The Twits: A Nova Aposta da Netflix Que Divide Críticos e Fãs de Roald Dahl 🎩🐒

A Netflix voltou a mergulhar no universo de Roald Dahl — e, desta vez, o mergulho veio com lama. The Twits, a nova adaptação animada do clássico infantil, chegou à plataforma envolta em curiosidade e polémica. O filme, realizado por Phil Johnston (ZootopiaWreck-It Ralph), promete reintroduzir às novas gerações um dos livros mais bizarros e grotescos do autor britânico. Mas o resultado tem deixado o público dividido entre o espanto e a perplexidade.

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O livro original de 1980 contava a história de um casal repulsivo, o Sr. e a Sra. Twit — dois seres desagradáveis, malcheirosos e desprovidos de empatia — que se divertiam a torturar animais e a fazer partidas um ao outro. Dahl criou-os como um exercício de repulsa, quase um manifesto contra a fealdade moral e física. No entanto, a nova versão da Netflix opta por atualizar o contexto: os Twits continuam asquerosos, mas agora vivem numa cidade moderna e planeiam abrir um parque de diversões insalubre, repleto de colchões sujos e infrações sanitárias.

O que poderia ser uma comédia de mau gosto tornou-se, curiosamente, uma alegoria política. Vários críticos têm sublinhado que o filme acaba por refletir sobre o populismo contemporâneo, com os Twits a convencerem os cidadãos de uma cidade decadente a apoiar o seu projeto “para devolver a glória perdida”. A metáfora é difícil de ignorar — e muitos observadores aplaudem a ousadia de introduzir, num filme infantil, uma reflexão tão clara sobre manipulação e poder.

Ainda assim, há quem veja aqui o ponto fraco da adaptação. Para alguns críticos, a tentativa de transformar um conto grotesco numa fábula moral sobre o estado do mundo acaba por diluir o humor negro e a crueldade absurda que sempre caracterizaram o espírito de Dahl. O The Guardian descreveu o resultado como “americanizado e grotesco nos momentos errados”, enquanto o The Times acusou a Netflix de “domesticar” a irreverência do autor britânico.

Nem tudo, porém, são espinhos. O elenco vocal tem recebido elogios generalizados — com Margo Martindale e Johnny Vegas a darem vida (e uma boa dose de viscosidade cómica) ao casal Twit. Natalie Portman e Timothy Simonsemprestam vozes aos carismáticos macacos Muggle-Wumps, as verdadeiras vítimas da história, e há ainda um cameo divertido do próprio realizador. Mesmo as canções originais, compostas por David Byrne, embora pouco memoráveis segundo a crítica, conferem ao filme um tom excêntrico e algo experimental.

Visualmente, a animação tem dividido opiniões. Alguns apreciam o aspeto deliberadamente “sujo” e pouco polido, que mantém o espírito anárquico do texto, enquanto outros consideram o resultado abaixo dos padrões técnicos de estúdios como a Disney ou a DreamWorks. Ainda assim, há quem veja nessa imperfeição uma escolha estética consciente — um reflexo do mundo grotesco dos Twits.

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No final, The Twits é um filme que não passa despercebido. Há quem o acuse de perder o encanto do original e quem o celebre como a adaptação mais ousada de Dahl até hoje. Talvez o seu maior mérito seja esse: conseguir provocar reações tão intensas — entre o riso, o desconforto e a reflexão política — num público que esperava apenas uma comédia animada.

Afinal, num mundo em que tantas histórias são polidas até à exaustão, talvez seja refrescante ver uma que ainda se atreve a ser… desagradável.

Mark Wahlberg Está de Volta em The Family Plan 2: A Nova Comédia de Ação da Apple TV Chega com Sabor Europeu 🇪🇺🎬

A Apple TV+ continua a reforçar o seu catálogo de filmes originais e a aposta para este outono promete muita ação, gargalhadas e espírito natalício.

Mark Wahlberg regressa em The Family Plan 2, a sequela do filme que em 2023 se tornou um dos maiores sucessos da plataforma — e que agora ganha nova vida… com um vilão inesperado: Kit Harington, o eterno Jon Snow de Game of Thrones.

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De assassino reformado a turista acidental

Na primeira parte, Wahlberg interpretava um ex-agente secreto que tentava viver uma vida normal com a família — até que o passado bateu à porta.

Em The Family Plan 2, o “pai mais perigoso do mundo” volta à ação durante umas férias na Europa que, claro, correm espetacularmente mal.

O novo trailer mostra uma mistura entre comédia familiar e filme de espionagem, com cenários europeus, perseguições de carro e um humor que aposta tanto na confusão como no caos.

Um sucesso improvável — e uma segunda oportunidade

O primeiro The Family Plan não convenceu a crítica (ficou pelos 29% no Rotten Tomatoes), mas o público discordou: com uma pontuação de 60% e um volume de visualizações recorde, tornou-se o filme mais visto da história da Apple TV+ na altura da sua estreia.

Agora, com a plataforma a contar com muito mais subscritores e uma estratégia global mais agressiva, tudo indica que esta sequela poderá superar o original.

O regresso de Wahlberg e a estreia de Kit Harington como vilão

Mark Wahlberg volta a combinar humor físico e ação frenética no papel que muitos descrevem como “Jason Bourne em modo pai de família”.

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Já Kit Harington surge numa faceta totalmente nova: um vilão carismático e sofisticado, mais próximo de James Bond do que de Winterfell.

O filme aposta numa mistura irresistível de ritmo acelerado, humor leve e ambiente natalício — ingredientes perfeitos para uma estreia de novembro.

The Family Plan 2 chega à Apple TV+ a 21 de novembro, precisamente uma semana antes do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, época em que as famílias se reúnem — e em que Wahlberg promete provar que a sua ainda é a mais desastradamente perigosa de todas.

Alec Baldwin Choca Contra Árvore nos Hamptons — Mas Sai Ileso 🚗🌳

O actor colidiu com uma árvore enquanto conduzia o seu Range Rover em Nova Iorque; o irmão Stephen Baldwin também seguia no veículo

Alec Baldwin sofreu um acidente de viação nos Hamptons, em Nova Iorque, na passada segunda-feira, quando o Range Rover que conduzia colidiu frontalmente com uma árvore, segundo avançou o Page Six.

De acordo com a mesma publicação, Stephen Baldwin, irmão do actor, também se encontrava no carro no momento do embate. As fotografias divulgadas pelo Page Six e pelo TMZ mostram ambos aparentemente sem ferimentos.

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Carro ficou destruído, mas não houve feridos

O impacto foi forte o suficiente para deixar o capot do Range Rover branco completamente danificado, com a frente do veículo praticamente destruída — ao ponto de parecer irrecuperável. Apesar disso, Alec e Stephen Baldwin saíram ilesos e não necessitaram de assistência médica no local.

Segundo testemunhas, o actor falou calmamente com a polícia logo após o acidente. Baldwin encontrava-se nos Hamptons para participar no Hamptons International Film Festival, que decorre até 15 de Outubro.

Um susto num ano já atribulado

Com 66 anos, Alec Baldwin tem vivido um período intenso da sua carreira e vida pessoal. O actor continua envolvido nos processos judiciais relacionados com o filme Rust, após o trágico incidente de 2021 que vitimou a directora de fotografia Halyna Hutchins.

No entanto, as autoridades afirmaram que não há qualquer indício de álcool ou substâncias ilícitas relacionados com o acidente de viação — tudo aponta para um susto sem consequências graves.

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Apesar do incidente, Alec Baldwin encontra-se bem e deverá manter a sua presença no festival, onde tem promovido novos projectos e participado em debates sobre cinema independente.

Victoria Beckham Abre o Coração no Novo Documentário da Netflix: “O Desperdício Era Inacreditável” 💸✨

A ex-Spice Girl revela gastos absurdos, erros de gestão e a transição turbulenta do estrelato pop para o mundo da moda — com a franqueza de quem aprendeu tudo à sua custa

Victoria Beckham já foi muitas coisas: uma Spice Girl, um ícone de estilo, uma figura mediática e, claro, uma empresária de sucesso. Mas no seu novo documentário da Netflix, a antiga Posh Spice mostra-se como raramente o fez — sem filtros, com humor e brutal honestidade.

