“Hamnet”: antes de escrever “Hamlet”, Shakespeare teve de sobreviver à sua própria tragédia

Depois de arrasar na temporada de prémios — Óscares, Globos de Ouro, BAFTA, Critics’ Choice, entre outros —, “Hamnet” chega finalmente a Portugal, em exclusivo na TVCine+, a partir de 29 de julho, gratuito para todos os subscritores dos Canais TVCine.

O filme parte de uma pergunta simples e pouco explorada: o que aconteceu a William Shakespeare antes de se tornar Shakespeare? Inglaterra, 1580. Will é ainda um tutor de latim empobrecido quando conhece Agnes, mulher de espírito livre que o cativa por completo. O que começa como um caso tórrido rapidamente se transforma em casamento e em três filhos — mas enquanto a carreira teatral de Will ganha forma na distante Londres, Agnes fica sozinha a gerir a vida doméstica. É quando a tragédia atinge a família que o vínculo entre os dois é verdadeiramente posto à prova, e é dessa dor pessoal, transformada em obra, que nasce “Hamlet” — a peça mais célebre de toda a literatura dramática ocidental, revelada aqui como resposta directa a uma perda íntima e devastadora.

A adaptação, do romance homónimo de Maggie O’Farrell, tem por trás um dos conjuntos de nomes mais fortes do cinema recente: realização de Chloé Zhao, que já tinha levado “Nomadland” a arrecadar os Óscares de Melhor Filme e Melhor Realização, e produção de Steven Spielberg e Sam Mendes — uma combinação de peso que ajuda a explicar tanto a ambição visual do filme como a atenção que recebeu ao longo de toda a temporada de prémios. Jessie Buckley, no papel de Agnes, venceu este ano o Óscar de Melhor Actriz, juntando ao troféu os prémios BAFTA, Critics’ Choice e SAG pela mesma interpretação — um consenso raro entre os principais círculos de crítica e de academia. Paul Mescal, como Will, completa a dupla central. Ao todo, “Hamnet” somou oito nomeações aos Óscares e venceu o Globo de Ouro de Melhor Drama.

Para quem só conhece Shakespeare através dos textos que sobreviveram até hoje, “Hamnet” oferece um ângulo raramente explorado no cinema: a ideia de que a maior obra de um autor pode nascer não da imaginação pura, mas da necessidade de sobreviver à própria dor. É, por isso, tanto um filme sobre a criação artística quanto um retrato de casamento e luto — e talvez seja essa dupla natureza que explica o consenso quase unânime da crítica e dos prémios em torno dele.

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“Um de Nós”, com Kevin Costner e Diane Lane, estreia no STAR Movies

O STAR Movies estreia “Um de Nós” (“Let Him Go”, no original) no dia 30 de agosto, domingo, às 21h15, com Kevin Costner e Diane Lane a liderar um drama sombrio sobre luto e família. Realizado por Thomas Bezucha e baseado no romance homónimo de Larry Watson, o filme segue um xerife reformado e a mulher, ainda de luto pela morte do filho, que partem em busca do único neto que lhes resta — uma viagem que os leva a confrontar-se com quem agora tem a criança.

É o tipo de papel que Costner e Lane sabem bem interpretar: contenção emocional por fora, urgência por dentro. O elenco soma ainda Kayli Carter, e a força do filme está precisamente em recusar o registo mais óbvio de thriller para se manter perto do território do drama rural americano — mais próximo de um “faroeste doméstico” do que de um filme de acção com pretexto familiar.

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“Furiosa: Uma Saga Mad Max” estreia no STAR Channel, com Anya Taylor-Joy a herdar o deserto de George Miller

O STAR Channel estreia “Furiosa: Uma Saga Mad Max” no dia 23 de agosto, domingo, às 21h20. É o regresso de George Miller ao universo que redefiniu o cinema de acção em 2015 com “Mad Max: Fury Road” — desta vez para contar a origem da personagem que, nesse filme, dividiu o protagonismo com o próprio Max.

A história acompanha Furiosa (Anya Taylor-Joy) depois de ser raptada do Lugar Verde de Muitas Mães, apanhada no meio da disputa de poder entre dois tiranos: Dementus (Chris Hemsworth, irreconhecível no papel) e Immortan Joe (Lachy Hulme). Ao longo de várias provações, Furiosa vai reunindo os meios — e a dureza — necessários para um dia encontrar o caminho de volta a casa. É uma origem contada com a mesma linguagem visual obsessiva de Miller: perseguições construídas como coreografia, e um deserto que funciona quase como personagem própria.

