Carla Simón preside ao júri de curtas de Cannes 2026: a realizadora de “Alcarràs” no coração do festival

Faltam duas semanas para o arranque do 79.º Festival de Cannes, marcado para 12 de Maio, e as peças vão tomando o seu lugar. Hoje, o festival confirmou que Carla Simón presidirá ao júri das curtas-metragens e da secção La Cinef — a mais jovem das suas competições, dedicada a filmes de escolas de cinema de todo o mundo. É uma escolha com uma lógica impecável: Simón ganhou o Urso de Ouro em Berlim por Alcarràs em 2022, esteve em Competição em Cannes no ano passado com Romería, e é uma das vozes mais reconhecidas do cinema ibérico contemporâneo. O júri inclui ainda a actriz sul-coreana Park Ji-Min, o realizador iraniano Ali Asgari, o actor francês Salim Kechiouche e o realizador sueco Magnus von Horn.

Em paralelo, a Promoção Europeia de Cinema (EFP) revelou os 20 produtores seleccionados para a 27.ª edição do programa Producers on the Move, que decorre durante o festival. O grupo inclui dois produtores ligados a títulos da Selecção Oficial: a austríaca Lixi Frank, produtora de Everytime de Sandra Wollner — em Un Certain Regard — e co-produtora de The Dreamed Adventure de Valeska Grisebach, em Competição; e o italiano Stefano Centini, na equipa de Death Has No Master de Jorge Thielen Armand, nas Jornadas dos Cineastas. O programa é um dos mais respeitados instrumentos de networking da indústria europeia, e a selecção de 2026 reflecte, segundo o próprio EFP, “um foco assinalável na narrativa conduzida por mulheres”.

A Selecção Oficial deste ano, anunciada a 9 de Abril, tem Park Chan-wook como presidente do júri da Competição — o realizador de Oldboy e Decisão de Partir na mais alta função que Cannes atribui a um cineasta convidado. O festival abre com The Electric Kiss de Pierre Salvadori e inclui a atribuição de duas Palmas de Ouro honoríficas: a Peter Jackson e a Barbra Streisand. O poster oficial desta edição reproduz Geena Davis e Susan Sarandon no set de Thelma & Louise(1991), trinta e cinco anos depois de o filme de Ridley Scott ter estreado precisamente em Cannes.

Para o cinema português e ibérico, Cannes 2026 chega num momento de visibilidade crescente, com a presença de Carla Simón num papel de destaque a confirmar que o cinema da Península mantém um lugar sólido no mapa do festival mais influente do mundo.

“O Diabo Veste Prada 2” abre o verão de Hollywood amanhã com projecção de 180 milhões globais
Há um realizador português a tomar conta das noites de sábado — e não é por acaso
“A Casa dos Espíritos” no Prime Video: Isabel Allende tem finalmente a adaptação que merecia

O Diabo Veste Prada 2: O Realizador Queria o Nate de Volta — Mas a Agenda Não Deixou

Há personagens que envelhecem mal. E depois há o Nate, o namorado chef de Andy Sachs em O Diabo Veste Prada, que envelheceu tão mal que se tornou um fenómeno cultural à parte — não pelo que faz no filme, mas pela forma como as audiências o foram relendo ao longo de quase vinte anos. Hoje, nas redes sociais, Nate é canonicamente o vilão da história: o rapaz que ficou ressentido porque a namorada quis ter uma carreira. Uma leitura que Adrian Grenier, o actor que o interpretou, parece ter abraçado com humor notável.

David Frankel, realizador de O Diabo Veste Prada 2, confirmou à Entertainment Weekly que chegou a ponderar incluir Grenier numa aparição surpresa na sequela. A ideia era “infiltrá-lo” discretamente, mas os calendários de produção não colaboraram e o cameo ficou pelo caminho. Frankel não revelou como teria incorporado a personagem na trama, mas deixou escapar um elogio inesperado: ficou encantado com o facto de Grenier ter feito recentemente um anúncio da Starbucks que brinca directamente com a sua ausência da sequela — “muito engraçado e autodepreciativo”, disse o realizador. “Adoro a humildade e a comédia.”

Grenier, por seu lado, já tinha falado sobre o assunto em Março ao Page Six, com uma candura que também tem o seu charme: “Foi uma desilusão não ter recebido a chamada para a sequela, mas percebo que existe alguma reacção negativa em relação ao Nate enquanto personagem, por isso talvez isso tenha tido algo a ver.” Acrescentou que a situação deixa espaço para um possível spin-off, e concluiu com uma frase que é simultaneamente diplomática e ligeiramente melancólica: “Somos todos fãs do filme, estejamos ou não nele.”

A sequela, que estreia a 1 de Maio nos cinemas — incluindo em Portugal, com o título O Diabo Veste Prada 2 —, reúne Anne Hathaway, Meryl Streep, Emily Blunt e Stanley Tucci vinte anos depois dos acontecimentos do primeiro filme. Andy regressa à Runway numa altura em que a revista luta para sobreviver num panorama mediático irreconhecível, e a trama obriga-a a convencer Emily — agora à frente de uma marca de luxo — a comprar publicidade que pode salvar a publicação. Miranda Priestley, naturalmente, continua a ser Miranda Priestley.

A ausência do Nate é, de certa forma, poeticamente justa. A personagem foi construída para ser o peso que puxa Andy de volta à mediocridade confortável, e o facto de a sequela o ignorar por completo é a vingança silenciosa que vinte anos de releituras feministas do filme estavam a pedir. Se Grenier vier a aparecer num spin-off, será porque a cultura pop tem um sentido de humor que não falha.

Michael: O Realizador Confirma Que Há Material para uma Sequela — e Explica Por Que as Acusações Ficaram de Fora

Helena Bonham Carter Sai de The White Lotus Dias Depois de Começarem as Filmagens

Jackass: Último Shot de Loucura Já Tem Trailer — e Johnny Knoxville Promete uma Despedida à Altura

Michael: O Realizador Confirma Que Há Material para uma Sequela — e Explica Por Que as Acusações Ficaram de Fora

O fim de semana foi de Antoine Fuqua. O biopic Michael, sobre a vida de Michael Jackson, arrecadou 97 milhões de dólares no mercado norte-americano e mais de 217 milhões a nível global na estreia — o melhor arranque de sempre para um biopic musical, num resultado que surpreendeu a própria indústria. Agora, com os números na mão, Fuqua falou com a Deadline sobre as decisões que moldaram o filme: a sequela que já está implicitamente preparada, os 50 milhões de dólares em reshoots que ninguém esperava, e a ausência das acusações de abuso sexual que continuam a definir a herança de Jackson.

O filme termina com um cartão a dizer “A Sua História Continua” — uma indicação clara de intenções. Fuqua confirmou que existe material filmado para uma segunda parte e que a estrutura narrativa do primeiro filme foi deliberadamente concebida como prólogo. A ideia era simples na teoria e complicada na execução: antes de poder confrontar o público com a complexidade e as sombras do Jackson adulto, era preciso construir empatia suficiente pelo Jackson humano — o rapaz de Indiana, o filho de Joe Jackson, o artista que se tornou num fenómeno sem precedentes.

A ausência das acusações de abuso sexual levantadas por Jordan Chandler não foi uma escolha criativa pura. Fuqua revelou que o filme originalmente abria com a invasão policial à Neverland Ranch em 1993, na sequência das alegações de abuso do então adolescente de 13 anos. Essa cena foi removida quando, já na fase de entrega do director’s cut, a produção descobriu que o acordo de resolução civil entre Chandler e o espólio de Jackson incluía uma cláusula que impedia que o caso fosse dramatizado. O resultado foi 50 milhões de dólares em reshoots — numa produção que já custava 200 milhões — e uma reconfiguração completa da estrutura do filme. “Foi um dia difícil”, disse Fuqua, com a contenção de quem está a descrever uma catástrofe logística de forma civilizada.

Jackson chegou a acordo civil com a família Chandler por um valor reportado de 25 milhões de dólares, após o que Chandler deixou de cooperar com os procuradores. Em 2005, Jackson foi absolvido de outras acusações de abuso de menores. O seu espólio continua a negar todas as alegações levantadas contra o cantor, incluindo as documentadas em Leaving Neverland, o documentário de 2019 que reacendeu o debate público sobre o seu legado. O filme de Fuqua não toma posição sobre nada disto — e é precisamente essa ausência que alimentou grande parte da discussão crítica em torno do projecto.

O realizador defende a opção com uma lógica que é cinematograficamente coerente, ainda que eticamente questionável para muitos: “A menos que possas verdadeiramente tomar o teu tempo, voltemos ao princípio e mostremos às pessoas quem ele era em palco. É um super-herói em palco. O cinema tem o poder da empatia para dizer que isto é um ser humano. Ninguém é perfeito.” A sequela — cuja existência Fuqua confirma “absolutamente” — será o espaço onde essas questões terão de ser enfrentadas, ou onde a franchise provará definitivamente que prefere a hagiografia à complexidade.

