Vale a pena notar que “Terra de Bandidos” chega numa altura em que o género de drama criminoso britânico, com as suas hierarquias familiares rígidas e o seu retrato quase operático da violência organizada, continua a ser um dos motores mais fiáveis de audiências para plataformas de streaming, seguindo uma linhagem que vai de “Peaky Blinders” a “Top Boy” e que a própria SkyShowtime tem vindo a explorar sistematicamente. A combinação de Tom Hardy num dos seus registos mais físicos dos últimos anos com o peso dramático que Pierce Brosnan e Helen Mirren trazem aos papéis de patriarcas em declínio parece ser precisamente a receita que garantiu à primeira temporada uma das melhores estreias de sempre da plataforma em Portugal.

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Jean-Paul Rappeneau, o realizador de “Cyrano de Bergerac”, morre aos 94 anos

Com a estreia marcada para 21 de setembro, os subscritores da SkyShowtime têm agora menos de três semanas para recuperar ou rever a primeira temporada antes de mergulharem de novo na guerra pelo controlo do submundo londrino.

Netflix revela o trailer sangrento de “Monster: A História de Lizzie Borden”, com Ella Beatty a empunhar o machado

“Lizzie Borden pegou num machado.” A frase que gerações de crianças americanas cresceram a repetir como uma lengalenga macabra é o ponto de partida do trailer que a Netflix acabou de divulgar para “Monster: A História de Lizzie Borden”, a quarta temporada da antologia de crime real criada por Ryan Murphy e Ian Brennan, com estreia marcada para 17 de setembro, com os oito episódios disponíveis de uma só vez.

Jean-Paul Rappeneau, o realizador de “Cyrano de Bergerac”, morre aos 94 anos

Depois de temporadas dedicadas a Jeffrey Dahmer, aos irmãos Menendez e a Ed Gein, a série muda de direção pela primeira vez ao centrar-se numa mulher: Lizzie Borden, a jovem de Fall River, Massachusetts, julgada e absolvida em 1892 pelo assassinato a machadadas do pai e da madrasta, um dos casos de crime não resolvido mais infames da história americana. Ella Beatty, filha de Annette Bening e Warren Beatty, assume o papel principal, liderando um elenco que inclui Vicky Krieps como Bridget Sullivan, a criada que vivia na casa dos Borden, Charlie Hunnam como o pai Andrew Borden, Rebecca Hall como a madrasta Abby Borden, além de Jessica Barden, Joey Pollari e Billie Lourd.

O trailer, com pouco menos de um minuto, abre com uma cortina de teatro a revelar um palco quase vazio, apenas com um piano cuja tecla dó soa sozinha, repetidamente, antes de a narração sussurrada recuperar a rima macabra que deu fama ao caso. Um segundo trailer, mais longo, revelado a 20 de agosto, confirmou também o regresso de Sarah Paulson à série, desta vez no papel de Aileen Wuornos, a assassina em série da década de 1980 que visita a casa-museu de Lizzie Borden numa das habituais pontes temporais que a antologia gosta de estabelecer entre diferentes “monstros” da história americana.

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Tal como aconteceu com as temporadas anteriores, a produção não esconde as suas liberdades criativas em relação aos factos históricos. A série aposta fortemente numa relação romântica e sexual entre Lizzie e Bridget Sullivan, uma teoria que circula há décadas na ficção e nos estudos sobre o caso mas que não tem qualquer confirmação histórica documentada. Da mesma forma, embora a cultura popular tenha eternizado a imagem de “quarenta machadadas” na mãe e “quarenta e uma” no pai, os registos periciais da época apontam para um número de golpes bastante inferior, e a arma utilizada terá sido mais provavelmente um machado pequeno de cozinha do que o machado de lenhador da rima infantil. É uma discrepância que já se tornou praticamente uma assinatura da forma como Ryan Murphy aborda os seus “monstros”: priorizar o impacto dramático e a exploração psicológica das personagens em detrimento do rigor documental, uma escolha que continua a dividir crítica e público a cada nova temporada.

O caso Borden fascina a cultura americana há mais de um século precisamente pela sua ambiguidade irresolúvel: Lizzie foi julgada por um júri exclusivamente masculino, que teve dificuldade em conceber que uma mulher da sua classe social pudesse cometer um crime tão brutal, e acabou absolvida apesar de provas circunstanciais consideráveis contra ela. Essa tensão entre as expectativas rígidas impostas às mulheres da época vitoriana e a possibilidade de uma violência que a sociedade se recusava a admitir é, segundo os primeiros materiais promocionais, o verdadeiro centro temático desta temporada, mais do que a simples reconstituição do crime em si.

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Resta saber se esta nova incursão de Murphy pelo true crime vai repetir o sucesso de audiências das temporadas anteriores, ainda que a polémica em torno da exploração de crimes reais para entretenimento continue, também ela, a acompanhar cada novo capítulo da franquia “Monster”.

O TIFF 2026 arranca esta semana com um drama sobre ativismo pela deficiência e um tapete vermelho de peso

O Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) abre a sua 51ª edição já esta quinta-feira, dia 10 de setembro, e a escolha do filme de abertura diz muito sobre a direção que o festival quer imprimir este ano: em vez de uma superprodução ou de um drama de prestígio mais previsível, o TIFF decidiu abrir com “Being Heumann”, um retrato biográfico de Judith Heumann, a lendária ativista pelos direitos das pessoas com deficiência, realizado por Sian Heder, a cineasta que conquistou o Óscar de Melhor Filme com “Coda” em 2022.

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“Being Heumann”, produção da Apple Original Films, é uma adaptação das memórias da própria Heumann, “Being Heumann: An Unrepentant Memoir of a Disability Rights Activist”, e centra-se num dos episódios mais determinantes da história dos direitos civis nos Estados Unidos: em 1977, Judith Heumann liderou mais de cem pessoas com deficiência numa ocupação do edifício federal de São Francisco, exigindo que o governo aplicasse finalmente a secção da Lei de Reabilitação que obrigava todos os espaços federais a tornarem-se acessíveis. A ocupação, que se prolongou por 28 dias, continua a ser a mais longa tomada de um edifício federal na história dos Estados Unidos, e o filme promete recriar essa tensão com o equilíbrio entre urgência política e humor que já tinha caracterizado o trabalho de Heder em “Coda”.

