Gaten Matarazzo — Dustin Henderson em Stranger Things — vai fazer a sua estreia nos palcos de Londres num revival de Rent de Jonathan Larson no West End este Outono. É a primeira grande aposta teatral de um actor da geração Stranger Things — e uma escolha que diz muito sobre o que Matarazzo quer fazer a seguir ao fim da série.
Rent estreou na Broadway em 1996, um ano após a morte súbita de Larson na noite da primeira apresentação para convidados, e tornou-se num dos musicais mais influentes de sempre — uma adaptação da ópera La Bohème de Puccini para o East Village de Nova Iorque dos anos 90, com personagens que vivem com HIV/SIDA, lutam contra a pobreza e tentam fazer arte num mundo que os ignora. Ganhou o Pulitzer e o Tony de Melhor Musical em 1996. O filme de Chris Columbus com o elenco original saiu em 2005. E tick, tick… BOOM! de Lin-Manuel Miranda em 2021 reintroduziu Larson a uma nova geração — incluindo, muito provavelmente, Matarazzo.
O papel que Matarazzo vai interpretar no revival não foi ainda confirmado — o anúncio do Deadline indica a sua participação mas não o personagem específico. O West End tem uma tradição de revivals de Rent desde que o musical estreou em Londres em 1998 no Shaftesbury Theatre, mas esta produção parece ser a mais ambiciosa em anos. Para os fãs de Stranger Things em Portugal — onde a série foi um fenómeno — é exactamente o tipo de notícia de personalidade que vale a pena acompanhar.
James Gray tentou fazer FaceTime a Scarlett Johansson durante os sete minutos de ovação que Paper Tiger recebeu na estreia em Cannes. Ela não atendeu. Johansson tem uma boa desculpa: está em rodagens do Exorcist de Mike Flanagan e não conseguiu ir à Croisette.
O filme que ela não pôde ver sendo aplaudido é provavelmente o melhor da sua carreira fora do MCU. A TIME chamou-lhe “um thriller à moda antiga no melhor sentido — quietamente operático na sua intensidade”. O Hollywood Reporter disse que é o melhor filme de James Gray. O IndieWire elogiou uma obra “simultaneamente épica e pessoalmente assombrada”. Johansson substituiu Anne Hathaway no papel da mulher de Harvey Pearl, o que lhe permite explorar um sotaque do Tri-State area que já tinha usado na comédia Don Jon de 2013.
Baseado em Queens nos anos 80, Paper Tiger segue dois irmãos judeus americanos, Gary Pearl (Adam Driver) e Irwin Pearl (Miles Teller), ambiciosos e desesperados, que acabam enredados com a máfia russa. É o Gray mais acessível desde Two Lovers — um realizador que sempre soube construir personagens com a complexidade moral que o thriller americano raramente permite. A Neon adquiriu os direitos norte-americanos e internacionais. Data de estreia em Portugal ainda não confirmada mas esperada para o segundo semestre de 2026.
Dwayne Johnson tem uma das carreiras mais consistentes do cinema de entretenimento dos últimos vinte anos. Com The Smashing Machine — o seu trabalho mais aclamado pela crítica, disponível no Max em Portugal e rodar nos canais TVCine — a redefinir o que se espera dele como actor, aqui estão os dez filmes que valem mesmo a pena ver.
