“Está na Hora de Queimar a Casa”: Karim Aïnouz Ataca os Super-Ricos em Rosebush Pruning

Há filmes que criticam os ricos. E depois há filmes que lhes pegam numa tesoura de poda e começam a cortar sem piedade. É esse o caso de Rosebush Pruning, a nova obra do realizador brasileiro Karim Aïnouz, que promete transformar a sátira social num verdadeiro acto de demolição moral.

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Com um elenco de luxo — Callum TurnerJamie BellRiley KeoughElle FanningPamela Anderson e Tracey Letts — o filme mergulha na intimidade tóxica de uma família americana abastada que vive numa villa em Espanha, cercada de luxo, serventes e ressentimentos.

“Pessoas são rosas. Famílias são roseiras. E roseiras precisam de poda.” É com esta metáfora ameaçadora que a narrativa se apresenta. O que se segue é um retrato cruel de privilégio, patriarcado e decadência emocional.

Uma Família Podre Até à Raiz

Inspirado livremente em Fists in the Pocket, clássico radical de Marco Bellocchio, o filme adapta a ideia de uma família disfuncional ao contexto contemporâneo. O argumento é assinado por Efthimis Filippou, colaborador habitual de Yorgos Lanthimos, o que desde logo indica o tom absurdo e mordaz da proposta.

Aqui, o pai — uma figura cega, autoritária e abusiva — surge como símbolo de um poder masculino omnipresente, sem nome próprio, quase arquetípico. À sua volta, filhos emocionalmente fracturados: um irmão aparentemente estável mas marcado pelo trauma, outros à beira da psicose, relações ambíguas, segredos enterrados e a sombra da morte da mãe.

Aïnouz descreve o projecto como parte de uma trilogia de “monstros de carne e osso” iniciada com Firebrand e continuada com Motel Destino — filmes centrados em figuras masculinas tóxicas que exercem poder com naturalidade assustadora.

Sátira Como Arma

Se a premissa é sombria, o tom é surpreendentemente cómico. A decisão de abordar temas como desigualdade extrema e masculinidade venenosa através da sátira foi, segundo o realizador, essencial para tornar o discurso acessível — e eficaz.

Nos últimos anos, vimos várias obras a desmontar o luxo obsceno das elites — de Parasitas a Triangle of Sadness ou The White Lotus. Mas Aïnouz quis ir mais longe: não apenas criticar o privilégio, mas questionar como quebrar o ciclo de violência e concentração de riqueza que se tornou quase “natural”.

A metáfora da poda não é apenas estética: implica a ideia de que, por vezes, cortar é necessário para que algo novo possa crescer.

Um Laboratório Internacional

Rodado integralmente em Espanha, o filme nasceu de um processo colaborativo intenso. O elenco ensaiou durante semanas na própria casa onde decorre a acção, criando dinâmicas familiares para além do texto. Refeições improvisadas, exercícios fora do guião, convivência constante — tudo para construir uma intimidade desconfortável, mas palpável.

A produção é também um cruzamento cultural: realizador brasileiro-argelino, argumentista grego, actores americanos e britânicos, equipa espanhola. Um verdadeiro terreno fértil para experimentação.

“Queimar a Casa”

Ao aproximar-se dos 60 anos, Aïnouz afirma não ter nada a perder. Numa indústria cada vez mais dominada por plataformas de streaming e gestão de risco, o realizador defende o regresso à ousadia do cinema dos anos 60 — uma época de ruptura formal e política.

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Rosebush Pruning surge assim como um manifesto: contra o conformismo, contra a reverência excessiva, contra a neutralidade confortável. Se o sistema está podre, talvez seja preciso incendiá-lo para reconstruir algo diferente.

E, ao que tudo indica, Aïnouz não quer apenas podar a roseira. Quer mesmo deitar abaixo a casa inteira.

Jason Statham… Roubou a Minha Bicicleta? Novo Projecto de 80 Milhões Promete Abanar o Mercado de Berlim

O título parece uma piada. Mas o orçamento não tem nada de humorístico. Jason Statham Stole My Bike é o novo projecto de acção-comédia que acaba de aterrar no European Film Market, em Berlim, e já é apontado como um dos grandes “bilhetes dourados” do evento.

Protagonizado por Jason Statham e realizado por David Leitch, o filme marca a reunião da dupla depois do sucesso comercial de Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw. As filmagens estão previstas para Maio de 2026.

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O Papel de Uma Vida… Como Ele Próprio

Os detalhes do enredo permanecem em segredo, mas há uma revelação deliciosa: Statham interpretará “a estrela global de acção Jason Statham”. Sim, trata-se de um projecto meta, assumidamente PG-13 e com a língua bem assente na face.

O orçamento ultrapassa os 80 milhões de dólares — uma raridade no actual mercado independente — e promete várias sequências de acção de grande escala. O argumento é assinado por Alison Flierl, conhecida pelo seu trabalho em BoJack Horseman e na série School of Rock, o que sugere uma mistura interessante entre absurdo auto-consciente e adrenalina explosiva.

Mercado de Berlim ao Rubro

O projecto surge como uma das grandes apostas comerciais do mercado de Berlim, num ano particularmente dominado por propostas de terror. A distribuidora Black Bear Pictures assegurou já um lançamento alargado nos Estados Unidos e gere as vendas internacionais. A CAA Media Finance estruturou o financiamento e tratou dos direitos norte-americanos.

O interesse internacional é elevado, com a Amazon a sondar direitos em múltiplos territórios.

Uma Dupla Com Histórico de Explosões

Leitch, que realizou êxitos como Deadpool 2 e Bullet Train, continua a afirmar-se como um dos grandes nomes do cinema de acção contemporâneo. Antigo duplo de risco, foi também uma das vozes activas na criação da futura categoria de Óscar para Design de Stunts, que estreia em 2028.

Statham, por seu lado, mantém-se como um dos actores mais bancáveis do género, graças a franchises como The MegFast & Furious e The Beekeeper, sem esquecer incursões cómicas em títulos como Spy ou Snatch.

A produtora 87North, de Leitch e Kelly McCormick, junta-se à Punch Palace Productions (de Statham) e à Black Bear na produção.

Uma Bicicleta Que Pode Valer Ouro

Num mercado onde os grandes compradores procuram projectos com escala e talento comprovado, Jason Statham Stole My Bike surge como uma aposta segura — ou pelo menos barulhenta. Entre o humor auto-referencial e as inevitáveis cenas de acção de alto risco, o filme promete ser uma das propostas mais comentadas dos próximos meses.

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Se a bicicleta foi mesmo roubada ou não, isso ainda não sabemos. Mas uma coisa é certa: Hollywood adora quando Jason Statham entra em perseguição.

Netflix Garante O Deus das Moscas nos EUA Enquanto a Sony Fecha Acordos em Todo o Mundo

A nova adaptação televisiva de Lord of the Flies tornou-se um dos títulos mais disputados do mercado internacional. A Netflix assegurou os direitos de exibição nos Estados Unidos, num negócio considerado estratégico para a plataforma, enquanto a Sony Pictures Television fechou uma verdadeira vaga de acordos em vários territórios.

A minissérie de quatro episódios é produzida pela Eleven Film (detida pela Sony) em parceria com a One Shoe Films, de Jack Thorne, e estreou no Reino Unido através da BBC e na Austrália pela Stan a 8 de Fevereiro. Esta noite, será apresentada no Berlin International Film Festival, integrando a secção Berlinale Specials Series — o segundo ano consecutivo em que a Sony leva uma série ao prestigiado festival.

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Um Clássico Intemporal, Agora em Televisão

Surpreendentemente, esta é a primeira adaptação televisiva da obra publicada em 1954 por William Golding, que viria a receber o Prémio Nobel da Literatura em 1983. O romance tornou-se leitura obrigatória no currículo escolar britânico ao longo de várias décadas, sendo uma das obras mais influentes do século XX.

A história mantém o núcleo essencial: um grupo de rapazes fica isolado numa ilha tropical e tenta organizar-se sob a liderança de Ralph, apoiado pelo intelectual Piggy. Contudo, a ambição de Jack desencadeia uma fractura que conduz o grupo de uma frágil esperança à tragédia inevitável.

Winston Sawyers interpreta Ralph, Lox Pratt assume o papel de Jack e David McKenna encarna Piggy. A realização está a cargo de Marc Munden, com Callum Devrell-Cameron como produtor.

Uma Rede Global de Compradores

Além da Netflix nos EUA, a Sony fechou acordos com Sky (Alemanha, Áustria, Suíça e Itália), CBC e Radio-Canada (Canadá), TVNZ (Nova Zelândia), U-NEXT (Japão), Globoplay (Brasil), HBO e HBO Max na Europa Central e de Leste, entre outros. Trata-se de uma distribuição global significativa, que reforça a expectativa em torno da série.

