“A Ovelha Choné: Trapalhada na Quinta”: o Halloween mais assombrado (e mais hilariante) de sempre chega aos cinemas portugueses a 24 de setembro

Os habitantes da Quinta de Mossy Bottom estavam ansiosos por um Halloween em grande, até o desastrado Agricultor destruir, num acidente com uma cabra e um estendal de roupa, a plantação secreta de abóboras que o rebanho tinha escondido atrás de uma parede falsa no celeiro. É este pequeno desastre doméstico que desencadeia a maior aventura já feita pela Aardman com a sua ovelha mais famosa: “A Ovelha Choné: Trapalhada na Quinta” (“Shaun the Sheep: The Beast of Mossy Bottom”, no título original) estreia nos cinemas portugueses a 24 de setembro, com distribuição que, à semelhança dos dois filmes anteriores da saga, “A Ovelha Choné, o Filme” (2015) e “A Ovelha Choné: A Quinta Contra-Ataca” (2019), deverá ficar a cargo da NOS Lusomundo Audiovisuais.

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Desesperado por salvar o Halloween de Timmy, Choné encontra um velho livro de ciência esquecido no galinheiro e decide transformar-se em cientista maluco, montando um laboratório improvisado dentro de um moinho abandonado que ninguém na quinta alguma vez tinha reparado existir. O plano: uma poção de crescimento rápido capaz de transformar uma última semente de abóbora numa colheita nova em 48 horas. O que Choné não previu foram as consequências verdadeiramente monstruosas de tentar alterar as leis da natureza. Quando o resto da poção acaba, por uma sucessão de acasos típicos da série, dentro de um frasco de loção capilar e é esfregado no couro cabeludo careca de uma personagem que tentava recuperar o cabelo a tempo de um baile de Halloween, nasce A Fera. Com o Agricultor desaparecido e uma criatura peluda a vaguear pelos bosques de Mossingham, o filme transforma-se numa perseguição trepidante entre aldeões furiosos, um moinho envolto em tempestade e uma abóbora gigante montada num trator, naquele que os próprios realizadores descrevem como o clímax mais ambicioso já filmado numa longa-metragem de Choné.

Realizado por Steve Cox e Matthew Walker, ambos veteranos da Aardman com décadas de trabalho na série televisiva, este é o terceiro filme de Choné a chegar às salas, depois do sucesso de bilheteira do primeiro filme (mais de 100 milhões de dólares em 2015) e da aventura extraterrestre de “Farmageddon”, nomeada para o Óscar de Melhor Filme de Animação em 2020. Desta vez, a equipa multiplicou a escala de tudo: 47 cenários (o dobro do habitual numa longa-metragem de Choné), 1.261 planos filmados ao longo de 38 semanas, e o maior objeto de cenografia jamais construído pelo estúdio, um cargueiro enferrujado com o comprimento equivalente a 15 placas de tecto do estúdio, tão grande que a equipa temeu não conseguir movê-lo pelos corredores. Entre as novidades está também a chegada de uma nova personagem, A Veterinária (com voz original de Nina Sosanya, de “Good Omens” e “Baby Reindeer”), descrita pela realização como uma “força da natureza” que desembainha duas pistolas de medicamentos como se fosse Clint Eastwood.

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Vale sublinhar uma particularidade que torna esta saga acessível a qualquer público sem barreiras de idioma: à semelhança de toda a filmografia de Choné, não há uma única linha de diálogo no filme, apenas grunhidos, balidos e expressões faciais. É uma marca de água que Nick Park, fundador da Aardman, recusou abandonar mesmo sob pressão dos próprios produtores para dar voz à ovelha, uma decisão que revelou recentemente numa entrevista à BBC, publicada esta semana a propósito dos 50 anos do estúdio britânico. Na mesma entrevista, Park recordou ainda que Gromit, o cão de Wallace, quase tinha sido um gato, ideia abandonada por ser tecnicamente difícil animar bigodes em stop-motion.

Esse aniversário redondo do estúdio de Bristol, fundado em 1976 e responsável por quatro Óscares e 18 BAFTA, incluindo o BAFTA de Melhor Filme de Animação para “Wallace & Gromit: A Vingança das Aves” em 2025, dá a “Trapalhada na Quinta” um significado adicional: é o filme mais ambicioso já produzido para esta personagem, numa altura em que a Aardman celebra meio século de plasticina, arame e paciência artesanal.

“Os Novos Sogros do Pior”: Ben Stiller e Robert De Niro voltam a testar a paciência um do outro, agora com Ariana Grande pelo meio

Passados quase dez anos desde “Um Sogro Quase Perfeito”, a saga mais neurótica do cinema de comédia americano ganha um quarto capítulo. “Os Novos Sogros do Pior” (“Focker-in-Law”, no título original) já tem trailer divulgado, confirmando a estreia nos cinemas portugueses a 26 de novembro, através da NOS Audiovisuais, um dia depois da estreia norte-americana, marcada para 25 de novembro.

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Desta vez, quem se prepara para atravessar o incómodo ritual de aprovação da família Byrnes é a nova geração. Henry Focker, filho de Greg (Ben Stiller) e Pam, decide dar o passo seguinte na relação com Olivia, interpretada por Ariana Grande, o que obriga as duas famílias, os Focker e os Byrnes, a reencontrarem-se para mais uma ronda de tensão, ciúme e comédia de embaraço que já é marca registada da franquia desde “Entrando Numa Fria”, em 2000. Henry é interpretado por Skyler Gisondo, ator que já se destacou em “Licorice Pizza” e na recente adaptação de “Blás e Bento” da Netflix.

