Faltam quatro dias. O 79.º Festival de Cannes abre a 12 de Maio com The Electric Kiss de Pierre Salvadori na cerimónia de abertura no Grand Théâtre Lumière, e nos onze dias que se seguem Park Chan-wook e o seu júri vão ter de escolher uma Palma de Ouro entre 22 filmes que, pelo menos no papel, incluem alguns dos trabalhos mais aguardados dos últimos anos.
Os primeiros três dias são os mais importantes para perceber o estado geral do festival. A 13 de Maio, Hope de Na Hong-jin — o thriller de ficção científica com Alicia Vikander, Michael Fassbender e Hoyeon que toda a gente aponta como favorito à Palma — estreia na Competição Oficial. É o regresso do realizador de The Wailing após uma década de silêncio, com um dos maiores orçamentos de sempre no cinema coreano e o director de fotografia de Parasite por detrás da câmara. Se corresponder à expectativa, o tom do festival fica definido logo no primeiro fim-de-semana.
A 14 de Maio, Fatherland de Pawel Pawlikowski — com Sandra Hüller como a filha de Thomas Mann numa viagem pela Alemanha em ruínas do pós-guerra — é a segunda grande estreia da Competição. Pawlikowski ganhou o Óscar de Melhor Filme Internacional por Ida em 2015 e foi a Cannes com Cold War em 2018; conhece o festival e o festival conhece-o. Hüller vem de uma temporada de prémios em que foi nomeada ao Óscar por Anatomia de uma Queda e por Zona de Interesse em simultâneo — uma façanha sem precedentes. É uma das presenças mais aguardadas na Croisette este ano.
Fora da Competição, os primeiros dias têm Propeller One-Way Night Coach de John Travolta nas Cannes Premières — a estreia do actor como realizador, com um filme dedicado ao filho Jett — e nas Cannes Classics, John Lennon: The Last Interview de Steven Soderbergh, um documentário sobre a entrevista que Lennon deu 48 horas antes de ser assassinado. É o tipo de título que passa discretamente pelo festival e que toda a gente lamenta não ter visto quando chega ao streaming meses depois.
Em Un Certain Regard, Victorian Psycho de Zachary Wigon — com Maika Monroe como uma governanta vitoriana que começa a dar nas vistas pelas razões erradas — estreia a 15 de Maio e é o filme de género mais aguardado das secções paralelas. Para quem segue Cannes a partir de Portugal, a cobertura da imprensa especializada começa na segunda-feira e os primeiros veredictos reais chegam na terça. É a semana mais importante do calendário cinematográfico do ano.
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