Mike Wald, co-presidente de distribuição da Sony Pictures Television, descreveu a adaptação contemporânea de Thorne como “poderosa”, sublinhando a sua dimensão cinematográfica e a força da banda sonora, assinada por Cristobal Tapia de Veer, com tema principal e música adicional de Hans Zimmer e Kara Talve.

Uma Nova Leitura para o Século XXI

Jack Thorne, conhecido por projectos televisivos marcantes e co-criador de Adolescence, propõe uma abordagem actualizada sem perder a essência da obra original. A tensão social, a fragilidade da civilização e o instinto humano continuam no centro da narrativa — temas que, décadas depois, permanecem inquietantemente actuais.

Com a Netflix a apostar forte no mercado norte-americano e a Sony a garantir presença em praticamente todos os continentes, esta nova versão de O Deus das Moscas posiciona-se como um dos dramas literários mais ambiciosos da temporada televisiva.

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Num mundo onde a luta pelo poder assume múltiplas formas, a ilha de Golding volta a servir de espelho — desta vez, em formato série e com alcance verdadeiramente global.

Brad Pitt vs Tom Cruise? Vídeo “Explosivo” Gera Pânico em Hollywood — Mas Há um Problema

Um vídeo viral que coloca Brad Pitt e Tom Cruise à pancada num telhado está a causar verdadeiro alvoroço em Hollywood. O problema? Nada daquilo é real.

O confronto digital foi criado com recurso ao Seedance 2.0, uma nova ferramenta de geração de vídeo por inteligência artificial desenvolvida pela ByteDance, empresa chinesa dona do TikTok. O resultado é tão convincente que já há argumentistas e executivos a admitir — meio a sério, meio a brincar — que “está tudo acabado” para a indústria como a conhecemos.

Um Deepfake Demasiado Perfeito

O vídeo mostra Pitt alegadamente furioso com Cruise por este ter eliminado Jeffrey Epstein, numa narrativa conspirativa totalmente fictícia. A encenação é tão polida que muitos profissionais ficaram impressionados — e assustados.

Rhett Reese, argumentista de Deadpool & Wolverine, confessou nas redes sociais que ficou “atordoado” com o nível técnico da simulação. Mais tarde clarificou que o seu receio não era exagerado: se a tecnologia já produz resultados tão profissionais, o impacto na indústria pode ser profundo.

Não foi o único a reagir. O actor Simu Liu mostrou-se menos impressionado com a coreografia digital, classificando-a de forma pouco elogiosa. Ainda assim, o debate não é sobre a qualidade artística, mas sim sobre as implicações legais e laborais.

Associação Cinematográfica Reage

A polémica foi suficientemente grave para levar a Motion Picture Association a emitir uma rara declaração pública sobre inteligência artificial. O CEO Charles Rivkin acusou a ByteDance de utilização não autorizada de obras protegidas por direitos de autor, pedindo a suspensão imediata da actividade alegadamente infractora.

O Seedance 2.0 foi oficialmente apresentado nos Estados Unidos esta semana, depois de já ter incendiado as redes sociais chinesas com recriações alternativas de cenas como a batalha final de Avengers: Endgame, incluindo versões onde Thanos pede desculpa pelo estalar de dedos.

O Fantasma da Inteligência Artificial

A tensão em torno da IA não é nova. Nos últimos anos, sindicatos de actores e argumentistas têm colocado a utilização de ferramentas generativas no centro das negociações com os estúdios. A possibilidade de substituição criativa — ou pelo menos de redução de oportunidades — é uma preocupação real.

Curiosamente, Tom Cruise já tinha sido alvo de deepfakes memoráveis em 2022, criados pela startup Metaphysic, num projecto que pretendia alertar para os perigos da tecnologia. Desta vez, porém, a motivação parece menos pedagógica e mais disruptiva.

A ByteDance não comentou oficialmente o caso.

Revolução ou Decadência?

A pergunta que paira sobre Hollywood é simples: estamos perante uma ferramenta revolucionária que poderá abrir novas possibilidades criativas, ou diante de uma ameaça que pode desestabilizar toda a cadeia de produção audiovisual?

O vídeo de “Brad Pitt vs Tom Cruise” pode ser apenas entretenimento viral. Mas a qualidade técnica demonstra que a linha entre realidade e ficção nunca foi tão ténue — e que o debate sobre regulação, direitos de autor e ética digital está longe de terminar.

Uma coisa é certa: desta vez, a maior batalha não aconteceu num telhado. Está a acontecer nos bastidores da indústria.

Chris Hemsworth “Subornou” a Filha para Voltar ao Universo Marvel: “Já Acabámos?”

Actor revela que teve de negociar — e prometer uma mota — para convencer India Rose a filmar 

Avengers: Doomsday

Nem todos os super-heróis conseguem resolver problemas com um martelo mágico. Chris Hemsworth revelou que teve de recorrer a “negociações” bastante terrenas para convencer a filha, India Rose, a regressar ao papel de Love em Avengers: Doomsday. E sim, isso incluiu dinheiro… e possivelmente uma nova mota.

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O actor, que interpreta Thor no Universo Cinematográfico Marvel, contou a história durante a sua participação no programa norte-americano The View. Segundo Hemsworth, a filha de 13 anos já não encara as filmagens com o mesmo entusiasmo que demonstrava quando participou em Thor: Love and Thunder (2022). “Ela entrou no set e disse: ‘Quanto tempo é que isto vai demorar?’ E eu respondi: ‘Ainda nem começámos!’”, recordou, entre risos.

Adolescência vs. super-produções

A primeira tomada não ajudou. Mal terminaram, India perguntou: “Já acabámos?” Ao saber que ainda faltavam dois ou três dias de filmagens, a reacção não foi propriamente entusiástica. Hemsworth descreveu a atitude como tipicamente adolescente — alguma impaciência, algum ar enfadado, e várias retiradas estratégicas para a tenda ou para uma cadeira longe das câmaras.

“Não foi uma birra, de todo”, esclareceu o actor. Mas admitiu que a filha já demonstra traços de “actriz difícil”. A certa altura, segundo contou, India questionou mesmo a razão de estar ali: “Eu nem sequer estou a ser paga. O que é que estou aqui a fazer?” Hemsworth respondeu que o pagamento existia, mas que o dinheiro ficaria guardado até ela completar 18 anos. A resposta da jovem foi imediata: queria parte do valor “agora”.

No meio da situação, os realizadores Joe e Anthony Russo aguardavam que a jovem actriz regressasse ao set. E foi então que surgiu a solução inesperada.

A mota como argumento final

Hemsworth revelou que a filha compete e anda de mota, pelo que decidiu jogar essa carta. Quando India perguntou se poderia comprar a mota que desejava com o dinheiro ganho no filme, o actor deixou a possibilidade em aberto. “Talvez possas”, respondeu. Foi o suficiente para que a jovem aceitasse voltar ao trabalho.

Outro detalhe ajudava a explicar a impaciência: nessa mesma noite, India queria ir a um concerto de Billie Eilish. Hemsworth garantiu que não perderiam o espectáculo, mas precisava que ela terminasse primeiro as cenas.

O que esperar de Avengers: Doomsday

Pai e filha surgem já num teaser trailer divulgado em Dezembro, onde Thor aparece a rezar a Odin por força para enfrentar um último combate. O filme estreia nos cinemas a 18 de Dezembro e promete reunir um elenco de luxo.

Entre os nomes confirmados estão Chris Evans, Vanessa Kirby, Anthony Mackie, Pedro Pascal, Tom Hiddleston, Letitia Wright, Ian McKellen, Patrick Stewart e Rebecca Romijn. Robert Downey Jr. regressa ao universo Marvel, mas não como Tony Stark — desta vez interpretará o vilão Dr. Doom.

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Chris Hemsworth, recorde-se, é pai de três filhos — India Rose e os gémeos Sasha e Tristan — fruto da sua relação com a actriz Elsa Pataky. Pelo menos para já, parece que o Deus do Trovão conseguiu manter a sua jovem co-protagonista no caminho certo. Mesmo que tenha sido preciso um ligeiro “acordo comercial” familiar.

“Parem de Falar da Minha Idade”: Halle Berry Responde Sem Filtros em Plena Promoção de Crime 101

A actriz denuncia o duplo padrão de Hollywood — e a internet dividiu-se

Há perguntas que se tornam automáticas nas entrevistas. E depois há perguntas que revelam um problema estrutural. Durante a promoção do seu novo filme, Crime 101, Halle Berry perdeu a paciência com um tema que, segundo a própria, surge repetidamente sempre que fala com a imprensa: a sua idade.

