“Reacher” está de volta: 4.ª temporada estreia a 12 de agosto na Prime Video

Alan Ritchson veste de novo a pele de Jack Reacher. A quarta temporada da série chega à Prime Video já a 12 de agosto, com estreia tripla — os três primeiros episódios ficam disponíveis logo no arranque, seguidos de lançamentos semanais até meados de setembro.

James Gray homenageado em Locarno com o Pardo de Carreira

Baseada em “Gone Tomorrow”, o 13.º livro da saga de Lee Child, esta nova temporada muda de cenário: pela primeira vez, a ação sai das pequenas cidades que caracterizaram as temporadas anteriores e instala-se em Filadélfia. Tudo começa com um encontro aparentemente inocente com uma desconhecida angustiada no metro, que corre mal e arrasta Reacher para um jogo mortal contra inimigos ligados aos escalões mais altos do poder. Maria Sten regressa como Frances Neagley, e juntam-se ao elenco Chris Marquette, Sydelle Noel, AGNEZ MO, Anggun, Kevin Weisman, Marc Blucas, Kevin Corrigan e Kathleen Robertson.

“The Dog Stars”: Ridley Scott leva Jacob Elordi a um mundo pós-apocalíptico

Com três temporadas de sucesso consolidado, “Reacher” continua a ser um dos valores mais seguros do catálogo de ação da Prime Video — e esta mudança de cenário promete injetar fôlego novo à fórmula.

“The Dog Stars”: Ridley Scott leva Jacob Elordi a um mundo pós-apocalíptico

James Gray homenageado em Locarno com o Pardo de Carreira

O Festival de Locarno homenageou o realizador norte-americano James Gray com o Pardo alla Carriera — o prémio de carreira da 79.ª edição do festival —, entregue a 9 de agosto, antes da apresentação do seu mais recente filme, “Paper Tiger”. Gray, autor de obras como “Armageddon Time” e “Ad Astra”, aproveitou a conferência de imprensa para partilhar algumas das suas reflexões mais pessoais sobre o ofício de fazer cinema.

“The Dog Stars”: Ridley Scott leva Jacob Elordi a um mundo pós-apocalíptico

Uma das ideias centrais da conversa: os atores, defende Gray, “ditam o estilo do filme muito mais do que se costuma falar”, e o trabalho do realizador passa sobretudo por garantir que se sentem completamente confortáveis para dar o seu melhor. Gray falou ainda sobre a dificuldade dos homens em lidar com o seu lado mais sensível no cinema, e sobre como a sua “fantástica mulher” e os seus “ótimos filhos” são, nas suas palavras, “material pouco bom para drama” — uma vida estável, ao que parece, não faz um argumento.

TVCine dedica sextas-feiras de agosto e setembro ao cinema de culto de Pete Walker

A frase que resume melhor a sua visão sobre o cinema, no entanto, ficou para o fim: “Para mim, o cinema é a forma de arte mais bonita, porque é o mais próximo que temos de um sonho. O sono REM dura, com sorte, hora e meia a duas horas por noite.” Aos 56 anos, Gray fez ainda questão de deixar claro que não se considera “velho” e que tem, “espero, muitos bons filmes ainda pela frente — talvez até melhores”.

FEST leva cinema gratuito, ao ar livre, a todas as freguesias de Espinho

“The Dog Stars”: Ridley Scott leva Jacob Elordi a um mundo pós-apocalíptico

Ridley Scott regressa ao género de sobrevivência com “The Dog Stars”, thriller pós-apocalíptico que chega aos cinemas a 28 de agosto. Baseado no romance best-seller de Peter Heller, o filme segue Hig (Jacob Elordi), um jovem piloto que, ao lado do sobrevivencialista militar Bangley (Josh Brolin), construiu uma pequena base isolada mas eficiente num mundo devastado. Tudo muda quando uma misteriosa transmissão de rádio o leva a arriscar-se para além dos limites conhecidos, em busca da esperança e da humanidade em que ainda acredita existirem algures.

TVCine dedica sextas-feiras de agosto e setembro ao cinema de culto de Pete Walker

O elenco reúne nomes de peso: além de Elordi e Brolin, contam-se ainda Margaret Qualley, Allison Janney, Benedict Wong e Guy Pearce. O trailer mostra Hig e o seu cão a explorarem as ruínas de uma cidade abandonada no seu biplano amarelo, revivendo memórias de uma vida anterior ao fim da civilização, enquanto a personagem de Qualley lhe atira a pergunta que resume todo o filme: “Então, o que é que fazias antes do mundo acabar?”

FEST leva cinema gratuito, ao ar livre, a todas as freguesias de Espinho

O projeto foi revelado pela primeira vez na CinemaCon, e junta-se a um ano particularmente produtivo para Scott, que continua a explorar, década após década, os limites da sobrevivência humana em cenários hostis — desta vez, sem naves espaciais nem gladiadores, apenas um homem, um cão e um mundo que já não existe.

Antestreia de “O Fim de Oak Street” já a 12 de agosto em Lisboa e Matosinhos

TVCine dedica sextas-feiras de agosto e setembro ao cinema de culto de Pete Walker

Entre 14 de agosto e 11 de setembro, os Canais TVCine mergulham no universo grotesco e deliberadamente provocador de Pete Walker (n. 1939), figura de culto do cinema britânico que fez do terror e da sexploitation a sua marca registada ao longo dos anos 1960 e 1970. O especial decorre todas as sextas-feiras, a partir das 23h, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+.

Walker construiu carreira à margem da indústria — e sempre com noção plena disso. “Eu era o convidado indesejado da indústria cinematográfica britânica, ninguém queria conhecer-me”, recordava o realizador numa entrevista ao The Guardian em 2005, na qual descrevia uma época em que conseguiu sucesso comercial relativo com filmes de baixo orçamento que ele próprio financiava. A filosofia por trás do trabalho não deixava margem para dúvidas: “Irrito deliberadamente as pessoas, quero que elas entrem no cinema e fiquem chocadas.” O mesmo jornal resumia a fórmula do realizador como filmes que “cativavam o público com sexo e violência para depois testar os seus limites, transformando os pilares do sistema em alvos de medo e ridículo”. Hoje reformado no Algarve, Walker tem visto a sua obra ser progressivamente reavaliada: em março deste ano, o The Telegraph definiu-o como “o mais controverso realizador britânico” e defendeu que “precisamos de mais realizadores como ele”.

