Steven Soderbergh realizou Magic Mike: A Última Dança com a economia de meios que o caracteriza — um orçamento contido, uma história simples e dois actores com química suficiente para fazer funcionar uma premissa que podia facilmente tornar-se numa paródia de si mesma. Amanhã, domingo, 14 de Junho, às 22h20, na STAR Life.
“Magic” Mike Lane está na Florida, sem dinheiro e a trabalhar como barman, depois de um negócio que correu mal. Uma socialite abastada, Maxandra Mendoza (Salma Hayek Pinault), faz-lhe uma proposta que não pode recusar — e que o leva a Londres com um grupo de novos dançarinos que tem de pôr em forma para um espectáculo com muito mais em jogo do que parece. É a terceira entrada da franchise de Mike Lane, e a mais elegante das três — Soderbergh filmou em Londres com uma atenção à luz e ao espaço que transforma os números de dança em algo genuinamente cinematográfico.
Channing Tatum está completamente à vontade num papel que conhece de cor. Salma Hayek Pinault tem o timing cómico e a presença física que a personagem exige. E Soderbergh — que também assinou a realização sob o pseudónimo que usa habitualmente para os seus projectos mais comerciais — mantém o ritmo com a precisão de um realizador que nunca perde o controlo mesmo quando o material pede excesso.
A Morte de Robin Hood estreia na próxima quinta-feira, 19 de Junho, nos cinemas portugueses — no mesmo dia que Toy Story 5. É um dos fim-de-semanas mais competitivos do verão e o filme de Hugh Jackman vai precisar de se impor contra um dos franchises mais amados da história da Pixar.
Craig Gillespie — o realizador de Cruella e I, Tonya — pegou na balada medieval anónima Robin Hood’s Death, um texto que a maioria das adaptações cinematográficas sempre ignorou em favor das histórias de aventura jovem, e construiu com ela um thriller histórico sobre o que acontece quando a lenda se confronta com a mortalidade. Hugh Jackman é um Robin Hood envelhecido, ferido após uma batalha brutal, que se vê sob os cuidados de uma mulher misteriosa interpretada por Jodie Comer. Bill Skarsgård é Little John. A distribuição é da A24.
O filme foi rodado na Irlanda do Norte e Jackman é também produtor executivo — um sinal de que o actor investiu mais do que o habitual neste projecto. A tagline é “He Was No Hero” — e é uma declaração de intenções clara sobre o tipo de Robin Hood que Gillespie quis fazer: não o herói romântico das versões anteriores, mas o homem que estava por baixo da lenda.
House of the Dragon T3 estreia amanhã, domingo, 15 de Junho, no HBO e Max — e é a temporada que os fãs dos livros de George R.R. Martin esperavam desde que a série começou. A Dança dos Dragões no seu estado mais brutal, sem possibilidade de recuo.
A segunda temporada terminou com Lucerys morto, Rhaenyra de luto e os Negros a perder a vantagem estratégica que tinham. A terceira começa exactamente nesse ponto — e a promessa dos realizadores é de uma temporada mais focada, mais violenta e com menos dispersão narrativa. Matt Smith disse na pré-estreia de Londres que é “a temporada mais escura de todas”. Emma D’Arcy descreveu-a como “o momento em que Rhaenyra percebe o custo real do que iniciou”. Olivia Cooke como Alicent tem nesta temporada o arco mais rico que a personagem alguma vez teve.
Em Portugal, disponível no Max a partir de amanhã.
Disclosure Day estreou nos cinemas portugueses na semana passada e está ainda em cartaz. As críticas confirmaram o que a nossa crítica disse: é um Spielberg muito bom sem ser inesquecível, com Emily Blunt extraordinária e um ritmo que nunca afrouxa. Para quem ainda não foi, este fim de semana é a oportunidade.