10. G.I. Joe: Retaliação (2013) Johnson entrou na franchise como Roadblock para salvar uma segunda parte que ninguém esperava que funcionasse — e funcionou. Acção directa e eficaz, com Johnson a fazer o que faz melhor: presença física e carisma que tapam qualquer buraco no argumento. Prime Video ✅ | Brasil: Prime Video ✅
9. Skyscraper (2018) Ex-agente do FBI com uma perna amputada a escalar o edifício mais alto do mundo em chamas para salvar a família. Mistura Die Hard com Cliffhanger e funciona porque Johnson nunca pisca — leva tudo a sério com uma convicção que o torna irresistível. Portugal: verificar JustWatch | Brasil: verificar JustWatch
8. San Andreas (2015) O maior terramoto da história da Califórnia e Johnson num helicóptero de salvamento a atravessar o estado para salvar a filha. Catástrofe de grande escala com coração — e sequências de destruição que ainda impressionam. Portugal: verificar JustWatch | Brasil: verificar JustWatch
7. Velocidade Furiosa 5 (2011) A entrada de Hobbs na franchise foi um dos momentos mais energéticos da saga. Johnson como o agente federal implacável que persegue Dom Toretto criou uma dinâmica com Vin Diesel que definiu os filmes seguintes — e a cena do confronto físico entre os dois continua a ser uma das mais memoráveis da saga. Portugal: verificar JustWatch | Brasil: verificar JustWatch
6. O Rundown (2003) Peter Berg dirigiu esta comédia de acção na selva com Seann William Scott e Christopher Walken. Arnold Schwarzenegger tem um cameo de passagem de testemunho que diz tudo sobre o que Johnson ia ser. É o Dwayne Johnson mais honesto e mais divertido fora da franchise Velocidade Furiosa. Portugal: alugar na Apple TV | Brasil: alugar na O Rundown
5. Jumanji: Bem-Vindo à Selva (2017) Johnson como o avatar do dweeb da escola é um dos seus papéis mais divertidos — e um dos mais inteligentes. 962 milhões de dólares globalmente. A química com Kevin Hart, Jack Black e Karen Gillan fez deste filme um dos maiores êxitos da sua carreira. Portugal: Netflix ✅ | Brasil: HBO Max ✅
4. Velocidade Furiosa: Hobbs & Shaw (2019) Johnson e Jason Statham num dueto de insultos mútuos e acção de escala épica. David Leitch realizou com a mesma energia de Deadpool 2 e Atomic Blonde. A sequência na Samoa, com Johnson a parar helicópteros com correntes humanas, é puro cinema de acção sem vergonha nenhuma. Prime Video/ SkyShowtime ✅ | Brasil: Prime Video ✅
3. Rampage (2018) Um gorila gigante, um lobo voador e um crocodilo enorme a destruir Chicago — e Johnson como o primatologista que tenta salvar o seu amigo animal. O melhor filme de monstros de Johnson e um dos mais honestos: sabe exactamente o que é e entrega sem hesitar.
2. Moana (2016) “You’re Welcome” é uma das canções de um filme Disney mais cantadas da última década. Johnson entregou-a com um prazer genuíno que ressoa em todas as versões do mundo. Tecnicamente animação — mas a sua presença vocal é tão central que ignorar o filme seria uma injustiça. Portugal: Disney+ ✅ | Brasil: Disney+ ✅
1. The Smashing Machine (2025) Benny Safdie dirigiu Johnson como Mark Kerr — o campeão de MMA que batalhou contra a dependência de drogas no auge da carreira — num biopic rodado em 16mm com Emily Blunt como a namorada que tentou mantê-lo à tona. Ganhou o Silver Lion em Veneza, valeu a Johnson uma nomeação ao Globo de Ouro e tem 71% no Rotten Tomatoes. É o Dwayne Johnson que ninguém esperava ver — e que muda completamente o que se pode esperar dele a seguir. Portugal: Max ✅ | Brasil: Max ✅
Menção honorária: Central Intelligence (2016) Johnson como Bob Stone — o aluno gordo e bullied do liceu que cresceu para se tornar num agente da CIA musculado mas socialmente desajustado — é o seu melhor trabalho de comédia. A dinâmica com Kevin Hart funciona com uma precisão que os seus filmes de acção pura raramente atingem.
E vocês? O que acham desta lista? Deixei-nos os vossos comentários.
Hermann Göring foi o segundo homem mais poderoso do Terceiro Reich, o criador da Gestapo, o comandante da Luftwaffe e o único líder nazi com carisma e inteligência suficientes para ameaçar o próprio Hitler. No banco dos réus em Nuremberga, em 1945, mostrou-se também o único acusado capaz de usar o julgamento como palco — respondendo com argúcia às perguntas dos procuradores, manipulando os seus co-arguidos e, segundo os registos históricos, gerindo a sua própria defesa com uma competência que perturbou profundamente os aliados. Nuremberga — que estreia esta sexta-feira, 22 de Maio, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e TVCine+ — é a história do homem encarregado de o avaliar antes do julgamento: o psiquiatra americano Douglas Kelley.
Russell Crowe interpreta Göring com a contenção calculada que a personagem exige — não o monstro berrador do imaginário popular, mas o político astuto que sabia exactamente o efeito que cada palavra produzia. Rami Malek é Kelley, o jovem psiquiatra do exército americano que chega a Nuremberga convicto de que vai encontrar a explicação clínica para a maldade — e que progressivamente percebe que Göring não cabe em nenhuma categoria que a psiquiatria da época conseguia definir. O duelo entre os dois — intelectual, psicológico, moral — é o coração do filme.
