“Toy Story 5” tem trailer final — Woody está de volta, Bad Bunny é uma pizza com óculos de sol e a tecnologia é o vilão

O trailer final de Toy Story 5 confirmou o regresso de Woody e apresentou o conflito central do filme: os brinquedos de Bonnie enfrentam Lilypad, um tablet inteligente em forma de rã que chega com as suas próprias ideias sobre o que é melhor para a criança. Tom Hanks é novamente Woody, Tim Allen é Buzz Lightyear, Joan Cusack é Jessie e Tony Hale regressa como Forky.

Andrew Stanton — o realizador de WALL-E e Finding Nemo — dirige o filme, com Randy Newman a regressar para a quinta vez a compor a banda sonora. As novidades do elenco são tão diversas quanto inesperadas: Bad Bunny junta-se ao elenco como “Pizza with Sunglasses” — um brinquedo esquecido que vive num abrigo abandonado no jardim — e Alan Cumming empresta a voz a Evil Bullseye, o alter ego de brincadeira do cavalo de Woody. Conan O’Brien dá voz a Smarty Pants, um gadget de treino de casa de banho. 

O tema central do filme é a competição entre os brinquedos clássicos e os dispositivos digitais pela atenção de Bonnie — uma questão que qualquer pai reconhece imediatamente e que a Pixar usa como motor narrativo. É exactamente o tipo de premissa que funciona em simultâneo para as crianças que vivem o conflito e para os adultos que o observam. Toy Story 5estreia exclusivamente nos cinemas a 19 de Junho de 2026. Em Portugal na mesma data. 

Colin Farrell faz 50 anos hoje — e tem o melhor currículo da sua geração

“Michael Jackson: The Verdict” estreia quarta-feira no Netflix — o documentário que a família não quis

Anne Hathaway e Ewan McGregor fogem de dinossauros em pleno bairro suburbano — o trailer de “O Fim da Rua” saiu hoje

Colin Farrell faz 50 anos hoje — e tem o melhor currículo da sua geração

Colin Farrell nasceu a 31 de Maio de 1976 em Castleknock, Dublin. Faz hoje 50 anos. É um dos actores mais versáteis da sua geração — e a sua trajectória é das mais invulgares do cinema contemporâneo: da má reputação de sex symbol problemático dos anos 2000 ao estatuto de actor de culto dos anos 2020, passando por uma sobriedade que assumiu publicamente e que mudou a forma como trabalha e como é percepcionado pela indústria.

O currículo de Farrell nos últimos dez anos é difícil de igualar: The Lobster de Yorgos Lanthimos, The Killing of a Sacred Deer do mesmo realizador, Widows de Steve McQueen, Animais FantásticosThe Batman como o Pinguim — a melhor caracterização do filme — e The Banshees of Inisherin de Martin McDonagh, que lhe valeu o Óscar de Melhor Actor em 2023. Esta semana está em Cannes… não, isso foi Sebastian Stan. Farrell está em Los Angeles a celebrar o aniversário discretamente — o que é inteiramente consistente com a pessoa em que se tornou.

Há um detalhe que resume bem a trajectória: quando foi nomeado ao Óscar por The Banshees of Inisherin, vários analistas notaram que era o mesmo actor que em 2004 tinha protagonizado Alexander de Oliver Stone — um dos maiores fracassos críticos e comerciais da história do cinema de estúdio. Vinte anos separam esses dois momentos. O que aconteceu no meio é uma história sobre trabalho, escolhas e a capacidade de recomeçar. Bom aniversário, Colin.

“Michael Jackson: The Verdict” estreia quarta-feira no Netflix — o documentário que a família não quis

Anne Hathaway e Ewan McGregor fogem de dinossauros em pleno bairro suburbano — o trailer de “O Fim da Rua” saiu hoje

“Inaptos Para Trabalho” estreia amanhã no Disney+ — Mindy Kaling de volta com cinco jovens profissionais em Manhattan

“Michael Jackson: The Verdict” estreia quarta-feira no Netflix — o documentário que a família não quis

Michael Jackson: The Verdict estreia a 3 de Junho no Netflix. É o documentário sobre o único julgamento que Michael Jackson enfrentou em tribunal — o processo de 2005, onde foi acusado de abuso de menores pelo então adolescente Gavin Arvizo, e do qual saiu absolvido de todas as catorze acusações. 