O filme reúne Emily Blunt, Josh O’Connor, Colin Firth e Colman Domingo num thriller de ficção científica sobre a revelação de uma conspiração governamental em torno de OVNIs — com a música de John Williams, a fotografia de Janusz Kamiński e a produção de J.J. Abrams. É o Spielberg mais confortável e mais generoso em muitos anos. O argumento de David Koepp é eficaz sem ser revolucionário. Blunt carrega o filme com uma fisicalidade e uma vulnerabilidade que tornam as cenas mais exigentes genuinamente perturbadoras.
Michael Angelo Covino e Kyle Marvin fizeram The Climb em 2019 — uma das comédias dramáticas mais desconfortáveis e mais honestas sobre amizade masculina dos últimos anos, filmada em planos-sequência longos que transformavam cada conversa numa pequena tortura. Splitsville — Amor em Maus Lençóis, que estreia domingo, 14 de Junho, às 21h40, no TVCine Top e TVCine+, aplica o mesmo método às relações amorosas — com resultados igualmente perturbadores e igualmente difíceis de ignorar.
Carey acaba de ver o casamento desmoronar. Refugia-se em casa dos amigos Julie e Paul, um casal aparentemente perfeito que vive uma relação aberta com a descontracção de quem já resolveu todas as questões existenciais que Carey ainda nem formulou. Fascinado pela liberdade emocional e sexual que os dois parecem ter conquistado, Carey mergulha nesse universo convicto de ter encontrado a resposta para o seu fracasso amoroso. Quando começa a ultrapassar limites que ninguém tinha definido claramente — porque nas relações abertas os limites raramente são definidos claramente — desencadeia uma sequência de ciúmes, segredos e ressentimentos que ameaça destruir todas as relações ao mesmo tempo.
Dakota Johnson interpreta Ashley, a mulher que pediu o divórcio e que vai tendo de assistir às consequências desse pedido. Adria Arjona é Julie. O próprio Covino é Carey — uma escolha que diz muito sobre o nível de exposição emocional que o realizador estava disposto a colocar no ecrã. O filme estreou na secção Un Certain Regard de Cannes em 2025 com críticas que elogiaram precisamente o que torna Covino e Marvin únicos: a capacidade de fazer rir com situações genuinamente dolorosas sem nunca diminuir a dor.
Domingo, 14 de Junho, às 21h40, TVCine Top e TVCine+.
Toy Story 5 estreia nos cinemas a 19 de Junho — e o seu realizador Andrew Stanton diz que a decisão de colocar Jessie no centro da história “nunca foi planeada”. Stanton, que ganhou Óscares por WALL-E e Finding Nemo e escreveu todos os filmes da franchise, estava a tentar perceber porque queria fazer um quinto filme quando a resposta chegou de forma inesperada.
“Não planeámos isso”, disse Stanton sobre Jessie tornar-se a protagonista. “Passámos o crachá de Woody para Jessie no final do quarto filme. Adorei isso — mesmo que não houvesse mais filmes, tínhamos isso. Quando me pediram para trabalhar neste, fazia sentido começar aí. Ela tinha tanto por explorar.”
A chave foi o passado de Jessie — a história de ter sido abandonada pela sua primeira dona, Emily, revelada em Toy Story 2 numa cena que ainda hoje é considerada uma das mais emotivas da animação Pixar. Stanton queria preencher as lacunas dessa história de décadas e percebeu que as inseguranças de abandono de Jessie seriam o motor perfeito para o conflito do filme com Lilypad, o tablet inteligente que ameaça o lugar dos brinquedos na vida de Bonnie.
As primeiras reacções da pré-estreia em Hollywood são esmagadoramente positivas, com a projecção de abertura nos 150 milhões de dólares no primeiro fim de semana americano — o maior arranque de 2026. A 19 de Junho nos cinemas portugueses.
A Paramount Skydance propôs a aquisição da Warner Bros. Discovery por 111 mil milhões de dólares — e o Netflix classificou de “absurda” a alegação da Paramount de que o streamer tentou sabotar o negócio.