James Vanderbilt realiza a partir do seu próprio argumento — o mesmo Vanderbilt que escreveu Zodíaco de David Fincher, talvez o melhor thriller de procedimento policial da última década. A comparação não é acidental: Nurembergatem a mesma estrutura de investigação obsessiva, a mesma atenção ao detalhe histórico e a mesma recusa em simplificar o que é genuinamente complexo. Göring não é reabilitado — mas é compreendido com uma profundidade que torna o filme mais perturbador do que qualquer retrato de maldade directa conseguiria ser.
O filme chegou aos cinemas portugueses em Fevereiro e foi um dos títulos mais discutidos do início do ano — com historiadores e críticos a debater a fidelidade histórica e a pertinência de humanizar, mesmo que parcialmente, uma figura como Göring. Essa discussão não tem resposta fácil. É precisamente isso que o faz valer a pena ver uma segunda vez — ou uma primeira, para quem perdeu a estreia em sala. Sexta-feira, 22 de Maio, às 21h30, TVCine Top e TVCine+.
O fim chegou. Depois de cinco temporadas, oito anos e uma das franjas mais criativas e mais corajosas da televisão de streaming, The Boys termina amanhã — com o episódio final disponível no Prime Video a partir das primeiras horas da manhã de 19 de Maio em Portugal.
Antes disso, hoje é dia de cinema. Os dois últimos episódios de The Boys estão a ser exibidos em sessões de cinema em 4DX em todo o mundo — em Portugal nos cinemas UCI El Corte Inglés em Lisboa e NOS Forum Almada, entre outros. É uma forma de despedida que a Amazon escolheu deliberadamente: uma série que sempre funcionou como evento merece um encerramento à altura.
A quinta temporada foi a mais ambiciosa. A morte de Homelander no episódio seis — depois de anos a ser o vilão mais ameaçador e mais complexo do streaming — foi tratada com uma seriedade que o personagem merecia. O cameo de Samuel L. Jackson como a voz de um tubarão-martelo foi o momento mais divertido. E o penúltimo episódio, onde a ideologia de Homelander encontra o seu espelho no mundo real americano, foi o mais perturbador de toda a série. Eric Kripke prometeu um final “sem precedentes”. Amanhã ficamos a saber se cumpriu.
As cinco temporadas estão disponíveis no Prime Video em Portugal. Para quem ainda não viu e quer tentar uma maratona antes do final — boa sorte.
Fjord de Cristian Mungiu recebeu 10 minutos de ovação na estreia em Cannes esta noite — com Sebastian Stan e Renate Reinsve em lágrimas no palco. É o maior acolhimento do festival até agora, superando os seis minutos de Hope ontem.
A história é simples na premissa e devastadora na execução: Mihai Gheorghiu (Stan) é um pai romeno devoto, austero e sem sentido de humor que se muda com a família para a aldeia norueguesa natal da mulher (Reinsve). Quando suspeitas de comportamento perturbador em relação aos filhos surgem, o serviço de protecção de menores norueguês intervém — e o que se segue é uma guerra de valores entre a criação conservadora da família e as normas progressistas do estado nórdico.
O Deadline considerou o filme “Palme d’Or-worthy” — um filme que “se recusa a tomar partido e encontra o seu poder em não dar respostas fáceis, apenas questões sobre o que é certo e o que é errado”. O IndieWire e o Variety foram mais cautelosos, apontando que o filme perde força quando transita para o drama de tribunal — mas ambos elogiam as performances dos dois protagonistas.
Stan, nascido na Roménia, falou romeno no filme pela primeira vez na sua carreira cinematográfica — uma escolha de Mungiu que o realizador descreveu como “uma feliz coincidência: ele fala algum romeno e quis usar isso”. É um detalhe que os fãs do actor vão certamente apreciar. A Neon adquiriu os direitos norte-americanos e internacionais — a mesma distribuidora de Hope, de Paper Tiger e de todos os vencedores da Palma de Ouro desde 2019.
Hope de Na Hong-jin recebeu seis minutos de ovação no Grande Auditório Lumière — e depois dividiu radicalmente a crítica. É o filme mais polarizador do festival até agora, e as reacções de ambos os lados são suficientemente expressivas para contar uma história própria.