Vale a pena lembrar que “Furiosa” teve um desempenho comercial nas salas muito aquém do que a crítica lhe reconheceu — foi um dos casos mais discutidos de 2024, um filme aclamado que o público demorou a descobrir. A estreia na televisão é, para muitos, a oportunidade de lhe dar essa segunda hipótese.

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Jon Bernthal surpreende a Comic-Con com imagens inéditas do confronto entre o Punisher e o Hulk

Jon Bernthal fez uma aparição surpresa no Hall H da Comic-Con para mostrar imagens inéditas de “Homem-Aranha: Um Novo Dia”, centradas no confronto entre o seu Punisher e o Hulk de Mark Ruffalo — um encontro que promete ser um dos momentos de maior tensão do filme, que estreia a 31 de julho.

É uma antecipação calculada: a poucos dias da estreia, a Marvel escolhe reforçar precisamente a dupla que menos se esperava ver em confronto directo, depois de o trailer final já ter confirmado a presença do Hulk na história. Para quem já viu os trailers anteriores, esta cena funciona como confirmação de que o confronto não é um mero cameo — é um dos pontos altos que o estúdio está disposto a mostrar antes da estreia, sinal de confiança no material.

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“Avengers: Doomsday” reúne mais de 20 actores em palco na Comic-Con, com estreia a 18 de dezembro

Kevin Feige e os irmãos Russo trouxeram ao palco do Hall H da Comic-Con mais de vinte actores de “Avengers: Doomsday”, numa das apresentações mais aparatosas do painel deste ano, acompanhada de imagens exclusivas ainda não reveladas ao público. O filme estreia exclusivamente nos cinemas a 18 de dezembro deste ano.

A escala da apresentação — com o elenco a ocupar praticamente todo o palco — funciona como declaração de intenções: depois de anos de expansão do MCU em várias frentes através do streaming, os Russo voltam a montar um evento de escala colectiva ao estilo do “Avengers: Endgame” original, agora com uma geração renovada de personagens a partilhar ecrã com os rostos mais antigos da franquia. Para o público que segue a saga desde o início, é o mais próximo que a Marvel já chegou de recriar a expectativa em torno das grandes reuniões de elenco que definiram a década passada.

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Ryan Gosling é o novo Ghost Rider da Marvel, em filme de Shawn Levy previsto para 2028

A Marvel confirmou no Hall H da Comic-Con que Ryan Gosling será o protagonista do primeiro filme a solo de Ghost Rider dentro do Universo Cinematográfico Marvel, com realização de Shawn Levy e argumento de Jonathan Tropper (argumentista de “Star Wars: Starfighter”). O filme está previsto para 2028.

“Esta é uma personagem que quero interpretar há muito tempo”, disse Gosling ao subir ao palco — uma frase que resume bem a surpresa do anúncio: é a primeira incursão do actor em cinema de super-heróis ou banda desenhada, depois de uma carreira construída sobretudo em drama e comédia de autor. A ligação com Levy não é nova: os dois trabalham já juntos em “Star Wars: Starfighter”, com estreia prevista para maio de 2027, e o realizador confessou que grande parte do tempo morto nesse set foi passado a imaginar em conjunto como seria este Ghost Rider.

É um casting que muda a percepção do que a Marvel considera possível para os seus antihéróis mais sombrios — e reforça a dupla Gosling/Levy como uma das apostas mais interessantes do estúdio para os próximos anos.

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David Jonsson é o novo Pantera Negra: Ryan Coogler confirma “Black Panther 3” para 2028

Ryan Coogler confirmou, no palco do Hall H da Comic-Con, que o seu próximo filme é “Black Panther 3”, com estreia marcada para 15 de dezembro de 2028. O momento mais emotivo do anúncio, porém, foi outro: a revelação de David Jonsson (“The Long Walk”, “Alien: Romulus”) como o novo Pantera Negra.

A decisão da Marvel evita o caminho mais óbvio — recriar o T’Challa de Chadwick Boseman com outro actor — e opta antes por avançar a história: Jonsson interpreta o Príncipe T’Challa II, filho do rei falecido, dando continuidade ao legado do pai em vez de o substituir. É uma escolha que resolve, de forma narrativa, o dilema que a Marvel arrastava desde a morte de Boseman em 2020: como manter viva uma personagem sem apagar o actor que a definiu.

Letitia Wright (Shuri) e Winston Duke (M’Baku) regressam ao elenco, e Denzel Washington junta-se ao Universo Cinematográfico Marvel num papel ainda mantido em segredo — uma das contratações mais inesperadas do painel. Coogler revelou ainda que “Black Panther 3” será filmado inteiramente em película de grande formato, uma primeira absoluta para o MCU, sinal de que o realizador continua a tratar esta saga com um cuidado visual distinto do resto do universo Marvel.

