STAR Comedy em Junho: “Turno de Loucos” regressa e John Cena vai a uma festa que não devia

O STAR Comedy tem em Junho uma estreia que merece atenção e um ciclo de filmes de comédia para os fins de semana.

A 18 de Junho às 21h00 estreia a segunda temporada de Turno de Loucos — o título português de St. Denis Medical, a série hospitalar de comédia nomeada para três Critics Choice Awards que acompanha a enfermeira Alex, recém-promovida a supervisora num serviço de urgências do Oregon com poucos recursos e muita dedicação. É a comédia hospitalar que The Pitt não é — mais leve, mais acessível, com o humor a funcionar como válvula de escape para a pressão de um ambiente de urgência sobrecarregado. O primeiro episódio da nova temporada tem como convidados Draymond Green, Lauren Lapkus e Tim Baltz. Emissão de segunda a sexta-feira.

Nos fins de semana, o canal propõe: Campo de Magia a 6 de Junho às 22h30, com Adam Devine e Gillian Jacobs num campo de verão para aspirantes a ilusionistas — comédia familiar com coração genuíno. Amigos Passageiros a 20 de Junho com John Cena, Lil Rel Howery e Yvonne Orji — a comédia sobre um casal certinho que passa uma semana desinibida com dois estranhos loucos no México e depois os encontra no próprio casamento. É exatamente tão caótico quanto parece. Polícias em Grandes Apuros a 21 de Junho e É o Fim do Mundo a 28 de Junho fecham o mês.

STAR Life em Junho: uma nova série turca, Mariska Hargitay de volta e Clint Eastwood no domingo

STAR Movies em Junho: 172 westerns e seis clássicos para os aficionados do género

NOS Studios em Junho: Jake Gyllenhaal e Daniela Melchior, Dwayne Johnson no Pólo Norte e Luca Guadagnino em modo de obsessão

STAR Life em Junho: uma nova série turca, Mariska Hargitay de volta e Clint Eastwood no domingo

Junho no STAR Life abre com duas estreias seguidas e fecha com um dos romances mais amados do cinema dos anos 90.

A 1 de Junho, às 19h45, estreia Bahar — a nova série turca do canal, com Demet Evgâr como uma mulher que passou anos a viver na sombra do marido médico e que, ao ser confrontada com uma doença grave, decide repensar tudo: o casamento, as escolhas, a identidade que foi abandonando ao longo dos anos. É o drama turco no registo que funciona — emoção concentrada, protagonista feminina com trajectória clara, ritmo de telenovela com ambição de série. Emissão de segunda a sexta-feira, à tarde.

Na terça-feira seguinte, 2 de Junho às 23h00, regressam novos episódios da 27.ª temporada de Lei & Ordem: Unidade Especial — a série com Mariska Hargitay como Capitã Olivia Benson que está agora na sua 27.ª temporada e continua a ser uma das mais vistas do género policial americano. Esta temporada traz de volta Amanda Rollins (Kelli Giddish) como capitã, depois de ausências prolongadas — um regresso que os fãs mais fiéis da série vão apreciar. Emissão todas as terças-feiras.

Nos domingos à noite, o canal propõe um ciclo de cinema variado: As Pontes de Madison County com Clint Eastwood e Meryl Streep a 7 de Junho às 22h20 — o romance de 1995 que já cobrimos e que não precisa de apresentação. Magic Mike: A Última Dança de Steven Soderbergh com Channing Tatum e Salma Hayek a 14 de Junho. Bros — Uma História de Amor de Judd Apatow e Nicholas Stoller a 20 de Junho — a comédia romântica com Billy Eichner e Luke Macfarlane que foi o primeiro grande romcom de estúdio americano com protagonistas homossexuais. E 2 Corações a 28 de Junho.

NOS Studios em Junho: Jake Gyllenhaal e Daniela Melchior, Dwayne Johnson no Pólo Norte e Luca Guadagnino em modo de obsessão

STAR Movies em Junho: 172 westerns e seis clássicos para os aficionados do género

Trump atirou Colbert ao lixo com IA — e a internet respondeu com o mesmo método

STAR Movies em Junho: 172 westerns e seis clássicos para os aficionados do género

O STAR Movies decidiu que Junho é o mês do Oeste. Durante trinta dias, o canal emite 172 westerns — sete dias por semana, a todas as horas — numa programação que vai de John Wayne a Gregory Peck, de James Stewart a Robert Redford. É o canal a fazer aquilo que os canais temáticos fazem melhor quando se comprometem a sério: criar um evento.

Os destaques estão espalhados pelo mês com critério. A 3 de Junho, às 21h15, Alvorada Vermelha abre o ciclo — um clássico dos anos 50 que foi nomeado para Melhor Filme no Festival de Veneza e que representa o western no seu estado mais puro. A 6 de Junho, Fronteiras do Orgulho conta a história de um agente americano que se coloca ao lado de uma reserva Apache contra o próprio exército — um dos westerns mais politicamente incómodos da sua época.

A 11 de Junho, Terra Distante com James Stewart — o actor que ganhou o Óscar de Melhor Actor e que Hitchcock escolheu para Vertigo — é uma das propostas mais sólidas do mês. A 19 de Junho, A Honra de um Herói reconta a história de Pancho Villa e da Revolução Mexicana com a ajuda de um aviador americano. A 26 de Junho, O Cowboy Eléctrico de Sydney Pollack — o realizador de dois Óscares — junta Robert Redford e Jane Fonda numa das colaborações mais inesperadas do western tardio. O mês fecha a 29 de Junho com O Parceiro do Diabo, protagonizado por Gregory Peck, que ganhou o Óscar de Melhor Actor por A Matar um Mockingbird — um nome que garante qualidade mesmo nos seus filmes menos conhecidos.

172 westerns. Um mês. STAR Movies, posição 22 HD nos principais operadores.