Em três episódios que misturam confissões pessoais e bastidores da sua carreira, Victoria revisita os anos mais difíceis da sua marca de moda, incluindo despesas extravagantes dignas de um império em colapso.

“Chegámos a voar cadeiras de um lado ao outro do mundo”, admite, incrédula, sobre as excentricidades da sua equipa. “E gastávamos 70 mil libras por ano em plantas… mais 15 mil libras para alguém as regar.”

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“O desperdício era inacreditável”

Com a frieza de quem aprendeu a olhar para trás sem rodeios, Victoria confessa que não tinha noção do abismo financeiro em que o seu negócio mergulhava.

“Não percebia na altura, mas o desperdício era inacreditável. Ouço agora e fico horrorizada. Mas deixei que acontecesse.”

O documentário, que equilibra vulnerabilidade com autoanálise, mostra uma Victoria que reconhece os seus erros, assume a ingenuidade com que trocou o mundo do entretenimento pelo da moda e admite ter ficado endividada.

“As pessoas tinham medo de me dizer que não”, explica. “O poder da celebridade pode ser uma armadilha. Achavam que eu não estava habituada a ouvir um ‘não’. Mas aprendi. E hoje, assumo o que fiz — e o que podia ter feito de forma diferente.”

Do microfone às passerelles

O documentário traça a trajetória de Victoria desde os tempos de Spice Girl até à consolidação como estilista internacionalmente respeitada. Entre festas, desfiles e momentos de crise, o fio condutor é a busca por identidade e autenticidade.

Com o marido David Beckham e os filhos sempre em pano de fundo, a série mostra que por trás da imagem da “Posh” há uma mulher que sabe rir de si própria, que caiu, se reinventou e regressou com mais força.

Longe da rigidez das biografias “autorizadas”, Victoria mostra vulnerabilidade, humor e humildade, sem nunca perder o toque de ironia britânica que a tornou famosa.

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Uma Posh mais humana — e mais divertida

Apesar de continuar a ser uma das figuras mais influentes da moda britânica, Victoria Beckham revela-se surpreendentemente leve. Entre risos e arrependimentos, o documentário prova que a sua maior arma não é o luxo, mas a lucidez.

“Podia ter feito um documentário qualquer, cheio de glamour e frases prontas”, diz um crítico no filme. “Mas este mostra a verdadeira Victoria — afiada como uma navalha, mas genuína como sempre.”

Em vez de se defender, Victoria opta por contar a verdade com elegância e ironia. Para quem gosta duma boa fofoca…. aqui está….

The Running Man: Glen Powell é Escolhido por Edgar Wright — com a “Bênção” (e o Suspense) de Stephen King 🏃‍♂️🔥

O realizador de Baby Drive e promete uma versão mais fiel ao livro e revela que King teve a palavra final na escolha do protagonista

Durante o painel da New York Comic Con, o realizador Edgar Wright surpreendeu os fãs ao revelar novos detalhes sobre The Running Man, a sua aguardada adaptação do clássico distópico de Stephen King — e uma das estreias mais esperadas de 2025. O cineasta britânico subiu ao palco ao lado de Glen Powell (Hit ManTop Gun: Maverick) e Lee Pace, revelando que o filme será “muito mais fiel ao livro” do que a versão de 1987 com Arnold Schwarzenegger.

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Mas antes de Powell garantir o papel principal de Ben Richards, o ator passou por uma prova de fogo — literalmente nas mãos do “Mestre do Terror”.

“Quando o Edgar me ofereceu o papel, eu aceitei logo. Ele disse: ‘És o meu Ben Richards.’ E eu fiquei: ‘Vamos a isso!’”, contou Powell. “Mas depois o Edgar acrescentou: ‘Ah, só falta uma coisa — o Stephen King tem de aprovar-te.’”

O autor decidiu ver o filme Hit Man nessa mesma noite.

“Passei a noite inteira à espera que ele visse o filme e rezar para ainda ter o papel na manhã seguinte”, brincou o ator.

Felizmente, King aprovou a escolha — e até enviou um e-mail elogioso, descrevendo o guião como “mais fiel ao livro, o suficiente para manter os fãs satisfeitos e eu próprio entusiasmado”.

Edgar Wright quer filmar o livro que The Running Man merecia

O realizador, conhecido pelo seu estilo energético e visualmente inventivo, confessou que leu The Running Man na adolescência e ficou desiludido quando viu a versão com Schwarzenegger:

“Li o livro antes de ver o filme de 1987 e senti logo que havia uma parte enorme da história que nunca tinha sido adaptada. O meu objetivo não é refazer esse filme, mas criar algo diferente — uma adaptação realmente fiel ao livro de King.”

O novo The Running Man estreia nos cinemas a 14 de novembro de 2025, pela Paramount Pictures, e será uma mistura entre ficção científica, ação e crítica social, como a obra original de King (publicada em 1982 sob o pseudónimo Richard Bachman).

Glen Powell: “Ben Richards é o último dos homens comuns”

Sobre o papel, Powell descreveu Richards como um homem empurrado aos limites:

“Ele é o último ‘underdog’. Um tipo normal que enfrenta o sistema mais poderoso e opressivo que existe. Está frustrado, zangado, e só quer proteger a família num mundo que o impede de o fazer.”

Edgar Wright revelou que pediu ao ator para explorar um lado mais sombrio:

“Disse-lhe: ‘Preciso do Glen em mau humor’. E ele deu tudo. Este filme exigiu uma energia bruta, física e emocional.”

Lee Pace, que interpreta o caçador Evan McCone, descreveu o seu personagem como “um fantasma televisivo”, uma mistura de showman e assassino de reality show, com um visual “extravagante e ameaçador”.

Um mundo entre UFC e American Idol

Edgar Wright explicou que a nova versão de The Running Man vai expandir o universo para além da arena fechada do filme original.

“Desta vez, o jogo acontece no mundo real. É uma espécie de ‘caça ao homem’ à escala global — um jogo mortal de esconde-esconde.”

Inspirado por décadas de reality shows, o realizador descreve a estética como “uma fusão entre UFC e American Idol”, com um toque distópico. Entre os detalhes mais curiosos, o filme inclui um refrigerante e um cereal inventados por King e até uma nota de 100 dólares com o rosto de Schwarzenegger — algo que o próprio ator aprovou com bom humor:

“Ligámo-nos a ele para pedir autorização. Disse-lhe: ‘Fizemos de ti a nota de 100’. E ele respondeu: ‘Fico muito feliz com isso.’”

Um desafio épico: 168 cenários e três países

A rodagem decorreu em BulgáriaEscócia e mais um país não revelado, com 168 cenários diferentes, segundo Wright:

“Foi o projeto mais ambicioso que alguma vez realizei. Às vezes parecia que nós próprios estávamos a competir dentro do jogo.”

Além de Powell e Pace, o elenco inclui Colman DomingoMichael CeraEmilia JonesDaniel EzraMartin HerlihyKatie O’Brien — uma combinação de talento jovem e veterano que promete dar nova vida ao universo distópico de King.

Um “amanhã diferente”, sem data no calendário

Apesar de o livro situar a história no ano 2025, Wright decidiu não indicar um ano no filme:

“Não queremos que o público se prenda a uma cronologia. Preferimos tratá-lo como um ‘amanhã diferente’ — algo próximo e assustadoramente possível.”

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Com a bênção de Stephen King, o talento feroz de Glen Powell e a visão estilística de Edgar Wright, The Running Manpromete ser muito mais do que uma nova versão — será a corrida mais perigosa (e atual) que o cinema já viu.

Elliot Page Reencontra Christopher Nolan em The Odyssey: “Foi Uma Alegria Voltar, Agora Sinto-me Muito Mais Eu” 🎬

Quinze anos depois de A Origem, o ator regressa ao universo de Nolan, agora mais confiante, mais livre — e profundamente grato pela experiência

Passaram-se 15 anos desde que Elliot Page trabalhou pela primeira vez com Christopher Nolan no monumental Inception – A Origem (2010). Agora, o ator vai voltar a colaborar com o realizador britânico em The Odyssey, a nova epopeia histórica que promete ser um dos filmes-evento de 2026. E, para Elliot, o reencontro teve um sabor particularmente especial.

