O carrinho mais famoso do cinema de Natal: quanto custaria hoje a ida às compras de Kevin McCallister?

Há cenas de cinema que ficam gravadas na memória colectiva como se fossem rituais de época. Uma delas acontece em Sozinho em Casa, quando Kevin McCallister, o miúdo esquecido pela família no Natal, atravessa orgulhoso as portas de um supermercado carregado de sacos. Interpretado por Macaulay Culkin, Kevin sai dali com leite, sumo de laranja, pão, refeições congeladas, detergente, papel higiénico e até soldados de brincar… tudo por apenas 19 dólares e 83 cêntimos. Uma pechincha cinematográfica que, 35 anos depois, se tornou quase ficção científica.

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Nos últimos anos, o valor daquela compra voltou a circular nas redes sociais como símbolo de um tempo em que o dinheiro “esticava” mais. E não é apenas nostalgia: refazer exactamente o mesmo carrinho em 2025 dá um resultado bem diferente. Usando preços actuais de um supermercado próximo da zona suburbana de Chicago onde vive a família McCallister, o total chegaria hoje aos 53,95 dólares — ou 52,95 com o famoso cupão de desconto que Kevin apresenta com ar triunfante. Um aumento de cerca de 167% em pouco mais de três décadas.

O carrinho original incluía meia-garrafa de leite, meia-garrafa de sumo de laranja, um pão branco grande, um jantar de micro-ondas, massa com queijo congelada, detergente líquido Tide, película aderente, folhas para a máquina de secar, papel higiénico e um saco de soldados de brinquedo. Nada de luxos, nada de produtos gourmet. Ainda assim, o choque de preços diz muito sobre a evolução do custo de vida — e ajuda a explicar porque é que aquela cena hoje provoca tanto espanto.

Entre 2019 e 2024, os preços dos alimentos para consumo em casa nos Estados Unidos subiram mais de 27%, segundo o índice de preços ao consumidor. O período mais agressivo coincidiu com a pandemia, quando rupturas nas cadeias de abastecimento, aumento dos custos energéticos, falta de mão-de-obra e instabilidade global empurraram os preços para cima. O ritmo da inflação abrandou, mas os valores nunca regressaram ao ponto de partida.

Alguns produtos tornaram-se símbolos desse aumento. Os ovos mais do que duplicaram de preço em certos momentos, o pão encareceu devido aos custos do trigo e do combustível, e o café sofreu com fenómenos climáticos que afectaram grandes produtores mundiais. A carne seguiu o mesmo caminho, com secas e redução dos efectivos de gado a pressionarem a oferta. Até o leite, presença constante no cinema familiar americano, subiu de forma consistente.

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Visto à distância, Sozinho em Casa ganha uma camada inesperada de leitura: além de clássico natalício, tornou-se uma cápsula do tempo económica. A ingenuidade daquela ida às compras — com um miúdo de oito anos a gerir sozinho a despensa — hoje parece quase tão improvável quanto as armadilhas caseiras que Kevin monta para travar os ladrões. Talvez por isso o filme continue a regressar todos os Natais: não apenas pela comédia e pelo coração, mas porque nos lembra um mundo que, para muitos, já parece pertencer a outro século.

O trailer que correu tudo… menos o som: quando Tom Cruise virou meme e afundou um universo inteiro

Há nove anos, Tom Cruise protagonizou um dos momentos mais involuntariamente cómicos da história recente de Hollywood. Não foi num filme, nem numa entrevista, mas num trailer. Um trailer “partido”, sem música nem efeitos sonoros, que acabou por se tornar a coisa mais memorável — e, ironicamente, mais divertida — de toda uma franquia que nasceu morta: o ambicioso Dark Universe da Universal.

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Em 2017, a Universal Pictures apostava forte em The Mummy, uma nova versão do clássico protagonizada por Cruise, com a missão clara de lançar um universo partilhado inspirado nos lendários monstros do estúdio. A ideia era simples no papel: repetir a fórmula da Marvel com múmias, vampiros, lobisomens e afins. O problema? Tudo começou a descarrilar ainda antes da estreia… graças a um trailer IMAX lançado com um erro técnico absolutamente surreal.

