Quem não teve oportunidade de ver “Toy Story 5” nos cinemas, ou simplesmente quer reviver a mais recente aventura de Woody e Buzz Lightyear no conforto de casa, já tem data marcada: o quinto capítulo da saga mais lucrativa da Pixar chega ao Disney+ a 23 de setembro, pouco mais de três meses depois da estreia nos cinemas, a 17 de junho.
TOP 10 Disney + Padrões e Destaques
A rapidez com que o filme chega ao streaming não é acidental. “Toy Story 5” tornou-se um fenómeno de bilheteira assim que estreou, arrecadando mais de 1.136 mil milhões de dólares em receitas globais, um valor que o torna não só o filme mais bem-sucedido de toda a franquia como também o terceiro filme com maior receita de 2026 e o décimo filme de animação mais lucrativo da história do cinema. Números que a Disney, sempre atenta à janela ideal para maximizar o valor de um lançamento tanto nas salas como no streaming, decidiu capitalizar rapidamente, trazendo o filme para o catálogo do Disney+ ainda dentro do período em que o interesse do público permanece elevado.
Passados dois anos da história contada em “Toy Story 4”, este quinto capítulo, realizado e escrito por Andrew Stanton, coloca Woody, Buzz, Jessie e o resto do grupo perante um adversário bem mais moderno do que qualquer vilão anterior da saga: Lilypad, um tablet inteligente em forma de rã pelo qual Bonnie se torna rapidamente obcecada, complicando exponencialmente a vida dos brinquedos sempre que competem pela sua atenção. A isto soma-se um segundo fio narrativo mais inesperado, protagonizado por cinquenta figuras de ação comemorativas de Buzz Lightyear, ainda presas em “modo brinquedo”, à procura do Comando Estelar, criando problemas consideráveis para todos os que se cruzam com elas.
O elenco de vozes original mantém-se praticamente intacto, com Tom Hanks e Tim Allen a repetirem os papéis de Woody e Buzz, ao lado de Joan Cusack, mas o filme introduz também caras novas relevantes, incluindo Conan O’Brien e Greta Lee, esta última a dar voz precisamente a Lilypad, o novo brinquedo de alta tecnologia que ameaça destronar os favoritos de sempre de Bonnie. A receção crítica seguiu o padrão habitual da franquia desde o segundo filme: elogios generalizados à animação, ao humor e ao tratamento emocional dos temas centrais, com algumas vozes mais críticas a apontar fragilidades pontuais no argumento, sobretudo na forma como a ameaça tecnológica é resolvida.
Vale a pena notar que este quinto filme chega numa altura em que a própria Pixar enfrenta uma pressão crescente para justificar o regresso a uma saga que, por várias vezes ao longo da última década, pareceu ter encontrado o seu final natural. Que “Toy Story 5” tenha conseguido não só justificar a sua existência como bater recordes de bilheteira da própria Pixar sugere que o público continua longe de estar cansado de Woody e companhia, mesmo que a mensagem central do filme, sobre a ansiedade dos brinquedos perante a ascensão da tecnologia digital, seja também uma metáfora pouco subtil sobre os próprios receios do estúdio de animação perante as mudanças na forma como as crianças consomem entretenimento hoje em dia.
Com a chegada ao Disney+ marcada para 23 de setembro, resta saber se o filme vai conseguir replicar em streaming o sucesso avassalador que teve nas salas, ou se, como acontece frequentemente com os maiores êxitos de bilheteira, o público que já pagou para o ver no cinema vai preferir aguardar por outra novidade antes de voltar a mergulhar em Mossy Bottom… perdão, na Quinta de Andy.



No comment yet, add your voice below!