Colin Farrell regressa a dobrar: “Sugar” volta a 19 de Junho e o ator confirma duas cenas no novo Batman

Esta semana é de Colin Farrell por dois motivos. O primeiro chega a 19 de Junho, quando a Apple TV estreia a segunda temporada de “Sugar”, a série neo-noir em que faz o detetive privado John Sugar. São oito episódios, com lançamento semanal à sexta-feira até 7 de Agosto. O segundo motivo aconteceu ontem, em palco, quando o ator falou abertamente do regresso à pele do Pinguim no próximo filme do Batman.

“Sugar” foi uma das surpresas de 2024. Durante seis episódios pareceu um homenagem clássica ao género do detetive, com Farrell a percorrer Los Angeles de fato impecável e ao volante de um Corvette dos anos sessenta, até que a série virou tudo do avesso com a revelação de que o protagonista, afinal, não é bem humano. Essa cartada dividiu o público, mas garantiu que a segunda temporada chegasse rodeada de expectativa. Desta vez, John Sugar aceita um novo caso de desaparecimento, à procura do irmão mais velho de um jovem pugilista da cidade. Criada por Mark Protosevich e com Sam Catlin como showrunner, a temporada traz caras novas ao elenco, entre elas Jin Ha, Raymond Lee, Tony Dalton, Laura Donnelly e Sasha Calle.

O timing é bom para Farrell, que continua a colher os frutos do trabalho que fez como Oz Cobb na minissérie “The Penguin”, aclamada e premiada. E foi precisamente sobre o universo de Gotham que falou ontem no programa de Jimmy Kimmel. O ator confirmou que volta a vestir o Pinguim em “The Batman: Part II”, embora com uma participação curta. Tem apenas duas cenas, contou, e quase agradeceu a brevidade, porque assim continua a poder ver o filme como um espectador, sem saber tudo de antemão. Sobre o argumento, escrito por Matt Reeves com Mattson Tomlin, não poupou elogios, classificando-o de extraordinário.

A sequela, que volta a ter Robert Pattinson como Bruce Wayne, está marcada para 1 de Outubro de 2027 e será ambientada no inverno de Gotham. Pelo caminho já se sabe que Sebastian Stan e Scarlett Johansson entram no elenco, o que tem alimentado especulação sobre que vilões vão surgir. Farrell, como seria de esperar, não adiantou nada que estrague a surpresa.

Junta-se assim, na mesma semana, o ator a abrir uma temporada própria e a confirmar que continua dentro de um dos universos mais seguidos do cinema atual. Para quem gosta de o ver em registo de mistério, “Sugar” oferece o prato principal já a partir de sexta. Para quem só pensa em Gotham, fica a garantia de que o Pinguim não desapareceu, mesmo que desta vez passe pouco tempo em cena.

Angelina Jolie protagoniza o filme mais íntimo da carreira, e o assunto veio da própria vida

“Turno de Loucos” regressa quinta-feira com Draymond Green, Lauren Lapkus e Tim Baltz como convidados — e Alex foi promovida
Fox comprou o Roku por 22 mil milhões — e ficou com dois dos maiores serviços de streaming gratuito do mundo

Nicolas Cage quer uma segunda temporada de “Spider-Noir” — e diz que “podemos criar isto juntos”

Angelina Jolie protagoniza o filme mais íntimo da carreira, e o assunto veio da própria vida

Angelina Jolie chama “Couture” ao único filme que, segundo ela, não lhe parece um filme. A frase explica-se quando se percebe o que a personagem atravessa e o que a atriz já atravessou na vida real. Realizado e escrito por Alice Winocour, no seu primeiro trabalho em inglês depois de “Proxima”, o drama estreou-se em Toronto no ano passado, passou por San Sebastián e Roma, saiu em França em Fevereiro e chega aos cinemas norte-americanos a 26 de Junho pela Vertical. A estreia portuguesa ainda não está marcada.

Jolie interpreta Maxine Walker, uma realizadora americana de cinema de terror independente, sofisticada e algo sombria, que é chamada a Paris para dirigir um projeto durante a Semana da Moda. No meio da azáfama dos desfiles, recebe um diagnóstico de cancro da mama. À volta dela cruzam-se outras duas mulheres que sustentam o filme como um mosaico de destinos, uma jovem modelo sul-sudanesa que entra pela primeira vez naquele mundo, interpretada pela estreante Anyier Anei, e uma maquilhadora que escreve umas memórias que lhe dizem não terem saída comercial, vivida por Ella Rumpf. Louis Garrel é o diretor de fotografia por quem Maxine se deixa envolver, Garance Marillier é a costureira e Vincent Lindon o médico que acompanha o caso.

