“Yellowjackets” termina este ano — e a quarta temporada promete responder ao que ficou por dizer

Quando Yellowjackets estreou em Novembro de 2021, ninguém esperava que uma série sobre uma equipa de futebol feminino de liceu a sobreviver num acidente de avião se tornasse num dos fenómenos televisivos mais comentados da década. A primeira temporada teve uma pontuação rara de 100% no Rotten Tomatoes. A segunda e a terceira foram as mais vistas da história da série. E agora, com a quarta e última temporada a ser filmada em Vancouver desde Fevereiro deste ano, o fim está à vista — provavelmente no Outono de 2026, no Max em Portugal.

A decisão de encerrar foi dos próprios criadores. Ashley Lyle e Bart Nickerson, que conceberam a série para a Showtime, anunciaram em Outubro passado que a quarta temporada seria o fecho definitivo da história, com uma declaração que dizia tudo sobre a forma como querem terminar: “A história disse-nos que quer acabar, e o nosso trabalho — a nossa responsabilidade — é ouvir.” Não é um cancelamento. É uma conclusão deliberada por quem sabe exactamente o que está a contar.

Para quem não conhece a série, a premissa é mais complexa do que parece. Em 1996, uma equipa de talentosas jogadoras de futebol do liceu sobrevive a um acidente de avião nas montanhas remotas do Canadá e fica retida durante dezenove meses. A série acompanha em simultâneo o que aconteceu nessa floresta — o canibalismo, os rituais, a hierarquia que se formou entre raparigas que não tinham nada para além de si próprias — e as vidas das sobreviventes vinte e cinco anos depois, quando o passado se recusa a ficar onde devia. É horror psicológico, drama de formação e thriller de mistério ao mesmo tempo, e faz tudo isso sem perder o fio nem o humor negro que o torna suportável.

A terceira temporada terminou com Shauna a assumir o lugar de rainha dos antlers e Natalie a enviar finalmente um sinal de socorro das montanhas — e alguém a responder do outro lado. O elenco da temporada final reúne todo o núcleo: Melanie Lynskey, Tawny Cypress, Christina Ricci, Sophie Nélisse, Jasmin Savoy Brown, Sophie Thatcher e Samantha Hanratty. Molly Ringwald junta-se como a mãe de Van, June Squibb num papel ainda por revelar, e Nia Sondaya — que interpretava Akilah em papel recorrente desde a segunda temporada — foi promovida a regular, o que sugere que o mistério à volta da sua personagem, que desapareceu numa cave na terceira temporada sem explicação, vai finalmente ser resolvido.

As três primeiras temporadas estão disponíveis no Max em Portugal. O fecho aproxima-se.

Steve Coogan conta como entrou no “White Lotus” — e o que Mike White reescreveu do zero depois de Helena Bonham Carter sair
IndieLisboa 2026: os vencedores, o cinema português que ganhou e o que ainda pode ser visto esta semana
“A Quiet Place Part III” começou a rodar em Nova Iorque — e Michael Sarnoski está de volta
Joan Collins tem 92 anos, está a tomar aulas de dança — e quer ir a Cannes mostrar o seu filme

“Devil May Cry” T2 chega amanhã ao Netflix — e já tem terceira temporada garantida

Há um ano, Adi Shankar lançou no Netflix uma adaptação animada de Devil May Cry que ninguém esperava ser assim tão boa. A primeira temporada estreou a 3 de Abril de 2025, chegou ao Top 10 com 5,3 milhões de visualizações nos primeiros três dias, ganhou 96% no Rotten Tomatoes e foi renovada para uma segunda temporada uma semana depois. Amanhã, 12 de Maio, os oito episódios da segunda temporada chegam ao Netflix em simultâneo para todo o mundo.

A segunda temporada, animada pelo estúdio sul-coreano Studio Mir — responsável por The Legend of Korra e Voltron: Legendary Defender — centra-se na relação fracturada entre os irmãos gémeos Dante e Vergil, numa temporada descrita como mais sombria e mais pessoal do que a primeira. O trailer de Abril, que incluía uma sequência de jogo em estilo side-scrolling como referência directa às origens do franchise, ultrapassou os dez milhões de visualizações. E numa demonstração de confiança raramente vista antes da estreia, o Netflix já garantiu uma terceira temporada.