O que os números do fim de semana demonstram, acima de tudo, é que o público tem apetite para Michael Jackson independentemente do debate — ou talvez precisamente por causa dele. A crítica foi fria, com 38% no Rotten Tomatoes, mas o público respondeu com 97% na mesma plataforma, uma das maiores divergências do ano. Jaafar Jackson, sobrinho do cantor e protagonista do filme, convenceu quem foi ver: a performance física e musical é, por consenso, o elemento mais forte de uma produção que em tudo o resto divide opiniões.

Fuqua nunca chegou a conhecer Michael Jackson — o cantor morreu em Junho de 2009, aos 50 anos, de intoxicação aguda por propofol — mas esteve perto de o fazer: foi considerado para realizar o videoclipe de Remember the Time. Décadas depois, acabou por construir o retrato mais ambicioso que o cinema já fez do rei do pop. Se a sequela confirmar o que o primeiro filme apenas esboça, ficará a saber-se se estava à altura do desafio.

Jackass: Último Shot de Loucura Já Tem Trailer — e Johnny Knoxville Promete uma Despedida à Altura
O Que Ver em Maio no Streaming: O Guia de Fim de Abril para Netflix, Prime Video, SkyShowtime, Max e Filmin
Os Anéis do Poder Chega ao TVCine Edition: A Segunda Era da Terra Média a Partir de 29 de Abril
Trump vs. Late Night: Melania Exige que a ABC Despedisse Kimmel e o Fantasma de Colbert Paira sobre Hollywood

O Que Ver em Maio no Streaming: O Guia de Fim de Abril para Netflix, Prime Video, SkyShowtime, Max e Filmin

Abril está a acabar e com ele um dos meses mais intensos do ano em termos de streaming. Antes de virar a página para Maio — que também não vem de mãos a abanar —, vale a pena fazer o ponto da situação: o que ainda está por ver, o que chegou nos últimos dias, e o que merece atenção já a partir de esta semana.

Na Netflix, o destaque de fim de mês é a estreia hoje de Straight to Hell, nova série dramática, que se junta a um Abril já considerável. O mês trouxe a Stranger Things: Tales from ’85 — o spin-off que expande o universo de Hawkins para os anos 80 com um elenco novo —, a segunda temporada de Beef, agora uma antologia com Oscar Isaac e Carey Mulligan, e a terceira temporada de Euphoria, um dos regresos mais aguardados da televisão dos últimos dois anos. Quem ainda não arrancou com nenhum destes títulos tem material suficiente para semanas. Para os próximos dias, o calendário de Maio indica ainda o regresso de Berlim — o spin-off de A Casa de Papel — com segunda temporada a 15 de Maio, e a estreia de A Good Girl’s Guide to Murder, segunda temporada, a 27 de Abril.

Na Prime Video, a semana que começa traz um título que não passa despercebido: Spider-Noir, com Nicolas Cage como detetive e super-herói nos anos 30 de Nova Iorque, chega globalmente a 27 de Maio — mas a Prime Video já confirmou que Portugal está incluído nos mais de 240 territórios do lançamento simultâneo. É o título de streaming mais aguardado de Maio. Antes disso, quem ainda não terminou a quinta e última temporada de The Boys tem um bom motivo para o fazer: o episódio final está marcado para 20 de Maio, encerrando uma das séries mais celebradas da plataforma.

Na Max, The White Lotus continua a ser o elefante na sala — ou melhor, no quarto de hotel. A temporada 4 está em rodagem em França e não deve chegar ao serviço antes do final do ano. Enquanto isso, quem ficou com a quinta temporada de House of the Dragon no horizonte pode confirmar: ainda sem data, mas com produção confirmada. O que está disponível e merece atenção nestas semanas é a segunda temporada de Criminal Record, a série britânica com Peter Capaldi e Cush Jumbo, que estreou a 22 de Abril.

Na SkyShowtime, Abril foi um mês de apostas europeias. Gomorrah: The Origins, a prequela que recua às origens de Don Pietro Savastano, está disponível na íntegra desde 1 de Abril — para os fãs do universo napolitano de Roberto Saviano, é leitura obrigatória. O thriller galês Under Salt Marsh, que acompanha uma ex-detetive a investigar a morte suspeita de um aluno numa comunidade costeira, está a ser emitido em episódios semanais. E já em Maio, a plataforma prepara Dutton Ranch, mais uma extensão do universo Yellowstone de Taylor Sheridan, que chega a 22 de Maio. Para quem segue as séries do criador de Yellowstone com regularidade, é o próximo capítulo de uma saga televisiva que não dá sinais de abrandar.

No Filmin, o mês de Abril trouxe cinema de autor de qualidade assinalável. A adaptação de François Ozon para O Estrangeiro, de Albert Camus — vencedora do César de Melhor Actor Secundário — chegou a 10 de Abril, assim como Franz Kafka, o biopic do escritor realizado por Agnieszka Holland (três vezes nomeada ao Óscar), que passou pelos festivais de Toronto e San Sebastián. Para Maio, a plataforma prepara Nouvelle Vague de Richard Linklater, a grande triunfadora dos prémios César, que chega a 1 de Maio; e A Cronologia da Água, a estreia de Kristen Stewart na realização, adaptando as memórias de Lidia Yuknavitch, prevista para 8 de Maio. O Filmin continua a ser, para o cinéfilo português, a melhor porta de entrada para o cinema de festival que não chega facilmente às salas.

Helena Bonham Carter Sai de The White Lotus Dias Depois de Começarem as Filmagens
Os Anéis do Poder Chega ao TVCine Edition: A Segunda Era da Terra Média a Partir de 29 de Abril
James Safechuck quebra o silêncio com a estreia do biopico de Michael Jackson: “Os nossos abusadores são por vezes elogiados”

Christina Applegate Quebra o Silêncio — “Estou a Ficar Mais Forte”

Há formas de falar sobre doença que infantilizam quem a tem. Christina Applegate não usa nenhuma delas. A actriz de 54 anos, diagnosticada com esclerose múltipla em Junho de 2021, publicou ontem no Instagram uma mensagem curta depois de dias de silêncio após relatos de hospitalização: “Obrigada pelo amor e pelos votos de melhoras. Os problemas de saúde são uma constante para mim, mas sou uma mulher forte e estou a ficar mais forte e melhor a cada dia. Estou a tirar um momento para me focar na minha saúde, mas voltarei com mais para dizer em breve.” Ao lado das palavras, uma fotografia de uma caneca de café com a frase “Kissy Kissy” e o seu livro de memórias recém-publicado, You With the Sad Eyes. Nenhum drama. Nenhum pedido de simpatia. Apenas a confirmação de que ainda está cá.

O TMZ tinha revelado na quinta-feira que Applegate tinha sido hospitalizada em Los Angeles desde finais de Março, com fontes próximas a descreverem a situação como séria. A actriz não tinha comentado os relatos, e a sua última publicação no Instagram antes de ontem tinha sido sobre o seu livro de memórias se ter tornado bestseller de áudio do New York Times. Publicações como o Daily Mail e o Page Six chegaram a relatar que pessoas próximas de Applegate se estavam a preparar para o pior. A mensagem de ontem contrariou esses relatos directamente — sem os mencionar, sem os rebater, apenas com a sua própria voz.

Applegate foi diagnosticada com esclerose múltipla durante as filmagens da terceira temporada de Dead to Me, a série da Netflix onde interpretou Jen Harding ao longo de três temporadas até 2022. Contou publicamente o diagnóstico no Twitter em Agosto de 2021 com a contenção irreverente que a caracteriza: “Olá amigos. Há alguns meses fui diagnosticada com EM. Tem sido uma viagem estranha. Mas tenho sido muito apoiada por pessoas que conheço e que também têm esta condição. Tem sido um caminho difícil. Mas como todos sabemos, o caminho continua. A menos que algum idiota o bloqueie.” Era exactamente a voz de alguém que não quer compaixão — quer honestidade.

Desde o diagnóstico, Applegate tem falado regularmente sobre como a doença afecta a sua vida quotidiana. Numa entrevista ao New York Times enquanto promovia o livro, descreveu a esclerose múltipla como “empurrar uma pedra morro acima” e revelou que acorda frequentemente com as mãos contraídas, incapaz de se mover ou caminhar até à casa de banho. “Não me digas que estás com bom aspecto hoje. Não quero ouvir. Ajuda-me a levantar. É tudo.” É o tipo de declaração que só é possível quando alguém decidiu, conscientemente, recusar o papel de vítima inspiracional que a sociedade gosta de atribuir a pessoas com doenças crónicas.

O livro de memórias You With the Sad Eyes, publicado no mês passado, percorre os vários capítulos difíceis da sua vida — o diagnóstico de cancro da mama em 2008, a esclerose múltipla, as hospitalizações repetidas — com a mesma voz: directa, sem concessões, por vezes engraçada de uma forma que só funciona quando vem de alguém que realmente viveu o que está a descrever. No livro, Applegate escreve que foi ao serviço de urgências inúmeras vezes desde o diagnóstico. É um livro sobre resistência, mas não do tipo que aparece nos postais motivacionais.

