Os Criadores de Beef e The Bear Vão Escrever os X-Men — e Isso Muda Tudo

Durante anos, a pergunta sobre os X-Men na Marvel foi sempre a mesma: quando? Depois da aquisição da Fox pela Disney em 2019, os mutantes mais famosos dos BD ficaram tecnicamente disponíveis para o universo cinematográfico da Marvel — mas o silêncio foi ensurdecedor. Agora, finalmente, há uma actualização. E ela é muito melhor do que qualquer um esperava.

Jake Schreier, o realizador escolhido para o reboot, confirmou numa entrevista ao Collider que Lee Sung Jin — o criador de Beef, a série da Netflix que ganhou o Emmy para Melhor Série Limitada em 2023 — e Joanna Calo — co-showrunner de The Bear, a série de culinária que redefiniu o que a televisão pode fazer com ansiedade e pressão — estão neste momento a escrever uma nova versão do guião. São dois dos nomes mais respeitados da televisão contemporânea, escolhidos para ressuscitar uma das franchises mais importantes da história dos BD.

A lógica de Schreier é tão clara quanto estimulante: “Quando se lê os X-Men, há ideologia mas também drama interpessoal, quase de qualidade de telenovela. Ter guionistas que sabem como transformar ideologia em apostas pessoais — se conseguirmos acertar nisso, é o que vai soar mais honesto ao espírito dos X-Men.” É uma frase que revela muito sobre o que o realizador quer fazer: não um filme de super-heróis com mutantes, mas um filme sobre pessoas com poderes que não escolheram ter, numa sociedade que os teme precisamente por isso. Beef e The Bear são, no fundo, histórias sobre pessoas sob pressão extrema a tentarem não implodir. Os X-Men são exactamente isso — com laser beams nos olhos.

Schreier conhece bem a dupla: trabalhou com Lee Sung Jin na primeira temporada de Beef e com Joanna Calo em Thunderbolts*, o filme da Marvel que realizou antes deste projecto. É uma equipa com confiança estabelecida, o que raramente acontece nos grandes filmes de estúdio — onde os guionistas são frequentemente substituídos ao ritmo de estações do ano. O guião passou já por várias mãos antes de chegar aqui, com Michael Lesslie (Os Jogos da Fome: A Balada dos Pássaros e das Serpentes), Aaron Rabin e Zach Dean a terem contribuído com versões anteriores. Que a Marvel tenha chamado os criadores de Beef e The Bear sugere que percebeu que o caminho não é mais do mesmo.

O elenco ainda não foi anunciado oficialmente, mas os rumores circulam: Jack Champion (Avatar: Fogo e Cinzas) como Ciclope, Sadie Sink (Stranger Things) como Jean Grey, Julia Butters como Kitty Pryde e Margaret Qualley para Vampira. Nada confirmado — mas um elenco desta geração, com um guião desta qualidade de escrita, para 2028, pode ser exactamente o que os X-Men precisam depois de anos de espera.

Netflix Aposta na Argentina com Novo Escritório, The Eternaut 2 e uma Série de Mafalda
Os Actores de Hollywood Voltam à Mesa com os Estúdios — e a Inteligência Artificial é o Nó Górdio
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Luc Besson Reinventa Drácula Como História de Amor — e Estreia Esta Noite no TVCine Top

Netflix Aposta na Argentina com Novo Escritório, The Eternaut 2 e uma Série de Mafalda

Há plataformas que abrem escritórios. A Netflix abriu ontem um quartel-general em Buenos Aires — e aproveitou para anunciar uma programação que qualquer fã de cinema e televisão de língua ibérica vai querer acompanhar de perto.

O novo espaço, com dois mil metros quadrados no bairro boémio de Villa Crespo, é o terceiro que a Netflix inaugura na América Latina este ano, depois de São Paulo e Cidade do México. É mais pequeno do que os outros dois — o Brasil tem 8.200 metros quadrados —, mas Francisco Ramos, vice-presidente de conteúdos para a América Latina, foi claro sobre o que significa: “Estamos a sinalizar que estamos aqui para ficar.” A Argentina começou a produzir conteúdos para a plataforma em 2018. Oito anos depois, tem um escritório feito à medida — e um catálogo que já chegou ao topo das tabelas mundiais.

O ponto de partida para tudo o que foi anunciado é The Eternaut. A série de ficção científica com Ricardo Darín — baseada na graphic novel de Héctor Germán Oesterheld, uma obra que é simultaneamente um clássico da cultura popular argentina e um símbolo de resistência política desde os anos da ditadura — foi a maior produção televisiva argentina de sempre e entrou imediatamente no Top 10 global da Netflix quando estreou em 2025. A segunda temporada está em desenvolvimento avançado, com estreia prevista para 2027, e a escala é significativamente maior: “A ambição subiu a um nível completamente diferente”, disse Ramos. “O orçamento e a concepção são muito maiores do que na primeira temporada.” Há também conversa séria sobre uma terceira temporada — o que inicialmente estava previsto como uma história de dois arcos pode vir a ter mais.

Mas o anúncio que mais surpreendeu — e entusiasmou — foi a série animada de Mafalda, prevista para 2027 e realizada por Juan José Campanella, o mesmo que ganhou o Óscar de Melhor Filme Internacional em 2010 com O Segredo dos Seus Olhos. Mafalda, a personagem de banda desenhada criada por Quino em 1964, é um ícone ibero-americano de dimensões quase mitológicas: uma rapariga de seis anos com opiniões afiadas sobre política, sociedade e a condição humana, que em Portugal é conhecida e amada por gerações. Trazê-la ao streaming, em animação, com um realizador com Óscar na prateleira, é uma das apostas mais inesperadamente deliciosas da temporada.

A programação argentina da Netflix para 2027 inclui ainda uma mini-série distópica baseada num romance de Philip K. Dick — o autor de Blade RunnerMinority Report e O Homem do Castelo Alto —, um thriller político de Santiago Mitre com Verónica Llinás e Peter Lanzani, e um projecto de Sebastián Borensztein sobre um cantor de tango judeu que é enganado a viajar para a Alemanha Nazi durante a Segunda Guerra Mundial. A Argentina, que tem uma das tradições cinematográficas mais ricas da América Latina e uma diáspora portuguesa considerável, continua a produzir histórias que chegam muito além das suas fronteiras. A Netflix percebeu isso antes de toda a gente — e está a investir em conformidade.

Os Actores de Hollywood Voltam à Mesa com os Estúdios — e a Inteligência Artificial é o Nó Górdio

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Os Actores de Hollywood Voltam à Mesa com os Estúdios — e a Inteligência Artificial é o Nó Górdio

Três anos depois da greve que paralisou Hollywood durante 118 dias e deixou séries e filmes encalhados durante meses, o sindicato dos actores norte-americanos está de volta à mesa de negociações. O SAG-AFTRA confirmou que retoma as conversações com a AMPTP — a aliança que representa os grandes estúdios e plataformas — a 27 de Abril, antecipando um regresso que estava previsto para Junho. A aceleração foi possível graças ao acordo surpresa da WGA com os estúdios no sábado passado, que libertou espaço no calendário negocial.

