Os 10 Melhores Filmes de Acção de Tom Cruise — o homem que recusou deixar o cinema morrer

Tom Cruise tem 63 anos, continua a fazer as suas próprias acrobacias e é provavelmente o último grande astro de Hollywood no sentido clássico do termo — um actor cuja presença num cartaz ainda move bilhetes em todo o mundo, independentemente do argumento ou do realizador. Com Mission: Impossible — The Final Reckoning disponível no Prime Video em Portugal, é o momento certo para revisitar os filmes de acção do homem que, há quatro décadas, recusa sistematicamente fazer o que é esperado dele.

10. Guerra dos Mundos (2005) Steven Spielberg pegou no romance de H.G. Wells e construiu um dos filmes de invasão alienígena mais angustiantes do cinema americano. Cruise interpreta Ray Ferrier, um pai divorciado que tenta salvar os filhos numa América em colapso total — um papel invulgar para o actor porque o coloca deliberadamente numa posição de impotência. É o Cruise mais assustado e mais humano que alguma vez vimos em ecrã.

9. Jack Reacher (2012) Christopher McQuarrie adaptou o romance de Lee Child com uma precisão e uma contenção que o género raramente permite. Cruise como Reacher — o ex-policia militar que investiga um tiroteio aparentemente resolvido — é pura eficiência: sem artifícios, sem gadgets, com os punhos e uma inteligência que vai sempre dois passos à frente dos outros. A cena de perseguição de carro em Pittsburgh é um exercício de construção de tensão impecável.

8. Oblivion (2013) Joseph Kosinski — que mais tarde realizaria Top Gun: Maverick — dirigiu este thriller de ficção científica sobre um técnico de drones que patrulha uma Terra pós-apocalíptica e começa a questionar tudo o que lhe foi ensinado. É visualmente deslumbrante, tem uma das melhores bandas sonoras de M83 do cinema e Cruise está num registo mais contido e mais introspectivo do que habitualmente. Injustamente esquecido.

7. No Limite do Amanhã (2014) Doug Liman pegou numa premissa de videojogo — um soldado que revive o mesmo dia de combate infinitamente até aprender a ganhar — e construiu um dos filmes de ficção científica de acção mais inventivos da última década. Cruise morre dezenas de vezes ao longo do filme, sempre de formas diferentes e cada vez mais absurdas, e a dinâmica com Emily Blunt como a soldada de elite que o treina é uma das melhores parcerias de acção dos anos 2010.

6. Missão: Impossível — Protocolo Fantasma (2011) Brad Bird — o realizador de Os Incríveis — estreou-se na acção ao vivo com este quarto filme da saga e entregou o espectáculo mais puro da franchise até à data. A sequência na Torre Khalifa em Dubai, onde Cruise escala o exterior do edifício mais alto do mundo sem rede de segurança, é um dos momentos de cinema de acção mais vertiginosos de sempre. Não porque haja truques de câmara. Porque não há.

5. Top Gun (1986) Tony Scott filmou aviões de caça ao pôr do sol, colocou Ray-Bans em Tom Cruise e criou um dos maiores fenómenos culturais dos anos 80. Pete “Maverick” Mitchell não é apenas uma personagem — é o momento em que Tom Cruise se tornou Tom Cruise. O argumento é simples e a lógica militar generosa, mas a energia do filme e a presença de Cruise são irresistíveis trinta anos depois.

4. Missão: Impossível — Nação Proscrita (2015) A quinta entrada da saga é também a mais elegante. McQuarrie introduziu a Syndicate — uma organização espelho da IMF formada por agentes apagados dos registos — e construiu à sua volta um thriller de espionagem com uma sequência de abertura na asa de um Airbus A400M em pleno voo que estabelece o tom de imediato. Rebecca Ferguson estreou-se na franchise como Ilsa Faust e roubou completamente o filme a Cruise — algo que muito poucos actores conseguem fazer.

3. Missão: Impossível — The Final Reckoning (2025) O oitavo e último filme da saga é uma das mais ambiciosas produções de acção da história do cinema, com uma sequência subaquática filmada em condições reais e uma conclusão que fecha trinta anos de missões com a seriedade que merecem. Está disponível no Prime Video em Portugal.

2. Top Gun: Maverick (2022) O melhor blockbuster de 2022 e um dos filmes mais bem-sucedidos de sempre. Kosinski pegou na nostalgia do original e construiu à sua volta um filme de aviação genuinamente emocionante, filmado com aviões reais e pilotos reais a atingir velocidades reais. Fez 1,49 mil milhões de dólares globalmente. É o filme que provou que Cruise, aos 59 anos, ainda era o maior astro de cinema do mundo.