Christina Applegate tem 54 anos, uma carreira que vai de Married… with Children a Bad Moms, e uma forma de estar no mundo que recusa sistematicamente ser reduzida à sua doença. A mensagem de ontem — breve, directa, sem ornamentos — é exactamente isso. Está a ficar mais forte. E vai ter mais para dizer em breve.

Safe Houses — Ana de Armas e Jennifer Connelly Investigam um Assassínio da CIA em Madrid para a Apple TV+

Coachella Weekend 2 Esmagou o Weekend 1 — E Madonna, Billie Eilish e SZA Mudaram as Regras do Festival

“Companion” estreia no TVCine Top: horror sci-fi sobre IA, controlo e manipulação chega a 24 de abril

Discretos, Elegantes e Unidos: Há Um Casal em Hollywood Que Continua a Fugir às Regras

Num universo como Hollywood, onde as relações parecem muitas vezes tão efémeras quanto uma estreia de sexta-feira, há um casal que continua a destacar-se precisamente pelo oposto: discrição, estabilidade e uma cumplicidade rara. Keanu Reeves e Alexandra Grant voltaram a prová-lo — desta vez num evento que rapidamente captou todas as atenções.

O actor, conhecido mundialmente por papéis icónicos em filmes como Matrix, surgiu acompanhado pela sua companheira de longa data na antestreia de Outcome, em Nova Iorque. O evento decorreu no AMC Lincoln Square e marcou mais um momento público onde o casal mostrou, sem esforço nem exageros, a força de uma relação que já dura há vários anos.

Reeves, de 61 anos, apareceu com a elegância clássica que o caracteriza: fato preto, camisa cinzenta escura e gravata, num registo sóbrio mas eficaz. Ao seu lado, Alexandra Grant, de 53 anos, optou por um visual igualmente discreto, com um casaco cinzento sobre um conjunto preto. Juntos, compõem uma imagem que foge ao habitual brilho artificial de Hollywood, privilegiando antes uma estética simples, quase intemporal.

Mas não foi apenas o estilo que chamou a atenção. De mãos dadas e com sorrisos serenos, Keanu Reeves e Alexandra Grant demonstraram uma naturalidade pouco comum em eventos deste género. Não há poses forçadas nem encenações calculadas — apenas a presença tranquila de duas pessoas que parecem genuinamente confortáveis uma com a outra.

A relação entre ambos tornou-se pública em novembro de 2019, durante a LACMA Art + Film Gala, em Los Angeles. Desde então, têm mantido uma postura consistente: aparecer quando faz sentido, mas sempre longe do ruído excessivo que caracteriza tantas relações mediáticas.

Curiosamente, uma das questões que mais tem acompanhado o casal não está relacionada com polémicas, mas sim com um detalhe insistente: os rumores de casamento. Alexandra Grant abordou recentemente o tema numa entrevista à revista People, explicando que decidiu esclarecer publicamente a situação nas redes sociais.

Segundo a artista, a constante onda de felicitações acabou por se tornar difícil de gerir. A resposta surgiu com humor e pragmatismo: uma publicação simples que deixasse claro que, apesar da relação sólida e do amor evidente, não existe casamento. Uma espécie de “gota de detergente” — nas palavras da própria — que limpou rapidamente os equívocos.

O mais interessante em tudo isto é talvez aquilo que não se vê. Numa indústria onde a narrativa muitas vezes é construída à base de escândalos e dramatizações, Keanu Reeves e Alexandra Grant oferecem algo quase revolucionário: normalidade. Uma relação estável, respeitosa e longe das convenções mediáticas.

E talvez seja precisamente por isso que continuam a captar tanta atenção. Porque, no meio de tanta ficção, há algo profundamente autêntico em ver duas pessoas simplesmente… bem.

O Vilão Que Pensavas Conhecer Está de Volta — Mas Nunca o Viste Assim

Há Um Canal Que Vai Transportar-te Para a Magia do Cinema Italiano — e Só Tens Uma Tarde Para Aproveitar

O Festival Que Transforma Lisboa Num Cinema Vivo Está de Volta — e Nunca Foi Tão Ambicioso

Uma história que começou numa festa… e nunca acabou: o amor improvável entre Val Kilmer e Cher

Nem todas as grandes histórias de amor terminam — algumas transformam-se em algo ainda mais raro

Há relações que nascem de forma inesperada e desaparecem com o tempo. E depois há aquelas que mudam de forma… mas nunca verdadeiramente acabam.

Foi isso que aconteceu entre Val Kilmer e Cher — uma ligação que começou em 1982 e atravessou mais de quatro décadas, sobrevivendo ao fim do romance, à distância e até à doença.

Um encontro improvável… e imediato

Tudo começou numa festa de aniversário.

Ele tinha 22 anos, ainda desconhecido, com um humor irreverente e um charme fora do comum. Ela tinha 36, era já uma das maiores estrelas do planeta, habituada aos holofotes e à atenção constante.

A apresentação foi feita por um amigo em comum.

E bastaram alguns minutos para perceberem que havia ali algo diferente.

Riram-se. Falaram. Aproximaram-se.

Antes de qualquer romance, foram amigos. Durante uma semana, apenas conversaram — até ao primeiro beijo, que Cher mais tarde descreveu como algo quase explosivo.

Um romance intenso… e fora das regras

A relação que se seguiu foi tudo menos convencional.

A diferença de idades gerou comentários em Hollywood, mas nenhum dos dois parecia interessado em seguir expectativas. Criaram um mundo próprio, feito de humor, cumplicidade e códigos privados.

Chamavam-se “Sid” e “Ethel” em público, para passarem despercebidos. Em privado, os nomes eram ainda mais excêntricos: Valus Maximus e Cherus Reprimandus.

Era uma relação feita à sua maneira.

Cher viria mais tarde a descrever Kilmer como alguém impossível de definir — simultaneamente fascinante, exasperante, hilariante e absolutamente único.

O fim do romance… mas não da ligação

Em 1984, a relação terminou.

Foi Val Kilmer quem tomou essa decisão — algo raro na vida amorosa de Cher, que admitiu mais tarde nunca ter esquecido esse momento.

Mas, curiosamente, o fim do romance não significou o fim da ligação.

A amizade manteve-se.

E, com o tempo, tornou-se algo ainda mais profundo.

Quando a vida muda… e alguém fica

Décadas depois, já longe dos anos de juventude, Val Kilmer enfrentou um dos momentos mais difíceis da sua vida: o diagnóstico de cancro na garganta.

O processo foi duro. Internamentos, tratamentos agressivos, uma traqueotomia que alterou permanentemente a sua voz.

Foi então que Cher voltou a entrar na sua vida de forma decisiva.

Kilmer mudou-se para a casa de hóspedes da cantora.

E ela esteve lá.

Nos dias difíceis. Nas noites mais assustadoras. Nos momentos em que a fragilidade substituiu a confiança que sempre o caracterizou.

Ele próprio escreveu, nas suas memórias, que Cher era uma presença impossível de ignorar — alguém que, uma vez dentro da sua vida, nunca mais saía.

Até ao fim

Val Kilmer morreu a 1 de Abril de 2025, aos 65 anos.

A causa foi pneumonia, confirmada pela sua filha, Mercedes.

Dias depois, Cher partilhou uma homenagem simples — mas profundamente reveladora.

Chamou-lhe corajoso. Brilhante. Engraçado.

E, como sempre, usou o nome que só ela utilizava:

Valus.

Mais do que um amor

A história de Val Kilmer e Cher não é apenas sobre romance.

É sobre algo mais raro.

Sobre alguém que fica — mesmo quando já não há obrigação de ficar. Sobre uma ligação que resiste ao tempo, às mudanças e às dificuldades.

Nem todas as histórias de amor acabam em casamento.

Algumas tornam-se permanentes de outra forma.

E talvez essas sejam as mais difíceis de esquecer.

De “McDreamy” a assassino: o regresso inesperado de Patrick Dempsey à televisão

Depois de anos associado à imagem do médico perfeito e romântico de Grey’s AnatomyPatrick Dempsey está de volta à televisão — e desta vez não há qualquer vestígio de charme leve ou histórias de amor hospitalares. O actor mergulha agora num território muito mais sombrio com Memory of a Killer, uma série que promete surpreender até os fãs mais fiéis.

E a mudança não podia ser mais radical.

Um assassino em queda — e uma doença devastadora

Em “Memory of a Killer”, Dempsey interpreta Angelo, um assassino profissional que vive uma vida dupla — até começar a apresentar sintomas de Alzheimer precoce. A premissa, só por si, já é suficientemente inquietante, mas o que torna a série ainda mais interessante é o conflito moral que se instala à medida que o protagonista começa a perder controlo sobre a sua própria mente.

A ironia não passou despercebida ao próprio actor: durante anos, a sua personagem em Grey’s Anatomy, o Dr. Derek Shepherd, dedicou-se precisamente ao estudo desta doença. Agora, Dempsey coloca-se do outro lado — não como médico, mas como vítima.