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A actriz, actualmente em digressão promocional, não hesitou quando confrontada com a questão numa entrevista recente ao programa “Heart Evening Show”. A reacção foi imediata e frontal: “Parem de perguntar pela minha idade.” Berry explicou que o tema surge invariavelmente, como se fosse impossível falar do seu trabalho sem sublinhar quantos anos tem. “Tenho 59 anos porque vivi 59 anos”, afirmou, apontando aquilo que considera ser um padrão aplicado sobretudo às mulheres.

A estrela de Catwoman e vencedora do Óscar não questiona o número — questiona a obsessão. Segundo Berry, dificilmente actores masculinos da sua geração são constantemente confrontados com o mesmo tipo de comentário. E essa discrepância é o que mais a incomoda. “Será que conseguimos alguma vez fugir da idade? Tem de ser sempre isso a definir-nos enquanto mulheres?”, questionou.

Um novo filme, um velho problema

A polémica surge numa altura em que Berry se prepara para estrear Crime 101, um thriller de assalto onde interpreta uma corretora de seguros desiludida que cruza caminhos com um ladrão de jóias envolvido num grande golpe. O filme conta ainda com Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Barry Keoghan e Corey Hawkins, reunindo um elenco de peso.

Ainda assim, em vez de a conversa se centrar na personagem ou na complexidade do projecto, a idade da actriz voltou a dominar o discurso mediático. E foi precisamente esse desvio que levou Berry a traçar a linha.

A questão não é nova em Hollywood. Atrizes continuam a ser frequentemente avaliadas com base na aparência e na juventude percebida, enquanto os seus colegas masculinos são enquadrados sobretudo pela carreira, estatuto ou desempenho artístico. A diferença de tratamento, subtil ou explícita, tem sido apontada ao longo dos anos por várias profissionais da indústria.

Reacções divididas nas redes sociais

As declarações de Halle Berry rapidamente circularam nas redes sociais, onde muitos utilizadores concordaram com a sua frustração. Vários comentários sublinharam que a constante associação entre idade e aparência feminina é redutora e cansativa. Outros destacaram que a actriz deve ser celebrada pelo percurso e talento, não pela forma como “mantém” a idade.

Houve também quem sugerisse uma leitura alternativa, defendendo que a referência à idade poderia ser interpretada como elogio. Ainda assim, o debate expôs uma tensão maior: até que ponto a idade continua a ser um filtro através do qual as mulheres são avaliadas publicamente?

Uma discussão que continua

Halle Berry não é a primeira actriz a abordar este tema, mas a sua resposta directa reacende uma conversa que permanece actual. A idade, inevitável e universal, torna-se frequentemente uma etiqueta quando aplicada às mulheres em posição de destaque.

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No meio da promoção de um novo filme, Berry conseguiu desviar o foco para algo mais estrutural: a forma como o discurso mediático pode perpetuar expectativas desiguais. E, concorde-se ou não com o tom, a questão permanece válida.

Crime 101 marca mais um capítulo numa carreira longa e consistente. E talvez seja precisamente isso que mereça maior atenção: o trabalho, e não o número.

Crime 101estreia nas salas de cinema em Portugal já no dia 12.

Cinemas NOS Amoreiras Fazem História com a Primeira Sala Permanente de Cinema Português

Uma semana, sete filmes e um compromisso claro com o futuro do cinema nacional

Há decisões que não são apenas simbólicas — são estruturais. A inauguração da Sala de Cinema Português nos Cinemas NOS Amoreiras, marcada para 12 de Fevereiro, é uma dessas decisões. Pela primeira vez, um grande complexo comercial em Lisboa passa a ter uma sala dedicada de forma permanente ao cinema português, afirmando-se como casa regular da produção nacional e não apenas como palco ocasional de excepções  .

Para assinalar este momento, a NOS preparou um ciclo inaugural com um conceito simples e eficaz: “7 dias, 7 filmes”, de 12 a 18 de Fevereiro, apresentando sete obras portuguesas que vão estrear comercialmente ao longo de 2026. Não se trata de um olhar para o passado, mas de uma aposta clara no presente e no futuro do cinema feito em Portugal.

Um ciclo que mostra a diversidade do cinema português contemporâneo

O alinhamento escolhido para esta semana inaugural funciona quase como um retrato em miniatura do cinema nacional actual: diferentes géneros, diferentes sensibilidades e diferentes gerações de realizadores, reunidos num mesmo espaço e com o mesmo objectivo — chegar ao público.

Os filmes que integram o ciclo são:

  • O Entroncamento, de Pedro Cabeleira
  • O Barqueiro, de Simão Cayatte
  • Projecto Global, de Ivo M. Ferreira
  • Pai Nosso – Os Últimos Dias de Salazar, de José Filipe Costa
  • Maria Vitória, de Mário Patrocínio
  • Match, de Duarte Neves
  • Terra Vil, de Luís Campos

Sete filmes, sete olhares, sete propostas distintas que demonstram como o cinema português contemporâneo está longe de ser monolítico — e como merece espaço regular nas salas comerciais.

Cinema português… com criadores presentes

Outro dos aspectos mais relevantes desta iniciativa é a presença de realizadores e membros do elenco nas sessões, promovendo conversas com o público após as exibições. Estes momentos de proximidade são fundamentais para criar uma relação mais directa entre quem faz os filmes e quem os vê, algo que o cinema português raramente consegue em contexto de exibição comercial regular.

Mais do que eventos pontuais, estas sessões reforçam a ideia de que esta sala não é um gesto decorativo, mas um espaço vivo, pensado para fomentar diálogo, curiosidade e fidelização de público.

Uma aposta que não fica por aqui

O ciclo inaugural é apenas o começo. A partir de agora, os Cinemas NOS Amoreiras passam a integrar uma rede de salas com programação diária de cinema português, juntando-se aos Cinemas NOS Alameda Shopping e ao Cinemas NOS Alma Shopping.

Segundo Nuno Aguiar, director da NOS Cinemas, esta iniciativa sublinha o papel activo da empresa na criação de um ecossistema cultural mais forte, diverso e sustentável, onde o cinema nacional deixa de ser uma nota de rodapé e passa a ter visibilidade contínua.

Um passo necessário — e há muito esperado

Durante décadas, falou-se da dificuldade do cinema português em encontrar espaço nas salas. Esta iniciativa não resolve todos os problemas, mas ataca um dos mais antigos: a falta de continuidade. Uma sala permanente muda hábitos, cria rotinas e permite que os filmes encontrem o seu público com tempo — algo essencial para qualquer cinematografia.

De 12 a 18 de Fevereiro, o ciclo 7 dias, 7 filmes inaugura oficialmente esta nova fase. A partir daí, o cinema português passa a ter, nas Amoreiras, algo que sempre lhe faltou: uma casa fixa.

Devoradores de Estrelas: Ryan Gosling Parte Sozinho para Salvar a Humanidade

Trailer revelado no Super Bowl mostra missão impossível, amizade improvável e ficção científica com coração

O Super Bowl voltou a servir de montra privilegiada para o grande cinema — e desta vez foi a Amazon MGM Studios a aproveitar o momento para revelar o novo trailer de Devoradores de Estrelas, a aguardada adaptação do romance de Andy Weir que coloca Ryan Gosling no centro de uma missão desesperada para salvar a Terra.

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Baseado no livro homónimo do autor de Perdido em Marte, o filme acompanha Ryland Grace, um professor de ciências que acorda sozinho numa nave espacial, sem memória de quem é — ou de como ali chegou. Pouco a pouco, percebe que foi enviado numa missão suicida: descobrir a origem de um fenómeno cósmico que está a provocar o colapso energético do Sol… e de todas as estrelas semelhantes no Universo conhecido.

Se falhar, a Humanidade extingue-se.

Uma missão solitária… até deixar de o ser

O novo trailer introduz finalmente uma das figuras mais aguardadas pelos leitores do livro: Rocky, uma criatura alienígena que Ryland Grace encontra algures no espaço profundo. Longe de ser uma ameaça, Rocky revela-se um aliado improvável, enfrentando exactamente o mesmo problema — o fenómeno que ameaça a Terra está também a destruir o seu planeta.

Com a voz dobrada por James Ortiz, Rocky torna-se rapidamente o coração emocional do filme. A relação entre os dois personagens, construída com base na cooperação, curiosidade científica e comunicação improvável, promete ser o grande trunfo da adaptação cinematográfica.

Como explicou um dos realizadores, “esta é uma história sobre colaboração e sobre aquilo que é possível alcançar quando trabalhamos juntos, mesmo quando viemos de mundos completamente diferentes”.

Ficção científica com humor, emoção e escala

A realização de Devoradores de Estrelas está a cargo de Phil Lord e Christopher Miller, a dupla responsável por projectos tão distintos como Anjos da Lei e a trilogia Aranhaverso. Este é o primeiro projecto live-action que realizam desde 2014, depois de uma década de enorme sucesso na animação.