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Ruth Madeley interpreta Heumann, liderando um elenco que inclui Mark Ruffalo, no papel de Joseph Califano, o secretário de Saúde, Educação e Bem-Estar da administração Carter que se tornou o principal obstáculo político à ocupação, além de Dylan O’Brien, Rob Delaney, Ray Fisher e Michael Patrick Thornton. Heder escreveu o argumento juntamente com Rebekah Taussig, e a estreia mundial acontece na noite de abertura, no Roy Thomson Hall, um dos palcos mais simbólicos do festival canadiano.

Se a abertura aposta na biografia política, o encerramento vira-se para a paixão pela velocidade: a 51ª edição do TIFF fecha a 19 de setembro com “Villeneuve: The Rise of a Legend”, de Yan Lanouette Turgeon, um drama biográfico sobre os primeiros anos de carreira do piloto canadiano de Fórmula 1 Gilles Villeneuve, com Remi Goulet no papel do lendário corredor. O filme acompanha a ascensão de Villeneuve ao lugar entre a elite do desporto automóvel, terminando antes da sua trágica morte em Zolder, em 1982, e serve também como uma homenagem ao facto de o TIFF, este ano, dar particular destaque ao cinema e aos talentos canadianos na sua programação de galas e apresentações especiais.

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Entre a abertura e o encerramento, o festival promete um tapete vermelho de peso, com a presença confirmada de nomes como Margaret Qualley, Naomi Watts, Cynthia Erivo, Helen Mirren, Riz Ahmed e Chase Infiniti. A programação de galas inclui ainda “Misty Green”, de Chris Rock, “I Play Rocky”, de Peter Farrelly, e o documentário “Man in Motion: The Rick Hansen Story”, sobre a viagem de 40 mil quilómetros em cadeira de rodas do ativista canadiano Rick Hansen, reforçando novamente essa aposta em histórias de superação e ativismo que parece atravessar boa parte da seleção deste ano.

O festival decorre até 20 de setembro, com o mercado de cinema a funcionar até 16 de setembro, consolidando Toronto, mais uma vez, como um dos primeiros grandes termómetros da temporada de prémios que se segue, imediatamente depois de Veneza e antes da corrida final rumo aos Óscares.

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Jean-Paul Rappeneau, o realizador de “Cyrano de Bergerac”, morre aos 94 anos

O cinema francês perdeu um dos seus últimos grandes clássicos vivos. Jean-Paul Rappeneau, realizador de “Cyrano de Bergerac”, morreu na terça-feira, dia 2 de setembro, aos 94 anos, confirmou um dos seus filhos à imprensa francesa. Nascido a 8 de abril de 1932 em Auxerre, no centro de França, Rappeneau construiu uma carreira que atravessou mais de meio século de história do cinema, ainda que com uma produção deliberadamente escassa: apenas oito longas-metragens em cinquenta anos, cada uma delas tratada como um projeto de fôlego, quase artesanal, em vez de responder a uma lógica de produtividade.

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Foi precisamente essa escolha de qualidade sobre quantidade que tornou “Cyrano de Bergerac” (1990) o momento definidor da sua carreira. A adaptação da peça de Edmond Rostand, com Gérard Depardieu no papel do poeta de nariz proeminente e coração ainda maior, tornou-se um fenómeno tanto crítico como comercial, arrecadando dez prémios César, incluindo Melhor Filme e Melhor Realizador para Rappeneau, e valendo a Depardieu uma nomeação para o Óscar de Melhor Ator, um feito raríssimo para uma interpretação inteiramente em francês.

O filme continua, mais de três décadas depois, a ser uma referência incontornável sempre que se discute a melhor adaptação cinematográfica alguma vez feita de uma peça de teatro francesa, e apresentou a gerações inteiras de espectadores fora de França a poesia de Rostand através da

mestria visual e do ritmo impecável de Rappeneau.Mas a carreira de Rappeneau começou muito antes, e não atrás da câmara. Nos anos 60, foi guionista antes de realizador, contribuindo para dois marcos da Nouvelle Vague e do cinema de aventura francês: assinou o guião de “Zazie no Metro”, de Louis Malle, e de “O Homem de Rio”, a comédia de aventuras de Philippe de Broca estrelada por Jean-Paul Belmondo, que se tornaria uma referência tão influente que Steven Spielberg citou-a como inspiração direta para “Os Salteadores da Arca Perdida”.

A sua estreia na realização veio com “A Vida no Castelo” (1966), uma comédia sobre a Resistência francesa que já revelava o seu gosto por narrativas de época contadas com leveza e ironia, uma marca que manteria ao longo de toda a carreira.Seguiram-se “Alegrias e Desgraças de um Casado no Ano II” (1971), outra parceria com Belmondo ambientada na Revolução Francesa, e “O Meu Homem é um Selvagem” (1975), antes de Rappeneau regressar em grande estilo com “Cyrano de Bergerac”. Cinco anos depois, voltaria a reunir-se com Juliette Binoche em “O Húsar no Telhado” (1995), adaptação do romance de Jean Giono ambientada numa epidemia de cólera no século XIX, um filme visualmente arrebatador que confirmou a sua reputação como um dos grandes cineastas de época do cinema francês.

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A sua última longa-metragem, “Belas Famílias”, chegaria já em 2015, encerrando uma carreira notavelmente consistente na sua raridade e ambição.Rappeneau pertencia a uma geração de realizadores franceses que souberam equilibrar ambição artística com apelo popular, algo cada vez mais raro num cinema europeu frequentemente polarizado entre autoralismo hermético e entretenimento comercial vazio. A sua morte fecha um capítulo importante do cinema de género histórico francês, numa altura em que poucos realizadores continuam a demonstrar o mesmo domínio da reconstituição de época sem sacrificar o ritmo e o humor que sempre caracterizaram o seu trabalho.

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Vale notar que esta notícia chega com alguns dias de atraso em relação à data real do falecimento, mas a relevância da obra de Rappeneau, sobretudo de “Cyrano de Bergerac”, justifica a homenagem mesmo fora da janela habitual de atualidade que seguimos neste espaço.

“A Ovelha Choné: Trapalhada na Quinta”: o Halloween mais assombrado (e mais hilariante) de sempre chega aos cinemas portugueses a 24 de setembro

Os habitantes da Quinta de Mossy Bottom estavam ansiosos por um Halloween em grande, até o desastrado Agricultor destruir, num acidente com uma cabra e um estendal de roupa, a plantação secreta de abóboras que o rebanho tinha escondido atrás de uma parede falsa no celeiro. É este pequeno desastre doméstico que desencadeia a maior aventura já feita pela Aardman com a sua ovelha mais famosa: “A Ovelha Choné: Trapalhada na Quinta” (“Shaun the Sheep: The Beast of Mossy Bottom”, no título original) estreia nos cinemas portugueses a 24 de setembro, com distribuição que, à semelhança dos dois filmes anteriores da saga, “A Ovelha Choné, o Filme” (2015) e “A Ovelha Choné: A Quinta Contra-Ataca” (2019), deverá ficar a cargo da NOS Lusomundo Audiovisuais.

