Evil Dead Burn estreia com críticas positivas, mas divide fãs da saga

Chegaram as primeiras críticas a Evil Dead Burn, e a receção tem sido, na generalidade, positiva, ainda que com reservas já previsíveis para quem acompanha a saga desde o filme original de Sam Raimi. Sob o comando de Sébastien Vaniček, realizador que assume agora as rédeas da franquia, o filme é descrito como o capítulo mais brutal de sempre, com sequências de violência que os críticos consideram inventivas e, nalguns casos, genuinamente perturbadoras.

Vários críticos elogiam o ritmo, que nunca esmorece, e a coragem em levar a mitologia dos Deadites ao limite, quarenta e cinco anos depois da estreia da saga original. Ao mesmo tempo, há um coro de vozes que sente falta do humor negro e do tom de comédia pastelão que sempre caracterizou os filmes de Evil Dead, uma marca que as entradas mais recentes têm vindo a abandonar em favor de um registo mais sombrio e visceral.

A crítica mais dura acusa mesmo o filme de ser um exercício técnico de violência sem substância, sem espaço para o humor ou para o exagero cómico que, para muitos fãs, é tão essencial à identidade da franquia quanto o sangue. Ainda assim, o consenso geral aponta para um filme de terror competente e visualmente marcante, ainda que distante do espírito mais brincalhão que consagrou o nome Evil Dead.

O filme estreia nos cinemas portugueses a 24 de julho.