O contrato actual dos actores expira a 30 de Junho. O tempo é curto e os temas são complexos. O centro de toda a discussão é a inteligência artificial — mais especificamente, a questão dos chamados “actores digitais”: réplicas geradas por IA da imagem, da voz e do gestual de actores reais, capazes de recriar uma performance sem que o actor esteja presente, sem o seu consentimento e, potencialmente, sem qualquer compensação. Não é ficção científica. A Tilly Norwood (na foto) — descrita pela imprensa especializada como a primeira “actriz de IA” da indústria — já existe, e o SAG-AFTRA quer garantir que a sua existência não abre um precedente que ponha em risco toda a classe.

As conversações anteriores, que decorreram entre Fevereiro e Março, terminaram num impasse exactamente neste ponto. Duncan Crabtree-Ireland, o director executivo do SAG-AFTRA e negociador-chefe do lado dos actores, deixou claro que protecções “à prova de bala” em matéria de IA são condição inegociável para qualquer acordo — e que sem elas, a questão de um contrato mais longo, que os estúdios tanto querem, simplesmente não está em cima da mesa. O novo presidente do sindicato, Sean Astin — sim, o mesmo Samwise Gamgee do Senhor dos Anéis —, eleito numa campanha centrada exactamente nestes temas, vai acompanhar de perto as negociações.

Do lado dos estúdios, a pressão para fechar um acordo antes de Junho é considerável. Uma greve de actores em plena época de verão — com Avengers: Doomsday previsto para Maio e Dune 3 para Dezembro — seria um desastre de calendário que ninguém quer repetir. O facto de a WGA ter chegado a acordo rapidamente e sem greve criou uma atmosfera de optimismo cauteloso. Mas os actores têm exigências específicas que os guionistas não tinham, e a questão dos gémeos digitais não tem uma solução simples.

A Direcção de Realizadores (DGA), liderada por Christopher Nolan, entra em negociações a 11 de Maio. Se o SAG-AFTRA não fechar antes disso, o calendário complica-se ainda mais. Hollywood está, por enquanto, a segurar a respiração — e a torcer para que o que aconteceu com os guionistas se repita com os actores.

A Arábia Saudita, o Qatar e Abu Dhabi Vão Ser Co-donos da HBO, da CNN e da Warner Bros.

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Dune: Parte Três Esgota Bilhetes IMAX em Minutos — e em Dezembro Enfrenta os Vingadores

A Arábia Saudita, o Qatar e Abu Dhabi Vão Ser Co-donos da HBO, da CNN e da Warner Bros.

É uma das notícias mais impactantes da indústria do entretenimento em anos — e chegou ontem, discretamente embrulhada num documento enviado à Securities and Exchange Commission americana. A Paramount Skydance confirmou que três fundos soberanos do Médio Oriente — a Arábia Saudita, o Qatar e Abu Dhabi — vão contribuir com 24 mil milhões de dólares para financiar a aquisição de 111 mil milhões da Warner Bros. Discovery. Se a operação avançar como previsto, ficam a ser co-proprietários de um império mediático que inclui a HBO, a Max, a CNN, a Warner Bros. Pictures, o catálogo DC completo, os Looney Tunes, a TNT e muito mais.

A operação é, em termos de escala, praticamente sem precedente na história de Hollywood. O Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) contribui com cerca de 10 mil milhões de dólares, tornando-se o maior investidor individual do lado do Médio Oriente. O Qatar e Abu Dhabi dividem o restante. Somam-se ainda a família Ellison — cujo patriarca, Larry Ellison, co-fundador da Oracle, é o verdadeiro motor financeiro da operação —, a RedBird Capital e a LionTree Investment Fund. O total em capital próprio chega aos 45,7 mil milhões de dólares; os restantes 54 mil milhões são dívida garantida pelo Bank of America, o Citigroup e a Apollo.

A Paramount foi cuidadosa em deixar claro que os fundos do Médio Oriente não terão direitos de voto nem lugares no conselho de administração da entidade combinada — uma condição que, segundo a empresa, torna desnecessária qualquer revisão pelo Committee on Foreign Investment in the United States (CFIUS), o organismo americano que avalia riscos de segurança nacional em investimentos estrangeiros. Mas vários senadores democratas já contestaram essa leitura, argumentando que a entrada de capitais controlados pelos governos da Arábia Saudita, do Qatar e dos Emirados Árabes em activos que incluem a CNN — um dos principais órgãos de informação dos Estados Unidos — merece uma análise mais aprofundada.

A questão vai além da política americana. A Arábia Saudita, que levantou a proibição de cinema em 2018 após décadas de interdição religiosa, tem ambições mediáticas crescentes como parte da sua estratégia de diversificação económica. O serviço de streaming MBC Shahid, controlado por capitais sauditas, tem potenciais sinergias com o Max que ninguém está a ignorar. “Recebem um pedaço de IP, uma estreia de filme, uma rodagem: tudo o que lhes interessa é reputação e poder suave”, explicou à Variety um analista do sector.

As acções da Paramount subiram 11% com a notícia, encerrando o dia nos 10,90 dólares após uma queda de 20% no que vai de 2026. A votação dos accionistas da Warner está marcada para 23 de Abril. Se aprovada, a fusão deverá fechar no terceiro trimestre de 2026. Hollywood vai ter dois superpoderes: a Paramount-Warner e a Netflix. E um deles tem dinheiro do Golfo Pérsico.

Luc Besson Reinventa Drácula Como História de Amor — e Estreia Esta Noite no TVCine Top

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Luc Besson Reinventa Drácula Como História de Amor — e Estreia Esta Noite no TVCine Top

Há muitas formas de contar a história de Drácula. Já tivemos o monstro gótico de Bram Stoker, o horror visceral de Werner Herzog, a comédia de Mel Brooks e a grandiosidade épica de Francis Ford Coppola. Luc Besson escolheu outra porta: a do romance trágico, da perda irreparável e da obsessão que atravessa séculos. O resultado chama-se Drácula: Uma História de Amor, estreia esta noite no TVCine Top às 21h30, e é provavelmente o Drácula mais íntimo e emocionalmente carregado de sempre.

A premissa é simples e devastadora. No século XV, o príncipe Vladimir perde a mulher que ama e, na dor e na fúria, renega Deus. A punição é a imortalidade — uma eternidade de solidão, sede de sangue e memória de um amor que o mundo não lhe vai devolver. Condenado a vaguear pelos séculos sem poder morrer, Vladimir torna-se Drácula: não o predador frio da tradição gótica, mas uma criatura dividida entre a sua natureza monstruosa e o lado humano que se recusa a desaparecer. Quando, depois de centenas de anos, acredita finalmente ter reencontrado a mulher que amou, o filme coloca-o perante escolhas que não têm resposta certa — e aí reside todo o poder dramático da história.

