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Spielberg Regressa Aos Extraterrestres, Portugal Responde Com Um Drama Ambicioso e Há Ainda Baleias Assassinas Pelo Caminho

Há semanas em que as estreias de cinema parecem seguir um tema comum. Depois há semanas como esta, em que a diversidade é a palavra de ordem. Das conspirações extraterrestres de Steven Spielberg ao cinema português de João Nuno Pinto, passando por criaturas gigantes, dramas europeus e animação para toda a família, as salas nacionais recebem uma programação capaz de agradar a públicos muito diferentes.

O grande destaque é inevitavelmente O Dia da Revelação, o novo filme de Steven Spielberg. Mas seria injusto ignorar outras propostas interessantes, nomeadamente 18 Buracos para o Paraíso, uma produção portuguesa que aborda temas tão actuais como a seca, a transformação do território e as feridas familiares que persistem ao longo das gerações.

Spielberg Volta Ao Espaço Que Sempre Soube Explorar

Poucos realizadores possuem uma ligação tão forte ao imaginário extraterrestre como Steven Spielberg. Foi ele quem nos deu clássicos como Encontros Imediatos do Terceiro Grau e E.T. – O Extraterrestre, obras que ajudaram a definir a forma como várias gerações passaram a olhar para a ficção científica.

Agora regressa a esse território com O Dia da Revelação.

O filme acompanha uma meteorologista interpretada por Emily Blunt que começa a manifestar capacidades inexplicáveis, ao mesmo tempo que um especialista em tecnologia descobre provas de décadas de encobrimento governamental relacionado com vida extraterrestre. A investigação acaba por conduzir ambos ao centro de uma conspiração global que poderá alterar tudo aquilo que a humanidade acredita saber sobre o seu lugar no universo.

Com argumento de David Koepp, colaborador habitual de Spielberg em títulos como Jurassic Park e War of the Worlds, e música de John Williams, o filme reúne muitos dos elementos que os admiradores do realizador esperam encontrar numa grande produção de ficção científica.

Um Retrato Português De Um País Em Mudança

Mas nem só de produções de Hollywood vive esta semana cinematográfica.

João Nuno Pinto apresenta 18 Buracos para o Paraíso, um drama português que coloca o foco numa herdade do sul do país assolada pela seca e pelas mudanças económicas e sociais.

A história acompanha uma família que se prepara para vender uma propriedade herdada, enquanto antigas tensões emocionais regressam à superfície. Pelo caminho surgem reflexões sobre o território, a relação com a terra, os conflitos entre gerações e os desafios que o país enfrenta num contexto de alterações climáticas cada vez mais visíveis.

Com interpretações de Margarida Marinho, Beatriz Batarda e Rita Cabaço, o filme apresenta-se como uma das propostas nacionais mais relevantes do momento.

Animais Gigantes e Muito Terror

Para quem prefere emoções fortes, a semana também não desilude.

Baleia Assassina mergulha no universo dos thrillers de sobrevivência marítima. O título não deixa grande margem para dúvidas: um grupo de pessoas vê-se confrontado com uma ameaça gigantesca nas profundezas do oceano. Misturando terror, acção, mistério e ficção científica, o filme procura recuperar o espírito dos grandes clássicos do género.

Ainda mais peculiar é Hungry: 4 Toneladas de Raiva. Com Joaquim de Almeida no elenco, o filme aposta numa fórmula simples mas eficaz: colocar personagens comuns perante uma criatura gigantesca e extremamente perigosa. Depois de décadas de tubarões, crocodilos e outras ameaças animais, chega agora a vez dos hipopótamos assumirem o papel de pesadelo cinematográfico.

Cinema Europeu Continua Bem Representado

Entre as propostas mais autorais encontramos Três Vezes Adeus, realizado por Isabel Coixet.

A cineasta espanhola volta a explorar emoções complexas e relações humanas delicadas, contando com Alba Rohrwacher e Elio Germano nos principais papéis. Para os apreciadores de cinema europeu contemporâneo, este é certamente um dos títulos a acompanhar.

Também Um Poeta, do realizador colombiano Simón Mesa Soto, surge como uma proposta interessante. A mistura de drama e comédia acompanha personagens marcadas pelos seus sonhos, fracassos e ambições, num registo que tem vindo a conquistar atenção em vários festivais internacionais.

Já Savage House reúne Richard E. Grant e Claire Foy numa combinação de drama e humor que desperta curiosidade, mesmo que os detalhes sobre a narrativa ainda permaneçam relativamente discretos.

Uma Opção Para Toda A Família

A completar a lista de estreias encontramos Mumbo Jumbo, uma animação dinamarquesa que procura oferecer uma alternativa às habituais produções dos grandes estúdios norte-americanos.

Colorido, divertido e claramente direccionado para um público familiar, o filme poderá revelar-se uma agradável surpresa para quem procura uma sessão de cinema mais leve durante o fim-de-semana.

Uma Semana Para Todos Os Gostos

Nem todas as semanas conseguem apresentar uma oferta tão diversificada. Entre a ficção científica de Spielberg, o drama português de João Nuno Pinto, o terror com criaturas gigantes, o cinema europeu de autor e a animação familiar, as salas portuguesas recebem uma selecção capaz de agradar a praticamente qualquer espectador.

A grande questão é simples: vai escolher a conspiração extraterrestre de Spielberg, descobrir uma das produções portuguesas mais ambiciosas do ano ou arriscar um encontro com uma baleia assassina e um hipopótamo furioso?

Seja qual for a escolha, motivos para visitar o cinema não faltam esta semana.

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