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Indiana Jones regressa à Marvel Comics em dezembro com “The Sword of Pandemonium”

A Marvel Comics anunciou, no painel da Lucasfilm Publishing na San Diego Comic-Con, o regresso de Indiana Jones às suas páginas em dezembro, com “Indiana Jones and the Sword of Pandemonium”, uma nova minissérie de cinco números escrita por Jason Aaron e desenhada por Aaron Kuder, que arranca uma nova era de aventuras em banda desenhada para o arqueólogo mais famoso do cinema.

A história situa-se pouco depois de “Os Salteadores da Arca Perdida”: os inimigos mais notórios de Indy, incluindo o regresso improvável de um arqui-inimigo, procuram uma nova fonte de poder para compensar a derrota anterior — uma fonte que caiu nas mãos da sua antiga companheira, Marion Ravenwood. Indiana Jones parte então numa corrida pelos quatro cantos do mundo atrás de uma arma de origem bíblica, num enredo pensado para testar tanto as suas capacidades de arqueólogo como o seu cepticismo perante o sobrenatural. A capa principal é assinada por Bryan Hitch, com variante de Alex Ross, e o primeiro número chega às bancas a 9 de dezembro.

“Quero aventurar-me ao lado de Indiana Jones desde os meus 8 anos, escalar criptas antigas e fugir a correr por sítios exóticos, à procura dos tesouros mais lendários do mundo”, partilhou Jason Aaron. “Sinto o mesmo tipo de alegria que senti em 2015, quando lançámos ‘Star Wars #1’. Este é o Indy de ‘Os Salteadores da Arca Perdida’, logo depois da sua experiência atormentada na ilha de Geheimhaven. Eventos sombrios foram postos em movimento nesse dia, novos inimigos estranhos ergueram-se das sombras, e para Indy e Marion Ravenwood, as aventuras pelo mundo, os socos, o chicote e os escapes à morte — sem esquecer a arqueologia — estão só a começar.” Kuder, o desenhador, acrescentou simplesmente: “Indy sempre pareceu destinado a ser presença fixa na banda desenhada.”

O anúncio surge poucas semanas depois de a Marvel revelar “Indiana Jones: The Further Adventures Book I” e “Book II”, duas capas duras de luxo que recolhem as sagas clássicas do personagem publicadas nos anos 80, com trabalho de nomes como David Michelinie, Walt Simonson, John Byrne e John Buscema, previstas para setembro. O primeiro volume junta as adaptações de “Os Salteadores da Arca Perdida” e “O Templo Perdido” publicadas na revista Marvel Super Special, além dos números 1 a 16 de “The Further Adventures of Indiana Jones” (1983); o segundo reúne a adaptação de “A Última Cruzada” (1989) e os números 17 a 34 da mesma colecção regular.

É uma aposta clara da Marvel em repetir a fórmula que resultou tão bem com o relançamento de “Star Wars” em 2015: usar a banda desenhada para alimentar, entre estreias de filmes, a fome de quem cresceu com estas personagens — e para lembrar que, muito antes de qualquer streaming, era nas bancas que estas aventuras continuavam.

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“Blade Runner 2099”: primeiro trailer traz Michelle Yeoh e Hunter Schafer ao universo de Ridley Scott

A Prime Video lançou o primeiro trailer de “Blade Runner 2099”, que assinala o regresso da saga de ficção científica de Ridley Scott, nove anos depois de “Blade Runner 2049”. Desta vez em formato de minissérie, a história decorre depois dos acontecimentos tanto do filme original como da sequela de Denis Villeneuve, que trouxe Harrison Ford de volta como Rick Deckard ao lado de Ryan Gosling no papel do blade runner replicante K.

Michelle Yeoh, vencedora do Óscar por “Todos Ao Mesmo Tempo em Todo o Lado”, interpreta Olwen, uma replicante a braços com o fim da sua própria existência, enquanto Hunter Schafer, revelação de “Euphoria”, dá vida a Cora, uma humana perseguida por blade runners. No trailer, as duas personagens unem forças no meio da guerra entre replicantes e humanos — um conflito que a série parece levar para território mais aberto e político do que os filmes. A frase que fecha o vídeo, dita por Olwen a Cora, resume bem essa ambição: “O velho mundo luta sempre para voltar. Os humanos querem aquilo que lhes foi tirado. Mas agora é a nossa vez.”