Besson, o realizador de León: O Profissional e O Quinto Elemento, é exactamente o tipo de cineasta capaz de fazer esta reinvenção funcionar. A sua marca — visual estilizado, atmosfera construída plano a plano, personagens com uma carga emocional que raramente encontramos no cinema comercial — encaixa perfeitamente numa história que precisa tanto de beleza quanto de tragédia. O filme combina elementos góticos com uma sensibilidade quase operática: a maldição não é apenas sobrenatural, é também a incapacidade de deixar ir o que se perdeu. Qualquer pessoa que já tenha amado alguém — e perdido — vai reconhecer qualquer coisa neste vampiro de setecentos anos.

No papel de Drácula/Vladimir está Caleb Landry Jones, um dos actores americanos mais singulares da sua geração. Com trabalhos em Three Billboards Outside Ebbing, MissouriGet Out e Nitram — este último valeu-lhe o prémio de melhor actor no Festival de Cannes de 2021 —, Jones tem uma capacidade rara de habitar personagens que existem à margem do que é considerado normal. É uma escolha de casting que diz muito sobre as intenções de Besson: não queria um Drácula sedutoramente perfeito, mas um Drácula genuinamente partido.

Drácula: Uma História de Amor estreia esta noite, sexta-feira 10 de Abril, às 21h30 no TVCine Top. O filme ficará também disponível no TVCine+. Para quem gosta de cinema com peso visual e emocional — e de mitos clássicos contados de forma inesperada —, a noite está marcada.

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Os Óscars Vão para o YouTube em 2029 — as Últimas Duas Cerimónias na ABC Já Têm Data

Há notícias que marcam o fim de uma era. Esta é uma delas. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas confirmou ontem as datas das 99.ª e 100.ª cerimónias dos Óscars: 14 de Março de 2027 e 5 de Março de 2028, respectivamente. Serão as últimas a ser transmitidas pela ABC — que emite a gala desde 1976, há exactamente meio século. A partir de 2029, os Óscars passam para o YouTube, em transmissão gratuita e em directo para todo o mundo.

A mudança não é apenas de canal. É de filosofia. A Academia está a reconhecer, de forma muito pública, que o futuro da televisão já não passa pela televisão tradicional — e que a melhor forma de chegar a uma audiência verdadeiramente global é através de uma plataforma que qualquer pessoa pode ver, em qualquer dispositivo, sem pagar um cêntimo. O acordo com o YouTube cobre o período de 2029 a 2033 e inclui não apenas a cerimónia principal, mas também os Governors Awards e outros eventos da Academia. Para Portugal — e para qualquer país onde a ABC nunca chegou directamente —, significa que em 2029 os Óscars passam a ser acessíveis em directo, de graça, pela primeira vez na história.

A cerimónia muda também de casa. O Dolby Theatre, onde a gala decorre desde 2002 — com excepção da edição pandémica de 2021 —, dará lugar ao Peacock Theater, no complexo LA Live de Los Angeles, a partir de 2029, com um contrato que se estende até 2039. O novo espaço permite à Academia maior controlo sobre o fluxo de público e uma logística de evento mais ambiciosa.

As duas cerimónias que ainda decorrem na ABC têm um peso especial. A de 2027 será a 99.ª edição, com os contendores habituais da temporada de prémios do ano anterior — e Dune: Parte TrêsProject Hail Mary e o filme de Alejandro González Iñárritu com Tom Cruise já são nomeados em potência. A de 2028 será a 100.ª edição: um centenário que coincide com o último ano no Dolby Theatre, o último na ABC e o último antes da grande mudança. Um acontecimento histórico por triplicado.

Quanto ao anfitrião, não há confirmação — mas a indústria especula que Conan O’Brien, muito elogiado nas últimas duas edições, poderá apresentar pela terceira vez consecutiva. Seria o primeiro a fazê-lo desde Billy Crystal, que conduziu a gala quatro anos seguidos entre 1990 e 1993. A audiência deste ano fixou-se nos 17,9 milhões de espectadores na ABC e na Hulu — uma quebra de 9% face ao ano anterior, que tinha sido o melhor resultado em cinco anos. A mudança para o YouTube é também uma resposta a essa tendência: o alcance potencial da plataforma não tem comparação com qualquer canal televisivo.

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Sony Pictures Despede Centenas de Funcionários — e Aposta Tudo no Anime e nos Videojogos

Hollywood continua a fazer as suas contas — e os resultados continuam a não ser agradáveis para quem trabalha na indústria. A Sony Pictures Entertainment anunciou ontem o início de um processo de reestruturação que vai resultar no despedimento de “algumas centenas” de funcionários, num universo de 12.000 trabalhadores globais, nas divisões de cinema, televisão e serviços corporativos. É mais um capítulo numa história que desde 2023 já custou mais de 53.000 postos de trabalho em toda a indústria do entretenimento.

O que torna este caso particular é a linguagem usada pela empresa para o enquadrar. Ravi Ahuja, CEO da Sony Pictures, enviou um memorando interno — que rapidamente circulou na imprensa especializada — onde insiste que os cortes não são “um exercício de redução de custos” mas sim “uma escolha estratégica e dirigida” para crescer nas áreas certas. Quais são essas áreas? Franchises e extensão de marcas, anime, experiências imersivas, conteúdos nativos para plataformas digitais, e adaptações de videojogos — com ênfase específica na ligação ao ecossistema PlayStation. É uma lista que diz muito sobre onde a Sony vê o futuro do entretenimento: menos televisão generalista, mais propriedades intelectuais que funcionem em múltiplos formatos e plataformas em simultâneo.

As baixas ao nível da liderança incluem Colin Davis, vice-presidente executivo de desenvolvimento de comédia, e John Zaccario, presidente do Game Show Network. A saída de Davis, em particular, é um sinal: a comédia televisiva clássica não faz parte da estratégia de crescimento que a Sony quer executar. O foco está claramente nos activos que se podem transformar em franchises globais — e a Sony tem alguns dos melhores: Spider-ManUnchartedGran TurismoGhost of Tsushima, e um acordo com a Marvel que ainda tem muito por explorar.

O contexto é importante. A reestruturação acontece num momento em que toda a indústria de Hollywood está a recalibrar após anos de expansão excessiva durante o boom do streaming pós-pandemia. As plataformas investiram demais, os custos de produção dispararam, e os resultados nem sempre justificaram as apostas. A Sony não é excepção — e a sua resposta parece ser apostar com mais convicção nas áreas onde tem vantagem competitiva real: propriedades de videojogos com audiências leais, anime com mercado crescente na Europa e América, e experiências que cruzam entretenimento com tecnologia.

Para os espectadores, a mudança vai sentir-se, provavelmente, nos próximos dois a três anos: menos diversidade de projectos televisivos, mais filmes e séries ancorados em marcas já estabelecidas. É a lógica de Hollywood em 2026 — e a Sony está, pelo menos, a ser honesta sobre isso.

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Dune: Parte Três Esgota Bilhetes IMAX em Minutos — e em Dezembro Enfrenta os Vingadores

Faltam oito meses para a estreia e os bilhetes já estão a ser revendidos por dois mil dólares cada. Se havia alguma dúvida sobre o nível de antecipação em torno de Dune: Parte Três, o mercado tratou de a dissipar de forma bastante eloquente.