Do lado dos entusiastas: “Electrizante e completamente maluco — como se o RRR estivesse em crack com ficção científica e queimado com combustível de avião”, escreveu um crítico no X. “Acordei a pensar nele. Justificou toda a viagem a Cannes”, escreveu outro. O Hollywood Reporter foi mais medido mas igualmente positivo: “É raro um thriller de acção que acontece quase inteiramente em plena luz do dia. Hope agarra-te imediatamente com a sua cinematografia virtuosa, banda sonora de pulso acelerado e personagens bem definidas.”
Do lado dos céticos: o IndieWire foi directo: “Tem alguns dos piores efeitos visuais deste lado do canal Syfy.” A mesma crítica comparou um momento de Fassbender a “o seu próprio momento Rei dos Escorpiões em 2026 — e em Competição em Cannes, não menos.” Outros apontam para VFX “inacabados” que sugerem que Na Hong-jin acelerou a pós-produção para cumprir o prazo de Cannes — e que isso se nota em determinadas sequências onde a física simplesmente não convence.
O TheWrap chamou-lhe “um glorioso filme de género” e o Screen International descreveu-o como “um massacre pedal ao fundo cheio de ritmo implacável e espectáculo gráfico”. O Rotten Tomatoes está nos 75% com apenas 12 críticas — um número que vai certamente mudar nas próximas horas. A distribuição em Portugal ficará a cargo da MUBI, que adquiriu os direitos para a Península Ibérica.
Atenção: Este artigo contém spoilers do episódio final de Outlander.
Outlander encerrou oito temporadas e doze anos com um final deliberadamente ambíguo — o showrunner Matthew B. Roberts queria que os espectadores “fizessem o seu próprio final”. A série, baseada nos romances de Diana Gabaldon, acompanhou Jamie e Claire Fraser desde 1945 até aos campos de batalha da Revolução Americana — e o episódio final não fugiu à tradição da série de deixar questões em aberto.
A Batalha de Kings Mountain termina com os Patriotas vitoriosos e Jamie a sobreviver — contrariando a profecia de Frank Randall que durante anos pesou sobre a série. Mas a vitória é imediatamente seguida de tragédia: Jamie é baleado no coração por um oficial britânico capturado, e Claire, que sente o tiro à distância, corre de volta para ele. O final mostra os dois a abrirem os olhos e a respirarem fundo — uma imagem que Roberts descreveu como aberta a interpretação: “Podes fazer o teu próprio final. O que é que significa para ti?”
A última cena filmada por Caitríona Balfe e Sam Heughan foi Claire e Jamie na cama a falar sobre abelhas. “Chorei uma montanha de lágrimas depois de gritar ‘Corta'”, disse Balfe. “O Sam ficou muito quieto — a forma dele de lidar com as emoções. A minha foi emocionar toda a gente à minha volta.”
Roberts confirmou que está a explorar possíveis spin-offs para além de Outlander: Blood of My Blood — a série prequel sobre os pais de Jamie e Claire, cuja segunda temporada chega no Outono de 2026. Um spin-off sobre Lord John Grey com o actor David Berry está “em consideração activa”. Quando questionados sobre um possível regresso, Heughan disse “nunca digam nunca” e Balfe repetiu as mesmas palavras — acrescentando que “os nossos olhos abriram-se, por isso nunca digam nunca”.
Em Portugal, Outlander está disponível em todas as temporadas no Amazon Prime Video.
Michael — o biopic de Michael Jackson — voltou ao número 1 da bilheteira americana com 27 milhões de dólares na sua terceira semana de exibição, enquanto Obsession, o novo thriller de terror com Michael Johnston, abriu em segundo lugar com 14 milhões de dólares e uma nota CinemaScore de A-. O Diabo Veste Prada 2 caiu para terceiro lugar na sua terceira semana.
Que Michael regresse ao número 1 na terceira semana é um feito que raramente acontece — significa que há espectadores a ver o filme pela segunda vez e que o word-of-mouth está a funcionar de forma consistente. O biopic de Antoine Fuqua sobre Jackson, com Jaafar Jackson no papel do pai, tem gerado debate intenso desde a estreia — sobre a representação dos abusos, sobre a separação entre artista e obra, sobre o legado de uma das figuras mais complexas da história da música popular — e esse debate, paradoxalmente, continua a levar pessoas às salas.
Obsession, por sua vez, confirma a tendência do verão americano de 2026: o terror está a funcionar. Com um orçamento modesto e uma nota CinemaScore de A- — o que significa que o público que foi vê-lo gostou genuinamente — é exactamente o tipo de surpresa que o mercado de Maio raramente produz. O título ainda não tem data de estreia confirmada em Portugal.