O detalhe que dá ao filme um fio narrativo mais interessante do que uma simples repetição da fórmula está na profissão de Olivia: é negociadora de reféns do FBI, o que, previsivelmente, acende todos os alarmes de Jack Byrnes (Robert De Niro), ex-agente da CIA e o sogro mais desconfiado da história do cinema americano. A ideia de colocar frente a frente dois universos de vigilância e suspeita, o de Jack e o da nova nora, promete recuperar o motor cómico que sustentou os filmes anteriores: a incapacidade de Jack aceitar que alguém possa ser exatamente quem diz ser.

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A realização e o guião ficam a cargo de John Hamburg, que já tinha coescrito os três filmes anteriores da saga mas assume agora pela primeira vez a cadeira de realizador na franquia, substituindo Jay Roach (que se mantém como produtor). É uma escolha que sugere continuidade de tom mais do que reinvenção, algo que os fãs da saga original tendem a preferir depois da receção morna a alguns spin-offs de comédia familiar lançados nos últimos anos.

O elenco recupera praticamente toda a família original: além de Stiller e De Niro, voltam Owen Wilson (no papel do inevitável ex-namorado bem-sucedido de Pam), Teri Polo e Blythe Danner. Juntam-se agora Beanie Feldstein e Eduardo Franco em papéis ainda não totalmente revelados pelo material promocional. Ariana Grande chega à franquia depois de um ano particularmente forte na carreira de atriz, com o reconhecimento crítico obtido em “Wicked”, que lhe valeu uma nomeação para o Óscar, juntando-se à sua carreira já consolidada como vencedora de um Grammy.

A produção reúne novamente os nomes que têm mantido a saga viva ao longo de mais de duas décadas: Jane Rosenthal, o próprio Robert De Niro, Ben Stiller, John Lesher e Jay Roach, com Hamburg agora também na lista de produtores.

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Resta saber se o regresso consegue equilibrar nostalgia com uma história nova o suficiente para justificar mais um capítulo. A fórmula original, o genro bem-intencionado a tentar sobreviver ao escrutínio implacável do sogro, já foi esticada em três filmes; a introdução de uma nova geração de Fockers, com uma nora que devolve a Jack Byrnes o seu próprio jogo de suspeita, pode ser precisamente o que faltava para tornar este regresso mais do que um exercício de saudosismo.

TOP 10 Disney + Padrões e Destaques

“The Furious”, o filme de ação chinesa que esta redação destacou nas estreias de 23 de julho como o título mais bem cotado da semana e o mais provável de passar despercebido em Portugal, está agora no terceiro lugar do Top 10 de filmes do Disney+, com 37 dias consecutivos na lista. É o fio condutor desta edição do Top 10, ao lado de três filmes dos “Vingadores” a subir em conjunto por antecipação de “Avengers: Doomsday”.

1. The Mandalorian and Grogu

Regresso da saga “Star Wars” aos cinemas pela primeira vez em sete anos, realizado por Jon Favreau, com Pedro Pascal, Jeremy Allen White e Sigourney Weaver. Segue o Mandaloriano e Grogu numa missão para salvar o filho de Jabba the Hutt das mãos de um senhor da guerra. Arrecadou mais de 345 milhões de dólares em bilheteira mundial.

2. The Devil Wears Prada 2

Sequela da comédia dramática com Meryl Streep e Anne Hathaway, quase vinte anos depois do original, um dos maiores lançamentos globais do ano nos cinemas.

3. The Furious

Filme de ação marcial de Hong Kong, realizado por Kenji Tanigaki e produzido por Bill Kong, com Xie Miao. Com um orçamento de 20 milhões de dólares, tornou-se número um de bilheteira na China e ultrapassou os 40 milhões de dólares mundiais, apesar da distribuição discreta em Portugal.

4. Yellow Mirror

Episódio especial da série “Os Simpsons” exclusivo do Disney+, com as vozes convidadas de Patti Harrison e Demi Moore, sobre uma lâmpada avariada que revela uma verdade dolorosa e um tablet com inteligência artificial que controla a Maggie.

5. Adults

Comédia de conjunto da FX sobre um grupo de jovens em Nova Iorque a tentar ser boas pessoas, apesar de não serem nem uma coisa nem outra. A segunda temporada estreou em agosto de 2026 e tornou-se um dos maiores sucessos do catálogo Hulu/Disney+ do mês.

6. LEGO Star Wars: The Mandalorian

Especial de animação LEGO ligado ao universo de “The Mandalorian”, lançado em sintonia com a estreia do filme “The Mandalorian and Grogu” nos cinemas.

7. The Avengers (2012)

Primeiro filme a reunir a equipa completa dos Vingadores, ponto de partida da saga que “Avengers: Doomsday” retoma em dezembro de 2026, a primeira reunião destes heróis desde “Endgame”.

8. Avengers: Infinity War

Penúltimo capítulo da saga original dos Vingadores, com Thanos a reunir as Pedras do Infinito, de volta ao Top 10 pela mesma razão que os restantes títulos da saga.

9. Avengers: Endgame

Capítulo final da saga original dos Vingadores, o filme mais visto de sempre da Marvel Studios até à estreia de “Avengers: Doomsday”, agendada para 18 de dezembro de 2026.

10. LEGO Disney Princess: Magical Mayhem

Especial de animação LEGO com as princesas Disney, conteúdo familiar de longa duração no catálogo.