Colin Farrell nasceu a 31 de Maio de 1976 em Castleknock, Dublin. Faz hoje 50 anos. É um dos actores mais versáteis da sua geração — e a sua trajectória é das mais invulgares do cinema contemporâneo: da má reputação de sex symbol problemático dos anos 2000 ao estatuto de actor de culto dos anos 2020, passando por uma sobriedade que assumiu publicamente e que mudou a forma como trabalha e como é percepcionado pela indústria.
O currículo de Farrell nos últimos dez anos é difícil de igualar: The Lobster de Yorgos Lanthimos, The Killing of a Sacred Deer do mesmo realizador, Widows de Steve McQueen, Animais Fantásticos, The Batman como o Pinguim — a melhor caracterização do filme — e The Banshees of Inisherin de Martin McDonagh, que lhe valeu o Óscar de Melhor Actor em 2023. Esta semana está em Cannes… não, isso foi Sebastian Stan. Farrell está em Los Angeles a celebrar o aniversário discretamente — o que é inteiramente consistente com a pessoa em que se tornou.
Há um detalhe que resume bem a trajectória: quando foi nomeado ao Óscar por The Banshees of Inisherin, vários analistas notaram que era o mesmo actor que em 2004 tinha protagonizado Alexander de Oliver Stone — um dos maiores fracassos críticos e comerciais da história do cinema de estúdio. Vinte anos separam esses dois momentos. O que aconteceu no meio é uma história sobre trabalho, escolhas e a capacidade de recomeçar. Bom aniversário, Colin.



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