“Mutiny: Código Vingança” estreou em Portugal a 20 de agosto, trazendo Jason Statham de volta ao território que melhor conhece: o thriller de ação direto, económico na duração, mas denso em confrontos físicos. Realizado por Jean-François Richet, o mesmo realizador francês que já tinha trabalhado com Statham em “Mutiny” (título original mantido em Portugal), o filme junta-se à já longa lista de produções de ação protagonizadas pelo ator britânico ao longo da última década e meia.
A história segue Cole Reed (Jason Statham), um antigo membro das Forças Especiais que passou também pela polícia metropolitana de Londres antes de se dedicar à segurança privada. Reed é enquadrado pelo assassinato do seu patrão, um bilionário tailandês, e vê-se obrigado a embarcar sozinho numa cruzada pessoal para provar a sua inocência e vingar a morte do seu empregador. É precisamente aí que a trama ganha forma: a bordo de um cargueiro, Reed acaba por descobrir uma conspiração internacional muito maior do que aquilo com que inicialmente contava, incluindo um contentor com pessoas contrabandeadas que o capitão do navio, Marko Madsen, planeia entregar a uma rede de tráfico humano.
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Ao lado de Statham, destaca-se a atriz Annabelle Wallis no papel de Angie Ellis, oficial do cargueiro que descobre, pelo seu próprio lado, a operação criminosa a decorrer a bordo do navio onde trabalha. Segundo entrevistas recentes da atriz à imprensa internacional, Angie foi pensada como uma líder natural, tão determinada quanto Reed, mas movida também pela sua condição de mãe solteira, o que confere à personagem uma dimensão emocional que ajuda a equilibrar o ritmo mais frenético do filme. Completa o elenco principal Roland Møller no papel do antagonista Marko Madsen, além de Adrian Lester, Ramon Tikaram e Arnas Fedaravicius.
Com apenas 95 minutos de duração, “Mutiny: Código Vingança” segue a fórmula que tem definido boa parte da carreira recente de Jason Statham: ritmo compacto, sem grandes desvios narrativos, focado quase exclusivamente na ação e na sobrevivência física do protagonista. É uma abordagem que tem conquistado consistentemente audiências fiéis ao género, mesmo quando a crítica especializada se mostra mais reservada quanto à originalidade da história, e que garante ao filme um lugar confortável entre os thrillers de ação de verão pensados para entretenimento imediato mais do que para prestígio.
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Argumento assinado por Lindsay Michel e J.P. Davis, “Mutiny: Código Vingança” estreou nos Estados Unidos também a 21 de agosto, pela Lionsgate, muito próximo da data de estreia portuguesa, o que confirma a aposta do estúdio numa estratégia de lançamento global simultâneo para maximizar o impacto do filme logo na primeira semana em sala.



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