O que separa “Couture” de tantos dramas sobre doença é a distância que o filme mantém do melodrama. Winocour escolhe um registo quase neorrealista, em que a moda continua a girar, indiferente, enquanto o chão se abre debaixo da protagonista. A crítica dividiu-se quanto ao conjunto, alguns acharam que as várias linhas narrativas não chegam a encaixar, mas há um ponto em que praticamente todos concordam, a interpretação de Jolie. O Screen Daily falou de uma força capaz de dobrar o filme à sua volta.

A razão dessa intensidade não é segredo. Jolie, hoje com cinquenta anos, fez uma mastectomia preventiva em 2013 depois de descobrir ser portadora da mutação BRCA1. A mãe, Marcheline Bertrand, morreu em 2007 de cancro do ovário e da mama, e a tia e a avó também morreram da doença. Para uma cena em que se sentia particularmente vulnerável, a atriz pediu para usar um colar que tinha sido da mãe. Não é todos os dias que o gesto privado de uma atriz entra desta forma dentro de uma personagem.

O filme funciona, por isso, em dois planos ao mesmo tempo. Há o retrato do mundo da moda, com a sua superfície brilhante e o seu vazio, e há a história de uma mulher que tem de continuar a trabalhar enquanto processa a notícia que mudou tudo. O divórcio em que Maxine também se encontra acrescenta peso a um percurso que já estava carregado. Winocour não tenta resolver a tensão entre os dois planos, e talvez seja esse o ponto, uma crise destas chega quando menos se espera, no meio de um dia de trabalho como outro qualquer.

Para o público português, “Couture” interessa por duas razões. A primeira é óbvia, Jolie continua a ser um dos nomes que mais mexem com a curiosidade do espectador, e este é um regresso a um papel de protagonista com substância dramática. A segunda é que se trata de um filme europeu, falado em francês e inglês, com uma realizadora que já provou saber filmar mulheres em situações limite. Quando chegar às salas cá, será dos títulos a vigiar.

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“Turno de Loucos” regressa quinta-feira com Draymond Green, Lauren Lapkus e Tim Baltz como convidados — e Alex foi promovida

A segunda temporada de Turno de Loucos estreia na próxima quinta-feira, 18 de Junho, às 21h00, no STAR Comedy — com emissão de segunda a sexta-feira à mesma hora. É o regresso de uma das comédias hospitalares mais bem recebidas dos últimos anos, nomeada para três Critics Choice Awards na primeira temporada.

Turno de Loucos — título português de St. Denis Medical — acompanha o dia-a-dia de um serviço de urgências no Oregon com poucos recursos e muita dedicação. A série funciona porque recusa fazer dos médicos e enfermeiros heróis sem falhas: são pessoas com os seus problemas, as suas birras e o seu esgotamento a tentar não perder a paciência num hospital permanentemente sobrecarregado. É o Scrubs para a geração que cresceu a ver Abbott Elementary.

A segunda temporada começa com Alex recém-promovida a enfermeira supervisora — um novo papel que traz novas tensões com a chefe Joyce, que continua obcecada com transformar o St. Denis num centro médico de renome internacional. O Dr. Ron continua a ser o homem que já fez de tudo, já viu de tudo e está praticamente farto de tudo. E Matt e Serena têm de reavaliar a relação profissional depois dos eventos do final da primeira temporada.

O primeiro episódio da nova temporada tem três convidados especiais: Draymond Green — o basquetebolista dos Golden State Warriors com uma carreira paralela em televisão e podcasts —, Lauren Lapkus e Tim Baltz. É o tipo de casting de convidados que sinaliza que a série ganhou visibilidade suficiente para atrair nomes que não precisam de aparecer.

Quinta-feira, 18 de Junho, às 21h00, STAR Comedy. Emissão de segunda a sexta-feira à mesma hora.

Millie Bobby Brown e Jake Bongiovi adoptaram uma bebé — “Stranger Things” cresceu e tornou-se mãe
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Fox comprou o Roku por 22 mil milhões — e ficou com dois dos maiores serviços de streaming gratuito do mundo

A Fox fechou um acordo de 22 mil milhões de dólares para adquirir o Roku, ficando assim com dois dos maiores serviços de streaming gratuito com publicidade do mundo.