Charlie Heaton de “Stranger Things” é o filho de Tommy Shelby — “Peaky Blinders” regressa nos anos 50
Grizz Chapman de “30 Rock” morreu aos 52 anos — depois de anos a lutar contra doença renal

Trump atirou Colbert ao lixo com IA — e a internet respondeu com o mesmo método

NOS Studios em Junho: Jake Gyllenhaal e Daniela Melchior, Dwayne Johnson no Pólo Norte e Luca Guadagnino em modo de obsessão

Junho chega ao NOS Studios com uma programação que cobre praticamente todos os géneros — e com dois títulos que justificam por si sós ligar o canal.

O destaque da primeira semana é Hotel Amor, a 6 de Junho às 21h15 — e é português. Hermano Moreira dirige Jessica Athayde, Francisco Froes, Margarida Corceiro e Júlia Palha numa comédia romântica passada em Lisboa, onde a gerente workaholic de um hotel em vias de ser vendido tem de provar o seu valor num dia que parece não ter fim — com hóspedes excêntricos, funcionários caóticos e um amor do passado a complicar tudo. É o cinema português de entretenimento a funcionar no registo em que melhor resulta: reconhecível, bem disposto e com um elenco que o público já conhece e aprecia.

No dia seguinte, 7 de Junho, chega Red One: Missão Secreta — Dwayne Johnson e Chris Evans numa aventura de Natal fora de época que Jake Kasdan realizou como se fosse um filme de acção da Marvel com o Pai Natal como MacGuffin. J.K. Simmons é o Pai Natal. Lucy Liu está também no elenco. É exactamente tão absurdo quanto parece — e funciona precisamente por isso.

A 13 de Junho, Queer de Luca Guadagnino é o título mais exigente do mês. Daniel Craig como um expatriado americano à deriva na Cidade do México dos anos 50 que se apaixona obsessivamente por um jovem misterioso (Drew Starkey) — baseado na novela de William S. Burroughs, com Lesley Manville e Jason Schwartzman no elenco. Guadagnino vem de Challengers e de Bones and All — e Queer confirma que o realizador italiano está numa das fases mais produtivas e mais corajosas da sua carreira.

A 14 de Junho, The Ministry of Ungentlemanly Warfare de Guy Ritchie junta Henry Cavill, Alan Ritchson, Eiza González e Henry Golding numa missão clandestina britânica contra os nazis na Segunda Guerra Mundial. Ritchie no seu elemento — acção estilizada, humor seco, ritmo implacável.

Na terceira semana, Almas Marcadas (20 de Junho) é o romance do mês com Chase Stokes — o John B de Outer Banks— e Sydney Taylor numa história de mundos opostos que se atraem. Nick Cassavetes realiza. Para quem acompanhou Outer Banks, é o Stokes num registo diferente mas familiar.

A 21 de Junho, Alarum: Código Mortal junta Scott Eastwood e Sylvester Stallone em modo de acção retro — dois ex-espiões que tentam sair da vida e são puxados de volta por um disco rígido ultrassecreto. É o filme de sábado à noite perfeito para não pensar demasiado.

A última semana tem Terapia de Família (27 de Junho) — a comédia francesa com Christian Clavier onde um homem ansioso se apaixona pela filha do seu próprio terapeuta — e, a fechar o mês em beleza, Road House (28 de Junho). O remake de Doug Liman do clássico de 1989 tem Jake Gyllenhaal como ex-lutador de UFC contratado para seguranças um bar na Florida Keys — e Daniela Melchior e Conor McGregor no elenco. É o Road House que toda a gente esperava e que o Prime Video lançou sem grande cerimónia em 2024. O NOS Studios dá-lhe a segunda oportunidade que merecia.

Aos domingos de manhã há animação para os mais novos: D’Artacão e os Três Moscãoteiros — O Filme (7 de Junho), A Fábrica dos Sonhos (14 de Junho), Os Super-Heróis da Selva (21 de Junho) e Um Susto de Família 2 (28 de Junho), todos às 9h00.

O NOS Studios está disponível nas posições 17 e 81, gratuito para clientes TV UMA. Para os restantes clientes NOS, mediante subscrição de 5€/mês ou através do Pack Canais Extra. Disponível também na App NOS TV e em não linear no NOS Studios+.

Trump atirou Colbert ao lixo com IA — e a internet respondeu com o mesmo método

O Late Show terminou na quinta-feira à noite. Colbert não pronunciou o nome de Trump uma única vez durante o episódio final. Trump não dormiu.

À 1h52 da madrugada, o presidente dos Estados Unidos publicou no Truth Social: “Colbert acabou finalmente na CBS. É incrível que tenha durado tanto tempo! Sem talento, sem audiências, sem vida. Era como uma pessoa morta. Podias tirar qualquer pessoa da rua e seria melhor do que este idiota. Graças a Deus que finalmente se foi!” Na manhã seguinte, acrescentou que o “despedimento de Colbert pela CBS foi o Início do Fim para os apresentadores de talk shows nocturnos sem talento, desagradáveis, excessivamente pagos, sem graça e com péssimas audiências. Outros, de ainda menos talento, a seguir em breve. Que descansem em paz.” 

Na sexta-feira à noite, Trump foi mais longe. Partilhou no Truth Social um vídeo gerado por inteligência artificial onde aparece a interromper o Late Show, atira Colbert para um caixote do lixo e termina a dançar ao som de “YMCA” dos Village People. A Casa Branca partilhou o mesmo vídeo na sua conta oficial no X. 

É aqui que a conversa deixa de ser apenas sobre Colbert e Trump e se torna noutra coisa. Um presidente dos Estados Unidos — o cargo com mais poder simbólico e institucional do mundo ocidental — usou recursos da Administração para divulgar um vídeo de IA onde humilha um comediante. A questão de saber se este comportamento é digno de um chefe de Estado não é partidária: é sobre o que se espera de quem representa um país. Muitos conservadores americanos que apoiam Trump politicamente admitiram em privado que o nível do discurso os desconforta.

