“Nemesis” estreia hoje no Netflix — o novo thriller da criadora de “Power” chega a Los Angeles

Courtney A. Kemp ajudou a redefinir o crime televisivo americano com Power — a saga de James St. Patrick que durante seis temporadas foi uma das séries mais vistas do Starz e que gerou quatro spin-offs. Nemesis, que estreia hoje no Netflix com oito episódios, é o seu regresso ao género com um ângulo ligeiramente diferente: em vez de um protagonista moral e politicamente ambíguo, são dois. 

A série centra-se na colisão entre Coltrane Wilder (Y’lan Noel), um ladrão mestre, e Isaiah Stiles (Matthew Law), um detective implacável da LAPD — dois homens com motivações semelhantes e métodos radicalmente opostos, em Los Angeles. A história explora o que acontece quando duas pessoas com os mesmos impulsos — ambição, lealdade, sobrevivência — escolhem lados diferentes da lei para os satisfazer. É um cat-and-mouse clássico, mas com a profundidade emocional e familiar que Kemp trouxe a Power

O elenco inclui ainda Cleopatra Coleman, Gabrielle Dennis, Domenick Lombardozzi, Michael Potts e Quincy Isaiah. A co-criadora é Tani Marole. Os primeiros oito episódios estão disponíveis em simultâneo — o modelo Netflix habitual, que convida à maratona e penaliza quem prefere o ritmo semanal. 

Para quem viu Power e ficou a querer mais do mesmo universo moral do crime americano, Nemesis é a próxima paragem natural. Para quem não conhece Kemp, é uma boa introdução ao seu estilo.

As estreias de 14 de Maio: uma saga com Salvador Sobral, o documentário dos Iron Maiden e uma Madre de Calcutá com Noomi Rapace

James Franco diz que está a “viver uma vida positiva” — e tem o primeiro papel num estúdio em quase uma década

“Outer Banks” termina a 1 de Julho — e os Pogues despediram-se ontem no Netflix Upfront

James Franco diz que está a “viver uma vida positiva” — e tem o primeiro papel num estúdio em quase uma década

James Franco confirmou ao Deadline em Cannes que tem um papel num “grande filme de estúdio” — o primeiro desde The Disaster Artist em 2017. O actor não revelou o título, mas deu detalhes suficientes para alimentar a especulação: “Isso foi a New Line e depois deixaram-nos vender à A24.” O filme já foi rodado mas “não estará pronto para este verão — o meu palpite é que será no final do ano ou primavera-verão de 2027.” 

Franco estava em Cannes a promover Foster, um thriller de acção dos anos 80 rodado em Los Angeles onde interpreta Donald “Don” Foster, um veterano de guerra assombrado pelo passado e em luta pela sobriedade. É o quarto ano consecutivo que o actor tem filmes no mercado de Cannes — o que contradiz a narrativa de que esteve completamente afastado da indústria desde as acusações de assédio sexual em 2018 e o subsequente acordo extrajudicial em 2021. 

Quando questionado sobre se foi tratado injustamente, Franco manteve o tom conciliatório que tem adoptado nas suas aparições públicas recentes: “Não sei. O que é que eu vou fazer? Eu avanço e tento viver uma vida positiva. Honestamente, acho que fui colocado neste planeta para fazer filmes.” É uma resposta que diz muito sobre o estado das coisas — sem assumir responsabilidade explícita, sem pedir perdão, mas também sem a agressividade que outros actores em situação semelhante adoptaram. A internet vai ter opiniões. Já as está a ter. 

Franco esteve na cerimónia de abertura de Cannes ao lado da namorada Izabel Pakzad, e foi rodeado por fãs no lobby do Palais entre a cerimónia e a sessão do filme de abertura. A reabilitação, lenta e sem declarações dramáticas, parece estar em curso.

“Outer Banks” termina a 1 de Julho — e os Pogues despediram-se ontem no Netflix Upfront

Outer Banks regressa a 1 de Julho de 2026 com a quinta e última temporada. Ontem, no Netflix Upfront em Nova Iorque, Chase Stokes, Madison Bailey, Jonathan Daviss e Carlacia Grant subiram ao palco para mostrar as primeiras imagens da temporada final e se despedirem do público. Foi o tipo de momento que os fãs da série vão guardar — quatro actores que cresceram juntos em frente às câmaras, a anunciar o fim de uma história que acompanharam durante seis anos. 

