Samuel L. Jackson apareceu em “The Boys” como a voz de um tubarão-martelo — e Eric Kripke diz que foi “um item da lista de desejos”

ATENÇÃO: Este artigo contém spoilers do episódio 7 da quinta temporada de The Boys.

Com dois episódios para o fim da série — a estreia do episódio final está marcada para 19 de Maio em sessões de cinema em 4DX, antes de chegar ao Prime Video a 20 de Maio — Eric Kripke conseguiu encaixar no penúltimo episódio um cameo que fez toda a gente fazer pausa e recuar. A voz inconfundível pertencia a Samuel L. Jackson. A personagem era Xander — um tubarão-martelo.

Jackson empresta a voz a Xander, o animal marinho que transportou The Deep (Chace Crawford) numa perseguição a A-Train no início da temporada. No episódio 7, Xander regressa — furioso. Uma explosão de pipeline destruiu grande parte da vida marinha do oceano, e Xander não está com paciência para The Deep. É a continuação natural da tradição da série de escalar celebridades para vozes de animais marinhos: Tilda Swinton foi a voz de Ambrosius, o polvo com quem The Deep se apaixonou na quarta temporada.

“Queríamos uma voz muito distinta — e quem tem uma voz mais distinta em Hollywood do que Sam Jackson? Fomos directamente ao agente dele. Era a nossa primeira escolha, e perguntámos: ‘Ele quer fazer isto?’ Jackson gosta da série e aceitou de imediato. Isso é um item da lista de desejos — ouvir Sam Jackson a ler os teus diálogos”, disse Kripke ao Polygon. Jackson gravou as suas falas durante uma manhã livre em Nova Iorque, com Kripke a dirigir remotamente de Los Angeles. A quinta temporada de The Boys está disponível no Prime Video em Portugal.

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Há séries que terminam com um suspiro delicado e uma última cena cheia de simbolismo poético. The Boys não vai ser uma delas — e toda a gente que acompanhou a série desde o início sabe exactamente porquê. A quinta e última temporada chega à Prime Video a 8 de Abril, e pelas primeiras indicações, Butcher e companhia vão sair pela porta grande. Ou pela janela. A explodir.

Criada por Eric Kripke e produzida por Seth Rogen e Evan Goldberg, The Boys chegou em 2019 como uma série de super-heróis diferente de tudo o que existia. O que começou como uma história sobre super-poderes corrompidos pelo dinheiro e pela fama transformou-se rapidamente numa das sátiras políticas mais afiadas e desconfortáveis da televisão contemporânea. Homelander — interpretado por um Antony Starr que merecia todos os prémios do mundo — tornou-se um dos vilões mais perturbadores da ficção recente: um espelho partido da América, em collants azuis e capa vermelha. Karl Urban, Erin Moriarty, Jack Quaid e todo o elenco principal regressam para este capítulo final.

A temporada final coloca Butcher numa posição que os fãs não esperavam: de volta com um vírus capaz de eliminar todos os super-heróis de uma só vez. Do outro lado, Homelander empurra o mundo para um confronto total, cada vez mais próximo da loucura que sempre existiu por baixo do sorriso perfeito. É o duelo que a série construiu ao longo de quatro temporadas — e desta vez não há caminho de volta para nenhum dos lados.

Ao longo dos anos, The Boys foi muito mais do que entretenimento. Foi comentário social em tempo real, com episódios que chegavam às plataformas e entravam directamente no noticiário pela forma como antecipavam ou espelhavam acontecimentos políticos reais. Essa capacidade de ser simultaneamente absurda e profundamente séria é o que a distingue de tudo o resto no catálogo do streaming mundial.

Em Portugal, a série tem uma base de fãs entusiasta e fiel. Para quem acompanhou a jornada desde o início, esta última temporada é obrigatória. Para quem ficou pelo caminho ou nunca começou, há quatro temporadas disponíveis na Prime Video e tempo suficiente para uma maratona épica antes do fim. Os episódios serão disponibilizados semanalmente — a forma mais cruel e mais justa de despedir uma série desta dimensão.