O argumento foi escrito por Drew Goddard, que já tinha adaptado Andy Weir em Perdido em Marte, outro caso exemplar de ficção científica centrada na ciência, na persistência humana e numa inesperada leveza de tom.

Apesar do orçamento elevado — cerca de 150 milhões de dólares —, tudo indica que Devoradores de Estrelas não será apenas um espectáculo visual, mas também uma história profundamente humana, onde o humor surge como mecanismo de sobrevivência emocional num cenário absolutamente extremo.

Um passado turbulento… e um regresso em força

Antes deste filme, Lord e Miller tinham sido inicialmente contratados pela Disney para realizar Solo: Uma História Star Wars, mas acabaram afastados do projecto, substituídos por Ron Howard. Devoradores de Estrelas representa, assim, uma espécie de redenção em grande escala no cinema live-action, agora com total controlo criativo.

O elenco inclui ainda Sandra HüllerKen Leung, Milana Vayntrub e Lionel Bryce, numa produção assinada por nomes de peso como Amy Pascal, o próprio Gosling e Andy Weir.

Quando estreia Devoradores de Estrelas?

A Amazon MGM confirmou que Devoradores de Estrelas chega aos cinemas em Março, com estreia internacional marcada para 20 de Março de 2026 em vários territórios. A data exacta para Portugal deverá alinhar-se com essa janela, faltando apenas confirmação oficial da distribuição nacional.

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Até lá, o trailer deixa uma certeza: estamos perante um dos grandes filmes de ficção científica do ano — não apenas pelo espectáculo espacial, mas pela promessa de uma história onde a ciência, a amizade e a empatia podem, literalmente, salvar o Universo.

Spielberg Volta aos Aliens — e o Super Bowl Revelou o Dia em Que a Verdade Chega a Todos

Disclosure Day junta Emily Blunt e Josh O’Connor num thriller de ficção científica sobre o momento em que deixamos de estar sozinhos

Há regressos que parecem inevitáveis. Sempre que Steven Spielberg decide olhar novamente para o céu, o cinema pára para escutar. Durante o Super Bowl, a Universal Pictures revelou o novo trailer de Disclosure Day, um thriller de ficção científica que promete recuperar uma das obsessões centrais do realizador: o contacto com o desconhecido — e as consequências emocionais, políticas e humanas desse momento.

O trailer não perde tempo a criar inquietação. Entre imagens de pânico contido, transmissões televisivas interrompidas e uma sequência particularmente impressionante em que duas personagens saltam de um comboio em andamento, o filme coloca uma pergunta simples e perturbadora: se alguém provasse que não estamos sozinhos no Universo, isso tranquilizar-nos-ia… ou destruir-nos-ia?

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Uma revelação transmitida em directo

Emily Blunt interpreta uma meteorologista de Kansas City que vê a sua vida — e a normalidade do mundo — colapsar durante uma emissão em directo, quando é subitamente dominada por uma força extraterrestre inexplicável. O trailer sugere que este momento será o gatilho para uma cadeia de acontecimentos globais, onde a verdade deixa de poder ser escondida.

Ao seu lado surge Josh O’Connor, no papel de um crente obstinado na existência de vida alienígena, determinado a expor aquilo que governos e instituições tentaram manter em segredo. A dinâmica entre os dois parece assentar num contraste clássico do cinema de Spielberg: o cepticismo quotidiano confrontado com o extraordinário.

O elenco reforça a ambição do projecto, contando ainda com Colin FirthColman Domingo, Eve Hewson, Wyatt Russell e Henry Lloyd-Hughes.

Spielberg regressa ao território que melhor domina

Disclosure Day marca o 37.º filme realizado por Spielberg desde a sua estreia, em 1964, e insere-se claramente na linhagem das suas grandes obras de ficção científica. Ao longo da carreira, o realizador explorou o tema do contacto extraterrestre sob múltiplas perspectivas: o espanto quase espiritual de Encontros Imediatos do Terceiro Grau, a ternura de E.T. – O Extraterrestre ou o terror urbano de Guerra dos Mundos.

Aqui, o tom parece mais próximo de um thriller contemporâneo, ancorado no medo colectivo, na desinformação e na reacção em cadeia de um mundo hiperconectado. O argumento foi desenvolvido em colaboração com David Koepp, parceiro habitual de Spielberg em títulos como Jurassic ParkO Mundo Perdido e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.

Depois de The Fabelmans, um novo olhar para o desconhecido

Após o intimista The Fabelmans, um drama semi-autobiográfico sobre a sua infância e o nascimento do amor pelo cinema, Spielberg regressa agora a um cinema mais expansivo e especulativo. Se The Fabelmans olhava para o passado, Disclosure Day parece olhar directamente para o futuro — e para o momento exacto em que a Humanidade perde o privilégio da ignorância.

A frase-chave do trailer resume bem a ambição do filme: “Este Verão, a verdade pertence a sete mil milhões de pessoas.”Não é apenas uma revelação científica. É uma mudança de paradigma.

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Disclosure Day estreia nos cinemas a 12 de Junho e promete ser um dos grandes acontecimentos cinematográficos do Verão.

Os Minions Estão de Volta — e Desta Vez Trazem Monstros no Reboque

Trailer do Super Bowl revela primeiras imagens e título oficial de Minions & Monsters

Os Minions nunca sabem entrar em cena de forma discreta — e o Super Bowl foi, mais uma vez, o palco ideal para provar isso. Durante a edição de 2026 do maior evento televisivo norte-americano, a Universal apresentou o primeiro vislumbre do novo capítulo protagonizado pelas pequenas criaturas amarelas, revelando oficialmente o título Minions & Monsters.

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O spot exibido durante o jogo foi curto, simples e deliberadamente caótico: um Minion corre em direcção à câmara, sobre um fundo branco imaculado, gritando “Minions!”… seguido de um inesperado “Monster!” e de um rugido ameaçador vindo de fora de campo. Antes de desaparecer, a mensagem final é clara: “Watch the trailer”. Pouco depois, o trailer completo foi disponibilizado online, confirmando que a loucura está longe de terminar.

Um novo filme, o mesmo caos controlado

Universal Pictures estreia Minions & Monsters nos cinemas a 1 de Julho, apostando novamente numa das propriedades mais rentáveis da animação moderna. A realização fica a cargo de Pierre Coffin, figura incontornável do universo Gru – O Maldisposto, responsável pelos três primeiros filmes da saga principal e pelo primeiro spin-off dedicado aos Minions.

Coffin não só realiza como volta a dar voz aos icónicos personagens, agora a partir de um argumento escrito por Brian Lynch. A produção pertence à Illumination, com Chris Meledandri e Bill Ryan como produtores.

De ajudantes de vilão a fenómeno global

Os Minions surgiram pela primeira vez em Gru – O Maldisposto, como ajudantes do ex-supervilão Gru, personagem com voz de Steve Carell. O que começou como um elemento cómico secundário rapidamente se transformou no verdadeiro motor da franquia.

Desde então, a saga expandiu-se com vários filmes spin-off, incluindo Minions: A Ascensão de Gru, e mais recentemente Gru – O Maldisposto 4. No total, entre filmes de Gru e Minions, a franquia soma perto de 5 mil milhões de dólares em receitas de bilheteira a nível mundial — um número que fala por si.

Para onde podem ir os Minions a seguir?

A resposta curta é: praticamente para qualquer lado. Em entrevista concedida em 2024, aquando da estreia de Gru – O Maldisposto 4, o realizador Chris Renaud admitiu que a equipa criativa está constantemente a explorar novas possibilidades para as personagens.

“Há sempre conversas sobre o que podemos fazer e para onde podemos levar estas figuras”, explicou. “Como mantê-las frescas, excitantes e diferentes.” Minions & Monsters parece ser precisamente o resultado dessa vontade de mexer na fórmula, introduzindo novos elementos — neste caso, monstros — sem abdicar da anarquia infantil que tornou os Minions um fenómeno transversal a gerações.

Um sucesso anunciado… com gargalhadas garantidas

Ainda que o trailer completo revele pouco sobre a história, uma coisa parece segura: Minions & Monsters não pretende reinventar a roda, mas sim fazê-la girar mais depressa e com mais barulho. O Super Bowl serviu para lembrar ao público que estes personagens continuam vivos, populares e prontos para dominar mais um Verão nas salas de cinema.

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Se haverá monstros verdadeiramente assustadores ou apenas mais uma desculpa para caos absoluto? Isso ficará para Julho. Mas, conhecendo os Minions, o desastre é garantido — e as gargalhadas também.

Nem Todos Aplaudiram: Teaser de The Mandalorian and Grogu no Super Bowl Está a Dividir os Fãs de Star Wars

Paródia, nostalgia e frustração: o anúncio milionário da Disney que deixou muitos a pedir mais (e melhor)

O Super Bowl é, há muito, um palco privilegiado para grandes revelações cinematográficas. Mas nem sempre mais visibilidade significa mais entusiasmo. O teaser de The Mandalorian and Grogu, exibido durante o Super Bowl, acabou por gerar uma reacção surpreendentemente polarizada entre os fãs de Star Wars — e não propriamente pelas melhores razões.