Um papel raro — e um desafio pessoal

O actor admite que não recebe muitas propostas deste género. E foi exactamente isso que o atraiu. A oportunidade surgiu rapidamente e exigiu uma decisão quase imediata — mas bastou uma leitura para perceber que este era o tipo de personagem que queria explorar.

Mais do que um thriller, a série tenta equilibrar vários registos: drama familiar, acção e reflexão sobre uma doença que afecta milhões de pessoas. Dempsey quis, desde o início, que o projecto fosse mais do que entretenimento — uma forma de trazer consciência para o impacto do Alzheimer, não só nos doentes, mas também nas famílias e cuidadores.

Entre a violência e a humanidade

Angelo não é um herói. É um homem que matou, mentiu e construiu a sua vida com base em segredos. No entanto, à medida que a doença avança, algo começa a mudar: surge uma consciência, uma fragilidade que obriga o espectador a olhar para ele de outra forma.

O resultado é um anti-herói improvável — alguém por quem acabamos por torcer, mesmo sabendo que não o devíamos fazer.

Ao mesmo tempo, a narrativa explora o impacto emocional da doença: a relação com a filha, a pressão de cuidar do irmão já afectado e o medo constante de perder tudo antes mesmo de poder redimir-se.

Uma nova fase na carreira

Depois de mais de 40 anos na indústria, Dempsey encara este projecto como uma reinvenção. Longe de fugir ao rótulo de “McDreamy”, o actor aceita-o como parte do seu legado — mas mostra claramente que ainda tem muito mais para oferecer.

Aliás, este papel permite-lhe explorar algo que sempre o atraiu: a fisicalidade, a acção, o silêncio carregado de significado. Menos explicações, mais comportamento. Menos palavras, mais tensão.

E isso nota-se no ecrã.

Uma homenagem pessoal e um olhar sobre a vida

Durante as entrevistas, Dempsey também falou da perda recente do colega Eric Dane, com quem contracenou em Grey’s Anatomy. A morte do actor, após uma batalha com ELA, teve um impacto profundo.

Essa experiência acabou por reforçar ainda mais os temas centrais da série: fragilidade, legado e a urgência de aproveitar o tempo.

Segundo Dempsey, chega uma altura na vida em que as perguntas mudam — deixam de ser sobre sucesso e passam a ser sobre significado.

Mais do que um thriller

“Memory of a Killer” não é apenas mais uma série policial. É uma mistura ousada de géneros, com uma base emocional forte e uma premissa que levanta questões desconfortáveis.

Até onde pode ir um homem que está a perder a memória?

E será possível encontrar redenção quando o tempo — e a mente — estão a desaparecer?

Para Patrick Dempsey, esta é mais do que uma nova série. É uma nova identidade em construção.

Nem casamento, nem convite: Zendaya desmente fotos virais e expõe o perigo da IA

As novas imagens de “Dune: Parte Três” revelam um futuro mais sombrio para Paul Atreides
Ganhou o Óscar… mas não apareceu: Sean Penn trocou Hollywood pela Ucrânia
A série criminal de Guy Ritchie volta a subir no streaming enquanto a segunda temporada se prepara

Nem casamento, nem convite: Zendaya desmente fotos virais e expõe o perigo da IA

A internet voltou a provar que acredita em quase tudo — especialmente quando envolve celebridades e romance. Desta vez, o alvo foi Zendaya, que se viu “casada” com Tom Holland… sem nunca ter subido ao altar.

Sim, leste bem.

As fotos que enganaram meio mundo

Imagens hiper-realistas começaram a circular nas redes sociais, mostrando Zendaya e Tom Holland num suposto casamento digno de conto de fadas. O problema? Era tudo falso — criado com inteligência artificial.

E não foram apenas fãs distraídos a cair na armadilha.

“As pessoas ficaram mesmo chateadas”

Durante uma entrevista no programa Jimmy Kimmel Live!, a actriz revelou que até pessoas próximas acreditaram nas imagens — e algumas ficaram… ofendidas.

“Enquanto eu estava na minha vida normal, havia pessoas a dizer-me: ‘As fotos do teu casamento são lindas!’”, contou Zendaya, entre risos. “E eu respondia: ‘Querida, isso é IA.’”

Quando questionada sobre se alguém ficou chateado por não ter sido convidado, a resposta foi directa: sim.

O episódio mostra até que ponto estas imagens conseguem enganar — mesmo quem conhece a realidade por dentro.

O poder (e o perigo) da inteligência artificial

As imagens foram criadas por um artista digital e rapidamente se tornaram virais, acumulando milhões de gostos e milhares de comentários. A qualidade era tão convincente que muitos utilizadores assumiram automaticamente que se tratava de um evento real.

Este caso levanta uma questão cada vez mais relevante: até que ponto conseguimos distinguir o que é verdadeiro do que é gerado por IA?

Num mundo onde a tecnologia evolui mais rápido do que o nosso sentido crítico, episódios como este mostram que a linha entre realidade e ficção está cada vez mais ténue.

Entre rumores e realidade

Apesar da confusão, uma coisa é certa: Zendaya e Tom Holland continuam juntos — mas sem alianças (pelo menos, por agora).

A actriz aproveitou ainda para falar do próximo filme da saga Spider-Man: Brand New Day, onde volta a contracenar com Holland. Segundo Zendaya, o projecto tem um significado especial para ambos.

“Crescemos a fazer estes filmes. É um privilégio enorme continuar esta história”, afirmou, destacando o empenho do actor no papel.

Uma lição para todos

Este episódio pode parecer apenas mais uma história curiosa de Hollywood, mas é também um alerta claro: nem tudo o que parece real… é.

E se até amigos próximos de Zendaya foram enganados, talvez seja altura de todos nós começarmos a olhar duas vezes antes de acreditar — especialmente quando a internet decide casar celebridades sem lhes perguntar.

A série criminal de Guy Ritchie volta a subir no streaming enquanto a segunda temporada se prepara
Uma Thurman regressa à ação com “Pretty Lethal”, um thriller violento que junta ballet, sangue e espírito de sobrevivência
O regresso inesperado de um culto da ficção científica: “Firefly” vai renascer em versão animada
Ganhou o Óscar… mas não apareceu: Sean Penn trocou Hollywood pela Ucrânia

Kathryn Hahn Vai Ser a Vilã Mother Gothel no Novo Filme Live-Action de “Entrelaçados”

A actriz Kathryn Hahn confirmou oficialmente que fará parte do elenco da nova adaptação em imagem real de Tangled, assumindo o papel da icónica vilã Mother Gothel.

O projecto é mais uma aposta da Walt Disney Pictures na tendência recente de transformar os seus clássicos de animação em produções live-action, seguindo o caminho de títulos como A Pequena SereiaAladdin ou O Rei Leão.

A nova versão de um clássico moderno da Disney

Na história, Mother Gothel mantém Rapunzel escondida numa torre desde criança para explorar o poder mágico do seu cabelo loiro, capaz de curar e restaurar a juventude. A personagem manipula a jovem para impedir que descubra a verdade sobre a sua origem e o mundo exterior.

Nesta nova adaptação, Rapunzel será interpretada por Teagan Croft, enquanto Milo Manheim dará vida ao aventureiro Flynn Rider, o ladrão carismático que acaba por se tornar aliado da protagonista.

Kathryn Hahn revelou a sua participação de forma divertida nas redes sociais, partilhando um vídeo onde surge com uma t-shirt estampada com várias imagens da vilã. A actriz brincou ainda com o facto de o seu nome de utilizador no Instagram ser @motherhahn, numa coincidência curiosa com o papel que agora irá interpretar.

Uma produção com nomes fortes

A realização ficará a cargo de Michael Gracey, conhecido por ter dirigido o musical The Greatest Showman. O argumento está a ser desenvolvido por Jennifer Kaytin Robinson, autora de filmes como Do Revenge e Someone Great.

O projecto passou por várias fases de desenvolvimento nos últimos anos. Em determinado momento, a Disney chegou a considerar Scarlett Johansson para interpretar Mother Gothel, mas a actriz acabou por abandonar as negociações devido a conflitos de agenda relacionados com outros projectos cinematográficos.

O sucesso da animação original

O filme original Tangled, lançado em 2010, foi realizado por Nathan Greno e Byron Howard e tornou-se rapidamente um dos grandes sucessos da Disney na era moderna da animação.

Inspirado no conto clássico dos Brothers Grimm, o filme arrecadou mais de 590 milhões de dólares nas bilheteiras mundiais e recebeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Canção Original com o tema “I See the Light”, composto por Alan Menken e Glenn Slater.

Na versão animada, Rapunzel foi dobrada por Mandy Moore, enquanto Zachary Levi deu voz a Flynn Rider.

Disney continua a apostar nos live-action

A nova versão de Entrelaçados faz parte da estratégia contínua da Disney de revisitar os seus sucessos animados com actores reais. Outro projecto já confirmado é o live-action de Moana, protagonizado por Dwayne Johnson e Catherine Laga’aia, cuja estreia está prevista para os cinemas em breve.

