Demi Moore, Ruth Negga e Chloé Zhao completam o júri de Cannes — e Jacob Elordi saiu por lesão

O júri completo da Competição Oficial do 79.º Festival de Cannes foi confirmado ontem — e chegou com uma alteração de última hora. Jacob Elordi, que estava inicialmente previsto como membro do painel, retirou-se por lesão antes de o anúncio ser feito. O seu lugar foi preenchido pelo actor camaronês Isaach De Bankolé, presença habitual em filmes de Claire Denis e Jim Jarmusch.

Park Chan-wook preside. Juntam-se-lhe Demi Moore, a actriz irlandesa Ruth Negga — nomeada ao Óscar por Loving(2016) —, a realizadora Chloé Zhao (NomadlandEternals), o actor sueco Stellan Skarsgård, o realizador chileno Diego Céspedes, a realizadora belga Laura Wandel (Playground), o argumentista Paul Laverty — colaborador de toda a carreira de Ken Loach, com duas Palmas de Ouro no currículo — e Isaach De Bankolé.

É um júri geograficamente diverso e com perspectivas muito diferentes sobre o que o cinema pode ser. Demi Moore regressa à Croisette menos de doze meses depois de ter estado em competição com A Substância — o body horror de Coralie Fargeat que ganhou o Óscar de Melhor Argumento e que foi um dos filmes mais discutidos de Cannes 2025. Skarsgård vem de Sentimental Value de Joachim Trier, que ganhou o Grand Prix no ano passado e lhe valeu uma nomeação ao Óscar. Chloé Zhao, coming off Hamlet — o seu regresso ao cinema independente depois de Eternals — traz uma leitura do cinema que equilibra a sensibilidade de autor com o apelo popular.

A Palma de Ouro será entregue a 23 de Maio. Com Hope de Na Hong-jin, Paper Tiger de James Gray e Fatherland de Pawel Pawlikowski com Sandra Hüller entre os favoritos, a corrida está genuinamente aberta.

Demi Moore, Chloé Zhao e Stellan Skarsgård completam o júri de Cannes — e a composição diz muito sobre o que o festival quer premiar

Faltam sete dias para o arranque do 79.º Festival de Cannes e o júri da Competição Oficial está finalmente completo. Park Chan-wook preside — o realizador sul-coreano de Oldboy e Decisão de Partir na mais alta função que Cannes atribui a um cineasta convidado. Juntam-se-lhe Demi Moore, Chloé Zhao, Stellan Skarsgård, a realizadora francesa Mia Hansen-Løve, a actriz brasileira Fernanda Torres e o escritor marroquino Fouad Laroui.

A presença de Demi Moore é o dado mais comentado. A actriz regressou ao primeiro plano com A Substância — o body horror de Coralie Fargeat que ganhou o Óscar de Melhor Argumento Original em Março e que foi, desde a estreia em Cannes no ano passado, um dos filmes mais discutidos da temporada. Moore sentou-se na sala de imprensa de Cannes há menos de doze meses como actriz em competição; agora regressa como juíza. É uma das trajectórias mais rápidas e mais merecidas da história recente do festival.

Chloé Zhao traz uma perspectiva que o júri necessitava: a realizadora de Nomadland — Palma de Ouro e Óscar de Melhor Realização — conhece o festival dos dois lados e tem uma leitura do cinema de autor que equilibra o instinto comercial de Eternals com a sensibilidade indie dos seus primeiros filmes. Stellan Skarsgård, o sueco que em cinquenta anos de carreira trabalhou com Ingmar Bergman, Lars von Trier, David Fincher e Denis Villeneuve, é a encarnação da memória cinematográfica europeia que Cannes gosta de ter à mesa.

A composição do júri sugere algumas coisas sobre o que pode acontecer a 24 de Maio, quando a Palma de Ouro for entregue. Um júri com Demi Moore e Chloé Zhao não vai necessariamente premiar o mais hermético — há abertura ao cinema que comunica com o grande público sem perder exigência. Park Chan-wook, como presidente, é o factor imprevisível: os seus filmes recusam categorias e o seu gosto é notoriamente difícil de antecipar. Com Hope de Na Hong-jin e Paper Tiger de James Gray entre os favoritos, a Palma de Ouro de 2026 está genuinamente em aberto.

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