O vídeo chegou às salas praticamente sem banda sonora. Não havia música épica, não havia efeitos especiais sonoros, não havia qualquer tipo de mistura final. O que sobrava? Diálogos soltos… e Tom Cruise a gritar. Muito. Durante quase dois minutos. O resultado era tão estranho quanto hilariante: perseguições aéreas acompanhadas apenas por gritos humanos em eco, sem qualquer enquadramento dramático.

A internet, como seria de esperar, fez o resto. O trailer foi rapidamente retirado pela Universal, mas já era tarde demais. Cópias começaram a circular e o vídeo transformou-se num meme global. Os gritos de Cruise passaram a ser sobrepostos a cenas icónicas do cinema: Darth Vader em Revenge of the Sith, Superman em Man of Steel, ou até a lendária cena de voleibol de Top Gun. Para muitos, essa versão “sem som” tornou-se mais marcante do que o próprio filme.

O mais cruel é que The Mummy precisava desesperadamente de uma boa primeira impressão. O Dark Universe já vinha coxo desde The Wolfman e Dracula Untold, dois ensaios falhados que não convenceram nem público nem crítica. Este reboot com Cruise era visto como o último cartucho. O trailer-meme não ajudou — antes pelo contrário, tornou o filme alvo de chacota antes mesmo de chegar aos cinemas.

Quando finalmente estreou, The Mummy confirmou os receios: uma narrativa confusa, excesso de exposição, personagens mal definidas e um tom indeciso entre terror, aventura e blockbuster genérico. O Dark Universe foi silenciosamente enterrado pouco depois, com projectos como Bride of Frankenstein ou Invisible Man a serem cancelados ou repensados (este último só ressuscitaria anos mais tarde, noutra abordagem).

Hoje, passados nove anos, o legado dessa tentativa falhada resume-se a um vídeo viral. Um erro técnico transformado em fenómeno cultural. Um lembrete de que, mesmo em Hollywood, bastam dois minutos sem música para destruir anos de planeamento estratégico.

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E talvez seja esse o maior paradoxo: o Dark Universe falhou redondamente, mas ofereceu ao mundo algo inesquecível. Não um novo universo cinematográfico — mas um Tom Cruise a gritar no vazio, eternizado na memória colectiva da internet.

O Filme Que Quase Enlouqueceu Uma Actriz: Os Bastidores Perturbadores de The Shining

Poucos filmes conseguiram atravessar décadas com a mesma aura de mistério, desconforto e fascínio obsessivo que The Shining. Realizado por Stanley Kubrick, o clássico de terror de 1980 não é apenas um marco do género — é também um dos casos mais discutidos, analisados e polémicos da história do cinema quando se fala de bastidores. E há uma razão simples para isso: The Shining não foi apenas um filme sobre a loucura. Foi um filme feito à beira dela.

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Ao longo dos anos, surgiram livros, documentários, entrevistas e testemunhos que revelam um processo de produção tão extenuante quanto perturbador, especialmente para Shelley Duvall, a actriz que interpretou Wendy Torrance. Para muitos, o que aconteceu no plateau levanta uma pergunta desconfortável: até onde pode ir um realizador em nome da arte?

Stanley Kubrick: o génio que não aceitava limites

Kubrick já tinha fama de perfeccionista obsessivo antes de The Shining. Era conhecido por repetir cenas dezenas — por vezes centenas — de vezes, não por capricho, mas por acreditar que a verdade emocional surgia apenas quando o actor estava completamente exausto, desarmado e incapaz de “interpretar”.

No caso de The Shining, essa filosofia atingiu um extremo raramente visto. A rodagem decorreu maioritariamente nos estúdios Elstree, em Inglaterra, onde foi construída uma réplica gigantesca do hotel Overlook. O ambiente era controlado ao milímetro por Kubrick, que alterava luzes, cenários e movimentos de câmara constantemente, muitas vezes sem avisar os actores.