A Warner Bros. colocou ontem à venda os primeiros bilhetes para as sessões IMAX 70mm do fim-de-semana de abertura — 17 a 20 de Dezembro de 2026 —, em 19 salas seleccionadas em toda a América do Norte e em Londres. Uma sessão por dia, às 19h, hora local. Esgotaram em minutos. Ainda antes do fim do dia, alguns dos lugares já apareciam no eBay por preços que variam entre os 950 e os 2.100 dólares. O mercado secundário de bilhetes para cinema entrou definitivamente na era dos concertos de Taylor Swift.

O precedente foi aberto pelo próprio Christopher Nolan, que colocou à venda bilhetes IMAX para The Odyssey com um ano de antecedência — e viu o mesmo fenómeno acontecer. Villeneuve seguiu o mesmo caminho, e os resultados sugerem que a franchise Dune atingiu um patamar de culto que vai muito além do público habitual de ficção científica. Jeff Goldstein, presidente de distribuição global da Warner Bros., disse que o resultado é “a prova de que a antecipação dos fãs para experienciar Dune: Parte Três como foi concebido — nos maiores e mais ambiciosos ecrãs possíveis — está no máximo.”

É também a primeira vez na história da franchise que o filme foi rodado com câmaras IMAX. Denis Villeneuve explicou a sua abordagem com a precisão que lhe é característica: filmou os planos do deserto em IMAX digital porque “gosta da brutalidade do IMAX digital”, mas usou película de 70mm para o resto — “o formato mais imersivo que existe.” O resultado será uma experiência que varia conforme o ecrã onde se vê, e que só nas salas certificadas IMAX 70mm chegará na sua forma mais completa.

O filme, baseado em Dune Messiah de Frank Herbert e co-escrito por Villeneuve com Brian K. Vaughan, completa a trilogia iniciada em 2021. Timothée Chalamet, Zendaya e Anya Taylor-Joy — que interpreta Alia Atreides — encabeçam o elenco. A data de 18 de Dezembro coloca Dune 3 em confronto directo com Avengers: Doomsday, da Marvel. A Warner não mostrou qualquer sinal de querer recuar: com este tipo de procura antecipada, seria difícil justificar qualquer movimento. Dezembro de 2026 vai ser o mês de cinema mais concorrido em anos — e em Portugal, este duelo vai dominar a conversa no final do ano. Dune ou Avengers? Provavelmente os dois. Mas pela ordem que se preferir.

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O Vilão Que Pensavas Conhecer Está de Volta — Mas Nunca o Viste Assim

Durante anos, Darth Maul foi uma presença silenciosa e ameaçadora no universo de Star Wars. Um rosto marcado, quase demoníaco, movido pela raiva e pela lealdade cega ao lado negro. Mas essa imagem está prestes a mudar — e de forma surpreendente.

A nova série Maul – Senhor da Sombra, que estreia a 6 de Abril no Disney+, propõe algo raro dentro da saga criada por George Lucas: olhar para um dos seus vilões mais icónicos não como um símbolo do mal, mas como uma personagem em reconstrução. E, desta vez, com voz de Sam Witwer e a presença marcante de Wagner Moura, a narrativa ganha uma nova dimensão emocional.

Situada um ano após o fim da Guerra dos Clones, já nos primeiros passos do Império Galáctico, a série mergulha num território mais sombrio, com claras influências de cinema noir. Aqui, encontramos Maul num momento de ruptura: isolado, a questionar o seu passado e a tentar reconstruir o seu poder no submundo criminal do planeta Janix. Não é apenas sobrevivência — é obsessão, vingança e, talvez, algo mais inesperado.

Segundo Sam Witwer, o Sith está numa fase de reavaliação profunda. Já não é apenas um instrumento do lado negro; é alguém que começa a interrogar as suas próprias escolhas e o caminho que o trouxe até aqui. Esse conflito interior torna-se o verdadeiro motor da série, elevando Maul de vilão a figura trágica.

Do outro lado desta equação está uma força igualmente determinada: o capitão Brander Lawson, interpretado por Wagner Moura. Num cenário onde o Império ainda não consolidou totalmente o seu controlo, Lawson assume a missão de proteger a sua cidade sem recorrer à autoridade imperial. É um confronto entre dois homens com visões opostas do poder — um guiado pela ordem, outro pelo caos.

Mas talvez o elemento mais inesperado da história seja Devon Izara, interpretada por Gideon Adlon. Sobrevivente da devastadora Ordem 66, Devon representa uma nova geração perdida, marcada pelo trauma e pela procura de identidade. Quando Maul reconhece nela um potencial semelhante ao seu, inicia-se uma relação complexa, onde mentor e aprendiz caminham numa linha ténue entre destruição e redenção.

A própria Adlon descreve a personagem como alguém profundamente marcada pela perda, em busca de pertença. É um arco emocional que ecoa temas universais — família, identidade e escolha — mas amplificados pela intensidade do universo Star Wars. E é precisamente aqui que a série parece querer destacar-se: não apenas na ação, mas na carga emocional.

Criada por Dave Filoni, uma das figuras mais respeitadas da expansão moderna da saga, Maul – Senhor da Sombrapromete também inovar no plano visual. A animação, segundo os envolvidos, apresenta um nível de detalhe e expressividade ainda não visto neste universo, reforçando o tom mais adulto e introspectivo da narrativa.

Com dez episódios, a série arranca a 6 de Abril e culmina a 4 de Maio — o emblemático “May the Fourth”, data sagrada para os fãs da saga. Não é uma coincidência, mas sim uma declaração de intenções: esta é uma história pensada para marcar.

No fim, a grande questão mantém-se: até que ponto pode um vilão reinventar-se? E será que, no meio da escuridão, ainda há espaço para redenção?

Se Star Wars sempre foi sobre escolhas, talvez nunca tenha sido tão interessante ver quem escolhe… voltar atrás.

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Há momentos em que o cinema deixa de ser apenas entretenimento e se transforma numa verdadeira viagem emocional. É precisamente isso que promete o especial dedicado à Festa do Cinema Italiano no TVCine Edition — uma celebração condensada da arte, da memória e da identidade cinematográfica italiana, que chega já no dia 9 de Abril.

Num gesto que liga televisão e sala de cinema, o canal junta-se ao espírito do festival — que decorre entre 9 e 19 de Abril — e oferece uma programação especial com três filmes que exploram, cada um à sua maneira, os bastidores, as emoções e os mitos do cinema feito em Itália.  

A viagem começa às 15h10 com Finalmente l’Alba, de Saverio Costanzo, uma obra que mergulha na mítica Cinecittà dos anos 50 — o coração pulsante da chamada “Hollywood romana”. Acompanhamos Mimosa, uma jovem inesperadamente lançada num mundo de estrelas, glamour e excessos, numa narrativa que mistura fascínio e perigo com uma elegância visual arrebatadora. Mais do que um drama histórico, é uma reflexão sobre o deslumbramento e a perda da inocência, num tempo em que o cinema era sonho — mas também ilusão.  

