Tom Holland queria chamar o novo “Homem-Aranha” de “Spider-Puberty” — e a Marvel disse imediatamente que não

Tom Holland participou pela primeira vez em reuniões regulares de desenvolvimento de argumento para o quarto filme do Homem-Aranha — e a primeira ideia que trouxe à mesa foi um título. “A minha proposta era chamá-lo Spider-Puberty. O que acontece se Peter Parker está a perder o controlo e as coisas estão a mudar?”, disse o actor à Empire. “Foi imediatamente chumbado. Mas gostaram do núcleo da ideia, e cresceu até ao que temos no filme agora.”

O filme acabou por se chamar Homem-Aranha: Brand New Day — estreia a 31 de Julho — e o título é, como os anteriores da trilogia, deliberadamente vago e propositadamente evocativo. A ideia de Holland, apesar do nome impossível de colocar num cartaz, captura exactamente o que o filme vai explorar: Peter Parker a perder o controlo das suas capacidades de formas que nunca tinha experimentado, num regresso às origens clássicas do personagem que Kevin Feige descreveu à mesma publicação com entusiasmo evidente. “É o primeiro filme do Homem-Aranha que fizemos no MCU focado nos elementos clássicos da personagem. Ele faz as coisas típicas do Spidey — viver num apartamento triste e pequeno, ouvir o scanner da polícia e sair a usar o seu grande poder responsavelmente.”

É o Homem-Aranha de Stan Lee e Steve Ditko — não o do multiverso nem o dos Vingadores, mas o do jovem que tenta equilibrar a vida normal com a responsabilidade que não pediu. O elenco inclui Zendaya, Sadie Sink, Jon Bernthal e Mark Ruffalo. Spider-Puberty nunca vai aparecer num cartaz — mas o facto de Holland ter sugerido o nome com seriedade suficiente para ser discutido numa reunião da Marvel diz algo sobre a confiança que o actor ganhou no universo que ajudou a construir.

A 31 de Julho nos cinemas.

“Uma Grande, Corajosa e Bela Viagem”: Margot Robbie, Colin Farrell e um GPS que abre portas para o passado

Bonecas em Fuga”: Ethan Coen estreia-se a solo com Margaret Qualley, Pedro Pascal e uma mala que não era para elas

“Supergirl” tem trailer final — Milly Alcock é uma Kara Zor-El diferente de tudo o que já vimos

“Uma Grande, Corajosa e Bela Viagem”: Margot Robbie, Colin Farrell e um GPS que abre portas para o passado

Kogonada é um dos realizadores mais singulares do cinema americano contemporâneo. Columbus (2017) e A Vida Depois de Yang (2021) são filmes sobre tempo, perda e conexão humana — contemplativos, visualmente precisos, emocionalmente exactos sem nunca serem sentimentais. Uma Grande, Corajosa e Bela Viagem é o seu terceiro longa-metragem e o mais ambicioso: um romance fantástico com Margot Robbie e Colin Farrell, estreia no domingo, 31 de Maio, às 21h15, em exclusivo no TVCine Top e TVCine+.

A premissa combina comédia romântica com fantasia de uma forma que só funciona se se acreditar completamente nos dois actores — e aqui é onde o casting se torna decisivo. David (Colin Farrell) fica sem carro e aluga um substituto com um GPS fora do comum. Num casamento, conhece Sarah (Margot Robbie) — mas os dois têm planos de vida suficientemente diferentes para que nada seja imediato. Quando o GPS os guia até uma porta misteriosa que os transporta a momentos decisivos do passado de cada um, a viagem que fazem juntos pelas memórias de ambos é também uma viagem de descoberta do que os une.

É o tipo de premissa que podia resultar num filme açucarado e previsível — e provavelmente resultaria com outro realizador. Kogonada tem uma capacidade específica de encontrar a melancolia dentro da alegria e a esperança dentro da perda, e Uma Grande, Corajosa e Bela Viagem parece construído exactamente sobre essa tensão: dois adultos com histórias e cicatrizes que o destino junta não por acidente mas por algo que o filme recusa a nomear de forma simples. Robbie e Farrell já trabalharam juntos em Os Favoritos de Marte — e a química que trouxeram a esse projeto sugere que sabem como partilhar um ecrã sem se engolir mutuamente.

Domingo, 31 de Maio, às 21h15, TVCine Top e TVCine+.

“Bonecas em Fuga”: Ethan Coen estreia-se a solo com Margaret Qualley, Pedro Pascal e uma mala que não era para elas

Ethan Coen fez todos os seus filmes com o irmão Joel. Sangue FácilFargoO Grande LebowskiNão É País para VelhosTrue Grit — trinta anos de um dos mais consistentes percursos do cinema americano, sempre os dois. Bonecas em Fuga é a primeira vez que Ethan realiza sozinho — e escolheu fazê-lo com uma comédia criminal ambientada em 1999, co-escrita com Tricia Cooke, sua mulher e colaboradora de longa data. Estreia amanhã, sábado 30 de Maio, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e TVCine+.

A história é simples na premissa e certamente não no desenvolvimento: Jamie (Margaret Qualley) e Marian (Geraldine Viswanathan) são duas amigas que partem numa road trip improvisada até Tallahassee, Florida, para fugir aos seus problemas. Por engano, ficam na posse de uma mala que pertence a um grupo de criminosos tão perigosos quanto desastrados. O que se segue é uma fuga caótica por motéis decadentes, encontros inesperados e situações cada vez mais absurdas — com Pedro Pascal e Matt Damon em participações especiais que o PR descreve como “sonantes”, o que é uma formulação moderada para dois dos actores mais em vista do momento.