1. Missão: Impossível — Fallout (2018) O melhor filme da franchise, num consenso raro entre crítica e público. Christopher McQuarrie construiu uma sequência de acção atrás da outra com uma precisão e uma elegância que o género raramente alcança — e a perseguição de mota em Paris, filmada em plano-sequência real, é uma das cenas de acção mais bem executadas da história do cinema. Cruise partiu o tornozelo durante as filmagens de uma das sequências. Continuou a rodar. Isso diz tudo.

E vocês? Estão de acordo com este ranking, Então e Minority Report ou Colateral? Partilhem a vossa opinião nos comentários.

“Vought Rising”: o prequel de “The Boys” nos anos 50 — e Eric Kripke garante que a Stormfront continua a ser nazi

Eric Kripke foi directo quando lhe perguntaram se Vought Rising vai tentar tornar Stormfront numa personagem simpática: “De forma alguma pedirei ao público para simpatizar com a Stormfront. Ela é uma nazi e é horrível.” É uma declaração que diz muito sobre o tom da série — e sobre a forma como Kripke quer distinguir o prequel da tendência de redenção retroactiva que frequentemente aflige as origens de vilões. 

Vought Rising é descrita pelos criadores como um “twisted murder mystery sobre as origens da Vought nos anos 50, as primeiras aventuras de Soldier Boy e as manobras diabólicas de uma Supe conhecida pelos fãs como Stormfront, que na altura atendia pelo nome de Clara Vought.” Jensen Ackles e Aya Cash regressam aos papéis de Soldier Boy e Stormfront que interpretaram em The Boys, acompanhados por Elizabeth Posey, Will Hochman e Mason Dye no elenco principal. As filmagens terminaram em Março de 2026 e a série está agora em pós-produção, com estreia prevista para 2027 no Prime Video.

O contexto da série é mais rico do que o título sugere. Os anos 50 americanos — a Guerra Fria, o Red Scare, o McCarthyismo, a paranóia sobre comunistas e inimigos internos — são exactamente o tipo de terreno onde a brutalidade satírica de The Boys pode ir buscar novos combustíveis. O primeiro episódio intitula-se precisamente “Red Scare” — uma declaração de intenções que não deixa dúvidas sobre o ângulo político da série. Kripke garantiu ainda que a série funciona independentemente de se ter visto The Boys, após testes de audiência com espectadores sem qualquer contexto do universo que reagiram positivamente. 

Para quem acompanhou The Boys até ao fim da quinta temporada — disponível no Prime Video em Portugal — Vought Rising é a próxima paragem obrigatória no universo. Para quem nunca viu, pode ser uma porta de entrada inesperadamente acessível.

Stephanie Hsu, Guy Pearce e Hannah Waddingham num thriller de assalto ao banco que quer ser o novo “Os Suspeitos do Costume”

“Harry Potter” renovado para a segunda temporada antes de estrear — e o elenco é uma lição de casting

“Rivals” regressa a 15 de Maio no Disney+ — e os anos 80 nunca foram tão maus como isto

Stephanie Hsu, Guy Pearce e Hannah Waddingham num thriller de assalto ao banco que quer ser o novo “Os Suspeitos do Costume”

Stephanie Hsu, cuja performance em Tudo em Todo o Lado ao Mesmo Tempo lhe valeu uma nomeação ao Óscar, garantiu o seu próximo grande papel: Violet, uma funcionária de banco que se sente invisível ao mundo e cuja vida muda quando um agente rogue do FBI a manipula para ajudar a assaltar o próprio banco onde trabalha. O filme chama-se The Teller, foi apresentado hoje ao mercado de Cannes, e tem Guy Pearce como o agente federal e Hannah Waddingham num papel ainda não revelado.

Os produtores descrevem-no como estando no espírito de Os Suspeitos do Costume e The Town — dois filmes que usaram o thriller de crime como pano de fundo para estudos de personagem muito mais ricos do que o género habitualmente permite. O realizador é Ben Ripley, que faz aqui a sua estreia como realizador depois de anos como argumentista — é o mesmo que escreveu Source Code, o thriller de ficção científica de Duncan Jones com Jake Gyllenhaal que em 2011 surpreendeu pela sua construção narrativa. A transição de argumentista para realizador com este elenco e este material é exatamente o tipo de aposta que o circuito de festivais tende a recompensar. 

O trio é difícil de resistir em termos de casting. Hsu vem de um dos papéis mais físicos e emocionalmente exigentes do cinema recente; Pearce — nomeado ao Óscar por The Brutalist — é um dos actores mais versáteis e menos previsíveis da sua geração; e Waddingham, que esta semana encerrou a temporada de Ted Lasso e ganhou reconhecimento renovado com o BAFTA, está claramente a aproveitar o momento para escolher projectos fora da zona de conforto. As filmagens decorrem na Irlanda do Norte, embora o filme se passe em São Francisco. Data de estreia ainda não confirmada. 