O franchise Devil May Cry da Capcom existe desde 2001 e é um dos pilares do jogo de acção japonês — com Dante, o caçador de demónios de casaco vermelho e espada desmesuradamente grande, como um dos personagens mais reconhecíveis da cultura de videojogos das últimas décadas. A adaptação de Shankar tem tomado liberdades criativas consideráveis em relação ao material original — contexto pós-moderno, reinterpretação da natureza dos demónios — mas com resultados que tanto os fãs de longa data como os espectadores sem qualquer contexto de jogo têm apreciado. Em Abril de 2025, foi reportado que os jogos da série no Steam registaram aumentos de até vinte vezes o número habitual de jogadores após a estreia da série.

Para o leitor português que cresceu com o franchise ou que simplesmente quer perceber porque é que toda a gente está a falar de um caçador de demónios animado, amanhã é o dia. As oito primeiras temporadas estão disponíveis no Netflix para contexto.

Steve Coogan conta como entrou no “White Lotus” — e o que Mike White reescreveu do zero depois de Helena Bonham Carter sair

Steve Coogan revelou ao Deadline que Mike White reescreveu “do zero” a personagem que Helena Bonham Carter ia interpretar na quarta temporada de The White Lotus quando a actriz saiu do projecto. É a primeira vez que alguém envolvido na produção fala abertamente sobre o processo — e o que Coogan descreve é tão revelador sobre a forma de trabalhar de White como sobre os bastidores da série mais comentada do momento.

Bonham Carter estava anunciada em Janeiro como parte do elenco principal e saiu nove dias depois de as câmaras começarem a rodar, em Abril. A HBO confirmou na altura que “a personagem que Mike White criou para ela não se alinhava uma vez em set” — uma formulação que dizia tudo e nada ao mesmo tempo. Coogan, que entrou em substituição, clarifica agora o que aconteceu na prática: White não adaptou a personagem de Bonham Carter para o novo actor. Criou uma personagem completamente diferente, construída especificamente para Coogan e para o que White conhece do seu trabalho. “O Mike é um escritor extraordinário. Quando decidiu reescrever, fê-lo como se estivesse a começar do zero — porque estava”, disse Coogan ao Deadline.

A relação entre Coogan e White tem uma lógica própria que torna a substituição menos surpreendente do que parece. White criou Enlightened para Laura Dern — outra actriz que entrou em substituição de emergência nesta temporada, depois da saída de Bonham Carter — e How Are You? It’s Alan (Partridge) para Coogan, que está nomeado ao BAFTA de Televisão de hoje precisamente por esse papel. Os dois conhecem-se bem o suficiente para que a reescrita tenha sido uma conversa, não uma adaptação.

A quarta temporada de The White Lotus, ambientada em Cannes durante o festival de cinema, tem no elenco Vincent Cassel, Laura Dern, Rosie Perez, Kumail Nanjiani, Heather Graham, Max Greenfield, Frida Gustavsson e Nadia Tereszkiewicz, entre outros. As rodagens decorrem actualmente na Riviera Francesa. A estreia está prevista para 2027.

IndieLisboa 2026: os vencedores, o cinema português que ganhou e o que ainda pode ser visto esta semana

A 23.ª edição do IndieLisboa encerrou ontem à noite no Pequeno Auditório da Culturgest com a entrega dos prémios que coroam onze dias de cinema independente em Lisboa. A boa notícia para quem não acompanhou o festival — ou para quem quer voltar a ver o que ganhou — é que os filmes premiados regressam ao Cinema Ideal esta semana, com sessões de domingo a terça-feira.

O Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa, dotado de 15 mil euros, foi para Barrio Triste de Stillz — um realizador que chega ao IndieLisboa com um filme que, nas palavras do júri, “não se contém em provocar-nos emoções fortes e despoletar raiva, porém há momentos de luz e esperança que nos ligam profundamente à vida daqueles protagonistas”. A menção especial da Competição Internacional foi para Bouchra, de Orian Barki e Meriem Bennani, elogiado pela “frescura” e pela “reconstrução original e evocativa da relação entre uma filha e a sua mãe”. Ambos podem ser vistos amanhã, segunda-feira, no Cinema Ideal — Barrio Triste às 21h30, os filmes de curtas premiadas às 19h30.