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Desesperado por salvar o Halloween de Timmy, Choné encontra um velho livro de ciência esquecido no galinheiro e decide transformar-se em cientista maluco, montando um laboratório improvisado dentro de um moinho abandonado que ninguém na quinta alguma vez tinha reparado existir. O plano: uma poção de crescimento rápido capaz de transformar uma última semente de abóbora numa colheita nova em 48 horas. O que Choné não previu foram as consequências verdadeiramente monstruosas de tentar alterar as leis da natureza. Quando o resto da poção acaba, por uma sucessão de acasos típicos da série, dentro de um frasco de loção capilar e é esfregado no couro cabeludo careca de uma personagem que tentava recuperar o cabelo a tempo de um baile de Halloween, nasce A Fera. Com o Agricultor desaparecido e uma criatura peluda a vaguear pelos bosques de Mossingham, o filme transforma-se numa perseguição trepidante entre aldeões furiosos, um moinho envolto em tempestade e uma abóbora gigante montada num trator, naquele que os próprios realizadores descrevem como o clímax mais ambicioso já filmado numa longa-metragem de Choné.

Realizado por Steve Cox e Matthew Walker, ambos veteranos da Aardman com décadas de trabalho na série televisiva, este é o terceiro filme de Choné a chegar às salas, depois do sucesso de bilheteira do primeiro filme (mais de 100 milhões de dólares em 2015) e da aventura extraterrestre de “Farmageddon”, nomeada para o Óscar de Melhor Filme de Animação em 2020. Desta vez, a equipa multiplicou a escala de tudo: 47 cenários (o dobro do habitual numa longa-metragem de Choné), 1.261 planos filmados ao longo de 38 semanas, e o maior objeto de cenografia jamais construído pelo estúdio, um cargueiro enferrujado com o comprimento equivalente a 15 placas de tecto do estúdio, tão grande que a equipa temeu não conseguir movê-lo pelos corredores. Entre as novidades está também a chegada de uma nova personagem, A Veterinária (com voz original de Nina Sosanya, de “Good Omens” e “Baby Reindeer”), descrita pela realização como uma “força da natureza” que desembainha duas pistolas de medicamentos como se fosse Clint Eastwood.

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Vale sublinhar uma particularidade que torna esta saga acessível a qualquer público sem barreiras de idioma: à semelhança de toda a filmografia de Choné, não há uma única linha de diálogo no filme, apenas grunhidos, balidos e expressões faciais. É uma marca de água que Nick Park, fundador da Aardman, recusou abandonar mesmo sob pressão dos próprios produtores para dar voz à ovelha, uma decisão que revelou recentemente numa entrevista à BBC, publicada esta semana a propósito dos 50 anos do estúdio britânico. Na mesma entrevista, Park recordou ainda que Gromit, o cão de Wallace, quase tinha sido um gato, ideia abandonada por ser tecnicamente difícil animar bigodes em stop-motion.

Esse aniversário redondo do estúdio de Bristol, fundado em 1976 e responsável por quatro Óscares e 18 BAFTA, incluindo o BAFTA de Melhor Filme de Animação para “Wallace & Gromit: A Vingança das Aves” em 2025, dá a “Trapalhada na Quinta” um significado adicional: é o filme mais ambicioso já produzido para esta personagem, numa altura em que a Aardman celebra meio século de plasticina, arame e paciência artesanal.

“Os Novos Sogros do Pior”: Ben Stiller e Robert De Niro voltam a testar a paciência um do outro, agora com Ariana Grande pelo meio

Passados quase dez anos desde “Um Sogro Quase Perfeito”, a saga mais neurótica do cinema de comédia americano ganha um quarto capítulo. “Os Novos Sogros do Pior” (“Focker-in-Law”, no título original) já tem trailer divulgado, confirmando a estreia nos cinemas portugueses a 26 de novembro, através da NOS Audiovisuais, um dia depois da estreia norte-americana, marcada para 25 de novembro.

TOP 10 Disney + Padrões e Destaques

Desta vez, quem se prepara para atravessar o incómodo ritual de aprovação da família Byrnes é a nova geração. Henry Focker, filho de Greg (Ben Stiller) e Pam, decide dar o passo seguinte na relação com Olivia, interpretada por Ariana Grande, o que obriga as duas famílias, os Focker e os Byrnes, a reencontrarem-se para mais uma ronda de tensão, ciúme e comédia de embaraço que já é marca registada da franquia desde “Entrando Numa Fria”, em 2000. Henry é interpretado por Skyler Gisondo, ator que já se destacou em “Licorice Pizza” e na recente adaptação de “Blás e Bento” da Netflix.

O detalhe que dá ao filme um fio narrativo mais interessante do que uma simples repetição da fórmula está na profissão de Olivia: é negociadora de reféns do FBI, o que, previsivelmente, acende todos os alarmes de Jack Byrnes (Robert De Niro), ex-agente da CIA e o sogro mais desconfiado da história do cinema americano. A ideia de colocar frente a frente dois universos de vigilância e suspeita, o de Jack e o da nova nora, promete recuperar o motor cómico que sustentou os filmes anteriores: a incapacidade de Jack aceitar que alguém possa ser exatamente quem diz ser.

“IF: Amigos Imaginários” traz Ryan Reynolds de volta à fantasia familiar, agora no NOS Studios

A realização e o guião ficam a cargo de John Hamburg, que já tinha coescrito os três filmes anteriores da saga mas assume agora pela primeira vez a cadeira de realizador na franquia, substituindo Jay Roach (que se mantém como produtor). É uma escolha que sugere continuidade de tom mais do que reinvenção, algo que os fãs da saga original tendem a preferir depois da receção morna a alguns spin-offs de comédia familiar lançados nos últimos anos.