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“Fiquei tão entusiasmado quando pensei que ele se tinha lembrado de mim para The Odyssey”, contou Page durante o painel de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido na Comic Con de Nova Iorque. “Adorei trabalhar com ele em Inception e adorei fazer parte desse filme. Estava completamente empolgado. Fui ter com o Chris, falámos sobre o papel, li o argumento… foi uma alegria voltar.”

“Agora, sinto-me mais confortável comigo mesmo”

Desde A Origem, muita coisa mudou na vida de Elliot Page. Em 2020, o ator anunciou publicamente a sua transição de género, um momento de libertação pessoal que transformou também a sua relação com o trabalho e com a câmara.

“Voltar agora, como podem imaginar, sendo mais confortável em mim próprio, torna tudo mais prazeroso”, afirmou. “Ter outra experiência com o Chris Nolan nesta fase da minha vida significou imenso para mim — de uma forma muito pessoal.”

Page descreveu o reencontro como um círculo emocional que se fecha: um regresso ao grande cinema, mas com uma nova consciência de quem é.

Nolan e o regresso à grande epopeia

The Odyssey, com estreia marcada para julho de 2026, é o novo projeto ambicioso de Christopher Nolan depois do sucesso de Oppenheimer. O realizador regressa aqui a um território mítico e histórico, reinterpretando a Odisseia de Homero numa escala cinematográfica grandiosa, como já é marca da sua carreira.

Pouco se sabe sobre o papel de Elliot Page no filme, mas o simples facto de o cineasta tê-lo chamado de volta já diz muito sobre a confiança e a admiração mútua entre ambos. Nolan raramente repete atores, mas quando o faz — como com Cillian Murphy, Michael Caine ou Tom Hardy — é sinal de cumplicidade artística.

Um reencontro com significado

O momento em que Elliot Page falou sobre o projeto aconteceu durante um painel nostálgico dedicado a X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, também com James McAvoy, que aproveitou para comentar os rumores de um reboot da saga e elogiar a ideia de um novo elenco com nomes como Colman Domingo e Bella Ramsey.

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Mas, no meio da nostalgia pelos mutantes e das memórias de Inception, o que se destacou foi a serenidade e a gratidão de Page. Quinze anos depois, regressar a um set de Nolan não é apenas um marco profissional — é também um reencontro com o próprio percurso, com o cinema e com uma identidade agora plenamente assumida.

“Senti que voltei a casa”, resumiu.

E quando alguém como Elliot Page diz isso de um filme de Christopher Nolan, sabemos que vem aí algo verdadeiramente especial.

O Melhor Filme de Sempre, Segundo Jim Carrey: “É Fenomenal” 🎬🔥

O ator de comédia mais imprevisível de Hollywood revela qual é o filme que considera uma verdadeira obra-prima — e não, não é uma comédia

Jim Carrey sempre foi um artista difícil de rotular. Para muitos, é o rei do humor físico e das expressões impossíveis; para outros, é um ator profundamente sensível que sabe explorar as fissuras da alma humana. E talvez por isso não surpreenda que o filme que ele considera “o melhor de todos os tempos” não seja uma comédia, mas sim uma das sátiras mais poderosas e visionárias da história do cinema: Network – Escândalo na TV (1976), realizado por Sidney Lumet

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“O meu filme favorito de todos os tempos é Network”

Carrey fez a revelação no seu livro Memoirs and Misinformation (2020), descrevendo o clássico de Lumet como “um espelho absurdo e profético da nossa sociedade moderna”.

“O meu filme favorito de todos os tempos é Network,” escreveu o ator. “Adoro o trabalho de Paddy Chayefsky [autor do argumento]. É como uma profecia do que aconteceu nos últimos 50 anos. Todos os atores estão brilhantes. É fenomenal.”

O filme, uma crítica feroz ao poder dos meios de comunicação e ao cinismo do capitalismo televisivo, marcou profundamente Carrey — um artista que sempre equilibrou o riso com uma visão crítica do mundo.

De Ace Ventura a The Truman Show: o ator que aprendeu a rir da própria realidade

Nos anos 90, Jim Carrey dominou o cinema de comédia com personagens icónicas como Ace VenturaO MáskaraLloyd Christmas em Doidos à Solta e o sinistro Cable Guy. Mas foi com dramas como The Truman ShowMan on the Moon e Eternal Sunshine of the Spotless Mind que o ator mostrou que havia muito mais por trás da caricatura — uma mente inquieta, filosófica e profundamente humana.

É precisamente essa dualidade — entre o humor e a melancolia — que explica a sua devoção a Network.

“Cada cena é um banquete”

Em conversa com o comediante Norm Macdonald, Carrey reforçou o seu entusiasmo pelo filme:

“O meu filme favorito? Network. É fantástico. Cada cena é um banquete.”

O filme, protagonizado por Faye DunawayWilliam HoldenPeter Finch e Robert Duvall, conta a história de uma estação de televisão que decide explorar o colapso mental de um antigo pivô de notícias, transformando o seu desespero num espetáculo mediático. O resultado é uma espiral moral onde o lucro vence a empatia — uma previsão assustadoramente atual.

Carrey, hoje mais espiritual e crítico da cultura mediática, vê em Network um reflexo direto da sua própria visão sobre Hollywood e a sociedade moderna.

“Agora que estou mais velho, olho para aquela cena entre William Holden e Faye Dunaway na cozinha… e ele diz: ‘Estou mais perto do fim do que do início’. É devastador. Quem escreve assim? É incrível.”

O filme que previu o século XXI

Lançado em 1976, Network – Escândalo na TV foi nomeado para 10 Óscares e venceu quatro, incluindo Melhor Ator (Peter Finch) e Melhor Atriz (Faye Dunaway). Mais do que um retrato dos bastidores da televisão, o filme antecipou o culto do sensacionalismo e a transformação da informação em entretenimento — algo que Carrey considera “profético”.

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Jim Carrey e o espelho de Network

Para um ator que sempre procurou equilíbrio entre o absurdo e a verdade, Network representa o ponto perfeito entre comédia, tragédia e lucidez. Tal como o próprio Carrey, o filme ri-se do desespero, critica o sistema e convida-nos a pensar.

“Se procuras um filme que represente a comédia, a tragédia e a crítica social de Jim Carrey, Network é esse filme”, escreveu um crítico americano.

E talvez seja por isso que, depois de todos os risos, Jim Carrey escolheu justamente um drama como o seu filme preferido. Porque, como ele próprio ensinou, a linha entre rir e chorar é mais fina do que parece.

Steven Spielberg Surpreende na Estreia de Hamnet e Elogia Chloé Zhao: “Ela Está Ligada ao Batimento Sísmico da Terra” 🌍🎬

O lendário realizador apareceu de surpresa no Festival de Londres e emocionou o público com palavras de admiração pela cineasta de Nomadland

O público presente na estreia europeia de Hamnet, o novo filme de Chloé Zhao, não estava preparado para isto: Steven Spielberg subiu inesperadamente ao palco do Royal Festival Hall, em Londres, para prestar uma homenagem sentida à realizadora. O momento arrancou aplausos entusiasmados e deu o tom emocional de uma noite já especial para o cinema.

Spielberg, que é produtor do filme, descreveu Hamnet como “uma poderosa história de amor e perda que inspirou a criação da obra-prima intemporal de Shakespeare, Hamlet”. No filme, Paul Mescal interpreta William Shakespeare e Jessie Buckley dá vida à sua esposa, Agnes, numa narrativa que mistura dor, inspiração e o poder da arte para transformar o sofrimento em eternidade.

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“Chloé Zhao está ligada ao coração da Terra”

O realizador de E.T.A Lista de Schindler e Os Fabelmans começou por recordar o momento em que conheceu Zhao, em 2022, num jantar para realizadores nomeados aos Óscares, logo após a vitória dela com Nomadland.

“Tornámo-nos amigos, e passámos a almoçar juntos na Amblin. Fico sempre maravilhado com ela”, contou Spielberg. “Acredito que a Terra tem um batimento cardíaco — um ciclo sísmico constante, 24 horas por dia — e que todos estamos ligados a esse batimento. Mas a Chloé está ligada a ele de uma forma profunda, porque é daí que vem a sua arte.”