O total acumulado da bilheteira americana em 2026 continua a correr bem acima do mesmo período do ano passado, com Michael, O Diabo Veste Prada 2, The Mandalorian and Grogu e Obsession a prometem um verão sólido para o cinema em sala.
A 70.ª edição da Eurovisão, realizada ontem em Viena, coroou a Bulgária vencedora pela primeira vez na história do país. Dara e a sua “Bangaranga” acumularam 516 pontos — vencendo tanto o júri profissional como o voto do público em simultâneo, uma façanha que não acontecia desde 2017. Israel ficou em segundo lugar com “Michelle” de Noam Bettan. Portugal não se qualificou para a final.
A vitória de Dara foi uma surpresa. A Bulgária não estava entre os favoritos quando as luzes se acenderam na Wiener Stadthalle na noite de sábado. “Bangaranga” chegou à semana do festival como um dark horse — mas a actuação ao vivo, com uma coreografia intensa e um refrão de “Welcome to the riot!” que não saía da cabeça de ninguém, captou progressivamente o entusiasmo da sala e dos telespectadores. Quando o resultado foi anunciado, Dara colapsou no chão do palco antes de aceitar o Crystal Microphone — o troféu de vidro do concurso — das mãos de JJ, o vencedor austríaco de 2025.
A edição deste ano foi marcada pela polémica em torno da participação de Israel. Irlanda, Eslovénia, Espanha, Países Baixos e Islândia retiraram-se entre Setembro e Dezembro de 2025 em protesto contra a decisão da União Europeia de Radiodifusão de permitir a participação israelita durante a guerra em Gaza. Israel acabou em segundo lugar — o mesmo resultado do ano anterior. A Bulgária organizará a próxima edição da Eurovisão, em 2027 — a primeira vez que o país acolhe o concurso.
A canção foi co-escrita pela própria Dara com Anne Judith Wik, Cristian Tarcea e o grego Dimitris Kontopoulos — o mesmo produtor por detrás de vários hits do concurso ao longo dos anos. Para um país que esteve ausente da Eurovisão durante três anos antes de 2026, e que regressou precisamente para ganhar, é um final de história que os guionistas do concurso dificilmente teriam ousado escrever.
Os dois episódios finais de The Boys estreiam em sessões de cinema em 4DX a 19 de Maio, antes de chegarem ao Prime Video a 20 de Maio. É o fim de uma das séries mais influentes e mais corajosas da televisão de streaming — e os criadores decidiram que merecia um momento cinematográfico antes de chegar ao sofá.
A quinta temporada de The Boys — a última, confirmada pelos criadores desde o início — tem sido a mais ambiciosa da série. Eric Kripke prometeu um final “sem precedentes” e as últimas semanas provaram que não estava a exagerar: a morte de Homelander no episódio seis, a aparição de Samuel L. Jackson como a voz de um tubarão-martelo, a destruição do edifício da Vought numa sequência de acção que custou mais do que alguns filmes de médio orçamento. Faltam dois episódios para o fim.
Para os fãs portugueses, a questão prática é onde ver a estreia em 4DX — os cinemas com essa tecnologia em Portugal incluem o UCI El Corte Inglés em Lisboa e o NOS Forum Almada. O Prime Video traz os episódios na manhã de 20 de Maio para Portugal. A série está disponível na íntegra no Prime Video, e a maratona das cinco temporadas antes do final é uma das melhores formas de passar uma semana.
Parallel Tales de Asghar Farhadi recebeu sete minutos de ovação na estreia em Cannes — um dos mais longos da história recente do festival, e uma validação tão eloquente quanto qualquer prémio para um realizador que chegou à Croisette carregando o peso de ser iraniano num mundo que o seu governo quer que não exista.
Farhadi — o realizador de A Separação (Óscar de Melhor Filme Internacional, 2012), O Vendedor (Óscar de Melhor Filme Internacional, 2017) e de alguns dos thrillers morais mais precisos do cinema contemporâneo — está em Cannes apesar de tudo. Apesar das restrições do regime iraniano. Apesar de anteriores conflitos com o estado sobre os seus filmes. Apesar de um sistema que preferia que ele ficasse em casa. Que o festival lhe dê sete minutos de pé é também um gesto político — sem discurso, sem comunicado, apenas palmas.