O elenco recupera praticamente toda a família original: além de Stiller e De Niro, voltam Owen Wilson (no papel do inevitável ex-namorado bem-sucedido de Pam), Teri Polo e Blythe Danner. Juntam-se agora Beanie Feldstein e Eduardo Franco em papéis ainda não totalmente revelados pelo material promocional. Ariana Grande chega à franquia depois de um ano particularmente forte na carreira de atriz, com o reconhecimento crítico obtido em “Wicked”, que lhe valeu uma nomeação para o Óscar, juntando-se à sua carreira já consolidada como vencedora de um Grammy.

A produção reúne novamente os nomes que têm mantido a saga viva ao longo de mais de duas décadas: Jane Rosenthal, o próprio Robert De Niro, Ben Stiller, John Lesher e Jay Roach, com Hamburg agora também na lista de produtores.

“Sonhos”, o novo drama provocador de Michel Franco com Jessica Chastain, estreia em exclusivo nos Canais TVCine

Resta saber se o regresso consegue equilibrar nostalgia com uma história nova o suficiente para justificar mais um capítulo. A fórmula original, o genro bem-intencionado a tentar sobreviver ao escrutínio implacável do sogro, já foi esticada em três filmes; a introdução de uma nova geração de Fockers, com uma nora que devolve a Jack Byrnes o seu próprio jogo de suspeita, pode ser precisamente o que faltava para tornar este regresso mais do que um exercício de saudosismo.

TOP 10 Disney + Padrões e Destaques

“The Furious”, o filme de ação chinesa que esta redação destacou nas estreias de 23 de julho como o título mais bem cotado da semana e o mais provável de passar despercebido em Portugal, está agora no terceiro lugar do Top 10 de filmes do Disney+, com 37 dias consecutivos na lista. É o fio condutor desta edição do Top 10, ao lado de três filmes dos “Vingadores” a subir em conjunto por antecipação de “Avengers: Doomsday”.

1. The Mandalorian and Grogu

Regresso da saga “Star Wars” aos cinemas pela primeira vez em sete anos, realizado por Jon Favreau, com Pedro Pascal, Jeremy Allen White e Sigourney Weaver. Segue o Mandaloriano e Grogu numa missão para salvar o filho de Jabba the Hutt das mãos de um senhor da guerra. Arrecadou mais de 345 milhões de dólares em bilheteira mundial.

2. The Devil Wears Prada 2

Sequela da comédia dramática com Meryl Streep e Anne Hathaway, quase vinte anos depois do original, um dos maiores lançamentos globais do ano nos cinemas.

3. The Furious

Filme de ação marcial de Hong Kong, realizado por Kenji Tanigaki e produzido por Bill Kong, com Xie Miao. Com um orçamento de 20 milhões de dólares, tornou-se número um de bilheteira na China e ultrapassou os 40 milhões de dólares mundiais, apesar da distribuição discreta em Portugal.

4. Yellow Mirror

Episódio especial da série “Os Simpsons” exclusivo do Disney+, com as vozes convidadas de Patti Harrison e Demi Moore, sobre uma lâmpada avariada que revela uma verdade dolorosa e um tablet com inteligência artificial que controla a Maggie.

5. Adults

Comédia de conjunto da FX sobre um grupo de jovens em Nova Iorque a tentar ser boas pessoas, apesar de não serem nem uma coisa nem outra. A segunda temporada estreou em agosto de 2026 e tornou-se um dos maiores sucessos do catálogo Hulu/Disney+ do mês.

6. LEGO Star Wars: The Mandalorian

Especial de animação LEGO ligado ao universo de “The Mandalorian”, lançado em sintonia com a estreia do filme “The Mandalorian and Grogu” nos cinemas.

7. The Avengers (2012)

Primeiro filme a reunir a equipa completa dos Vingadores, ponto de partida da saga que “Avengers: Doomsday” retoma em dezembro de 2026, a primeira reunião destes heróis desde “Endgame”.

8. Avengers: Infinity War

Penúltimo capítulo da saga original dos Vingadores, com Thanos a reunir as Pedras do Infinito, de volta ao Top 10 pela mesma razão que os restantes títulos da saga.

9. Avengers: Endgame

Capítulo final da saga original dos Vingadores, o filme mais visto de sempre da Marvel Studios até à estreia de “Avengers: Doomsday”, agendada para 18 de dezembro de 2026.

10. LEGO Disney Princess: Magical Mayhem

Especial de animação LEGO com as princesas Disney, conteúdo familiar de longa duração no catálogo.

“IF: Amigos Imaginários” traz Ryan Reynolds de volta à fantasia familiar, agora no NOS Studios

O NOS Studios estreia, no sábado, 12 de setembro, às 21h15, “IF: Amigos Imaginários”, a fantasia familiar realizada e escrita por John Krasinski, que junta Ryan Reynolds e a jovem atriz Cailey Fleming numa história sobre amigos imaginários esquecidos. O filme tinha chegado aos cinemas norte-americanos em maio de 2024, arrecadando mais de 190 milhões de dólares em bilheteira mundial contra um orçamento de 110 milhões, um resultado positivo ainda que aquém das expectativas iniciais de estreia.

“Bem Bom” chega ao NOS Studios: a história das Doce revisitada, cinco anos depois da estreia nos cinemas

A história segue uma rapariga que descobre, de forma inesperada, a capacidade de ver os amigos imaginários de toda a gente, os chamados “IFs”, muitos deles esquecidos pelas crianças que um dia os inventaram e que agora vagueiam sozinhos, à procura de sentido. Movida por essa descoberta, a protagonista embarca numa aventura mágica ao lado de um destes IFs, interpretado por Ryan Reynolds, com a missão de reconectar estes companheiros imaginários esquecidos com as crianças, agora já crescidas, que um dia os criaram. O filme conta ainda com um elenco de vozes de peso a dar corpo aos diferentes amigos imaginários, um dos elementos mais elogiados por quem viu o filme.

Andrew Garfield lidera uma rebelião popular contra a tirania em “A Revolta”, de Paul Greengrass

A receção crítica ficou marcadamente dividida da reação do público, um fenómeno relativamente raro que costuma ser sinal de um filme com identidade própria, para o bem e para o mal. Enquanto a crítica especializada apontou um argumento que nem sempre consegue sustentar as suas próprias ambições emocionais, com apenas alguns momentos pontuais a atingir verdadeiramente a transcendência que Krasinski parecia procurar, o público reagiu de forma muito mais entusiástica, atribuindo ao filme uma nota máxima no sistema CinemaScore, um indicador habitualmente associado a filmes capazes de gerar recomendação boca-a-boca duradoura junto de famílias.