A temporada tem dez episódios e deve ser lançada em simultâneo — regressando ao modelo binge que a quarta temporada dividida abandonou. As filmagens decorreram em Charleston, Carolina do Sul, e na Croácia, e os criadores disseram que sempre souberam qual seria a última cena da série desde o início. O elenco principal regressa na íntegra — com excepção de Rudy Pankow: JJ está morto e a morte é permanente. Para os fãs que ainda tinham esperança, é a confirmação definitiva. 

A série estreou em 2020, em plena pandemia, e tornou-se num fenómeno que atravessou gerações — adolescentes que começaram a ver com os pais e que chegam ao fim da série quase adultos, ao mesmo tempo que os Pogues. É o tipo de arco narrativo que raramente acontece na televisão de streaming, e que torna o adeus de 1 de Julho em algo com um peso real. Em Portugal, Outer Banks está disponível no Netflix.

As estreias de 14 de Maio: uma saga com Salvador Sobral, o documentário dos Iron Maiden e uma Madre de Calcutá com Noomi Rapace

Spielberg regressa com OVNIs, Emily Blunt e a maior questão de sempre — “Disclosure Day” estreia a 12 de Junho

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Brad Pitt perdeu-se no Alasca com um cão — “Heart of the Beast” estreia a 25 de Setembro

A Paramount confirmou ontem que Heart of the Beast estreia a 25 de Setembro de 2026. A premissa é tão simples quanto eficaz: um ex-soldado das Forças Especiais fica perdido nas profundezas do Alasca com o seu cão de combate reformado depois de um acidente de aviação — e a luta pela sobrevivência contra os elementos e a vida selvagem é tudo o que os separa da civilização. 

Brad Pitt e David Ayer estão juntos pela segunda vez desde Fury (2014) — o filme de guerra que os dois consideram o melhor trabalho conjunto de ambos e que fez mais de 200 milhões globalmente. As primeiras palavras de quem viu o filme em sessões de teste descrevem-no como “o melhor filme de Ayer desde Fury” — uma comparação que, vinda de quem já conhece o material, é um bom sinal. J.K. Simmons e Anna Lambe completam o elenco; o argumento é de Cameron Alexander; e Damien Chazelle é produtor executivo. 

O cão tem papel central. No trailer apresentado na CinemaCon em Abril, Pitt assegura ao animal depois do acidente: “Vou levar-te para casa. Só vamos ter de fazer isto da maneira difícil.” É uma frase que, num trailer, faz exactamente o que deve fazer: estabelece a relação, define o tom e garante que toda a gente na sala já está emocionalmente investida antes de a história começar. Pitt e Ayer sabem o que estão a fazer — e o cão provavelmente também.

Na mesma data estreia Forgotten Island, da DreamWorks, com Dave Franco e Jenny Slate — e um relançamento de Vingadores: Fim do Jogo da Marvel. É um fim-de-semana de Setembro com opções para toda a gente. Heart of the Beastestá em Portugal a 25 de Setembro. 

“Berlim e a Dama com Arminho” estreia amanhã — e a máscara dourada confirma que La Casa de Papel não acabou

“A Melhor Despedida de Solteira” tem 15 anos — e continua a ser a melhor comédia feminina de sempre

As estreias de 14 de Maio: uma saga com Salvador Sobral, o documentário dos Iron Maiden e uma Madre de Calcutá com Noomi Rapace

“Berlim e a Dama com Arminho” estreia amanhã — e a máscara dourada confirma que La Casa de Papel não acabou

Há duas notícias neste artigo. A primeira é que Berlim e a Dama com Arminho — a segunda temporada do spin-off de La Casa de Papel centrado no personagem mais elegante e mais insuportável da série — estreia amanhã, 15 de Maio, no Netflix, com todos os oito episódios disponíveis em simultâneo. A segunda é que, durante a pré-estreia realizada em Sevilha na semana passada, a Netflix confirmou que o universo de La Casa de Papel vai continuar muito além de Berlim — com um teaser de 50 segundos e uma máscara de Salvador Dalí dourada que deixou os fãs em polvorosa.