Com vários estúdios de peso, incluindo a Marvel, a optarem por ficar de fora do evento este ano, muitos espectadores aguardavam que a Disney aproveitasse o momento para mostrar finalmente algo mais substancial do muito aguardado regresso de Din Djarin e Grogu, agora em formato de longa-metragem. Em vez disso, receberam um anúncio de 30 segundos que mais parecia… um anúncio.

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Um anúncio caro com espírito de paródia

O spot, que terá custado cerca de 10 milhões de dólares para ser exibido, mostra Din Djarin e o inevitável Grogu a atravessarem uma paisagem gelada — assumidamente inspirada em Hoth — numa carruagem puxada por Tauntauns. Até aqui, tudo bem. O problema, para muitos fãs, surgiu com o tom: o anúncio imita descaradamente os clássicos reclames da Budweiser com cavalos Clydesdale, incluindo uma narração solene ao estilo de Sam Elliott.

O resultado? Uma peça publicitária divertida, bem produzida e cheia de referências… mas que deixou uma parte significativa do fandom frustrada. Nas redes sociais, multiplicaram-se as reacções divididas. Uns elogiaram a ousadia e o humor, outros acusaram a Disney de desperdiçar uma oportunidade de ouro para convencer o público de que este projecto é um verdadeiro “evento cinematográfico” — e não apenas The Mandalorian em versão longa.

Expectativas criadas… e não cumpridas

A crítica mais recorrente prende-se com o facto de o teaser não mostrar praticamente nada de novo sobre a história, o tom ou a escala do filme. O Super Bowl habituou os espectadores a trailers robustos e reveladores — basta lembrar o impacto de Deadpool & Wolverine noutras edições. Quando se prometem “novas imagens”, a expectativa raramente é a de um sketch estilizado e inconsequente.

Para muitos fãs, o anúncio reforça um receio já existente: o de que The Mandalorian and Grogu seja percebido como uma quarta temporada disfarçada da série, em vez de um verdadeiro salto cinematográfico dentro do universo Star Wars. A opção por efeitos práticos e um visual mais contido, que alguns classificaram como “qualidade televisiva”, também não ajudou a dissipar essas dúvidas.

Um calendário apertado e marketing tímido

O filme tem estreia marcada para 22 de Maio de 2026 — ou seja, pouco mais de três meses após o Super Bowl. Para um projecto desta dimensão, o esforço promocional tem sido surpreendentemente discreto. Tirando um trailer inicial pouco entusiasmante, a campanha de marketing tem deixado muito por explicar, sobretudo junto do público menos fiel à série.

O Super Bowl parecia o momento ideal para mudar essa narrativa, afirmar claramente que este é um Star Wars pensado para o grande ecrã e elevar as expectativas. Em vez disso, o teaser acabou por reforçar a sensação de ambiguidade em torno do projecto.

Sucesso garantido… mas e depois?

Apesar de toda a polémica, é difícil imaginar que o filme não seja um sucesso de bilheteira no arranque. A marca Star Wars, a popularidade de Grogu e o carisma de Pedro Pascal continuam a ser trunfos fortíssimos. A verdadeira questão está no pós-estreia: será que o entusiasmo se mantém? Ou as reacções mornas ao marketing vão influenciar o boca-a-boca?

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Por agora, The Mandalorian and Grogu continua envolto numa nuvem de curiosidade, expectativa… e alguma desconfiança. E, num universo onde a Força vive do equilíbrio, talvez esta divisão entre fãs seja apenas o primeiro grande teste do filme.

Cliff Booth Está de Volta — e o Super Bowl Foi o Palco Perfeito para a Surpresa da Netflix

Brad Pitt regressa ao icónico personagem de Tarantino num teaser inesperado exibido durante o Super Bowl

Há coincidências demasiado perfeitas para serem ignoradas — e a Netflix soube aproveitá-las. Exactamente 57 anos depois de Cliff Booth e Rick Dalton se sentarem no bar do Musso & Frank para discutir o futuro, a personagem interpretada por Brad Pitt voltou a surgir… agora em carne, osso e teaser trailer. A estreia do primeiro vislumbre de The Adventures of Cliff Booth aconteceu durante o Super Bowl de 8 de Fevereiro de 2026, numa jogada que combina nostalgia cinéfila com músculo mediático.

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Para os fãs de Once Upon a Time in Hollywood, a simetria não passa despercebida. A data original da cena — 8 de Fevereiro de 1969 — faz parte da mitologia do filme de Quentin Tarantino, conhecido pela obsessão com detalhes temporais e históricos. Desta vez, a ficção encontrou a realidade… em horário nobre e com milhões de espectadores.

Um teaser discreto, provocador e cheio de pistas

Embora o trailer ainda não tenha sido oficialmente disponibilizado pela Netflix fora da emissão televisiva, a descrição das imagens já é suficiente para incendiar teorias. O teaser decorre após os acontecimentos do filme original, com Cliff Booth — novamente interpretado por Brad Pitt — a admitir, de forma lacónica, que ajudou Rick Dalton a “conter os intrusos hippies”, numa clara referência ao clímax alternativo do filme de 2019.

A conversa acontece com a personagem de Elizabeth Debicki, que tenta extrair mais detalhes, enquanto Rick, fiel ao seu perfil, prefere o silêncio. A partir daí, o teaser transforma-se numa montagem quase hipnótica: Cliff a caminhar entre edifícios, uma mansão em Malibu com Carla Gugino, gangsters asiáticos armados com um martelo, uma sala de projecção, excertos de um filme de blaxploitation, um demolition derby, o icónico Big Kahuna Burger — e muito mais.

Tudo embalado pelo tema de Peter Gunn, num piscar de olho à televisão clássica e à cultura pop americana.

Sem cigarros, sem álcool… e sem pedir licença

Um dos detalhes mais comentados do teaser é aquilo que não aparece. Não há cigarros visíveis, bebidas alcoólicas, nudez ou palavrões. Sempre que Cliff Booth surge a fumar, o cigarro é riscado de forma grosseira no ecrã — uma provocação óbvia aos padrões televisivos e, simultaneamente, um gesto irreverente que parece dizer: “sabemos que isto é censura… e estamos a brincar com isso”.

Também curioso é o facto de o título do projecto não surgir em lado nenhum do teaser. Mas quando se tem Brad Pitt a regressar a um papel que lhe valeu um Óscar, a marca fala por si.

De duplo a fixer: Cliff Booth ganha nova vida

A história baseia-se no romance Once Upon a Time in Hollywood: A Novel, escrito pelo próprio Tarantino, que expandiu significativamente o passado e a mitologia de Cliff Booth. Entre os novos elementos está um confronto mortal com capangas ligados à máfia de Hollywood, bem como a transição de Booth de duplo de Rick Dalton para uma espécie de fixer da indústria cinematográfica.

Os detalhes da narrativa permanecem em segredo, mas já se sabe que o elenco inclui Yahya Abdul-Mateen IIScott Caan e JB Tadena.

David Fincher assume o comando — Tarantino passa o testemunho

A realização fica a cargo de David Fincher, a partir de um argumento escrito por Tarantino. Questionado sobre a razão para não realizar o projecto, Tarantino foi honesto: sente que já percorreu aquele território criativo e procura agora algo verdadeiramente desconhecido.

“Adoro este argumento, mas estou a caminhar por terrenos que já percorri”, explicou num podcast. “O meu próximo filme tem de ser algo onde eu não saiba exactamente o que estou a fazer.”

“Coming Soon”… e a ansiedade instalada

Quanto à data de estreia, o teaser limita-se a prometer “Coming Soon”. O suficiente para deixar os fãs em suspenso — e para confirmar que a Netflix está disposta a apostar forte no legado tarantinesco.

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Cliff Booth voltou. E, ao que tudo indica, Hollywood ainda não se livrou dele.

O Regresso de Ghostface Está Próximo… e Nunca Foi Tão Pessoal

Gritos 7 chega aos cinemas com IMAX, pré-vendas abertas e Sidney Prescott de volta ao centro do pesadelo

A contagem decrescente começou oficialmente. Ghostface está de regresso e, desta vez, não vem apenas para reavivar traumas antigos — vem para atacar onde mais dói. Com a divulgação do novo poster oficial e de um spot promocional exibido durante o Super Bowl, Gritos 7 prepara-se para chegar aos cinemas portugueses a 26 de Fevereiro de 2026, marcando também um momento histórico para a saga: é o primeiro filme Gritos a estrear em salas IMAX®  .