Qualley e Viswanathan formam um duo que o próprio PR descreve como “irresistível” — e há razões para acreditar nisso. Qualley (The SubstanceOnce Upon a Time in Hollywood) tem uma capacidade de habitar personagens no limite sem os tornar caricaturas; Viswanathan (BlockersMiracle Workers) tem um timing cómico preciso que o cinema americano raramente aproveita da forma certa. A sabor a anos 90 está em tudo — na estética, na música, no ritmo — e Ethan Coen, que cresceu cinematograficamente nos anos 80 e 90, conhece esse território melhor do que quase toda a gente.

Sábado, 30 de Maio, às 21h30, TVCine Top e TVCine+.

“Supergirl” tem trailer final — Milly Alcock é uma Kara Zor-El diferente de tudo o que já vimos

Alan Ritchson assinou um contrato de três anos com a Amazon — e disse que “Reacher é apenas o começo”

Rosie O’Donnell fez um lifting em Janeiro — e o melhor resultado foi que ninguém deu por isso

“Perdidos em Alto-Mar” estreia a 3 de Junho — Zachary Levi e Josh Duhamel numa história real de sobrevivência

Há histórias que parecem inventadas mas não são. Em Fevereiro de 2009, quatro amigos saíram de Tampa, Florida, numa viagem de pesca. O barco virou a mais de cem quilómetros da costa. Três morreram. Um sobreviveu. Perdidos em Alto-Mar conta essa história — baseado no bestseller do New York Times de Nick Schuyler, o único sobrevivente — e estreia a 3 de Junho nas salas portuguesas, com distribuição NOS Audiovisuais.

Zachary Levi interpreta Schuyler, o homem que passou horas agarrado ao casco virado do barco com os seus três companheiros — o seu melhor amigo Will Bleakley e os jogadores da NFL Marquis Cooper e Corey Smith — enquanto as águas do Golfo do México os rodeavam com hipotermia, ondas e desespero progressivo. Josh Duhamel é o Capitão Timothy Close, o oficial da Guarda Costeira americano que liderou a operação de busca e salvamento contra probabilidades que a própria organização considerava esmagadoras.

O thriller de sobrevivência em mar aberto tem uma tradição cinematográfica sólida — de À Deriva a Poseidon — mas o que distingue Perdidos em Alto-Mar é a sua origem documental. Schuyler escreveu o livro dois anos depois dos acontecimentos, com a urgência de quem ainda estava a tentar perceber porque sobreviveu e os outros não. Essa questão — a sobrevivência como culpa tanto quanto como alívio — é o que transforma o filme de thriller em drama humano.

A 3 de Junho nos cinemas portugueses.

Hans Zimmer vai compor a música da série “Harry Potter” — e a questão é se vai usar os temas de John Williams

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As estreias de 28 de Maio: Kane Parsons leva as Backrooms ao grande ecrã e Hitler tinha provadoras de comida

“Supergirl” tem trailer final — Milly Alcock é uma Kara Zor-El diferente de tudo o que já vimos

O trailer final de Supergirl: Mulher do Amanhã chegou esta semana — e confirma que Craig Gillespie (CruellaI, Tonya) está a fazer um filme de super-heróis muito diferente do habitual. Milly Alcock como Kara Zor-El não é a Supergirl optimista e calorosa das versões anteriores. É uma jovem que viu o seu planeta ser destruído, sobreviveu em condições brutais e chegou à Terra com cicatrizes que o seu primo Clark Kent nunca teve. “O Superman vê o bem em todos. Eu vi coisas que ele nunca viu”, diz Kara no trailer, ao som de “Call Me” dos Blondie.

A premissa adapta o aclamado arco de banda desenhada de Tom King e Bilquis Evely: Kara junta-se a Ruthye Marye Knoll (Eve Ridley), uma rapariga que quer vingar a morte do pai às mãos de Krem das Colinas Amarelas (Matthias Schoenaerts), um pirata espacial implacável. Krypto, o super-cão kryptoniano que apareceu em Superman de James Gunn, está ao lado de Kara em toda a aventura — e o trailer usa-o com uma habilidade narrativa que sugere que vai ser um dos personagens mais queridos do DCU. Jason Momoa aparece como Lobo — o caçador de recompensas alienígena que o actor cobiçou durante anos.

David Corenswet repete o papel de Superman numa cena com Kara que define a diferença entre os dois personagens — um criado com amor numa quinta do Kansas, outra forjada numa rocha à deriva no espaço. A banda sonora é de Ramin Djawadi, o compositor de Game of Thrones e Westworld. A estreia é a 26 de Junho de 2026 em IMAX.

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Alan Ritchson assinou um contrato de três anos com a Amazon — e disse que “Reacher é apenas o começo”

A Amazon MGM Studios não estava com paciência para esperar que Alan Ritchson percebesse o quanto valia para a plataforma. O actor que transformou Lee Child’s Jack Reacher numa das séries mais vistas do Prime Video assinou esta semana um contrato de três anos de first-look televisivo com o estúdio — o que significa que qualquer projecto que Ritchson queira desenvolver, a Amazon tem prioridade de o receber primeiro.