“School For Sex” (1969), 14 de agosto, às 23h05
Lord Wingate, absolvido de um julgamento por fraude, decide criar uma “escola de boas maneiras” para raparigas, com a ajuda da Duquesa de Burwood e de Hector — recrutando o primeiro grupo de alunas diretamente da prisão de Holloway. Com Derek Aylward e Rose Alba.

“Hot Girls For Men Only” (1967), 21 de agosto, às 23h
Uma sofisticada colunista de moda londrina aceita um emprego numa editora dirigida por um autoproclamado “defensor da moral” numa pequena cidade, para desagrado do namorado rico e ciumento. Com David Kernan e Andrea Allan.

“The Flesh and Blood Show” (1972), 28 de agosto, às 23h
Um grupo de jovens atores aceita ensaiar uma peça obscura num teatro abandonado à beira-mar — uma oportunidade artística que rapidamente se transforma em isolamento, paranoia e numa ameaça mortal, à medida que um maníaco começa a eliminar o elenco. Com Ray Brooks e Robin Askwith.

“The Big Switch” (1968), 4 de setembro, às 23h
O playboy John Carter é acusado do homicídio de uma loira numa discoteca e obrigado, por um grupo de gangsters, a posar para fotografias pornográficas. Com Sebastian Breaks e Virginia Wetherell.

“Cool It, Carol!” (1970), 11 de setembro, às 23h
Um casal ingénuo abandona a sua pequena cidade rumo a Londres, em busca de sucesso no mundo do entretenimento para adultos. Com Robin Askwith e Janet Lynn.

Cinco filmes, uma filmografia inteira construída à margem do bom gosto — e, precisamente por isso, cada vez mais reivindicada como parte legítima da história do cinema britânico.

FEST leva cinema gratuito, ao ar livre, a todas as freguesias de Espinho

O top de filmes do Netflix: crime real, nostalgia coreana e a sombra do Homem-Aranha

“Coyote vs. Acme”: o filme que a Warner Bros. quis apagar chega finalmente aos cinemas

FEST leva cinema gratuito, ao ar livre, a todas as freguesias de Espinho

Nos últimos dias de agosto, a associação cultural FEST junta-se à Câmara Municipal de Espinho para levar o cinema às ruas — literalmente. A iniciativa passa por todas as freguesias do concelho, com sessões ao ar livre e totalmente gratuitas, sem necessidade de reserva.

O ciclo arranca a 19 de agosto, na Freguesia de Anta (Adro da Igreja), com “Refrigerantes e Canções de Amor”, de Luís Galvão Teles, comédia romântica sobre um músico falhado que vê o antigo parceiro de banda tornar-se numa das maiores estrelas pop portuguesas — e lhe roubar a namorada — antes de se apaixonar, à primeira vista, por uma misteriosa mulher fantasiada de dinossauro cor-de-rosa num supermercado. No dia seguinte, 20 de agosto, é a vez da Freguesia de Silvalde (também no Adro da Igreja) receber “DOT.COM”, também de Galvão Teles, sobre uma pequena aldeia portuguesa que se torna notícia depois de uma multinacional espanhola pressionar os moradores a fechar o site da comunidade por partilhar nome com uma marca de água engarrafada.

A 21 de agosto, o Parque Américo Magano, em Paramos, acolhe “Maria Vitória”, de Mário Patrocínio, drama sobre uma jovem que joga futebol na equipa masculina juvenil de uma aldeia remota nas montanhas portuguesas, e cuja rotina de treinos intensos com o pai é abalada pelo regresso inesperado do irmão mais velho, ausente desde um incêndio trágico que lhes tirou a mãe.

O ponto alto do ciclo chega a 27 de agosto, nas Escadas da Baía, em Espinho: “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, vencedor do Grande Prémio do Júri (Urso de Prata) no Festival de Berlim de 2025, além do Prémio do Júri Ecuménico e do Prémio do Júri de Leitores do Berliner Morgenpost — o primeiro filme brasileiro a competir pelo Urso de Ouro desde 2020. Ambientado numa Amazónia distópica, segue Tereza, 77 anos, chamada pelo governo a viver numa colónia residencial destinada a idosos, mas decidida a não abdicar dos seus sonhos nem da sua liberdade. O elenco reúne Denise Weinberg, Rodrigo Santoro, Adanilo e a atriz cubana Miriam Socarrás.

O ciclo fecha a 28 de agosto, no Largo da Igreja de Guetim, com “Benzinho”, de Gustavo Pizzi, comédia dramática sobre Irene, mãe de família que precisa de lidar com a partida do filho mais velho, Fernando, rumo à Alemanha para tentar a vida como jogador de andebol.

Qualquer dúvida sobre a iniciativa pode ser esclarecida através do email [email protected].

Estreias de 6 de agosto: de Tânger a Wonderland, passando por Carlos Paião

Antestreia de “O Fim de Oak Street” já a 12 de agosto em Lisboa e Matosinhos

Venice 2026: divulgado o lineup completo, com McDonagh, Zeller e Casey Affleck em competição

Antestreia de “O Fim de Oak Street” já a 12 de agosto em Lisboa e Matosinhos

Quem não quiser esperar pela estreia oficial já tem alternativa: “O Fim de Oak Street”, com Anne Hathaway e Ewan McGregor, tem antestreia marcada para quarta-feira, dia 12 de agosto, às 21h30, nos cinemas NOS Colombo, em Lisboa, e NOS NorteShopping, em Matosinhos — véspera da estreia oficial nas salas portuguesas, a 13 de agosto.

Realizado por David Robert Mitchell, o filme de ficção científica segue um acontecimento misterioso que transporta Oak Street, uma rua suburbana típica da classe média americana, para um lugar desconhecido e extremamente perigoso. Além de Hathaway e McGregor, o projeto tem a chancela de J.J. Abrams na produção, ao lado de Hannah Minghella, Jon Cohen, o próprio Mitchell, Matt Jackson e Tommy Harper — uma combinação de nomes que garante, à partida, um elevado nível de ambição visual e narrativa.

Para quem gosta de descobrir os filmes antes de toda a gente, esta é uma das antestreias mais aguardadas do mês.