Com a eloquência de quem reconhece um talento raro, Spielberg acrescentou:

“É isso que ela leva para o set todos os dias, é o que partilha com os atores. Quando virem Hamnet, vão sentir o batimento sísmico da Terra — por causa de Chloé Zhao.”

Paul Mescal chama-lhe “uma das grandes bruxas do nosso tempo”

O protagonista Paul Mescal, que dá corpo ao jovem Shakespeare, também não poupou elogios à realizadora, descrevendo-a como “uma das grandes bruxas do nosso tempo”. O ator explicou que o ambiente criado por Zhao durante as filmagens foi “mágico” e “um dos principais motivos pelos quais o público está a reagir tão fortemente ao filme”.

A sua parceira em cena, Jessie Buckley, emocionou-se visivelmente durante a apresentação, tal como a própria Zhao, que confessou sentir uma “imensa gratidão” por finalmente poder mostrar o filme na terra onde ele nasceu — literalmente.

“Trouxemos Hamnet para casa”

Chloé Zhao, visivelmente comovida, dirigiu-se ao público com uma humildade que já se tornou a sua marca:

“Sinto uma enorme gratidão, porque hoje trouxemos Hamnet para casa. Fazer este filme nesta ilha e com esta comunidade deu-me um profundo sentimento de pertença e segurança que nunca tinha experimentado. Ajudou-me a ultrapassar um período muito difícil da minha vida.”

Antes da projeção, a realizadora conduziu a plateia num breve exercício de respiração, pedindo que “todas as emoções fossem bem-vindas” durante o visionamento do filme — um gesto simples, mas profundamente simbólico do tipo de cinema espiritual e humano que Zhao continua a cultivar.

Um dos grandes candidatos à temporada de prémios

Depois de vencer o People’s Choice Award em Toronto, Hamnet chega agora à Europa com estatuto de favorito aos Óscares 2025. O filme terá estreia limitada nos EUA e Canadá a 27 de novembro, pela Focus Features, e chega ao Reino Unido a 9 de janeiro, através da Universal Pictures.

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Com a bênção de Spielberg e a assinatura sensível de Zhao, Hamnet promete ser muito mais do que um drama histórico — é uma experiência emocional, quase espiritual, sobre amor, perda e a pulsação invisível que nos liga a todos.

Voando Sobre um Ninho de Cucos: 50 Anos de Liberdade, Loucura e a Melhor Interpretação de Jack Nicholson 🪶🎬

Meio século depois, o clássico de Milos Forman continua a gritar contra a autoridade — e Jack Nicholson ainda brilha como um símbolo de rebeldia no cinema

Há filmes que envelhecem. E há outros que, mesmo 50 anos depois, continuam a falar connosco com a mesma força — ou talvez ainda com mais. Voando Sobre um Ninho de Cucos (One Flew Over the Cuckoo’s Nest), realizado por Milos Forman e lançado em 1975, pertence a essa raríssima segunda categoria: um retrato intemporal sobre liberdade, poder e o espírito humano.

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E, no centro de tudo, está Jack Nicholson, no papel que definiu para sempre o seu nome entre os gigantes da sétima arte.

O filme que libertou o cinema dos anos 70

Baseado no romance homónimo de Ken KeseyVoando Sobre um Ninho de Cucos conta a história de Randle P. McMurphy, um criminoso que finge insanidade para escapar à prisão e é internado num hospital psiquiátrico. Mas, em vez de submissão, encontra ali um microcosmo da própria sociedade — controlado pela temível Enfermeira Ratched, interpretada de forma inesquecível por Louise Fletcher.

A partir desse confronto nasce uma das narrativas mais poderosas do cinema moderno: o homem livre contra a máquina institucional. Milos Forman filma a rebeldia de McMurphy com uma mistura de humor, desespero e poesia, transformando o hospital num campo de batalha entre o indivíduo e o sistema.

Jack Nicholson no auge do génio

Nicholson tinha 38 anos quando interpretou McMurphy — e nunca mais deixou de ser o “espírito livre” de Hollywood. A sua atuação é pura eletricidade: imprevisível, humana, por vezes hilariante, outras vezes profundamente trágica.

Com o seu sorriso travesso e olhar de loucura lúcida, Nicholson encarna um homem que desafia tudo — médicos, regras e até a própria sanidade — em nome da liberdade. Foi uma performance que lhe valeu o Óscar de Melhor Ator, num filme que arrebatou os cinco principais prémios da Academia: Melhor Filme, Realização, Ator, Atriz e Argumento Adaptado. Um feito que, até hoje, apenas outros dois filmes conseguiram igualar: Aconteceu naquela Noite (1934) e O Silêncio dos Inocentes (1991).

O legado de Milos Forman e a força de um grito coletivo

O realizador checo Milos Forman, que fugira à censura do regime comunista, encontrou nesta história o tema que o acompanharia ao longo da vida: o conflito entre a liberdade individual e as instituições opressivas. Filmado com um realismo quase documental, Voando Sobre um Ninho de Cucos combina delicadeza e brutalidade, humor e tragédia — um equilíbrio raríssimo que o mantém vibrante cinco décadas depois.

A escolha de rodar em locais reais, com pacientes e funcionários de um hospital psiquiátrico do Oregon, conferiu-lhe uma autenticidade desconcertante. O filme nunca se limita a julgar ou diagnosticar: observa, escuta e emociona.

Meio século depois, ainda sentimos o mesmo soco

Ver Voando Sobre um Ninho de Cucos hoje é perceber que o tempo não lhe tirou nada. Pelo contrário, o tornou ainda mais urgente. Num mundo onde as instituições continuam a esmagar o indivíduo e onde a empatia escasseia, o filme de Forman continua a ser um lembrete de que a rebeldia — e o riso — também são formas de resistência.

E Jack Nicholson, com o seu olhar de loucura luminosa, permanece o coração pulsante dessa revolução cinematográfica.

“Alguns não são loucos… apenas não conseguem adaptar-se.”

— Randle P. McMurphy

Cinquenta anos depois, talvez ainda seja disso que o mundo precisa: de mais loucos que se recusem a adaptar-se.

Woody Allen Recorda Diane Keaton: “Fiz Filmes Apenas Para Uma Pessoa — Ela” 🎬❤️

O realizador presta um comovente tributo à atriz, amiga e antiga companheira, após a sua morte aos 79 anos

Poucos pares definiram o cinema americano como Woody Allen e Diane Keaton. Agora, após a morte da atriz aos 79 anos, o realizador — que foi seu companheiro, cúmplice artístico e amigo de toda a vida — escreveu um texto de despedida profundamente pessoal, publicado no The Free Press, onde recorda uma mulher “única na história do planeta” e confessa que “fazia filmes apenas para ela”.

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“Diane Keaton era o meu público de uma pessoa só”

No ensaio, Allen, de 89 anos, relembra o momento em que a conheceu em 1969, durante os ensaios da peça Play It Again, Sam, e o início da relação que marcaria ambos para sempre. “À medida que o tempo passava, fazia filmes para um público de uma pessoa: Diane Keaton. Nunca li uma única crítica do meu trabalho — só me importava com o que ela tinha a dizer.”

O cineasta recorda ainda o riso inconfundível da atriz e o seu impacto imediato em qualquer ambiente. “Ela era diferente de qualquer pessoa que o planeta tenha conhecido — e é improvável que volte a existir alguém como ela. O seu rosto e o seu riso iluminavam qualquer espaço onde entrasse.”

Uma parceria para a eternidade

Allen e Keaton conheceram-se no final dos anos 60, viveram um romance de cinco anos e trabalharam juntos em oito filmes, incluindo Sonhos de um SedutorA Última Noite de Boris GrushenkoManhattan e, claro, Annie Hall (1977), que valeu a Keaton o Óscar de Melhor Atriz. Mesmo depois da separação, mantiveram uma amizade sólida e cúmplice.

No texto, Allen escreve com pesar:

“Há poucos dias, o mundo era um lugar que incluía Diane Keaton. Agora, é um mundo que não a tem. E, por isso, é um mundo mais triste. Ainda assim, ficam os seus filmes. E o seu riso continua a ecoar na minha cabeça.”