Parallel Tales tem no elenco Catherine Deneuve e Isabelle Huppert — duas das maiores actrizes da história do cinema francês, juntas pela primeira vez num mesmo projecto. Isabelle Huppert foi vista na estreia visivelmente emocionada após a ovação. A distribuição norte-americana ainda não foi confirmada, mas a presença em Competição com este elenco torna Parallel Tales numa das candidatas mais sólidas ao prémio de Melhor Actriz — embora a pergunta sobre qual das duas seria nomeada seja, em si mesma, um problema agradável para o júri.
Hope de Na Hong-jin estreia amanhã, 17 de Maio, no Grande Auditório Lumière, com 2 horas e 40 minutos de duração. É o filme mais aguardado da Competição Oficial do 79.º Festival de Cannes — e há um detalhe que ninguém da produção confirmou mas que todos na indústria estão a discutir: uma fonte disse ao World of Reel que Na Hong-jin rodou material suficiente para um corte de 4 horas e meia, o que levanta a possibilidade de Hope ser apenas a Parte 1 de uma saga.
A história passa-se em Hope Harbor, uma aldeia remota perto da Zona Desmilitarizada coreana. O chefe de polícia Bum-seok é alertado para o avistamento de um tigre. À medida que investiga, percebe que o que ameaça a comunidade é algo muito mais perturbador do que um animal selvagem. A música é de Michael Abels — o compositor de Get Out, Us e Nope de Jordan Peele — uma escolha que diz muito sobre o tom do filme: terror que trabalha debaixo da superfície, ansiedade que se instala antes de qualquer imagem explícita.
O elenco inclui Hwang Jung-min, Zo In-sung, Jung Ho-yeon, Taylor Russell, Cameron Britton, Alicia Vikander e Michael Fassbender — casados na vida real. É o filme coreano mais esperado de Cannes desde Decision to Leave de Park Chan-wook em 2022 — e o presidente do júri desta edição é precisamente Park Chan-wook, o que torna o encontro entre os dois realizadores ainda mais carregado de significado. A Palma de Ouro será entregue a 23 de Maio.
Uma semana antes do episódio final do Late Show — marcado para 21 de Maio — David Letterman subiu ao telhado do Ed Sullivan Theater com Stephen Colbert e deitou abaixo cadeiras de estúdio, melancias e um bolo com a inscrição “The Late Show 1993-2026” sobre o logótipo da CBS desenhado no chão da rua. É exactamente o tipo de bit que só Letterman podia fazer — e que só fazia sentido neste momento.
“Pensei que esta ocasião podia ser um pouco triste, ser o fim do teu programa aqui. Mas isto enche-me de verdadeira alegria. Estamos aqui para a destruição gratuita de propriedade da CBS!”, disse Letterman antes de começar a atirar mobília. A referência era directa: atirar coisas do telhado era um dos bits mais famosos do antigo Late Show de Letterman. Colbert havia sido informado no início do programa que não podia fazer o mesmo. Esperou onze anos.
O contexto importa para perceber a intensidade do momento. O Late Show foi cancelado pela CBS em circunstâncias que muitos na indústria associaram à mudança de controlo da rede para a família Ellison — próxima de Trump — com o presidente americano a celebrar publicamente o fim do programa. Letterman tinha chamado anteriormente aos executivos da CBS “mentirosos e cobardes”. Atirar a mobília deles do telhado foi, portanto, mais do que um bit — foi uma declaração.
Letterman despediu-se com: “Nas palavras do grande Ed Murrow, boa noite e boa sorte, motherf*ckers!” O episódio final do Late Show with Stephen Colbert é a 21 de Maio. Entre os convidados da semana final contam-se Jon Stewart, Steven Spielberg e Bruce Springsteen.
Sam Raimi foi confirmado pela Lionsgate para realizar Magic, uma adaptação moderna do romance de William Goldman que em 1978 deu origem ao filme realizado por Richard Attenborough e protagonizado por Anthony Hopkins como um ventriloquista cujo fantoche maligno vai tomando controlo da sua mente.
É a combinação mais natural do ano no cinema de género. Raimi — o criador de Evil Dead, realizador de A Teia de Aranha e de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura — tem uma carreira construída sobre o terror psicológico com humor negro e uma energia visual inconfundível. O seu último filme, Send Help, com Rachel McAdams e Dylan O’Brien, marcou o seu regresso ao horror com as melhores críticas em mais de quinze anos e perto de 100 milhões de dólares globalmente. Magic é a continuação natural desse regresso.