Comecemos pelo que chega amanhã. A segunda temporada abandona Paris — onde a primeira temporada decorreu, com o gangue a fazer desaparecer 44 milhões de euros em jóias — e move a acção para Sevilha, onde Berlim e a sua equipa planeiam roubar A Dama com Arminho, uma das obras mais célebres de Leonardo da Vinci. O título não é uma metáfora — é literalmente o quadro que está no centro do plano. Em paralelo, Berlim organiza um segundo golpe em Paris, desta vez mirando 434 diamantes avaliados em 44 milhões de euros na Champs-Élysées. Dois golpes em simultâneo, duas cidades, uma equipa que já conhecemos e uma nova personagem interpretada por Inma Cuesta cujos contornos a produção manteve em segredo até à pré-estreia. 

Pedro Alonso regressa como Andrés de Fonollosa — o homem que La Casa de Papel apresentou como vilão e que o spin-off foi transformando numa figura muito mais complexa, capaz de planear um roubo como se fosse uma composição musical e de destruir uma relação com a mesma precisão. Ao seu lado estão Tristán Ulloa como Damián, Michelle Jenner como Keila, Begoña Vargas como Cameron, Julio Peña Fernández como Roi e Joel Sánchez como Bruce. A frase de campanha da temporada — “Ele não rouba, ele faz arte” — define o tom com uma exactidão que o próprio Berlim provavelmente aprovaria. 

E depois há o teaser. Durante a pré-estreia em Sevilha, Álvaro Morte — o Professor — confirmou o regresso ao universo, e a Netflix exibiu um teaser de 50 segundos com a máscara de Salvador Dalí agora dourada e uma barra de ouro a ser desenterrada, com a narração: “Tudo começou com dinheiro, depois veio o ouro e tesouros que não têm preço, mas a revolução ainda não acabou.” Não há título, não há elenco, não há data. Há apenas a confirmação de que a franchise mais vista da história da Netflix em língua não inglesa não ficou por aqui. 

Para Portugal, onde La Casa de Papel foi uma das séries mais vistas de sempre na plataforma, amanhã é dia de maratona.

“A Melhor Despedida de Solteira” tem 15 anos — e continua a ser a melhor comédia feminina de sempre

The Legendary Tigerman leva Carlos Paião ao NOS Alive — e o biopic chega aos cinemas em Agosto

As estreias de 14 de Maio: uma saga com Salvador Sobral, o documentário dos Iron Maiden e uma Madre de Calcutá com Noomi Rapace

“A Melhor Despedida de Solteira” tem 15 anos — e continua a ser a melhor comédia feminina de sempre

Há filmes que envelhecem. E há filmes que ficam exactamente onde os deixaste — prontos a fazer-te rir nas mesmas cenas, a surpreender-te com as mesmas piadas que já conheces de cor. A Melhor Despedida de Solteira pertence ao segundo grupo. Estreou em Maio de 2011, fez 288 milhões de dólares globalmente com um orçamento de 32 milhões, foi nomeado ao Óscar de Melhor Argumento Original, e redefiniu o que uma comédia feminina podia ser — e podia custar, e podia render. Está disponível no Disney+ em Portugal desde o início do mês.

Kristen Wiig escreveu o argumento com Annie Mumolo a partir de uma premissa simples: e se uma comédia de casamento fosse protagonizada por mulheres que se comportam exactamente como os homens se comportam nas comédias de casamento? Sem filtros, sem elegância, sem o decoro que o género habitualmente impõe às suas personagens femininas. O resultado foi uma das comédias mais fisicamente ousadas e emocionalmente honestas da história recente do cinema americano — com a cena do vestido de noiva a tornar-se imediatamente num dos momentos mais citados do género.

O elenco é um exercício de casting perfeito. Wiig como Annie, a madrinha de casamento em colapso existencial. Maya Rudolph como Lillian, a noiva que tenta manter tudo unido. Rose Byrne — que este ano ganhou o BAFTA de Actriz em Comédia por Amandaland — como a rival elegante e aparentemente perfeita que esconde mais do que mostra. Ellie Kemper, Wendi McLendon-Covey e, acima de todos, Melissa McCarthy como Megan, numa performance que lhe valeu a nomeação ao Óscar de Melhor Actriz de Apoio e que transformou a sua carreira de forma irreversível.