Segue-se, às 17h05, Diamanti, de Ferzan Ozpetek, um filme que joga com as fronteiras entre realidade e ficção. Aqui, um realizador reúne as suas atrizes favoritas com um objectivo aparentemente simples: criar um filme sobre mulheres. No entanto, à medida que o processo avança, o próprio filme ganha vida, transportando personagens e espectadores para um atelier dos anos 70 onde o universo feminino domina cada detalhe. É uma obra sobre criação, identidade e as múltiplas camadas da representação, onde o cinema se reinventa a partir do olhar das mulheres.  

A encerrar esta tarde cinéfila, às 19h15, chega Marcello Mio, de Christophe Honoré — talvez o mais íntimo e emocional dos três filmes. A história acompanha Chiara Mastroianni, filha de dois gigantes do cinema europeu, que decide revisitar o legado do pai de uma forma radical: tornando-se ele. Ao adoptar os seus gestos, a sua voz e a sua presença, Chiara transforma-se numa espécie de fantasma vivo de Marcello Mastroianni, numa viagem comovente sobre identidade, herança e o peso da memória.  

O resultado é um tríptico cinematográfico que celebra não apenas o cinema italiano contemporâneo, mas também a própria ideia de cinema enquanto espaço de transformação. Três filmes distintos, unidos por uma paixão comum: contar histórias que reflectem aquilo que somos — e aquilo que sonhamos ser.

Mais do que uma simples programação televisiva, este especial é um convite. Um convite a parar, a olhar e a sentir. Porque, no fim de contas, o cinema italiano continua a fazer aquilo que sempre fez melhor: transformar emoções em imagens inesquecíveis.

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O Festival Que Transforma Lisboa Num Cinema Vivo Está de Volta — e Nunca Foi Tão Ambicioso

Lisboa prepara-se novamente para mergulhar numa das celebrações cinematográficas mais vibrantes da Europa. A 23.ª edição do IndieLisboa promete não apenas uma programação robusta, mas uma verdadeira experiência cultural que ultrapassa as salas de cinema e invade a cidade com propostas ousadas, íntimas e profundamente contemporâneas.

A abrir o festival, no dia 30 de Abril no Cinema São Jorge, estará The Loneliest Man in Town, o mais recente trabalho de Tizza Covi e Rainer Frimmel, dupla que já deixou marca no festival ao vencer o Prémio de Distribuição em 2010. Este filme coloca-nos perante um bluesman à beira de perder tudo — incluindo a casa onde vivem as suas memórias — e levanta uma questão simples, mas devastadora: o que resta quando tudo desaparece?  

No encerramento, a 10 de Maio, o festival vira-se para um registo completamente distinto com The History of Concrete, estreia em longa-metragem de John Wilson. A premissa, à partida improvável, revela a identidade do IndieLisboa: um documentário sobre betão inspirado em workshops de comédias românticas. É nesta liberdade criativa que o festival encontra a sua essência.

Mas é na Competição Nacional que o pulso do cinema português se sente com maior intensidade. Com 29 filmes em competição, esta secção apresenta um panorama plural, onde novas vozes convivem com realizadores já consolidados. Obras como Cochena, de Diogo Allen, ou Fordlândia Panacea, de Susana de Sousa Dias, exploram territórios íntimos e históricos, enquanto títulos como Fractais Tropicais ou Kiss And Be Friends revelam um cinema inquieto, atento ao presente e às suas tensões.  

Também nas curtas-metragens se nota uma vitalidade impressionante, com a maior selecção de sempre nesta categoria. São 21 obras que percorrem diferentes estilos e sensibilidades, desde o ambiente tenso de um spa salino em A Solidão dos Lagartos até reflexões sobre memória, identidade e culpa.

A Competição Internacional não fica atrás e apresenta uma selecção marcada por conflitos íntimos e universos interiores complexos. Filmes como Dry Leaf ou Blue Heron exploram relações familiares e deslocações emocionais, enquanto Barrio Triste mergulha na marginalidade urbana com uma energia quase documental. Há aqui uma clara aposta em narrativas que recusam soluções fáceis e que colocam o espectador num espaço de desconforto produtivo.  

Outras secções reforçam a diversidade do festival. A Silvestre continua a apostar na irreverência estética e narrativa, com propostas que desafiam as convenções do cinema tradicional, enquanto o Rizoma se assume como um espaço de encontro entre cinema, actualidade e figuras incontornáveis do panorama internacional — incluindo nomes como Isabelle Huppert ou Sandra Hüller.  

Já a secção Novíssimos volta a dar palco a novos talentos, revelando o futuro do cinema português através de olhares frescos e experimentais. É aqui que nascem muitas das vozes que irão marcar o cinema nos próximos anos.

Mas o IndieLisboa nunca foi apenas sobre filmes. A edição de 2026 reforça essa identidade com iniciativas como o Cinema na Piscina — uma experiência única que junta cinema e água — e eventos nocturnos como o IndieByNight, que transformam Lisboa num verdadeiro epicentro cultural.  

A acessibilidade também ganha um papel central este ano, com um reforço significativo de recursos através da parceria com a Fundação MEO. Legendagem descritiva, audiodescrição e interpretação em Língua Gestual Portuguesa passam a fazer parte integrante da experiência, tornando o festival mais inclusivo do que nunca.  

No fundo, o IndieLisboa continua a afirmar-se como muito mais do que um festival: é um espaço de descoberta, de confronto e de celebração do cinema enquanto arte viva. Um evento que não tem medo de arriscar — e que convida o público a fazer o mesmo.

Bonfire of the Vanities Vai Ser Série na Apple TV+ — Com o Realizador do Batman e uma Sátira Mais Actual do que Nunca
Os Guionistas de Hollywood Fecharam Acordo com os Estúdios — e Desta Vez Sem Greve à Vista
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Bonfire of the Vanities Vai Ser Série na Apple TV+ — Com o Realizador do Batman e uma Sátira Mais Actual do que Nunca

Tom Wolfe escreveu A Fogueira das Vaidades em 1987, mas poderia tê-la escrito ontem. A história de Sherman McCoy — um banqueiro de Wall Street que se considera o dono do mundo até que um acidente de carro em Harlem o destrói em câmara lenta, expondo a hipocrisia de toda uma classe social —, continua a ser uma das críticas mais certeiras e implacáveis ao capitalismo selvagem, ao racismo estrutural e à vaidade que alimenta ambos. Quase quarenta anos depois, o romance vai ter uma segunda oportunidade no écran — e desta vez com as armas certas.

A Apple TV+ fechou acordo para adaptar a obra de Wolfe numa série escrita por David E. Kelley e produzida por Matt Reeves — o realizador da aclamada trilogia do Batman com Robert Pattinson. São dois nomes que, sozinhos, já justificam atenção. Juntos, numa história desta envergadura, são uma combinação que faz a indústria endireitar-se na cadeira.