Estreias de 6 de agosto: de Tânger a Wonderland, passando por Carlos Paião

“Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te Um Pontapé”: o papel que valeu a Rose Byrne o Óscar chega ao TVCine

Universal torna-se o primeiro estúdio a ultrapassar 4 mil milhões de dólares em 2026

“Spider-Man: Brand New Day” já é a segunda maior estreia global de sempre

Venice 2026: divulgado o lineup completo, com McDonagh, Zeller e Casey Affleck em competição

O Festival de Veneza revelou o programa completo da sua 83.ª edição, que decorre de 2 a 12 de setembro. A abrir o festival está “Ink”, de Danny Boyle, sobre a ascensão de Rupert Murdoch — a fechar, fora de competição, “Dio Ride”, drama histórico de Giovanni Veronesi.

Na corrida ao Leão de Ouro destacam-se nomes de peso: Martin McDonagh apresenta “Wild Horse Nine”, thriller da CIA passado pouco antes do golpe chileno de 1973, com John Malkovich, Sam Rockwell e Steve Buscemi; Florian Zeller estreia “Bunker”, com um elenco que junta Penélope Cruz, Javier Bardem, Stephen Graham, Paul Dano e Patrick Schwarzenegger; Casey Affleck estreia-se na realização com “Company”, já descrito como horror gótico; e Robert Pattinson protagoniza “Primetime”, um dos títulos mais aguardados da seleção. A lista de competição inclui ainda novos filmes de Werner Herzog, Lee Chang-dong e Hirokazu Kore-eda.

O júri principal é presidido por Maggie Gyllenhaal, que se junta a Kaouther Ben Hania, Johnnie To, Xavier Giannoli, Shahrbanoo Sadat, Daniel Blumberg e Francesco Casetti na decisão de quem leva o Leão de Ouro para casa. Com este naipe de realizadores e atores, Veneza confirma-se, mais uma vez, como o primeiro grande ponto de encontro da corrida aos prémios do próximo ano.

O top de filmes do Netflix: crime real, nostalgia coreana e a sombra do Homem-Aranha
“Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te Um Pontapé”: o papel que valeu a Rose Byrne o Óscar chega ao TVCine
“Spider-Man: Brand New Day” já é a segunda maior estreia global de sempre

O top de filmes do Netflix: crime real, nostalgia coreana e a sombra do Homem-Aranha

Se o top do Disney+ era um mapa da antecipação a “Homem-Aranha: Um Novo Dia”, o top de filmes do Netflix desta semana é outra coisa: um retrato quase perfeito do que faz esta plataforma funcionar. True crime a dominar, comédia a viralizar em 24 horas, um blockbuster de terror recém-saído dos cinemas e, no meio de tudo isto, um dragão coreano de 2007 a lembrar-nos que às vezes basta estar disponível para voltar a ser visto.

1. The Last House

No topo está a estreia mais recente da lista, com apenas dois dias de catálogo. Greta Lee e Wagner Moura protagonizam este thriller de sobrevivência realizado por Louis Leterrier, sobre uma família selada dentro de casa por uma ameaça invisível, sem saída e com os recursos a esgotar-se. A crítica recebeu-o com frieza, mas a novidade da estreia é, por si só, suficiente para o lançar directo ao primeiro lugar.

2. GOAT

A animação da Sony Pictures Animation sobre uma cabra que sonha ser a melhor no desporto fictício “roarball” já tinha feito o trabalho pesado nos cinemas: maior estreia de um animado original desde “Elemental” e mais de 100 milhões de dólares arrecadados. Produzida por Stephen Curry e com vozes como Gabrielle Union e Nick Kroll, chega agora ao streaming a confirmar o que já sabíamos, o público familiar segue sempre a animação de qualidade, seja em sala ou em casa.

3. 72 Hours

Kevin Hart e Tim Story voltam a fazer o que sabem fazer melhor: comédia rápida, situações absurdas, boa companhia. A história de um executivo de 40 anos arrastado por engano para uma despedida de solteiro em Miami com vinte-e-poucos anos tornou-se o filme mais visto do mundo em apenas um dia, presente no top 10 de 92 países. É o exemplo mais limpo desta lista de como a Netflix ainda sabe fabricar um fenómeno instantâneo.

4. Dragon Wars: D-War

A curiosidade da semana. Não é lançamento novo, é o blockbuster sul-coreano de monstros de 2007, com dragões da mitologia coreana a atacar Los Angeles, que acaba de chegar ao catálogo. Sem campanha, sem imprensa, sem qualquer novidade além da disponibilidade, e ainda assim consegue lugar no top. É a prova de que um catálogo bem recheado às vezes vale tanto quanto um lançamento novo.

5. Elize: Shadows of a Woman

O true crime brasileiro continua a ser uma das apostas mais seguras da plataforma. Lorena Comparato interpreta Elize Matsunaga neste drama sobre o homicídio de Marcos Matsunaga em 2012, um dos casos criminais mais mediáticos do Brasil recente. O filme soma força à docussérie “Elize Matsunaga: Once Upon a Crime”, já no catálogo, um exemplo claro de como a Netflix gosta de explorar o mesmo caso em formatos diferentes para manter o interesse vivo.

6. Final Destination Bloodlines

Catorze anos depois do filme anterior da saga, este sexto capítulo tornou-se o mais bem-sucedido de sempre da franquia, com 105,8 milhões de dólares mundiais na estreia e 93% de aprovação da crítica. Parte do sucesso veio de nostalgia pura, o público mais velho respondeu com particular entusiasmo. Agora, a chegada ao streaming estende a vida comercial de um dos maiores regressos de terror dos últimos anos.

7 e 8. A dupla Spider-Man

“Homecoming” e “Far From Home” repetem exactamente o padrão já visto no top do Disney+: os dois filmes de Tom Holland sobem em antecipação directa à estreia de “Homem-Aranha: Um Novo Dia” nos cinemas. É revelador ver o mesmo efeito a acontecer em duas plataformas ao mesmo tempo, prova de como um lançamento em sala já não afecta só a bilheteira, molda também o que o público escolhe rever em casa semanas antes.

9. Desire

Thriller erótico mexicano, estreia na realização de Teresa Simone, sobre uma advogada casada que arrisca tudo numa relação com o treinador de natação da filha. Depois de passar pelos cinemas do México e de Espanha, chega ao Netflix a confirmar que o género continua a ter um público fiel e internacional, discreto mas consistente.

