“Baleia Assassina” estreia a 10 de Junho — uma orca em cativeiro, uma lagoa sem saída e três amigos em pânico

O subgénero do terror aquático tem uma história longa e uma fórmula que raramente falha quando bem executada: colocar personagens simpáticas em água, acrescentar um predador e retirar todas as saídas. Baleia Assassina chega a 10 de Junho às salas portuguesas com uma variação inteligente dessa fórmula — não é um tubarão, é uma orca, e o que a torna mais perturbadora é a história por detrás do animal.

Maddie sonhava ser violoncelista antes de um assalto trágico lhe tirar a audição permanentemente e a vida ao amigo Chad, que morreu a protegê-la. Um ano depois, a amiga Trish leva-a à Tailândia numa tentativa de reconstrução — e aproveita para visitar Ceto, uma orca em cativeiro numa instalação local. Acompanhadas pelo amigo Josh, entram às escondidas durante a noite. Na manhã seguinte, ao nadarem numa lagoa isolada nas proximidades, percebem que não estão sozinhos.

A realizadora Jo-Anne Brechin apostou numa abordagem visual que coloca o espectador dentro da água com as personagens — câmara subaquática, ângulos que retiram perspectiva e orientação, a sensação de que o predador pode vir de qualquer direcção. A premissa da perda auditiva de Maddie não é apenas caracterização: é um elemento narrativo que o filme usa para criar sequências de tensão específicas — uma personagem que não ouve os sons que normalmente avisam do perigo tem uma vulnerabilidade diferente da habitual.

O contexto da orca em cativeiro dá ao filme uma camada que As Fauces do Mar ou 47 Metros não têm: Ceto não é um predador selvagem numa situação natural — é um animal que foi capturado, confinado e que pode ter razões próprias para o que faz. É uma ambiguidade que os melhores filmes do género exploram bem. A 10 de Junho nas salas portuguesas, com distribuição NOS Audiovisuais.

“Tudo o Que Nunca Fomos” estreia amanhã — Margarida Corceiro e Maxi Iglesias na adaptação do fenómeno literário de Alice Kellen

“Boston Blue” estreia quarta-feira no TVCine — Donnie Wahlberg sai de Nova Iorque e leva Danny Reagan para Boston

Hugh Jackman é Robin Hood — e a A24 quer provar que “ele não era um herói”

“Perdidos em Alto-Mar” estreia a 3 de Junho — Zachary Levi e Josh Duhamel numa história real de sobrevivência

Há histórias que parecem inventadas mas não são. Em Fevereiro de 2009, quatro amigos saíram de Tampa, Florida, numa viagem de pesca. O barco virou a mais de cem quilómetros da costa. Três morreram. Um sobreviveu. Perdidos em Alto-Mar conta essa história — baseado no bestseller do New York Times de Nick Schuyler, o único sobrevivente — e estreia a 3 de Junho nas salas portuguesas, com distribuição NOS Audiovisuais.

Zachary Levi interpreta Schuyler, o homem que passou horas agarrado ao casco virado do barco com os seus três companheiros — o seu melhor amigo Will Bleakley e os jogadores da NFL Marquis Cooper e Corey Smith — enquanto as águas do Golfo do México os rodeavam com hipotermia, ondas e desespero progressivo. Josh Duhamel é o Capitão Timothy Close, o oficial da Guarda Costeira americano que liderou a operação de busca e salvamento contra probabilidades que a própria organização considerava esmagadoras.

O thriller de sobrevivência em mar aberto tem uma tradição cinematográfica sólida — de À Deriva a Poseidon — mas o que distingue Perdidos em Alto-Mar é a sua origem documental. Schuyler escreveu o livro dois anos depois dos acontecimentos, com a urgência de quem ainda estava a tentar perceber porque sobreviveu e os outros não. Essa questão — a sobrevivência como culpa tanto quanto como alívio — é o que transforma o filme de thriller em drama humano.

A 3 de Junho nos cinemas portugueses.

Hans Zimmer vai compor a música da série “Harry Potter” — e a questão é se vai usar os temas de John Williams

Alan Ritchson assinou um contrato de três anos com a Amazon — e disse que “Reacher é apenas o começo”

As estreias de 28 de Maio: Kane Parsons leva as Backrooms ao grande ecrã e Hitler tinha provadoras de comida