The Brutalist ganhou o Leão de Ouro em Veneza, seis Óscares incluindo Melhor Filme e Melhor Realizador, e transformou Brady Corbet no nome mais aguardado do cinema independente americano. O próximo projecto foi confirmado ontem pelo próprio realizador ao The Playlist — e é exactamente tão inesperado quanto se poderia esperar de alguém que fez um épico de três horas e meia sobre um arquitecto húngaro refugiado na América do pós-guerra.
O filme explora, segundo as palavras de Corbet, “misticismo americano e a história do ocultismo” — uma descrição deliberadamente vaga que é também, provavelmente, o máximo que o realizador estava disposto a revelar. Selena Gomez está em negociações para o papel principal, segundo fontes próximas do projecto citadas pelo Deadline. A ligação não é tão improvável quanto parece à primeira vista: Gomez esteve em A Stranger of the Lake de Alain Guiraudie, trabalhou com James Gray em Selena Gomez: My Mind & Me e tem uma história de escolhas que privilegiam a substância sobre a visibilidade — Spring Breakers, The Dead Don’t Die, Only Murders in the Building.
Corbet produz com a sua parceira habitual Mona Fastvold, que co-escreveu The Brutalist. A distribuidora ainda não foi confirmada, mas a A24 e a MUBI são as apostas óbvias dado o perfil do projecto. O que é certo é que o anúncio vai alimentar especulação durante meses — Corbet tem um talento particular para deixar pouca informação a circular e muito espaço para o imaginário dos fãs. Um filme sobre o ocultismo americano com Selena Gomez, realizado pelo homem de The Brutalist, é exactamente o tipo de premissa que não precisa de sinopse para criar expectativa.