Se a fusão avançar, ficam sob o mesmo tecto: a Paramount Pictures, a MTV, a Comedy Central, a BET, o Nickelodeon, o Showtime — e do lado da WBD, a Warner Bros., a HBO, o Max, a DC, a CNN, a Cartoon Network e a TNT. É a maior reorganização de Hollywood desde a fusão entre a Disney e a Fox em 2019.
Para o espectador português, o que muda na prática: os filmes DC como Superman e The Batman Part II estarão na mesma empresa que produz Mission: Impossible e Top Gun. A HBO e o Max ficam na mesma estrutura corporativa que o Paramount+. E toda a negociação sobre onde os filmes estreiam — em sala ou em streaming — fica concentrada em menos mãos. É uma mudança que vai ser sentida durante anos. A aprovação regulatória pode demorar até ao final de 2027.
Fernando Coimbra descreveu Os Enforcados como “uma mistura entre Shakespeare e o cinema negro dos irmãos Coen” — e é difícil imaginar uma formulação mais precisa para um filme que pega em Macbeth e o transporta para os bastidores do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Estreia hoje, 13 de Junho, às 22h00, em exclusivo no TVCine Edition e TVCine+.
Regina e Valério vivem confortavelmente na Zona Oeste do Rio de Janeiro graças ao império do jogo do bicho construído pela família dele. Querem sair do crime, começar uma vida nova, deixar para trás o peso de um mundo que nunca escolheram de verdade. O plano parece simples. Como em Macbeth, nunca é. À medida que mergulham numa teia de traições, dívidas e jogos de poder, a paranóia e a culpa vão tomando conta de uma relação que o crime estava supostamente a salvar — não a destruir.
Leandra Leal e Irandhir Santos lideram o elenco com a intensidade que o material exige — dois actores entre os mais respeitados do cinema e da televisão brasileira, a habitar personagens que são simultaneamente vítimas e autores do caos à sua volta. Pêpê Rapazote — o actor português — aparece também no elenco, num sinal da co-produção luso-brasileira que sustenta o projeto. O argumento venceu o Global Filmmaking Award no Festival de Sundance. O filme teve estreia mundial em Toronto.
Coimbra voltou ao território que explorou em O Lobo Atrás da Porta (2014) — um dos filmes brasileiros mais tensos da última década — e trouxe com ele a mesma capacidade de construir atmosferas sufocantes onde o humor negro e a violência coexistem com uma naturalidade perturbadora. Hoje, às 22h00, TVCine Edition e TVCine+.
Toy Story 5 estreia nos cinemas a 19 de Junho. O STAR Channel decidiu que a melhor forma de preparar o público é emitir hoje, sábado, os três primeiros filmes em sequência — a partir das 14h00, sem intervalos entre sagas.
É uma tarde de televisão para toda a família com três dos melhores filmes de animação alguma vez feitos. Toy Storyoriginal de John Lasseter às 14h00 — o filme que em 1995 mudou para sempre o que a animação podia ser, com Woody e Buzz Lightyear a aprenderem a coexistir enquanto tentam regressar a Andy. Toy Story 2: Em Busca de Woody às 15h15 — onde Woody é raptado por um coleccionador e descobre que é uma peça rara de uma série televisiva dos anos 50, com Jessie e Bullseye a entrarem no universo pela primeira vez. E Toy Story 3 de Lee Unkrich às 16h40 — o filme que fez chorar adultos em todo o mundo quando Andy cresceu e foi para a universidade, e que ganhou o Óscar de Melhor Filme de Animação em 2011.
As primeiras reacções a Toy Story 5, cujas críticas estão embargadas até 16 de Junho, são esmagadoramente positivas — com Jessie no centro da história e a projecção de abertura nos 150 milhões de dólares no primeiro fim de semana americano, o maior arranque de 2026. A maratona de hoje no STAR Channel é a preparação perfeita. Ou o pretexto perfeito para rever três filmes que toda a gente já viu e que toda a gente quer ver de novo.
Backrooms de Kane Parsons registou uma queda de 70% na segunda semana de exibição — mas continua a impressionar pela dimensão do que um realizador de 20 anos conseguiu fazer com o material.