A internet respondeu com a mesma moeda. Utilizadores avulsos pegaram no vídeo de Trump e inverteram-no — com o presidente a ser atirado para o caixote, com Colbert a dançar, com variações que acumularam milhões de visualizações nas horas seguintes. É o meme a funcionar como democracia directa: a ferramenta que Trump usou para humilhar foi devolvida amplificada.

O contexto político importa para perceber a dimensão do momento. A taxa de aprovação de Trump caiu de 47% no início do segundo mandato para 34% em Abril de 2026, segundo o Pew Research Center — o valor mais baixo do segundo mandato. Em comparação com outros presidentes modernos na mesma fase do mandato, Obama estava entre 47-55%, Clinton em 50%, Biden entre 42-53%. Um presidente com estas taxas de aprovação que passa as madrugadas a publicar posts sobre comediantes está, no mínimo, a gerir mal o seu tempo político. 

Colbert, por sua vez, está a preparar a mudança para a NBC em Setembro. Jimmy Kimmel, que Trump já ameaçou explicitamente, continua no ar. Trump perguntou no Truth Social “quando é que a ABC vai despedir o Kimmel, que não tem graça nenhuma?” A resposta, por enquanto, é que não vai. 

O Late Show terminou com 6,74 milhões de espectadores — o episódio mais visto da era Colbert
Grizz Chapman de “30 Rock” morreu aos 52 anos — depois de anos a lutar contra doença renal
Brendan Fraser e Rachel Weisz regressam — e “A Múmia 4” apaga o terceiro filme da história

Charlie Heaton de “Stranger Things” é o filho de Tommy Shelby — “Peaky Blinders” regressa nos anos 50

Steven Knight regressa. Peaky Blinders regressa. E desta vez é uma nova geração de Shelbys a tomar as rédeas — liderada por Jamie Bell como Duke Shelby e Charlie Heaton como Charles Shelby, os filhos de Tommy. 

A nova série de seis episódios passa-se nos anos 50, cerca de uma década após o fim da Segunda Guerra Mundial, com Birmingham em processo de reconstrução depois dos estragos do Blitz. Charles Shelby — o filho mais novo de Tommy e de Grace, interpretado em criança na série original — combateu na guerra, em grande parte por detrás das linhas inimigas, e agora tenta viver uma vida normal. Cortou todos os laços com o gang dos Peaky Blinders e não vê o meio-irmão Duke há anos. “Mas consegues alguma vez escapar ao teu próprio sangue?” pergunta a sinopse oficial. 

Heaton, conhecido de Stranger Things e de Industry, partilha o protagonismo com Jamie Bell — que substitui Barry Keoghan no papel de Duke Shelby, que o actor irlandês tinha interpretado no filme The Immortal Man. O elenco inclui ainda Jessica Brown Findlay (Silo), Lashana Lynch (The Day of the Jackal) e Lucy Karczewski. A série estreará no Reino Unido na BBC iPlayer e BBC One; para Portugal e restante mundo estará disponível no Netflix. A data de estreia ainda não foi anunciada. 

Para os fãs da série original — que em Portugal teve uma base de espectadores considerável — é a continuação que confirma que o universo Shelby não terminou com Tommy. Apenas mudou de geração.

Grizz Chapman de “30 Rock” morreu aos 52 anos — depois de anos a lutar contra doença renal

Grizzwald “Grizz” Chapman morreu hoje, 22 de Maio de 2026, aos 52 anos, depois de anos a lutar contra doença renal e a fazer diálise. Passou peacefully em sono, segundo um primo que partilhou a notícia nas redes sociais: “A vida deu ao meu primo Grizz Chapman algumas batalhas pesadas, mas ele lutou-as com força e dignidade até ao fim.” 

Chapman começou a aparecer como Grizz quando 30 Rock estreou na NBC em 2006, fazendo par com Kevin Brown como Dot Com — os guarda-costas e confidentes do errático comediante Tracy Jordan, interpretado por Tracy Morgan. Apareceu em 80 episódios ao longo das sete temporadas, com a série a terminar o seu percurso premiado com Emmys em 2013. Chapman tinha conhecido Morgan enquanto trabalhava como segurança numa discoteca — e foi Morgan quem o levou para a televisão. 

Fora do ecrã, Chapman canalizou a criatividade para uma série de YouTube chamada Grizz Chroniclez e estava a desenvolver o seu próprio programa, The Lair, baseado numa loja de banda desenhada que possuía no Bronx. Depois de ter recebido um transplante de rim em 2010 e de ter lutado publicamente contra a doença renal, tornou-se num porta-voz da National Kidney Foundation.

“Para todos os seus sete pés e 380 libras, era um homem muito gentil que amava muito a sua família”, disse o seu agente ao Deadline. É sobrevivido pela mulher Diana, com quem casou em 2002, e por dois filhos. 

Brendan Fraser e Rachel Weisz regressam — e “A Múmia 4” apaga o terceiro filme da história
Cannes 2026 — a lista completa de vencedores: “Fjord” levou a Palma, Pawlikowski e os Javis partilharam a Melhor Realização
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Brendan Fraser e Rachel Weisz regressam — e “A Múmia 4” apaga o terceiro filme da história

The Mummy 4 estreia a 19 de Maio de 2028, com Brendan Fraser a regressar como Rick O’Connell e Rachel Weisz a regressar como Evelyn O’Connell — o seu primeiro filme na franchise desde The Mummy Returns em 2001. A realização é de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, o duo de Radio Silence responsável por Ready or Not e pela ressurreição da saga Scream.

O regresso de Weisz tem implicações directas para a continuidade da saga: quando questionados se The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor (2008) — o filme em que Maria Bello substituiu Weisz como Evelyn — ainda é considerado canon, o realizador Bettinelli-Olpin respondeu simplesmente “Rachel está neste.” Tyler Gillett acrescentou: “Isso deve responder à questão.” Dragon Emperor está a ser apagado da história. 