Na Competição Nacional, o destaque vai para dois nomes do cinema português que merecem atenção. Cochena de Diogo Allen ganhou o Prémio TVCine para Melhor Longa-Metragem Nacional — dotado de 5 mil euros — com um retrato de comunidade que o júri descreveu como “uma celebração sentida que destaca o calor dos laços familiares e sociais de uma forma profundamente humanista e cinematográfica”. O mesmo filme levou ainda o Prémio Universidades. João Nicolau, por sua vez, ganhou o Prémio de Melhor Realização por A Providência e a Guitarra — o filme com Salvador Sobral que abriu o Festival de Roterdão e que chega ao IndieLisboa com um júri a elogiar “uma abordagem essencial à condição de artista, com um humor inteligente e uma construção narrativa audaciosa e distintiva”. Cochena e as curtas nacionais premiadas podem ser vistas na terça-feira, 12 de Maio, no Cinema Ideal — curtas às 19h30, longa às 21h30.

Na secção Silvestre, My Wife Cries de Angela Schanelec — a realizadora alemã de I Was at Home, But — ganhou o prémio de Melhor Longa-Metragem com uma descrição do júri que capta bem o seu cinema: “à primeira vista parece reservado, deliberadamente distanciado, mas gradualmente revela profundidade e complexidade emocional”. O prémio de curta da mesma secção foi para Lover, Lovers, Loving, Love de Jodie Mack. Nos Novíssimos — a secção dedicada às primeiras obras do cinema português — venceu Abril de Helena, de Maria Moreira e Victor Hugo Oliveira, descrito como um filme sobre “algo que deveria ser dado como garantido, mas que não é: o amor de uma mãe pela filha”. A mesma obra ganhou ainda o Prémio MUTIM, que distingue a curta que melhor contribui para um imaginário cinematográfico não estereotipado.

O IndieLisboa encerra oficialmente esta segunda-feira, 12 de Maio, com a sessão de The History of Concrete de John Wilson na terça-feira à noite no Cinema Ideal às 21h30 — o documentário sobre betão que começou num workshop da Hallmark e acabou num dos títulos mais aguardados do encerramento. Uma boa forma de fechar um festival que, edição após edição, continua a ser o espaço mais importante do cinema independente em Portugal.

“A Quiet Place Part III” começou a rodar em Nova Iorque — e Michael Sarnoski está de volta

Michael Sarnoski confirmou esta semana nas redes sociais que as rodagens de A Quiet Place Part III arrancaram em Nova Iorque — com uma publicação simples que dizia apenas “Here we go!” e uma fotografia de uma rua de Manhattan em silêncio. Para os fãs da franchise de terror da Paramount, foi suficiente.

Sarnoski realizou A Quiet Place: Dia Um — a prequel lançada em Junho de 2024 que fez 261 milhões de dólares globalmente e foi recebida como a melhor entrada da franchise desde o original de John Krasinski. A sua abordagem ao universo — centrada em personagens novos em vez de continuar directamente a história de Evelyn e Marcus Abbott — provou ser a fórmula certa para revitalizar uma série que parecia ter chegado ao limite criativo com A Quiet Place Part II. A Paramount apostou nele para o terceiro filme, e Sarnoski aceitou.

Os detalhes do argumento estão completamente guardados — nem o elenco foi confirmado, nem a trama foi revelada. O que se sabe é que as rodagens decorrem em Nova Iorque, o que sugere um regresso ao ambiente urbano de Dia Um em vez do ambiente rural dos dois primeiros filmes. A data de estreia está prevista para 2027. Para uma franchise que assenta precisamente no que não se diz, é uma quantidade de informação perfeitamente adequada.

Joan Collins tem 92 anos, está a tomar aulas de dança — e quer ir a Cannes mostrar o seu filme
O Diabo Veste Prada 2” voltou a ganhar — e “Mortal Kombat II” ficou logo atrás num fim-de-semana que diz muito
Adolescence” varreu os BAFTA de Televisão — e completou uma temporada de prémios sem precedentes

Joan Collins tem 92 anos, está a tomar aulas de dança — e quer ir a Cannes mostrar o seu filme

Há uma determinação específica que só certos actores têm — a recusa absoluta em deixar de fazer cinema apenas porque o mundo lhes diz que já fizeram o suficiente. Joan Collins, 92 anos, é um caso de estudo nessa determinação. Em declarações ao Deadline esta semana, a actriz britânica revelou que está a tomar aulas de dança para estar em forma para o tapete vermelho de Cannes — onde quer apresentar My Duchess, o projecto que tem desenvolvido há anos e que finalmente parece estar a tomar forma.