Kelley é provavelmente o showrunner com o melhor historial em retratos de poder, dinheiro e hipocrisia na televisão norte-americana. De Big Little Lies a The Undoing, passando por Boston Legal e Ally McBeal, tem uma capacidade rara de transformar crítica social em entretenimento compulsivo — sem sacrificar um pela outra. Reeves, por seu lado, trouxe ao Batman uma seriedade e uma visão cinematográfica que muito poucos esperavam de um filme de super-heróis. A sua capacidade de criar atmosfera e de construir personagens com camadas é exactamente o que A Fogueira das Vaidadesexige.

A adaptação anterior — o filme de Brian De Palma de 1990, com Tom Hanks e Melanie Griffith — foi um dos maiores desastres de Hollywood nessa década: um orçamento enorme, expectativas enormes e um resultado que desapontou toda a gente, incluindo o próprio Wolfe. Esta série tem a vantagem do formato televisivo, que permite a profundidade que o romance de quase 700 páginas exige, e chega num momento em que a conversa sobre desigualdade, poder e impunidade nos Estados Unidos nunca foi tão intensa nem tão necessária.

Data de estreia ainda não confirmada, com o projecto em desenvolvimento activo. Mas com Kelley e Reeves a trabalhar juntos, a Apple TV+ tem entre mãos um dos projectos mais promissores do próximo ciclo televisivo. Vale a pena ficar de olho.

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Os Guionistas de Hollywood Fecharam Acordo com os Estúdios — e Desta Vez Sem Greve à Vista

Quem se lembra do Verão de 2023 sabe exactamente o que acontece quando os guionistas de Hollywood cruzam os braços: a televisão para, os filmes atrasam meses ou anos, as plataformas ficam a olhar para catálogos vazios e o mundo percebe de repente, com algum espanto, o quanto depende de pessoas que se sentam à frente de um computador a inventar histórias. Desta vez não vai ser assim — pelo menos por enquanto.

O sindicato dos guionistas norte-americanos (WGA) chegou a um acordo provisório de quatro anos com os estúdios e plataformas de streaming, tornando-se o primeiro sindicato acima da linha a fechar contrato neste novo ciclo negocial. O acordo foi alcançado surpreendentemente cedo, bem antes do prazo de expiração do contrato a 1 de Maio, numa atmosfera que os envolvidos descrevem como substancialmente mais colaborativa do que em 2023 — quando as negociações se arrastaram por 148 dias de greve e deixaram a indústria em cacos.

O novo contrato tem quatro anos de duração — um ano a mais do que o habitual — e inclui protecções relativas ao uso de inteligência artificial, um aumento nos residuais de streaming e medidas concretas para reforçar o fundo de saúde dos guionistas, que acumulava um défice crescente e preocupante. A questão da inteligência artificial era, de longe, o ponto mais sensível das negociações: os guionistas queriam garantias de que os seus guiões não seriam usados para treinar sistemas de IA sem consentimento nem compensação. Aparentemente, conseguiram avanços significativos nessa frente — embora os detalhes completos só sejam conhecidos após a ratificação pelos membros do sindicato.

O tom diferente nas negociações é atribuído, em grande parte, à chegada de Greg Hessinger à liderança da AMPTP — a aliança que representa os grandes estúdios — em substituição de Carol Lombardini, cuja relação com os sindicatos era notoriamente difícil. Hessinger chegou com uma postura declaradamente diferente, e pelos resultados, parece ter funcionado.

As atenções voltam-se agora para a SAG-AFTRA — o sindicato dos actores — e para a DGA — o sindicato dos realizadores —, cujos contratos expiram a 30 de Junho. O precedente criado pela WGA facilita o caminho, mas não o garante: os actores têm as suas próprias exigências específicas, nomeadamente em torno da questão dos chamados “actores digitais” e da replicação de imagem e voz por IA. O Verão de 2026 pode ainda trazer surpresas. Mas por agora, Hollywood pode respirar — e os espectadores também.

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Spaceballs 2 É Real: Mel Brooks, Rick Moranis e 40 Anos Depois, a Força Continua Connosco

Durante quase quatro décadas, Spaceballs 2 foi uma piada interna de Hollywood. O próprio Mel Brooks prometia fazê-lo quando Star Wars acabasse — e entretanto chegaram mais três trilogias, séries, spin-offsspin-offs dos spin-offs e pelo menos duas crises existenciais da Lucasfilm. Bem, parece que o momento finalmente chegou. E Rick Moranis também.

A notícia da semana para os fãs do cinema de comédia clássico: o sequel do culto de 1987 tem estreia marcada para 23 de Abril de 2027, mesmo a tempo de celebrar o 40.º aniversário do original. A Amazon MGM confirmou a data, e com ela confirmou também aquilo que muitos tinham deixado de acreditar que seria possível: Rick Moranis regressa ao cinema pela primeira vez em 30 anos, de volta ao papel de Lord Dark Helmet — a viseira gigante, a voz, o absurdo completo e delicioso.

Moranis retirou-se discretamente da indústria em meados dos anos 90, depois da morte da mulher, para se dedicar à família e aos filhos. Foi uma decisão que Hollywood respeitou — mesmo que não tenha conseguido deixar de especular, durante três décadas, sobre um possível regresso. Que esse regresso aconteça numa paródia galáctica de Mel Brooks é, de certa forma, a opção mais Moranis possível: sem pompa, sem conferência de imprensa emocional, apenas de volta ao trabalho com o amigo de sempre.

O filme é realizado por Josh Greenbaum e escrito por Josh Gad — que também integra o elenco —, Benji Samit e Dan Hernandez. Mel Brooks regressa como Yogurt, Bill Pullman como Lone Starr, Daphne Zuniga como Princesa Vespa e George Wyner como Coronel Sandurz. Os novos rostos incluem Keke Palmer, Lewis Pullman — filho de Bill, o que tem uma poesia própria — e Anthony Carrigan. A produção esteve em rodagem em Sydney durante o último trimestre de 2025 e ficou concluída em Dezembro.

O enredo é mantido em segredo, mas a lógica da paródia é clara: em 40 anos, Star Wars multiplicou-se de forma praticamente incontrolável, Alien teve uma ressurreição, Jurassic Park nunca mais parou, Avatar voltou e Harry Potter vai ter uma série. Há material de sobra para ridicularizar. E se há alguém com credenciais para o fazer, é Mel Brooks — que aos 99 anos continua com mais energia criativa do que a maioria dos realizadores com metade da sua idade. A Schwartz está definitivamente de regresso.

The Testaments — A Continuação de The Handmaid’s Tale Que Todos Esperavam Chega a 8 de Abril

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The Testaments — A Continuação de The Handmaid’s Tale Que Todos Esperavam Chega a 8 de Abril

Gilead está de volta. E desta vez com Margaret Atwood mais presente do que nunca no universo que criou. The Testaments, a sequela directa de The Handmaid’s Tale, chega à Hulu a 8 de Abril — exactamente quando o mundo parece precisar mais do que nunca de distopias bem escritas para tentar perceber o presente.