Uma queda de 70% é intensa mas não invulgar para um filme de terror — o género tende a ter arranques explosivos e quedas rápidas porque o público vai sobretudo na primeira semana por curiosidade e recomendação imediata. O que importa é o número de abertura: Backrooms abriu com resultados que justificaram completamente a aposta da A24 num realizador que vinha do YouTube e que nunca tinha feito um longa-metragem.
Kane Parsons tem agora dois projectos em desenvolvimento com a A24. O nome que criou no YouTube durante anos — com curtas de terror sobre os corredores amarelos infinitos que geraram dezenas de milhões de visualizações — tornou-se num cartão de visita que poucos realizadores de qualquer idade têm. Jason Blum comparou-o esta semana a Spielberg numa conferência de produtores. É cedo para tanto — mas não é cedo para prestar atenção.
Vinte e cinco anos. É quanto tempo passou desde que Johnny Knoxville, Steve-O, Bam Margera, Chris Pontius e o resto do grupo começaram a atirar-se uns aos outros, a bater com carrinhos de compras contra paredes e a fazer coisas que nenhum seguro de saúde cobre voluntariamente. Jackass: Último Shot de Loucura estreia a 25 de Junho nos cinemas portugueses — e é, segundo a produção, a despedida definitiva.
O novo trailer divulgado esta semana mostra exactamente o que os fãs esperam: acrobacias novas que provam que o grupo ainda não aprendeu nada com as anteriores, os momentos mais icónicos dos últimos 25 anos e a camaradagem específica de um grupo de homens que passou décadas a magoar-se mutuamente por amor ao ofício e à gargalhada do público. É uma combinação que gerou quatro filmes, várias séries de televisão e uma lealdade de audiência que poucos franchises de qualquer género conseguem igualar.
Jackass: Último Shot de Loucura é descrito como um evento cinematográfico — não apenas mais um filme, mas uma celebração dos 25 anos de uma forma de fazer entretenimento que ninguém tinha tentado antes e que poucos tentaram depois com resultados comparáveis. Para os fãs de longa data, é o adeus que o franchise merece. Para os que nunca viram, é uma entrada directa num universo onde a única regra é que não há regras — e onde a amizade se mede em ossos partidos e gargalhadas partilhadas.
A 25 de Junho nos cinemas portugueses, com distribuição NOS Audiovisuais.
A Paramount Pictures Portugal revelou o primeiro trailer e as fotografias oficiais de Heart of the Beast – Heróis Inseparáveis, o novo thriller de aventura protagonizado por Brad Pitt. A estreia nacional está marcada para 24 de setembro, sob o mote “Não é por quem vives… é por quem morrerias”.
O filme acompanha James Belmont, um oficial das Forças Especiais que, na sequência de um acidente de avião, fica isolado nas profundezas selvagens do Alasca. Sobra-lhe um único aliado: Odin, o seu cão de combate. Juntos enfrentam o frio, o terreno e tudo o que neles se esconde, numa luta pela sobrevivência em que cada decisão pode separar a vida da morte.
A realização é de David Ayer, nome que dispensa apresentações no registo da ação musculada e que assina títulos como Fúria, Os Reis da Rua e The Beekeeper – O Protetor. O território é-lhe familiar, mas a aposta aqui é outra: trocar o caos urbano pela imensidão gelada e concentrar a tensão numa dupla. Quando o elenco se resume a um homem e a um cão, a química entre os dois deixa de ser um detalhe e passa a ser o filme inteiro.
A julgar pelo trailer, Ayer não abdica das sequências de ação intensas que são a sua marca, mas equilibra-as com uma componente emocional mais vincada do que é habitual no seu cinema. O resultado prometido é uma história de coragem, amizade e lealdade, com Brad Pitt em modo sobrevivência total e um companheiro de quatro patas a roubar planos sempre que pode.
Heart of the Beast – Heróis Inseparáveis chega aos cinemas portugueses a 24 de setembro, distribuído pela NOS Audiovisuais.