Paul Feig realizou com uma leveza que o argumento exigia — deixar as actrizes trabalhar, confiar no ritmo e não tentar controlar o caos. O mesmo Feig realizaria depois O Táxi das LoucasA Espia que Me Valeu e o reboot de Ghostbusters — sempre com mulheres no centro, sempre com a mesma filosofia. A Melhor Despedida de Solteira foi o início de tudo isso. Quinze anos depois, ainda é o melhor.

Tatiana Maslany sozinha numa cabana com Osgood Perkins — “Keeper: Para Sempre” estreia esta sexta no TVCine

The Legendary Tigerman leva Carlos Paião ao NOS Alive — e o biopic chega aos cinemas em Agosto

As estreias de 14 de Maio: uma saga com Salvador Sobral, o documentário dos Iron Maiden e uma Madre de Calcutá com Noomi Rapace

The Legendary Tigerman leva Carlos Paião ao NOS Alive — e o biopic chega aos cinemas em Agosto

Carlos Paião morreu em 1983, aos 26 anos, num acidente de viação. Tinha lançado três álbuns em dois anos, vendido centenas de milhares de discos com canções que combinavam pop de salão com humor negro e sarcasmo subtil, e estava no início de uma carreira que ninguém consegue saber onde teria chegado. Quarenta e três anos depois, o seu universo vai chegar ao NOS Alive — reconstruído por The Legendary Tigerman — e aos cinemas portugueses em Agosto, num biopic realizado por Sérgio Graciano.

O percurso que une os dois acontecimentos é invulgar. Graciano desafiou Paulo Furtado — o músico por detrás do projecto The Legendary Tigerman — a assumir a produção musical de Playback — Um Filme Sobre Carlos Paião. O que começou como um trabalho de arquivo transformou-se numa imersão criativa: Furtado dissecou a forma como Paião escrevia canções, percebeu a lógica interna dos seus arranjos e construiu uma nova identidade sonora para o filme — fiel ao humor e ao sarcasmo do original, mas passada pelo filtro do seu próprio universo. “Por baixo de cada hit pop, existe um mundo mais negro, onde se cruzam pós-punk, Badalamenti, Morricone e synths lo-fi”, diz Furtado. “Um cocktail que me pareceu a forma certa de trazer a música de Carlos Paião para o século XXI.”

Desta colaboração nasceu PLAYBACK — PAIÃO POR TIGERMAN, a banda criada especificamente para dar vida à banda sonora do filme em contexto ao vivo. A estreia acontece no NOS Alive, nos dias 10 e 11 de Julho, no Palco Galp Fado Café. Em palco estarão Rafael Ferreira — o actor que interpreta Carlos Paião no filme e que canta as canções em cena —, The Legendary Tigerman, Mike Ghost, Sara Badalo, João Cabrita e Ray nos coros. É o tipo de apresentação que só existe quando um filme e a sua música são inseparáveis — e que faz do NOS Alive um ensaio geral antes da estreia nos cinemas.

Playback — Um Filme Sobre Carlos Paião chega às salas a 5 de Agosto, com distribuição NOS Audiovisuais. Para quem cresceu com “Playback”, “Computador de Palmo e Meio” ou “Néon”, é a melhor notícia do verão português.

“O Passageiro do Inferno” estreia a 21 de Maio — André Øvredal e o terror nas estradas vazias da noite

André Øvredal tem uma carreira construída sobre um princípio simples: pegar num cenário familiar e torná-lo insuportável. Trollhunter transformou as lendas escandinavas em found footage claustrofóbico. Autópsia de Jane Doe colocou dois médicos legistas numa sala com um cadáver e não os deixou sair. Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro produziu páginas de um livro infantil em imagens que ficam. Com O Passageiro do Inferno, o realizador norueguês pega num dos medos mais primários do cinema de terror — a estrada vazia de noite, o acidente que não devia ter acontecido — e transforma-o num pesadelo de perseguição sem paragem. Estreia nas salas portuguesas a 21 de Maio.