“Harry Potter” renovado para a segunda temporada antes de estrear — e o elenco é uma lição de casting
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Três Palmas de Ouro para ver em casa este mês — e o Cinemundo escolheu as melhores

“Harry Potter” renovado para a segunda temporada antes de estrear — e o elenco é uma lição de casting

A HBO renovou a série Harry Potter para uma segunda temporada mesmo antes de a primeira chegar aos ecrãs, com as filmagens da T2 previstas para o Outono de 2026 — ainda antes da estreia de Natal da primeira temporada. A decisão não é surpreendente — o primeiro trailer da série tornou-se o mais visto da história da HBO e Max, acumulando mais de 277 milhões de visualizações orgânicas nas primeiras 48 horas online — mas confirma que a plataforma está a tratar este projecto como o evento de uma geração que ele efectivamente é. 

A primeira temporada, intitulada Harry Potter e a Pedra Filosofal, estreia no Natal de 2026 em oito episódios, dando à história muito mais espaço para respirar do que o filme original de duas horas. A segunda temporada adaptará Harry Potter e o Câmara Secreta, e Jon Brown — escritor da primeira temporada e veterano de Succession — foi promovido a co-showrunner ao lado de Francesca Gardiner. 

O elenco é onde a série tem gerado mais conversa. Dominic McLaughlin lidera como Harry Potter, acompanhado por Arabella Stanton como Hermione Granger e Alastair Stout como Ron Weasley — todos escolhidos de um casting aberto que recebeu mais de 30.000 candidaturas de crianças. No elenco adulto, John Lithgow é Dumbledore — seis Emmys, dois Tonys, nomeado ao Óscar — Janet McTeer é a Professora McGonagall, Paapa Essiedu é o Professor Snape e Nick Frost é Hagrid. Katherine Parkinson — que ganhou o BAFTA de Actriz em Comédia esta semana — é Molly Weasley, e Johnny Flynn é Lucius Malfoy. 

A escolha de Paapa Essiedu para Snape tem sido a mais discutida. O actor, conhecido de I May Destroy You e The Lazarus Project, tomou o lugar de Alan Rickman numa das personagens mais complexas da saga, e a sua escolha dividiu o fandom em discussões sobre representação, legado e os limites da reimaginação de um ícone cultural. J.K. Rowling, que é produtora executiva da série, partilhou feedback positivo sobre os argumentos dos dois primeiros episódios nas redes sociais em Junho de 2025, confirmando que trabalhou de perto com os escritores, embora sem crédito de escrita. 

Em Portugal, a série estará disponível no Max a partir do Natal de 2026. Vale reservar a data.

“Rivals” regressa a 15 de Maio no Disney+ — e os anos 80 nunca foram tão maus como isto
Três Palmas de Ouro para ver em casa este mês — e o Cinemundo escolheu as melhores
Jon Bernthal regressa como O Justiceiro esta semana — e é a primeira vez que o vemos desde 2019

“Rivals” regressa a 15 de Maio no Disney+ — e os anos 80 nunca foram tão maus como isto

Se não viste a primeira temporada de Rivals, o resumo é simples: é a série que Downton Abbey seria se os seus criadores tivessem decidido que a decência era opcional. Baseada no romance de Jilly Cooper — publicado em 1988 e durante décadas considerado demasiado escandaloso para ser adaptado para televisão — a série da Disney+ é puro excesso dos anos 80 com produção de primeira linha e um elenco que claramente está a divertir-se. A segunda temporada estreia em Portugal a 15 de Maio.

O pano de fundo é a guerra pela concessão televisiva da região Central South West de Inglaterra — um conflito entre a Corinium, o canal estabelecido liderado pelo implacável Tony Baddingham, e a Venturer, a operadora desafiante. É, em teoria, uma história sobre media e poder empresarial. Na prática, é uma desculpa para explorar adultérios, escândalos, manipulações, casamentos a desmoronar e segredos enterrados há décadas que voltam à superfície no pior momento possível. Cooper escreveu o livro com uma generosidade de detalhes que a série preservou com entusiasmo: cada personagem tem uma vida própria fora das cenas principais, e a sensação de habitar um universo completo é um dos maiores prazeres da série.