John Hannah regressa também como Jonathan Carnahan, o irmão de Evelyn. Fraser confirmou que este é o filme que esperou vinte anos para fazer: “Tem tudo o que sempre quis ver nesta franchise.” O argumento é de David Coggeshall (The Family PlanOrphan: First Kill) e Fraser serve também como produtor executivo. 

Para Portugal, o franchise Mummy gerou mais de 1,8 mil milhões de dólares globalmente desde 1999 — e o regresso do duo original é o tipo de notícia de nostalgia que todo o público que cresceu com os filmes nos anos 90 e 2000 vai receber com bastante entusiasmo. A estreia é a 19 de Maio de 2028. 

Cannes 2026 — a lista completa de vencedores: “Fjord” levou a Palma, Pawlikowski e os Javis partilharam a Melhor Realização
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Tom Hardy pode estar a perder o papel em “MobLand” — e para quem acompanha a série, é uma notícia que custa a digerir

Cannes 2026 — a lista completa de vencedores: “Fjord” levou a Palma, Pawlikowski e os Javis partilharam a Melhor Realização

Cristian Mungiu torna-se no décimo realizador a ganhar a Palma de Ouro pela segunda vez, tendo vencido anteriormente com 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias em 2007. A distribuidora NEON marca o seu sétimo triunfo consecutivo na Palma de Ouro. Aqui está a lista completa dos prémios do 79.º Festival de Cannes.

Palma de Ouro: Fjord, Cristian Mungiu

Grand Prix: Minotaur, Andreï Zvyagintsev — o realizador russo usou o discurso de aceitação para pedir a Putin que acabasse com “o massacre”. 

Prémio do Júri: The Dreamed Adventure, Valeska Grisebach 

Melhor Realização: Prémio partilhado entre Javier Calvo e Javier Ambrossi por The Black Ball e Pawel Pawlikowski por Fatherland. É a primeira vez que o prémio é partilhado desde 2016, quando Mungiu e Olivier Assayas dividiram o galardão. O apresentador Xavier Dolan foi ouvido a comentar em palco: “Espero que tenham duas Palmas de Ouro.”

Melhor Argumento: All of a Sudden, Ryusuke Hamaguchi

Melhor Actriz: Virginie Efira e Tao Okamoto por All of a Sudden, de Ryusuke Hamaguchi 

Melhor Actor: Valentin Campagne e Emmanuel Macchia por Coward, de Lukas Dhont 

Un Certain Regard — Grande Prémio: Everytime, Sandra Wollner 

Câmara de Ouro: Ben’Imana, Clémentine Dusabejambo 

FIPRESCI — Competição: Fjord, Cristian Mungiu

Palma de Ouro de Curtas: Para Los Contincantes, realizador por confirmar 

The Black Ball dos realizadores espanhóis Javier Calvo e Javier Ambrossi — com Penélope Cruz e Glenn Close — recebeu a maior ovação de qualquer filme em Competição nesta edição. Fatherland de Pawlikowski gerou murmúrios de nomeação ao Óscar para a protagonista Sandra Hüller, que já tinha estado no filme vencedor da Palma em 2023, Anatomia de uma Queda

Tom Hardy pode estar a perder o papel em “MobLand” — e para quem acompanha a série, é uma notícia que custa a digerir

Vamos começar pelo que mais importa a quem acompanha a série: MobLand é uma das melhores séries de crime dos últimos anos, Tom Hardy como Harry Da Souza é uma das suas melhores performances televisivas — e agora o Hollywood Reporter informa que o seu futuro na série está “muito em limbo” devido a conflitos com os produtores. Para nós, que temos seguido Da Souza desde o primeiro episódio, é uma notícia que custa a digerir.

Segundo o Hollywood Reporter, Hardy não foi despedido — como outros meios chegaram a reportar — mas há discussões em curso sobre essa possibilidade. Os conflitos envolvem o produtor executivo Jez Butterworth e elementos da 101 Studios, a produtora por detrás das séries de Taylor Sheridan. A segunda temporada de MobLand terminou as rodagens em Março e a Paramount+ ainda não confirmou uma terceira temporada — embora tenha aberto uma sala de argumentistas para um potencial terceiro ciclo, o que é um sinal de intenção mas não uma garantia. 

Hardy interpreta Harry Da Souza, o fixer de uma família do crime organizado liderada por Helen Mirren e Pierce Brosnan — uma combinação de elenco que diz tudo sobre o nível de ambição da série. Paddy Considine, Joanne Froggatt e Jasmine Jobson completam um conjunto que Guy Ritchie produz executivamente, com o showrunner Ronan Bennett a assinar os argumentos. 

Esta não é a primeira vez que Hardy se envolve em conflitos no set. A tensão com Charlize Theron durante as filmagens de Mad Max: Fury Road é provavelmente o caso mais documentado — o realizador George Miller descreveu Hardy como alguém com “um dano mas também uma brilliance que vem com isso”, e apontou a sua habitual falta de pontualidade como fonte de atrito com Theron, que era “incrivelmente disciplinada — sempre a primeira no set”. “Não há desculpa para isso”, disse Miller, “e acho que há uma tendência neste negócio de usar grandes performances como desculpa para outras perturbações que poderiam ser evitadas.”

É uma frase que se aplica directamente ao dilema de MobLand: Hardy é extraordinário como Da Souza. A série pode sobreviver sem ele — o Hollywood Reporter diz explicitamente que o formato é suficientemente forte para continuar. Mas não seria a mesma coisa. E quem investiu duas temporadas nesta história sabe exactamente o que se perde se Harry Da Souza ficar mesmo por aqui.

O Late Show terminou com 6,74 milhões de espectadores — o episódio mais visto da era Colbert

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O Late Show terminou com 6,74 milhões de espectadores — o episódio mais visto da era Colbert

The Late Show with Stephen Colbert encerrou na quinta-feira com 6,74 milhões de espectadores em live + same-day — o episódio de dia de semana mais visto de toda a era Colbert, superando até o episódio de estreia de Setembro de 2015, que tinha reunido 6,55 milhões. É uma despedida que a CBS certamente não esperava quando cancelou o programa. 