O Roku tem mais de 90 milhões de contas activas nos Estados Unidos e é a plataforma de streaming gratuito mais usada no país. A Tubi, que a Fox já possuía, tem mais de 80 milhões de utilizadores mensais. Juntos, os dois serviços formam o maior ecossistema de streaming gratuito com publicidade do mundo ocidental — numa altura em que o mercado de streaming está a consolidar-se à volta de dois modelos: subscrição paga (Netflix, Disney+, Max) e streaming gratuito com anúncios.

Para o espectador português, o impacto imediato é limitado — o Roku e o Tubi têm pouca presença directa em Portugal. Mas a decisão estratégica da Fox diz algo sobre para onde o mercado está a ir: o streaming gratuito com publicidade vai crescer à medida que os preços das subscrições continuam a subir e os consumidores procuram alternativas. É um modelo que em Portugal ainda está nos primeiros passos mas que nos próximos anos vai inevitavelmente chegar com mais força.

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Nicolas Cage quer uma segunda temporada de “Spider-Noir” — e diz que “podemos criar isto juntos”

“Podemos criar isto juntos como fãs”, disse Nicolas Cage numa conversa sobre a possibilidade de uma segunda temporada de Spider-Noir, a série do Prime Video que estreou a 26 de Maio com 91% no Rotten Tomatoes. 

A declaração é ao mesmo tempo um apelo e uma estratégia: Cage sabe que a decisão de renovar está nas mãos da Amazon, não nos seus, e que o argumento mais forte para a renovação é a pressão dos fãs. A série teve uma recepção crítica e de público extraordinária — o Prime Video ainda não divulgou números de audiência mas as reacções nas redes sociais foram consistentemente entusiastas durante as semanas que se seguiram à estreia.

A segunda temporada teria desafios criativos consideráveis: o primeiro ciclo de Spider-Noir contou uma história com início, meio e fim, e expandir o universo sem repetir o que já foi feito vai exigir uma visão clara. Cage disse que tem ideias — mas que as guarda para si até a Amazon tomar uma decisão. É o tipo de suspense que os fãs da série vão certamente apreciar. Spider-Noir está disponível no Prime Video em Portugal.

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Perrie Edwards casou com Alex Oxlade-Chamberlain numa cerimónia privada — e as Little Mix continuam a fazer história

Perrie Edwards casou com Alex Oxlade-Chamberlain numa cerimónia privada — e as Little Mix continuam a fazer história

Perrie Edwards e Alex Oxlade-Chamberlain casaram numa cerimónia privada, confirmada esta semana. Edwards, de 33 anos, é conhecida como membro das Little Mix — o grupo britânico que durante uma década foi a boyband feminina mais bem sucedida do Reino Unido — e como a ex-noiva de Zayn Malik, com quem esteve comprometida antes de o relacionamento terminar em 2015. Oxlade-Chamberlain, futebolista internacional inglês que jogou no Arsenal, Liverpool e Celtic, está com Edwards desde 2016.

O casal tem um filho, Axel, nascido em 2021, e manteve a relação com uma privacidade considerável ao longo dos anos — ao contrário de outros casais do mundo do entretenimento britânico, raramente alimentaram as redes sociais com a vida doméstica. O casamento, segundo fontes citadas pelo E!, foi uma cerimónia pequena, com família e amigos próximos, sem fotografias publicadas nas redes sociais.

As Little Mix — Edwards, Jade Thirlwall e Leigh-Anne Pinnock — anunciaram o regresso em 2025 após um hiato de vários anos. O casamento de Edwards chega num momento em que o grupo está novamente activo, com um álbum novo em preparação e datas de digressão confirmadas para 2027.

Millie Bobby Brown e Jake Bongiovi adoptaram uma bebé — “Stranger Things” cresceu e tornou-se mãe

“A Morte de Robin Hood” estreou no Film Festival — e Michael Sarnoski diz que “as pessoas vão surpreender-se”

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Millie Bobby Brown e Jake Bongiovi adoptaram uma bebé — “Stranger Things” cresceu e tornou-se mãe

Millie Bobby Brown e Jake Bongiovi adoptaram uma bebé no verão de 2025 e estão a planear ter mais filhos. A notícia, confirmada esta semana, é a primeira vez que o casal fala abertamente sobre a adopção — uma decisão que tomaram com uma discrição que poucos conseguem manter durante tanto tempo. 

Brown tem 22 anos. Bongiovi, filho de Jon Bon Jovi, tem 23. Casaram em Maio de 2024 numa cerimónia privada em Florença, Itália, depois de um noivado que durara dois anos. A decisão de adoptar antes de terem filhos biológicos foi descrita por fontes próximas do casal como algo que sempre esteve nos planos — não como alternativa mas como primeira escolha.

