Rosie O’Donnell fez um lifting em Janeiro — e o melhor resultado foi que ninguém deu por isso

Rosie O’Donnell partilhou esta semana no Substack o que tinha mantido em segredo desde Janeiro: fez um lifting facial. E partilhou também as fotografias do antes e depois. A ironia que ela própria destaca é que ninguém notou — nem amigos, nem estranhos, nem as pessoas que, nas suas palavras, “me devem elogios”.

A actriz de Uma Liga Própria e antiga apresentadora do The Rosie O’Donnell Show disse que sempre se opôs moralmente à cirurgia estética. “Pensava que era uma traição. Ao feminismo. Ao envelhecimento. À nossa equipa de mulheres em todo o mundo.” O que mudou foi uma perda de 50 quilos com Mounjaro, o medicamento para perda de peso, que lhe deixou no rosto um conjunto de rugas que ela descreve como dando-lhe um ar “assombrado”. Tentou aceitar. “Isto é natural. Isto é conquistado.” E depois perguntou a si própria: “Até que ponto tem de parecer conquistado?”

O momento mais interessante da sua confissão não é a cirurgia — é a conversa com o filho Clay, de 13 anos, que lhe disse: “As mulheres jovens admiram-te. Não te conseguia respeitar se o fizesses.” O’Donnell, 64 anos, ouviu o argumento, reconheceu que era o seu próprio argumento de há vinte anos, e chegou a uma conclusão diferente: “Se estou a ensinar ao Clay alguma coisa, não pode ser que o meu corpo pertence a uma ideia. Mesmo que seja uma boa ideia. Mesmo que seja o feminismo. Porque isso ainda não é liberdade — é apenas uma autoridade diferente a dizer-te o que podes fazer com a tua própria cara.”

Fez o lifting. Um procedimento de plano profundo que levanta o tecido abaixo dos músculos faciais sem deixar a pele com aspecto demasiado esticado. O resultado, nas suas palavras, é “uma versão ligeiramente mais descansada e emocionalmente estável de mim”. Ninguém deu por isso. “Passei por uma crise existencial feminista completa, fiz cirurgia à cara e ao pescoço, e o resultado é… nada. O que honestamente é o melhor resultado possível.”

O’Donnell vive actualmente na Irlanda com o filho Clay.

Tom Hardy recusou sair da roulote durante horas — e deixou Pierce Brosnan e Helen Mirren à espera

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Tom Hardy recusou sair da roulote durante horas — e deixou Pierce Brosnan e Helen Mirren à espera

A história do Tom Hardy e o MobLand ficou mais clara esta semana — e mais preocupante para todos os envolvidos. O Hollywood Reporter, que na semana passada confirmou que o futuro do actor na série ainda não estava decidido, revelou agora os detalhes concretos do comportamento de Hardy nas rodagens da segunda temporada: recusou sair da roulote durante horas seguidas, deixando o elenco à espera.

“Deixou o Brosnan, a Mirren e outros à espera. É suicídio na carreira, arriscaria dizer”, disse uma fonte próxima da produção ao THR. A mesma fonte confirma que Hardy tentou também alterar diálogos e enviar notas de argumento ao criador Ronan Bennett e ao produtor executivo Jez Butterworth — um comportamento que, somado às ausências da roulote, levou os produtores a reconsiderar o seu futuro na série.

Não é a primeira vez que Hardy protagoniza este tipo de situação. George Miller falou abertamente sobre as rodagens de Mad Max: Fury Road: “Tom tem uma pancada qualquer, mas é precisamente daí que vem o talento, e o que quer que se passasse com ele na altura, havia sempre que ir buscá-lo à roulote.” Patrick Stewart foi ainda mais directo nas suas memórias de 2023, Making It So, sobre as rodagens de Star Trek: Nemesis em 2002: “Nunca disse ‘Bom dia’, nunca disse ‘Boa noite’, e passou as horas em que não era necessário no set na roulote com a namorada.”