Variante de título (mais sóbria): “David Ayer leva Brad Pitt ao Alasca: eis o primeiro trailer de ‘Heart of the Beast'” — coloca o realizador em destaque, útil para o público mais cinéfilo.
A Patrulha Pata regressa aos cinemas com uma aventura à escala jurássica e um convidado musical que ninguém via a chegar. O novo trailer de Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros já está disponível, embalado por “Bottle Up”, tema inédito dos Backstreet Boys que integra a banda sonora do filme. A estreia nacional está marcada para 6 de agosto.
As novas imagens dão o primeiro vislumbre daquela que se anuncia como a maior missão de sempre da equipa. Depois de uma tempestade misteriosa os arrastar para uma ilha tropical desconhecida, Marshall, Chase, Skye, Rubble e companhia descobrem um mundo perdido habitado por dinossauros, onde os desafios passam a ter dentes e várias toneladas. Pelo meio há ação, humor e a habitual lição de amizade, com o futuro da ilha em jogo.
A entrada dos Backstreet Boys na banda sonora é o detalhe que distingue esta campanha de qualquer outra do universo Patrulha Pata. “Bottle Up” marca o regresso do grupo a um projeto de cinema para famílias e traz uma dose de nostalgia destinada menos às crianças e mais aos pais que as levam à sala, o que, convenhamos, é metade da bilheteira.
Na versão portuguesa, a dobragem reúne um elenco de peso: Soraia Tavares, Solange Santos, Romeu Vala, Vasco Pereira Coutinho, Mafalda Luís de Castro, Custódia Gallego, Matay e Sara Santos, com a estreia da cantora e compositora Maro no registo das dobragens, entre outros nomes nacionais.
Quanto ao enredo, depois da aterragem forçada na ilha, a equipa conhece Rex, um jovem cão que ali ficou preso durante anos e se tornou especialista em tudo o que tenha escamas e cauda. O sossego dura pouco: o Presidente da Câmara Humdinger, arqui-inimigo do costume, decide explorar os recursos naturais da ilha e acaba por despertar um vulcão adormecido. Seguem-se resgates de alto risco e uma corrida para travar Humdinger antes que a ilha desapareça por completo.
Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros chega aos cinemas portugueses a 6 de agosto, distribuído pela NOS Audiovisuais.
Variante de título (mais virada para SEO): “Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros revela trailer, póster e vozes portuguesas” — privilegia os termos de pesquisa em detrimento do gancho dos Backstreet Boys.
Quando Hal & Harper passou em antestreia no IndieLisboa em Maio, a sala encheu-se de pessoas dispostas a ir ao Cinema São Jorge especificamente para ver uma série que ainda não estava disponível em Portugal. Segunda-feira, 15 de Junho, às 22h10, deixa de ser preciso. A minissérie de Cooper Raiff estreia no TVCine Edition — com os oito episódios a serem emitidos nas segundas-feiras seguintes — e fica também disponível no TVCine+.
Cooper Raiff tem 27 anos e dois filmes no currículo que bastam para perceber o que o torna singular: Shithouse (2020), Óscar do júri em SXSW, e Cha Cha Real Smooth (2022), premiado no Sundance, são filmes sobre a vulnerabilidade masculina filmada sem artifícios — personagens que não sabem bem como ser adultos, que se agarram a relações como se fossem salva-vidas, que têm humor suficiente para não serem lamentáveis. Hal & Harper é a sua primeira série e foi descrita no Sundance como uma das produções independentes norte-americanas mais emocionantes do ano.
Hal e Harper são dois irmãos na casa dos vinte anos presos aos traumas de uma infância marcada pela perda precoce da mãe. Quando o pai — interpretado por Mark Ruffalo numa performance que a Variety descreveu como “o melhor trabalho do actor em anos” — decide recomeçar a vida e vender a casa de família, os dois irmãos são forçados a confrontar a dependência emocional que os une e as fragilidades que acumularam sem perceber. Cooper Raiff interpreta Hal. Lili Reinhart, conhecida de Riverdale mas cada vez mais presente no cinema independente, é Harper.