Para o público português que a conhece como Eleven em Stranger Things — onde a série acompanhou o crescimento da actriz de criança a adulta jovem ao longo de quatro temporadas — é um momento que encerra um ciclo de uma forma muito concreta: a miúda com poderes telecinéticos que salvou Hawkins do Mundo Invertido é agora mãe. O tempo passou mesmo.

“Um Lugar Silencioso: Dia Um” estreia esta sexta no TVCine — Lupita Nyong’o em Nova Iorque quando as criaturas chegaram

O trailer de “Playback” chegou — e Rafael Ferreira é Carlos Paião de uma forma que vai surpreender

“Letras Roubadas” estreia a 2 de Julho — Paul Rudd, Nick Jonas e John Carney de volta à música

“A Morte de Robin Hood” estreou no Film Festival — e Michael Sarnoski diz que “as pessoas vão surpreender-se”

A Morte de Robin Hood teve a sua pré-estreia mundial no 73.º Festival de Cinema de Sydney a 12 de Junho, quatro dias antes de chegar aos cinemas em todo o mundo. O filme ganhou um prémio significativo no festival, aumentando a confiança da indústria e a antecipação do público para a estreia de 19 de Junho. 

Michael Sarnoski sabe que a sua versão de Robin Hood vai surpreender quem vai ao cinema com expectativas de épico: “As pessoas vão assumir que este foi um grande épico, mas foi um filme independente.” É exactamente essa tensão — entre a lenda de escala épica e o filme íntimo e brutal que Sarnoski queria fazer — que torna A Morte de Robin Hood num dos títulos mais interessantes do verão. O Rotten Tomatoes está nos 72% após as primeiras críticas do Sydney Film Festival. 

Hugh Jackman é Robin Hood envelhecido e ferido. Jodie Comer é a mulher misteriosa que o recebe. Bill Skarsgård é Little John. A música é de Jim Ghedi. A distribuição é da A24. As filmagens decorreram quase inteiramente na Irlanda do Norte. Em Portugal, estreia a 19 de Junho — quinta-feira desta semana. 

“O Dia da Revelação” fez 93 milhões globais no primeiro fim de semana — Spielberg voltou em força

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“O Dia da Revelação” fez 93 milhões globais no primeiro fim de semana — Spielberg voltou em força

Disclosure Day de Steven Spielberg abriu com 44 milhões de dólares nos Estados Unidos e 93 milhões globalmente no primeiro fim de semana, superando todas as previsões iniciais de 35 milhões. 

É o maior arranque de Spielberg desde Ready Player One em 2018 — e o sinal mais claro de que o realizador de 79 anos continua a ser uma das forças mais consistentes do cinema de entretenimento. O público americano deu-lhe um CinemaScore de A, confirmando que a combinação de Emily Blunt, Josh O’Connor, Colin Firth e uma história sobre OVNIs funcionou muito além do que os críticos — que foram mais cautelosos — tinham sugerido.

Em simultâneo, Obsession está a aproximar-se dos 300 milhões de dólares globais, superando The Blair Witch Projectcomo a maior aquisição de festival de cinema de terror da história. É um fim de semana que confirma duas coisas: o cinema de grande escala com realizadores de prestígio ainda atrai público, e o terror de baixo orçamento com a fórmula certa continua a ser o negócio mais seguro de Hollywood. 

O Dia da Revelação está em cartaz nos cinemas portugueses desde a semana passada.

“Dia D: Sob Pressão” estreia a 25 de Junho — Andrew Scott, Brendan Fraser e as 72 horas que mudaram a história

“Letras Roubadas” estreia a 2 de Julho — Paul Rudd, Nick Jonas e John Carney de volta à música

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“Dia D: Sob Pressão” estreia a 25 de Junho — Andrew Scott, Brendan Fraser e as 72 horas que mudaram a história

O Dia D é uma das histórias mais contadas do cinema de guerra. As praias da Normandia, os soldados a desembarcar sob fogo, o sacrifício que definiu o rumo da Segunda Guerra Mundial — são imagens que toda a gente conhece. Dia D: Sob Pressão conta outra coisa: o que aconteceu nas 72 horas antes. Quem decidiu avançar, com que informação, e sob que pressão impossível. Estreia a 25 de Junho nos cinemas portugueses, com distribuição NOS Audiovisuais.

O General Dwight D. Eisenhower, Comandante Supremo das Forças Aliadas, e o Capitão James Stagg, o meteorologista escocês que lhe disse o que o tempo ia fazer — e cuja previsão foi provavelmente a mais consequente da história da humanidade. Eisenhower precisava de condições específicas: lua cheia para os paraquedistas, maré baixa ao amanhecer para as praias, céu suficientemente claro para a cobertura aérea. Stagg tinha dados contraditórios, pressão de todos os lados e uma janela de 48 horas que identificou no meio de um sistema de tempestades que punha toda a gente em dúvida. Eisenhower acreditou nele. O resto é história.