A segunda temporada retoma exactamente onde a primeira terminou — com Baddingham mais determinado do que nunca a destruir os seus rivais e a vida pessoal de todos os protagonistas em vários graus de colapso. O elenco regressa na íntegra, com David Tennant, Katherine Parkinson e Alex Hassell nas posições centrais. Para quem viu a primeira temporada, a questão não é se vale a pena — é quando se começa. Para quem ainda não viu, há tempo para recuperar antes de quinta-feira.

Rivals T2 estreia a 15 de Maio no Disney+.

Jon Bernthal regressa como O Justiceiro esta semana — e é a primeira vez que o vemos desde 2019

Três Palmas de Ouro para ver em casa este mês — e o Cinemundo escolheu as melhores

“Yellowjackets” termina este ano — e a quarta temporada promete responder ao que ficou por dizer

Três Palmas de Ouro para ver em casa este mês — e o Cinemundo escolheu as melhores

Com Cannes a abrir esta semana, o Canal Cinemundo fez a curadoria mais oportuna possível: nas quartas-feiras de Maio, a partir das 22h30, três Palmas de Ouro em três semanas. São três filmes que chegaram ao topo do festival mais exigente do mundo em anos diferentes, com linguagens completamente distintas, e que juntos formam um retrato muito honesto do que o cinema contemporâneo pode ser quando funciona no seu estado mais ambicioso.

O Quadrado de Ruben Östlund chega primeiro, a 13 de Maio. A sátira ao mundo da arte contemporânea — um museu de arte moderna em Estocolmo, um curador com uma crise de consciência e uma instalação artística que desafia os limites da performance e da responsabilidade — ganhou a Palma de Ouro em 2017 e continua a ser um dos filmes mais inteligentemente irritantes dos últimos anos. Östlund tem um talento único para construir cenas de desconforto social que não deixam ninguém confortável — nem o protagonista, nem o espectador.

A 20 de Maio é a vez de Parasitas de Bong Joon-ho, o filme que em 2019 fez o que muitos achavam impossível: ganhar a Palma de Ouro e o Óscar de Melhor Filme no mesmo ano, tornando-se no primeiro filme em língua não inglesa a conseguir esse feito. A história da família Kim e da família Park — e do que acontece quando duas realidades económicas completamente diferentes colidem numa mesma casa — é um dos filmes mais bem construídos da última década, com uma segunda metade que redefine completamente o que a primeira tinha estabelecido.

No final do mês, a 27 de Maio, Triângulo da Tristeza — o regresso de Östlund a Cannes, desta vez com uma Palma de Ouro em 2022 — fecha o ciclo. Um cruzeiro de luxo, um casal de modelos, um capitão alcoólico russo e um naufrágio que inverte todas as hierarquias sociais. É mais acessível do que O Quadrado e mais explicitamente político — e tem uma das cenas de jantar mais perturbadoras do cinema recente.

Todos às quartas, a partir das 22h30. O Canal Cinemundo está disponível na MEO (posição 60 HD), Vodafone (posição 77 HD) e NOWO (posição 40 HD).

Jon Bernthal regressa como O Justiceiro esta semana — e é a primeira vez que o vemos desde 2019

Frank Castle é uma daquelas personagens que a Marvel não consegue deixar ir completamente. Jon Bernthal interpretou O Justiceiro pela primeira vez em Demolidor em 2016, ganhou a sua própria série em 2017 e 2019, e quando o Netflix cancelou os títulos Marvel o personagem ficou em suspenso — amado por uma base de fãs que nunca parou de pedir o regresso. Esta terça-feira, 13 de Maio, o Disney+ estreia O Justiceiro: Uma Última Morte, uma apresentação especial Marvel Television que coloca Bernthal de volta ao papel pela primeira vez em sete anos.

A premissa é deliberadamente contida — Frank Castle procura um sentido para além da vingança quando uma força inesperada o traz de volta à luta — e a duração de especial em vez de série completa sugere que a Marvel quer testar o território antes de comprometer com algo maior. É uma estratégia que já usou com Werewolf by Night e The Guardians of the Galaxy Holiday Special — formatos mais curtos que funcionam como porta de entrada para personagens ou tons que o universo principal ainda não explorou.

O que torna este regresso diferente dos outros é o capital emocional que Bernthal construiu no papel. A sua versão de Frank Castle — traumatizada, violenta, moralmente impossível de categorizar como herói ou vilão — é amplamente considerada a mais fiel ao espírito das histórias originais de Garth Ennis nas BD. Quando a série foi cancelada, a campanha dos fãs para o regresso do actor foi uma das mais persistentes da história recente da Marvel. Que o regresso aconteça numa apresentação especial no Disney+ — a plataforma que cancelou a série original no Netflix — é uma ironia que os fãs mais atentos certamente não vão deixar passar.

O Justiceiro: Uma Última Morte estreia a 13 de Maio no Disney+.

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