Alternativa: “Sophie Thatcher e Charles Melton perdidos num inferno de neon no regresso de Refn ao cinema”
Nicolas Winding Refn volta às salas de cinema portuguesas a 30 de julho com “Her Private Hell: Viagem ao Inferno”, a primeira longa-metragem do realizador dinamarquês desde “The Neon Demon”, de 2016. O filme estreou mundialmente em Cannes, fora de competição, e chega a Portugal pela distribuição da NOS Audiovisuais.
O regresso de Refn ao formato longa não é um dado menor para quem acompanha a carreira do realizador de “Drive” e “Only God Forgives”: depois de quase dez anos dedicados sobretudo a séries e projetos televisivos, “Her Private Hell” marca a retoma de uma linguagem visual que sempre foi a sua assinatura mais reconhecível, agora aplicada a um território que combina terror, ficção científica e thriller — um cruzamento de géneros que o cineasta já tinha ensaiado, com resultados divisivos, em trabalhos anteriores.
A história desenrola-se numa metrópole futurista engolida por um nevoeiro misterioso que liberta uma entidade esquiva e mortífera. Duas linhas narrativas cruzam-se: uma jovem perturbada à procura do pai desaparecido, e um soldado norte-americano que embarca numa odisseia perigosa para resgatar a própria filha das profundezas desse inferno urbano. É um ponto de partida que aposta claramente na atmosfera e na ameaça indefinida mais do que na exposição narrativa directa — outra marca registada de Refn.
O elenco reúne Sophie Thatcher (vinda de “Heretic” e “Yellowjackets”) e Charles Melton (de “May December”) nos papéis centrais, com Havana Rose Liu, Diego Calva e Hidetoshi Nishijima a completar um grupo internacional que reforça a ambição do projeto para lá do mercado escandinavo onde Refn construiu a sua reputação.
Com uma estreia em Cannes fora de competição e um elenco desta dimensão, “Her Private Hell” posiciona-se como um dos títulos de género mais aguardados do verão em Portugal — sobretudo para quem procura algo que fuja ao previsível dos blockbusters de julho.
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