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Rob Reiner recebe Emmy póstumo por “The Bear”, nove meses depois da morte trágica que chocou Hollywood

Nos Creative Arts Emmy Awards deste fim de semana, um dos momentos mais emotivos da noite não pertenceu a nenhum vencedor presente na sala. Rob Reiner, o realizador e ator que morreu tragicamente em dezembro de 2025, foi distinguido com o Emmy de Melhor Ator Convidado em Comédia pela sua participação em “The Bear”, uma vitória recebida com uma ovação de pé prolongada por parte de uma plateia visivelmente comovida, nove meses depois da sua morte.

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Reiner interpretou Albert Schnur, um franchisador de restaurantes que orienta a personagem Ebraheim, numa participação especial de três episódios na quarta temporada da aclamada série da FX. Segundo revelou o próprio ator antes da sua morte, foi Jamie Lee Curtis quem o incentivou a aceitar o papel, um dos últimos trabalhos de uma carreira que atravessou mais de cinco décadas de cinema e televisão americanos. O prémio foi entregue por Wendi McLendon-Covey e David Alan Grier, que o aceitaram em nome de Reiner perante uma audiência que se ergueu em uníssono para celebrar um dos nomes mais queridos da indústria.

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Esta vitória representa o terceiro Emmy da carreira de Reiner, depois de dez nomeações ao longo dos anos, juntando-se aos dois prémios de Melhor Ator Secundário em Comédia que já tinha conquistado em 1974 e 1978 pelo icónico papel de Michael “Meathead” Stivic em “All in the Family”, a série que o lançou para o estrelato antes de se dedicar sobretudo à realização, com clássicos incontornáveis como “Conta Comigo”, “A Princesa Prometida”, “Quando Harry Encontrou Sally” e “Poucas… e Boas”.

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A morte de Reiner, em dezembro passado, chocou profundamente Hollywood: o realizador e a mulher, a fotógrafa Michele Singer, foram encontrados mortos em casa, em Brentwood, Los Angeles, num caso que levou à detenção do filho do casal, Nick Reiner, ainda nesse mesmo dia. Foi uma morte que interrompeu de forma abrupta e violenta uma carreira que continuava ativa e relevante, como prova precisamente esta participação em “The Bear”, gravada pouco antes da tragédia.

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Nove meses depois, este reconhecimento da Academia de Televisão surge como uma forma de a indústria prestar um último tributo a um dos seus nomes mais versáteis, alguém que conseguiu ser, ao longo da carreira, tanto uma das caras mais reconhecíveis da comédia televisiva dos anos 70 como um dos realizadores mais bem-sucedidos comercial e criticamente de Hollywood nas décadas seguintes. A cerimónia principal dos Emmy, marcada para 14 de setembro, deverá também reservar um momento de homenagem semelhante, consolidando aquilo que promete ser uma das despedidas mais sentidas da temporada de prémios televisivos deste ano.

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