Andrew Scott interpreta Stagg — o actor de Ripley, Fleabag e All of Us Strangers num papel que exige a contenção de alguém que sabe que tem razão mas não pode provar. Brendan Fraser, Óscar de Melhor Actor por The Whale, é Eisenhower. Kerry Condon, Damian Lewis e Chris Messina completam o elenco. Anthony Maras realiza — o mesmo de Hotel Mumbai, onde mostrou uma capacidade rara para construir tensão a partir de acontecimentos históricos reais sem perder a dimensão humana dos intervenientes.

O filme é baseado na peça homónima de David Haig — que estreou em Londres em 2013 e que Haig, que interpretou Stagg nos palcos durante anos, co-escreveu para o cinema. É o tipo de origem que garante fidelidade ao material e profundidade às personagens. E é também o tipo de filme que raramente o cinema de guerra produz: não há batalhas, não há heróis a correr sob fogo, não há glória visual. Há dois homens numa sala a tomar a decisão mais importante do século XX com informação incompleta e tempo a esgotar-se.

A 25 de Junho nos cinemas portugueses.

“Letras Roubadas” estreia a 2 de Julho — Paul Rudd, Nick Jonas e John Carney de volta à música

John Carney tem uma forma muito específica de fazer filmes sobre música: não como espectáculo, mas como linguagem. Once (2007) era sobre dois músicos de rua em Dublin a escreverem canções para curar o coração partido. Sing Street(2016) era sobre um adolescente que formou uma banda para impressionar uma rapariga e descobriu pelo caminho quem queria ser. Letras Roubadas segue o mesmo fio — uma história sobre pessoas que encontram na música algo que não conseguem encontrar noutro lado — mas com um conflito no centro que os filmes anteriores de Carney nunca tinham explorado: o que acontece quando a música se torna num campo de batalha entre dois homens com histórias e ambições muito diferentes.

Rick (Paul Rudd) é um cantor de casamentos cuja carreira conheceu melhores dias. Danny (Nick Jonas) é uma antiga estrela de uma boyband em declínio. Os dois cruzam-se durante uma actuação, criam uma ligação através da música e passam uma noite inteira a improvisar juntos. É o tipo de encontro que os dois precisavam — e que nenhum dos dois esperava. Mas quando Danny transforma uma das canções de Rick no êxito que relança a sua carreira sem o creditar, Rick decide recuperar o reconhecimento que acredita merecer. Mesmo que isso signifique arriscar a amizade, a música e tudo o que mais valoriza.

Rudd é um dos actores mais versáteis da sua geração — capaz de ir de Ant-Man a Ghostbusters sem perder o timing cómico que o torna inconfundível, e com uma capacidade de vulnerabilidade que comédias dramáticas como esta exploram melhor do que qualquer blockbuster. Nick Jonas, que cresceu nos Jonas Brothers e construiu depois uma carreira a solo com resultados sólidos, tem aqui a oportunidade de habitar uma personagem que o espelha de formas que o argumentista certamente não escolheu por acidente.

Letras Roubadas estreia a 2 de Julho nos cinemas portugueses, com distribuição NOS Audiovisuais.

O trailer de “Playback” chegou — e Rafael Ferreira é Carlos Paião de uma forma que vai surpreender

O trailer de Playback chegou hoje — e é a primeira vez que vemos Rafael Ferreira como Carlos Paião em movimento, a cantar, a compor, a habitar o universo de um dos maiores génios da música popular portuguesa. O biopic de Sérgio Graciano estreia a 6 de Agosto nos cinemas nacionais, com distribuição NOS Audiovisuais, e o que as primeiras imagens revelam é um filme que não se contenta em recontar uma biografia mas que mergulha no universo criativo do homem por detrás das canções.

Carlos Paião estudava Medicina quando percebeu que a música era o único lugar onde verdadeiramente respirava. Num Portugal ainda a descobrir novos sons, arriscou trocar a segurança de uma bata branca pela incerteza dos palcos — e criou uma obra que trinta anos depois ainda é parte da memória colectiva do país. “Playback”, “Computador de Palmo e Meio”, “Néon” — são canções que toda uma geração conhece sem saber necessariamente o nome do autor. O filme de Graciano quer mudar isso.