10. A Toxic Love Story

Fecha a lista outro true crime, desta vez americano: o caso real de Michelle Hadley, presa injustamente durante 88 dias depois de ser incriminada pelo ex-noivo e a nova companheira dele, num esquema elaborado de emails falsos e ameaças fabricadas. Subiu rápido às tabelas nos primeiros dias, reforçando o mesmo padrão que já vemos em “Elize”: não há género que converta melhor curiosidade em visualizações do que uma história de crime verdadeiro bem contada.

O que este top revela

Três dos dez títulos são true crime ou inspirados em casos reais, dois vivem à boleia directa da expectativa por “Homem-Aranha: Um Novo Dia”, e um é uma relíquia de quase vinte anos que só precisou de aparecer no catálogo para voltar a ser vista. Se o Disney+ mostra como o streaming reage às notícias de Hollywood, o Netflix mostra o oposto: um catálogo que gera os seus próprios fenómenos, quase sempre a partir de histórias verdadeiras e de comédias feitas para durar exactamente o tempo de uma conversa de café.

“Coyote vs. Acme”: o filme que a Warner Bros. quis apagar chega finalmente aos cinemas
“Palestina 36” leva ao TVCine um olhar sobre as origens de um conflito sem fim
“Honeyjoon” chega aos Açores com estreia no Montanha Pico Festival

“Coyote vs. Acme”: o filme que a Warner Bros. quis apagar chega finalmente aos cinemas

Poucos filmes têm uma história de bastidores tão insólita quanto “Coyote vs. Acme”. A comédia que finalmente leva ao grande ecrã a rivalidade mais icónica dos Looney Tunes estreia nas salas portuguesas a 27 de agosto, com distribuição pela NOS Audiovisuais — mas só chega às salas depois de ter sido praticamente condenado ao esquecimento.

O filme estava concluído desde 2023, mas a Warner Bros. Discovery decidiu engavetá-lo, numa das decisões mais polémicas do início do mandato de David Zaslav à frente do estúdio: usar o filme já pronto como prejuízo fiscal, em vez de o lançar. A manobra, que envolveu também o já célebre caso de “Batgirl”, gerou uma onda de indignação entre fãs e dentro da própria indústria. O desenlace só chegou quando o realizador Dave Green foi pessoalmente oferecer o filme a outros distribuidores, e a Ketchup Entertainment acabou por adquirir os direitos mundiais — devolvendo “Coyote vs. Acme” ao caminho dos cinemas, mais de dois anos depois de ter sido dado como perdido.

Na história, Wile E. Coyote decide finalmente responsabilizar a ACME depois de décadas de engenhocas desastrosas na perseguição interminável ao Bip Bip — bombas, ímanes, pedregulhos, comboios, molas, monociclos, tudo o que se possa imaginar já lhe correu mal. Junta-se então ao advogado especializado em acidentes pessoais Kevin Avery (Will Forte) para processar judicialmente a empresa, enfrentando o astuto advogado corporativo Buddy Crane (John Cena) num confronto em tribunal que promete pôr em causa uma das marcas mais emblemáticas do universo Looney Tunes. Lana Condor completa o elenco principal, ao lado das personagens clássicas da Warner Bros., numa mistura de imagem real e animação assinada por Dave Green.

Mais do que uma comédia com nostalgia à mistura, “Coyote vs. Acme” chega às salas como um pequeno triunfo simbólico: o filme que uma gigante do audiovisual preferiu apagar dos livros de contas acabou, afinal, por encontrar o seu caminho até ao público.

Estreias de 6 de agosto: de Tânger a Wonderland, passando por Carlos Paião
“Spider-Man: Brand New Day” já é a segunda maior estreia global de sempre

“Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te Um Pontapé”: o papel que valeu a Rose Byrne o Óscar chega ao TVCine

“Palestina 36” leva ao TVCine um olhar sobre as origens de um conflito sem fim

Um dos dramas históricos mais discutidos do circuito de festivais chega agora à televisão portuguesa. “Palestina 36” (“Palestine 36”), da realizadora palestiniana Annemarie Jacir, estreia dia 13 de agosto, quinta-feira, às 22h40, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+.

O filme recua a 1936, quando aldeias palestinianas se insurgem contra o domínio colonial britânico naquele que ficou conhecido como a Grande Revolta Árabe — um dos episódios mais determinantes e menos retratados no cinema da história do Médio Oriente do século XX, num momento em que o aumento da imigração judaica para a região tensiona ainda mais um território já sob administração do Império Britânico. É nesse contexto que a narrativa segue Yusuf, dividido entre Jerusalém e a sua aldeia natal, à procura de um lugar num futuro cada vez mais incerto.

Jacir, que assina argumento e realização, reuniu um elenco internacional de peso: Jeremy Irons — que interpreta o alto-comissário britânico da época — Hiam Abbass, Saleh Bakri, Robert Aramayo, Billy Howle, Liam Cunningham e Yasmine Al-Massri encabeçam a distribuição de papéis. Irons e Abbass acompanham o projeto desde cedo — o ator conheceu Jacir em 2020, quando ambos integravam o júri da competição principal da Berlinale, e Abbass já tinha trabalhado com a realizadora na série “Ramy”, da Hulu. O filme estreou mundialmente no Festival de Toronto, em setembro, com distribuição internacional assegurada pela mk2 Films e pela Lucky Number.

Mais do que reconstituição histórica, “Palestina 36” propõe-se como uma chave de leitura sobre as raízes de um conflito que, quase um século depois, continua por resolver — um convite a compreender um lugar e um povo através da ficção, sem prescindir do rigor histórico.

“Honeyjoon” chega aos Açores com estreia no Montanha Pico Festival

Estreias de 6 de agosto: de Tânger a Wonderland, passando por Carlos Paião

“Foi Só Um Acidente”, de Jafar Panahi, estreia nos Canais TVCine

Jane Fonda protagoniza adaptação de “The Correspondent”, best-seller de Virginia Evans

“Honeyjoon” chega aos Açores com estreia no Montanha Pico Festival

Há histórias de cinema que fecham o círculo de forma quase poética. Foi em férias nos Açores com a mãe que a realizadora americana Lilian T. Mehrel imaginou “Honeyjoon”, a sua primeira longa-metragem — e é agora às próprias ilhas que o filme regressa, com estreia no Montanha Pico Festival, marcada para a noite de abertura, sexta-feira, 8 de janeiro de 2027, no Auditório da Madalena.