John Krasinski, mais conhecido pelo público como ator, sobretudo pelo papel de Jim Halpert na série “The Office”, e mais recentemente como realizador da saga de terror “Um Lugar Silencioso”, mostra aqui um registo completamente distinto: o de um conto sobre memória, infância e a forma como o crescimento nos afasta, quase sempre sem darmos por isso, das fantasias que um dia nos pareceram absolutamente reais.

“Christy: A Força de Uma Campeã”: Sydney Sweeney transformada em campeã de boxe, agora no NOS Studios

Para famílias à procura de uma proposta que combine fantasia, nostalgia e uma boa dose de sentimentalismo, “IF: Amigos Imaginários” continua a ser, mais de um ano depois da estreia nos cinemas, uma aposta segura para uma tarde de sábado em frente à televisão.

“Sonhos”, o novo drama provocador de Michel Franco com Jessica Chastain, estreia em exclusivo nos Canais TVCine

Os Canais TVCine estreiam, em exclusivo, no domingo, 6 de setembro, às 22h00, no TVCine Top e no TVCine+, “Sonhos”, o mais recente filme do realizador mexicano Michel Franco, com Jessica Chastain no papel principal ao lado do bailarino e ator Isaac Hernández. O filme tinha tido a sua estreia mundial no Festival de Berlim de 2025, onde competiu pelo Urso de Ouro e foi recebido com bastante entusiasmo pela crítica internacional, antes de chegar aos cinemas norte-americanos, em exibição limitada, em fevereiro de 2026.

A história segue Fernando, um jovem bailarino mexicano interpretado por Hernández, que sonha com fama internacional e com uma vida nos Estados Unidos. Confiante no apoio de Jennifer, uma socialite e filantropa americana interpretada por Chastain, com quem mantém um relacionamento amoroso, Fernando deixa para trás tudo o que conhece e atravessa a fronteira de forma clandestina, escapando à morte por muito pouco. A sua chegada, no entanto, perturba profundamente o mundo cuidadosamente construído por Jennifer, que se vê disposta a fazer praticamente tudo para proteger não só o futuro de ambos, mas também a vida que ela própria erigiu ao longo dos anos.

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Michel Franco, realizador de títulos já conhecidos do público mais atento ao cinema de autor, como “Nova Ordem”, “Memória” ou “Depois de Lúcia”, mantém-se fiel àquilo que tem definido a sua obra ao longo da última década e meia: um cinema desconfortável, deliberadamente provocador, que usa relações interpessoais aparentemente íntimas como veículo para uma crítica social mais ampla, centrada quase sempre na desigualdade entre classes e nas dinâmicas de poder que atravessam até os relacionamentos mais próximos. “Sonhos” não foge a essa lógica, cruzando temas como a imigração ilegal, a diferença de classe social e o desequilíbrio de poder dentro de uma relação amorosa, para construir aquilo que vários críticos já descreveram como um dos trabalhos mais conseguidos da carreira do realizador.

Fall 2: Deadpoint” estreia hoje — o regresso ao vertigem depois do sucesso surpresa de “Fall”

Jessica Chastain, vencedora do Óscar de Melhor Atriz por “Os Olhos de Tammy Faye”, entrega aqui uma interpretação que a crítica tem apontado como uma das mais corajosas e complexas da sua carreira recente, num papel que exige da atriz um equilíbrio delicado entre vulnerabilidade genuína e uma frieza calculista que só se revela por completo à medida que a história avança. Ao elenco juntam-se ainda Rupert Friend, Marshall Bell, Eligio Meléndez, Mercedes Hernández e Tatiana Ronderos.

Para o público habituado a um cinema mais confortável, “Sonhos” pode ser uma experiência incómoda, mas é precisamente esse desconforto que Michel Franco procura desde sempre na sua obra: cinema que não deixa o espectador sair ileso, e que continua a colocar questões sobre poder, desigualdade e desejo muito depois de os créditos finais subirem no ecrã.

Um fim de semana de cinema indie de prestígio: quatro êxitos internacionais estreiam no TVCine Edition

O TVCine Edition reserva o fim de semana de 5 e 6 de setembro, a partir das 19h55, para um “Especial Sucessos Indie”, em exclusivo no canal e depois disponível também no TVCine+: a estreia televisiva de quatro dos títulos mais aclamados do circuito de festivais internacional do último ano, todos eles com passagens de peso por Cannes, Veneza ou Berlim. É um alinhamento raro de qualidade concentrada num único fim de semana, que vale a pena percorrer filme a filme.

“The Gentlemen” T2 estreia amanhã na Netflix, com o império criminal a expandir-se para Itália

Hot Milk, sábado, às 21h15

Abre o especial “Hot Milk”, o drama realizado por Rebecca Lenkiewicz, adaptado do romance homónimo de Deborah Levy, com estreia mundial no Festival de Berlim de 2025. A história acompanha Sofia (Emma Mackey), uma jovem antropóloga com a carreira estagnada, que viaja até à costa espanhola com a mãe, Rose (Fiona Shaw), numa última tentativa de curar a doença misteriosa que a prende a uma cadeira de rodas. À medida que os dias avançam, a relação simbiótica entre as duas ferve de ressentimentos antigos, precisamente quando Sofia encontra uma inesperada sensação de liberdade ao aproximar-se de Ingrid (Vicky Krieps). A crítica recebeu a estreia de Lenkiewicz na realização com sentimentos moderados, mas é unânime num ponto: as interpretações de Mackey e, sobretudo, de Fiona Shaw, elevam significativamente o material, com Shaw a construir em Rose uma personagem cuja identidade de “inválida” se revela tão deliberada quanto genuína.

A Cronologia da Água, sábado, às 22h50

Segue-se “A Cronologia da Água”, a estreia de Kristen Stewart na realização de uma longa-metragem, projeto que recebeu, em Cannes 2025, uma ovação em pé de mais de quatro minutos. Adaptado do livro autobiográfico de Lidia Yuknavitch, o filme acompanha, através de uma estrutura fragmentada e não-linear, a jornada da autora (Imogen Poots) desde uma infância marcada pela violência doméstica até uma vida adulta atravessada pela adição, encontrando na natação competitiva e, mais tarde, na escrita, os dois refúgios que lhe permitem transformar o trauma em arte. A crítica elogiou a ambição formal de Stewart e a interpretação devastadora de Poots, num dos projetos de estreia na realização mais arriscados do ano.