O elenco regular soma ainda Dimitri Abold (“Os Jogos da Fome: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”) e Lewis Gribben (“Somewhere Boy”), com presenças recorrentes de Katelyn Rose Downey (“A Freira 2”), Daniel Rigby (“Renegade Nell”), Johnny Harris (“A Gentleman in Moscow”), Amy Lennox (“Only Child”), Sheila Atim (“A Mulher Rei”) e Matthew Needham (“A Casa do Dragão”). As filmagens decorreram sobretudo nos estúdios Barrandov, em Praga, com produção adicional em Barcelona.

À frente do projecto está Silka Luisa, conhecida por “Shining Girls”, como showrunner e produtora executiva, com o próprio Ridley Scott a somar-se à produção executiva junto de David W. Zucker e Clayton Krueger, da Scott Free Productions. Jonathan van Tulleken, responsável por dois episódios de “Shōgun” e por “Dope Thief”, realiza os dois primeiros episódios — uma escolha que sugere continuidade visual com o prestígio televisivo mais recente da HBO e da FX.

“Blade Runner 2099” estreia na Prime Video a 25 de novembro, com uma aposta clara: provar que o universo criado por Scott em 1982 ainda tem perguntas por fazer sobre o que separa humanos de replicantes — e que talvez seja em série, não em filme, que essas perguntas ganham espaço para respirar.

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Pamela Anderson está de volta — e desta vez é a musa mais perturbadora do ano

Pamela Anderson tem quatro filmes a caminho nos próximos meses, e o primeiro é também o mais radical de toda a carreira: “Rosebush Pruning”, realizado por Karim Aïnouz e escrito por Efthimis Filippou — argumentista habitual de Yorgos Lanthimos —, uma sátira negríssima sobre uma família obscenamente rica e incestuosa que acredita que a matriarca (Anderson) foi devorada por lobos. Tracy Letts interpreta o marido perverso da personagem, Callum Turner, Jamie Bell, Lukas Gage e Riley Keough são os filhos profundamente disfuncionais do casal, e Elle Fanning surge como a amante de Bell. É um filme que não poupa o espectador: as relações entre os membros da família ultrapassam largamente o desconforto normal do género, com cenas de teor sexual explícito entre parentes a servir de espinha dorsal a uma crítica social mais ampla — segundo Tracy Letts, em conferência de imprensa, “é sobre fascismo”.

Anderson, de 59 anos, não hesita em assumir o incómodo que o filme provoca. “Gosto de mexer com as coisas e não preciso de ser simpática”, resume. Para a actriz, o filme funciona como retrato de uma “epidemia de riqueza jovem sem qualquer justificação”, e o fascismo do título é antes de mais “esta vaziez narcisista, este estilo vazio — uma versão não-poética e clonada de tudo, à IA”. Não é o primeiro projecto em que Aïnouz confia nela: o realizador brasileiro elogia “a generosidade e abertura para arriscar” da actriz, e “uma mistério e um carisma que são a marca registada de uma verdadeira estrela de cinema”.

“Rosebush Pruning” chega no momento mais alto da segunda vida profissional de Anderson. Tudo começou com o documentário da Netflix “Pamela, a Love Story”, nomeado para dois Emmys, que chamou a atenção de Gia Coppola e lhe valeu o papel de uma showgirl de Las Vegas envelhecida em “The Last Showgirl” — a interpretação mais aclamada da sua carreira, com nomeações para o Globo de Ouro e o SAG de Melhor Actriz, ainda que ignorada pelos Óscares, algo que a própria trata com uma leveza quase filosófica: “Sinto que estou apenas no início da carreira.” Seguiu-se a comédia de estúdio “Naked Gun”, ao lado de Liam Neeson, cuja química em cena gerou especulação real sobre um romance fora do ecrã durante a promoção do filme.

A lista de projectos por estrear é longa: “Place to Be”, onde contracena com Ellen Burstyn; “Love Is Not the Answer”, que assinala a estreia de Michael Cera como realizador, com Anderson a estrear cabelo vermelho numa transformação que descreve como um “Hail Mary”; “Sundays”, ao lado de Billy Bob Thornton; e “Alma”, com Sally Potter, um filme a preto e branco passado numa única noite em Londres, que descreve como “uma experiência quase religiosa”.

Fora dos sets, Anderson diz ter feito as pazes com o episódio mais invasivo da sua vida pública — a série “Pam & Tommy”, da Hulu, que recriou sem o seu consentimento os anos mais mediáticos da sua vida. Já não espera o pedido de desculpas de Seth Rogen que outrora reclamou publicamente: “Deixei isso ir. Uso a minha vida inteira como material para as personagens, por isso não me vou queixar. É tudo boa pesquisa.” Também desmentiu ter recusado um papel no reboot de “Baywatch” da Fox — “nunca ouvi falar nisso”, garante, sugerindo que a conversa terá sido antes com os filhos, sobre produção.