O argumento é de Mark Swift e Damian Shannon — os mesmos de Send Help e de Freddy vs. Jason e do remake de Sexta-Feira 13 — numa reunião da equipa que claramente funciona. A história segue um comediante falhado que usa um fantoche de ventriloquismo no seu número e de repente atinge a fama — mas as pressões do sucesso fraccionam o seu estado mental, com o fantoche “Fats” a tomar progressivamente controlo do seu comportamento. A performance de Hopkins no original presagiava o seu Óscar por O Silêncio dos Inocentes anos mais tarde — a intensidade fria, o sorriso que não chega aos olhos, a sensação de que algo está fundamentalmente errado por baixo da superfície encantadora.
Os argumentistas reagiram no Bluesky ao anúncio: “Vai ser insano.” Acreditamos neles. Elenco e data de estreia ainda não confirmados.
Pete Davidson e a modelo Elsie Hewitt separaram-se após meses de tentativas de resolver problemas na relação que se seguiram ao nascimento da filha, Scottie Rose, em Dezembro de 2025. A confirmação chegou hoje através do TMZ e do People — e com ela o fim de uma relação que se moveu a uma velocidade que surpreendeu toda a gente que a seguiu.
Davidson, 32, e Hewitt, 30, tornaram a relação pública em Março de 2025, anunciaram a gravidez em Julho e foram pais em Dezembro. Nove meses do início ao nascimento da filha — um ritmo que os meios de comunicação americanos descreveram como “hiper-acelerado” e que, segundo fontes próximas do casal citadas pelo People, criou pressões consideráveis numa relação ainda muito recente. “Querem que um e outro sejam felizes. Há problemas, mas estão a tentar resolver as coisas juntos”, disse uma fonte ao People. Apesar da separação, as fontes garantem que Davidson e Hewitt estão focados na co-parentalidade de Scottie Rose.
A notícia chega numa semana que já estava a ser turbulenta para Davidson. No domingo, participou no Roast de Kevin Hart na Netflix — um especial que já está disponível na plataforma — e o seu set gerou polémica considerável. Davidson fez uma piada sobre Charlie Kirk, o activista conservador americano assassinado em Setembro de 2025, que foi recebida com silêncio na sala e com reacções acesas nas redes sociais. Segundo fontes citadas pelo Hollywood Reporter, Davidson tinha sido avisado antes do espectáculo de que a piada podia ser problemática — e avançou na mesma.
É o Pete Davidson de sempre — capaz de fazer rir e de se meter em sarilhos com a mesma facilidade, muitas vezes na mesma semana. A diferença agora é que tem uma filha de cinco meses. Isso muda o cálculo de tudo.
Em 2001, Reese Witherspoon entrou em Harvard com um fato cor-de-rosa e um chihuahua na mala e mudou para sempre o que se entendia por comédia de formação feminina. Vinte e cinco anos depois, o Prime Video vai mostrar quem era Elle Woods antes de tudo isso. Elle — o prequel da série — estreia a 1 de Julho com dez episódios, já renovado para uma segunda temporada antes de a primeira chegar ao ecrã.
A série passa-se em 1995 e segue Elle Woods (Lexi Minetree) no liceu em Bel-Air, antes de a família se mudar para Seattle quando o pai perde o emprego. É um universo conhecido — amizades complicadas, romance proibido e escolhas de moda questionáveis — mas numa versão mais jovem e mais vulnerável da personagem que toda a gente conhece. Minetree foi escolhida entre centenas de candidatas numa procura que Witherspoon — produtora executiva da série — disse ter sido inspirada por Wednesday da Netflix: “Vi aquela série e pensei: devíamos fazer Elle Woods no liceu, porque queria perceber quem ela era antes da faculdade.”
O elenco inclui June Diane Raphael como a mãe de Elle e Tom Everett Scott como o pai. Num dos seus últimos papéis antes de falecer, James Van Der Beek — Dawson de Dawson’s Creek — interpreta o director da escola. É um detalhe que vai certamente emocionar quem cresceu com ambas as séries nos anos 90 e 2000.
A segunda temporada já está em rodagens em Vancouver — o que significa que o Prime Video apostou na série muito antes de saber como o público vai reagir. Em Portugal, Elle estará disponível a 1 de Julho no Prime Video.
ATENÇÃO: Este artigo contém spoilers do episódio 7 da quinta temporada de The Boys.
Com dois episódios para o fim da série — a estreia do episódio final está marcada para 19 de Maio em sessões de cinema em 4DX, antes de chegar ao Prime Video a 20 de Maio — Eric Kripke conseguiu encaixar no penúltimo episódio um cameo que fez toda a gente fazer pausa e recuar. A voz inconfundível pertencia a Samuel L. Jackson. A personagem era Xander — um tubarão-martelo.