O timing não é coincidência. O biopic Michael de Antoine Fuqua — com Jaafar Jackson no papel do pai — está nos cinemas há mais de um mês e já ultrapassou os 700 milhões de dólares globalmente. O Netflix aproveitou o momento para lançar um documentário que conta a história do outro lado: não a versão da família, não a versão de Hollywood, mas o processo judicial em si — os advogados, as testemunhas, as gravações, as cartas. É produzido sem a participação ou aprovação do estate de Michael Jackson.

Para quem viu o biopic e ficou com perguntas — e são muitas, dada a forma como o filme trata o período mais controverso da vida de Jackson — o documentário é o complemento natural. Para quem nunca aprofundou o assunto, é um ponto de entrada diferente e mais incómodo do que qualquer biopic poderia ser. A 3 de Junho no Netflix em Portugal.

Anne Hathaway e Ewan McGregor fogem de dinossauros em pleno bairro suburbano — o trailer de “O Fim da Rua” saiu hoje

“Inaptos Para Trabalho” estreia amanhã no Disney+ — Mindy Kaling de volta com cinco jovens profissionais em Manhattan

“Baleia Assassina” estreia a 10 de Junho — uma orca em cativeiro, uma lagoa sem saída e três amigos em pânico

Anne Hathaway e Ewan McGregor fogem de dinossauros em pleno bairro suburbano — o trailer de “O Fim da Rua” saiu hoje

David Robert Mitchell realizou It Follows em 2014 — um dos filmes de terror mais criativos da última década, onde uma maldição se transmite como uma doença sexualmente transmissível e persegue as vítimas a passo de caminhada. A sua inspiração para The End of Oak Street foi igualmente directa: “Há uns anos estava a andar pelo bairro em Michigan e passou-me pela cabeça: ‘Seria muito interessante se houvesse um dinossauro ali mesmo.’ E a partir daí começou tudo.” 

O trailer, ao som de “My Life” de Billy Joel, mostra Anne Hathaway e Ewan McGregor como um casal suburbano que descobre que a sua rua foi misteriosamente transportada para um lugar com dinossauros vivos. A família Platt — completada pelos filhos Maisy Stella e Christian Convery — descobre que a sua sobrevivência depende de ficarem juntos enquanto navegam numa realidade irreconhecível. O filme é produzido por J.J. Abrams e a música é de Michael Giacchino. 

Mitchell tem uma capacidade específica de usar premissas absurdas para falar de algo mais profundo — o medo em It Follows era sobre a transmissão inevitável da trauma; os dinossauros em The End of Oak Street são, pelos vistos, sobre o que acontece a uma família quando o mundo que conhece desaparece. O SlashFilm descreve o filme como “um throwback no melhor sentido da palavra” que evoca Spielberg sem o imitar — e a imagem de Anne Hathaway a disparar uma carabina contra um carnívoro faz exactamente o que um bom trailer deve fazer. 

The End of Oak Street estreia internacional nos cinemas e IMAX a 14 de Agosto de 2026. 

“Inaptos Para Trabalho” estreia amanhã no Disney+ — Mindy Kaling de volta com cinco jovens profissionais em Manhattan

“Baleia Assassina” estreia a 10 de Junho — uma orca em cativeiro, uma lagoa sem saída e três amigos em pânico

Canal NOS dedica Junho ao melhor cinema do mundo — de Manoel de Oliveira a Kurosawa, de Fellini a Wong Kar Wai

“Inaptos Para Trabalho” estreia amanhã no Disney+ — Mindy Kaling de volta com cinco jovens profissionais em Manhattan

Mindy Kaling tem um talento específico que poucas criadoras de televisão têm: consegue fazer comédias sobre trabalho que são genuinamente sobre outra coisa. The Mindy Project era sobre amor e identidade disfarçado de comédia de consultório. The Sex Lives of College Girls era sobre classe social e pertença disfarçado de comédia universitária. Inaptos Para Trabalho — que estreia amanhã, 2 de Junho, no Disney+ em Portugal com três episódios — é sobre a geração que cresceu a acreditar que o sucesso profissional era o único destino possível e que agora está a descobrir que isso não chega.