“Com o sucesso de Reacher e o nosso próximo spin-off Neagley, pareceu um passo natural continuar a nossa parceria com o Prime Video. Reacher é apenas o começo”, disse Ritchson em comunicado. A declaração é mais do que relações públicas — é uma confirmação de que há um universo em construção em torno do personagem de Lee Child, com o spin-off Neagley protagonizado por Maria Sten já em desenvolvimento e Ritchson confirmado como convidado especial. 

O contrato faz parte de uma estratégia da Amazon que já foi usada com outros actores e produtores de topo — garantir criatividade exclusiva antes que alguém de fora a recrute. Ritchson tem vários projectos em pipeline com a Amazon MGM Studios, incluindo The Man With the Bag ao lado de Arnold Schwarzenegger e um projecto ainda sem título dirigido por Patrick Hughes — o realizador de The Hitman’s Bodyguard. Para além disso, tem Motor City com Shailene Woodley e Ben Foster a estrear a 24 de Julho e Runner com Owen Wilson a 11 de Setembro.

Em Portugal, Reacher está disponível no Prime Video em todas as temporadas. A quarta temporada chega ainda este ano.

Hans Zimmer vai compor a música da série “Harry Potter” — e a questão é se vai usar os temas de John Williams

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Hans Zimmer vai compor a música da série “Harry Potter” — e a questão é se vai usar os temas de John Williams

A HBO confirmou em Janeiro que Hans Zimmer e a Bleeding Fingers Music vão compor a banda sonora original da série Harry Potter — e a questão que toda a gente na indústria está a fazer é a mais óbvia: o que vai acontecer ao tema de John Williams?

“Hedwig’s Theme” é uma das melodias mais reconhecíveis do cinema dos últimos trinta anos — escrita por Williams para os três primeiros filmes e usada como referência por todos os compositores que se seguiram, de Patrick Doyle a Alexandre Desplat. É também propriedade da Warner Bros., o que significa que a série pode tecnicamente usá-la. A questão não é legal mas criativa: uma série que se quer distinguir dos filmes precisa de identidade sonora própria, mas abandonar completamente o tema de Williams seria alienar uma geração inteira de espectadores que cresceu com aqueles acordes.

Zimmer, Kara Talve e Anže Rozman abordaram a questão na declaração conjunta que fizeram no anúncio: “O legado musical de Harry Potter é um ponto de referência para os compositores em todo o mundo e sentimo-nos honrados em fazer parte de uma equipa tão notável. A responsabilidade não é algo que eu, Kara Talve e Anže Rozman levamos levianamente.” É uma formulação que reconhece o peso do legado sem comprometer uma direcção criativa.

Zimmer tem um historial específico relevante aqui: foi ele quem compôs O Rei Leão original em 1994, e quando a versão live-action chegou em 2019, a banda sonora misturou o seu trabalho original com novas composições. A solução foi elegante — e pode servir de modelo para o que a série vai fazer com Williams. A série Harry Potter estreia em 2027 no Max em Portugal.

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Tom Hardy recusou sair da roulote durante horas — e deixou Pierce Brosnan e Helen Mirren à espera
“The Four Seasons” T2 estreia amanhã no Netflix — Tina Fey, Steve Carell e Colman Domingo em modo de adultos em crise

Tom Hardy recusou sair da roulote durante horas — e deixou Pierce Brosnan e Helen Mirren à espera

A história do Tom Hardy e o MobLand ficou mais clara esta semana — e mais preocupante para todos os envolvidos. O Hollywood Reporter, que na semana passada confirmou que o futuro do actor na série ainda não estava decidido, revelou agora os detalhes concretos do comportamento de Hardy nas rodagens da segunda temporada: recusou sair da roulote durante horas seguidas, deixando o elenco à espera.

“Deixou o Brosnan, a Mirren e outros à espera. É suicídio na carreira, arriscaria dizer”, disse uma fonte próxima da produção ao THR. A mesma fonte confirma que Hardy tentou também alterar diálogos e enviar notas de argumento ao criador Ronan Bennett e ao produtor executivo Jez Butterworth — um comportamento que, somado às ausências da roulote, levou os produtores a reconsiderar o seu futuro na série.

Não é a primeira vez que Hardy protagoniza este tipo de situação. George Miller falou abertamente sobre as rodagens de Mad Max: Fury Road: “Tom tem uma pancada qualquer, mas é precisamente daí que vem o talento, e o que quer que se passasse com ele na altura, havia sempre que ir buscá-lo à roulote.” Patrick Stewart foi ainda mais directo nas suas memórias de 2023, Making It So, sobre as rodagens de Star Trek: Nemesis em 2002: “Nunca disse ‘Bom dia’, nunca disse ‘Boa noite’, e passou as horas em que não era necessário no set na roulote com a namorada.”

O que torna a situação do MobLand diferente das anteriores é o peso do elenco afectado. Manter Charlize Theron à espera é uma coisa. Manter Pierce Brosnan e Helen Mirren à espera é outra. São actores com décadas de carreira e um capital de reputação que nenhum produtor quer ver comprometido — e a fonte do THR escolheu exactamente essas palavras: “suicídio na carreira”.

A terceira temporada, se for aprovada pela Paramount+, está tentativamentee agendada para começar a rodar em Setembro. A decisão sobre Hardy, portanto, tem prazo. Para os fãs da série que investiram duas temporadas em Harry Da Souza — a história de Da Souza pode mesmo ficar por aqui — a espera é cada vez mais ansiosa.