O resto do tempo passa-o no jardim de mais de 1.400 metros quadrados que mantém na Vancouver Island, com vista para o mar — motivo, aliás, de um recente sucesso viral nas redes sociais. É lá que faz conservas e picles para angariar fundos para causas de protecção animal, e onde, entre podas e leituras, prepara a próxima personagem: “Cada filme é melhor do que terapia.”

O actor de ‘Reacher’ ataca Trump sem filtros: ‘Mostrem os ficheiros Epstein’

Morreu Chuck Russell, o realizador que deu cara a Freddy Krueger, à Máscara e ao Eraser, aos 74 anos

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Matthew McConaughey lança gelado com tequila, e há um sabor exclusivo do Texas

“McConaughey troca os sets de filmagem pelo balcão de gelados — com tequila incluída”

Matthew McConaughey, actor texano com Óscar na prateleira e uma carreira construída também fora dos plateaus, tem novo projecto — e desta vez não é cinema. Junto com a mulher, Camila, lançou uma linha de gelados com tequila, através da marca do casal, a Pantalones Organic Tequila, em parceria com a Tipsy Scoop, cadeia especializada em gelados alcoólicos com 11 “barlours” espalhados pelos Estados Unidos.

A colecção, de edição limitada, tem dois sabores inspirados em margaritas. O primeiro, “Peaches & Cream Margarita”, junta uma base aveludada de pêssego à Tequila Reposado Pantalones Organic, com um toque de lima. O segundo é exclusivo do Texas: “Dallas Margarita Sorbet”, uma versão vegan de citrinos com licor de laranja, sumo de lima fresco e a mesma tequila da marca — só disponível quando abrir o novo Barlour de Dallas, ainda este verão.

Até lá, quem quiser experimentar o “Peaches & Cream Margarita” pode fazê-lo em qualquer loja Tipsy Scoop até agosto, a 8,50 dólares a bola ou 16 dólares o litro, ou encomendar à distância através da Goldbelly, num pack de quatro litros por 109,95 dólares. “A maioria das margaritas serve-se com gelo. Este verão, decidimos servir a nossa às colheradas”, resume Persia Tatar, directora de marketing da Pantalones Organic Tequila. “O Dia Nacional da Tequila é um dos nossos feriados preferidos, por isso associarmo-nos à Tipsy Scoop para transformar uma margarita de verão em gelado pareceu-nos óbvio. É divertido, inesperado, e prova que a tequila tem lugar para lá do copo.”

Não é bem “Dazed and Confused”, mas prova que McConaughey continua a construir império para lá do ecrã — desta vez, com sabor a limão e a “alright, alright, alright”.

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Johnny Depp surpreendeu o público da San Diego Comic-Con ao surgir caracterizado como Ebenezer Scrooge para apresentar, em primeira mão, o trailer de “Ebenezer: Um Conto de Natal”. A Paramount Pictures aproveitou o momento para divulgar também as primeiras imagens oficiais do filme, que estreia nas salas portuguesas a 12 de novembro, com distribuição da NOS Audiovisuais.

O maior interesse deste projecto não está só no regresso de Depp a um papel de composição pesada — é também a escolha do realizador que intriga. Ti West, o nome por trás de “X”, “Pearl” e “MaXXXine”, troca o terror rural americano por Charles Dickens, prometendo uma “nova abordagem” ao clássico mais adaptado do cânone natalício, com a promessa explícita de revelar uma história diferente daquela que o público já conhece de memória. É uma aposta de género pouco óbvia, e talvez seja precisamente por isso que funciona: poucos realizadores trariam a um “Conto de Natal” a mesma atenção ao desconforto psicológico que West aplicou aos seus filmes de terror.

O argumento é de Nathaniel Halpern, criador da série “Legion”, outro nome habituado a desconstruir personagens conhecidas em vez de as ilustrar. Ao lado de Depp, o elenco reúne um conjunto invulgarmente extenso para este tipo de produção: Rupert Grint, Andrea Riseborough, Sam Claflin, Daisy Ridley, Arthur Conti, Ellie Bamber, Henry Lloyd-Hughes, Charlie Murphy, Tramell Tillman e Ian McKellen.

Com esta combinação de realizador, argumentista e elenco, “Ebenezer” surge como um dos títulos mais imprevisíveis do calendário de outono — e o momento escolhido para o revelar, em pleno palco da Comic-Con, não deixa dúvidas sobre a ambição do projecto.