O que torna a situação do MobLand diferente das anteriores é o peso do elenco afectado. Manter Charlize Theron à espera é uma coisa. Manter Pierce Brosnan e Helen Mirren à espera é outra. São actores com décadas de carreira e um capital de reputação que nenhum produtor quer ver comprometido — e a fonte do THR escolheu exactamente essas palavras: “suicídio na carreira”.

A terceira temporada, se for aprovada pela Paramount+, está tentativamentee agendada para começar a rodar em Setembro. A decisão sobre Hardy, portanto, tem prazo. Para os fãs da série que investiram duas temporadas em Harry Da Souza — a história de Da Souza pode mesmo ficar por aqui — a espera é cada vez mais ansiosa.

Jared Leto não foi à estreia de “Masters of the Universe” — e há duas razões para isso

“A Good Girl’s Guide to Murder” T2 estreia hoje no Netflix — Pip tem um novo mistério e desta vez é pessoal

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“The Four Seasons” T2 estreia amanhã no Netflix — Tina Fey, Steve Carell e Colman Domingo em modo de adultos em crise

A primeira temporada de The Four Seasons foi uma das surpresas do Netflix no início de 2026 — uma comédia dramática sobre três casais de meia-idade que descobrem que as amizades de décadas não são tão sólidas quanto pareciam. Tina Fey escreveu, produziu e protagonizou. Steve Carell fez o que Carell faz melhor: humor desconfortável com uma camada de melancolia por baixo. O público respondeu. A segunda temporada estreia amanhã, 28 de Maio.

A novidade principal desta temporada é Colman Domingo — o actor de Sing Sing e Euphoria, recente Óscar de Melhor Actor, que se junta ao elenco numa função que a produção ainda não revelou completamente. Will Forte também entra. E Steve Carell, cuja presença na segunda temporada era incerta depois dos eventos do final da primeira, foi confirmado — em moldes diferentes do esperado.

Tina Fey disse numa entrevista recente que a segunda temporada “vai ainda mais fundo” nas dinâmicas de poder dentro de relações longas — não apenas nos casamentos mas nas amizades. É exactamente o território que tornou a primeira temporada inesperadamente boa: a comédia americana que trata os adultos como pessoas complexas em vez de caricaturas. Seis episódios, amanhã no Netflix.

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Jared Leto não foi à estreia de “Masters of the Universe” — e há duas razões para isso

Masters of the Universe estreia a 5 de Junho. O elenco inclui Nicholas Galitzine como He-Man, Camila Mendes, Idris Elba e Jared Leto como Skeletor. O filme custou 175 milhões de dólares. Nas últimas semanas, a Amazon MGM lançou trailers, posters e entrevistas com o elenco. Jared Leto não aparece em nenhum deles. 

Leto não foi à estreia mundial em Los Angeles. Não foi ao CinemaCon. Não publicou nada sobre o filme nas redes sociais. Segundo o Puck News, o actor “não estava entusiasmado com o filme”. A Amazon, por sua vez, parece igualmente satisfeita com a sua ausência. 

Há duas razões que a indústria aponta. A primeira é comercial: após MorbiusHouse of GucciHaunted Mansion e Tron: Ares — todos filmes de grande orçamento que falharam nas bilheteiras — Leto tornou-se num actor que os estúdios evitam associar ao marketing das suas produções. A segunda é mais pesada: em Junho de 2025, o Air Mail publicou acusações de comportamento inapropriado por parte de Leto por parte de várias mulheres. A Amazon, que está a tentar posicionar Masters of the Universe como um blockbuster familiar, claramente não quer esse contexto nas conversas sobre o filme. 

O paradoxo é que Leto foi pago mais de cinco milhões de dólares pelo papel — um valor que contratualmente inclui obrigações de promoção. O que acontece a seguir, tanto em termos do filme como da carreira de Leto, vai ser uma das histórias mais interessantes do verão de Hollywood. 

“A Good Girl’s Guide to Murder” T2 estreia hoje no Netflix — Pip tem um novo mistério e desta vez é pessoal

A Good Girl’s Guide to Murder regressa hoje ao Netflix com a segunda temporada, estreando globalmente a 27 de Maio de 2026 com seis episódios. Emma Myers regressa como Pip Fitz-Amobi e Zain Iqbal como Ravi Singh. 