O projeto nasceu da parceria entre Mehrel e a produtora portuguesa Andreia Nunes, da Wonder Maria Filmes, que submeteram a ideia ao programa “Untold Stories” do Festival Tribeca — e conseguiram, entre mais de 400 candidaturas, garantir um milhão de dólares de financiamento e estreia assegurada na edição de 2025 do festival. Filmado inteiramente na ilha de São Miguel no outono de 2024, “Honeyjoon” estreou mundialmente no Tribeca em junho de 2025, seguiu para Lisboa e depois para uma extensa digressão por festivais nos EUA e por todo o mundo — já leva mais de 50 festivais e uma dúzia de prémios de público e de júri, de Nova Iorque à Califórnia, de Austin a Budapeste.

A história, inspirada na vida da própria realizadora — de ascendência alemã e iraniana —, segue June e a sua mãe persa-britânica, Lela, numa viagem aos Açores para assinalarem, cada uma à sua maneira, o aniversário de luto pela morte do marido e pai. Pelo caminho, um surfista filósofo e charmoso acompanha as duas nas ondas da vida, da perda e de um namorico inesperado. Ayden Mayeri e Amira Casar protagonizam, com José Condessa a completar o elenco principal.

A apresentação em terreno açoriano faz parte da programação regular do festival, que junta sessões de filmes de cultura e cenário montanhoso a uma seleção dedicada a obras feitas por açorianos ou filmadas no arquipélago. “Faz todo o sentido apresentar o filme da Lilian T. Mehrel, com uma história conseguida nas ilhas”, resume Terry Costa, diretor artístico da MiratecArts e fundador do festival, que este ano dedica uma sessão especial em destaque a New Bedford. A 13.ª edição do Montanha Pico Festival decorre a 8, 15, 22 e 29 de janeiro de 2027.

Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te Um Pontapé”: o papel que valeu a Rose Byrne o Óscar chega ao TVCine
“Spider-Man: Brand New Day” já é a segunda maior estreia global de sempre
Universal torna-se o primeiro estúdio a ultrapassar 4 mil milhões de dólares em 2026

TVCine dedica o segundo domingo de agosto a Andrei Tarkovsky

Depois de ter dedicado o primeiro domingo de agosto a Akira Kurosawa, o TVCine Edition continua o ciclo de retrospetivas com outro nome incontornável da história do cinema: Andrei Tarkovsky (1932-1986). Amplamente considerado um dos maiores realizadores de sempre, o cineasta russo defendia que fazer cinema era, acima de tudo, “esculpir o tempo” — e deixou uma obra que continua a inspirar gerações de cineastas. A maratona decorre já no domingo, dia 9 de agosto, a partir das 11h55, no TVCine Edition e no TVCine+.

“O Rolo Compressor e o Violino” (1961), às 11h55
A abrir o dia está a média-metragem que Tarkovsky realizou como trabalho de conclusão de curso na VGIK, a escola de cinema de Moscovo. A história de um rapaz, um violino e um condutor de rolo compressor que o defende do escárnio dos arruaceiros locais já introduz muitos dos temas que viriam a marcar toda a obra do realizador. Com Igor Fomchenko e Vladimir Zamanskiy.

“A Infância de Ivan” (1962), às 12h40
A estreia de Tarkovsky na longa-metragem valeu-lhe, de imediato, o Leão de Ouro no Festival de Veneza. O filme segue Ivan Bondarev, órfão de 12 anos que atua como batedor por trás das linhas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial, criando laços com três oficiais soviéticos enquanto o trauma da perda da família o consome por dentro. Nikolai Burlyaev protagoniza.

“Andrei Rublev” (1966), às 14h15
Considerado hoje um dos filmes essenciais da história do cinema, “Andrei Rublev” segue o monge pintor de ícones que dá nome ao filme através da Rússia medieval do século XV, entre guerras, fome e invasões tártaras, até um voto de silêncio ser quebrado pela inspiração de um jovem fundidor de sinos. Venceu o Prémio FIPRESCI em Cannes, com Anatoly Solonitsyn no papel principal.

“Solaris” (1972), às 17h25
Um dos grandes filmes de ficção científica do século XX, “Solaris” segue o psicólogo Kris Kelvin, enviado para investigar comunicações misteriosas vindas de uma estação espacial — e que acaba por ser arrastado para os recantos mais sombrios da própria consciência. Vencedor do Grande Prémio do Júri e do Prémio FIPRESCI em Cannes, conta com Donatas Banionis e Natalya Bondarchuk.

“O Espelho” (1975), às 20h15
Considerado por muitos a obra-prima de Tarkovsky, este filme profundamente autobiográfico segue um homem moribundo aos quarenta anos que recorda a infância, a mãe, a guerra e o misticismo do quotidiano, num retrato fragmentado da memória e da história da Rússia moderna. Margarita Terekhova protagoniza, com a mãe do próprio realizador, Maria Tarkovskaya, também no elenco.

“Stalker” (1979), às 22h
A fechar a noite está talvez o filme mais enigmático de Tarkovsky: na chamada “Zona Proibida”, um escritor e um professor partem à procura de um quarto onde os desejos mais íntimos se realizam, guiados por Stalker — figura tão santo tolo quanto apóstolo de uma nova fé. Aleksandr Kaidanovsky lidera o elenco.

Seis filmes, uma carreira inteira: para quem quer perceber porque é que Tarkovsky continua, quase quatro décadas depois da sua morte, a ser citado como referência incontornável por realizadores de todo o mundo, este domingo no TVCine Edition é uma oportunidade rara.

Estreias de 6 de agosto: de Tânger a Wonderland, passando por Carlos Paião

A semana de 6 de agosto traz um dos cartazes mais heterogéneos do verão: um documentário musical dos anos 2010 a reviver-se em sala, um biopic sobre um dos maiores ícones da música pop portuguesa, dois vencedores de festival vindos de Marrocos e de Itália, uma comédia negra de Gregg Araki, um slasher de Eli Roth com gelados assassinos, um clássico literário francês reinventado e, a fechar, a garantia de bilheteira das férias grandes. Eis o que fica para trás da fila e o que vai encher as salas.

