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Hollywood não vai ter greve: SAG-AFTRA fechou acordo de quatro anos com os estúdios — e a IA foi a batalha central

Ninguém em Hollywood queria repetir 2023. As greves simultâneas da WGA e da SAG-AFTRA que paralisaram a indústria durante meses deixaram marcas que ainda se sentem — séries atrasadas, filmes reconfigurados, carreiras interrompidas. Essa memória colectiva esteve presente em todas as reuniões dos últimos meses e ajuda a explicar a velocidade com que o acordo chegou: ontem, 2 de Maio, a SAG-AFTRA e a Alliance of Motion Picture and Television Producers confirmaram um acordo provisório que garante paz laboral até 2030.

É um contrato de quatro anos — um ano a mais do que o habitual, à semelhança do que a WGA aceitou em Abril — com reforço significativo do fundo de pensões do sindicato e um conjunto de protecções específicas contra o uso da inteligência artificial. Estes últimos foram a pedra angular das negociações: Duncan Crabtree-Ireland, director executivo da SAG-AFTRA, deixou claro desde o início que não aceitaria um contrato mais longo sem garantias concretas sobre IA. Os detalhes exactos só serão divulgados após a aprovação pelo conselho nacional do sindicato, que se reúne nos próximos dias — mas as fontes próximas das negociações descrevem um acordo que vai além das protecções de 2023 em matéria de réplicas digitais e uso de imagem sem consentimento.

O contexto é relevante: as negociações começaram a 9 de Fevereiro, foram interrompidas em Março para dar prioridade à WGA, e retomadas a 27 de Abril. Cinco dias depois, estava feito. A diferença em relação a 2023, segundo os próprios negociadores, foi a postura da AMPTP: “As empresas vieram prontas para negociar desde o primeiro dia”, disse um dos envolvidos ao Deadline. “Em ciclos anteriores havia semanas em que não se avançava nada.”

Fica por resolver o acordo com a Directors Guild of America, cujas negociações arrancam a 11 de Maio, lideradas por Christopher Nolan enquanto presidente da DGA. A guild dos realizadores tem um historial de negociações mais tranquilas — só foi a greve uma vez, em 1987, durante três horas — mas o facto de os três grandes contratos expirarem em simultâneo dá a Nolan uma alavancagem que os seus antecessores raramente tiveram.

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