Ferreira lidera um elenco que inclui Laura Dutra, Rita Durão, António Mortágua, Anabela Moreira e Albano Jerónimo. O mesmo Ferreira que vai levar as canções ao palco do NOS Alive a 10 e 11 de Julho, no espectáculo Playback — Paião por Tigerman, com The Legendary Tigerman a assinar a recriação musical do universo sonoro do filme.

O trailer está disponível no canal da NOS Audiovisuais no YouTube.

“Um Lugar Silencioso: Dia Um” estreia esta sexta no TVCine — Lupita Nyong’o em Nova Iorque quando as criaturas chegaram

“Magic Mike: A Última Dança” amanhã na STAR Life — Soderbergh, Channing Tatum e Salma Hayek em Londres

“A Morte de Robin Hood” estreia quinta-feira — Hugh Jackman, Jodie Comer e a balada medieval que Hollywood ignorou durante séculos

“House of the Dragon” T3 estreia domingo — o que esperar e porque esta pode ser a melhor temporada

“Um Lugar Silencioso: Dia Um” estreia esta sexta no TVCine — Lupita Nyong’o em Nova Iorque quando as criaturas chegaram

Esta sexta-feira, 19 de Junho, às 21h30, o TVCine Top e TVCine+ estreiam Um Lugar Silencioso: Dia Um — a prequela da saga de John Krasinski que regressa ao início de tudo: o momento em que as criaturas chegaram à Terra e transformaram o mundo num lugar onde o silêncio é a única forma de sobrevivência.

Michael Sarnoski — o realizador de Pig: A Viagem de Rob, um dos filmes mais surpreendentes de 2021 — expandiu o universo da saga com uma abordagem deliberadamente diferente dos dois filmes anteriores. Em vez de uma família isolada a tentar sobreviver no campo, temos Nova Iorque em colapso total nas primeiras horas da invasão. A escala é outra. O caos é outro. E a protagonista é Samira (Lupita Nyong’o), uma mulher que se encontra no meio da cidade quando tudo começa a desmoronar — e que cruza com Eric (Joseph Quinn) numa jornada dominada pelo medo e pela tentativa desesperada de preservar algum sentido de humanidade no meio da destruição.

Nyong’o foi destacada unanimemente pela crítica como o coração do filme — uma performance emocional que ancora o espectáculo apocalíptico numa história pessoal com peso real. É o blockbuster que prova que Michael Sarnoski é um realizador capaz de trabalhar a qualquer escala sem perder o que torna o seu cinema específico: a atenção às pessoas dentro das situações impossíveis. Esta sexta-feira, às 21h30, TVCine Top e TVCine+.

“Disclosure Day” está em cartaz — e o Spielberg mais descontraído em anos merece uma segunda hipótese

“A Morte de Robin Hood” estreia quinta-feira — Hugh Jackman, Jodie Comer e a balada medieval que Hollywood ignorou durante séculos

“Magic Mike: A Última Dança” amanhã na STAR Life — Soderbergh, Channing Tatum e Salma Hayek em Londres

“Magic Mike: A Última Dança” amanhã na STAR Life — Soderbergh, Channing Tatum e Salma Hayek em Londres

Steven Soderbergh realizou Magic Mike: A Última Dança com a economia de meios que o caracteriza — um orçamento contido, uma história simples e dois actores com química suficiente para fazer funcionar uma premissa que podia facilmente tornar-se numa paródia de si mesma. Amanhã, domingo, 14 de Junho, às 22h20, na STAR Life.

“Magic” Mike Lane está na Florida, sem dinheiro e a trabalhar como barman, depois de um negócio que correu mal. Uma socialite abastada, Maxandra Mendoza (Salma Hayek Pinault), faz-lhe uma proposta que não pode recusar — e que o leva a Londres com um grupo de novos dançarinos que tem de pôr em forma para um espectáculo com muito mais em jogo do que parece. É a terceira entrada da franchise de Mike Lane, e a mais elegante das três — Soderbergh filmou em Londres com uma atenção à luz e ao espaço que transforma os números de dança em algo genuinamente cinematográfico.

Channing Tatum está completamente à vontade num papel que conhece de cor. Salma Hayek Pinault tem o timing cómico e a presença física que a personagem exige. E Soderbergh — que também assinou a realização sob o pseudónimo que usa habitualmente para os seus projectos mais comerciais — mantém o ritmo com a precisão de um realizador que nunca perde o controlo mesmo quando o material pede excesso.

Domingo, 14 de Junho, às 22h20, STAR Life.