A temporada adapta o segundo romance de Holly Jackson, Good Girl, Bad Blood: depois de resolver o caso Andie Bell, Pip está determinada a ficar longe de novas investigações. Mas quando o irmão de Connor, Jamie Reynolds, desaparece subitamente, Pip vê-se novamente numa corrida contra o tempo. A autora Holly Jackson co-escreveu os argumentos ao lado de Poppy Cogan — o que garante a mesma fidelidade ao material original que tornou a primeira temporada num fenómeno. 

O elenco inclui novos rostos: Eden H. Davies como Jamie Reynolds, Misia Butler como Stanley Forbes e Jack Rowan como Charlie Green, o novo vizinho de Pip. A temporada foi descrita pela própria Emma Myers como “bigger and badder” — nas palavras da autora Holly Jackson que esteve no set durante as filmagens. 

Nota sobre disponibilidade: a série estreia no Netflix globalmente, com excepção do Reino Unido e Irlanda (BBC Three e BBC iPlayer), Alemanha, Áustria e Suíça (ZDFneo) e Austrália (Stan). Em Portugal, está disponível no Netflix. 

Robert Pattinson é Chris Hansen de “To Catch a Predator” — e o teaser da A24 é perturbador da melhor forma

Jane Schoenbrun, Hannah Einbinder e Gillian Anderson num horror de formação — o trailer chegou hoje

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Jane Schoenbrun, Hannah Einbinder e Gillian Anderson num horror de formação — o trailer chegou hoje

O título é deliberadamente provocatório — e o filme por trás dele é exactamente tão ousado quanto promete. Jane Schoenbrun, a realizadora de We’re All Going to the World’s Fair e I Saw the TV Glow, divulgou hoje o primeiro trailer de Teenage Sex and Death at Camp Miasma, que esteve em Un Certain Regard no Festival de Cannes este mês. A data de estreia em Portugal ainda não foi confirmada — a A24 anuncia apenas “2026”.

Hannah Einbinder — a actriz de Hacks que foi nomeada ao Emmy três anos seguidos — é a protagonista. Gillian Anderson, que não precisa de apresentação depois de The X-FilesSex Education e The Crown, tem um papel de apoio descrito como “a autoridade que não protege”. O campo de verão do título é o cenário mas não é o tema — Schoenbrun usa o horror como linguagem para falar sobre identidade, corpo e o que os adultos fazem aos adolescentes quando fingem protegê-los.

Schoenbrun é uma das vozes mais originais do cinema americano independente. I Saw the TV Glow dividiu radicalmente a crítica em 2024 — uns viram um dos filmes mais corajosos sobre disforia de género alguma vez feito, outros ficaram completamente perdidos — mas ninguém ficou indiferente. Teenage Sex and Death at Camp Miasma parece operar na mesma frequência: cinema que recusa o conforto e que usa o género para dizer algo que o drama convencional não conseguiria. A distribuição é da A24.

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Robert Pattinson é Chris Hansen de “To Catch a Predator” — e o teaser da A24 é perturbador da melhor forma

A A24 divulgou hoje o primeiro teaser de Primetime — o drama de Lance Oppenheim onde Robert Pattinson interpreta Chris Hansen, o apresentador do programa televisivo To Catch a Predator que durante anos atraiu e expôs predadores sexuais em directo. O filme estreia no Outono de 2026.

To Catch a Predator foi um dos programas mais perturbadores e mais vistos da televisão americana dos anos 2000: a NBC enviava equipas de filmagem para casas onde adultos apareciam a tentar encontrar-se com menores depois de conversas online, sendo confrontados em directo por Hansen antes de serem detidos pela polícia. Foi cancelado em 2008 depois de vários escândalos éticos e legais, incluindo um caso em que o alvo se suicidou antes de ser detido. O programa gerou décadas de debate sobre os limites do jornalismo de emboscada, a exploração do sofrimento alheio para entretenimento e o que significa “fazer o bem” pela televisão.