Admiração que nunca cessou

Ao longo dos anos, Diane Keaton foi uma das vozes mais firmes em defesa de Allen, mesmo nos períodos mais controversos da carreira do realizador. Durante o movimento #MeToo, quando antigas acusações voltaram a ser discutidas, Keaton afirmou:

“Woody Allen é meu amigo, e continuo a acreditar nele. Vejam a entrevista dele no 60 Minutes de 1992 e tirem as vossas próprias conclusões.”

Allen, por sua vez, referia-se frequentemente a Keaton como a sua “estrela polar” — a pessoa cuja opinião mais valorizava.

“Ela deu-me tudo”

A própria Keaton, em entrevista ao The Guardian em 2023, descreveu o realizador como uma influência determinante:

“Foi sempre especial estar com o Woody. Ele era tudo para mim. Deu-me tudo. Woody tornou as coisas mais leves, e isso ajudou-me imenso.”

Um amor que evoluiu em amizade

No ensaio, Allen também recorda momentos íntimos do casal, como um memorável Dia de Ação de Graças passado a jogar póquer com a família de Keaton. “Tivemos alguns anos maravilhosos juntos. Depois, cada um seguiu o seu caminho — e só Deus e Freud saberão porquê”, escreve com ironia melancólica.

Em 2017, o realizador que raramente comparece a cerimónias de prémios quebrou o hábito para entregar a Keaton o AFI Life Achievement Award, dizendo:

“Desde o minuto em que a conheci, ela foi uma grande inspiração para mim. Muito do que alcancei devo-o, sem dúvida, a ela. Ver a vida pelos olhos da Diane foi uma dádiva. Ela é extraordinária — tudo o que faz, faz bem.”

O eco de uma risada imortal

Com a sua partida, Woody Allen despede-se não apenas de uma atriz, mas da mulher que marcou a sua arte e o seu coração. E como ele próprio escreve: “Ainda ouço o seu riso. Está gravado em mim — e em todos os que a amaram.”

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Karen Allen Revela Como Teve de Lutar Para Regressar em Indiana Jones e o Marcador do Destino 🏺🎬

A eterna Marion não queria ficar de fora da despedida de Harrison Ford — e teve de convencer o estúdio de que deixá-la fora seria “um grande erro”

Nem todos os heróis usam chapéu — alguns usam a palavra certa no momento certo. Foi o caso de Karen Allen, a atriz que conquistou o público como Marion Ravenwood, o primeiro e mais marcante amor de Indiana Jones. Décadas depois da estreia de Os Salteadores da Arca Perdida (1981), Allen revelou que teve de lutar para voltar no mais recente e derradeiro capítulo da saga, Indiana Jones e o Marcador do Destino.

“Eles estavam a cometer um grande erro”

Numa recente entrevista, a atriz confessou que ficou surpreendida (e um pouco magoada) ao descobrir que o argumento inicial não incluía Marion. “Fiquei de coração partido. Achei que estavam a cometer um grande erro”, contou Allen. “Marion sempre foi uma parte essencial da vida de Indy — emocionalmente, espiritualmente e narrativamente.”

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Determinada a não deixar a personagem cair no esquecimento, a atriz contactou a produção e fez questão de explicar o valor da sua presença no filme. “Disse-lhes: ‘Ela é parte da alma do Indiana Jones. Não faz sentido terminar a história sem ela.’”

Uma presença breve, mas simbólica

Apesar da persistência, a sua participação acabou por ser pequena — uma breve, mas tocante aparição que encerra a saga com emoção e nostalgia. Marion surge no final do filme, numa cena carregada de simbolismo e ternura, que ecoa o final do primeiro capítulo da saga.

“Foi curto, mas significativo”, disse Allen. “Senti que a nossa história ficou completa. Depois de tudo o que partilharam, havia algo de profundamente bonito naquele reencontro.”

Uma despedida à altura da lenda

Ao lado de Harrison Ford — que se despediu oficialmente do icónico arqueólogo após mais de quatro décadas —, Karen Allen trouxe um fecho emocional que muitos fãs consideraram indispensável. A sua presença é, afinal, o elo entre o início e o fim da aventura.

E embora a atriz admita que gostaria de ter tido um papel maior, não esconde o orgulho de ter defendido a sua personagem. “Marion foi uma mulher forte, independente, muito à frente do seu tempo. Ela não esperava ser salva — ela salvava-se a si própria. Quis garantir que isso fosse lembrado.”

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No fim, tal como Indy, Karen Allen provou que algumas batalhas valem mesmo a pena — especialmente quando se luta pelo coração da história. ❤️

O Indiana Jones e o Marcador do Destino, está disponível para Streaming no Disney + e para aluguer na Prime Video e Apple TV

“Sombras”: O Novo Terror Português Que Promete Deixar o Público em Suspenso 🌒🎬

O filme de Jorge Cramez, protagonizado por Vitória Guerra e Pedro Lacerda, chega agora aos cinemas depois de causar sensação no Motelx

Depois de uma estreia arrepiantemente bem recebida no Motelx – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, o novo filme de Jorge Cramez, intitulado Sombras, chega finalmente às salas de cinema em todo o país. O realizador, conhecido por obras de registo intimista, mergulha agora no território do terror psicológico, com uma história que mistura o drama emocional com o sobrenatural.

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Um casal, uma casa isolada e o peso do desconhecido

Em SombrasVitória Guerra e Pedro Lacerda dão vida a um casal que decide abandonar a vida urbana e mudar-se para o campo, em busca de tranquilidade. Mas, como em tantas histórias do género, a paz depressa se transforma em inquietação. No isolamento rural, começam a surgir presenças inexplicáveis, memórias distorcidas e silêncios que se tornam ameaçadores.

O filme não aposta no susto fácil: prefere a tensão lenta, o desconforto crescente e a dúvida constante sobre o que é real e o que nasce da mente das personagens.

Jorge Cramez entre o drama e o fantástico

Conhecido por obras como O Capacete Dourado e Amor Amor, Cramez sempre demonstrou interesse pelas zonas cinzentas da emoção humana. Em Sombras, leva essa sensibilidade para um terreno mais sombrio, onde o terror serve de espelho à fragilidade psicológica das personagens.

A atmosfera densa, os enquadramentos meticulosos e a fotografia que oscila entre a luz natural e o negrume da noite rural reforçam a sensação de que algo se esconde fora de campo — ou talvez dentro de nós.

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O terror português em expansão

Com a estreia de Sombras, o cinema português continua a explorar o género do terror psicológico, uma vertente que tem vindo a ganhar força nos últimos anos. Depois de títulos como Mutant Blast e O Pior Homem de Londres, Jorge Cramez traz uma abordagem mais introspectiva e emocional — uma que aposta na sugestão em vez do choque.

Se gosta de terror com alma e significado, Sombras promete ser uma experiência inquietante e, talvez, profundamente humana.

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O anúncio-surpresa foi feito na Comic Con de Nova Iorque e confirma que a Warner Bros. aposta tudo na franquia

Os fãs de Mortal Kombat mal tiveram tempo para respirar entre um fatality e outro. Durante o painel da New York Comic Con, o argumentista e produtor executivo Jeremy Slater deixou o público em choque ao revelar que “Mortal Kombat 3” já está confirmado — mesmo antes da estreia do segundo filme!

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A notícia caiu como um raio no meio da plateia e confirma o voto de confiança da Warner Bros., que parece acreditar que Mortal Kombat 2 será um sucesso colossal. A convicção não é infundada: o primeiro trailer da sequela somou 107 milhões de visualizações em apenas 24 horas, um número digno de superproduções da Marvel.

A aposta continua — e com a mesma equipa

Segundo Slater, o objetivo é manter toda a equipa criativa do segundo filme, incluindo o próprio e o realizador Simon McQuoid, que também dirigiu o primeiro capítulo em 2021. Regressam ainda James WanTodd GarnerToby EmmerichE. Bennett Walsh e o próprio McQuoid na produção.

Ainda não há detalhes sobre a história do terceiro filme, mas a promessa é clara: mais lutas brutais, mais sangue e mais nostalgia para os fãs que cresceram a ouvir “Finish him!”.