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As estreias de 28 de Maio: Kane Parsons leva as Backrooms ao grande ecrã e Hitler tinha provadoras de comida

Robert Pattinson é Chris Hansen de “To Catch a Predator” — e o teaser da A24 é perturbador da melhor forma

A A24 divulgou hoje o primeiro teaser de Primetime — o drama de Lance Oppenheim onde Robert Pattinson interpreta Chris Hansen, o apresentador do programa televisivo To Catch a Predator que durante anos atraiu e expôs predadores sexuais em directo. O filme estreia no Outono de 2026.

To Catch a Predator foi um dos programas mais perturbadores e mais vistos da televisão americana dos anos 2000: a NBC enviava equipas de filmagem para casas onde adultos apareciam a tentar encontrar-se com menores depois de conversas online, sendo confrontados em directo por Hansen antes de serem detidos pela polícia. Foi cancelado em 2008 depois de vários escândalos éticos e legais, incluindo um caso em que o alvo se suicidou antes de ser detido. O programa gerou décadas de debate sobre os limites do jornalismo de emboscada, a exploração do sofrimento alheio para entretenimento e o que significa “fazer o bem” pela televisão.

Lance Oppenheim — cujo documentário Ren Faire (2024) foi um dos mais aclamados do ano — usa Hansen não como herói nem como vilão, mas como espelho de algo mais incómodo: um homem que construiu uma carreira sobre a humilhação pública, convencido de que estava a salvar crianças. Pattinson, que em 2026 já esteve em The Drama e tem The Odyssey de Nolan a caminho, é uma escolha que faz todo o sentido — tem uma capacidade específica para habitar personagens cujo charme esconde algo que não se consegue nomear facilmente. O teaser confirma exactamente isso: o sotaque americano é irreconhecível, a postura é inquietante, e a frase “I’m Chris Hansen with Dateline NBC — and you’re able to be a part of television history” soa simultaneamente familiar e estranha.

O elenco inclui Merritt Wever, Skyler Gisondo e Phoebe Bridgers — a cantora e compositora na sua estreia como actriz de cinema. O argumento é de Ajon Singh. Primetime estreia no Outono de 2026, sem data específica ainda confirmada.

As estreias de 28 de Maio: Kane Parsons leva as Backrooms ao grande ecrã e Hitler tinha provadoras de comida

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As estreias de 28 de Maio: Kane Parsons leva as Backrooms ao grande ecrã e Hitler tinha provadoras de comida

Esta semana o cartaz português tem nove filmes novos — com um terror da A24 que nasceu de um fenómeno viral da internet, um drama histórico baseado numa história real perturbadora da Segunda Guerra Mundial e um thriller de Guy Ritchie com Jake Gyllenhaal e Henry Cavill.

Backrooms — O Labirinto é o destaque mais aguardado da semana. Kane Parsons — o realizador de apenas 19 anos que criou a webserie viral de YouTube que deu origem ao filme, tornando-se no realizador mais jovem da história da A24 — dirige Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass, Finn Bennett e Lukita Maxwell. A história segue a descoberta de uma passagem misteriosa que conduz a uma dimensão paralela de corredores intermináveis e labirínticos, iluminados por uma luz artificial inquietante — onde algo se esconde nas sombras. É o fenómeno das Backrooms — a creepypasta que assombrou a internet durante anos — finalmente no grande ecrã, com James Wan e Shawn Levy como produtores executivos. Antes de ir, confirmem sessões no cinema da vossa preferência — algumas salas ainda não têm sessões disponíveis.

As Provadoras de Hitler é o título mais perturbador da semana — e merece atenção precisamente por isso. Baseado no romance de Rosella Postorino e realizado pelo italiano Silvio Soldini, o filme acompanha Rosa, uma jovem alemã que foge de Berlim bombardeada em 1943 e chega à aldeia dos sogros, perto da “Toca do Lobo” — o quartel-general de Hitler. Recolhida de madrugada pelas SS para provar os alimentos destinados ao Führer, vive entre o medo constante de morrer envenenada, a fome e as tensões com as outras provadoras. A história baseia-se num facto real: em 2013, Margot Wölk, a última sobrevivente das 15 provadoras de Hitler, revelou pela primeira vez a existência deste grupo numa entrevista ao Der Spiegel — um detalhe que permanecera desconhecido durante décadas. Com Elisa Schlott e Max Riemelt. 123 minutos. 

Em Zona Cinzenta (In the Grey, 2026) é o thriller de acção da semana. Guy Ritchie realiza Jake Gyllenhaal, Henry Cavill e Eiza González numa história sobre dois especialistas em extração encarregados de abrir uma rota de fuga para uma negociadora sénior em território hostil. É Guy Ritchie no seu elemento — acção estilizada, ritmo implacável, elenco de peso. Distribuição Pris Audiovisuais. 

Para o público mais cinéfilo, Ali, Aqui (2025) é um documentário de Ana Pérez-Quiroga sobre memória e exílio durante a Guerra Civil Espanhola. M/12, 73 minutos. Falta Muito Para Amanhã (Tomorrow Is a Long Time, 2024) é um drama chinês premiado internacionalmente. Hagen — Guerra dos Reinos é a epopeia fantástica alemã baseada no ciclo dos Nibelungos. Leibniz — Crónica de uma Pintura Perdida é o documentário alemão sobre uma pintura desaparecida associada ao filósofo Leibniz. E Pai Nosso — Os Últimos Dias de Salazar é o documentário português sobre os últimos anos do ditador — um título que, dado o momento político europeu, chega com uma oportunidade de contextualização rara.