O Estrangeiro, domingo, às 19h55

No domingo, o especial recupera “O Estrangeiro”, a adaptação de François Ozon ao célebre romance de Albert Camus, estreada em Veneza a 2 de setembro de 2025. Ambientado em Argel, em 1938, o filme segue Meursault (Benjamin Voisin), um empregado de escritório que acompanha o funeral da mãe sem manifestar qualquer emoção, antes de a sua existência aparentemente normal ser perturbada pelo vizinho Raymond Sintès (Pierre Lottin), num percurso que conduz inexoravelmente a uma tragédia numa praia sob um sol impiedoso. Ozon optou por rodar a preto e branco, uma escolha que a crítica associou diretamente à secura emocional que define tanto o protagonista como a prosa original de Camus.

Pillion, domingo, às 22h00

Fecha o especial “Pillion”, a estreia na realização de Harry Lighton, um dos filmes mais celebrados de Cannes 2025: oito minutos de ovação em pé e o prémio de Melhor Argumento na secção Un Certain Regard, com distinções adicionais nos British Independent Film Awards e no Gotham Awards. A história segue Colin (Harry Melling), um jovem tímido cuja vida muda por completo ao conhecer Ray (Alexander Skarsgård), misterioso líder de um clube de motards, por quem se torna devoto ao ponto de se submeter inteiramente a ele. Adaptado do romance “Box Hill”, de Adam Mars-Jones, o filme tem sido elogiado pela forma direta como aborda dominação, submissão e desejo queer, equilibrando humor genuíno com vulnerabilidade emocional, com Harry Melling completamente irreconhecível para quem só o conhece do papel de Dudley Dursley em “Harry Potter”.

Novo trailer de “Street Fighter” mostra o elenco mais improvável de sempre de um filme de videojogo

Quatro filmes, quatro registos completamente distintos, mas todos unidos pelo mesmo denominador: cinema independente que já passou pelo escrutínio mais exigente dos festivais internacionais antes de chegar, finalmente, à televisão portuguesa.

“Mestres da Ilusão: Nada É o Que Parece” reúne os Quatro Cavaleiros no NOS Studios

O NOS Studios estreia, no domingo, 27 de setembro, às 21h15, “Mestres da Ilusão: Nada É o Que Parece”, o terceiro filme da saga que arrancou em 2013 com “Now You See Me”, conhecido em Portugal desde então como “Mestres da Ilusão”. Realizado por Ruben Fleischer, o filme tinha estreado nos cinemas norte-americanos em novembro de 2025, onde abriu em primeiro lugar na bilheteira com 21 milhões de dólares, acabando por arrecadar mais de 213 milhões de dólares em todo o mundo, um resultado sólido que confirma a longevidade comercial desta franquia de heist movies com truques de magia.

A história junta, mais uma vez, os “Quatro Cavaleiros”, o grupo de ilusionistas que já protagonizou os dois filmes anteriores, a uma nova geração de jovens magos, unidos por um objetivo comum: roubar o lendário Diamante Coração a Veronika Vanderberg, uma poderosa magnata do crime que lidera um império construído em torno de branqueamento de capitais e tráfico. Como é habitual na saga, o roubo em si é apenas o ponto de partida para uma teia mais complexa de golpes dentro de golpes, ilusões dentro de ilusões, e uma exposição final de uma rede de corrupção que ultrapassa em muito o simples objeto a roubar.

O elenco reúne praticamente todos os nomes que tornaram a franquia reconhecível: Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Dave Franco, Isla Fisher, Lizzy Caplan e Morgan Freeman regressam aos seus papéis originais, agora ao lado de uma geração mais jovem de atores, entre os quais Justice Smith, Dominic Sessa, Ariana Greenblatt e Rosamund Pike, que interpreta a antagonista da história. Esta mistura entre elenco veterano e sangue novo tem sido apontada por vários críticos como um dos pontos mais bem conseguidos do filme, permitindo à saga renovar-se sem perder por completo a química que os fãs foram acompanhando ao longo de mais de uma década.

Segundo o próprio Ruben Fleischer, em declarações recentes à imprensa internacional, existe já vontade de continuar a expandir a franquia com um quarto filme, um sinal claro de confiança da Lionsgate no potencial comercial contínuo desta série, que se tem mantido notavelmente resiliente mesmo num mercado cada vez mais saturado de sequelas e reboots. Fleischer defendeu ainda, na mesma entrevista, que críticos tendem a subestimar sistematicamente o trabalho de construção necessário para fazer um filme comercial funcionar junto de audiências massivas, uma reflexão que ajuda a contextualizar o tom entre autoconsciente e orgulhoso com que a própria equipa encara este tipo de produção.

Para quem gosta de heist movies com uma pitada extra de espetáculo mágico, “Mestres da Ilusão: Nada É o Que Parece” garante, no mínimo, mais uma dose confiável daquilo que a saga sempre prometeu: nada é o que parece, até ao momento em que finalmente é.

“The Gentlemen” T2 estreia amanhã na Netflix, com o império criminal a expandir-se para Itália

A Netflix estreia, já amanhã, dia 3 de setembro, a segunda temporada de “The Gentlemen”, a série criminal de Guy Ritchie que se tornou, desde a estreia da primeira temporada em 2024, um dos maiores êxitos da plataforma dentro do género de crime britânico. Os oito episódios ficam disponíveis de uma só vez, seguindo o modelo de lançamento que a Netflix reserva às suas apostas mais fortes.

A nova temporada retoma a história um ano depois de Eddie Horniman, interpretado por Theo James, e Susie Glass, interpretada por Kaya Scodelario, terem selado a improvável aliança que lhes permitiu assumir o controlo de um império da canábis construído sobre décadas de tradição aristocrática britânica misturada com crime organizado, uma das premissas mais originais que Guy Ritchie já levou para a televisão. Desta vez, a dupla vê-se obrigada a navegar um império criminal cada vez mais volátil, à medida que tenta expandir o negócio para além-fronteiras, com Itália a tornar-se o novo palco de negociações, alianças e traições.

Novo trailer de “Street Fighter” mostra o elenco mais improvável de sempre de um filme de videojogo

Ao elenco regressam praticamente todos os nomes que definiram a primeira temporada: Ray Winstone, Joely Richardson, Vinnie Jones, Jasmine Blackborow e Giancarlo Esposito, entre outros, mantendo a continuidade que ajudou a construir a identidade coral da série. As grandes novidades desta temporada chegam precisamente pelo lado italiano da história, com a chegada de Hugh Bonneville, Benedetta Porcaroli, Michele Morrone e Sergio Castellitto ao elenco, um reforço que promete alargar significativamente o alcance geográfico e cultural da série, até agora firmemente ancorada na aristocracia rural inglesa.