My Duchess é descrito como um drama de época centrado numa duquesa britânica — um papel à medida de Collins, que passou décadas a construir uma persona de elegância aristocrática que começa em Dynasty e nunca parou. O projecto tem enfrentado os obstáculos habituais do cinema independente britânico: financiamento intermitente, mudanças de elenco, datas que se deslocam. Mas Collins não desistiu — e as aulas de dança são, segundo ela, parte de uma preparação física que leva com a seriedade que sempre dedicou ao ofício.

Cannes é o sítio certo para apresentar My Duchess. O festival tem uma relação de longa data com os actores que recusam envelhecer discretamente — Jeanne Moreau foi lá até ao fim, Catherine Deneuve continua a aparecer com uma presença que define o tapete vermelho, e Sophia Loren fez uma aparição em 2021 que toda a gente que estava na sala se lembra. Joan Collins na Croisette com o seu próprio filme, aos 92 anos, depois de aulas de dança, é exactamente o tipo de momento que Cannes existe para criar.

“Legends” estreia hoje no Netflix: Steve Coogan lidera a série britânica de crime mais aguardada do mês
“Criaturas Extremamente Inteligentes” estreia hoje no Netflix: Sally Field, um polvo mal-humorado e lágrimas garantidas
Mark Ruffalo e Cooper Raiff em “Hal & Harper”: a minissérie do Sundance que estreia hoje no IndieLisboa antes de chegar ao TVCine

“O Diabo Veste Prada 2” voltou a ganhar — e “Mortal Kombat II” ficou logo atrás num fim-de-semana que diz muito

O Diabo Veste Prada 2 ultrapassou o Mortal Kombat II na bilheteira americana deste fim-de-semana, com 41 milhões de dólares contra aproximadamente 40 milhões do filme de luta. Uma diferença mínima que esconde uma história muito mais interessante do que os números sugerem.

Miranda Priestly e Sub-Zero na mesma semana, a lutar pelo mesmo público, com resultados quase idênticos. É um empate que não era esperado por ninguém: Mortal Kombat II tinha a força de uma franchise de videojogo com décadas de fãs dedicados e um orçamento de efeitos especiais considerável; O Diabo Veste Prada 2 tinha a nostalgia, o elenco e a Meryl Streep. Na prática, o público americano dividiu-se exactamente ao meio — o que é, em si mesmo, uma declaração sobre o estado do cinema de entretenimento em 2026.

O contexto da segunda semana de O Diabo Veste Prada 2 é particularmente relevante: a queda entre o primeiro e o segundo fim-de-semana foi de apenas 47%, um número baixo para um blockbuster e que indica word-of-mouth positivo — as pessoas estão a recomendar o filme aos seus círculos, e esses círculos estão a ir. O total acumulado nos EUA está nos 118 milhões ao fim de dois fins-de-semana. Em paralelo, Michael — o biopic de Michael Jackson — atingiu esta semana os 570 milhões de dólares acumulados globalmente desde a sua estreia, consolidando-se como um dos maiores sucessos do ano. Para Portugal, onde O Diabo Veste Prada 2 está em cartaz desde a semana passada, os números nacionais não foram ainda divulgados — mas o desempenho europeu do primeiro fim-de-semana sugere que o mercado ibérico correspondeu às expectativas.

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BAFTA de Televisão 2026: “Adolescence” fez história com seis prémios — e a noite teve duas surpresas que ninguém esperava

Quando a cerimónia terminou no Royal Festival Hall em Londres, o número estava lá: seis BAFTA para Adolescence na totalidade da noite — quatro nos Television Awards e dois nos Television Craft Awards realizados há duas semanas. É o maior número de prémios conquistados por uma série numa única edição dos BAFTA de Televisão, superando o recorde anterior de Chernobyl, que tinha ganho nove prémios em 2020 mas distribuídos entre as duas cerimónias com um peso diferente. Para uma série de quatro episódios sobre um rapaz de 13 anos e o que a internet lhe fez, é um resultado que diz tudo sobre o impacto que Adolescence teve no ano televisivo britânico.