A série é a adaptação do romance homónimo que Atwood publicou em 2019, mais de trinta anos depois do original, e que ganhou o Prémio Booker no mesmo ano. A acção decorre vários anos após os acontecimentos de The Handmaid’s Tale, explorando o colapso interno de Gilead a partir de três perspectivas femininas: a da implacável Tia Lydia — a personagem que a série original tornou num dos vilões mais fascinantes da televisão recente —, a de uma jovem criada dentro do regime sem conhecer outro mundo, e a de uma refugiada no Canadá que cresceu a ouvir histórias sobre Gilead sem as ter vivido. São três vozes, três gerações, três formas completamente diferentes de sobreviver ao mesmo sistema.

A série original — protagonizada por Elisabeth Moss numa das performances televisivas mais premiadas da última década — tornou-se num fenómeno cultural raro: um programa que entrou directamente no discurso político contemporâneo, com o hábito vermelho das Aias a surgir em manifestações de direitos das mulheres em todo o mundo, de Washington a Lisboa. The Testaments carrega assim o peso enorme de estar à altura dessa herança — e de encontrar algo novo para dizer num mundo que, entretanto, forneceu material de sobra para a ficção distópica.

A pergunta que toda a gente faz é inevitável: Elisabeth Moss regressa? A resposta oficial ainda não chegou, mas o especial de bastidores prometido pela Hulu para as próximas semanas deverá esclarecer. Em Portugal, a série deverá estar disponível através dos parceiros locais da plataforma. Para quem seguiu a saga até ao fim — e para quem ficou a meio e nunca se perdoou — este é o momento de apanhar o comboio.

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Os Bastidores da Nova Série de Harry Potter Revelam-se Hoje na HBO — E a Espera Está Quase a Acabar

Para os fãs da saga mais mágica da literatura — e são muitos em Portugal —, hoje é um dia com sabor especial. A HBO emite esta noite o especial Finding Harry: The Craft Behind The Magic, um programa dedicado exclusivamente aos bastidores da nova série de Harry Potter que está em produção para a plataforma Max. Estreia hoje, 5 de Abril, às 20h no Reino Unido e às 15h nos Estados Unidos.

Trata-se de uma primeira janela real para o interior de uma das produções mais aguardadas da televisão mundial. Uma série que promete fazer aquilo que os filmes originais — adorados como são por gerações inteiras — nunca conseguiram por razões óbvias de tempo e formato: adaptar todos os sete livros de J.K. Rowling com o detalhe, a profundidade e o espaço que as histórias sempre mereceram. A lógica é simples e tentadora: cada livro corresponde a uma temporada completa, o que significa que há finalmente espaço para os personagens secundários, para as histórias paralelas, para os momentos que os filmes cortaram a custo e que os leitores nunca perdoaram completamente.

À frente do projecto está John Tiffany, encenador britânico de teatro aclamado internacionalmente — o mesmo responsável pela produção original de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada no West End de Londres, que ganhou o Olivier Award para Melhor Peça. Não é um nome de Hollywood, e é precisamente por isso que a escolha é interessante: Tiffany conhece o universo por dentro e tem demonstrado, ao longo da carreira, uma capacidade rara de conjugar espectáculo visual com emoção genuína.

O elenco da série ainda não foi revelado na totalidade, e o especial de hoje deve trazer novidades nessa frente — que será, previsivelmente, um dos momentos mais comentados do dia nas redes sociais. Quem vai ser o novo Harry? Quem vai ser Hermione? Quem vai ser Dumbledore desta vez? São perguntas que Portugal vai fazer em conjunto com o resto do mundo.

Em Portugal, a série estará disponível na plataforma Max quando estrear. Data ainda sem confirmação oficial — mas depois de hoje, a conversa vai ser inevitável.

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Wuthering Heights Chega ao Streaming — O Filme Mais Quente do Ano Já Pode Ser Visto em Casa

Se perdeu Wuthering Heights no cinema — ou simplesmente quer reviver a experiência no sofá, com pausa e tudo —, a boa notícia chegou a 31 de Março: o filme de Emerald Fennell está disponível para aluguer e compra digital, e vai certamente alargar ainda mais uma audiência que já fez 239 milhões de dólares em bilheteiras mundiais desde a estreia a 13 de Fevereiro.

Fennell — a realizadora de Promising Young Woman e Saltburn — decidiu abandonar qualquer pretensão de adaptação fiel ao texto de Emily Brontë. A sua Wuthering Heights é visceral, visualmente deslumbrante e deliberadamente provocatória. Margot Robbie é Cathy, Jacob Elordi é Heathcliff, e a tensão entre os dois é do tipo que faz as pessoas colocarem o telemóvel para baixo e prestar atenção ao ecrã. O director de fotografia é Linus Sandgren — o mesmo de La La Land e No Time to Die —, e nota-se em cada plano a obsessão com cor, luz e composição. É um filme feito para ser visto numa sala grande, mas que também funciona em ecrã de televisão, desde que a divisão esteja escura e o som esteja ligado.

As críticas dividiram-se de forma quase cirúrgica. Uns chamaram-lhe uma obra-prima sensorial e uma das adaptações literárias mais corajosas dos últimos anos. Outros acharam-na excessivamente focada na carnalidade em detrimento da profundidade literária que Brontë merecia. Ambos têm razão — o que, ironicamente, é o melhor sinal possível para uma obra de arte. Um filme que toda a gente adora da mesma forma raramente é um filme interessante.

A banda sonora original de Charli XCX é, por si só, um argumento para ver o filme. O álbum — lançado no mesmo dia da estreia — foi um dos discos mais escutados do início do ano, com o single House a tornar-se um hino involuntário para pessoas que nunca leram Brontë na vida. Ao lado da actriz portuguesa Hong Chau, do sempre sólido Martin Clunes e de Ewan Mitchell, Robbie e Elordi constroem uma história de amor que é também uma história de destruição — e que fica na cabeça muito depois de os créditos terminarem.

O filme está disponível para aluguer a 19,99 dólares ou compra a 24,99 dólares nas plataformas Prime Video e Apple TV. E em Portugal pode ser visto por quem tem a subscrição do Filmin. A edição física em 4K, Blu-ray e DVD chega a 5 de Maio. Para quem já viu no cinema, há razões de sobra para uma segunda visita. Para quem ainda não viu, já não há desculpa.

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Zendaya e Robert Pattinson Casam (Mal) em The Drama — e o Resultado é Uma das Surpresas do Ano

Dois dos actores mais adorados da sua geração, uma comédia azeda sobre um casamento que começa a desmoronar-se antes de acontecer, e um realizador norueguês com um olhar completamente distinto de tudo o que Hollywood costuma produzir. The Drama é a surpresa agradável desta Páscoa cinéfila — o filme que ninguém esperava que funcionasse tão bem e que está a conquistar exactamente as pessoas certas.

Kristoffer Borgli, o realizador, chegou ao radar internacional com Dream Scenario — o filme em que Nicolas Cage começava a aparecer nos sonhos de estranhos e isso corria, previsível e magnificamente, muito mal. Borgli tem uma assinatura inconfundível: começa com uma premissa quase cómica, deixa-a respirar até ao absurdo, e vai apertar o nó até que o espectador já não sabe bem se está a rir ou a sentir desconforto. The Drama segue a mesma lógica, com menos fantástico e mais crueldade emocional.