O que esperar de 

Mortal Kombat 2

Com estreia marcada para 14 de maio de 2026Mortal Kombat 2 dá continuidade à adaptação da lendária série de videojogos da NetherRealm Studios, conhecida pela sua violência estilizada e personagens icónicas.

O novo capítulo volta a acompanhar Cole Young (Lewis Tan), lutador de MMA destinado a enfrentar as forças do mal lideradas pelo imperador Shang Tsung (Chin Han) e pelo guerreiro Sub-Zero (Joe Taslim).

Entre os aliados, estão Sonya Blade (Jessica McNamee), Jax (Mehcad Brooks), Kung Lao (Max Huang), Liu Kang(Ludi Lin) e o irreverente Kano (Josh Lawson). Mas há novos rostos a bordo: Tati Gabrielle entra como JadeMartyn Ford assume o papel de Shao Kahn, e Karl Urban — o carismático Billy Butcher de The Boys — será o icónico Johnny Cage.

Desta vez, o enredo deverá focar-se no torneio de artes marciais que dá nome à saga, prometendo combates ainda mais intensos e coreografias de tirar o fôlego.

De clássico “trash” a fenómeno moderno

A saga cinematográfica Mortal Kombat começou em 1995, com o filme de Paul W. S. Anderson, que hoje é visto como um clássico cult do género “tão mau que é bom”. A nova trilogia, contudo, procura equilibrar a brutalidade dos jogos com uma estética moderna e efeitos de última geração.

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Com Mortal Kombat 2 prestes a chegar aos cinemas e o terceiro filme já confirmado, a mensagem é clara: a luta está longe de terminar. Preparem-se para mais sangue, trovões e fatalities em grande ecrã.

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“Anjos na Terra” chegou ao streaming e conquistou o público português em tempo recorde

Há histórias que nos lembram porque é que o cinema ainda consegue tocar o coração — e Anjos na Terra é uma delas. O novo filme protagonizado por Hilary Swank estreou-se na Netflix a 1 de outubro e bastaram dois dias para alcançar o primeiro lugar do top nacional da plataforma. Depois de emocionar plateias nos cinemas em março, o drama tornou-se agora num verdadeiro fenómeno de streaming.

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Uma história real que aquece o coração

Baseado em factos verídicos, Anjos na Terra segue Sharon Stevens (Hilary Swank), uma cabeleireira de Louisville com uma energia contagiante e um coração do tamanho do Kentucky. Quando descobre a história de Michelle, uma menina de apenas cinco anos que precisa urgentemente de um transplante de fígado, Sharon decide agir — e acaba por mobilizar toda a comunidade numa corrida contra o tempo.

O pai da criança, Ed Schmitt (interpretado por Alan Ritchson), é um viúvo com sérias dificuldades financeiras que tenta desesperadamente salvar a filha. A história decorre durante uma histórica vaga de frio, no inverno de 1994, o que acrescenta ainda mais urgência e dramatismo à missão de Sharon.

Hilary Swank: um regresso carregado de emoção

A vencedora de dois Óscares — por Menina de Ouro e Os Rapazes Não Choram — regressa aqui em plena forma. Mas, para Swank, esta não é apenas mais uma personagem: é uma história profundamente pessoal. A atriz perdeu o pai, que também precisava de um transplante, cinco meses antes das filmagens, e chegou mesmo a interromper a carreira durante três anos para cuidar dele.

“Foi uma bênção poder fazer este filme”, confessou Swank numa entrevista à CBS. “Tenho saudades dele todos os dias.” É difícil não sentir o peso dessas palavras quando a vemos no ecrã — a sua Sharon carrega uma força e uma vulnerabilidade que só alguém que viveu algo semelhante poderia transmitir.

Um elenco que emociona e uma realização sentida

Realizado por Jon Gunn, o filme conta também com Alan RitchsonEmily MitchellNancy Travis e Tamala Jones. O resultado é um drama sincero, feito à moda antiga, onde a empatia e a humanidade valem mais do que qualquer efeito especial.

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Com uma fotografia quente e uma narrativa que nunca força as lágrimas, Anjos na Terra conquista pela sua autenticidade — e já está a fazer chorar meio mundo (Portugal incluído).

Se ainda não viu, prepare os lenços. É impossível não se comover. 💔

Hamnet”: O Filme Que Está a Partir Corações e a Rumo aos Óscares 💔🎭

Chloé Zhao regressa com Paul Mescal e Jessie Buckley num drama sobre Shakespeare, a perda e o poder do amor que sobrevive à morte

Prepare os lenços: o novo filme de Chloé Zhao, Hamnet, está a ser descrito como “o melhor filme do ano” — e o trailer agora divulgado confirma que vem aí uma verdadeira torrente de emoções. Depois de conquistar o público com Nomadland (que lhe valeu o Óscar de Melhor Realização), Zhao volta a mergulhar na dor humana com uma história de amor, perda e inspiração, centrada na figura do filho de William Shakespeare.

Antes de Hamlet, houve Hamnet

Baseado no romance homónimo de Maggie O’Farrell, Hamnet leva-nos à Inglaterra do século XVI, onde William Shakespeare (Paul Mescal) ainda luta por afirmar-se enquanto dramaturgo. Quando o seu filho Hamnet morre aos 11 anos, a tragédia transforma-se num ponto de viragem na vida do autor — um trauma que muitos acreditam ter dado origem à escrita de Hamlet, uma das maiores obras da literatura mundial.

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Mas a verdadeira alma do filme é Agnes (interpretada por Jessie Buckley), a esposa de Shakespeare, retratada como uma mulher intuitiva, ligada à natureza e consumida pelo luto. A relação entre ambos, filmada com a sensibilidade que Zhao já nos habituou, promete ser o coração emocional da narrativa.

Uma dor que ilumina

Apontado como um dos grandes candidatos à temporada de prémios, Hamnet já conquistou o People’s Choice Award no Festival de Toronto — distinção que, nos últimos anos, antecipou vários vencedores do Óscar de Melhor Filme. A estreia mundial deu-se em Telluride, onde foi recebido com aplausos de pé e críticas entusiasmadas.

A fotografia de Łukasz Żal (IdaCold War) envolve o filme numa aura etérea: campos verdejantes do País de Gales banhados por luz dourada, contrastando com o peso da dor e a serenidade de quem aprende a aceitar a perda.

Paul Mescal e Jessie Buckley: química e devastação

Depois de Aftersun, Paul Mescal confirma-se como um dos atores mais intensos da sua geração. Aqui, o seu Shakespeare é um homem dividido entre o génio criativo e a culpa pela ausência. Jessie Buckley, por sua vez, oferece uma performance descrita pela crítica como “mística e arrebatadora”, tornando Agnes numa das personagens femininas mais comoventes do cinema recente.

O cinema como elegia

Com argumento coescrito por Zhao e Maggie O’Farrell, Hamnet promete uma reflexão profunda sobre o amor, a morte e a arte como forma de eternizar a dor. Não é apenas um filme sobre Shakespeare — é sobre o que nos resta quando perdemos tudo.

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E se o trailer é alguma indicação, prepare-se: Hamnet não será apenas um dos filmes mais belos do ano — será também um dos mais tristes.

Keira Knightley Entra a Bordo — E o Navio Muda de Rumo: The Woman in Cabin 10 🚢🕵️‍♀️

Simon Stone reescreve a bússola do ‘thriller’: de Ruth Ware a Hitchcock, porque pediu à atriz que não lesse o livro e como Lo Blacklock se torna “o que um bom jornalista deve ser”

A bordo de um iate de luxo no Mar do Norte, uma jornalista diz ter visto uma mulher ser atirada borda fora. Todos juram que ela está enganada. É neste vórtice de descrédito e paranoia que The Woman in Cabin 10 regressa — agora em longa-metragem para a Netflix — com Keira Knightley no leme e Simon Stone (o aclamado The Dig) a afinar o curso da adaptação do best-seller de Ruth Ware.

Não ler o livro? Ordem do capitão

Keira Knightley revelou que não leu o romance antes das filmagens — por pedido directo de Simon Stone. O realizador/argumentista quis libertar a actriz de “amarrações” ao texto original porque “fez alterações” na transposição para ecrã. A ideia: criar um thriller que respira cinema desde o primeiro plano, sem que a protagonista carregue a sombra de como certas cenas “deviam” soar no papel.