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Sidney Prescott regressa… mas o passado nunca ficou para trás

Anos depois de ter sobrevivido a sucessivos massacres, Sidney Prescott tentou aquilo que sempre lhe foi negado: uma vida normal. Longe de Woodsboro, longe das máscaras, longe das chamadas telefónicas sinistras. Mas, como a própria saga nos ensinou, o terror não esquece — apenas espera.

Neste novo capítulo, Neve Campbell regressa ao papel que definiu uma geração de final girls, agora numa fase mais madura da personagem. Sidney é mãe, tem uma filha adolescente e acredita que deixou o pior para trás. Até surgir um novo Ghostface, mais próximo, mais obsessivo e com motivações profundamente pessoais.

A filha de Sidney, interpretada por Isabel May, torna-se o novo alvo do assassino, forçando a protagonista a confrontar, mais uma vez, os fantasmas do seu passado. O resultado promete ser um dos capítulos mais intensos emocionalmente de toda a saga, elevando o suspense psicológico a um novo patamar.

Um Gritos maior, mais intenso… e agora em IMAX®

Para além da narrativa mais íntima, Gritos 7 aposta também numa experiência cinematográfica reforçada. Pela primeira vez, um filme da saga estreia em formato IMAX®, juntando-se ainda às exibições em 4DX e D-BOX nos cinemas portugueses. Uma escolha que sublinha a ambição deste novo capítulo, pensado para ser sentido tanto no corpo como nos nervos.

As pré-vendas de bilhetes já estão disponíveis, permitindo aos fãs garantir lugar antecipadamente — incluindo nas sessões IMAX, que prometem tornar cada aparição de Ghostface ainda mais sufocante  .

Um elenco recheado e uma banda sonora com peso próprio

Além de Neve Campbell, o elenco reúne vários rostos familiares da nova fase da franquia, como Courteney Cox, Jasmin Savoy Brown e Mason Gooding, ao lado de novas adições como Anna Camp, Joel McHale e Mckenna Grace.

No plano musical, Gritos 7 contará com canções originais de artistas como Jessie Murph, Stella Lefty, Sueco e a banda Ice Nine Kills, com participação especial de Mckenna Grace — uma aposta clara em cruzar o terror cinematográfico com uma identidade sonora contemporânea.

O regresso às origens… com novas feridas abertas

Realizado por Kevin Williamson, criador original da saga, Gritos 7 assume-se como um regresso às raízes, mas sem nostalgia fácil. Aqui, o terror não vive apenas da auto-referência ou do humor meta — vive da ameaça real àquilo que Sidney sempre tentou proteger.

Estes São Mesmo os 8 Melhores Filmes do Sundance 2026 Segundo a Rotten Tomatoes

No fim, a pergunta mantém-se: quantas vezes se pode sobreviver ao mesmo pesadelo antes de ele nos destruir por dentro?

A resposta começa a 26 de Fevereiro, nos cinemas.

Estes São Mesmo os 8 Melhores Filmes do Sundance 2026 Segundo a Rotten Tomatoes

Do horror corporal à comédia romântica reconfortante, um festival em grande forma

Sundance Film Festival 2026 despediu-se de Park City, no Utah, com emoção à flor da pele. Houve homenagens sentidas — como o tributo a Robert Redford, fundador do festival —, gargalhadas nostálgicas na sessão de aniversário de Little Miss Sunshine e, acima de tudo, cinema de alto nível. Muito cinema.

Apesar da incerteza sobre o futuro do festival na nova localização em Boulder, no Colorado, a edição de 2026 confirmou algo essencial: o Sundance continua a ser um dos grandes termómetros do cinema independente mundial. E segundo a Rotten Tomatoes, estes foram os oito melhores filmes exibidos no festival — uma selecção que atravessa géneros, tons e sensibilidades, mas que partilha um denominador comum: qualidade acima da média.

🎬 Os 8 filmes que marcaram o Sundance 2026

Ha-Chan, Shake Your Booty! (2026)

Uma comédia dramática vibrante sobre Haru, uma bailarina a recuperar de uma tragédia pessoal que encontra um novo impulso artístico — e emocional — graças a uma paixão inesperada. Com Rinko Kikuchi em grande forma e Alberto Guerra como instrutor carismático, o filme conquistou público e crítica pelo seu visual exuberante e pelo tom entre o delírio e a melancolia.

Josephine (2026)

Vencedor do Prémio do Público e do Grande Prémio do JúriJosephine foi um dos títulos mais comentados do festival. A história acompanha uma criança que testemunha uma agressão sexual, filmada de forma a colocar o espectador dentro da mente traumatizada da protagonista. A interpretação de Mason Reeves foi amplamente elogiada, tal como o trabalho de Channing Tatum e Gemma Chan.

Mum, I’m Alien Pregnant (2026)

O título chama a atenção — e o filme corresponde. Esta comédia de horror corporal mistura gravidez alienígena, tentáculos e muito humor grotesco, num híbrido improvável entre mumblecore e gross-out horror. Estranho, encantador e surpreendentemente eficaz, tornou-se rapidamente um favorito cult do festival.

The Incomer (2026)

Uma comédia negra sobre isolamento distópico e choque cultural. Dois irmãos vivem numa ilha remota segundo regras rígidas deixadas pelo pai falecido, até à chegada de um funcionário público socialmente desajustado. O resultado é uma sátira deliciosa sobre integração social, identidade e crescimento pessoal, com gargalhadas desconfortáveis pelo meio.

The Invite (2026)

Uma das grandes sensações do Sundance. Realizado e protagonizado por Olivia Wilde, este dramedy farsesco acompanha um casal em crise forçado a engolir os seus problemas quando recebe vizinhos ainda mais caóticos para jantar. O guião de Will McCormack e Rashida Jones foi amplamente elogiado e o filme desencadeou uma guerra de licitações entre estúdios.

The Moment (2026)

O mockumentary de Charli XCX foi o bilhete mais disputado do festival. Inspirado em This Is Spinal Tap, o filme satiriza a indústria da música, a mercantilização da arte e a construção de marcas pessoais. Dividiu opiniões, mas conquistou críticos que elogiaram o humor afiado e a leitura certeira do conflito entre arte e comércio.

The Weight (2026)

Um drama histórico intenso protagonizado por Ethan Hawke. Ambientado durante a Grande Depressão, o filme segue um homem enviado para um campo de trabalho forçado e confrontado com uma proposta moralmente devastadora: contrabandear ouro para conquistar a liberdade. Um filme duro, exigente e amplamente elogiado pela interpretação física e emocional de Hawke.

Carousel (2026)

O título mais “confortável” da lista, mas não menos digno. Esta comédia romântica delicada acompanha um médico divorciado que reencontra um amor do passado. Com Chris Pine e Jenny Slate, Carousel conquistou críticos pela sua sensibilidade, paciência narrativa e charme clássico, evocando romances cinematográficos de outra era.

Sundance continua a ditar tendências

A selecção da Rotten Tomatoes confirma que o Sundance 2026 foi tudo menos tímido: houve risco, diversidade e propostas que vão do desconforto absoluto ao puro aconchego emocional. Se este é o prenúncio do cinema que aí vem, então o futuro continua — felizmente — muito independente.

Muito Barulho Mediático, Poucos Bilhetes Vendidos: Melania  Falha Estreia no Reino Unido

O documentário sobre a primeira-dama americana passa quase despercebido nas salas britânicas

Apesar de toda a polémica, curiosidade mediática e ruído político que antecederam a sua estreia, Melania revelou-se um verdadeiro fiasco comercial no Reino Unido. O documentário centrado na primeira-dama dos Estados Unidos arrecadou apenas cerca de 38.600 euros no seu primeiro fim-de-semana em cartaz, valor que o colocou num discreto 29.º lugar do box office britânico — muito longe de qualquer impacto relevante junto do público.

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Exibido em 155 salas, o filme registou uma média de apenas cerca de 249 euros por cinema, um número que ajuda a explicar o cenário descrito por vários jornalistas: sessões quase vazias e, nalguns casos, totalmente desertas.

Um investimento milionário… com retorno mínimo

O desempenho fraco torna-se ainda mais embaraçoso quando comparado com o investimento envolvido. A Amazon terá desembolsado aproximadamente 33,9 milhões de euros apenas para adquirir os direitos de distribuição e assegurar a promoção do documentário. O custo total do projecto — produção incluída — é estimado em cerca de 69 milhões de euros.

Um contraste brutal com a realidade das salas britânicas, onde Melania mal conseguiu justificar a sua presença em cartaz.

Sessões vazias… e jornalistas em maioria

Antes da estreia, os sinais já eram preocupantes. Tim Richards, director executivo da cadeia de cinemas Vue, descreveu as vendas antecipadas como “fracas”. No dia de estreia, essa previsão confirmou-se: várias sessões decorreram com menos de meia dúzia de espectadores.