Paul McCartney foi o único convidado do sofá na noite final — mas o episódio encheu-se de visitas dos colegas de late-night de Colbert: John Oliver, Seth Meyers, Jimmy Kimmel, Jimmy Fallon e Andy Cohen, além de Neil DeGrasse Tyson e Elvis Costello. É o tipo de reunião que só acontece quando toda a indústria reconhece que está a assistir ao fim de uma era. 

O contexto do cancelamento continua a pairar sobre o encerramento. O Late Show foi cancelado três semanas antes de David Ellison assumir formalmente o controlo da Paramount — e a CBS insistiu que foi “uma decisão puramente financeira” sem qualquer relação com o conteúdo do programa. Mas o cancelamento chegou dias depois de Colbert ter chamado ao acordo de 16 milhões de dólares da Paramount com Donald Trump “um suborno enorme” — e tem sido difícil para muitos acreditar que as duas coisas não estão relacionadas. 

The Late Show começou em Agosto de 1993 com David Letterman, que o abandonou em Maio de 2015 após 33 anos. Colbert assumiu em Setembro de 2015. Onze anos depois, o programa que sobreviveu a mudanças políticas, pandemias e guerras de audiências não sobreviveu à mudança de dono da rede. Acontece. 

Já tínhamos coberto a despedida antecipada com Letterman no telhado — mas os números do episódio final confirmam o que já se suspeitava: quando a audiência quer dizer adeus, aparece. 6,74 milhões de pessoas disseram adeus a Colbert. A CBS devia estar a corar.

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A pergunta que o cinema português tem evitado fazer a si próprio durante décadas vai finalmente ter resposta. Na próxima quinta-feira, 28 de Maio, nos Cinemas NOS Vasco da Gama, a 11.ª edição dos Encontros do Cinema Português apresenta pela primeira vez um estudo de mercado dedicado exclusivamente à percepção dos portugueses sobre o cinema nacional — os seus hábitos de consumo, as barreiras que os afastam das salas, as expectativas e as motivações. Chama-se Cinema Português aos Olhos do Público e pode ser o documento mais útil que a indústria nacional produziu em anos.

O evento — promovido pela NOS Audiovisuais com apoio do ICA — reúne anualmente produtores, realizadores, distribuidores e exibidores num dia de reflexão sobre o estado e o futuro do sector. Em dez edições, passaram pelo encontro mais de 400 projetos e cerca de 2.500 participantes. Esta edição tem o mote Como transformar o cinema português num verdadeiro instrumento de audiências para as salas nacionais — uma formulação que reconhece abertamente aquilo que os dados de bilheteira confirmam ano após ano: o cinema português tem dificuldade em convencer o grande público a comprar bilhete.

A sessão de abertura está a cargo da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes. Ao longo do dia serão apresentados cerca de 40 novos projetos de longa-metragem — uma fotografia do que o cinema português vai ser nos próximos anos. A lista é suficientemente diversa para ser interessante: Santo António — O Casamenteiro de Lisboa de Ruben Alves (o realizador de A Gaiola Dourada), Carminho de Ana Rocha de Sousa, Playback de Sérgio Graciano — o biopic de Carlos Paião que já anunciámos e que chega aos cinemas em Agosto —, Memórias de um Cárcere também de Graciano, Ela Olhava Sem Nada Ver de Fanny Ardant — sim, a actriz francesa a realizar em Portugal — e O Dia em que Ewan McGregor Me Apresentou aos Seus Pais, de Marta Puig, que é simultaneamente o título mais longo e mais intrigante da lista.

Será também apresentado o estudo CresCine Produção de Cinema em Pequenos Países Europeus de Manuel Damásio, que coloca Portugal em perspectiva comparativa com outras cinematografias europeias de menor dimensão — uma análise que pode ajudar a perceber se os problemas do cinema português são únicos ou partilhados com outros mercados semelhantes.

O debate de encerramento, moderado por Graça Costa Pereira da SIC, reúne Susanna Barbato (NOS Audiovisuais), Luis Chabi (ICA), Manuel Damásio e os produtores Luis Urbano, Rui Lima Miranda e Paulo Branco. São nomes com visões muito diferentes sobre o que o cinema português deve ser — e essa diferença de perspectivas é precisamente o que torna o debate interessante.

Os Encontros do Cinema Português realizam-se a 28 de Maio nos Cinemas NOS Vasco da Gama, em Lisboa.

“O Passageiro do Inferno” estreou ontem em Portugal — um dia antes dos Estados Unidos — e é terror da melhor escola
TVCine Edition dedica dois domingos ao melhor cinema de festival que não passou por Cannes
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“O Passageiro do Inferno” estreou ontem em Portugal — um dia antes dos Estados Unidos — e é terror da melhor escola

Raramente um filme de terror estreia em Portugal antes de estrear nos Estados Unidos. O Passageiro do Inferno fez exactamente isso — chegou às salas portuguesas ontem, 21 de Maio, com um dia de avanço sobre o mercado americano. É um sinal de confiança da Paramount Pictures e da NOS Audiovisuais num filme que tem por detrás uma equipa com um historial invejável no género.

André Øvredal realiza — o norueguês de Autópsia de Jane Doe e Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro, dois dos títulos de terror mais respeitados da última década. A produção é de Walter Hamada, o homem por detrás dos universos The Conjuring e It — responsável por alguns dos maiores êxitos comerciais e críticos do terror contemporâneo. O argumento é de Gary Dauberman, que escreveu AnnabelleA Freira e It. É uma combinação de nomes que qualquer fã do género reconhece imediatamente — e que diz muito sobre o nível de ambição do projecto.

A premissa é clássica na sua eficácia: um jovem casal testemunha um acidente grave numa estrada isolada. Param. Saem do carro. E quando retomam a viagem, percebem que não saíram do local sozinhos. A presença que os acompanha — conhecida como “The Passenger” — não descansa e não negoceia. O que começa como uma noite fora do comum transforma-se numa luta pela sobrevivência contra algo que não obedece às regras do mundo físico.