Segunda-feira, 15 de Junho, às 22h10. TVCine Edition e TVCine+.
Uma curta-metragem filmada inteiramente na ilha do Pico, nos Açores, acaba de receber um Troféu de Prata na 8.ª edição do International Tourism Film Festival Africa, realizado em Joanesburgo. First Date, de Luís Filipe Borges, venceu na categoria “Silver Award: Travel and Tourism” por incentivar viagens e turismo aos Açores através de uma história de ficção. É o 23.º prémio da produção, em representações em mais de 60 grandes ecrãs, em 19 países.
Borges estreou-se como realizador com uma comédia romântica deliberadamente clássica — “Sou um velho apaixonado por comédias românticas. Quis estrear-me como realizador com uma narrativa que as honrasse, divertisse o maior número possível de pessoas, dignificasse a extraordinária ilha do Pico e brincasse com alguns clichés desta categoria cinematográfica.” O resultado foi um projecto que nasceu a partir do I Prémio Curta Pico da MiratecArts, com apoio dos três municípios da ilha, da Direcção Regional do Turismo dos Açores e investimento privado.
O percurso de First Date desde a estreia no Montanha Pico Festival em Janeiro de 2025 é o tipo de história que raramente acontece no cinema português de curtas: digressão por festivais em quatro continentes, estreia televisiva na CineMax e presença na plataforma FILMIN desde Maio de 2026. “Este prémio prova, mais uma vez, que o investimento no audiovisual é investir no desenvolvimento económico local, criando uma bela ferramenta de promoção do destino”, nota o produtor Terry Costa da MiratecArts.
As candidaturas para o II Prémio Curta Pico estão abertas até 1 de Julho
Há semanas em que as estreias de cinema parecem seguir um tema comum. Depois há semanas como esta, em que a diversidade é a palavra de ordem. Das conspirações extraterrestres de Steven Spielberg ao cinema português de João Nuno Pinto, passando por criaturas gigantes, dramas europeus e animação para toda a família, as salas nacionais recebem uma programação capaz de agradar a públicos muito diferentes.
O grande destaque é inevitavelmente O Dia da Revelação, o novo filme de Steven Spielberg. Mas seria injusto ignorar outras propostas interessantes, nomeadamente 18 Buracos para o Paraíso, uma produção portuguesa que aborda temas tão actuais como a seca, a transformação do território e as feridas familiares que persistem ao longo das gerações.
Spielberg Volta Ao Espaço Que Sempre Soube Explorar
Poucos realizadores possuem uma ligação tão forte ao imaginário extraterrestre como Steven Spielberg. Foi ele quem nos deu clássicos como Encontros Imediatos do Terceiro Grau e E.T. – O Extraterrestre, obras que ajudaram a definir a forma como várias gerações passaram a olhar para a ficção científica.
Agora regressa a esse território com O Dia da Revelação.
O filme acompanha uma meteorologista interpretada por Emily Blunt que começa a manifestar capacidades inexplicáveis, ao mesmo tempo que um especialista em tecnologia descobre provas de décadas de encobrimento governamental relacionado com vida extraterrestre. A investigação acaba por conduzir ambos ao centro de uma conspiração global que poderá alterar tudo aquilo que a humanidade acredita saber sobre o seu lugar no universo.
Com argumento de David Koepp, colaborador habitual de Spielberg em títulos como Jurassic Park e War of the Worlds, e música de John Williams, o filme reúne muitos dos elementos que os admiradores do realizador esperam encontrar numa grande produção de ficção científica.
Um Retrato Português De Um País Em Mudança
Mas nem só de produções de Hollywood vive esta semana cinematográfica.
João Nuno Pinto apresenta 18 Buracos para o Paraíso, um drama português que coloca o foco numa herdade do sul do país assolada pela seca e pelas mudanças económicas e sociais.