Pulp: Um Filme Sobre a Vida, a Morte e Supermercados

Começamos pela reedição mais inesperada da semana. O documentário de Florian Habicht sobre a banda Pulp, originalmente de 2014, regressa às salas portuguesas pela Alambique, quase de certeza a reboque do renovado interesse pela banda de Jarvis Cocker. É cinema de nicho absoluto, dirigido aos fãs de Britpop e aos cinéfilos com memória de festival, mas continua a ser um retrato delicioso sobre o que significa fama numa cidade pequena.

Campo de Batalha (Campo di battaglia)

Gianni Amelio, veterano do cinema italiano, competiu com este drama de guerra em Veneza. Alessandro Borghi lidera um elenco que atravessa a Primeira Guerra Mundial pela óptica de dois médicos com visões opostas sobre o conflito. É cinema sério, bem cotado pela crítica, mas o peso do tema histórico e a distribuição discreta da Risi Film confinam-no ao público habitual do circuito de autor.

Calle Málaga

Carmen Maura, um dos rostos mais reconhecíveis do cinema ibérico das últimas quatro décadas, protagoniza esta história de uma viúva que luta para não perder a casa de família em Tânger. Maryam Touzani, a realizadora de “O Kaftan Azul”, venceu o Prémio do Público na secção Venice Spotlight, sinal claro de que este é arthouse acessível, feito para tocar sem exigir demasiado do espectador. Tem tudo para agradar ao público mais velho fiel ao cinema europeu, mesmo que a Leopardo Filmes lhe reserve um lançamento modesto.

I Want Your Sex

Gregg Araki, figura fundadora do New Queer Cinema, volta a provocar com Olivia Wilde e Cooper Hoffman numa comédia negra sobre uma artista que transforma o seu assistente em musa sexual, até a obsessão descambar em algo mais sombrio. As críticas são muito positivas, 89% no Rotten Tomatoes, elogiando sobretudo a química entre os protagonistas. Não é filme para multidões, é filme para quem gosta de ver os limites empurrados, mas vai gerar conversa.

Os Miseráveis: A História de Jean Valjean

Éric Besnard pega nas primeiras cem páginas do romance de Victor Hugo e transforma-as num filme autónomo sobre o momento em que Jean Valjean encontra pela primeira vez a bondade. Grégory Gadebois veste a pele da personagem mais icónica da literatura francesa, mas o desempenho em França ficou aquém do que o prestígio da fonte fazia prever, pouco mais de 350 mil entradas para uma produção de sete milhões de euros. Tema respeitável, impacto comercial discreto.

Ice Cream Man

Eli Roth regressa ao terror puro e duro com um conceito de trailer perfeito: um vendedor de gelados transforma as crianças de uma cidade suburbana em assassinos. É o tipo de filme que não precisa de convencer ninguém através da crítica, o nome de Roth e a premissa bastam para encher salas de fim de semana junto do público mais jovem, e a distribuição ampla da NOS Audiovisuais ajuda.

Playback

Se há um filme desta semana feito para tocar o público português de forma mais directa, é este. Rafael Ferreira dá corpo a Carlos Paião num biopic com o aval da família do artista, incluindo uma música inédita recuperada de demos caseiras deixadas pelo compositor. É nostalgia bem dosada para quem cresceu com “Play-Back” e “Chico Fininho”, com cobertura mediática que já vinha a crescer há meses antes da estreia. Tem tudo para ser a grande surpresa nacional do cartaz desta semana.

E o que vai dominar: Patrulha Pata — O Filme dos Dinossauros

Fica para o fim o título que, sem grande margem para dúvida, vai liderar as bilheteiras portuguesas nas próximas semanas. Os dois filmes anteriores da franquia já somam perto de 350 milhões de dólares mundiais, e as previsões para esta terceira aventura apontam para uma estreia entre 15 e 20 milhões de dólares só nos Estados Unidos. É animação de marca reconhecida, com público garantido nas férias grandes e distribuição maciça pela NOS Audiovisuais em praticamente todas as salas do país. Nenhum dos outros sete títulos desta semana tem hipótese de rivalizar com este alcance, mas é precisamente esse contraste, entre o gigante infantil e o resto do cartaz repleto de cinema de autor, terror de nicho e nostalgia nacional, que torna esta semana de estreias uma das mais interessantes de ler, mesmo que não seja a mais interessante de prever em bilheteira.

“Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te Um Pontapé”: o papel que valeu a Rose Byrne o Óscar chega ao TVCine

Poucos papéis geraram tanto consenso crítico nos últimos tempos como o de Rose Byrne em “Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te Um Pontapé” (“If I Had Legs I’d Kick You”). O filme, com selo A24, estreia dia 9 de agosto, domingo, às 21h55, em exclusivo no TVCine Top e no TVCine+.

Byrne interpreta Linda, uma terapeuta sobrecarregada que tenta, sem sucesso, encontrar alguma calma para gerir a doença misteriosa da filha e a ausência do marido. Um pequeno desastre no apartamento familiar obriga as duas a mudarem-se para um motel, longe de qualquer zona de conforto — e é aí que tudo começa a desmoronar-se ainda mais: uma paciente de Linda desaparece, as más decisões multiplicam-se, e a personagem mergulha num frenesim de pavor obsessivo onde dependências, desigualdades e neuroses a vão aproximando do abismo.

A interpretação de Byrne rendeu-lhe uma das temporadas de prémios mais notáveis do ano: Urso de Prata de Melhor Interpretação em Berlim, Globo de Ouro, Independent Spirit Award de Melhor Interpretação Principal e, pela primeira vez na carreira, uma nomeação para o Óscar de Melhor Atriz — além de nomeações para o Critics’ Choice Award e o BAFTA. O filme estreou mundialmente no Festival de Sundance de 2025 antes de chegar às salas americanas pela A24.

Por trás das câmaras está Mary Bronstein (realizadora de “Yeast”), que se inspirou nos seus próprios traumas de maternidade para construir um retrato brutalmente honesto — e, ao mesmo tempo, absurdamente cómico — da exaustão de cuidar de outra pessoa enquanto a própria vida rui. Byrne contracena com um elenco de apoio inesperado, que inclui Conan O’Brien, A$AP Rocky e Danielle MacDonald, num filme que equilibra o delírio cómico com o desconforto genuíno. Uma estreia obrigatória para quem gosta de cinema que não tem medo de ser desconfortável.