“A Morte de Robin Hood” estreia quinta-feira — Hugh Jackman, Jodie Comer e a balada medieval que Hollywood ignorou durante séculos

A Morte de Robin Hood estreia na próxima quinta-feira, 19 de Junho, nos cinemas portugueses — no mesmo dia que Toy Story 5. É um dos fim-de-semanas mais competitivos do verão e o filme de Hugh Jackman vai precisar de se impor contra um dos franchises mais amados da história da Pixar.

Craig Gillespie — o realizador de Cruella e I, Tonya — pegou na balada medieval anónima Robin Hood’s Death, um texto que a maioria das adaptações cinematográficas sempre ignorou em favor das histórias de aventura jovem, e construiu com ela um thriller histórico sobre o que acontece quando a lenda se confronta com a mortalidade. Hugh Jackman é um Robin Hood envelhecido, ferido após uma batalha brutal, que se vê sob os cuidados de uma mulher misteriosa interpretada por Jodie Comer. Bill Skarsgård é Little John. A distribuição é da A24.

O filme foi rodado na Irlanda do Norte e Jackman é também produtor executivo — um sinal de que o actor investiu mais do que o habitual neste projecto. A tagline é “He Was No Hero” — e é uma declaração de intenções clara sobre o tipo de Robin Hood que Gillespie quis fazer: não o herói romântico das versões anteriores, mas o homem que estava por baixo da lenda.

A 19 de Junho nos cinemas portugueses.

Johnny Knoxville regressa pela última vez — “Jackass: Último Shot de Loucura” estreia a 25 de Junho

“Backrooms” já caiu 70% na segunda semana — mas Kane Parsons continua a ser o nome do verão

Brad Pitt luta pela sobrevivência ao lado do seu cão no primeiro trailer de “Heart of the Beast”

“House of the Dragon” T3 estreia domingo — o que esperar e porque esta pode ser a melhor temporada

House of the Dragon T3 estreia amanhã, domingo, 15 de Junho, no HBO e Max — e é a temporada que os fãs dos livros de George R.R. Martin esperavam desde que a série começou. A Dança dos Dragões no seu estado mais brutal, sem possibilidade de recuo.

A segunda temporada terminou com Lucerys morto, Rhaenyra de luto e os Negros a perder a vantagem estratégica que tinham. A terceira começa exactamente nesse ponto — e a promessa dos realizadores é de uma temporada mais focada, mais violenta e com menos dispersão narrativa. Matt Smith disse na pré-estreia de Londres que é “a temporada mais escura de todas”. Emma D’Arcy descreveu-a como “o momento em que Rhaenyra percebe o custo real do que iniciou”. Olivia Cooke como Alicent tem nesta temporada o arco mais rico que a personagem alguma vez teve.

Em Portugal, disponível no Max a partir de amanhã.

“Disclosure Day” está em cartaz — e o Spielberg mais descontraído em anos merece uma segunda hipótese

“Splitsville — Amor em Maus Lençóis” estreia domingo no TVCine — Dakota Johnson e o caos das relações abertas

Paramount está a tentar comprar a Warner Bros. Discovery — e o que isso significa para os fãs de cinema e streaming

“Disclosure Day” está em cartaz — e o Spielberg mais descontraído em anos merece uma segunda hipótese

Disclosure Day estreou nos cinemas portugueses na semana passada e está ainda em cartaz. As críticas confirmaram o que a nossa crítica disse: é um Spielberg muito bom sem ser inesquecível, com Emily Blunt extraordinária e um ritmo que nunca afrouxa. Para quem ainda não foi, este fim de semana é a oportunidade.

O filme reúne Emily Blunt, Josh O’Connor, Colin Firth e Colman Domingo num thriller de ficção científica sobre a revelação de uma conspiração governamental em torno de OVNIs — com a música de John Williams, a fotografia de Janusz Kamiński e a produção de J.J. Abrams. É o Spielberg mais confortável e mais generoso em muitos anos. O argumento de David Koepp é eficaz sem ser revolucionário. Blunt carrega o filme com uma fisicalidade e uma vulnerabilidade que tornam as cenas mais exigentes genuinamente perturbadoras. 

Nos cinemas portugueses.

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“Os Enforcados” estreia hoje no TVCine Edition — Shakespeare, o jogo do bicho e os irmãos Coen num noir brasileiro

“Splitsville — Amor em Maus Lençóis” estreia domingo no TVCine — Dakota Johnson e o caos das relações abertas

Michael Angelo Covino e Kyle Marvin fizeram The Climb em 2019 — uma das comédias dramáticas mais desconfortáveis e mais honestas sobre amizade masculina dos últimos anos, filmada em planos-sequência longos que transformavam cada conversa numa pequena tortura. Splitsville — Amor em Maus Lençóis, que estreia domingo, 14 de Junho, às 21h40, no TVCine Top e TVCine+, aplica o mesmo método às relações amorosas — com resultados igualmente perturbadores e igualmente difíceis de ignorar.