Com Jack Nicholson, Kubrick encontrou um cúmplice criativo. Nicholson compreendia o método e até parecia divertir-se com ele. Já com Shelley Duvall, a história foi muito diferente.

Shelley Duvall: quando a personagem se confunde com a pessoa

O caso de Shelley Duvall tornou-se lendário — e profundamente desconfortável. Durante toda a rodagem, Kubrick isolou deliberadamente a actriz do resto da equipa. Criticava-a em público, desvalorizava o seu trabalho e instruía técnicos e colegas a não lhe darem apoio emocional. O objectivo, segundo o próprio realizador, era simples: quebrar a actriz psicologicamente para que o medo em cena fosse real.

A famosa cena da escada, em que Wendy enfrenta Jack com um taco de basebol, foi filmada 127 vezes, um recorde na época. No final, Duvall estava fisicamente esgotada, com as mãos a sangrar e à beira de um colapso nervoso. Começou a perder cabelo devido ao stress, desenvolveu ansiedade crónica e admitiria mais tarde que nunca mais recuperou totalmente daquela experiência.

Anos depois, Duvall diria que The Shining lhe custou “uma grande parte da sua saúde mental”. A pergunta impõe-se: valeu a pena?

Um ambiente de terror real — dentro e fora do ecrã

O mais inquietante é que o clima de medo não se limitava à actriz principal. A equipa técnica descreveu a rodagem como fria, silenciosa e opressiva. Kubrick comunicava muitas vezes através de bilhetes, evitava contacto directo e mantinha um controlo absoluto sobre tudo. Não havia improviso emocional — apenas desgaste progressivo.

Curiosamente, muitos elementos hoje considerados geniais no filme nasceram de acidentes ou problemas técnicos. O famoso labirinto final surgiu porque o realizador queria um clímax físico e psicológico que não existia no romance de Stephen King, autor que, aliás, detestou a adaptação e nunca escondeu o seu desagrado com a visão de Kubrick.

Arte imortal, custo humano incalculável

O resultado final é indiscutível: The Shining é uma obra-prima. A fotografia hipnótica, o uso revolucionário da steadicam, a banda sonora inquietante e a interpretação icónica de Nicholson tornaram o filme eterno. Mas esse estatuto veio com um preço.

Hoje, à luz de debates contemporâneos sobre saúde mental, ética no trabalho e abuso de poder na indústria criativa, The Shining é também um caso de estudo sobre os limites da autoria artística. Kubrick criou algo imortal — mas fê-lo à custa de pessoas reais, com consequências reais.

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Talvez seja por isso que o filme continua a inquietar tanto. Porque, no fundo, o terror mais perturbador de The Shining não está no hotel Overlook. Está nos seus bastidores.

Tom Cruise Junta-se a Iñárritu num Filme Misterioso e Explosivo: Digger Já Tem Data e Promete Abalar Tudo

Há encontros no cinema que, só por si, já fazem disparar o alarme da curiosidade cinéfila. A união entre Tom Cruise e Alejandro González Iñárritu é claramente um deles — e agora já tem nome, cartaz e data de estreia. O novo filme chama-se Digger e chega às salas de cinema a 2 de Outubro de 2026, com um slogan que não podia ser mais intrigante: “uma comédia de proporções catastróficas”.

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Produzido pela Warner Bros. Pictures e pela Legendary EntertainmentDigger marca o regresso de Iñárritu ao cinema falado em inglês pela primeira vez desde The Revenant. O argumento foi escrito pelo realizador em colaboração com Nicolás GiacoboneAlexander Dinelaris — parceiros criativos de Birdman — e Sabina Berman.

Tom Cruise interpreta Digger Rockwell, descrito oficialmente como “o homem mais poderoso do mundo”, que embarca numa missão frenética para provar que é o salvador da humanidade… precisamente antes da catástrofe que ele próprio desencadeou destruir tudo. É uma premissa deliciosamente ambígua, que sugere sátira, tragédia e um olhar feroz sobre o poder, o ego e a ilusão de controlo — territórios que Iñárritu conhece como poucos.