Em Londres, uma projecção no Vue Westfield Stratford contou com apenas cinco pessoas na sala — duas das quais jornalistas. Algumas exibições, como no Vue Islington, estiveram mais compostas, mas quase exclusivamente por membros da imprensa, depois de a Amazon ter decidido não realizar sessões de antevisão.

Enquanto 

Melania

 cai, outros filmes sobem

O contraste com outros títulos em exibição é particularmente revelador. No topo do box office britânico da semana surge Hamnet, realizado por Chloé Zhao, que liderou com cerca de 1,64 milhões de euros no fim-de-semana, elevando o seu total acumulado para aproximadamente 17,3 milhões de euros.

Outro caso que sublinha o embaraço de Melania é Iron Lung, um filme de terror independente financiado pelo YouTuber Mark Fischbach (Markiplier). Produzido com um orçamento modesto de cerca de 2,8 milhões de euros, o filme já arrecadou mais de 19 milhões de euros a nível global. No Reino Unido, alcançou o 4.º lugar, com receitas na ordem dos 1,11 milhões de euros, superando inclusivamente Shelter, protagonizado por Jason Statham.

Crítica demolidora, apoio ideológico

A recepção crítica a Melania tem sido amplamente negativa, com avaliações a rondar os 10% de aprovação da críticaem plataformas especializadas. Curiosamente, o público apresenta uma taxa de aprovação próxima dos 99%, algo interpretado por muitos analistas como um gesto político de apoio a Donald Trump, mais do que uma apreciação cinematográfica genuína.

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Numa crítica particularmente dura, o jornalista Nick Hilton descreveu o filme como “algo entre reality show encenado e ficção deliberada”, afirmando que Melania “não é, na verdade, um documentário”.

Muito ruído, pouco cinema

No final de contas, Melania confirma um fenómeno cada vez mais comum: a polémica gera cliques, mas não garante espectadores. No Reino Unido, o filme fez muito barulho fora das salas — mas dentro delas, o silêncio foi quase total.

Paixão, Vento e Carne Viva: As Primeiras Reacções a Wuthering Heights de Emerald Fennell

Um clássico literário regressa… mais intenso do que nunca

A nova adaptação de Wuthering Heights ainda nem chegou oficialmente às salas de cinema e já está a incendiar as redes sociais. O filme realizado por Emerald Fennell teve esta semana as suas primeiras exibições para a imprensa e, apesar do embargo às críticas completas se manter até mais perto da estreia, marcada para 13 de Fevereiro, a Warner Bros. Picturesautorizou a divulgação de reacções nas redes sociais. O veredicto inicial parece consensual: esta versão de Wuthering Heights é intensa, visceral… e assumidamente ardente.

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Baseado no romance publicado em 1847 por Emily Brontë, o filme transporta-nos para os ventosos e inóspitos páramos de West Yorkshire, cenário de uma das histórias de amor mais tóxicas, obsessivas e trágicas da literatura inglesa. No centro da narrativa estão Catherine Earnshaw e Heathcliff, duas figuras condenadas a amar-se de forma destrutiva.

Margot Robbie e Jacob Elordi no olho do furacão

Nesta nova leitura cinematográfica, Catherine é interpretada por Margot Robbie, enquanto Heathcliff ganha corpo através de Jacob Elordi. As primeiras reacções destacam a química explosiva entre os dois protagonistas, sublinhando uma abordagem física, crua e emocionalmente intensa à relação central do filme — algo que parece alinhar-se perfeitamente com o estilo provocador de Fennell.

O elenco conta ainda com Hong Chau, Shazad Latif, Alison Oliver, Martin Clunes e Ewan Mitchell, compondo um conjunto que promete dar profundidade e tensão a um universo já de si carregado de conflito.

Um clássico revisitado… outra vez, mas com nova ferocidade

Wuthering Heights é, provavelmente, um dos romances mais adaptados da história do cinema. Desde a versão clássica de 1939 realizada por William Wyler, com Laurence Olivier, passando pela interpretação de Ralph Fiennes em 1992, até à leitura mais austera e naturalista de Andrea Arnold em 2011, o material de Brontë tem sido constantemente reinterpretado à luz de diferentes sensibilidades.

A expectativa em torno desta nova versão nasce precisamente do histórico recente de Emerald Fennell. Depois do impacto crítico e político de Promising Young Woman, vencedor do Óscar de Melhor Argumento Original, e do fenómeno cultural Saltburn, a realizadora construiu uma reputação assente na provocação, no desconforto e na exploração de dinâmicas de poder.

Expectativa elevada antes da estreia

Sem críticas formais ainda disponíveis, as reacções iniciais apontam para uma adaptação que não suaviza o material original — pelo contrário, parece amplificar a sua natureza obsessiva e carnal. Se Wuthering Heights sempre foi uma história de amor que dói, a versão de Fennell promete fazê-lo com ainda mais intensidade.

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A estreia acontece a 13 de Fevereiro. Até lá, o vento já começou a uivar… que mais não sejam as campanhas de vá ao cinema no dia dos namorados.

Um cerco real, uma arma ligada ao pescoço e a América em directo

Crime em Direto  (Dead Man’s Wire) estreia a 23 de Fevereiro e recupera um dos casos mais perturbadores dos anos 70

Inspirado num dos cercos mais mediáticos da história recente dos Estados Unidos, Crime em Direto — título nacional de Dead Man’s Wire — chega aos cinemas portugueses a 23 de Fevereiro, trazendo para o grande ecrã um episódio real que, em 1977, deixou um país inteiro colado à televisão. Mais do que um simples thriller baseado em factos verídicos, o filme revisita um caso que expôs de forma brutal as falhas do sistema financeiro, judicial e mediático norte-americano.

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Gus Van Sant e o regresso ao cinema da tensão moral

A realização pertence a Gus Van Sant, duas vezes nomeado aos Óscares da Academia por O Bom Rebelde e Milk. Conhecido pela sua abordagem contida e profundamente humana, Van Sant evita o sensacionalismo fácil e constrói um filme centrado na tensão psicológica, no desgaste emocional e na ambiguidade moral de todas as partes envolvidas.

O argumento é assinado por Austin Kolodney, que opta por uma reconstrução rigorosa dos acontecimentos, privilegiando o impacto humano do cerco e as questões éticas que dele emergem, em vez de uma dramatização excessiva.

Bill Skarsgård no centro do impasse

No papel de Tony Kiritsis surge Bill Skarsgård, numa interpretação intensa e desconfortável de um homem comum levado ao limite. Skarsgård afasta-se aqui de registos mais estilizados e mergulha numa personagem marcada pelo desespero, pela frustração acumulada e pela sensação de abandono por parte das instituições.

Ao seu lado, Dacre Montgomery assume um papel fundamental na dinâmica do cerco, acrescentando tensão emocional e conflito humano à narrativa, enquanto Coleman Domingo se destaca como uma das figuras-chave do sistema — seja ele judicial, policial ou mediático — oferecendo uma presença sólida e moralmente complexa, como já se tornou habitual na sua carreira.

Um acto extremo transmitido para todo o país

A 8 de Fevereiro de 1977, Tony Kiritsis entrou no escritório de Richard Hall, presidente da Meridian Mortgage Company, e tomou-o como refém de forma tão engenhosa quanto aterradora: uma caçadeira presa ao próprio pescoço, ligada por um fio — o “dead man’s wire” — que garantiria a morte de ambos caso o gatilho fosse libertado. O que começou como um acto isolado de desespero rapidamente se transformou num cerco policial prolongado, transmitido em directo pelas televisões norte-americanas.

À medida que as negociações se arrastavam, o caso deixava de ser apenas uma situação de reféns para se tornar um espelho de problemas estruturais: práticas financeiras abusivas, desigualdade de poder e um sistema judicial incapaz de responder eficazmente a quem se sente encurralado.

Um filme que recusa respostas fáceis

Crime em Direto não procura absolver nem condenar de forma simplista. Pelo contrário, coloca o espectador perante uma pergunta incómoda e actual: quando a lei falha em proteger os mais vulneráveis, onde começa — e acaba — a responsabilidade individual?

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Um filme tenso, sóbrio e profundamente inquietante, que prova que, por vezes, a realidade consegue ser mais perturbadora do que qualquer ficção.

Melania: glamour em Washington, polémica internacional e estreia hoje em Portugal

O documentário da primeira-dama divide atenções antes de chegar às salas portuguesas

O documentário Melania, centrado na vida de Melania Trump, chega hoje às salas de cinema portuguesas, com exibição assegurada em grande parte dos complexos da NOS Audiovisuais. A estreia acontece num contexto particularmente tenso a nível internacional, depois de o filme ter sido retirado das salas sul-africanas ainda antes da sua estreia naquele país, invocando-se de forma vaga o “clima atual”.