Zendaya e Robert Pattinson interpretam Emma e Charlie, um casal noivo, intelectual e aparentemente perfeito — o tipo de casal que frequenta vernissages e tem opiniões sobre arquitectura brutalista. Nos dias que antecedem o casamento, a história de amor começa a revelar fissuras que nenhum dos dois estava preparado para ver. O filme não é sobre se vão ou não casar. É sobre o que as pessoas escolhem não dizer enquanto ainda podem. Borgli filma com precisão cirúrgica, alternando entre o humor incómodo e o drama emocional com uma facilidade que irrita — no bom sentido.

O filme abriu em terceiro lugar na tabela norte-americana, com pouco mais de 14 milhões de dólares na estreia, ficando atrás de Super Mario Galaxy e Project Hail Mary. Não é um número explosivo, mas para uma comédia dramática de autor — sem explosões, sem universos partilhados, sem sequelas anunciadas — é um resultado que sustenta uma carreira longa. As críticas são genuinamente entusiastas, e o boca-a-boca está a trabalhar a favor do filme de uma forma que os blockbusters raramente conseguem.

Em 2026, Zendaya tornou-se literalmente a actriz do ano: entre Euphoria na terceira temporada, Dune: Parte Três a caminho e este filme nas salas, é impossível não cruzar com ela. Pattinson, por seu lado, continua a escolher projectos que ninguém espera e a acertar quase sempre — de O Farol ao Batman, passando por Good Time e agora isto. A dupla tem química real e isso vê-se no ecrã sem precisar de se anunciar. The Drama chega em breve às plataformas digitais. Para quem gosta de cinema com substância e um toque de crueldade elegante, é uma escolha segura.

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The Boys Diz Adeus: A Última Temporada Chega Esta Semana e Promete Destruir Tudo

Há séries que terminam com um suspiro delicado e uma última cena cheia de simbolismo poético. The Boys não vai ser uma delas — e toda a gente que acompanhou a série desde o início sabe exactamente porquê. A quinta e última temporada chega à Prime Video a 8 de Abril, e pelas primeiras indicações, Butcher e companhia vão sair pela porta grande. Ou pela janela. A explodir.

Criada por Eric Kripke e produzida por Seth Rogen e Evan Goldberg, The Boys chegou em 2019 como uma série de super-heróis diferente de tudo o que existia. O que começou como uma história sobre super-poderes corrompidos pelo dinheiro e pela fama transformou-se rapidamente numa das sátiras políticas mais afiadas e desconfortáveis da televisão contemporânea. Homelander — interpretado por um Antony Starr que merecia todos os prémios do mundo — tornou-se um dos vilões mais perturbadores da ficção recente: um espelho partido da América, em collants azuis e capa vermelha. Karl Urban, Erin Moriarty, Jack Quaid e todo o elenco principal regressam para este capítulo final.

A temporada final coloca Butcher numa posição que os fãs não esperavam: de volta com um vírus capaz de eliminar todos os super-heróis de uma só vez. Do outro lado, Homelander empurra o mundo para um confronto total, cada vez mais próximo da loucura que sempre existiu por baixo do sorriso perfeito. É o duelo que a série construiu ao longo de quatro temporadas — e desta vez não há caminho de volta para nenhum dos lados.

Ao longo dos anos, The Boys foi muito mais do que entretenimento. Foi comentário social em tempo real, com episódios que chegavam às plataformas e entravam directamente no noticiário pela forma como antecipavam ou espelhavam acontecimentos políticos reais. Essa capacidade de ser simultaneamente absurda e profundamente séria é o que a distingue de tudo o resto no catálogo do streaming mundial.

Em Portugal, a série tem uma base de fãs entusiasta e fiel. Para quem acompanhou a jornada desde o início, esta última temporada é obrigatória. Para quem ficou pelo caminho ou nunca começou, há quatro temporadas disponíveis na Prime Video e tempo suficiente para uma maratona épica antes do fim. Os episódios serão disponibilizados semanalmente — a forma mais cruel e mais justa de despedir uma série desta dimensão.

Euphoria de Volta Depois de Quatro Anos: Zendaya Cresceu, Hans Zimmer Chegou e Rosalía Também

Era uma vez uma série que toda a gente achava que nunca mais voltava. Quatro anos, uma greve histórica em Hollywood, contratempos de produção atrás de contratempos, e a morte devastadora de Angus Cloud em 2023 — a terceira temporada de Euphoria parecia amaldiçoada. Mas a 12 de Abril chega finalmente à HBO, e pelos primeiros sinais, valeu mesmo a pena esperar.

Sam Levinson, o criador da série, não ficou parado à espera que os astros se alinhassem. Aproveitou o tempo para redesenhar a temporada do zero, literalmente. A nova temporada foi filmada num novo stock de película Kodak em 35mm e 65mm — sendo a primeira série narrativa de televisão a filmar uma quantidade significativa de material em película de 65mm, um formato normalmente reservado a grandes produções cinematográficas. O resultado visual, segundo quem já viu, é de tirar o fôlego. Levinson colaborou de perto com a Kodak para desenvolver o novo stock, e a decisão de expandir a imagem reflecte a viagem das personagens para fora do liceu e para dentro de um mundo mais vasto e mais complicado.

A nova temporada dá um salto de cinco anos. Rue está no México, endividada com a traficante Laurie, a tentar encontrar formas pouco ortodoxas de pagar o que deve. Cassie e Nate estão noivos — e vão casar nesta temporada, com Cassie a tentar construir uma carreira como influencer. Jules está numa escola de artes, nervosa com o futuro e a fugir de responsabilidades. Toda a gente cresceu. Os problemas também. A temporada vai seguir um grupo de amigos de infância a debater-se com fé, redenção e o problema do mal — que é uma forma muito Euphoria de dizer que as coisas vão ficar complicadas.

Do lado da música, a aposta é monumental: Hans Zimmer juntou-se a Labrinth para assinar a banda sonora, numa colaboração que Levinson descreve como inspirada nas partituras de Interestelar e True Romance. Se a música das temporadas anteriores já era um elemento central da experiência, desta vez promete ser uma personagem por direito próprio. A cantora espanhola Rosalía entra também no elenco, ao lado de Sharon Stone, Adewale Akinnuoye-Agbaje e Toby Wallace — uma mistura de talento dramático e nomes do universo pop que é, claramente, intencional.

Zendaya regressa como Rue Bennett, claro — e em 2026 a actriz é literalmente omnipresente. Entre EuphoriaDune: Parte Três e The Drama nas salas, é impossível escapar-lhe. Também não há razão para querer. Os oito episódios serão emitidos semanalmente ao domingo na HBO, com o último a 31 de Maio. Em Portugal, a série estará disponível na plataforma Max.

Para os fãs que esperaram quatro anos: a Rue voltou. Para os que ainda não viram Euphoria: há tempo suficiente para ver as duas primeiras temporadas antes do dia 12. Não há desculpa.

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