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IndieLisboa 2026: os vencedores, o cinema português que ganhou e o que ainda pode ser visto esta semana

A 23.ª edição do IndieLisboa encerrou ontem à noite no Pequeno Auditório da Culturgest com a entrega dos prémios que coroam onze dias de cinema independente em Lisboa. A boa notícia para quem não acompanhou o festival — ou para quem quer voltar a ver o que ganhou — é que os filmes premiados regressam ao Cinema Ideal esta semana, com sessões de domingo a terça-feira.

O Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa, dotado de 15 mil euros, foi para Barrio Triste de Stillz — um realizador que chega ao IndieLisboa com um filme que, nas palavras do júri, “não se contém em provocar-nos emoções fortes e despoletar raiva, porém há momentos de luz e esperança que nos ligam profundamente à vida daqueles protagonistas”. A menção especial da Competição Internacional foi para Bouchra, de Orian Barki e Meriem Bennani, elogiado pela “frescura” e pela “reconstrução original e evocativa da relação entre uma filha e a sua mãe”. Ambos podem ser vistos amanhã, segunda-feira, no Cinema Ideal — Barrio Triste às 21h30, os filmes de curtas premiadas às 19h30.

Na Competição Nacional, o destaque vai para dois nomes do cinema português que merecem atenção. Cochena de Diogo Allen ganhou o Prémio TVCine para Melhor Longa-Metragem Nacional — dotado de 5 mil euros — com um retrato de comunidade que o júri descreveu como “uma celebração sentida que destaca o calor dos laços familiares e sociais de uma forma profundamente humanista e cinematográfica”. O mesmo filme levou ainda o Prémio Universidades. João Nicolau, por sua vez, ganhou o Prémio de Melhor Realização por A Providência e a Guitarra — o filme com Salvador Sobral que abriu o Festival de Roterdão e que chega ao IndieLisboa com um júri a elogiar “uma abordagem essencial à condição de artista, com um humor inteligente e uma construção narrativa audaciosa e distintiva”. Cochena e as curtas nacionais premiadas podem ser vistas na terça-feira, 12 de Maio, no Cinema Ideal — curtas às 19h30, longa às 21h30.

Na secção Silvestre, My Wife Cries de Angela Schanelec — a realizadora alemã de I Was at Home, But — ganhou o prémio de Melhor Longa-Metragem com uma descrição do júri que capta bem o seu cinema: “à primeira vista parece reservado, deliberadamente distanciado, mas gradualmente revela profundidade e complexidade emocional”. O prémio de curta da mesma secção foi para Lover, Lovers, Loving, Love de Jodie Mack. Nos Novíssimos — a secção dedicada às primeiras obras do cinema português — venceu Abril de Helena, de Maria Moreira e Victor Hugo Oliveira, descrito como um filme sobre “algo que deveria ser dado como garantido, mas que não é: o amor de uma mãe pela filha”. A mesma obra ganhou ainda o Prémio MUTIM, que distingue a curta que melhor contribui para um imaginário cinematográfico não estereotipado.

O IndieLisboa encerra oficialmente esta segunda-feira, 12 de Maio, com a sessão de The History of Concrete de John Wilson na terça-feira à noite no Cinema Ideal às 21h30 — o documentário sobre betão que começou num workshop da Hallmark e acabou num dos títulos mais aguardados do encerramento. Uma boa forma de fechar um festival que, edição após edição, continua a ser o espaço mais importante do cinema independente em Portugal.

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