Jacob Scipio, Lou Llobell e Melissa Leo protagonizam. Scipio — que o público português conhece de Mau Rapaz e de A Esquadrão Suicida — lidera numa performance que as primeiras reacções descrevem como fisicamente exigente e emocionalmente contida. Leo, Óscar de Melhor Actriz de Apoio por The Fighter, traz ao filme o peso dramático que o género frequentemente dispensa e de que raramente não beneficiaria.

Øvredal tem uma assinatura muito específica como realizador de terror: constrói a ameaça através do que não se vê, instala o desconforto antes de o justificar e recusa a gratuitidade fácil dos sustos sem contexto. Autópsia de Jane Doe é um estudo de como o medo se instala quando a explicação racional vai falhando uma a uma. O Passageiro do Infernopromete a mesma lógica — desta vez numa estrada aberta que, paradoxalmente, oferece menos saídas do que uma sala fechada.

Já em cartaz nas salas portuguesas, com distribuição NOS Audiovisuais.

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TVCine Edition dedica dois domingos ao melhor cinema de festival que não passou por Cannes

Cannes tem toda a atenção — e merece-a. Mas o mapa do cinema contemporâneo é muito maior do que a Croisette, e o TVCine Edition decidiu prová-lo. Nos domingos de 24 e 31 de Maio, a partir das 15h20, o canal emite dez filmes distinguidos nos festivais mais relevantes do mundo — Berlim, Veneza, Sundance, San Sebastián, Karlovy Vary — num ciclo chamado Além Cannes que é, provavelmente, a programação televisiva mais ambiciosa do mês.

No domingo de 24 de Maio, a tarde começa com O Lugar do Trabalho de Michele Riondino — vencedor de três David di Donatello e cinco Nastri d’Argento, os prémios mais importantes do cinema italiano. Riondino, que é simultaneamente realizador e protagonista do filme, retrata a empresa siderúrgica ILVA de Taranto, a sua terra natal, através da história de Caterino, um operário recrutado para espiar os colegas que acaba confinado num edifício destinado a funcionários “incómodos”. É um retrato da violência do poder industrial com Elio Germano no elenco — às 15h20.

Até Sempre da norueguesa Lilja Ingolfsdóttir — Prémio Especial do Júri e Melhor Actriz em Karlovy Vary para Helga Guren — segue às 17h00: um drama sobre um casamento perfeito que desmorona quando o marido pede o divórcio sem explicação. Do Outro Lado do Muro de Kate Beecroft, vencedor do Prémio do Público em Sundance 2025, chega às 18h45 com a história de uma treinadora de cavalos viúva que cria um refúgio improvável para animais e jovens em risco. Na Linha da Frente de Petra Volpe — Melhor Filme no Haifa International Film Festival, Golden Frog no Camerimage — mostra a Leonie Benesch como enfermeira num turno que escapa progressivamente ao controlo, às 20h25. A noite fecha às 22h00 com Não Deixemos Que Tudo Se Perca Esta Noite, a estreia na realização de Embeth Davidtz — a actriz de A Lista de Schindler — numa adaptação das memórias de Alexandra Fuller sobre a infância no Zimbabué do final da Guerra de Independência.

O domingo de 31 de Maio é ainda mais denso. Pequenos Clarões de Pilar Palomero — Concha de Prata de Melhor Interpretação em San Sebastián para Patricia López Arnaiz — abre às 14h20 com um drama sobre uma mulher que volta a cruzar-se com o ex-marido doente após quinze anos de separação. Três Amigas de Emmanuel Mouret, em Veneza 2024, é a tragicomédia romântica mais elegante e mais melancólica de ver às 16h00: três mulheres, três relações, e a descoberta progressiva de que ninguém está a ser honesto com ninguém. Abril de Dea Kulumbegashvili — Prémio Especial do Júri em Veneza 2024 — chega às 18h00 com Ia Sukhitashvili como obstetra numa zona rural da Geórgia que ajuda mulheres em situações clandestinas de aborto. É um dos filmes mais corajosos do ciclo.

Kontinental ’25 de Radu Jude — Urso de Prata de Melhor Argumento em Berlim 2025 — é a sátira social do realizador romeno de Má Sorte no Sexo ou Porno Acidental sobre uma oficial de justiça que executa um despejo com consequências trágicas, às 20h15. O ciclo fecha às 22h00 com Na Terra dos Nossos Irmãos da dupla iraniana Alireza Ghasemi e Raha Amirfazli — Melhor Realização em Sundance 2025 — sobre refugiados afegãos no Irão e o preço invisível de ser estrangeiro num país hostil.

Dez filmes, dois domingos, dez países diferentes. TVCine Edition e TVCine+.

As estreias de 21 de Maio: Star Wars regressa aos cinemas e André Øvredal traz o terror às estradas

Esta semana o cartaz português tem sete estreias — e pela primeira vez em sete anos, Star Wars está de volta ao grande ecrã. É o acontecimento cinematográfico da semana, mas não é o único motivo para ir ao cinema.

Star Wars: The Mandalorian e Grogu (NOS Audiovisuais, M/12) é o filme do momento — 140 minutos com Pedro Pascal como Din Djarin e o seu aprendiz Grogu numa missão para a Nova República, com Sigourney Weaver como a Coronel Ward e Jeremy Allen White num papel que a produção mantém em segredo. Jon Favreau realiza com um orçamento de 165 milhões de dólares e a promessa de um filme que funciona para quem nunca viu um episódio da série. As primeiras críticas estão nos 61% no Rotten Tomatoes — abaixo do esperado mas com audiências entusiastas. Em cartaz nos Cinemas NOS e UCI, com sessões em IMAX no NOS Colombo e Forum Almada.