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O actor de ‘Reacher’ ataca Trump sem filtros: ‘Mostrem os ficheiros Epstein’

Alan Ritchson, protagonista de “Reacher”, tornou-se assunto nas redes sociais depois de um desabafo político no podcast “Happy Sad Confused”, de Josh Horowitz, em que acusa Donald Trump de violação e pedofilia e exige a divulgação dos chamados “ficheiros Epstein”.

“Acho que as pessoas têm um bocado de medo de mim”, disse Ritchson sobre a reacção a falar abertamente do que pensa. “Porque acham, ‘ele é uma arma descontrolada’. E não sou. Só estou a dizer aquilo que todos deviam dizer, se é que quero saber de humanidade.” Segundo o actor, há motivo de sobra para revolta “com os abusos que estão a acontecer” — e foi directo ao assunto que mais o incomoda: “Os ficheiros Epstein! Os [insulto] ficheiros Epstein! Onde é que eles estão? Isto é uma [insulto] farsa legal! Mostrem lá, seus [insulto] pedófilos!”

Ritchson reconheceu que, sendo cristão, sabe que vai ser questionado sobre como concilia a fé com a linguagem que usa — e não recuou: “Esta é a minha [insulto] política, meu! Eu tratava disto num instante! Tirava aqueles ficheiros Epstein a lume em dois segundos! [Insulto] saiam da frente.” E continuou: “Não querem ver o que está lá dentro para podermos responsabilizar as pessoas? Estes [insulto] violadores. Vocês estão todos bem com isso. Esse [insulto] tem as chaves dos códigos nucleares, e anda metido com miúdas de 13 anos. Meu, a sério? Vai para a prisão. Vai para a prisão.”

Aos 42 anos, Ritchson soma um currículo que vai muito além de “Reacher”: esteve este ano em “War Machine” e, em 2025, protagonizou “Playdate” e “Motor City — Sede de Vingança”, este último já noticiado aqui pela sua longa e atribulada história de desenvolvimento.

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Morreu Chuck Russell, o realizador que deu cara a Freddy Krueger, à Máscara e ao Eraser, aos 74 anos

Chuck Russell, realizador, argumentista e produtor responsável por alguns dos títulos mais populares do cinema de género das décadas de 80 e 90, morreu na quarta-feira, dia 22 de julho, em sua casa na zona de San Diego. Tinha 74 anos. Os bombeiros locais foram chamados ao domicílio na sequência de uma emergência médica e encontraram-no já inconsciente; a causa da morte não foi divulgada.

A estreia de Russell na realização de longas-metragens deu-se em 1987, com “A Hora do Pesadelo 3: Guerreiros do Sonho”, terceira entrada da franquia de Freddy Krueger e, à data, a mais bem-sucedida da série — um começo de carreira que já dizia muito sobre o instinto do realizador para o género. Depois de assinar o remake de “A Mancha Voraz” (“The Blob”) em 1988, Russell teve o momento mais alto da carreira em 1994, com “A Máscara”, a comédia de super-herói que lançou definitivamente Jim Carrey como estrela de cinema. O filme foi um enorme sucesso de bilheteira e valeu uma nomeação para o Óscar de Melhores Efeitos Visuais, criados pela Industrial Light & Magic, de George Lucas. Seguiu-se, em 1996, “Eraser”, com Arnold Schwarzenegger, mais um êxito comercial que reforçou a reputação de Russell como realizador capaz de equilibrar espectáculo e ritmo comercial sem perder identidade própria.

Fica o retrato de uma carreira construída inteiramente dentro do cinema de género — terror, super-heróis, acção — numa altura em que esse território ainda era tratado com desdém pela crítica mais séria, e que Russell ajudou a tornar, título a título, em terreno de culto duradouro.

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Miguel Costa apresenta “Bolhas de Sabão no Fim do Mundo”, um filme musical criado com ferramentas de IA

Miguel Costa, um dos fundadores do Clube de Cinema e principal editor do site, acaba de lançar “Bolhas de Sabão no Fim do Mundo”, um filme musical de animação que cruza música, cinema e ferramentas de inteligência artificial para contar uma história sobre isolamento, certezas e a dificuldade de continuarmos a falar uns com os outros.

Formado em Engenharia Informática, Miguel Costa sempre manteve uma ligação próxima à música, ao cinema e à criação de conteúdos. A curiosidade pelas novas ferramentas de geração de imagem e vídeo acabou por levá-lo a explorar um território diferente daquele em que trabalha habitualmente: usar inteligência artificial não apenas para produzir imagens isoladas, mas para construir uma narrativa visual com continuidade, personagens, ambiente e intenção dramática.