Para as famílias, Bichos a Bordo (Falcon Express, 2025) é a animação da semana — adequada para todas as idades.

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NOS Studios em Junho: Jake Gyllenhaal e Daniela Melchior, Dwayne Johnson no Pólo Norte e Luca Guadagnino em modo de obsessão

Drake fez história no Billboard — e o cinema já está a tratar de marcar um encontro com ele

Drake ocupou os três primeiros lugares do Billboard 200 em simultâneo com o seu álbum triplo surpresa — quebrando recordes e igualando Taylor Swift. É o tipo de feito que a indústria da música raramente permite — três álbuns diferentes, três posições no topo, ao mesmo tempo. 

O que liga esta notícia ao Clube de Cinema não é apenas o tamanho do acontecimento mas o padrão que se repete: os maiores nomes da música chegam invariavelmente ao cinema. Drake produziu já vários projectos audiovisuais, incluindo a série documental Euphoria e colaborações com realizadores como Dave Meyers. O álbum triplo inclui referências directas a filmes e samples de bandas sonoras clássicas — e a conversa nas redes sociais sobre uma possível adaptação cinematográfica de partes do projecto já começou, com o nome de Barry Jenkins a circular como realizador ideal.

Nada está confirmado. Mas quando Drake ocupa os três primeiros lugares do Billboard, Hollywood ouve. É apenas uma questão de tempo.

“Spider-Noir” estreia amanhã no Prime Video — Nicolas Cage finalmente tem o papel que sempre quis

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Sebastian Stan vai ser Duas Caras — e revelou em Cannes que já trabalha com a equipa de caracterização

Sebastian Stan vai ser Duas Caras — e revelou em Cannes que já trabalha com a equipa de caracterização

A semana de Sebastian Stan em Cannes foi das mais densas que qualquer actor pode ter num festival. Chegou com Fjordde Cristian Mungiu — irreconhecível, com a cabeça rapada e roupas que, nas palavras do Deadline, “podiam ter sido feitas de sacos de batatas” — e saiu com a Palma de Ouro. No meio, falou ao Deadline sobre o que vem a seguir: Londres, verão, The Batman: Part II.

Stan confirmou que vai em breve para Londres rodar o filme de Matt Reeves, onde vai interpretar “muitos papéis neste”. É uma referência directa à natureza do personagem Harvey Dent — o procurador do Ministério Público de Gotham que se transforma em Duas Caras após ter ácido atirado à face pelo crime organizado. Stan revelou também que já está a trabalhar com as equipas de cabelo e caracterização, que já definiram como vai ser a desfiguração da personagem no ecrã. 

O que torna Stan num actor invulgar é exactamente esta capacidade de usar o capital comercial dos franchises para financiar escolhas de risco. Após o Soldado de Inverno em vinte filmes Marvel, escolheu Donald Trump em The Apprentice, um homem desfigurado em A Different Man — que lhe valeu o Urso de Prata em Berlim — e agora um pai religioso romeno num filme de Mungiu. “Faço o que for necessário para o realizador”, disse ao Deadline. Para Fjord, isso significou rapar a cabeça e tornar-se irreconhecível. Para The Batman II, vai significar a desfiguração física mais complexa da sua carreira.

Na mesma entrevista, Stan falou sobre a paternidade recente — o filho com Annabelle Wallis nasceu este ano — e sobre a sua ligação a Londres, onde estudou teatro no Globe de Shakespeare com Mark Rylance como director artístico. E sobre o programa de televisão britânico favorito do casal: Gogglebox. “Tem uma qualidade estranha, agradável e sossegada”, disse. Há algo muito Sebastian Stan em encontrar paz num programa sobre pessoas a ver televisão.

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“The Mandalorian e Grogu” fez 102 milhões no fim-de-semana — e é a pior estreia de Star Wars na era Disney

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“The Mandalorian e Grogu” fez 102 milhões no fim-de-semana — e é a pior estreia de Star Wars na era Disney

The Mandalorian e Grogu fez 82 milhões no fim-de-semana de três dias e 102 milhões no fim-de-semana alargado de quatro dias do Memorial Day. É a pior estreia de Star Wars desde que a Disney comprou a franchise em 2012. 

Para contextualizar: O Despertar da Força abriu com 238 milhões em 2015. Os Últimos Jedi com 220 milhões. A Ascensão de Skywalker — o filme que afastou uma parte significativa da base de fãs — com 177 milhões. Mesmo Solo: Uma História de Star Wars, o maior fracasso comercial da era Disney, fez 84 milhões num fim-de-semana de três dias — sem o Memorial Day a ajudar.

A Variety resume bem a contradição: é significativo para qualquer outro filme abrir acima de 100 milhões. Mas Star Wars é uma das propriedades cinematográficas mais importantes de Hollywood, e há uma expectativa de um certo nível de bilheteira. Os analistas estão divididos sobre o que os números significam. 

A leitura mais honesta é esta: sete anos sem Star Wars no cinema, uma série muito amada como ponto de partida, Pedro Pascal no topo do seu momento de popularidade — e ainda assim o público não apareceu em força. A cicatriz de A Ascensão de Skywalker é mais profunda do que a Disney queria acreditar. O CinemaScore de A- indica que quem foi gostou — o problema foi convencer as pessoas a ir.

Para os fãs da série, de Rogue One e de Andor que viram o filme, a notícia é mais simples: o filme existe, está em cartaz em Portugal, e vale o bilhete. A questão de saber se a Disney vai tirar as conclusões certas destes números é outra conversa — e uma muito mais importante para o futuro da franchise.