Universal torna-se o primeiro estúdio a ultrapassar 4 mil milhões de dólares em 2026

Wenders pede desculpa a Nastassja Kinski e corta cena polémica após dez anos de braço de ferro

“Spider-Man: Brand New Day” pulveriza recordes de bilheteira nos EUA

Universal torna-se o primeiro estúdio a ultrapassar 4 mil milhões de dólares em 2026

A Universal escreveu história esta semana: tornou-se o primeiro estúdio a ultrapassar os 4 mil milhões de dólares em bilheteira mundial em 2026, um marco atingido no domingo, dia 2 de agosto. Ao todo, os filmes do estúdio já renderam 1,5 mil milhões de dólares na América do Norte e 2,5 mil milhões a nível internacional.

Três títulos lideram esta corrida, todos eles já estreados também em Portugal. “The Odyssey”, de Christopher Nolan, está a três semanas de exibição e já vai em 911,4 milhões de dólares a nível mundial (395,5 milhões nos EUA, 515,9 milhões fora), a caminho da fasquia dos mil milhões. “The Super Mario Galaxy Movie”, da Illumination e da Nintendo, já ultrapassou esse marco e tornou-se o primeiro filme de 2026 a chegar aos mil milhões de dólares, com 429,8 milhões domésticos e 581,7 milhões internacionais. E “Michael”, o biopic de Michael Jackson distribuído internacionalmente pela Universal, também já passou a fasquia do bilião, com 566 milhões de dólares a render fora dos EUA.

É um ano particularmente forte para o estúdio, que consegue este feito sem depender de um único blockbuster isolado, mas de uma combinação de apostas em géneros bem diferentes entre si — épico histórico, animação familiar e biopic musical.

“Spider-Man: Brand New Day” já é a segunda maior estreia global de sempre

“Foi Só Um Acidente”, de Jafar Panahi, estreia nos Canais TVCine

Academia Portuguesa de Cinema revela comité que vai escolher o candidato aos Óscares 2027

“Cruyff”: a minissérie que revela o visionário por trás da lenda chega ao TVCine

“Spider-Man: Brand New Day” já é a segunda maior estreia global de sempre

Os recordes não param. “Spider-Man: Brand New Day” faturou 927 milhões de dólares na estreia global, distribuído por 90 mil salas em todo o mundo — a segunda maior abertura da história do cinema, atrás apenas dos 1,22 mil milhões de dólares de “Avengers: Endgame” em 2019.

O filme vai agora expandir-se à rede IMAX na América do Norte a partir de 6 de agosto, data que coincide com o fim da exclusividade que “The Odyssey”, de Christopher Nolan, tinha sobre esses ecrãs. As duas produções vão passar a partilhar a rede IMAX doméstica, que conta com pouco mais de 440 salas nos EUA — as salas de 70mm continuam reservadas em exclusivo ao filme de Nolan. Antes mesmo desta expansão norte-americana, “Brand New Day” já tinha faturado 23 milhões de dólares só em sessões IMAX em mercados internacionais como a China, o Japão e a Coreia do Sul, somando-se aos 365 milhões de dólares que toda a saga do Homem-Aranha já rendeu em bilheteira IMAX.

Com estes números, o novo capítulo do Homem-Aranha confirma-se como o fenómeno de bilheteira do ano — e ainda só está a começar a explorar o mercado IMAX doméstico.

Netflix vai contar a odisseia de sobrevivência de Ernest Shackleton, com realizador de “Adolescence”

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Academia Portuguesa de Cinema revela comité que vai escolher o candidato aos Óscares 2027

Já há trailer e poster de “Santo António, o Casamenteiro de Lisboa”

“Foi Só Um Acidente”, de Jafar Panahi, estreia nos Canais TVCine

Chega à televisão portuguesa um dos filmes mais aclamados do ano: “Foi Só Um Acidente” (“It Was Just an Accident”), de Jafar Panahi, vencedor da Palma de Ouro em Cannes 2025 — atribuída por um júri presidido por Juliette Binoche —, estreia dia 8 de agosto, domingo, às 22h, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+.

A história passa-se num bairro dos subúrbios de Teerão, onde Vahid, mecânico de automóveis e antigo prisioneiro político, leva uma vida tranquila até um cliente entrar na sua oficina: Eghbal, um homem com uma prótese na perna, cujo som ao caminhar desperta em Vahid memórias terríveis — o mesmo ruído que ouvia, de olhos vendados, durante os interrogatórios e agressões a que foi submetido na prisão. Convencido de que tem à sua frente um dos seus torturadores, Vahid rapta-o com a intenção de o enterrar vivo. Mas a certeza inicial dá lugar à dúvida, e o mecânico parte à procura de antigos companheiros de cárcere que sofreram às mãos do mesmo carrasco, em busca de provas irrefutáveis antes de decidir o que fazer.

O filme carrega um peso que vai além da ficção. Panahi, um dos nomes maiores do cinema iraniano e crítico público do regime da República Islâmica, esteve preso entre 2022 e 2023 e chegou a fazer greve de fome. “Foi Só Um Acidente” é o primeiro filme que realiza desde então, filmado de forma clandestina no Irão — as autoridades iranianas nunca autorizaram a sua produção. Precisamente por essa oposição pública ao regime, o filme não pôde representar o Irão na corrida aos Óscares: foi a França, através de produtores e distribuidores sediados em Paris, quem o submeteu à categoria de Melhor Filme Internacional. A nomeação veio, e juntou-se a uma segunda, para Melhor Argumento Original — duas indicações que transformam esta estreia num dos acontecimentos televisivos mais relevantes do mês nos Canais TVCine.

Academia Portuguesa de Cinema revela comité que vai escolher o candidato aos Óscares 2027

Arrancou oficialmente o processo que vai definir o filme que representará Portugal na corrida a Melhor Filme Internacional na 99.ª edição dos Óscares. A Academia Portuguesa de Cinema (APC) anunciou esta semana os oito nomes que integram o Comité de Pré-Seleção deste ano, responsável por avaliar as candidaturas e escolher os finalistas que serão depois submetidos a votação pelos membros da Academia.