Os quatro prémios desta noite foram Melhor Actor Principal para Stephen Graham — o seu primeiro BAFTA individual, numa carreira de décadas de trabalho excepcional —, Melhor Actriz de Apoio para Christine Tremarco, Melhor Actor de Apoio para Owen Cooper e Melhor Série Limitada. Cooper, que com 16 anos se tornou no actor mais jovem a ganhar o prémio de Actor de Apoio na história dos BAFTA, citou John Lennon no discurso de aceitação: “Só precisas de três coisas para ter sucesso: uma obsessão, um sonho — e os Beatles.” Tremarco, visivelmente emocionada, disse: “Sinto-me tão honrada por fazer parte de Adolescence. Carrego este BAFTA alto. Para Hannah Walters e Stephen Graham — obrigada por acreditarem em mim.”

A noite teve duas surpresas genuínas. A primeira foi Narges Rashidi ganhar Melhor Actriz Principal por Prisoner 951, uma série da BBC sobre uma mulher iraniana presa pelo regime — batendo Aimee Lou Wood, Erin Doherty, Jodie Whittaker, Sheridan Smith e Siân Brooke numa das categorias mais competitivas da noite. É o seu primeiro BAFTA. A segunda foi The Studio da Apple TV+ ganhar Melhor Série Internacional, numa categoria que tinha The Bear, Severance, The White Lotus e The Diplomat como favoritos. Seth Rogen, que recolheu o prémio, brincou que “é bom ganhar dramas com uma comédia” e prestou homenagem a Catherine O’Hara, co-estrela da série que faleceu em Janeiro.

Fora de Adolescence, Code of Silence da ITV e BritBox — com Rose Ayling-Ellis no primeiro papel de protagonista, como uma mulher surda cujas competências de leitura labial a levam a ser recrutada pela polícia — ganhou Melhor Série Dramática, a maior surpresa da noite numa categoria que tinha A Thousand Blows, Blue Lights e This City Is Ours. The Celebrity Traitors ganhou Melhor Reality e o Prémio do Momento Memorável votado pelo público — Alan Carr a ganhar o programa, segundo os telespectadores britânicos, foi o momento televisivo mais marcante de 2025. Last One Laughing do Prime Video ganhou Melhor Entretenimento e Melhor Performance de Entretenimento para Bob Mortimer.

O BAFTA Fellowship foi entregue a Dame Mary Berry por Mel Giedroyc e Sue Perkins — uma reunião do trio do Great British Bake Off que o público recebeu com evidente emoção. O Television Special Award foi para Martin Lewis CBE, apresentado pelo seu amigo Richard Osman. Greg Davies, que apresentou a cerimónia, foi excelente — seco, preciso, sem exageros. A observação de que “uma pesquisa rápida de IA” lhe revelou que a televisão começou quando David Attenborough “abraçou um macaco pela primeira vez” — dita enquanto a BAFTA celebrava o centenário do naturalista — foi o melhor momento de humor da noite.

CategoriaVencedor
Melhor Actor PrincipalStephen Graham — Adolescence
Melhor Actriz PrincipalNarges Rashidi — Prisoner 951
Melhor Actor de ApoioOwen Cooper — Adolescence
Melhor Actriz de ApoioChristine Tremarco — Adolescence
Melhor Actor em ComédiaSteve Coogan — How Are You? It’s Alan (Partridge)
Melhor Actriz em ComédiaKatherine Parkinson — Here We Go
Melhor Série LimitadaAdolescence
Melhor Série DramáticaCode of Silence
Melhor Comédia EscritaAmandaland
Melhor Série InternacionalThe Studio
Melhor RealityThe Celebrity Traitors
Melhor EntretenimentoLast One Laughing
Melhor Performance de EntretenimentoBob Mortimer — Last One Laughing
Melhor SoapEastEnders
Melhor DaytimeScam Interceptors
Melhor Cobertura DesportivaUEFA Women’s Euro 2025
Melhor Evento em DirectoVE Day 80: A Celebration to Remember
Melhor Factual EntertainmentGo Back to Where You Came From
Melhor Série FactualSee No Evil
Melhor DocumentárioGrenfell: Uncovered
Momento Memorável (voto público)The Celebrity Traitors — Alan Carr a ganhar
BAFTA FellowshipDame Mary Berry
BAFTA Television Special AwardMartin Lewis CBE

Adolescence está disponível no Netflix em Portugal. Para quem ainda não viu — e para quem quer revisitar depois desta noite — nunca houve melhor altura.

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