Ainda sem data oficial de estreia, o novo Tangled promete recuperar a magia da história original enquanto introduz uma nova abordagem visual e interpretativa para uma das vilãs mais memoráveis da Disney.

Barbra Streisand Vai Receber Palma de Ouro Honorária no Festival de Cannes
“Project Hail Mary” Surpreende Críticos e Pode Tornar-se o Primeiro Grande Sucesso de Bilheteira da Amazon
Um Novo Thriller Político Português Vai Levar ao Cinema a História das FP-25

Barbra Streisand Vai Receber Palma de Ouro Honorária no Festival de Cannes

Uma das figuras mais influentes da cultura popular do último meio século será celebrada em grande estilo na Riviera francesa. A lendária Barbra Streisand vai receber a Palma de Ouro Honorária durante o Festival de Cannes, cuja 79.ª edição decorre entre 12 e 23 de Maio.

A distinção será entregue no dia 23 de Maio, durante a cerimónia de encerramento do festival, num momento que promete ser um dos grandes destaques da edição deste ano.

Uma carreira que atravessa várias gerações

Curiosamente, apesar da sua carreira extraordinária no cinema e na música, esta será a primeira vez que Streisand marca presença em Cannes. A artista reagiu à distinção com uma mensagem marcada pela gratidão.

Na declaração divulgada pelo festival, Streisand afirmou sentir “orgulho e profunda humildade” por se juntar à lista de vencedores da Palma de Ouro Honorária, cujos trabalhos sempre a inspiraram.

A artista sublinhou também o papel do cinema num mundo marcado por tensões e divisões: segundo ela, os filmes têm a capacidade de abrir corações e mentes, mostrando histórias que refletem a humanidade comum e recordando tanto a fragilidade como a resiliência das pessoas.

Uma artista entre Broadway e Hollywood

O director do festival, Thierry Frémaux, descreveu Streisand como uma artista única que conseguiu unir diferentes universos culturais.

Segundo Frémaux, a actriz representa uma síntese rara entre Broadway e Hollywood, entre o palco musical e o grande ecrã. Ao longo da sua carreira, Streisand destacou-se não apenas como intérprete, mas também como criadora de projectos que reflectem a sua visão artística.

Streisand é uma das poucas artistas da história a alcançar o estatuto EGOT, tendo conquistado Emmy, Grammy, Óscar e Tony.

Um impacto cultural que vai além do cinema

Além da carreira artística, o festival destacou também o impacto de Streisand no plano social e filantrópico. Entre as suas iniciativas mais conhecidas está o Barbra Streisand Women’s Heart Center, criado no Cedars-Sinai Heart Institute, dedicado à investigação das doenças cardiovasculares nas mulheres.

Streisand Foundation apoia igualmente diversas causas, incluindo igualdade de género, direitos LGBTQ+, investigação médica, defesa ambiental e programas de educação artística para jovens de comunidades desfavorecidas.

Uma lista de homenageados ilustres

Nos últimos anos, a Palma de Ouro Honorária tem sido atribuída a algumas das figuras mais importantes da história do cinema, incluindo Meryl StreepRobert De NiroTom CruiseJodie FosterPeter JacksonAgnès Varda e Marco Bellocchio.

A inclusão de Streisand nesta lista reforça o reconhecimento de uma carreira que atravessou música, cinema e teatro com um impacto duradouro.

Uma presença marcante também na temporada de prémios

Antes da homenagem em Cannes, Streisand deverá também marcar presença nos Academy Awards, onde está prevista uma atuação especial durante o segmento In Memoriam. A artista deverá homenagear o seu antigo colega Robert Redford, com quem contracenou no clássico The Way We Were.

Com esta distinção em Cannes, Barbra Streisand vê consagrada uma carreira que influenciou gerações de artistas e espectadores — uma trajetória que continua a marcar profundamente a história do entretenimento mundial.

“Project Hail Mary” Surpreende Críticos e Pode Tornar-se o Primeiro Grande Sucesso de Bilheteira da Amazon
Um Novo Thriller Político Português Vai Levar ao Cinema a História das FP-25
MONSTRA 2026: Lisboa Recebe Quase 500 Filmes de Animação Entre 12 e 22 de Março

Daryl Hannah Critica Série Sobre JFK Jr.: “Não Representa a Minha Vida Nem a Nossa Relação”

A actriz Daryl Hannah decidiu quebrar anos de silêncio sobre a sua vida privada para responder a uma nova série televisiva que, segundo afirma, apresenta uma versão profundamente distorcida da sua relação com John F. Kennedy Jr.. Num ensaio publicado no The New York Times, Hannah criticou duramente a forma como foi retratada na produção “Love Story”, onde é interpretada pela actriz Dree Hemingway.

Segundo a actriz, a personagem apresentada na série não tem praticamente nada a ver com a realidade.

“O personagem ‘Daryl Hannah’ retratado na série não é sequer remotamente uma representação exacta da minha vida, do meu comportamento ou da minha relação com John”, escreveu. “As acções e comportamentos atribuídos a mim são falsos.”

Uma personagem transformada em obstáculo narrativo

A série de nove episódios acompanha a relação entre John F. Kennedy Jr. e Daryl Hannah antes de se concentrar no romance posterior do filho do antigo presidente norte-americano com Carolyn Bessette, com quem acabou por casar em 1996.

De acordo com Hannah, a produção decidiu apresentá-la como uma figura problemática, com o objectivo de reforçar a narrativa romântica central da série.

No ensaio, a actriz afirma que foi retratada como “irritante, egocêntrica, queixosa e inadequada”, sugerindo que essa caracterização não foi acidental.

“A escolha de a apresentar dessa forma não foi um acidente”, escreveu.

Durante décadas, Hannah evitou comentar rumores ou especulações sobre a sua vida sentimental. Contudo, explica que decidiu falar agora porque a série utiliza o seu nome real e apresenta determinados comportamentos como factuais.

“O meu silêncio não deve ser confundido com concordância com mentiras”, acrescentou.

Acusações sobre festas e comportamento rejeitadas pela actriz

Entre as críticas mais fortes feitas por Hannah estão várias cenas que sugerem comportamentos que a actriz afirma nunca terem acontecido.

Uma das sequências da série implica que a actriz organizava festas com consumo de cocaína. Hannah rejeitou categoricamente essa representação.

“Nunca usei cocaína na minha vida nem organizei festas alimentadas por cocaína”, escreveu.

A actriz também contestou outras situações retratadas na série, incluindo sugestões de que teria pressionado Kennedy para casar ou desrespeitado membros da família Kennedy.

“Nunca pressionei ninguém para casar comigo. Nunca profanei qualquer objecto de família nem invadi um memorial privado”, afirmou.

Outro ponto contestado envolve uma cena que sugere que Hannah teria manipulado a imprensa para controlar a narrativa sobre o relacionamento.

“Nunca plantei qualquer história na imprensa. Nunca comparei a morte de Jacqueline Onassis à morte de um cão”, acrescentou, referindo-se à mãe de John F. Kennedy Jr.

Segundo a actriz, estas não são simples licenças dramáticas.

“Não são exageros criativos de personalidade. São afirmações sobre comportamentos — e são falsas.”

Consequências reais fora da ficção

Hannah explicou ainda que a forma como foi retratada na série teve impacto directo na sua vida fora do ecrã. Desde a estreia da produção, afirma ter recebido mensagens hostis de pessoas que acreditaram que os acontecimentos apresentados eram factuais.

“Nas semanas desde que a série foi exibida, recebi muitas mensagens hostis e até ameaçadoras de espectadores que parecem acreditar que a representação é verdadeira”, escreveu.

Para a actriz, a questão não é uma simples preocupação com a imagem pública. Segundo explica, a sua reputação influencia o trabalho que continua a desenvolver em várias áreas.

Há décadas que Hannah se dedica a projectos ligados ao activismo ambiental, ao cinema documental e a programas de terapia assistida por animais para idosos com demência e Alzheimer.

Um romance que marcou os anos 80 e 90

Daryl Hannah e John F. Kennedy Jr. tiveram uma relação muito mediática entre o final dos anos 80 e o início dos anos 90.

Segundo a biografia America’s Reluctant Prince: The Life of John F. Kennedy Jr., de Steven M. Gillon, os dois conheceram-se ainda nos anos 80, durante férias familiares na ilha caribenha de St. Martin. Anos mais tarde reencontraram-se num casamento da família Kennedy em 1988, onde começaram uma relação intermitente que duraria mais de cinco anos.

Na altura, Kennedy — filho do presidente John F. Kennedy — era considerado um dos solteiros mais cobiçados do mundo, e o relacionamento com Hannah era constantemente acompanhado pelos media.

A actriz chegou mesmo a manifestar frustração com essa atenção mediática numa entrevista à revista Entertainment Weekly em 1993.

“Está a tornar-se realmente irritante. Perguntam-me sobre isso o tempo todo”, disse na altura. “Esta manhã telefonei ao canalizador, e até ele perguntou.”

Apesar das frequentes especulações sobre um possível noivado, o casal acabou por terminar a relação em 1994.