A premissa é deliberadamente simples: um jovem casal testemunha um acidente grave numa estrada isolada. Param. Saem do carro. E quando continuam viagem, percebem que não saíram do local sozinhos. A presença que os acompanha — conhecida como “The Passenger” — não descansa e não negoceia. O que começa como uma noite fora do comum transforma-se numa luta desesperada pela sobrevivência contra algo que não obedece às regras do mundo físico.

É um terreno que Øvredal conhece bem. A sua marca como realizador é a construção de tensão através do que não se vê — o som antes da imagem, a sombra antes da criatura, o silêncio antes do grito. Autópsia de Jane Doe, talvez o seu filme mais conseguido, é um estudo de como o medo se instala quando a explicação racional vai falhando uma a uma. O Passageiro do Inferno parece trabalhar a mesma lógica num espaço diferente: não uma sala fechada mas uma estrada aberta que, paradoxalmente, oferece menos saídas.

Para os fãs do género, o nome de Øvredal é garantia suficiente de que o filme foi feito com seriedade. Para quem ainda não conhece o seu trabalho, O Passageiro do Inferno é uma entrada directa e eficaz. A 21 de Maio nas salas portuguesas.

Tatiana Maslany sozinha numa cabana com Osgood Perkins — “Keeper: Para Sempre” estreia esta sexta no TVCine

“Reacher” renovado para a quinta temporada antes de a quarta estrear — Alan Ritchson é imparável

Spielberg regressa com OVNIs, Emily Blunt e a maior questão de sempre — “Disclosure Day” estreia a 12 de Junho

As estreias de 14 de Maio: uma saga com Salvador Sobral, o documentário dos Iron Maiden e uma Madre de Calcutá com Noomi Rapace

Tatiana Maslany sozinha numa cabana com Osgood Perkins — “Keeper: Para Sempre” estreia esta sexta no TVCine

Osgood Perkins tem um talento específico e inconfundível: construir terror a partir do dentro para fora. Não há monstros que saltam da escuridão nos seus filmes — há atmosferas que se instalam devagar, realidades que começam a ceder, personagens que já não sabem distinguir o que é real do que o seu próprio cérebro está a fabricar. The Blackcoat’s DaughterI Am the Pretty Thing That Lives in the HouseLonglegs — são filmes que ficam depois de acabarem, não pela adrenalina mas pelo desconforto. Keeper: Para Sempre segue a mesma lógica e estreia esta sexta-feira, 16 de Maio, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e TVCine+.

A premissa usa um dos cenários mais clássicos do género — a cabana isolada na floresta — mas recusa o que habitualmente se faz com ele. Liz e Malcolm celebram o primeiro aniversário da relação num refúgio aparentemente idílico. Quando Malcolm se ausenta subitamente, alegando ter de regressar à cidade para tratar de um paciente, Liz fica sozinha numa cabana que começa a revelar um passado que não estava nos planos da viagem. As visões chegam devagar. A percepção da realidade vai cedendo. E quando Malcolm regressa, o seu comportamento levanta questões que Liz não consegue ignorar: o horror pode não estar apenas em quem habita a casa, mas no que se esconde dentro dela — e dentro dela própria.

Tatiana Maslany carrega o filme praticamente sozinha durante grande parte da sua duração — uma tarefa que conhece bem desde Orphan Black, onde interpretou múltiplas personagens em simultâneo com uma precisão técnica e emocional que lhe valeu o Emmy. Aqui está num registo mais contido e mais interior, e o resultado valeu-lhe o prémio de Melhor Actriz nos Film Critics Circle Awards de Vancouver. Rossif Sutherland, filho de Donald Sutherland e irmão de Kiefer, interpreta Malcolm com uma ambiguidade calculada que o argumento precisa.

James Wan — o realizador de SawInsidious e The Conjuring, e uma das vozes mais influentes do terror contemporâneo — descreveu o filme como “uma descida aterradora à loucura”. É uma formulação que serve bem o que Perkins faz: não é um filme de sustos, é um filme de erosão. Esta sexta-feira, às 21h30, no TVCine Top e TVCine+.