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O contraste não podia ser maior: enquanto em Washington o documentário foi apresentado numa noite de luxo, poder político e celebridades, na África do Sul o mesmo filme foi afastado silenciosamente da programação, levantando questões sobre política, diplomacia e liberdade de exibição cultural.

Uma estreia de alto perfil no coração do poder americano

A estreia mundial de Melania decorreu no Trump Kennedy Center, em Washington, perante uma plateia onde se misturaram membros do Governo norte-americano, figuras da música, empresários e personalidades mediáticas. Donald Trump marcou presença e descreveu o documentário como “uma história moderna da Casa Branca”, elogiando o seu potencial de sucesso junto do público.

Melania Trump surgiu como anfitriã da noite, vestida com um conjunto preto da Dolce & Gabbana, e acompanhada pelo realizador Brett Ratner e pelos produtores Fernando Sulichin e Marc Beckman. A primeira-dama afirmou estar “muito orgulhosa” do trabalho desenvolvido, destacando a coesão da equipa criativa.

Entre os convidados estiveram Robert F. Kennedy Jr.Nicki MinajGianni Infantino, Waka Flocka Flame, Dr. Phil McGraw e Jordan Belfort, numa lista que sublinha a dimensão simbólica e mediática do evento.

Um filme retirado das salas sul-africanas antes da estreia

Quase em simultâneo com o brilho da estreia em Washington, surgiu a notícia de que Melania tinha sido retirado das principais cadeias de cinema da África do Sul, a Nu Metro e a Ster Kinekor, poucas horas antes da sua estreia internacional, prevista para 30 de Janeiro.

Em declarações ao portal News24, Thobashan Govindarajulu, responsável de marketing da distribuidora Filmfinity, afirmou que “tendo em conta o clima atual, o filme não será mais exibido em salas no território”, sem especificar a que clima se referia. A agência France-Presse acrescenta que não foi possível obter esclarecimentos adicionais junto da empresa.

A decisão surge num momento de relações particularmente tensas entre o Governo sul-africano e a administração Trump, marcadas por divergências diplomáticas profundas, incluindo críticas de Washington à política externa de Pretória e à acusação apresentada pela África do Sul contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça.

Cinema, imagem e política — tudo no mesmo ecrã

Melania apresenta-se como um retrato próximo de 20 dias decisivos antes da tomada de posse de Donald Trump, acompanhando a primeira-dama num momento de transição e reposicionamento político. Mais do que um simples documentário biográfico, o filme assume-se como um exercício de controlo narrativo e de afirmação pública, algo que ajuda a explicar tanto o aparato da estreia americana como o desconforto gerado noutros contextos internacionais.

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A chegada do documentário às salas portuguesas acontece, assim, envolta em polémica e curiosidade. Entre glamour, diplomacia e cinema político, Melania promete não passar despercebido — nem dentro, nem fora do grande ecrã.

Quando a maternidade se transforma num campo de batalha emocional: Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te um Pontapé chega aos cinemas

Há filmes que se instalam lentamente no espectador e outros que entram sem pedir licença. Se Eu Tivesse Pernas, Dava‑te um Pontapé pertence claramente ao segundo grupo. O novo filme da realizadora Mary Bronstein estreia-se nas salas portuguesas a 19 de Fevereiro, trazendo consigo um retrato implacável do esgotamento emocional, da ansiedade e das pressões invisíveis associadas à maternidade contemporânea.

Protagonizado por Rose Byrne, o filme apoia-se quase integralmente numa interpretação intensa e sem rede de segurança, capaz de sustentar um drama psicológico que oscila entre o thriller emocional, o humor negro e uma sensação constante de colapso iminente.

Uma vida em queda livre

Linda é terapeuta, mãe e uma mulher que tenta desesperadamente manter o controlo quando tudo à sua volta começa a ruir. A filha desenvolve uma doença misteriosa e resistente a tratamentos, o marido está emocionalmente — e fisicamente — ausente, uma paciente desaparece sem explicação e a própria saúde mental de Linda começa a deteriorar-se a um ritmo alarmante.

O filme acompanha esta descida progressiva com um olhar próximo, quase claustrofóbico, recusando explicações fáceis ou soluções reconfortantes. A câmara insiste no desgaste, na repetição, na exaustão acumulada — como se o espectador fosse obrigado a partilhar o mesmo fôlego curto da protagonista.

Drama psicológico com nervo de thriller

Mary Bronstein constrói o filme com um ritmo tenso e nervoso, mais próximo de um thriller psicológico do que de um drama convencional. Cada situação quotidiana é tratada como um potencial detonador emocional, e o humor negro surge não como alívio, mas como mecanismo de sobrevivência.

Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te um Pontapé fala de maternidade sem romantização, expondo as expectativas irreais, o isolamento silencioso e a culpa permanente que tantas vezes acompanham este papel. O resultado é um filme desconfortável, mas profundamente humano, que recusa suavizar a experiência feminina para consumo fácil.

Rose Byrne em estado de graça

O grande motor do filme é, sem dúvida, a prestação de Rose Byrne. A actriz — vencedora de um Globo de Ouro e nomeada para o ÓscarBAFTA e outros prémios de prestígio — entrega aqui uma das interpretações mais cruas e exigentes da sua carreira. A sua Linda é frágil, obsessiva, por vezes difícil de suportar, mas sempre reconhecível.

Esta performance valeu-lhe o Prémio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Berlim, consolidando o filme como uma das propostas mais intensas do cinema independente recente.

Uma estreia que não passa despercebida

Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te um Pontapé chega aos cinemas como uma experiência imersiva, desconfortável e absolutamente contemporânea. Um filme que não procura agradar, mas sim confrontar — e que encontra na honestidade emocional a sua maior força.

Para quem procura cinema desafiante, centrado em personagens complexas e disposto a explorar zonas emocionalmente difíceis, esta é uma estreia a não ignorar.

Brian De Palma prepara novo regresso a Hollywood com talento brasileiro — e filmagens em Portugal

Aos 85 anos, Brian De Palma não mostra qualquer intenção de abrandar. Pelo contrário: o realizador norte-americano prepara-se para regressar aos sets com Sweet Vengeance, um novo projecto que marca o seu retorno ao cinema internacional e que conta com a participação de dois nomes centrais do cinema brasileiro contemporâneo.

A informação foi confirmada pelo produtor Rodrigo Teixeira, da RT Features, durante uma mesa-redonda da Mostra de Cinema de Tiradentes dedicada à internacionalização do audiovisual brasileiro. Segundo Teixeira, Sweet Vengeance terá direcção de fotografia de Pedro Sotero e figurinos de Cláudia Kopke.

Talento brasileiro ao serviço de um mestre do cinema

Pedro Sotero é amplamente reconhecido pelo seu trabalho em Bacurau e Aquarius, ambos realizados por Kleber Mendonça Filho, bem como em títulos mais recentes como Propriedade (2022) e Baby (2024). A sua fotografia, marcada por uma atenção rigorosa ao espaço e à textura da imagem, tornou-se uma referência no cinema brasileiro contemporâneo.

Já Cláudia Kopke chega a este projecto depois de assinar os figurinos de filmes emblemáticos como Que Horas Ela Volta? e Ainda Estou Aqui, este último distinguido com o primeiro Óscar da história do cinema brasileiro. O seu trabalho é frequentemente elogiado pela forma como contribui para a construção psicológica das personagens, sem nunca se impor de forma gratuita.

Um regresso aguardado de Brian De Palma

Sweet Vengeance será o primeiro filme de Brian De Palma desde Domino – A Hora da Vingança (2019). O realizador é responsável por uma filmografia fundamental do cinema norte-americano, que inclui títulos como Carrie, a EstranhaVestida para MatarUm Tiro na NoiteO Duplo e Os Intocáveis — obras que continuam a influenciar cineastas e espectadores décadas depois da sua estreia.

Embora os detalhes do enredo permaneçam em segredo, sabe-se que o filme será inspirado em dois homicídios reais, o que sugere um regresso a um território mais sombrio e próximo do thriller psicológico, género onde De Palma sempre se moveu com particular mestria.

Filmagens em Portugal e ambições internacionais

As filmagens de Sweet Vengeance deverão arrancar em Maio, em Portugal, reforçando a crescente atractividade do país como palco de produções internacionais de grande escala. A escolha sublinha também a vocação cada vez mais global da RT Features, produtora que tem no seu currículo filmes como Chama‑me Pelo Teu Nome, de Luca Guadagnino, e A Bruxa, de Robert Eggers.

Sem data de estreia definida e com o elenco ainda por anunciar, Sweet Vengeance começa desde já a gerar expectativa, não apenas pelo regresso de Brian De Palma, mas pela forma como cruza talento brasileiro, produção internacional e uma filmografia lendária que continua longe de dizer a última palavra.