Heart of the Beast”: o reencontro de Brad Pitt com David Ayer, doze anos depois de “Fury”, chega aos cinemas a 24 de setembro

Faltam menos de duas semanas para “Heart of the Beast: Heróis Inseparáveis” chegar aos cinemas portugueses, a 24 de setembro, um dia antes da estreia nos Estados Unidos através da Paramount Pictures, e os bastidores que têm vindo a público sugerem que o filme está longe de ser um simples thriller de sobrevivência genérico. Trata-se, antes de mais, do reencontro entre Brad Pitt e o realizador David Ayer, doze anos depois de “Fury” (2014), o drama bélico que os tinha unido pela primeira vez, e que agora regressam com uma proposta radicalmente diferente: um homem, um cão, e a natureza selvagem do Alasca como o verdadeiro antagonista da história.

Um dos detalhes mais reveladores sobre a produção, entretanto confirmado pelo próprio Pitt, é que o ator passou cerca de 95% do tempo de rodagem a contracenar diretamente com um cão verdadeiro, em vez de recorrer a efeitos digitais ou a um animal robótico, uma escolha que Ayer descreveu como um dos desafios mais exigentes de toda a sua carreira como realizador. O papel de Odin, o cão de combate reformado que acompanha a personagem de Pitt, o oficial das Forças Especiais James Belmont, ficou a cargo de um pastor-alemão chamado Uber, com três dos seus próprios descendentes reais, Seeka, Ryker e Hondo, a servirem de duplos ao longo das filmagens. Pitt chegou a assumir publicamente que se sentiu, em determinados momentos, mais como o “ator secundário” da produção do que como a estrela principal, obrigado a gerir o comportamento imprevisível do animal, que podia distrair-se com algo tão trivial como uma abelha a voar por perto, sem nunca sair da personagem.

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Apesar de a história se passar no Alasca, a produção decidiu filmar a maior parte das cenas na Ilha Sul da Nova Zelândia, incluindo localizações glaciares remotas de tal forma inacessíveis que a equipa técnica teve de se deslocar de helicóptero, limitada a transportar apenas algumas cargas de equipamento por viagem, uma logística que ajuda a explicar por que motivo Ayer descreveu esta rodagem como uma das mais fisicamente exigentes que já enfrentou. Pitt, por seu lado, descreveu a sua personagem como “uma alma assombrada”, e o próprio realizador não hesitou em elogiar publicamente a entrega do ator: “É uma fera. Expôs-se de uma forma vulnerável que nunca tinha visto antes”, afirmou Ayer numa entrevista recente à revista GQ, acrescentando que um comentário recorrente entre quem já viu o filme é precisamente o quão crua, credível e profunda é a interpretação de Pitt.

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O filme já começou também a percorrer o circuito de festivais antes da estreia comercial, tendo sido anunciado como uma das adições ao Festival de San Sebastián, marcando o regresso de Pitt a um certame que já visitou anteriormente, um movimento estratégico que sugere que a Paramount está a apostar em “Heart of the Beast” não apenas como um produto de entretenimento de género, mas também como uma peça com alguma ambição de reconhecimento crítico, à boleia das comparações que já começaram a surgir com “O Renascido”, de Alejandro González Iñárritu, o filme que rendeu a Leonardo DiCaprio o seu primeiro Óscar.

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Em termos comerciais, as previsões apontam para uma estreia moderada nos Estados Unidos, entre 15 e 25 milhões de dólares no fim de semana de abertura, uma vez que o filme vai competir diretamente contra o relançamento de “Vingadores: Endgame” e a estreia de “Forgotten Island”, da DreamWorks, com Dave Franco e Jenny Slate. Ainda assim, para Pitt, que continua a alternar com sucesso entre grandes produções, como “F1”, e apostas mais pessoais e intimistas como esta, “Heart of the Beast” surge como mais uma prova de versatilidade numa fase da carreira em que o ator parece cada vez mais seletivo, mas também cada vez mais disposto a arriscar fisicamente em papéis exigentes.