Ficção televisiva ou responsabilidade histórica?

A polémica reacende uma discussão antiga sobre produções baseadas em figuras reais: até que ponto a dramatização pode alterar factos quando utiliza nomes verdadeiros?

Para Daryl Hannah, a resposta parece clara. Quando a ficção adopta identidades reais, argumenta a actriz, as consequências podem ultrapassar largamente os limites do entretenimento.

Harry Styles Surpreende Ryan Gosling no “Saturday Night Live” e Rouba Parte do Monólogo de Abertura

Ryan Gosling regressou ao palco do “Saturday Night Live” para um momento especial da sua carreira televisiva: a quarta vez como anfitrião do icónico programa de humor norte-americano. A participação acontece numa altura particularmente movimentada para o actor, que se prepara para lançar o seu novo filme de ficção científica, “Project Hail Mary”.

Mas aquilo que começou como um monólogo tradicional rapidamente se transformou num momento inesperado — graças a uma aparição surpresa de Harry Styles na plateia.

Um convidado inesperado na primeira fila

Logo no início do monólogo, Gosling falava sobre o entusiasmo em voltar a apresentar o programa e aproveitava para promover o novo filme. No entanto, a atenção do público desviou-se rapidamente quando a câmara revelou um rosto bem conhecido sentado entre os espectadores.

Era Harry Styles.

Vestido de forma descontraída e visivelmente divertido com a situação, o músico e actor tornou-se imediatamente parte da piada. Gosling, surpreendido, reagiu em directo: “O que estás aqui a fazer, meu? Gostava que alguém me tivesse avisado!”

A partir desse momento, o monólogo começou a ganhar um tom cada vez mais absurdo, com a realização a cortar repetidamente para Styles enquanto Gosling tentava continuar a explicar o seu novo projecto cinematográfico.

Ficção científica, piadas e referências ao cinema

Durante o monólogo, Gosling descreveu “Project Hail Mary” como um filme que muitos já estão a comparar a dois clássicos do género: E.T. e Interstellar. O actor brincou com essa comparação, sugerindo que era quase como dizer que o filme era “o dobro de dois dos melhores filmes de sempre”.

No entanto, sempre que tentava manter o foco na conversa, a realização voltava a mostrar Harry Styles, levando Gosling a perguntar repetidamente: “Desculpem… porque é que estamos sempre a mostrar o Harry?”

A piada acabou por tornar-se o centro da sequência.

Alienígenas invadem o palco

O momento ganhou ainda mais dimensão quando quase todo o elenco do programa apareceu no palco vestido como alienígenas prateados. A situação transformou-se numa pequena performance musical inesperada.

Gosling começou então a cantar “Sign of the Times”, um dos maiores sucessos de Harry Styles, antes de fazer a transição para “I’m Just Ken”, a canção que interpretou no filme Barbie e que rapidamente se tornou um fenómeno cultural.

No meio do caos humorístico, Gosling perguntou aos colegas se tinham vindo ajudá-lo. A resposta de Kenan Thompsonprovocou gargalhadas: “Não. Viemos só para ver melhor o Harry.”

Um regresso cheio de humor

Esta foi a quarta vez que Ryan Gosling apresentou o “Saturday Night Live”, depois das participações anteriores em 2015, 2017 e 2024. Na última dessas ocasiões, protagonizou um momento memorável ao não conseguir parar de rir durante um sketch inspirado em Beavis and Butt-Head.

A nova aparição mantém essa tradição de humor espontâneo e ligeiramente caótico que tantas vezes define os melhores momentos do programa.

Preparação para um novo filme de ficção científica

A participação no programa serve também como promoção para “Project Hail Mary”, o novo filme protagonizado por Gosling, que estreia nos cinemas a 20 de março. A produção conta também com Sandra Hüller no elenco e promete misturar ficção científica, aventura e humor.

Se o objectivo era chamar a atenção para o filme, a estratégia parece ter funcionado. Afinal, poucos monólogos de abertura conseguem combinar Harry Styles, alienígenas, uma canção de Barbie e um actor claramente surpreendido com tudo o que está a acontecer à sua volta.

No universo imprevisível do “Saturday Night Live”, isso é praticamente uma noite normal.

Crispin Glover Processado por Ex-Companheira: Actor Nega “Alegações Sem Fundamento”

Estrela de “Back to the Future” enfrenta acusações de agressão, fraude e danos emocionais

Crispin Glover, conhecido do grande público pelo papel de George McFly em Back to the Future, foi processado por uma ex-namorada, que o acusa de agressão, fraude, despejo ilegal e de causar sofrimento emocional intencional.

De acordo com a queixa judicial divulgada pela imprensa norte-americana, a mulher — identificada como “Jane Doe” — alega ter sido alvo de uma série de comportamentos abusivos por parte do actor, incluindo agressão física e controlo coercivo. O processo inclui ainda alegadas violações da legislação de direitos civis do estado da Califórnia.

ler também : Ghostface Está de Volta — E Desta Vez a Ameaça é Pessoal

A representação legal de Glover rejeitou categoricamente as acusações, classificando-as como “alegações sem fundamento”.

As Alegações

Segundo a queixa, Jane Doe, descrita como modelo britânica, afirma ter conhecido Glover através das redes sociais em 2015. Alega que o actor a terá incentivado a mudar-se para Los Angeles, prometendo apoio profissional e oportunidades na indústria do entretenimento.

A mulher afirma que, em 2024, aceitou mudar-se do Reino Unido para trabalhar como assistente de Glover em Los Angeles, sob promessa de habitação e emprego. Contudo, sustenta que, após a mudança, se encontrou numa situação que descreve como perturbadora, alegando que o actor pretendia controlar os seus movimentos e dependência financeira.

No processo, Jane Doe afirma ainda que foi despejada sem aviso prévio da residência de Glover e que, quando tentou regressar para recolher os seus pertences e os seus gatos, terá sido agredida. Entre as alegações, consta que o actor a terá agarrado pelo pescoço, deixando marcas físicas.

A queixosa acusa também Glover de ter apresentado um relatório policial falso, descrevendo-a como intrusa ilegal na propriedade, e de ter solicitado uma ordem de restrição que, segundo ela, terá prejudicado a sua reputação profissional.

A Resposta de Crispin Glover

Através do seu representante, Glover apresentou uma versão distinta dos acontecimentos. Segundo a declaração enviada ao TMZ, o actor afirma que, a 2 de Março de 2024, foi ele a vítima de uma agressão grave não provocada na sua residência em Los Angeles.

De acordo com essa versão, a polícia de Los Angeles (LAPD) terá sido chamada ao local, conduzido uma investigação e procedido à detenção de Jane Doe. A equipa de Glover sustenta que os registos policiais e a ordem de restrição requerida pelo actor documentam esses factos.

A representação legal acrescentou que Glover tenciona defender-se vigorosamente em tribunal e está confiante de que o processo judicial demonstrará que as acusações são infundadas.

Processo Segue para Tribunal

Jane Doe solicita julgamento por júri para determinar eventuais indemnizações por danos materiais e morais, bem como custas judiciais e honorários legais.

Até ao momento, não foram tornadas públicas decisões judiciais sobre o caso. O processo deverá seguir os trâmites normais no sistema judicial da Califórnia.

ler também : Uma Assassina em Fuga e um Elenco de Luxo: “Ava” Passa Hoje no Cinemundo

Crispin Glover, actualmente com 61 anos, construiu uma carreira que inclui cinema independente, papéis excêntricos e projectos autorais, mantendo ao longo das décadas uma imagem singular em Hollywood. O desfecho deste caso dependerá agora da apreciação do tribunal.

Um Só Botão e Mil Olhares: Sydney Sweeney Protagoniza Nova Campanha da Syrn

A actriz transforma uma camisa oversized numa declaração de estilo

Há peças básicas. E depois há peças que, nas mãos certas, se transformam em assunto de conversa. Sydney Sweeney voltou a provar que sabe exactamente como captar atenções na mais recente campanha da marca Syrn.

Na imagem divulgada, a actriz surge com uma camisa às riscas lavanda e branco, ligeiramente oversized, usada de forma quase despreocupada — mas claramente pensada ao detalhe. A peça está praticamente aberta, presa apenas por um único botão, criando um efeito de queda suave e natural do tecido.

ler também: “Ainda Melhor e Completamente Louca”: A Série Criminal de Tom Hardy e Guy Ritchie Prepara um Regresso Explosivo

Minimalismo? Sim. Discrição? Nem por isso.

Uma camisa masculina reinventada

A camisa define todo o look. De corte largo e com aquele ar “emprestado do guarda-roupa masculino”, a peça combina a estrutura clássica das riscas finas com uma abordagem mais suave e sensual na forma como é usada.

Ao deixar quase todos os botões abertos, Sweeney permite que o tecido caia naturalmente à altura da cintura, mantendo apenas um ponto de fecho — suficiente para segurar o conjunto e, ao mesmo tempo, criar tensão visual. É um equilíbrio entre casual e calculado.