A história acompanha uma família que se prepara para vender uma propriedade herdada, enquanto antigas tensões emocionais regressam à superfície. Pelo caminho surgem reflexões sobre o território, a relação com a terra, os conflitos entre gerações e os desafios que o país enfrenta num contexto de alterações climáticas cada vez mais visíveis.
Com interpretações de Margarida Marinho, Beatriz Batarda e Rita Cabaço, o filme apresenta-se como uma das propostas nacionais mais relevantes do momento.
Animais Gigantes e Muito Terror
Para quem prefere emoções fortes, a semana também não desilude.
Baleia Assassina mergulha no universo dos thrillers de sobrevivência marítima. O título não deixa grande margem para dúvidas: um grupo de pessoas vê-se confrontado com uma ameaça gigantesca nas profundezas do oceano. Misturando terror, acção, mistério e ficção científica, o filme procura recuperar o espírito dos grandes clássicos do género.
Ainda mais peculiar é Hungry: 4 Toneladas de Raiva. Com Joaquim de Almeida no elenco, o filme aposta numa fórmula simples mas eficaz: colocar personagens comuns perante uma criatura gigantesca e extremamente perigosa. Depois de décadas de tubarões, crocodilos e outras ameaças animais, chega agora a vez dos hipopótamos assumirem o papel de pesadelo cinematográfico.
Cinema Europeu Continua Bem Representado
Entre as propostas mais autorais encontramos Três Vezes Adeus, realizado por Isabel Coixet.
A cineasta espanhola volta a explorar emoções complexas e relações humanas delicadas, contando com Alba Rohrwacher e Elio Germano nos principais papéis. Para os apreciadores de cinema europeu contemporâneo, este é certamente um dos títulos a acompanhar.
Também Um Poeta, do realizador colombiano Simón Mesa Soto, surge como uma proposta interessante. A mistura de drama e comédia acompanha personagens marcadas pelos seus sonhos, fracassos e ambições, num registo que tem vindo a conquistar atenção em vários festivais internacionais.
Já Savage House reúne Richard E. Grant e Claire Foy numa combinação de drama e humor que desperta curiosidade, mesmo que os detalhes sobre a narrativa ainda permaneçam relativamente discretos.
Uma Opção Para Toda A Família
A completar a lista de estreias encontramos Mumbo Jumbo, uma animação dinamarquesa que procura oferecer uma alternativa às habituais produções dos grandes estúdios norte-americanos.
Colorido, divertido e claramente direccionado para um público familiar, o filme poderá revelar-se uma agradável surpresa para quem procura uma sessão de cinema mais leve durante o fim-de-semana.
Uma Semana Para Todos Os Gostos
Nem todas as semanas conseguem apresentar uma oferta tão diversificada. Entre a ficção científica de Spielberg, o drama português de João Nuno Pinto, o terror com criaturas gigantes, o cinema europeu de autor e a animação familiar, as salas portuguesas recebem uma selecção capaz de agradar a praticamente qualquer espectador.
A grande questão é simples: vai escolher a conspiração extraterrestre de Spielberg, descobrir uma das produções portuguesas mais ambiciosas do ano ou arriscar um encontro com uma baleia assassina e um hipopótamo furioso?
Seja qual for a escolha, motivos para visitar o cinema não faltam esta semana.
Brad Pitt e Ines de Ramon foram vistos a dar a mão em público durante a final feminina do Open de França 2026 no Stade Roland Garros em Paris. É uma das aparições públicas mais descontraídas do casal desde que começaram a ser fotografados juntos — sem o rigor de um tapete vermelho, sem o contexto de uma première, apenas dois adultos a ver ténis numa tarde de Junho em Paris.
É também um seguimento natural do artigo que publicámos há dias, quando fontes próximas do casal confirmaram ao Daily Mail que Pitt “não planeia casar” e que os dois “estão muito felizes nesta fase da relação sem pressas de fazer nada”. Roland Garros é exactamente o tipo de aparição que essa descrição sugere — uma relação sólida o suficiente para não precisar de se provar em público, mas confortável o suficiente para aparecer quando as circunstâncias o tornam natural.