🎬 “A Working Man”: Jason Statham entra em modo “exército de um só homem” numa ode aos clássicos de ação dos anos 80

Se cresceste ao som de balas a voar em Rambo, socos no estômago à Commando e frases icónicas em filmes como Hard Target ou Cobra, então prepara-te: Jason Statham está de volta ao seu melhor em “A Working Man”, o novo filme de David Ayer que já está a incendiar as redes sociais com primeiras reações entusiasmadas.

Com estreia esta sexta-feira, 28 de março, o filme tem sido descrito como “um delírio de ação à moda antiga”, daqueles em que o protagonista resolve tudo com os punhos e uma expressão carregada de testosterona. E pelos vistos… é mesmo isso que vamos ter. E ainda bem.

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O regresso do herói silencioso (mas letal)

A Working Man segue a história de Levon Cade, um ex-operacional das forças especiais que deixou a violência para trás para trabalhar em construção civil. Mas quando a filha do seu patrão — que considera família — desaparece, Cade volta à ação. E o que começa como uma missão pessoal de resgate rapidamente se transforma numa batalha contra uma rede de corrupção muito mais profunda do que parecia.

Com um argumento de David Ayer (realizador de End of Watch e Fury) escrito em parceria com Sylvester Stallone, e baseado no romance Levon’s Trade de Chuck Dixon, este é um filme que não pede desculpa pela sua violência exagerada nem pela sua nostalgia desavergonhada.

As primeiras reações: um banho de sangue delicioso

As reações iniciais são unânimes em apontar para um festival de murros, explosões e frases de efeito:

• Chris Bumbray (JoBlo) chamou-lhe um “campy B-movie blast”, ou seja, um filme de série B camp, explosivo, que começa com calma mas rapidamente entra em território insano.

• Courtney Howard (Variety / AV Club) elogia a “ação carregada de vingança” com uma dose inesperada de sinceridade emocional.

• Bill Bria (Slash Film) diz que não é The Beekeeper 2 (o recente sucesso de Statham), mas que entrega “porrada à estilo Reacher”, com uma pitada de Rambo e Hard Target.

Ou seja, A Working Man é exatamente aquilo que promete: puro entretenimento de ação, com um Jason Statham implacável, ao melhor estilo dos heróis de VHS dos anos 80.

Um elenco recheado de caras conhecidas

Além de Statham, o filme conta ainda com Michael PeñaDavid Harbour (Stranger Things), Jason FlemyngMerab NinidzeMaximilian Osinski e Cokey Falkow, entre outros. Um verdadeiro cocktail de talento para uma história que não precisa de grandes artifícios para cumprir o seu propósito: entreter com violência coreografada e adrenalina pura.

O renascimento da ação prática?

Num tempo em que muitos blockbusters se rendem aos efeitos especiais e à estética digital, A Working Man parece apostar na fisicalidade crua e prática, com Statham a liderar a carga como um dos últimos grandes heróis de ação física em Hollywood. E com a realização de David Ayer, conhecido pelo seu estilo mais sujo e realista, este filme poderá marcar uma nova fase nos filmes de ação “à moda antiga”, onde o suor e os hematomas são mais importantes do que o CGI.

A frase de ouro? “Começa como um drama… e acaba como uma carnificina!”

Entre vingança pessoal, redes de tráfico humano, conspirações e toneladas de pontapés, A Working Man parece ter todos os ingredientes para ser o novo favorito dos fãs hardcore de ação. E se estás à procura de algo para dar uma sacudidela ao marasmo dos lançamentos atuais, este poderá ser mesmo o filme ideal para sair do sofá e voltar à sala de cinema.


Veredito: um regresso triunfante ao ADN dos filmes de ação

Se és fã de Stallone, Schwarzenegger ou Jean-Claude Van Damme, vais sentir-te em casa com este novo título. Jason Statham continua a provar que tem carisma, presença e o físico necessários para manter viva a tradição do “herói de ação à antiga” — e com um realizador como David Ayer ao leme, há esperança para o futuro do género.

“A Working Man” estreia esta sexta-feira, 28 de março, nas salas de cinema internacionais. Ainda sem data oficial confirmada para Portugal, mas será certamente uma prioridade para os amantes do género.

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