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Encontros do Cinema Português regressam a 28 de Maio — e trazem 40 novos projetos e um estudo inédito sobre o que os portugueses pensam do cinema nacional

A pergunta que o cinema português tem evitado fazer a si próprio durante décadas vai finalmente ter resposta. Na próxima quinta-feira, 28 de Maio, nos Cinemas NOS Vasco da Gama, a 11.ª edição dos Encontros do Cinema Português apresenta pela primeira vez um estudo de mercado dedicado exclusivamente à percepção dos portugueses sobre o cinema nacional — os seus hábitos de consumo, as barreiras que os afastam das salas, as expectativas e as motivações. Chama-se Cinema Português aos Olhos do Público e pode ser o documento mais útil que a indústria nacional produziu em anos.

O evento — promovido pela NOS Audiovisuais com apoio do ICA — reúne anualmente produtores, realizadores, distribuidores e exibidores num dia de reflexão sobre o estado e o futuro do sector. Em dez edições, passaram pelo encontro mais de 400 projetos e cerca de 2.500 participantes. Esta edição tem o mote Como transformar o cinema português num verdadeiro instrumento de audiências para as salas nacionais — uma formulação que reconhece abertamente aquilo que os dados de bilheteira confirmam ano após ano: o cinema português tem dificuldade em convencer o grande público a comprar bilhete.

A sessão de abertura está a cargo da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes. Ao longo do dia serão apresentados cerca de 40 novos projetos de longa-metragem — uma fotografia do que o cinema português vai ser nos próximos anos. A lista é suficientemente diversa para ser interessante: Santo António — O Casamenteiro de Lisboa de Ruben Alves (o realizador de A Gaiola Dourada), Carminho de Ana Rocha de Sousa, Playback de Sérgio Graciano — o biopic de Carlos Paião que já anunciámos e que chega aos cinemas em Agosto —, Memórias de um Cárcere também de Graciano, Ela Olhava Sem Nada Ver de Fanny Ardant — sim, a actriz francesa a realizar em Portugal — e O Dia em que Ewan McGregor Me Apresentou aos Seus Pais, de Marta Puig, que é simultaneamente o título mais longo e mais intrigante da lista.

Será também apresentado o estudo CresCine Produção de Cinema em Pequenos Países Europeus de Manuel Damásio, que coloca Portugal em perspectiva comparativa com outras cinematografias europeias de menor dimensão — uma análise que pode ajudar a perceber se os problemas do cinema português são únicos ou partilhados com outros mercados semelhantes.

O debate de encerramento, moderado por Graça Costa Pereira da SIC, reúne Susanna Barbato (NOS Audiovisuais), Luis Chabi (ICA), Manuel Damásio e os produtores Luis Urbano, Rui Lima Miranda e Paulo Branco. São nomes com visões muito diferentes sobre o que o cinema português deve ser — e essa diferença de perspectivas é precisamente o que torna o debate interessante.

Os Encontros do Cinema Português realizam-se a 28 de Maio nos Cinemas NOS Vasco da Gama, em Lisboa.

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