O Passageiro do Inferno (NOS Audiovisuais) é o thriller de terror da semana — e vem com um nome por detrás que garante qualidade. André Øvredal, o realizador norueguês de Autópsia de Jane Doe e Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro, constrói a história de um jovem casal que testemunha um acidente numa estrada isolada e percebe que não saiu do local sozinho. Jacob Scipio, Lou Llobell e Melissa Leo protagonizam. É o tipo de terror que trabalha a atmosfera antes de trabalhar os sustos — e Øvredal raramente desilude.

Família à Força (Outsider Films) é a comédia dramática francesa da semana: Sandrine Kiberlain como uma mulher que descobre, depois da morte do marido, que ele tinha uma família secreta — e que agora tem de lidar com os filhos que não sabia que existiam. Jean-Baptiste Léonetti realiza com o humor contido que o cinema francês domina como nenhum outro. 100 minutos, sem classificação etária indicada.

A Baleia Cantora (Pris Audiovisuais) completa o cartaz familiar — uma animação de aventura sobre uma baleia cantora e a missão de a proteger, realizada por Reza Memari com 91 minutos e adequada a todas as idades.

Para o público mais exigente, esta semana tem dois títulos que merecem atenção especial. Fogo do Vento, de Marta Mateus, é um drama português de 72 minutos com Soraia Prudêncio que passou por vários festivais internacionais — o cinema português mais radical e mais pessoal, para quem aprecia esse território. E Uma Mãe e o Seu Filho (Midas Filmes), do iraniano Saeed Roustaee — o realizador de Leila’s Brothers, um dos filmes mais aclamados de Cannes 2022 — é um drama de 131 minutos com Parinaz Izadyar e Payman Maadi sobre uma mãe que luta pelo filho numa sociedade que os esmaga. É cinema iraniano contemporâneo no seu melhor: denso, político e absolutamente humano.

Fecha o cartaz A Memória das Borboletas, um documentário de Tatiana Fuentes Sadowski sobre memória e identidade, com 77 minutos.

Alec Baldwin respondeu a Elon Musk sobre o casting de Lupita Nyong’o em “The Odyssey” — e foi em duas linhas

Christopher Nolan está a preparar a adaptação cinematográfica de A Odisseia de Homero — um dos projectos mais aguardados do cinema de autor dos próximos anos — e o casting de Lupita Nyong’o como Helena de Troia gerou uma das polémicas mais desnecessárias da semana. Elon Musk publicou repetidamente no X a sua oposição à escolha, argumentando que Helena de Troia deveria ser interpretada por uma actriz branca. Alec Baldwin respondeu no Instagram com uma fotografia de Nyong’o e a legenda: “Caro Elon… mas ela É a mulher mais bela do mundo… Alec.”

Musk respondeu ao artigo do New York Post sobre o post de Baldwin: “Concordo que ela é bela, mas colocar uma mulher negra a interpretar uma mulher branca numa obra fundacional da literatura europeia não é mais correcto do que colocar um homem branco a interpretar Shaka Zulu.” O problema com a comparação é simples: Shaka Zulu existiu. Helena de Troia é uma personagem da mitologia grega — uma figura literária sem registo histórico verificável, cuja aparência física nunca foi documentada além das descrições poéticas de Homero, que a descreve apenas como extraordinariamente bela.

O que torna esta polémica interessante do ponto de vista cinematográfico é o contexto do projecto. The Odyssey de Nolan está a tomar forma como uma das produções mais ambiciosas do cinema dos próximos anos — rodado parcialmente em IMAX, com um elenco que inclui Tom Holland como Telémaco, Matt Damon como Odisseu, Anne Hathaway como Penélope, Robert Pattinson, Zendaya e Charlize Theron. Nyong’o — Óscar de Melhor Actriz de Apoio por 12 Anos de Escravidão, protagonista de Pantera Negra e de Nós de Jordan Peele — interpreta simultaneamente Helena e a sua irmã Clitemnestra. É um casting duplo que exige uma actriz com alcance dramático considerável, e Nyong’o tem exactamente isso.

A polémica vai certamente continuar — este tipo de debate raramente se resolve com factos — mas o filme de Nolan está em produção independentemente do ruído. A estreia está prevista para 2027.

“The Mandalorian and Grogu” estreia quinta-feira — e as primeiras críticas estão a dividir os fãs de Star Wars

Shonda Rhimes regressa a “Grey’s Anatomy” — e o novo spinoff passa-se num hospital rural no Texas

The Pitt” — a série médica que toda a gente está a recomendar e que ainda não viste

“The Mandalorian and Grogu” estreia quinta-feira — e as primeiras críticas estão a dividir os fãs de Star Wars

The Mandalorian and Grogu estreia quinta-feira, 22 de Maio, nos cinemas portugueses — o primeiro filme de Star Wars em sete anos, com projecções de bilheteira entre 80 e 100 milhões de dólares no fim-de-semana de abertura americano. O embargo das críticas levantou ontem e o Rotten Tomatoes está nos 61% — um número que, para uma franchise desta escala, já está a gerar debate intenso.

O filme, realizado por Jon Favreau, passa-se após a queda do Império Galáctico, numa época em que os senhores da guerra imperiais dispersos continuam a ameaçar a galáxia. A Nova República recruta Din Djarin (Pedro Pascal) e o seu aprendiz Grogu para resgatar Rotta, o Hutt (Jeremy Allen White), em troca de informação do clã Hutt sobre um alvo da República. Sigourney Weaver interpreta a Coronel Ward, a nova contacto de Djarin na República. 

As críticas apontam para um filme familiar e acessível — mas dividem-se sobre se essa acessibilidade é uma virtude ou um problema. O Comingsoon.net chamou-lhe “um filme de Star Wars de baixos riscos”, enquanto outras publicações elogiam exactamente a mesma contenção como uma escolha deliberada e corajosa numa franchise que se perdeu a tentar ser grande de mais. Há também uma decisão narrativa do filme que está a gerar polémica entre os fãs — sem spoilers, é algo que acontece com Grogu que alguns consideram um erro criativo e outros consideram a escolha mais corajosa da saga desde O Último Jedi

Pedro Pascal, Sigourney Weaver, Jeremy Allen White e — em cameo — Martin Scorsese. Em cartaz a partir de quinta-feira nos Cinemas NOS, UCI e restantes salas portuguesas. Em IMAX disponível no NOS Colombo e Forum Almada.