A série segue cinco jovens profissionais na casa dos vinte anos, obcecados com o trabalho, que vivem em Murray Hill — o bairro de Manhattan onde os recém-formados das melhores universidades americanas se instalam quando chegam a Nova Iorque com ambições e pouco dinheiro. Ella Hunt interpreta AJ Pascarelli, analista de primeiro ano num banco de investimento que se prepara para trabalhar declarando um “dia alpha” inspirado em O Lobo de Wall Street. Avantika Vandanapu é Abby Chilukuri; Will Angus, Jack Martin e Nicholas Duvernay completam o quinteto central. Jay Ellis — o Lawrence de Insecure — é o chefe intimidante que os convoca para reuniões que ninguém quer ter. 

O showrunner é Charlie Grandy, que trabalhou com Kaling em The Sex Lives of College Girls e em The Mindy Project. Entre os convidados recorrentes estão Victor Garber, Constance Wu e Ego Nwodim. São oito episódios no total — três amanhã, dois por semana nas terças-feiras seguintes, com final a 23 de Junho. 

É o tipo de série que Kaling faz bem: ritmo acelerado, personagens com camadas por baixo da superfície cómica, e uma capacidade de falar sobre raça, género e classe sem nunca parecer que está a dar uma aula. Em Portugal, disponível no Disney+ a partir de amanhã.

“Baleia Assassina” estreia a 10 de Junho — uma orca em cativeiro, uma lagoa sem saída e três amigos em pânico

O subgénero do terror aquático tem uma história longa e uma fórmula que raramente falha quando bem executada: colocar personagens simpáticas em água, acrescentar um predador e retirar todas as saídas. Baleia Assassina chega a 10 de Junho às salas portuguesas com uma variação inteligente dessa fórmula — não é um tubarão, é uma orca, e o que a torna mais perturbadora é a história por detrás do animal.

Maddie sonhava ser violoncelista antes de um assalto trágico lhe tirar a audição permanentemente e a vida ao amigo Chad, que morreu a protegê-la. Um ano depois, a amiga Trish leva-a à Tailândia numa tentativa de reconstrução — e aproveita para visitar Ceto, uma orca em cativeiro numa instalação local. Acompanhadas pelo amigo Josh, entram às escondidas durante a noite. Na manhã seguinte, ao nadarem numa lagoa isolada nas proximidades, percebem que não estão sozinhos.

A realizadora Jo-Anne Brechin apostou numa abordagem visual que coloca o espectador dentro da água com as personagens — câmara subaquática, ângulos que retiram perspectiva e orientação, a sensação de que o predador pode vir de qualquer direcção. A premissa da perda auditiva de Maddie não é apenas caracterização: é um elemento narrativo que o filme usa para criar sequências de tensão específicas — uma personagem que não ouve os sons que normalmente avisam do perigo tem uma vulnerabilidade diferente da habitual.

O contexto da orca em cativeiro dá ao filme uma camada que As Fauces do Mar ou 47 Metros não têm: Ceto não é um predador selvagem numa situação natural — é um animal que foi capturado, confinado e que pode ter razões próprias para o que faz. É uma ambiguidade que os melhores filmes do género exploram bem. A 10 de Junho nas salas portuguesas, com distribuição NOS Audiovisuais.

“Tudo o Que Nunca Fomos” estreia amanhã — Margarida Corceiro e Maxi Iglesias na adaptação do fenómeno literário de Alice Kellen

“Boston Blue” estreia quarta-feira no TVCine — Donnie Wahlberg sai de Nova Iorque e leva Danny Reagan para Boston

Hugh Jackman é Robin Hood — e a A24 quer provar que “ele não era um herói”

Canal NOS dedica Junho ao melhor cinema do mundo — de Manoel de Oliveira a Kurosawa, de Fellini a Wong Kar Wai

Durante trinta dias, o Canal NOS transforma-se numa cinemateca. De 1 a 30 de Junho, o especial Realizadores Sem Fronteiras by TVCine Edition — disponível em exclusivo na posição 83 da grelha NOS — apresenta mais de cem filmes com curadoria dos Canais TVCine, numa viagem que começa em Portugal e percorre mais de vinte países até chegar ao continente americano. Estreias garantidas todos os dias a partir das 17h.

A programação arranca com o cinema português — António Pedro Vasconcelos, Manoel de Oliveira, Marco Martins, Tiago Guedes, Rita Azevedo Gomes, João Canijo e João César Monteiro como primeiros anfitriões. É uma escolha editorial que faz sentido: começar em casa antes de partir. E a partir daí a viagem é das que ficam.