Nicolas Cage diz que Nolan “não lhe atende o telefone” desde que recusou “Insomnia” — e tem uma lista comprida de realizadores com sentimentos feridos

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Nicolas Cage diz que Nolan “não lhe atende o telefone” desde que recusou “Insomnia” — e tem uma lista comprida de realizadores com sentimentos feridos

Nicolas Cage revelou numa entrevista ao Deadline que Christopher Nolan deixou de o contactar depois de ele ter recusado um papel em Insomnia (2002). “A maioria deles fica com os sentimentos feridos e não volta a ligar. Aconteceu-me um milhão de vezes”, disse o actor.

Insomnia acabou por ser protagonizado por Al Pacino e Robin Williams — um dos poucos thrillers psicológicos de Nolan que raramente aparece nas conversas sobre a sua carreira, apesar de ser um filme sólido sobre um detective que investiga um assassinato numa aldeia do Alasca onde o sol nunca se põe no verão. Cage não revelou para que papel foi abordado, mas a sua ausência do filme foi claramente sentida por ambas as partes de formas diferentes. 

O actor, que esta semana estreia Spider-Noir no Prime Video, aproveitou a entrevista para nomear a excepção à regra: David O. Russell. “É o único realizador a quem disse não e que voltou a oferecer-me outro filme. Toda a gente me ofereceu um filme, eu disse não, e nunca mais ouvi falar deles. É o que acontece.” A observação diz tanto sobre o ego dos realizadores de Hollywood como sobre a carreira de Cage — que ao longo de décadas fez escolhas que muitos consideraram erradas e que acabaram por definir exactamente o actor que ele é. 

Nolan, por sua vez, não tem fama de guardar rancores — mas tem fama de saber exactamente o que quer. Cage admitiu que muitos realizadores tomam a rejeição “como algo pessoal”, acrescentando que é uma dinâmica que “acontece a toda a gente na indústria, não só a mim”. A ironia é que Cage está neste momento em melhor forma criativa do que em qualquer outro momento dos últimos vinte anos — PigThe Unbearable Weight of Massive TalentLonglegs e agora Spider-Noirformam uma fase tardia que muitos realizadores estariam felizes em ter no início da carreira. Se Nolan ainda não lhe telefonou, talvez seja altura.

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STAR Movies em Junho: 172 westerns e seis clássicos para os aficionados do género

“Spider-Noir” estreia amanhã no Prime Video — Nicolas Cage finalmente tem o papel que sempre quis

É a primeira vez que Nicolas Cage tem um papel principal numa série de televisão. Oitenta filmes no currículo, um Óscar por Leaving Las Vegas, e a primeira série da sua carreira chegou exactamente da forma certa: como um detective envelhecido e desgastado nos anos 30 de Nova Iorque, com um fedora, um impermeável e uma aranha bordada no peito. E o Trailer é magnífico!

Spider-Noir estreia amanhã, 26 de Maio, globalmente no Prime Video — com todos os oito episódios disponíveis em simultâneo. A série centra-se em Ben Reilly (Cage), um investigador privado em declínio na Nova Iorque da Grande Depressão que é forçado a confrontar o seu passado como o único super-herói da cidade após uma tragédia pessoal. O elenco inclui Lamorne Morris como Robbie Robertson, o jornalista amigo de Ben, Li Jun Li como Cat Hardy e Brendan Gleeson. 

A série foi descrita pelos criadores como “Marvel através da lente de Raymond Chandler” — sem fatos de lycra nem arranha-céus iluminados, mas com sombras, jazz e corrupção política. É o Spider-Man mais negro e mais humano que alguma vez chegou ao ecrã. 

O detalhe que torna Spider-Noir num objecto verdadeiramente singular é a opção de visualização. O Prime Video oferece dois modos: Preto e Branco Autêntico ou Cor Total — uma ideia que foi parcialmente do próprio Cage, que queria que a série tivesse a textura visual dos filmes noir dos anos 40. As primeiras críticas após o levantamento do embargo colocam a série nos 91% no Rotten Tomatoes, com os críticos a elogiar a direcção corajosa e a performance de Cage como “possivelmente o personagem Marvel mais convincente a aparecer num ecrã de televisão”. 

Amanhã, 26 de Maio, no Prime Video em Portugal. Escolham o preto e branco.

STAR Comedy em Junho: “Turno de Loucos” regressa e John Cena vai a uma festa que não devia

O STAR Comedy tem em Junho uma estreia que merece atenção e um ciclo de filmes de comédia para os fins de semana.

A 18 de Junho às 21h00 estreia a segunda temporada de Turno de Loucos — o título português de St. Denis Medical, a série hospitalar de comédia nomeada para três Critics Choice Awards que acompanha a enfermeira Alex, recém-promovida a supervisora num serviço de urgências do Oregon com poucos recursos e muita dedicação. É a comédia hospitalar que The Pitt não é — mais leve, mais acessível, com o humor a funcionar como válvula de escape para a pressão de um ambiente de urgência sobrecarregado. O primeiro episódio da nova temporada tem como convidados Draymond Green, Lauren Lapkus e Tim Baltz. Emissão de segunda a sexta-feira.