Carey acaba de ver o casamento desmoronar. Refugia-se em casa dos amigos Julie e Paul, um casal aparentemente perfeito que vive uma relação aberta com a descontracção de quem já resolveu todas as questões existenciais que Carey ainda nem formulou. Fascinado pela liberdade emocional e sexual que os dois parecem ter conquistado, Carey mergulha nesse universo convicto de ter encontrado a resposta para o seu fracasso amoroso. Quando começa a ultrapassar limites que ninguém tinha definido claramente — porque nas relações abertas os limites raramente são definidos claramente — desencadeia uma sequência de ciúmes, segredos e ressentimentos que ameaça destruir todas as relações ao mesmo tempo.

Dakota Johnson interpreta Ashley, a mulher que pediu o divórcio e que vai tendo de assistir às consequências desse pedido. Adria Arjona é Julie. O próprio Covino é Carey — uma escolha que diz muito sobre o nível de exposição emocional que o realizador estava disposto a colocar no ecrã. O filme estreou na secção Un Certain Regard de Cannes em 2025 com críticas que elogiaram precisamente o que torna Covino e Marvin únicos: a capacidade de fazer rir com situações genuinamente dolorosas sem nunca diminuir a dor.

Domingo, 14 de Junho, às 21h40, TVCine Top e TVCine+.

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“Toy Story 5” estreia em seis dias — Jessie toma o comando e Andrew Stanton revela que “nunca foi planeado”

Toy Story 5 estreia nos cinemas a 19 de Junho — e o seu realizador Andrew Stanton diz que a decisão de colocar Jessie no centro da história “nunca foi planeada”. Stanton, que ganhou Óscares por WALL-E e Finding Nemo e escreveu todos os filmes da franchise, estava a tentar perceber porque queria fazer um quinto filme quando a resposta chegou de forma inesperada. 

“Não planeámos isso”, disse Stanton sobre Jessie tornar-se a protagonista. “Passámos o crachá de Woody para Jessie no final do quarto filme. Adorei isso — mesmo que não houvesse mais filmes, tínhamos isso. Quando me pediram para trabalhar neste, fazia sentido começar aí. Ela tinha tanto por explorar.” 

A chave foi o passado de Jessie — a história de ter sido abandonada pela sua primeira dona, Emily, revelada em Toy Story 2 numa cena que ainda hoje é considerada uma das mais emotivas da animação Pixar. Stanton queria preencher as lacunas dessa história de décadas e percebeu que as inseguranças de abandono de Jessie seriam o motor perfeito para o conflito do filme com Lilypad, o tablet inteligente que ameaça o lugar dos brinquedos na vida de Bonnie. 

As primeiras reacções da pré-estreia em Hollywood são esmagadoramente positivas, com a projecção de abertura nos 150 milhões de dólares no primeiro fim de semana americano — o maior arranque de 2026. A 19 de Junho nos cinemas portugueses. 

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Anna Faris diz que cortaram uma piada sobre Melania Trump do “Scary Movie” — e a produção responde

Paramount está a tentar comprar a Warner Bros. Discovery — e o que isso significa para os fãs de cinema e streaming

A Paramount Skydance propôs a aquisição da Warner Bros. Discovery por 111 mil milhões de dólares — e o Netflix classificou de “absurda” a alegação da Paramount de que o streamer tentou sabotar o negócio. 

Se a fusão avançar, ficam sob o mesmo tecto: a Paramount Pictures, a MTV, a Comedy Central, a BET, o Nickelodeon, o Showtime — e do lado da WBD, a Warner Bros., a HBO, o Max, a DC, a CNN, a Cartoon Network e a TNT. É a maior reorganização de Hollywood desde a fusão entre a Disney e a Fox em 2019.

Para o espectador português, o que muda na prática: os filmes DC como Superman e The Batman Part II estarão na mesma empresa que produz Mission: Impossible e Top Gun. A HBO e o Max ficam na mesma estrutura corporativa que o Paramount+. E toda a negociação sobre onde os filmes estreiam — em sala ou em streaming — fica concentrada em menos mãos. É uma mudança que vai ser sentida durante anos. A aprovação regulatória pode demorar até ao final de 2027.

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“Splitsville — Amor em Maus Lençóis” estreia domingo no TVCine — Dakota Johnson e o caos das relações abertas

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