“Bolhas de Sabão no Fim do Mundo” é a sua segunda experiência neste universo. O projecto nasceu primeiro como canção e cresceu depois para um filme construído plano a plano, numa praça europeia onde as pessoas vivem dentro de bolhas frágeis e translúcidas. Essas bolhas representam ecrãs, medos, crenças, vaidades, filtros, algoritmos pessoais e a forma como cada pessoa pode acabar fechada na sua própria interpretação da realidade.

Ao longo do filme, a praça transforma-se. O fogo surge no chão, a água invade as ruas, a multidão continua a dançar e um profeta mediático promete respostas simples a pessoas cada vez mais isoladas. Apesar da dimensão apocalíptica das imagens, o filme não pretende falar do fim literal do mundo. O centro da história está no colapso da conversa, na fragmentação da realidade comum e na possibilidade de ainda encontrarmos alguém do outro lado.

A produção implicou várias semanas de trabalho, com criação de imagens de referência, animação, montagem, correcções de continuidade e sucessivas tentativas para evitar que as ferramentas automáticas alterassem a lógica das cenas. Mais do que uma demonstração tecnológica, o objectivo foi perceber até que ponto estas ferramentas podem ser utilizadas para contar uma história com identidade própria.

O filme está disponível no canal de YouTube Miguel Costa — Música e Imagem, criado para reunir canções, videoclips, filmes curtos e outras experiências audiovisuais.

Miguel Costa deixa também um convite aos leitores do Clube de Cinema:

“Esta é a minha segunda experiência com estas ferramentas e gostava genuinamente de saber a vossa opinião. Mais do que discutir apenas a tecnologia, interessa-me perceber se a história funciona, se as imagens ajudam a transmitir a ideia e o que fica depois de o filme terminar.”

Vê “Bolhas de Sabão no Fim do Mundo” no vídeo abaixo, deixa a tua opinião nos comentários e subscreve o canal Miguel Costa — Música e Imagem para acompanhar os próximos projectos.

Canal de YouTube: https://www.youtube.com/@MiguelCosta-MúsicaeImagem

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Estreias da Semana 23 de Julho

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“Primetime”, com Robert Pattinson no papel do apresentador de “To Catch a Predator”, estreia a 25 de setembro

Alternativa: “Depois de garantir vaga na Competição de Veneza, o novo filme de Robert Pattinson já tem data de estreia”

A A24 marcou já a estreia nos cinemas de “Primetime” para 25 de setembro, depois de o filme ter garantido lugar na Competição Oficial do Festival de Veneza, onde disputa o Leão de Ouro. Robert Pattinson interpreta Chris Hansen, o correspondente da NBC Dateline que, em 2006, se tornou figura de televisão ao protagonizar “To Catch a Predator”, o formato que expunha ao vivo suspeitos de aliciamento de menores.

A realização é de Lance Oppenheim, cineasta com percurso feito em documentário, e o elenco reúne ainda Merritt Wever, Skyler Gisondo, Phoebe Bridgers e Anna Faris. É um material sensível por natureza — um formato televisivo que na altura gerou tanto aplauso como críticas sérias sobre métodos e ética —, e a escolha de o revisitar em ficção, com Pattinson a assumir o registo mais desconfortável da sua carreira recente, é já por si um dos apostas mais arriscadas da temporada de prémios que se aproxima.

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Tom Holland confirma: o próximo passo é dançar como Fred Astaire, sem duplos e em plano-sequência

Tom Holland confirmou esta semana que, assim que terminarem as promoções de “A Odisseia” e de “Homem-Aranha: Um Novo Dia”, vai dedicar-se por inteiro ao biopic de Fred Astaire — o próximo grande projeto da carreira, e talvez o mais arriscado. Holland quer executar ele próprio todas as coreografias de dança do filme, sem recurso a duplos, e filmadas em plano-sequência, à maneira como o próprio Astaire as teria rodado.

“Fiz os meus primeiros ensaios recentemente, e isso encheu-me simultaneamente de entusiasmo e de um pavor absoluto, porque tenho muitíssimo trabalho pela frente para tentar honrar o Fred”, disse o actor. A realização é de Paul King, responsável pelos dois primeiros filmes de “Paddington” e por “Wonka”, com argumento de Lee Hall, o escritor de “Billy Elliot” — uma dupla de currículo talhado para um filme sobre dança, transformação física e reinvenção.

O projeto não está isento de polémica: a viúva de Fred Astaire, Robyn Astaire, opôs-se publicamente à realização do biopic, uma resistência que já persegue este projeto há anos e que promete manter-se como pano de fundo incómodo à medida que a produção avança.