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De Ruth Ware a Alfred Hitchcock: a pista que redefine o mistério

Stone aponta The Lady Vanishes (Alfred Hitchcock) como farol criativo: alguém desaparece, todos negam a sua existência, e o espectador é empurrado para a dúvida. A matriz hitchcockiana é clara — tensão elegante, espaço fechado, psicologia em ebulição — mas esticada para um presente ultra-contemporâneo, com ritmo, ironia seca e uma protagonista que recusa “baixar a cabeça”.

Lo Blacklock, repórter até ao osso: “um cão com um osso”

Na visão de Knightley, Lo é “um cão com um osso”: não larga a verdade. A personagem é jornalista de viagens e é nesse ofício — curiosidade, método, teimosia ética — que o filme ancora a nossa percepção. Se a gaslighting a cerca, Lo redobra a persistência. Nada de voice-over condescendente; Stone trabalha por fora aquilo que o livro exprime por dentro, e deixa a actriz conduzir a obsessão com olhar, corpo e silêncio.

As grandes diferenças para o livro (sem panos quentes)

Ruth Ware confirmou que o filme assume mudanças musculadas, sobretudo no desfecho: aqui, Lo tem finalmente um confronto directo com o antagonista — um acerto de contas “em cena”, que o romance deixa “fora de campo”. É uma opção assumidamente cinematográfica: dá catarse, fecha arcos e transforma suspeita em choque frontal.

Um convés cheio de estrelas (e segredos)

O elenco é daqueles que fazem o iate adernar: Keira Knightley lidera, com Guy Pearce, Gugu Mbatha-Raw, Kaya Scodelario, Hannah Waddingham, Art Malik, Daniel Ings e David Ajala a povoarem corredores e camarotes onde todos têm algo a esconder. A dinâmica entre Lo e Ben (Ajala) condensa a claustrofobia moral do filme: confiança, ambição e o dilema de “ver” ou fingir que não viu.

Duração enxuta, tensão alta, género ao rubro

Com cerca de 1h32 de duração, The Woman in Cabin 10 abraça a tradição do thriller compacto: cenário limitado, tempo a encurtar, cada detalhe a contar. Em plena maré de adaptações com protagonistas femininas (de Gone Girl a Sharp Objects), Stone procura mais o suspense nervoso e menos o puro “twist de virar a mesa”. O que interessa é a pressão: quem fala verdade quando todos juram que mentimos?

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Porque este regresso importa

Ao pedir a Knightley que não lesse o livro, Stone transporta a narrativa para a sua própria gramática: imagem, montagem e encenação em vez de monólogo interior. O resultado promete ser um Hitchcock moderno com o coração no jornalismo — sobre acreditar nos seus olhos quando o mundo inteiro diz que não viu nada.

Sigourney Weaver Pode Estar de Volta ao Espaço: Ellen Ripley Pode Ressurgir no Universo Alien

A lendária atriz revelou ter-se reunido com a Disney para discutir um possível regresso ao papel que a eternizou

Os fãs da saga Alien podem começar a sonhar: Sigourney Weaver, a eterna Ellen Ripley, admitiu que há conversas em curso sobre um possível regresso ao universo criado por Ridley Scott. A revelação foi feita durante um painel da Comic Con de Nova Iorque, onde a atriz de 76 anos surpreendeu o público ao confirmar que se reuniu com a Disney — actual detentora da franquia — para discutir a ideia.

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Segundo Weaver, o impulso para regressar veio depois de ler 50 novas páginas de argumento escritas pelo produtor e argumentista Walter Hill, veterano da série. “Fiquei impressionada”, confessou. “Nunca senti necessidade de regressar. Sempre pensei: ‘Deixem-na descansar, deixem-na recuperar’. Mas o que o Walter escreveu pareceu-me extraordinário — é profundamente verdadeiro, especialmente sobre a sociedade que castigaria alguém que apenas tentou ajudar a humanidade.”

Um possível regresso… mas ainda longe de ser certo

Apesar do entusiasmo, a atriz manteve os pés assentes na terra. “Não sei se vai acontecer”, avisou. “Mas estou a pensar em trabalhar com o Walter para ver como o resto da história se poderia desenrolar.”

Se o projeto avançar, será o reencontro de Weaver com um dos papéis mais icónicos do cinema de ficção científica. Ellen Ripley surgiu pela primeira vez em Alien – O Oitavo Passageiro (1979), de Ridley Scott, transformando uma história de terror espacial num marco cultural e num símbolo de força feminina.

Weaver regressou em Aliens: O Recontro Final (1986), de James Cameron — interpretação que lhe valeu uma nomeação ao Óscar de Melhor Atriz, feito raríssimo para um filme de ação e ficção científica. Mais tarde, participou em Alien³(1992), de David Fincher, e em Alien: Ressurreição (1997), onde deu vida a um clone da personagem, já que Ripley morre no final do terceiro filme.

O legado de uma heroína imortal

Ao longo de mais de 70 filmes, Sigourney Weaver construiu uma das carreiras mais respeitadas de Hollywood. De Caça-Fantasmas a Avatar, passando por dramas e comédias, a atriz provou ser uma das intérpretes mais versáteis da sua geração. No entanto, para milhões de fãs, será sempre a comandante Ripley — a mulher que enfrentou o terror absoluto no espaço e sobreviveu para contar a história.

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Com a série Alien: Earth a conquistar o público e a crítica na FX, o momento parece perfeito para revisitar as origens e, quem sabe, dar a Ripley uma nova missão — talvez a mais importante de todas: encerrar o ciclo que começou há quase meio século.

Até lá, os fãs aguardam em suspenso. E se há algo que Alien nos ensinou, é que no espaço, ninguém nos ouve gritar… mas o entusiasmo é audível em toda a galáxia. 👽

John Candy: A Verdade Dura por Trás do Riso — Os Filhos Revelam a Fatfobia Que o Ator Sofreu em Hollywood

No novo documentário I Like Me, os filhos do lendário comediante falam sobre o lado sombrio da fama e o preconceito que marcou a sua vida

John Candy foi um dos rostos mais amados da comédia dos anos 80 e 90 — uma presença calorosa, generosa e hilariante que conquistou o público em filmes como Uncle BuckPlanes, Trains & Automobiles e Splash. Mas por trás do sorriso e do humor contagiante, havia dor, ansiedade e uma batalha constante contra o preconceito.

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No novo documentário John Candy: I Like Me, agora disponível na Prime Video, os filhos do ator, Jennifer e Christopher Candy, partilham o choque e a tristeza de descobrirem a extensão da fatfobia que o pai enfrentou ao longo da carreira.

“Foi revoltante ver o que ele passou”

Em entrevista à Us Weekly, os filhos revelaram que só agora, ao verem as gravações de bastidores e entrevistas antigas, perceberam o quanto o pai foi alvo de comentários cruéis sobre o peso. “Foi mesmo revoltante”, confessou Christopher, de 41 anos. “Ver o que ele suportou é doloroso. Descobrimos que ele, às vezes, evitava comer em público por causa dos paparazzi — acabava por ficar sem comer o dia todo, bebia ou fumava, e só comia quando chegava ao quarto de hotel. Isso é terrível para o corpo.”

Jennifer, de 45 anos, disse que a experiência foi igualmente dura: “Foi chocante ver jornalistas a comentar o peso dele, a tratá-lo como se fosse uma piada. As pessoas sabem que isso é errado — não se fala assim do que é claramente uma luta pessoal.”

O homem por trás da lenda

O documentário, realizado por Colin Hanks e produzido por Ryan Reynolds, mostra um John Candy mais humano — vulnerável, ansioso e por vezes em conflito com a sua própria imagem pública. O filme não foge das dificuldades: aborda os ataques de pânico, o medo constante de ser julgado e o peso (literal e simbólico) de ter de corresponder às expectativas de Hollywood.

Segundo Eugene Levy, amigo e colega do ator, Candy chegou a cortar relações com alguém que lhe escreveu uma carta a criticar o peso. Ainda assim, o ator esforçava-se para cuidar de si — frequentava um centro de perda de peso, tinha nutricionista e treinador pessoal, e tentava adotar hábitos mais saudáveis.