Os nomes que se seguem são o equivalente cinematográfico de um itinerário impossível de recusar: Ozu e Mizoguchi no Japão, Tarkovsky e Eisenstein na Rússia, Fellini e Visconti em Itália, Bergman na Suécia, Kurosawa de regresso ao Japão, Fassbinder na Alemanha, Buñuel entre Espanha e México, Satyajit Ray na Índia, Rohmer e Varda e Demy e Godard em França, Cassavetes nos Estados Unidos, Coppola a fechar o percurso americano — e Wong Kar Wai a encerrar a viagem com a melancolia específica de Hong Kong que só ele consegue filmar. São os realizadores que definiram o que o cinema pode ser quando não se rende às expectativas comerciais — e que continuam a ser referência para toda a gente que faz filmes hoje.

O especial tem uma segunda vida garantida: a partir de Julho, os filmes migram para o TVCine+ e integram uma nova colecção de mais de trezentos clássicos que reforça o catálogo do serviço de streaming. Para quem tiver Canal NOS, Junho é o mês de não perder o que passa às 17h. Para quem subscrever o TVCine+, o arquivo fica disponível de forma permanente.

“Tudo o Que Nunca Fomos” estreia amanhã — Margarida Corceiro e Maxi Iglesias na adaptação do fenómeno literário de Alice Kellen

“Boston Blue” estreia quarta-feira no TVCine — Donnie Wahlberg sai de Nova Iorque e leva Danny Reagan para Boston

“The Rookie” regressa na terça-feira com Nathan Fillion em Praga — e a oitava temporada é a mais ambiciosa de sempre

“Tudo o Que Nunca Fomos” estreia amanhã — Margarida Corceiro e Maxi Iglesias na adaptação do fenómeno literário de Alice Kellen

Alice Kellen é um fenómeno. A autora espanhola — cujos romances de ficção contemporânea acumulam milhões de leitores em Portugal, Espanha e América Latina — tem uma base de fãs que raramente existe para literatura de língua não inglesa: devotos, organizados, prontos a ir ao cinema ver uma adaptação do livro que lhes mudou algo. Tudo o Que Nunca Fomos chega amanhã, 3 de Junho, às salas portuguesas com exactamente esse público à espera — e com um elenco que foi escolhido a pensar nele.

A história segue Leah, uma jovem pintora que tenta lidar com a morte dos pais e com a dor que a afastou de si própria. Quando o irmão parte para longe, pede ao seu melhor amigo Axel que fique a tomar conta dela. O que nenhum dos dois imagina é que existe entre eles uma ligação antiga e silenciosa que pode mudar tudo. É o romance de Alice Kellen no seu estado mais reconhecível — amor que demora a reconhecer-se, personagens marcadas por perdas que não sabem ainda como carregar, e uma intensidade emocional que os leitores da autora conhecem bem.

Margarida Corceiro é Leah — a actriz portuguesa que tem construído um percurso cada vez mais sólido entre a ficção nacional e a projecção internacional, e que neste papel tem a oportunidade de mostrar um registo mais contido e mais vulnerável do que os papéis que a tornaram conhecida. Maxi Iglesias é Axel — o actor espanhol de Punto Nemo e de vários projectos de grande audiência ibérica que traz ao papel a presença e a credibilidade que um personagem desta natureza exige. A realização é de Jorge Alonso. A distribuição é da Cinemundo.

A estreia é amanhã, 3 de Junho, nas salas portuguesas.

“The Rookie” regressa na terça-feira com Nathan Fillion em Praga — e a oitava temporada é a mais ambiciosa de sempre
Hugh Jackman é Robin Hood — e a A24 quer provar que “ele não era um herói”
“Boston Blue” estreia quarta-feira no TVCine — Donnie Wahlberg sai de Nova Iorque e leva Danny Reagan para Boston

“Boston Blue” estreia quarta-feira no TVCine — Donnie Wahlberg sai de Nova Iorque e leva Danny Reagan para Boston

Blue Bloods terminou em 2024 após catorze temporadas — uma das séries policiais mais longas e mais fiéis da televisão americana, construída em torno da família Reagan e da sua relação geracional com a polícia de Nova Iorque. Danny Reagan, o detetive impetuoso e eficaz interpretado por Donnie Wahlberg, era um dos seus pilares. Boston Blue, que estreia quarta-feira, 3 de Junho, às 22h10, em exclusivo no TVCine Emotion e TVCine+, é a continuação da história dessa personagem — desta vez em Boston.