Nos fins de semana, o canal propõe: Campo de Magia a 6 de Junho às 22h30, com Adam Devine e Gillian Jacobs num campo de verão para aspirantes a ilusionistas — comédia familiar com coração genuíno. Amigos Passageiros a 20 de Junho com John Cena, Lil Rel Howery e Yvonne Orji — a comédia sobre um casal certinho que passa uma semana desinibida com dois estranhos loucos no México e depois os encontra no próprio casamento. É exatamente tão caótico quanto parece. Polícias em Grandes Apuros a 21 de Junho e É o Fim do Mundo a 28 de Junho fecham o mês.

STAR Life em Junho: uma nova série turca, Mariska Hargitay de volta e Clint Eastwood no domingo

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STAR Life em Junho: uma nova série turca, Mariska Hargitay de volta e Clint Eastwood no domingo

Junho no STAR Life abre com duas estreias seguidas e fecha com um dos romances mais amados do cinema dos anos 90.

A 1 de Junho, às 19h45, estreia Bahar — a nova série turca do canal, com Demet Evgâr como uma mulher que passou anos a viver na sombra do marido médico e que, ao ser confrontada com uma doença grave, decide repensar tudo: o casamento, as escolhas, a identidade que foi abandonando ao longo dos anos. É o drama turco no registo que funciona — emoção concentrada, protagonista feminina com trajectória clara, ritmo de telenovela com ambição de série. Emissão de segunda a sexta-feira, à tarde.

Na terça-feira seguinte, 2 de Junho às 23h00, regressam novos episódios da 27.ª temporada de Lei & Ordem: Unidade Especial — a série com Mariska Hargitay como Capitã Olivia Benson que está agora na sua 27.ª temporada e continua a ser uma das mais vistas do género policial americano. Esta temporada traz de volta Amanda Rollins (Kelli Giddish) como capitã, depois de ausências prolongadas — um regresso que os fãs mais fiéis da série vão apreciar. Emissão todas as terças-feiras.

Nos domingos à noite, o canal propõe um ciclo de cinema variado: As Pontes de Madison County com Clint Eastwood e Meryl Streep a 7 de Junho às 22h20 — o romance de 1995 que já cobrimos e que não precisa de apresentação. Magic Mike: A Última Dança de Steven Soderbergh com Channing Tatum e Salma Hayek a 14 de Junho. Bros — Uma História de Amor de Judd Apatow e Nicholas Stoller a 20 de Junho — a comédia romântica com Billy Eichner e Luke Macfarlane que foi o primeiro grande romcom de estúdio americano com protagonistas homossexuais. E 2 Corações a 28 de Junho.

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STAR Movies em Junho: 172 westerns e seis clássicos para os aficionados do género

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STAR Movies em Junho: 172 westerns e seis clássicos para os aficionados do género

O STAR Movies decidiu que Junho é o mês do Oeste. Durante trinta dias, o canal emite 172 westerns — sete dias por semana, a todas as horas — numa programação que vai de John Wayne a Gregory Peck, de James Stewart a Robert Redford. É o canal a fazer aquilo que os canais temáticos fazem melhor quando se comprometem a sério: criar um evento.

Os destaques estão espalhados pelo mês com critério. A 3 de Junho, às 21h15, Alvorada Vermelha abre o ciclo — um clássico dos anos 50 que foi nomeado para Melhor Filme no Festival de Veneza e que representa o western no seu estado mais puro. A 6 de Junho, Fronteiras do Orgulho conta a história de um agente americano que se coloca ao lado de uma reserva Apache contra o próprio exército — um dos westerns mais politicamente incómodos da sua época.

A 11 de Junho, Terra Distante com James Stewart — o actor que ganhou o Óscar de Melhor Actor e que Hitchcock escolheu para Vertigo — é uma das propostas mais sólidas do mês. A 19 de Junho, A Honra de um Herói reconta a história de Pancho Villa e da Revolução Mexicana com a ajuda de um aviador americano. A 26 de Junho, O Cowboy Eléctrico de Sydney Pollack — o realizador de dois Óscares — junta Robert Redford e Jane Fonda numa das colaborações mais inesperadas do western tardio. O mês fecha a 29 de Junho com O Parceiro do Diabo, protagonizado por Gregory Peck, que ganhou o Óscar de Melhor Actor por A Matar um Mockingbird — um nome que garante qualidade mesmo nos seus filmes menos conhecidos.

172 westerns. Um mês. STAR Movies, posição 22 HD nos principais operadores.

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Junho chega ao NOS Studios com uma programação que cobre praticamente todos os géneros — e com dois títulos que justificam por si sós ligar o canal.

O destaque da primeira semana é Hotel Amor, a 6 de Junho às 21h15 — e é português. Hermano Moreira dirige Jessica Athayde, Francisco Froes, Margarida Corceiro e Júlia Palha numa comédia romântica passada em Lisboa, onde a gerente workaholic de um hotel em vias de ser vendido tem de provar o seu valor num dia que parece não ter fim — com hóspedes excêntricos, funcionários caóticos e um amor do passado a complicar tudo. É o cinema português de entretenimento a funcionar no registo em que melhor resulta: reconhecível, bem disposto e com um elenco que o público já conhece e aprecia.

No dia seguinte, 7 de Junho, chega Red One: Missão Secreta — Dwayne Johnson e Chris Evans numa aventura de Natal fora de época que Jake Kasdan realizou como se fosse um filme de acção da Marvel com o Pai Natal como MacGuffin. J.K. Simmons é o Pai Natal. Lucy Liu está também no elenco. É exactamente tão absurdo quanto parece — e funciona precisamente por isso.