O comité junta profissionais de diferentes áreas da indústria: Andreia Esteves (produtora), Elsa Ferreira (editora e designer de som), Hoji Fortuna (ator, conhecido do público internacional pelo papel em “Corsage”, ao lado de Vicky Krieps), Íris Peleira (caracterizadora e maquilhadora), Paolo Marinou-Blanco (realizador), Paulo Trancoso (produtor), Ricardo Ferreira (supervisor de efeitos visuais) e Valerie Braddell (atriz). Segundo a APC, a composição procurou garantir representação diversificada das várias áreas do setor cinematográfico e audiovisual, com equilíbrio de género entre os membros.

A fase de visionamento e seleção decorre até 20 de agosto, e nela entram todas as longas-metragens nacionais elegíveis, submetidas pelas respetivas produtoras, com estreia comercial entre 1 de outubro de 2025 e 30 de setembro de 2026. Os filmes pré-selecionados serão anunciados em breve, e é dessa lista curta que sairá, por votação dos membros da Academia, o candidato oficial de Portugal.

O processo ganha um significado particular depois do desfecho do ano passado: Portugal submeteu “Banzo”, de Margarida Cardoso, aos Óscares 2026, mas o filme não avançou para a fase de pré-indicações da categoria. Resta agora saber que filme a Academia escolhe desta vez para tentar romper esse ciclo.

Já há trailer e poster de “Santo António, o Casamenteiro de Lisboa”

“Cruyff”: a minissérie que revela o visionário por trás da lenda chega ao TVCine

Sete filmes, um só cartaz: o que estreia esta semana nos cinemas portugueses

Lavadias transforma o Forte de Santa Catarina em cinema ao ar livre, com oito filmes em três noites

Já há trailer e poster de “Santo António, o Casamenteiro de Lisboa”

O novo filme de Ruben Alves já tem cara e voz. Foram divulgados esta semana o trailer e o poster de “Santo António, o Casamenteiro de Lisboa”, com a estreia marcada para 10 de setembro nas salas portuguesas — as primeiras imagens chegaram, oportunamente, na noite das Marchas Populares.

O realizador de “A Gaiola Dourada”, um dos maiores êxitos de bilheteira do cinema português em França, regressa à comédia com uma história construída em torno de um dos ritos mais lisboetas do calendário: os Casamentos de Santo António. Carmo e Valentim, dois funcionários da Câmara Municipal de Lisboa com mais de 25 anos de carreira dedicados à organização do evento, recebem um ultimato depois de a gestão passar a ser cobiçada por um grande grupo francês, a Stardust, que considera a tradição ultrapassada: reinventam os Casamentos ou assistem ao fim de tudo o que construíram. Contra todas as expectativas, os dois lançam-se na missão de criar a edição mais memorável de sempre.

Rita Blanco e Joaquim Monchique protagonizam, à frente de um elenco que reúne nomes como Joaquim de Almeida, Maria João Bastos, Albano Jerónimo, Paco León, Maria Rueff, Isabel Abreu e Ana Bola, entre muitos outros — uma daquelas escalações corais que só um filme genuinamente sobre Lisboa conseguiria justificar. O argumento é assinado a duas mãos por Ruben Alves e pelo argumentista espanhol Fer Pérez, conhecido pelo trabalho em “Kiki, o Amor Faz-se” e “Arde Madrid”.

Mais do que uma comédia romântica, “Santo António, o Casamenteiro de Lisboa” apresenta-se como uma declaração de amor à cidade: marchas populares, bairros históricos e a ideia central de que há tradições que continuam a fazer sentido precisamente porque resistem à pressão de serem “modernizadas” a qualquer custo. O filme é uma produção da Blablabla Media e da São Films, em coprodução com a Comba e a Bombom Filmes, com distribuição da NOS Audiovisuais e apoios do Disney+, da Turismo de Lisboa e do ICA, entre outros.

“Cruyff”: a minissérie que revela o visionário por trás da lenda chega ao TVCine

Há jogadores que mudam um jogo. Johan Cruyff mudou a forma como se pensa o futebol. “Cruyff”, a nova minissérie documental sobre o holandês que reinventou o Ajax e o Barcelona, estreia dia 8 de agosto, sábado, às 21h10, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+, com novos episódios aos sábados.

A produção junta um trio com currículo de peso: é assinada por James Gay-Rees, vencedor de um Óscar e produtor de “Senna”, “Diego Maradona” e “Drive to Survive”, ao lado de Jaap Schneider, com realização de Sam Blair, através das produtoras Box to Box Films e Lusus. Ao longo de quatro episódios, a série reconstrói pela primeira vez a história completa de Cruyff — o futebolista, o treinador, o pai, o revolucionário — com acesso a imagens nunca antes vistas do arquivo pessoal da família e a gravações de áudio exclusivas em que o próprio Cruyff, pouco antes de morrer em 2016, conta a sua própria história.

O elenco de testemunhos lê-se como uma lista dos nomes mais influentes do futebol europeu das últimas décadas: Pep Guardiola, Xavi Hernández, Dennis Bergkamp, Marco van Basten, Ruud Gullit, Ronald Koeman e Frank Rijkaard, além de entrevistas inéditas e aprofundadas com a família de Cruyff. A tese central da série é clara: onde outros viam sistemas rígidos e resultados a preto e branco, Cruyff via possibilidades — a mesma filosofia que hoje se reconhece no jogo de Guardiola e nas gerações que vieram depois, de Van Basten a Xavi, de Frenkie de Jong a Messi.

A estreia da série já teve direito a um momento à altura do legado do próprio Cruyff: em março deste ano, dez anos depois da sua morte, o Johan Cruijff ArenA, em Amesterdão, recebeu uma antestreia global transmitida ao vivo, apontada como a maior première alguma vez feita para uma série documental. Um documentário obrigatório não só para quem gosta de futebol, mas para quem se interessa por como uma ideia pode mudar por completo uma forma de fazer as coisas.

Netflix vai contar a odisseia de sobrevivência de Ernest Shackleton, com realizador de “Adolescence”

Wenders pede desculpa a Nastassja Kinski e corta cena polémica após dez anos de braço de ferro

“A lenda tem série nova: ‘Robin dos Bosques’ estreia em exclusivo nos Canais TVCine”