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Marvel antecipa o trailer de “Avengers: Doomsday” à Comic-Con, com X-Men, Thunderbolts e Fantástico 4 em cena

A Marvel decidiu não esperar pelo Hall H de sábado para mostrar as suas cartas. O primeiro trailer público de “Avengers: Doomsday” foi lançado esta segunda-feira, dia 20, dias antes do painel do estúdio na San Diego Comic-Con, marcado para sábado, dia 25 — uma antecipação pensada para coincidir com o início da venda de bilhetes antecipados, exclusiva para as novas salas premium “Infinity Vision” da Disney, cinco meses antes da estreia do filme.

O vídeo confirma a escala do que a Marvel está a preparar: X-Men, Thunderbolts e Quarteto Fantástico surgem lado a lado com Thor, Pantera Negra, Shang-Chi, Loki, Homem-Formiga e dois Capitães América — Sam Wilson e, em imagens de flashback, Steve Rogers. Entre os momentos de destaque estão um confronto entre Gambit e Shang-Chi e um duelo entre Yelena e uma variante dela própria, aparentemente ligado à trama multiverso do filme. Segundo dados de bilheteira reportados pela The Hollywood Reporter, a duração do filme ficou fixada em cerca de 165 minutos — quase duas horas e quarenta e cinco.

“Avengers: Doomsday” estreia a 18 de dezembro, mas a Comic-Con ainda não disse a última palavra: resta o painel de sábado, onde a Marvel deverá revelar mais.

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“A Odisseia” bate recorde de Nolan numa terça-feira e pode superar o segundo fim de semana de “O Cavaleiro das Trevas”

“A Odisseia” não abranda. Depois de estrear com 124,5 milhões de dólares em 3.919 salas norte-americanas — o melhor arranque do ano até agora, a melhor abertura de sempre de Matt Damon como protagonista (superando os 69,2 milhões de “O Ultimato Bourne”, de 2007) e o terceiro melhor debute da carreira de Christopher Nolan —, o filme somou esta terça-feira 21 milhões de dólares, um recorde absoluto para uma terça-feira num filme do realizador.

As previsões para o segundo fim de semana apontam para algo entre 70 e 80 milhões de dólares, uma queda relativamente suave que pode colocar “A Odisseia” à frente do segundo fim de semana de “O Cavaleiro das Trevas” (75,1 milhões, em 2008) — até agora o recorde pessoal de Nolan para uma segunda semana. É um resultado hors catégorie para um filme baseado num poema épico grego com mais de dois milénios, protagonizado por Matt Damon, Zendaya, Robert Pattinson, Tom Holland, Anne Hathaway, Lupita Nyong’o e Charlize Theron.

Parte da explicação está na ausência de concorrência directa: os grandes estúdios evitaram deliberadamente esta janela, deixando o campo livre entre a epopeia de Nolan e a estreia de “Homem-Aranha: Um Novo Dia”, a 31 de julho, que se perfila para uma abertura acima dos 200 milhões. Para Portugal, onde “A Odisseia” já está em exibição desde a semana passada, os números americanos funcionam como reforço da narrativa de fenómeno que já se vivia cá dentro, com as salas IMAX a esgotar sessões.

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“Ice Cream Man”: Eli Roth transforma o camião dos gelados numa máquina de pesadelos

Eli Roth volta ao terror puro com “Ice Cream Man”, que estreia nas salas portuguesas a 6 de agosto, pela distribuição da NOS Audiovisuais. Depois de “Hostel”, “Cabin Fever” e, mais recentemente, “Thanksgiving”, o realizador regressa a território que domina bem: pegar numa imagem de inocência absoluta e virá-la do avesso até se tornar irreconhecível.

Desta vez o alvo é o camião dos gelados, ícone do verão americano, que chega a uma pacata vila suburbana e desencadeia uma sucessão de acontecimentos inexplicáveis. O que começa como rotina despreocupada de férias transforma-se depressa em pesadelo, à medida que as “doces tentações” do misterioso vendedor revelam efeitos aterradores — sobretudo entre as crianças da comunidade, que mergulha numa espiral de loucura, violência e terror.

Não é a primeira vez que o cinema de terror recorre à figura do vendedor de gelados como ameaça disfarçada de inocência — é um território que já rendeu culto noutras décadas —, mas Roth traz a esta ideia a sua abordagem habitual: excesso visual, humor negro por baixo do choque, e pouco interesse em suavizar o que mostra. O elenco reúne Ari Millen, Benjamin Byron Davis e Karen Cliche.

Para quem segue o realizador desde os tempos de “Hostel”, “Ice Cream Man” promete o que se espera dele: desconforto de verão, literalmente servido à colherada.

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