James Franco confirmou ao Deadline em Cannes que tem um papel num “grande filme de estúdio” — o primeiro desde The Disaster Artist em 2017. O actor não revelou o título, mas deu detalhes suficientes para alimentar a especulação: “Isso foi a New Line e depois deixaram-nos vender à A24.” O filme já foi rodado mas “não estará pronto para este verão — o meu palpite é que será no final do ano ou primavera-verão de 2027.”
Franco estava em Cannes a promover Foster, um thriller de acção dos anos 80 rodado em Los Angeles onde interpreta Donald “Don” Foster, um veterano de guerra assombrado pelo passado e em luta pela sobriedade. É o quarto ano consecutivo que o actor tem filmes no mercado de Cannes — o que contradiz a narrativa de que esteve completamente afastado da indústria desde as acusações de assédio sexual em 2018 e o subsequente acordo extrajudicial em 2021.

Quando questionado sobre se foi tratado injustamente, Franco manteve o tom conciliatório que tem adoptado nas suas aparições públicas recentes: “Não sei. O que é que eu vou fazer? Eu avanço e tento viver uma vida positiva. Honestamente, acho que fui colocado neste planeta para fazer filmes.” É uma resposta que diz muito sobre o estado das coisas — sem assumir responsabilidade explícita, sem pedir perdão, mas também sem a agressividade que outros actores em situação semelhante adoptaram. A internet vai ter opiniões. Já as está a ter.

Franco esteve na cerimónia de abertura de Cannes ao lado da namorada Izabel Pakzad, e foi rodeado por fãs no lobby do Palais entre a cerimónia e a sessão do filme de abertura. A reabilitação, lenta e sem declarações dramáticas, parece estar em curso.



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