Lance Oppenheim — cujo documentário Ren Faire (2024) foi um dos mais aclamados do ano — usa Hansen não como herói nem como vilão, mas como espelho de algo mais incómodo: um homem que construiu uma carreira sobre a humilhação pública, convencido de que estava a salvar crianças. Pattinson, que em 2026 já esteve em The Drama e tem The Odyssey de Nolan a caminho, é uma escolha que faz todo o sentido — tem uma capacidade específica para habitar personagens cujo charme esconde algo que não se consegue nomear facilmente. O teaser confirma exactamente isso: o sotaque americano é irreconhecível, a postura é inquietante, e a frase “I’m Chris Hansen with Dateline NBC — and you’re able to be a part of television history” soa simultaneamente familiar e estranha.

O elenco inclui Merritt Wever, Skyler Gisondo e Phoebe Bridgers — a cantora e compositora na sua estreia como actriz de cinema. O argumento é de Ajon Singh. Primetime estreia no Outono de 2026, sem data específica ainda confirmada.

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Esta semana o cartaz português tem nove filmes novos — com um terror da A24 que nasceu de um fenómeno viral da internet, um drama histórico baseado numa história real perturbadora da Segunda Guerra Mundial e um thriller de Guy Ritchie com Jake Gyllenhaal e Henry Cavill.

Backrooms — O Labirinto é o destaque mais aguardado da semana. Kane Parsons — o realizador de apenas 19 anos que criou a webserie viral de YouTube que deu origem ao filme, tornando-se no realizador mais jovem da história da A24 — dirige Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass, Finn Bennett e Lukita Maxwell. A história segue a descoberta de uma passagem misteriosa que conduz a uma dimensão paralela de corredores intermináveis e labirínticos, iluminados por uma luz artificial inquietante — onde algo se esconde nas sombras. É o fenómeno das Backrooms — a creepypasta que assombrou a internet durante anos — finalmente no grande ecrã, com James Wan e Shawn Levy como produtores executivos. Antes de ir, confirmem sessões no cinema da vossa preferência — algumas salas ainda não têm sessões disponíveis.

As Provadoras de Hitler é o título mais perturbador da semana — e merece atenção precisamente por isso. Baseado no romance de Rosella Postorino e realizado pelo italiano Silvio Soldini, o filme acompanha Rosa, uma jovem alemã que foge de Berlim bombardeada em 1943 e chega à aldeia dos sogros, perto da “Toca do Lobo” — o quartel-general de Hitler. Recolhida de madrugada pelas SS para provar os alimentos destinados ao Führer, vive entre o medo constante de morrer envenenada, a fome e as tensões com as outras provadoras. A história baseia-se num facto real: em 2013, Margot Wölk, a última sobrevivente das 15 provadoras de Hitler, revelou pela primeira vez a existência deste grupo numa entrevista ao Der Spiegel — um detalhe que permanecera desconhecido durante décadas. Com Elisa Schlott e Max Riemelt. 123 minutos. 

Em Zona Cinzenta (In the Grey, 2026) é o thriller de acção da semana. Guy Ritchie realiza Jake Gyllenhaal, Henry Cavill e Eiza González numa história sobre dois especialistas em extração encarregados de abrir uma rota de fuga para uma negociadora sénior em território hostil. É Guy Ritchie no seu elemento — acção estilizada, ritmo implacável, elenco de peso. Distribuição Pris Audiovisuais. 

Para o público mais cinéfilo, Ali, Aqui (2025) é um documentário de Ana Pérez-Quiroga sobre memória e exílio durante a Guerra Civil Espanhola. M/12, 73 minutos. Falta Muito Para Amanhã (Tomorrow Is a Long Time, 2024) é um drama chinês premiado internacionalmente. Hagen — Guerra dos Reinos é a epopeia fantástica alemã baseada no ciclo dos Nibelungos. Leibniz — Crónica de uma Pintura Perdida é o documentário alemão sobre uma pintura desaparecida associada ao filósofo Leibniz. E Pai Nosso — Os Últimos Dias de Salazar é o documentário português sobre os últimos anos do ditador — um título que, dado o momento político europeu, chega com uma oportunidade de contextualização rara.

Para as famílias, Bichos a Bordo (Falcon Express, 2025) é a animação da semana — adequada para todas as idades.

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