“The Mandalorian and Grogu” chegou ontem , 2 de setembro, ao Disney+, cerca de três meses depois da sua estreia nos cinemas de todo o mundo, a 22 de maio. A janela de 103 dias entre a exibição em sala e a chegada ao streaming é relativamente longa para os padrões recentes da Disney, um sinal, segundo analistas do setor, de uma estratégia deliberada para maximizar ainda algum retorno adicional em bilheteira antes de disponibilizar o filme na plataforma.
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Realizado por Jon Favreau, o filme transporta para o grande ecrã a relação entre Din Djarin, o caçador de recompensas mandaloriano interpretado por Pedro Pascal, e Grogu, a pequena criatura que se tornou, desde a estreia da série original em 2019, um dos fenómenos culturais mais duradouros de toda a franquia “Star Wars” das últimas duas décadas. A dupla, que já tinha conquistado o público ao longo de três temporadas da série homónima, transita agora para uma aventura de escala cinematográfica, mantendo o tom que sempre distinguiu a saga: uma mistura de western espacial, aventura familiar e um vínculo emocional pouco habitual entre um pistoleiro solitário e a sua improvável companhia.
Apesar do entusiasmo inicial gerado pela estreia em sala, com um arranque global de 167 milhões de dólares no fim de semana do Memorial Day, “The Mandalorian and Grogu” acabou por se tornar, surpreendentemente, o filme de “Star Wars” em ação real com a bilheteira mundial mais baixa de sempre, fechando a exibição em cinemas com um total global de 345 milhões de dólares, um valor inferior mesmo aos 393 milhões arrecadados por “Han Solo”, até agora o resultado mais fraco da saga. É um dado que surpreendeu boa parte da indústria, tendo em conta a popularidade que tanto a série como a personagem de Grogu continuam a demonstrar junto do público em geral, sobretudo nas redes sociais e no mercado de produtos licenciados.
Esta discrepância entre popularidade cultural e desempenho direto em bilheteira tem alimentado alguma discussão dentro da indústria sobre até que ponto certas franquias de streaming, profundamente enraizadas no hábito doméstico de consumo, conseguem realmente converter esse sucesso numa experiência de cinema que o público sinta necessidade de pagar para ver em sala, uma questão que a chegada do filme ao Disney+, já hoje, promete finalmente esclarecer, ao expor o título a uma base de assinantes muito mais vasta do que aquela que efetivamente o foi ver ao cinema.
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Independentemente do resultado comercial em sala, para os fãs de sempre da dupla, a chegada ao Disney+ representa a oportunidade mais acessível de sempre para revisitar, ou descobrir pela primeira vez, esta aventura na comodidade de casa.



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