De Paris, os dois partiram para Londres onde Pitt está em pré-produção de Heart of the Beast com David Ayer — o thriller de sobrevivência no Alasca que estreia em Setembro. Ines de Ramon continua a gerir a sua marca de jóias a partir de Los Angeles.
Anna Faris disse numa entrevista recente que havia uma cena no novo Scary Movie onde a personagem de Cindy Chapman gozava com a iniciativa “Be Best” de Melania Trump sobre o cyberbullying — e que a cena foi cortada durante a montagem.
A declaração gerou imediatamente especulação sobre se o corte teria sido motivado por pressão política, num momento em que a relação entre Hollywood e a administração Trump está particularmente tensa — o Late Show foi cancelado, o 60 Minutes está em guerra interna, e a Paramount está a tentar evitar conflitos com a Casa Branca após a mudança de proprietário. Mas fontes da produção disseram ao TMZ que a piada sobre Melania estava entre várias cenas cortadas na montagem por razões de ritmo — “é tão simples e rotineiro quanto isso”.
É possível que ambas as coisas sejam verdade em simultâneo: que a piada fosse genuinamente desnecessária para o ritmo do filme e que ninguém na produção tenha ficado especialmente triste por ela não estar lá dado o contexto político actual. Hollywood 2026 funciona assim — com decisões criativas que raramente são apenas criativas.
Aubrey Plaza e Christopher Abbott fizeram a primeira aparição pública oficial como casal no tapete vermelho dos Tony Awards de 7 de Junho, onde Abbott era nomeado — e Plaza mostrou visivelmente a gravidez.
Plaza, conhecida do público português por The White Lotus, Parks and Recreation e Agatha All Along, e Abbott, que esteve em Possessor, It Comes at Night e Poor Things, são um dos casais mais discretos de Hollywood — raramente fotografados juntos, raramente mencionados em entrevistas, consistentemente privados. A aparição nos Tonys foi uma excepção deliberada — e com a gravidez visível, tornou-se no anúncio público que nenhum comunicado poderia fazer de forma mais elegante.
Abbott estava nomeado na categoria de Melhor Actor numa Peça por Doubt, a reposição da peça de John Patrick Shanley que tem estado em cartaz na Broadway desde Março. Plaza sentou-se na plateia ao seu lado durante a cerimónia, apresentada por Pink no Radio City Music Hall. É o primeiro filho para ambos.
Durante uma sessão de perguntas e respostas na Bleak Week da American Cinematheque, Ari Aster revelou que escreveu uma prequela de Hereditary. “Escrevi uma prequela para este filme”, disse o realizador. “Nunca parece o momento certo. É uma prequela, não uma sequela, por isso não sei para onde isto vai.”
Hereditary estreou em 2018 com um orçamento de menos de 10 milhões de dólares e fez mais de 90 milhões globalmente, tornando-se na maior estreia de sempre da A24 na altura e num dos filmes de terror mais influentes da última década. A prequela centraria a história em Ellen, a mãe de Annie Graham — a líder do culto pagão que passou gerações a preparar a invocação do rei demónio Paimon, manipulando o genro e os netos como peões de um ritual iniciado décadas antes dos eventos do filme original.
Aster falou também sobre a sua relação complicada com o sucesso de Hereditary: “De certa forma é muito irritante. Estou a tentar melhorar. Em cada filme que faço sinto-me mais orgulhoso do que no anterior, e no entanto é como retornos decrescentes no que toca à recepção.” O realizador disse que odeia o rótulo “elevated horror” com que habitualmente descrevem o seu trabalho — “É uma caixa em que me puseram, e os fãs de terror ficaram ofendidos. ‘Quem pensas que és?’ Não fui eu que disse.”
O próximo projecto confirmado de Aster é Scapegoat, com Scarlett Johansson. A prequela de Hereditary fica para já numa gaveta — com argumento escrito, sem estúdio, sem data e sem certeza de que alguma vez chegará ao ecrã.