“The Mandalorian and Grogu” estreou ontem no Disney+, depois de uma passagem morna pelos cinemas

Guy Ritchie, criador da série e responsável por filmes como “Snatch” e “RocknRolla”, mantém-se fiel à fórmula que o tornou reconhecível ao longo de mais de duas décadas: diálogo afiado, violência estilizada, humor negro britânico e uma fascinação genuína por personagens que transitam livremente entre a alta sociedade e o submundo criminal, muitas vezes sem qualquer linha clara a separar as duas coisas. A primeira temporada de “The Gentlemen” tinha sido recebida com bastante entusiasmo pela crítica e pelo público, consolidando a série como uma das apostas de crime mais bem-sucedidas do catálogo da Netflix nos últimos anos, um sucesso que ajuda a explicar a rapidez com que a segunda temporada chega, pouco mais de um ano depois da primeira.

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Para os fãs de crime britânico com uma boa dose de humor ácido, “The Gentlemen” continua a ser uma das apostas mais seguras do catálogo Netflix, e esta segunda temporada, com a expansão para Itália, promete injetar uma nova dimensão visual e narrativa a uma fórmula que já tinha conquistado o público à primeira tentativa.

Novo trailer de “Street Fighter” mostra o elenco mais improvável de sempre de um filme de videojogo

Foi divulgado um novo trailer de “Street Fighter”, a adaptação em ação real do icónico jogo de luta da Capcom, que confirma aquele que é, sem grande margem para dúvida, um dos elencos mais inesperados e mais eclécticos de qualquer adaptação recente de videojogo para o cinema. O filme, realizado por Kitao Sakurai a partir de argumento de Dalan Musson, estreia nos cinemas a 16 de outubro, distribuído pela Paramount.

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À frente do elenco estão Andrew Koji no papel de Ryu e Noah Centineo como Ken Masters, os dois protagonistas históricos da franquia, ao lado de Callina Liang no papel de Chun-Li, uma das personagens femininas mais icónicas de toda a história dos videojogos de luta. É, no entanto, o restante elenco que tem gerado mais conversa nas redes sociais desde a revelação do trailer: Jason Momoa interpreta Blanka, o lutador brasileiro com pele esverdeada e capacidades elétricas, enquanto o rapper e ator Curtis “50 Cent” Jackson dá corpo a Balrog, o pugilista agressivo do jogo original. A isto junta-se ainda uma dupla de estrelas do wrestling profissional: Joe “Roman Reigns” Anoa’i interpreta Akuma, um dos vilões mais temidos da franquia, e Cody Rhodes assume o papel de Guile, o militar norte-americano de topete inconfundível. Completam o elenco David Dastmalchian como o vilão principal M. Bison, além de Orville Peck no papel de Vega e Mel Jarnson como Cammy.

“Crime Em Direto”: Gus Van Sant recria um dos reféns mais mediáticos dos anos 70, com Bill Skarsgård e Al Pacino

Esta combinação pouco convencional entre atores de ação consagrados, figuras da música e nomes do wrestling profissional reflete uma estratégia de casting cada vez mais comum em adaptações de videojogos e de propriedades de cultura pop voltadas para um público que valoriza tanto a fidelidade ao material original como a espetacularidade física dos intérpretes escolhidos, uma fórmula que outras adaptações recentes do género já tinham testado com sucesso variável.

Vale notar que este novo “Street Fighter” chega numa altura particularmente favorável para adaptações de videojogos no cinema, um género que, depois de décadas de resultados comerciais e críticos irregulares, tem vindo a conquistar progressivamente mais credibilidade junto do público e da indústria, impulsionado por sucessos recentes que provaram ser possível equilibrar fidelidade aos fãs de sempre com apelo comercial mais alargado.

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Com Capcom, a criadora original do jogo, envolvida diretamente na coprodução, “Street Fighter” promete um nível de cuidado com o material de origem que os fãs mais antigos da franquia vão certamente escrutinar de perto, mal o filme chegue às salas em outubro.

“The Mandalorian and Grogu” estreou ontem no Disney+, depois de uma passagem morna pelos cinemas

“The Mandalorian and Grogu” chegou ontem , 2 de setembro, ao Disney+, cerca de três meses depois da sua estreia nos cinemas de todo o mundo, a 22 de maio. A janela de 103 dias entre a exibição em sala e a chegada ao streaming é relativamente longa para os padrões recentes da Disney, um sinal, segundo analistas do setor, de uma estratégia deliberada para maximizar ainda algum retorno adicional em bilheteira antes de disponibilizar o filme na plataforma.

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Realizado por Jon Favreau, o filme transporta para o grande ecrã a relação entre Din Djarin, o caçador de recompensas mandaloriano interpretado por Pedro Pascal, e Grogu, a pequena criatura que se tornou, desde a estreia da série original em 2019, um dos fenómenos culturais mais duradouros de toda a franquia “Star Wars” das últimas duas décadas. A dupla, que já tinha conquistado o público ao longo de três temporadas da série homónima, transita agora para uma aventura de escala cinematográfica, mantendo o tom que sempre distinguiu a saga: uma mistura de western espacial, aventura familiar e um vínculo emocional pouco habitual entre um pistoleiro solitário e a sua improvável companhia.

Apesar do entusiasmo inicial gerado pela estreia em sala, com um arranque global de 167 milhões de dólares no fim de semana do Memorial Day, “The Mandalorian and Grogu” acabou por se tornar, surpreendentemente, o filme de “Star Wars” em ação real com a bilheteira mundial mais baixa de sempre, fechando a exibição em cinemas com um total global de 345 milhões de dólares, um valor inferior mesmo aos 393 milhões arrecadados por “Han Solo”, até agora o resultado mais fraco da saga. É um dado que surpreendeu boa parte da indústria, tendo em conta a popularidade que tanto a série como a personagem de Grogu continuam a demonstrar junto do público em geral, sobretudo nas redes sociais e no mercado de produtos licenciados.

Esta discrepância entre popularidade cultural e desempenho direto em bilheteira tem alimentado alguma discussão dentro da indústria sobre até que ponto certas franquias de streaming, profundamente enraizadas no hábito doméstico de consumo, conseguem realmente converter esse sucesso numa experiência de cinema que o público sinta necessidade de pagar para ver em sala, uma questão que a chegada do filme ao Disney+, já hoje, promete finalmente esclarecer, ao expor o título a uma base de assinantes muito mais vasta do que aquela que efetivamente o foi ver ao cinema.