O elenco de luxo reforça a sensação de que estamos perante um projecto fora do comum. Ao lado de Cruise surgem Sandra HüllerJohn GoodmanMichael StuhlbargJesse PlemonsSophie WildeRiz Ahmed e Emma D’Arcy — um conjunto de intérpretes associados a cinema exigente, intenso e pouco previsível.

Rodado no Reino Unido ao longo de seis meses, Digger é também o primeiro filme de Cruise desde que assinou um acordo estratégico com a Warner Bros. Discovery para desenvolver e produzir projectos pensados para o grande ecrã. A escolha de um autor como Iñárritu indica claramente que o actor não está interessado apenas em blockbusters seguros, mas em desafios criativos de maior risco.

A data de estreia em Outubro levanta ainda outra possibilidade tentadora: uma estreia em grande num festival europeu. Veneza surge como hipótese forte, até porque foi lá que Iñárritu apresentou Birdman21 Grams e mais recentemente Bardo. Cannes também não está fora de hipótese, tendo sido o palco que lançou Amores Perros e acolheu Babel e Biutiful.

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Depois de Top Gun: Maverick e Mission: Impossible – The Final Reckoning, Tom Cruise prepara-se agora para trocar a adrenalina pura por uma “comédia catastrófica” assinada por um dos autores mais implacáveis do cinema contemporâneo. Se Digger cumprir metade do que promete, pode muito bem tornar-se um dos filmes mais falados de 2026 — não pelo espectáculo, mas pelo abalo.

Uma Noite que Antecipou a Tragédia: O Confronto Familiar na Festa de Conan O’Brien Antes da Morte de Rob Reiner

O que começou como mais uma festa de Natal em Hollywood acabou por ganhar contornos sombrios e perturbadores. Novas revelações da imprensa norte-americana indicam que Conan O’Brien terá impedido convidados de chamar a polícia durante uma discussão violenta entre Rob Reiner e o seu filho, Nick Reiner, horas antes de o cineasta e a mulher, Michele Singer Reiner, serem encontrados mortos na sua casa em Los Angeles.

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Segundo relatos avançados pelo Daily Mail e confirmados por várias fontes presentes no evento, a discussão entre pai e filho, ocorrida na festa organizada por O’Brien, foi tão intensa que alguns convidados ponderaram ligar para o 911. A intervenção do anfitrião terá sido decisiva. “É a minha casa, é a minha festa, não vou chamar a polícia”, terá dito O’Brien, dissuadindo os presentes de envolverem as autoridades.

A situação foi descrita como suficientemente grave para levantar preocupações sobre a saúde mental de Nick Reiner. De acordo com uma das fontes, chegou a discutir-se a possibilidade de o jovem ser colocado sob observação psiquiátrica. “Havia pessoas genuinamente assustadas. A conversa passou por tentar perceber se este rapaz precisava de ser internado”, revelou um insider.

O ambiente tenso agravou-se ainda mais quando Rob Reiner, visivelmente perturbado, terá confidenciado a amigos que se sentia “aterrorizado” com o comportamento do filho. Alegadamente, o realizador de When Harry Met Sally… e Miseryterá dito algo que hoje soa tragicamente premonitório: que tinha medo de que o próprio filho pudesse magoá-lo.

Apenas um dia depois da festa, Rob Reiner, de 78 anos, e Michele Singer Reiner, de 70, foram encontrados mortos na sua residência em Brentwood, com múltiplas feridas provocadas por arma branca. A descoberta foi feita pela filha do casal, Romy Reiner. O Instituto Médico Legal de Los Angeles confirmou mais tarde que a causa da morte de ambos foi “múltiplas lesões por objectos cortantes”, classificando oficialmente o caso como homicídio.

Nick Reiner foi detido nessa mesma noite e enfrenta agora duas acusações de homicídio em primeiro grau. Compareceu pela primeira vez em tribunal esta semana, tendo ficado marcada a leitura formal da acusação para 7 de Janeiro de 2026.