Por baixo, a actriz opta por um bralette nude e roupa interior de cintura baixa no mesmo tom, mantendo uma paleta neutra que reforça a leveza da composição.

Beleza luminosa e sem excessos

O styling segue a mesma linha de contenção elegante. O cabelo loiro surge em ondas soltas, com volume subtil e acabamento levemente desalinhado, evocando uma estética quase de fim de tarde à beira-mar.

A maquilhagem é discreta, privilegiando uma pele luminosa e fresca, com tons suaves que realçam os traços sem os sobrecarregar. O resultado é um visual que parece natural — embora claramente trabalhado.

Nos últimos anos, Sydney Sweeney tem afirmado a sua presença tanto no ecrã como na moda, tornando-se uma das figuras mais procuradas por marcas que procuram conjugar juventude, sofisticação e impacto visual imediato.

ler também : Quase Duas Décadas Depois, Lance Hammer Regressa com um Drama Devastador Sobre Demência e Consentimento

Nesta campanha da Syrn, a actriz demonstra que não é preciso um vestido de gala ou um styling exuberante para criar um momento memorável. Às vezes, basta uma boa camisa — e a decisão certa de fechar apenas um botão.

Um Ano Depois do Noivado, Zendaya Fala Sem Rodeios Sobre os “Red Flags” nas Relações

A actriz revela os sinais que nunca ignora — e há lições para todos

Um ano depois de ter ficado noiva de Tom HollandZendaya decidiu abrir o jogo sobre aquilo que considera verdadeiros sinais de alerta numa relação. A revelação surgiu numa conversa franca com Robert Pattinson, seu colega no filme The Drama, numa entrevista recente à Interview Magazine.

ler também : A Noiva: O Monstro Que Sempre Viveu na Sombra Regressa — Agora Pela Mão de Maggie Gyllenhaal

Sem dramatismos nem frases feitas, Zendaya foi directa: há comportamentos que dizem tudo sobre uma pessoa — sobretudo quando ninguém está a olhar.

A forma como tratam a equipa diz tudo

Para Zendaya, um dos sinais mais reveladores está no ambiente de trabalho. “Uma coisa que funciona para nós no trabalho é observar como as pessoas tratam as suas equipas”, explicou à conversa com Pattinson. A actriz, conhecida pelo profissionalismo em projectos como Euphoria, sublinhou que a verdadeira natureza de alguém revela-se fora das câmaras.

“Admiro pessoas que são simpáticas com todos, não apenas com actores, realizadores ou produtores. Um sinal muito claro é perceber como a equipa técnica se sente em relação a determinado actor, porque eles veem como as pessoas são quando as câmaras não estão a filmar.”

Num meio onde a hierarquia pode facilmente alimentar egos, esta observação não é inocente. Pelo contrário, demonstra maturidade e uma noção clara de carácter.

Cães, carácter e instinto

Outro critério inegociável? A forma como alguém trata os animais. Zendaya não hesitou: “Entrava numa discussão por causa do meu cão, sem dúvida. Os cães são bons juízes de carácter.”

Pode parecer um detalhe trivial, mas não é. A empatia perante quem é mais vulnerável — seja uma equipa técnica ou um animal — funciona, para a actriz, como teste silencioso de humanidade.

Pattinson, conhecido pelo seu papel na saga Twilight, foi mais longe e questionou se ela acredita que conseguimos perceber quem alguém é nos primeiros segundos após o conhecer. A resposta foi ponderada: “Sim e não.”

Zendaya reconhece que as pessoas são complexas, que existem diferenças culturais e que todos cometem erros. Ainda assim, há atitudes que não deixam margem para dúvida. “Há coisas que são simplesmente: ‘Isso é rude. Isso é mau.’”

Uma relação discreta, mas sólida

A relação entre Zendaya e Tom Holland começou a gerar rumores em 2017, após se terem conhecido nas filmagens de Spider-Man: Homecoming. Desde então, o casal tem mantido uma postura discreta, longe de exposições excessivas.

O noivado foi subtilmente confirmado nos Golden Globe Awards do ano passado, quando Zendaya surgiu com um impressionante anel de diamantes no dedo anelar esquerdo. Segundo a TMZ, o pedido terá acontecido entre o Natal e a passagem de ano de 2024.

Sem grandes declarações públicas, o casal parece preferir a estabilidade ao espectáculo. E talvez as “red flags” que Zendaya descreve expliquem parte dessa solidez.

Mais do que romance, maturidade

O que esta entrevista revela não é apenas curiosidade sobre uma relação mediática. Mostra uma actriz consciente, atenta e madura. Alguém que entende que o carácter se revela nos pequenos gestos, longe dos holofotes.

Num tempo em que as relações são frequentemente expostas ao escrutínio constante das redes sociais, a abordagem de Zendaya soa quase clássica: observar, escutar, perceber como alguém trata os outros — e só depois decidir.

Talvez o verdadeiro segredo não esteja em evitar todos os erros, mas em saber reconhecer, desde cedo, aquilo que não estamos dispostos a aceitar.

ler também : O Hip-Hop de Belfast Não Pede Licença:  Chega ao TVCine Edition

E, ao que tudo indica, Zendaya sabe exactamente onde traçar essa linha.

11% vs 98%: O Documentário de Melania Está a Dividir a América (E o Rotten Tomatoes Nunca Viu Nada Assim)

A maior diferença de sempre entre críticos e público levanta suspeitas e revela um país fracturado

Se alguém precisava de uma metáfora perfeita para o actual clima cultural e político dos Estados Unidos, ela está ali, bem visível, na página do Rotten Tomatoes do documentário sobre Melania Trump.

Os números parecem saídos de realidades paralelas. A pontuação oficial dos críticos — agregada a partir de recensões profissionais — está nos 11%. Já a classificação do público, limitada a “verified ticket buyers”, atinge uns impressionantes 98%. Uma diferença de 87 pontos percentuais que não só é rara, como já entrou para a história do agregador.

ler também : Casamento Surpresa no Dia dos Namorados: Maya Hawke Diz “Sim” em Nova Iorque

Estamos perante um caso clássico de críticos elitistas a desdenharem de um filme popular? Ou será antes um exemplo de “review bombing” ideologicamente motivado? A resposta, como quase tudo hoje em dia, depende do lado da barricada onde se está.

Críticos implacáveis, público entusiasmado

As críticas especializadas foram duras. O conhecido crítico Mark Kermode descreveu a experiência como “a mais deprimente que alguma vez tive no cinema”. Já entre o público verificado, abundam elogios exaltados à “graça” e “sofisticação” da antiga primeira-dama.

Não é novidade que exista um fosso entre opinião crítica e gosto popular. Ainda recentemente, o filme mais premiado nos Óscares foi um drama intimista de baixo orçamento, enquanto um fenómeno inspirado em Minecraft dominava as bilheteiras. Mas a diferença aqui é quase caricatural.

Para comparação, Five Nights at Freddy’s 2 detinha até agora o recorde de maior disparidade: 16% para os críticos, 84% para o público. Antes disso, Emilia Pérez registara um fosso de 53 pontos percentuais, apesar de ter sido premiado em Cannes.

O padrão repete-se?

Há dois fenómenos que parecem repetir-se nestes casos.

Primeiro, os filmes que agradam mais ao público tendem a ser fórmulas familiares, acessíveis, concebidas para entretenimento imediato — como Red Notice ou Jigsaw. São produções que os críticos frequentemente consideram previsíveis ou pouco ambiciosas.

Segundo, vários filmes que sofreram quebras acentuadas na avaliação do público partilham outro elemento: protagonistas femininas ou temas considerados progressistas. Captain Marvel, o “remake” de Ghostbusters realizado por Paul Feig, The Last Jedi ou The Little Mermaid foram alvo de campanhas organizadas de avaliações negativas.

No caso de Emilia Pérez, protagonizado por Karla Sofía Gascón, o contraste também levantou suspeitas de reacções ideologicamente motivadas.

A questão que agora se coloca é inevitável: será que o documentário sobre Melania está a beneficiar de um fenómeno semelhante, mas no sentido inverso?

A era das pontuações polarizadas

Convém lembrar que tanto críticos como público têm os seus enviesamentos. A crítica tende a valorizar inovação e risco artístico; o público online inclui desde cinéfilos dedicados a militantes digitais dispostos a transformar cada estreia num campo de batalha cultural.

O que parece inegável é que o fosso está a crescer. Se Emilia Pérez apresentou uma diferença de 53%, e Five Nights at Freddy’s 2 subiu para 68%, o salto para 87% com Melania sugere que algo estrutural mudou.

Talvez estejamos simplesmente a assistir à extensão da polarização política para o terreno do entretenimento. Ou talvez o Rotten Tomatoes se tenha transformado num barómetro involuntário das guerras culturais contemporâneas.

ler também : Morreu Frederick Wiseman: O Cineasta Que Transformou Instituições em Monumentos Humanos

Uma coisa é certa: a ideia de consenso crítico parece cada vez mais distante. E, neste novo cenário, um simples número pode dizer muito mais sobre o estado do mundo do que sobre a qualidade de um filme.

