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Maggie Gyllenhaal preside ao júri que vai decidir o Leão de Ouro em Veneza, com o prémio a ser anunciado a 12 de setembro

Enquanto o tapete vermelho do Lido continua a atrair as atenções com as homenagens de carreira a George Clooney e Ellen Burstyn, a verdadeira corrida da 83ª Mostra Internacional de Arte Cinematográfica de Veneza decorre longe das câmaras, na sala onde um júri de seis nomes está a decidir qual dos 21 filmes em competição vai levar para casa o Leão de Ouro de Melhor Filme, prémio que será anunciado no encerramento do festival, a 12 de setembro.

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À frente do júri está a atriz e realizadora norte-americana Maggie Gyllenhaal, que assume pela primeira vez a presidência do júri principal de Veneza depois de ter estreado como realizadora em 2021 com “A Filha Perdida”, também ele apresentado no festival italiano. Gyllenhaal está acompanhada por um grupo de jurados que reflete bem a vocação internacional do festival: a realizadora tunisina Kaouther Ben Hania, uma das vozes mais premiadas do cinema árabe contemporâneo; o compositor britânico Daniel Blumberg, vencedor do Óscar de Melhor Banda Sonora Original por “O Brutalista”; o realizador francês Xavier Giannoli; a cineasta afegã Shahrbanoo Sadat; e o veterano realizador de Hong Kong Johnnie To, uma das figuras mais respeitadas do cinema policial asiático.

A competição que este júri tem pela frente é particularmente disputada este ano. Entre os 21 filmes selecionados estão nomes de peso do cinema de autor mundial: Werner Herzog apresenta “Bucking Fastard”, Lance Oppenheim traz “Primetime”, um thriller protagonizado por Robert Pattinson, e Florian Zeller, o realizador francês de “O Pai”, regressa com “Bunker”, reunindo Penélope Cruz e Javier Bardem num dos elencos mais aguardados da competição. A lista inclui ainda “Wild Horse Nine”, com John Malkovich, consolidando uma seleção que parece equilibrar deliberadamente veteranos consagrados do circuito de festivais com vozes mais recentes.

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O festival abriu a 2 de setembro precisamente com “Ink”, o regresso de Danny Boyle a Veneza, uma escolha simbólica já que esta é a primeira vez que o realizador britânico de “Trainspotting” e “Slumdog Millionaire” leva um filme seu à competição da Mostra, e que também concorre ao Leão de Ouro juntamente com o resto da seleção. A escolha de abrir o festival com um dos seus próprios competidores, em vez de reservar essa honra para uma obra fora de concurso, sublinha a confiança da organização na qualidade da própria seleção deste ano.

Vale lembrar que os prémios de carreira, o Leão de Ouro para Clooney e Burstyn e o Prémio Cartier Glory to the Filmmaker para Luca Guadagnino, já anunciados antes do início do festival, correm em paralelo e não têm qualquer relação com a decisão do júri de competição liderado por Gyllenhaal. São honras vitalícias, atribuídas antecipadamente pela organização do festival, enquanto o verdadeiro Leão de Ouro de Melhor Filme, o prémio mais cobiçado da noite de encerramento, continua em aberto até 12 de setembro, e promete ser uma das decisões mais equilibradas dos últimos anos, a julgar pela qualidade da concorrência.

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Com Veneza a funcionar tradicionalmente como o primeiro grande indicador da temporada de prémios, a decisão deste júri deverá também moldar significativamente as conversas em torno dos Óscares nos meses que se seguem, especialmente se algum dos nomes mais fortes da competição, de Herzog a Zeller, conseguir捕rar o favor unânime dos seis jurados.

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