Jackson empresta a voz a Xander, o animal marinho que transportou The Deep (Chace Crawford) numa perseguição a A-Train no início da temporada. No episódio 7, Xander regressa — furioso. Uma explosão de pipeline destruiu grande parte da vida marinha do oceano, e Xander não está com paciência para The Deep. É a continuação natural da tradição da série de escalar celebridades para vozes de animais marinhos: Tilda Swinton foi a voz de Ambrosius, o polvo com quem The Deep se apaixonou na quarta temporada.
“Queríamos uma voz muito distinta — e quem tem uma voz mais distinta em Hollywood do que Sam Jackson? Fomos directamente ao agente dele. Era a nossa primeira escolha, e perguntámos: ‘Ele quer fazer isto?’ Jackson gosta da série e aceitou de imediato. Isso é um item da lista de desejos — ouvir Sam Jackson a ler os teus diálogos”, disse Kripke ao Polygon. Jackson gravou as suas falas durante uma manhã livre em Nova Iorque, com Kripke a dirigir remotamente de Los Angeles. A quinta temporada de The Boys está disponível no Prime Video em Portugal.
Matt Reeves não fez nenhum comunicado de imprensa. Publicou GIFs no X. Para anunciar Scarlett Johansson, usou uma imagem dela em Under the Skin com a legenda “Next exit, Gotham… Welcome.” Para Sebastian Stan, um GIF do actor com a legenda “In a Gotham state of mind… Welcome.” É a forma mais 2026 possível de confirmar o elenco de um dos filmes mais aguardados de 2027 — e funcionou exactamente como estava planeado.
Stan está confirmado no papel de Harvey Dent, o procurador de Gotham que se tornará em Duas Caras. Johansson interpreta Gilda Dent, a mulher de Harvey — um papel central na história de Batman: The Long Halloween de Jeph Loeb, que parece inspirar este segundo filme. Charles Dance foi confirmado como Charles Dent, o pai de Harvey; Brian Tyree Henry e Sebastian Koch juntam-se também ao elenco. Os actores confirmados anteriormente — Robert Pattinson como Bruce Wayne, Colin Farrell como o Pinguim, Jeffrey Wright como o Comissário Gordon e Andy Serkis como Alfred — regressam.
A migração de actores Marvel para DC continua a ser um dos temas mais comentados da indústria. Stan e Johansson co-protagonizaram os filmes dos Vingadores durante uma década — e agora aparecem juntos em Gotham. Reeves disse que o segundo filme se focará mais em Bruce Wayne do que em Batman, “porque o primeiro está tão focado no Batman”. A estreia está marcada para 1 de Outubro de 2027 nos cinemas portugueses.
John Travolta pilotou o seu próprio avião até Cannes — a única forma de chegar que fazia sentido para um homem com mais de 9.000 horas de voo no currículo e um filme sobre aviação para estrear. O que não esperava era o que o esperava antes da sessão.
Thierry Frémaux, o director artístico do festival, apresentou a Travolta uma Palma de Ouro honorária surpresa momentos antes da estreia mundial de Propeller One-Way Night Coach, o seu filme de estreia como realizador. Travolta agarrou o peito visivelmente emocionado. “Surprise complétement!”, exclamou em francês entre lágrimas. “Não acredito. Era a última coisa que esperava.”
“Quando me disseste que esta seria a noite especial, não sabia que significaria isto. Este momento é de uma humildade enorme”, disse a Frémaux. “Isto está para além do Óscar.” A afirmação — vinda de um actor com duas nomeações ao Óscar, o autor de Danny Zuko, Tony Manero e Vincent Vega — diz tudo sobre o peso que Cannes tem para os cineastas que o frequentam há décadas.
Propeller One-Way Night Coach, baseado no livro homónimo que Travolta escreveu em 1997 como prenda de Natal para a família, foi o primeiro filme escolhido para a 79.ª edição do festival — selecionado por Frémaux em Novembro passado antes de qualquer outro título. A história passa-se em 1962 e segue um jovem entusiasta da aviação e a sua mãe numa viagem de avião cross-country de Washington para Los Angeles. A filha de Travolta, Ella Bleu, está no elenco como uma hospedeira de bordo. Pai e filha percorreram o tapete vermelho juntos, de preto coordenado.