Coyote vs. Acme está vivo! Primeiro trailer confirma a chegada aos cinemas

Depois de anos de incerteza, cancelamentos e muita indignação entre fãs, Coyote vs. Acme está oficialmente de regresso — e desta vez é mesmo a sério. A Warner Bros. Pictures e a Ketchup Entertainment revelaram finalmente o primeiro trailer oficial do filme, confirmando a estreia nos cinemas a 28 de Agosto de 2026.  

Durante muito tempo, muitos acreditaram que este seria mais um projecto perdido nos cofres do estúdio, tal como aconteceu com Batgirl. Mas o lendário coiote mais azarado da animação conseguiu sobreviver ao que parecia ser um destino inevitável.

🎬 O filme que Hollywood quase apagou

A história de Coyote vs. Acme é quase tão caótica como os planos de Wile E. Coyote.

O filme, produzido pela Warner Animation Group e pela produtora de James Gunn, foi originalmente concluído há vários anos, mas acabou por ser “arrumado na gaveta” pela Warner Bros. numa decisão polémica ligada a benefícios fiscais.

A reacção negativa dos fãs e da indústria foi imediata, e a pressão acabou por resultar na venda dos direitos à Ketchup Entertainment, que agora leva finalmente o projecto ao grande ecrã.  

É, sem exagero, um dos casos mais insólitos dos últimos anos em Hollywood: um filme praticamente concluído, quase descartado, e depois resgatado à última hora.

⚖️ Wile E. Coyote vai processar a ACME

A premissa é tão brilhante quanto inevitável.

Depois de décadas a ser lançado de penhascos, explodido por dinamite defeituosa, esmagado por pedras gigantes e traído por foguetes que nunca funcionam, Wile E. Coyote decide que já chega.

Em vez de continuar a perseguir o Road Runner, resolve processar a empresa responsável por todos os seus falhanços: a infame ACME, Inc.

Ao seu lado surge Kevin Avery, interpretado por Will Forte, um advogado especializado em acidentes, enquanto John Cena assume o papel de Buddy Crane, o homem chamado para defender os interesses da corporação.

Segundo a sinopse oficial, o caso transforma-se num confronto entre um personagem de animação desesperado e uma multinacional obcecada pelo lucro.  

🎞️ Um tom à Who Framed Roger Rabbit?

O trailer sugere um híbrido entre live-action e animação muito ao estilo de Who Framed Roger Rabbit, uma comparação que está a entusiasmar os fãs nas redes sociais.

A mistura entre actores reais e personagens clássicos dos Looney Tunes promete ser um dos grandes trunfos do filme, que junta humor absurdo, nostalgia e uma boa dose de sátira corporativa.

Se cumprir o potencial que o trailer sugere, Coyote vs. Acme poderá tornar-se numa das surpresas mais divertidas do final do Verão.

E, sejamos honestos, depois de tudo o que passou… talvez nenhum filme mereça tanto chegar finalmente ao cinema.

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“Coyote vs. Acme”: Depois de Ser Cancelado por Ganância Fiscal, Filme de $70 Milhões Vai Finalmente Chegar aos Cinemas 🎬💥

🎯 Boas notícias para quem sempre torceu pelo eterno azarado do deserto: Wile E. Coyote vai, afinal, ter a sua merecida estreia no grande ecrã. O filme Coyote vs. Acme, uma comédia em live-action que junta animação à boa maneira Looney Tunes com os atores Will Forte e John Cena, foi salvo da gaveta por um novo estúdio e tem agora data marcada para 2026.

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E pensar que este projeto milionário esteve a um triz de ser permanentemente destruído por uma bigorna fiscal…

Cancelado Para Ser Esmagado (Fiscalmente)

Produzido com um orçamento estimado de 72 milhões de dólares, Coyote vs. Acme era um dos três filmes completos que a Warner Bros. decidiu arquivar para beneficiar de um abate fiscal de 30 milhões de dólares. A decisão, que surgiu após uma mudança de liderança e de estratégia no estúdio, foi duramente criticada por criadores, fãs e até por membros do elenco.

O ator Will Forte foi directo ao assunto: “É uma tremenda estupidez. É um filme delicioso. Merecia muito mais.” Já o argumentista e realizador Brian Duffield foi ainda mais certeiro (e cartunesco): “Espero que múltiplas bigornas lhes caiam na cabeça.”

A Warner Bros. defendeu-se na altura com um polido “foi uma decisão difícil”, mas isso pouco aliviou a indignação generalizada.

A Redenção Chega com… Ketchup

Mas agora, tal como o Coyote que nunca desiste, o filme está de volta ao jogo. A distribuidora independente Ketchup Entertainment — que só por ter este nome já merece aplausos — adquiriu os direitos globais do filme, alegadamente por cerca de 50 milhões de dólares, e confirmou uma estreia em sala para 2026.

Gareth West, CEO da Ketchup, diz que estão “entusiasmados por dar vida a um filme que é a combinação perfeita entre nostalgia e uma narrativa moderna, capturando o espírito dos Looney Tunes e apresentando-o a uma nova geração.”

Um Julgamento Inesperado no Universo Looney Tunes ⚖️

Inspirado num artigo da New Yorker de 1990, Coyote vs. Acme centra-se numa ideia genial: farto dos produtos defeituosos que o deixam constantemente à beira da morte (e nunca apanham o Road Runner), Wile E. Coyote decide processar a Acme Corporation.

Will Forte interpreta o seu improvável advogado de cartaz, Kevin Avery, que vai enfrentar em tribunal o imponente advogado da Acme, interpretado por John Cena — que, para apimentar o drama, é também o ex-patrão do nosso herói de terno e gravata.

O realizador Dave Green (de As Tartarugas Ninja: Heróis Mutantes) dirige o filme, que foi descrito por quem o viu como “divertido, encantador e surpreendentemente comovente”. O par de realizadores Phil Lord e Christopher Miller, vencedores de Óscares e especialistas em humor inteligente, também elogiaram o projeto, dizendo que esperavam que “o mundo pudesse ver o incrível trabalho ali feito”.

O Fim da Era das Bigornas Fiscais?

O caso de Coyote vs. Acme torna-se simbólico num momento em que Hollywood debate o equilíbrio entre criatividade e rentabilidade. Entre 2022 e 2023, a Warner Bros. já tinha cancelado o filme da Batgirl (com um orçamento de 90 milhões de dólares!) e um outro projeto animado de Scooby-Doo, tudo em nome de cortes e otimizações fiscais.

Mas o resgate deste filme — e o facto de The Day the Earth Blew Up: A Looney Tunes Movie, outro projeto anteriormente abandonado, ter feito mais de 8 milhões em bilheteira — pode ser um sinal de que há ainda esperança para filmes que “não servem” os algoritmos mas fazem rir miúdos e graúdos.

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E nós, claro, cá estaremos em 2026 para ver o julgamento mais animado do século — com foguetes, molas gigantes, explosivos e muito humor ao estilo ACME.