Casamento Surpresa no Dia dos Namorados: Maya Hawke Diz “Sim” em Nova Iorque

Estrela de “Stranger Things” reuniu elenco da série numa cerimónia íntima em Manhattan

O amor esteve no ar — e em Manhattan. Maya Hawke casou-se com o músico Christian Lee Hutson numa cerimónia surpresa realizada no Dia dos Namorados, em Nova Iorque.

A actriz de Stranger Things e o cantor, que mantinham uma relação há vários anos, optaram por um casamento íntimo, mas repleto de rostos bem conhecidos. Entre os convidados estiveram vários colegas da série da Netflix, incluindo Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Sadie Sink, Natalia Dyer, Charlie Heaton e Joe Keery.

ler também : Hollywood Declara Guerra à IA: ByteDance Promete Travar “Seedance 2.0” Após Acusações de Pirataria

A família também marcou presença: os actores Uma Thurman e Ethan Hawke, pais da noiva, estiveram no evento, tal como o irmão, Levon Roan Thurman-Hawke.

Uma cerimónia clássica com espírito boémio

Segundo a revista Hello!, a cerimónia decorreu na St. George’s Episcopal Church, em Stuyvesant Square, Manhattan. Depois do enlace, os convidados seguiram a pé até ao exclusivo clube privado The Players, em Gramercy Park, onde decorreu a celebração.

O casal tinha sido associado publicamente desde 2023, tendo Hutson confirmado o noivado no ano passado. A relação nasceu da colaboração musical entre ambos — uma parceria que, ao que tudo indica, rapidamente ultrapassou o estúdio.

Em 2024, numa entrevista ao Zach Sang Show, Maya Hawke falou com entusiasmo sobre namorar um amigo. “É fantástico. Recomendo vivamente que namorem os vossos amigos”, afirmou, defendendo a importância de uma ligação construída com base no conhecimento mútuo e na autenticidade.

Música, cinema e novos capítulos

Para além da carreira como actriz — que terminou recentemente a sua participação como Robin Buckley após cinco temporadas de Stranger Things — Maya Hawke tem vindo a afirmar-se como cantora e compositora. Lançou três álbuns: Blush (2020), Moss (2022) e Chaos Angel (2024), este último produzido pelo agora marido.

Christian Lee Hutson, por sua vez, soma cinco álbuns na sua discografia, incluindo Paradise Pop. 10, editado em 2024.

Após o final da série da Netflix, Ethan Hawke chegou a sugerir publicamente que a filha deveria “seguir em frente” e abraçar novos desafios, aconselhando-a a não viver à sombra do fenómeno televisivo.

ler também : A Série Que Vai Falar de Sexo Como Nunca Vimos na Televisão Portuguesa

Entretanto, o universo de Stranger Things prepara-se para continuar com a série animada Stranger Things: Tales From ’85, com estreia prevista na Netflix em Abril.

Mas, para já, a celebração é pessoal. Entre música, amizade e cumplicidade criativa, Maya Hawke inicia um novo capítulo — desta vez longe do Mundo Invertido, mas rodeada das pessoas que a acompanharam na sua ascensão.

O “Teste da Paixão Famosa”: A Nova Mania nos Encontros Está a Deixar Homens em Alerta

Há uma nova tendência no mundo dos encontros que está a gerar debate aceso nas redes sociais — e tudo começa com uma pergunta aparentemente inocente: “Quem é a tua paixão famosa?” O que poderia ser apenas um momento divertido de conversa está a transformar-se num verdadeiro teste de compatibilidade amorosa.

ler também: 100% no Rotten Tomatoes… Mas Quase Ninguém Está a Ver? O Novo Fenómeno Discreto da Netflix

A chamada “celebrity crush test” tornou-se viral no TikTok e noutras plataformas, com várias mulheres a admitirem que avaliam potenciais parceiros com base na resposta que estes dão. Nomes como Margot RobbieAna de Armas ou Sydney Sweeney surgem frequentemente nas confissões masculinas — e, para algumas mulheres, funcionam como uma espécie de “bola de cristal” romântica.

Segundo várias utilizadoras, a celebridade escolhida revela muito mais do que um simples gosto estético: pode indicar valores, prioridades e até traços de personalidade. Uma criadora de conteúdos chegou mesmo a afirmar que, se um homem disser que a sua paixão é Zendaya, isso é sinal de que é um “romântico feliz”. Já outra garantiu que, se a escolha for Olivia Dunne, isso constitui uma “red flag absoluta”.

Mas há quem vá mais longe. Algumas mulheres não se limitam a perguntar quem é a celebridade preferida — questionam também como o homem a conquistaria. Se a resposta envolver grandes gestos, dedicação intensa e romantismo exacerbado que não estejam a ser demonstrados na relação real, a conclusão é simples: está fora de jogo. A lógica é clara — ninguém quer receber menos esforço do que uma fantasia inalcançável.

Contudo, especialistas alertam para os riscos desta abordagem. A terapeuta e especialista em relações Chloë Bean sublinha que este tipo de “teste” reflecte, sobretudo, a ansiedade moderna associada aos encontros. Num cenário onde a incerteza domina, transformar a atracção num pequeno questionário parece oferecer uma falsa sensação de controlo.

Bean lembra ainda que a atracção não funciona como uma lista fixa de critérios. O desejo existe num espectro e pode evoluir com o tempo, dependendo da química, da ligação emocional e da compatibilidade real entre duas pessoas. Focar-se excessivamente num “tipo físico” pode, paradoxalmente, prejudicar a construção de relações sólidas e duradouras.

Por outro lado, a pergunta em si não é necessariamente problemática. Pode ser uma forma leve e divertida de conhecer melhor alguém, percebendo se valoriza talento, humor, carisma ou apenas aparência. O problema surge quando a resposta é usada como critério eliminatório rígido, reduzindo a complexidade humana a uma escolha de celebridade.

Num tempo em que muitos procuram validação externa, a mensagem final da especialista é clara: mais importante do que tentar encaixar na fantasia de alguém é escolher parceiros que valorizem o conjunto completo — personalidade, valores, ambições e autenticidade.

ler também : Jason Statham… Roubou a Minha Bicicleta? Novo Projecto de 80 Milhões Promete Abanar o Mercado de Berlim

No fundo, talvez a verdadeira questão não seja “quem é a tua paixão famosa?”, mas sim: “Estamos realmente a conhecer-nos ou apenas a projectar inseguranças?”

Cancelada Sem Alarido: Netflix Desiste de Terminator Zero Após Uma Só Temporada

Sem grandes comunicados oficiais nem campanhas de despedida, a Netflix decidiu cancelar Terminator Zero após apenas uma temporada. A confirmação chegou directamente do criador da série, Mattson Tomlin, numa resposta franca a um fã na rede social X.

“It was cancelled”, escreveu Tomlin, explicando que, apesar da recepção crítica e da resposta positiva do público que viu a série, os números globais de visualização ficaram aquém do necessário para justificar uma continuação.

Uma Guerra do Futuro Que Ficou Por Contar

Ambientada no universo criado por James Cameron e Gale Anne Hurd, Terminator Zero apostava numa abordagem anime e numa narrativa paralela à mitologia clássica da saga. A história acompanhava Malcolm Lee, um cientista que, em 1997, desenvolve um sistema de inteligência artificial, enquanto é perseguido por um assassino vindo do futuro determinado a eliminar os seus três filhos.

Tomlin revelou que tinha planos ambiciosos: um arco de cinco temporadas, com a chamada “Future War” a desempenhar um papel central nas temporadas dois e três. Segundo o próprio, os guiões da segunda temporada estavam já escritos e a terceira praticamente estruturada.

Ainda assim, o criador mostrou-se sereno. Afirmou que a primeira temporada funciona como um capítulo relativamente fechado e deixou em aberto a possibilidade de regressar àquele universo “noutra forma”.

Relação Cordial Com a Plataforma

Ao contrário de outros casos mediáticos de cancelamentos polémicos, Tomlin fez questão de sublinhar que não guarda ressentimentos em relação à Netflix. Pelo contrário, descreveu a plataforma como “boa parceira”, destacando a liberdade criativa concedida durante o desenvolvimento do projecto.

Curiosamente, a Netflix chegou a propor a produção de dois ou três episódios adicionais para dar um fecho mais formal à série — proposta que o criador recusou, por entender que a história que queria contar era de maior fôlego.

Um Universo Que Continua, Mas Sem Este Capítulo

O cancelamento surge numa fase em que a Netflix reforça o seu catálogo com novos lançamentos e regressos de séries populares. Contudo, no competitivo universo do streaming, boas críticas nem sempre significam renovação automática.

O caso de Terminator Zero volta a levantar uma questão recorrente: até que ponto a performance numérica imediata dita o destino de projectos com potencial narrativo a longo prazo? No universo de Terminator, habituámo-nos à ideia de linhas temporais alternativas. Mas, desta vez, não parece haver viagem no tempo que salve esta encarnação.

Para já, a guerra contra as máquinas continuará noutros formatos. Esta batalha específica, porém, ficou pelo caminho.