A 13 de Junho, Queer de Luca Guadagnino é o título mais exigente do mês. Daniel Craig como um expatriado americano à deriva na Cidade do México dos anos 50 que se apaixona obsessivamente por um jovem misterioso (Drew Starkey) — baseado na novela de William S. Burroughs, com Lesley Manville e Jason Schwartzman no elenco. Guadagnino vem de Challengers e de Bones and All — e Queer confirma que o realizador italiano está numa das fases mais produtivas e mais corajosas da sua carreira.

A 14 de Junho, The Ministry of Ungentlemanly Warfare de Guy Ritchie junta Henry Cavill, Alan Ritchson, Eiza González e Henry Golding numa missão clandestina britânica contra os nazis na Segunda Guerra Mundial. Ritchie no seu elemento — acção estilizada, humor seco, ritmo implacável.

Na terceira semana, Almas Marcadas (20 de Junho) é o romance do mês com Chase Stokes — o John B de Outer Banks— e Sydney Taylor numa história de mundos opostos que se atraem. Nick Cassavetes realiza. Para quem acompanhou Outer Banks, é o Stokes num registo diferente mas familiar.

A 21 de Junho, Alarum: Código Mortal junta Scott Eastwood e Sylvester Stallone em modo de acção retro — dois ex-espiões que tentam sair da vida e são puxados de volta por um disco rígido ultrassecreto. É o filme de sábado à noite perfeito para não pensar demasiado.

A última semana tem Terapia de Família (27 de Junho) — a comédia francesa com Christian Clavier onde um homem ansioso se apaixona pela filha do seu próprio terapeuta — e, a fechar o mês em beleza, Road House (28 de Junho). O remake de Doug Liman do clássico de 1989 tem Jake Gyllenhaal como ex-lutador de UFC contratado para seguranças um bar na Florida Keys — e Daniela Melchior e Conor McGregor no elenco. É o Road House que toda a gente esperava e que o Prime Video lançou sem grande cerimónia em 2024. O NOS Studios dá-lhe a segunda oportunidade que merecia.

Aos domingos de manhã há animação para os mais novos: D’Artacão e os Três Moscãoteiros — O Filme (7 de Junho), A Fábrica dos Sonhos (14 de Junho), Os Super-Heróis da Selva (21 de Junho) e Um Susto de Família 2 (28 de Junho), todos às 9h00.

O NOS Studios está disponível nas posições 17 e 81, gratuito para clientes TV UMA. Para os restantes clientes NOS, mediante subscrição de 5€/mês ou através do Pack Canais Extra. Disponível também na App NOS TV e em não linear no NOS Studios+.

Trump atirou Colbert ao lixo com IA — e a internet respondeu com o mesmo método

O Late Show terminou na quinta-feira à noite. Colbert não pronunciou o nome de Trump uma única vez durante o episódio final. Trump não dormiu.

À 1h52 da madrugada, o presidente dos Estados Unidos publicou no Truth Social: “Colbert acabou finalmente na CBS. É incrível que tenha durado tanto tempo! Sem talento, sem audiências, sem vida. Era como uma pessoa morta. Podias tirar qualquer pessoa da rua e seria melhor do que este idiota. Graças a Deus que finalmente se foi!” Na manhã seguinte, acrescentou que o “despedimento de Colbert pela CBS foi o Início do Fim para os apresentadores de talk shows nocturnos sem talento, desagradáveis, excessivamente pagos, sem graça e com péssimas audiências. Outros, de ainda menos talento, a seguir em breve. Que descansem em paz.” 

Na sexta-feira à noite, Trump foi mais longe. Partilhou no Truth Social um vídeo gerado por inteligência artificial onde aparece a interromper o Late Show, atira Colbert para um caixote do lixo e termina a dançar ao som de “YMCA” dos Village People. A Casa Branca partilhou o mesmo vídeo na sua conta oficial no X. 

É aqui que a conversa deixa de ser apenas sobre Colbert e Trump e se torna noutra coisa. Um presidente dos Estados Unidos — o cargo com mais poder simbólico e institucional do mundo ocidental — usou recursos da Administração para divulgar um vídeo de IA onde humilha um comediante. A questão de saber se este comportamento é digno de um chefe de Estado não é partidária: é sobre o que se espera de quem representa um país. Muitos conservadores americanos que apoiam Trump politicamente admitiram em privado que o nível do discurso os desconforta.

A internet respondeu com a mesma moeda. Utilizadores avulsos pegaram no vídeo de Trump e inverteram-no — com o presidente a ser atirado para o caixote, com Colbert a dançar, com variações que acumularam milhões de visualizações nas horas seguintes. É o meme a funcionar como democracia directa: a ferramenta que Trump usou para humilhar foi devolvida amplificada.

O contexto político importa para perceber a dimensão do momento. A taxa de aprovação de Trump caiu de 47% no início do segundo mandato para 34% em Abril de 2026, segundo o Pew Research Center — o valor mais baixo do segundo mandato. Em comparação com outros presidentes modernos na mesma fase do mandato, Obama estava entre 47-55%, Clinton em 50%, Biden entre 42-53%. Um presidente com estas taxas de aprovação que passa as madrugadas a publicar posts sobre comediantes está, no mínimo, a gerir mal o seu tempo político. 

Colbert, por sua vez, está a preparar a mudança para a NBC em Setembro. Jimmy Kimmel, que Trump já ameaçou explicitamente, continua no ar. Trump perguntou no Truth Social “quando é que a ABC vai despedir o Kimmel, que não tem graça nenhuma?” A resposta, por enquanto, é que não vai. 

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