A premissa é simples e eficaz: Danny Reagan aceita um cargo no Departamento de Polícia de Boston e é imediatamente emparelhado com a detetive Lena Silver (Sonequa Martin-Green, conhecida de The Walking Dead e de Star Trek: Discovery). O primeiro caso que os une — um incêndio mortal numa empresa de tecnologia que começa por parecer um acidente e revela progressivamente uma rede de interesses ocultos e ligações inesperadas — serve de motor para a dinâmica central da série: dois detetives com métodos e personalidades opostos que têm de aprender a trabalhar juntos.

É uma fórmula que a televisão policial americana domina há décadas — e que funciona quando o elenco tem química suficiente para tornar o atrito credível. Wahlberg tem catorze temporadas de Danny Reagan no currículo; Martin-Green tem a autoridade e a presença que The Walking Dead lhe deu. Os criadores Brandon Margolis e Brandon Sonnier — que já trabalharam em Blue Bloods — conhecem a personagem de Wahlberg melhor do que ninguém e constroem a transição para Boston com a continuidade narrativa que os fãs da série original vão reconhecer e apreciar. O elenco inclui ainda Marcus Scribner, Maggie Lawson e Mika Amonsen.

Quarta-feira, 3 de Junho, às 22h10, TVCine Emotion e TVCine+. Novos episódios todas as quartas-feiras.

“The Rookie” regressa na terça-feira com Nathan Fillion em Praga — e a oitava temporada é a mais ambiciosa de sempre
Hugh Jackman é Robin Hood — e a A24 quer provar que “ele não era um herói”
Martin Scorsese abriu-se sobre a vida num documentário da Apple TV+ — e foi Daniel Day-Lewis quem convenceu

Hugh Jackman é Robin Hood — e a A24 quer provar que “ele não era um herói”

A tagline é “He Was No Hero” — e é uma declaração de intenções que diz tudo sobre o que Michael Sarnoski está a fazer com A Morte de Robin Hood. O realizador de Pig e A Quiet Place: Dia Um pegou numa das lendas mais românticas da literatura inglesa e devolveu-a ao seu estado mais cru: um homem que passou décadas a roubar e a matar, que chega ao fim da vida ferido e sozinho, e que se confronta com a distância entre o herói que a lenda construiu e o homem que ele foi de verdade. A A24 distribui.

Hugh Jackman interpreta um Robin Hood envelhecido que, após uma batalha brutal, se vê gravemente ferido sob os cuidados de uma mulher misteriosa interpretada por Jodie Comer. Bill Skarsgård — o Pennywise de IT — é Little John, o protégé de Robin. Murray Bartlett e Noah Jupe completam o elenco principal. É a primeira vez que Jackman e Comer partilham o ecrã — e a combinação de dois actores conhecidos pela intensidade física e emocional das suas performances sugere exactamente o tipo de dois-handers que Sarnoski domina. 

Quando questionado sobre se o filme seria essencialmente uma história de dois actores numa casa ou teria cenas de acção épicas, Sarnoski respondeu: “É um pouco das duas coisas. Tem uma versão diferente do Robin épico a que estamos habituados, e ao mesmo tempo uma história muito íntima que percorre o filme todo. Haverá um pouco para toda a gente.” É uma descrição que soa ao melhor de Pig — um filme que começou como um thriller de vingança sobre um chef que perde o porco de trufa e se revelou uma meditação sobre perda, identidade e o que resta quando se abandona tudo o que se construiu.

O filme é baseado na balada anónima do século XVII Robin Hood’s Death — um texto que a maioria das adaptações cinematográficas ignorou completamente, preferindo as histórias de jovens aventuras ao retrato do herói no fim. Sarnoski foi buscar exactamente esse material — o momento em que a lenda se confronta com a mortalidade — e construiu à sua volta um thriller histórico que a A24 está a posicionar como um dos títulos mais importantes do verão. Hugh Jackman é também produtor executivo do filme.

O filme é baseado na balada medieval anónima Robin Hood’s Death — um texto que a maioria das adaptações cinematográficas ignorou completamente, preferindo as histórias de jovens aventuras ao retrato do herói no fim. Sarnoski foi buscar exactamente esse material — o momento em que a lenda se confronta com a mortalidade — e construiu à sua volta um thriller histórico rodado na Irlanda do Norte que a A24 está a posicionar como um dos títulos mais importantes do verão. Hugh Jackman é também produtor executivo do filme. 

A 18 de Junho nos cinemas portugueses.