“A Good Girl’s Guide to Murder” T2 estreia hoje no Netflix — Pip tem um novo mistério e desta vez é pessoal

A Good Girl’s Guide to Murder regressa hoje ao Netflix com a segunda temporada, estreando globalmente a 27 de Maio de 2026 com seis episódios. Emma Myers regressa como Pip Fitz-Amobi e Zain Iqbal como Ravi Singh. 

A temporada adapta o segundo romance de Holly Jackson, Good Girl, Bad Blood: depois de resolver o caso Andie Bell, Pip está determinada a ficar longe de novas investigações. Mas quando o irmão de Connor, Jamie Reynolds, desaparece subitamente, Pip vê-se novamente numa corrida contra o tempo. A autora Holly Jackson co-escreveu os argumentos ao lado de Poppy Cogan — o que garante a mesma fidelidade ao material original que tornou a primeira temporada num fenómeno. 

O elenco inclui novos rostos: Eden H. Davies como Jamie Reynolds, Misia Butler como Stanley Forbes e Jack Rowan como Charlie Green, o novo vizinho de Pip. A temporada foi descrita pela própria Emma Myers como “bigger and badder” — nas palavras da autora Holly Jackson que esteve no set durante as filmagens. 

Nota sobre disponibilidade: a série estreia no Netflix globalmente, com excepção do Reino Unido e Irlanda (BBC Three e BBC iPlayer), Alemanha, Áustria e Suíça (ZDFneo) e Austrália (Stan). Em Portugal, está disponível no Netflix. 

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“Criaturas Extremamente Inteligentes” estreia hoje no Netflix: Sally Field, um polvo mal-humorado e lágrimas garantidas

Shelby Van Pelt publicou o seu romance de estreia em 2022 sem grande fanfarra. Quatro anos depois, Remarkably Bright Creatures vendeu mais de quatro milhões de exemplares, tornou-se num dos livros mais recomendados em clubes de leitura de toda a Europa e chega hoje ao Netflix numa adaptação que a crítica recebe com a mesma divisão afectuosa com que o público recebeu o livro: uns adoram sem reservas, outros adoram com reservas, e quase ninguém fica indiferente.

A história é de uma simplicidade aparente que esconde considerável profundidade emocional. Tova Sullivan (Sally Field) é uma viúva de meia-idade que trabalha no turno nocturno de limpeza de um pequeno aquário na costa do Pacífico americano. O seu único companheiro de turno é Marcellus, um polvo gigante de voz azeda e opiniões ainda mais azedas sobre a espécie humana — e sobre Tova em particular, a quem considera “tolerável, ao contrário da maioria”. Marcellus é interpretado por Alfred Molina, que empresta ao papel uma combinação de arrogância e ternura que é, de longe, o maior passo de magia do filme. Quando Cameron (Lewis Pullman), um jovem músico desempregado à procura do pai que nunca conheceu, entra no aquário por acidente e acaba contratado como auxiliar de Tova, os três formam uma aliança improvável que vai revelar segredos que ninguém esperava.

A crítica do Deadline chama-lhe “funny, wise and moving”, elogiando especialmente Alfred Molina e a química entre Field e Pullman. O Hollywood Reporter é mais cauteloso: “A poor octopus movie but a charming human one” — o que é, ao mesmo tempo, uma crítica e um elogio. O Rotten Tomatoes situa-se nos 74% e o Metacritic nos 57, uma diferença que reflecte exactamente essa divisão: a crítica mais exigente encontra contrivances e sentimentalismo fácil; o público encontra exactamente o que procurava. A realizadora é Olivia Newman, cujo historial em adaptações de literatura popular — Where the Crawdads Sing — sugere uma competência específica neste território: respeitar o livro sem o fotografar.

Field rodou a cena climática do filme numa chuva intensa numa doca em Vancouver, durante duas noites, sem hesitar. “Sally foi uma trouper. Não foi fácil, mas ela é uma actriz tão comprometida que queria que fosse o mais verdadeiro possível”, disse a realizadora. É o tipo de detalhe que diz tudo sobre uma actriz — e sobre um filme que, com todas as suas imperfeições, foi feito com seriedade.

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