Shonda Rhimes regressa a “Grey’s Anatomy” — e o novo spinoff passa-se num hospital rural no Texas

Noah Centineo é o jovem John Rambo — e o filme acabou de terminar as rodagens na Tailândia

“The Mandalorian and Grogu” estreia quinta-feira — e as primeiras críticas estão a dividir os fãs de Star Wars

Shonda Rhimes regressa a “Grey’s Anatomy” — e o novo spinoff passa-se num hospital rural no Texas

A ABC encomendou hoje um novo spinoff de Grey’s Anatomy — o quarto na história da franchise, co-criado por Shonda Rhimes e pela actual showrunner Meg Marinis, com Ellen Pompeo como produtora executiva. A série estreia em meados de 2027. 

É uma notícia com mais do que uma camada. A primeira: Shonda Rhimes está a escrever ficção médica para a ABC pela primeira vez desde que assinou o exclusivo com a Netflix em 2017. Como se trata de um spinoff de uma série já existente, o projecto cai fora do contrato Netflix — uma distinção legal que abre uma janela criativa que há anos parecia fechada. A segunda: o Texas. O spinoff é descrito como “um drama ousado sobre uma equipa num centro médico rural no West Texas — o último recurso antes de quilómetros de nada”. É a primeira vez que a franchise sai do ambiente urbano da costa oeste americano — sem Seattle, sem Los Angeles, sem o tipo de hospital de ponta onde Grey’s sempre se moveu. 

A personagem que pode fazer a ligação entre as duas séries é Catherine Fox, interpretada por Debbie Allen — uma das figuras mais duradouras da franchise e a única com razões narrativas plausíveis para aparecer num hospital do Texas. O elenco principal ainda não foi anunciado. Marinis, que já gere Grey’s Anatomy na 23.ª temporada, pode acumular os dois cargos de showrunner — como a sua antecessora Krista Vernoff fez com Grey’s e Station 19 em simultâneo. 

Em Portugal, Grey’s Anatomy está disponível na Disney+. O spinoff chegará pela mesma via em 2027.

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Noah Centineo é o jovem John Rambo — e o filme acabou de terminar as rodagens na Tailândia

John Rambo terminou as rodagens na Tailândia em Abril — e Noah Centineo, o actor de To All the Boys que convenceu o realizador Jalmari Helander a dar-lhe o papel depois de meses de conversas e Zoom calls, está a descrever a experiência como transformadora. “Jalmari não me queria”, disse Centineo à Collider. “Tive de me ir metendo na cabeça dele. Um dia ligou-me e disse: ‘Tu és o Rambo.’ Foi surreal.” 

O filme é uma prequela de First Blood (1982), realizada por Jalmari Helander — o finlandês de Sisu — e situa-se anos antes dos eventos que tornaram John J. Rambo num dos anti-heróis mais icónicos do cinema de acção. O elenco inclui David Harbour como o Coronel Trautman, Yao (Sinners), Jefferson White (Yellowstone) e Tayme Thapthimthong (The White Lotus). James Franco tem um papel secundário — o seu primeiro em grande produção em quase uma década. Os irmãos Russo são produtores executivos, tal como Sylvester Stallone, que confirmou o envolvimento no Instagram: “Rambo fez parte da minha vida durante muito tempo. Estou entusiasmado por ser produtor executivo e explorar o capítulo inicial do homem antes da lenda.” 

O North Star criativo de Centineo foi o monólogo final de Stallone em First Blood — a cena na esquadra onde Rambo colapsa e explica ao Coronel Trautman o trauma que o Vietname lhe deixou. “Queríamos que as pessoas tivessem uma compreensão visceral do que ele passou para se tornar na personagem que todos conhecemos”, disse o actor. O presidente da Lionsgate descreveu as primagens como “eléctricas”: “É raro os dailies me surpreenderem. Estes foram eléctricos.” Data de estreia ainda não confirmada.

“The Pitt” — a série médica que toda a gente está a recomendar e que ainda não viste

Noah Wyle tem 54 anos e passou a maior parte da vida profissional a ser reconhecido na rua como o Dr. Carter de ER — a série médica que definiu o género durante quinze temporadas e que terminou em 2009. The Pitt, que estreou no Max em Janeiro de 2026 e chegou entretanto a Portugal, é o regresso de Wyle ao hospital — e segundo toda a gente que a viu, é o melhor trabalho da sua carreira.

A premissa é radical na sua simplicidade: cada episódio corresponde exactamente a uma hora real de trabalho num serviço de urgência de Pittsburgh. Não há saltos temporais, não há flashbacks, não há cenas em casa dos personagens. São quinze episódios, quinze horas consecutivas num único dia de trabalho no Pittsburgh Trauma Medical Center. O criador R. Scott Gemmill — que trabalhou em ER durante anos — construiu uma série que usa a unidade de tempo como princípio dramatúrgico: tudo o que acontece, acontece em tempo real, com toda a pressão que isso implica para o espectador e para as personagens.

O Hollywood Reporter coloca The Pitt entre os maiores sucessos do Max em 2026 — uma plataforma que não é conhecida por fenómenos de word-of-mouth orgânico, mas que neste caso viu a série crescer semana a semana por recomendação directa. Wyle interpreta o Dr. Robby, o médico chefe de urgência que tenta gerir uma equipa sob pressão constante, com um elenco que inclui Patrick Ball, Supriya Ganesh, Fiona Dourif e Taylor Dearden. A primeira temporada tem quinze episódios. A segunda foi confirmada antes do final da primeira. Em Portugal está disponível no Max. 

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