Mas, como revela o filme, o sistema parecia querer o contrário. “Sentia que queriam que ele fosse grande — que ele fosse o ‘John Candy’ que todos esperavam. E por isso, manteve-se assim”, explicou Christopher.

Um legado de empatia e vulnerabilidade

Os filhos garantem que não quiseram fazer um documentário “fofinho”, mas sim um retrato real. “Não queríamos uma versão polida ou um simples resumo de carreira. Queríamos mostrar o trauma, o que ele estava a tentar resolver antes de morrer”, disse Christopher. Jennifer acrescenta: “Não queríamos adoçar a história. Queríamos que as pessoas aprendessem algo e sentissem algo.”

Ambos partilham como a morte precoce do pai — vítima de ataque cardíaco aos 43 anos, em 1994 — os marcou profundamente. Jennifer continua a monitorizar a própria saúde cardíaca, enquanto Christopher mantém acompanhamento médico regular desde os 24 anos. “Hoje percebo que nem tudo era genética — muito era comportamento. E isso dá-me força para seguir em frente sem medo de envelhecer”, disse o filho.

O comediante que inspirou gerações

Apesar da dor, I Like Me é também uma celebração. O documentário reúne depoimentos emocionados de amigos e fãs como Tom Hanks, Martin Short e Conan O’Brien, que reconhecem a influência profunda de Candy na comédia moderna.

“Às vezes esquecemo-nos do quão grande ele era até vermos pessoas como o Tom Hanks a falar dele com tanto carinho”, confessou Christopher. “É surreal. O nosso pai inspirou-os — e eles inspiraram-nos a nós.”

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John Candy pode ter partido cedo demais, mas o seu riso, a sua humanidade e o seu coração continuam a ecoar nas gerações que se seguiram.

Jim Caviezel Recusa Reencarnar: “A Ressurreição de Cristo” Avança Sem o Seu Jesus Original

Mel Gibson prepara duas partes da aguardada sequela de A Paixão de Cristo, mas com um novo protagonista no papel central

Depois de anos de rumores, confirma-se: Jim Caviezel não voltará a interpretar Jesus Cristo nas novas produções de Mel Gibson, intituladas The Resurrection of the Christ. A informação foi confirmada pela The Hollywood Reporter, que revela também que a Lionsgate planeia lançar o projeto em duas partes, com estreia marcada para 2027.

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A produção, que começará brevemente em Roma, assinala o regresso de Gibson à história que chocou o mundo em 2004. No entanto, a ausência de Caviezel — cuja interpretação de Cristo marcou profundamente o público — representa uma mudança significativa. Monica Bellucci, que interpretou Maria Madalena, também não regressará. Ambos os papéis serão agora entregues a novos atores.

Um fenómeno que mudou Hollywood

Quando estreou a 25 de fevereiro de 2004, A Paixão de Cristo tornou-se um fenómeno mundial, ultrapassando os 600 milhões de dólares de receita global. Só na América do Norte, arrecadou 370 milhões, mantendo durante anos o título de filme com classificação R (para maiores de 17 anos) mais lucrativo da história.

O sucesso foi tanto que catapultou Mel Gibson — então já conhecido pelo seu trabalho em Braveheart — para uma posição singular em Hollywood: a de um realizador que provou que o cinema religioso podia ser um negócio monumental.

A nova visão de Mel Gibson

Duas décadas depois, Gibson prepara o regresso com uma ambição épica: The Resurrection of the Christ será lançada em duas partes. A primeira chega aos cinemas a 26 de março de 2027, coincidindo com a Sexta-Feira Santa. A segunda estreia 40 dias depois, a 6 de maio, simbolicamente no Dia da Ascensão.

O projeto, desenvolvido em parceria com Bruce Davey através da Icon Productions, pretende explorar os eventos posteriores à crucificação de Cristo — a ressurreição e as primeiras aparições aos discípulos —, temas que Gibson tem vindo a desenvolver há mais de uma década.

O adeus de Caviezel ao papel que o definiu

Para Jim Caviezel, interpretar Jesus foi um papel transformador e, para muitos, o mais marcante da sua carreira. Conhecido também pela série Person of Interest e pelo polémico Sound of Freedom, o ator mostrou-se entusiasmado em abril, numa entrevista ao Arroyo Grande Podcast, onde afirmou:

“Demora tempo a fazer estas coisas, mas só Deus sabe qual é o momento certo. Estou com medo? Sim. Mas se não estivesse, não queria trabalhar com esse ator, porque ele não estaria preparado.”

Apesar da fé e da ligação emocional ao papel, parece que os caminhos de Caviezel e de Gibson seguem agora direções diferentes.

O legado e a controvérsia

A Paixão de Cristo ficou conhecida não apenas pelo sucesso, mas também pela polémica. Na altura, o The Hollywood Reporter descreveu o filme como “de uma violência quase pornográfica” e um “auto de fé medieval com melhores efeitos especiais”. Mesmo assim, o impacto cultural foi inegável — e a expectativa em torno da sequela é enorme.

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Com ou sem Caviezel, Mel Gibson prepara-se para reviver um dos fenómenos mais controversos e influentes do cinema moderno.

Diane Keaton: A Última Publicação, o Amor pelos Animais e a Maternidade aos 50 🕊️

A Despedida Discreta de uma Estrela

A última publicação de Diane Keaton no Instagram, feita meses antes da sua morte, é um reflexo perfeito da mulher que sempre foi — carinhosa, simples e de bom humor. A atriz, que nos deixou no sábado, 11 de outubro, aos 79 anos, celebrou o National Pet Day (Dia Nacional dos Animais de Estimação) com a ajuda da marca Hudson Grace e do seu fiel companheiro, Reggie, um golden retriever que a acompanhou nos últimos anos.

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“A prova de que os nossos animais de estimação também têm um ótimo gosto! Feliz Dia Nacional dos Animais de Estimação da HG e Diane Keaton”, lia-se na legenda partilhada pela marca — e replicada pela atriz, que não escondia o amor pelos seus amigos de quatro patas.

Em 2020, Diane apresentou Reggie aos fãs com entusiasmo, partilhando vídeos dele a correr e saltar pelo quintal. Um pequeno vislumbre da serenidade que encontrou longe dos estúdios de Hollywood.

Uma Vida Amorosa Sem Alianças

Apesar de ter vivido intensas histórias de amor com nomes lendários como Al Pacino, Warren Beatty e Woody Allen, Diane Keaton manteve-se fiel a si mesma — e solteira até ao fim.

“Tenho 73 anos e acho que sou a única da minha geração que foi solteira a vida toda”, confessou em 2019 à People. A atriz explicou que o casamento nunca foi um objetivo: “Não teria sido uma boa ideia casar-me. Estou muito feliz por não o ter feito, e tenho a certeza de que eles também estão felizes com isso.”

Desde jovem, já parecia saber o que queria: “Lembro-me de um rapaz dizer-me na escola: ‘Um dia vais ser uma boa esposa’. E eu pensei: ‘Não quero ser esposa.’”

Mãe a Meio Caminho da Vida

A maternidade chegou tarde, mas trouxe-lhe um novo propósito. Aos 50 anos, Diane Keaton adotou dois filhos — Dexter e Duke — que, discretamente, a acompanharam nos bastidores da fama.

“Não achava que algum dia estaria preparada para ser mãe. A maternidade não era um desejo, era um pensamento que vinha a ter há algum tempo. Por isso, atirei-me de cabeça”, contou a atriz.

Hoje, Dexter tem 29 anos e Duke 25, e ambos preferiram manter-se longe das câmaras. “Eles não estão interessados no que eu faço, o que acho muito saudável. Vivemos uma vida mesmo normal — quer dizer, mais ou menos normal”, brincou Keaton em 2007.

Um Legado de Carisma e Liberdade

Após a notícia da sua morte, estrelas como Leonardo DiCaprio, Mia Farrow e Jane Fonda prestaram emocionantes homenagens à mulher que redefiniu o papel feminino em Hollywood — tanto nos ecrãs como fora deles.

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Com um estilo inconfundível, humor irreverente e uma independência que inspirou gerações, Diane Keaton despede-se como viveu: fiel a si mesma, rodeada de amor, e com um cão feliz a seu lado. ❤️