Fall 2: Deadpoint” estreia hoje — o regresso ao vertigem depois do sucesso surpresa de “Fall”

Independentemente do resultado comercial em sala, para os fãs de sempre da dupla, a chegada ao Disney+ representa a oportunidade mais acessível de sempre para revisitar, ou descobrir pela primeira vez, esta aventura na comodidade de casa.

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Creative Arts Emmys 2026: “I Love Lucy” recebe o primeiro Legacy Award de sempre

Decorrem esta semana, nos dias 5 e 6 de setembro, no Peacock Theater, em Los Angeles, os 78ºs Creative Arts Emmy Awards, a cerimónia que antecede sempre a grande gala dos Emmys, marcada para 14 de setembro, e que distingue as categorias mais técnicas e criativas da produção televisiva: som, montagem, direção de arte, coreografia, composição musical e dezenas de outras disciplinas fundamentais à televisão, mas raramente contempladas na cerimónia principal transmitida em direto.

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A primeira noite, dia 5, está reservada sobretudo à televisão não-ficcional, enquanto a segunda, dia 6, se dedica principalmente à programação de ficção. Este ano, a cerimónia ganha um significado histórico adicional: pela primeira vez, a Academia de Televisão vai atribuir um “Legacy Award”, um novo galardão criado especificamente para reconhecer um programa televisivo com impacto profundo e geracional junto do público. A primeira série a receber esta distinção inédita é “I Love Lucy”, a sitcom protagonizada por Lucille Ball que, mais de setenta anos depois da estreia, continua a ser apontada como uma das produções mais influentes na história da comédia televisiva americana, tendo definido convenções de formato e de produção que a indústria ainda hoje utiliza.

Entre os nomeados mais destacados nas categorias musicais, Dave Porter reúne duas nomeações pelo trabalho na banda sonora e tema de “Pluribus”, enquanto Daniel Pemberton soma igualmente duas nomeações, uma pela partitura de “Slow Horses”, em parceria com Toydrum, e outra pela canção “The Devil You Know”, composta para “Spider-Noir”, confirmando a presença consistente destes compositores no radar da Academia ao longo dos últimos anos.

Ao contrário da cerimónia principal, os Creative Arts Emmys não têm transmissão em direto: as duas noites são posteriormente editadas e compiladas numa única emissão televisiva, disponibilizada ao público depois do evento presencial, uma prática que se mantém há vários anos e que reflete a natureza mais intimista e menos mediática desta parte da temporada de prémios televisivos, apesar da sua importância para reconhecer o trabalho de centenas de profissionais que raramente sobem a um palco para receber aplausos em direto.

Fall 2: Deadpoint” estreia hoje — o regresso ao vertigem depois do sucesso surpresa de “Fall”

Para quem acompanha de perto a indústria televisiva, os Creative Arts Emmys funcionam como um prenúncio valioso do que está para vir na noite de 14 de setembro, além de constituírem, por direito próprio, um momento de reconhecimento merecido para quem trabalha, quase sempre nos bastidores, para tornar possível a televisão que todos vemos.

“Crime Em Direto”: Gus Van Sant recria um dos reféns mais mediáticos dos anos 70, com Bill Skarsgård e Al Pacino

Os Canais TVCine estreiam, no sábado, 5 de setembro, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+, “Crime Em Direto” (“Dead Man’s Wire”, no título original), o novo filme de Gus Van Sant, realizador de títulos incontornáveis como “O Bom Rebelde”, “Milk” ou “Elephant”. O filme tinha tido a sua estreia mundial fora de competição no Festival de Veneza de 2025, chegando aos cinemas norte-americanos em exibição alargada em janeiro de 2026.

“Ink”: Guy Pearce transforma-se em Rupert Murdoch no novo filme de Danny Boyle, estreado ontem em Veneza

A história recria um dos casos mais mediáticos da década de 1970 nos Estados Unidos: a 8 de fevereiro de 1977, Tony Kiritsis entra no escritório de Richard Hall, presidente da Meridian Mortgage Company, e faz o banqueiro refém, ligando uma caçadeira ao próprio pescoço e ao do próprio Hall através de um mecanismo que, se acionado, mataria ambos instantaneamente, o “fio da morte” que dá nome ao filme no título original. Kiritsis acusa Hall de o ter enganado num negócio de crédito hipotecário e exige cinco milhões de dólares, além de uma desculpa pública. O que começa como um ato extremo de desespero pessoal transforma-se rapidamente num cerco mediático e policial de grandes proporções, expondo falhas profundas no sistema financeiro norte-americano, abuso de poder institucional e a fragilidade de um sistema de justiça que, segundo o próprio filme sugere, falhou repetidamente em proteger os mais vulneráveis muito antes de Kiritsis pegar na arma.

É precisamente essa ambiguidade moral, entre o ato de um homem desesperado e a responsabilidade das instituições que o levaram a esse ponto, que o filme explora ao longo da narrativa, deixando deliberadamente em aberto a pergunta incómoda sobre quem é, realmente, o criminoso nesta história. Bill Skarsgård, ator sueco que se tem destacado sobretudo em papéis de género com forte carga física e emocional, interpreta Kiritsis num dos registos mais exigentes da sua carreira até à data, segundo a generalidade da crítica que já viu o filme. Ao seu lado, o elenco reúne nomes de peso como Al Pacino, Colman Domingo, Dacre Montgomery e Myha’la, um conjunto que confere ao filme uma dimensão de prestígio adicional, ainda mais notável tratando-se de uma produção relativamente independente.

Fall 2: Deadpoint” estreia hoje — o regresso ao vertigem depois do sucesso surpresa de “Fall”

Gus Van Sant, um dos realizadores mais versáteis do cinema americano contemporâneo, capaz de transitar com a mesma naturalidade entre o cinema mais experimental e produções de forte apelo comercial, incorpora aqui o espírito dos thrillers políticos e sociais dos anos 70, um género que floresceu precisamente na década em que o caso Kiritsis aconteceu, para lançar questões que continuam incomodamente atuais: a luta de classes, o papel dos meios de comunicação social na construção de narrativas públicas, e a persistência de um “sonho americano” cada vez mais distante da realidade vivida por muitos cidadãos comuns.

Quase cinquenta anos depois do caso real, “Crime Em Direto” chega aos Canais TVCine como um lembrete pouco confortável de como certas questões estruturais mudam muito menos do que gostaríamos de acreditar.

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