Entretanto, continuam a surgir relatos inquietantes sobre o comportamento de Nick na festa de Conan O’Brien. Testemunhas afirmam que o jovem terá agido de forma errática com outros convidados, incluindo o actor e comediante Bill Hader, deixando várias pessoas desconfortáveis. “Estava a assustar toda a gente, perguntava repetidamente se as pessoas eram famosas e comportava-se de forma estranha”, contou uma fonte à revista People.

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Até ao momento, Conan O’Brien não comentou oficialmente o sucedido. O caso continua sob investigação, mas a sucessão de acontecimentos transforma aquela festa aparentemente inofensiva num capítulo perturbador de uma tragédia familiar que abalou Hollywood.

Esta Série da Netflix Mostra Porque os Zombies Ainda Podem Ser Assustadores (E Dá Uma Lição a The Walking Dead)

Durante mais de uma década, The Walking Dead foi o grande ponto de referência da ficção televisiva com zombies. Não apenas pelo número de temporadas ou pelo impacto cultural, mas porque conseguiu provar que o género podia ir além do choque fácil, apostando na psicologia das personagens, nos dilemas morais e na erosão lenta da humanidade em contexto de colapso. Ainda assim, o tempo acabou por revelar as fragilidades desse modelo: quanto mais o mundo se expandia, mais a urgência se diluía.

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É precisamente aí que entra All of Us Are Dead, uma produção sul-coreana da Netflix que, em apenas 12 episódios, lembra porque é que o apocalipse zombie deve ser vivido como um choque — e não como rotina. Lançada em 2022, a série opta por um caminho raramente seguido: mostrar o início do surto, minuto a minuto, quando ninguém sabe o que está a acontecer e cada decisão pode ser fatal.

Ao situar quase toda a acção dentro de uma escola secundária, All of Us Are Dead transforma um espaço quotidiano e reconhecível num labirinto de pânico absoluto. O que começa como mais um dia normal rapidamente se converte numa corrida desesperada pela sobrevivência, sem armas, sem planos e sem respostas. A claustrofobia do cenário amplifica a tensão e torna cada corredor, cada sala de aula e cada escada num potencial ponto sem retorno.

Enquanto The Walking Dead construiu o seu legado mostrando personagens já moldadas pelo trauma, esta série coreana aposta na transformação em tempo real. Os jovens protagonistas não são sobreviventes endurecidos, mas adolescentes confrontados pela primeira vez com a morte, a perda e a necessidade de escolher entre salvar-se ou proteger os outros. Essa fragilidade emocional dá à narrativa um peso inesperado e profundamente humano.

Outro dos grandes trunfos da série é a recusa em fugir à origem do desastre. Ao contrário de grande parte das histórias do género, que saltam directamente para um mundo já em ruínas para evitar exposição narrativa, All of Us Are Dead decide explicar como tudo começou — e porque isso importa. Com isso, a série constrói uma progressão lógica e emocional que prepara o terreno para a sua anunciada segunda temporada, que deverá assumir um tom mais assumidamente pós-apocalíptico.

Essa transição planeada revela uma disciplina narrativa que muitos sentiram faltar a The Walking Dead nos seus anos finais. Em vez de esticar indefinidamente a mesma premissa, a série da Netflix propõe fases claras: o caos inicial, a adaptação forçada e, depois, as consequências. É uma abordagem que respeita o espectador e devolve ao género algo essencial: o medo do desconhecido.

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No fim de contas, All of Us Are Dead não diminui o legado de The Walking Dead — constrói-se sobre ele. Mas fá-lo com uma intensidade concentrada, uma urgência brutal e uma clareza de propósito que prova que, mesmo depois de anos de saturação, ainda há espaço para histórias de zombies que nos deixam genuinamente sem fôlego.

John le Carré Troca a Chávena pelo Cocktail: The Night Manager

 Regressa Mais Glamouroso, Mais Perigoso e Ainda Mais Ambicioso

Quando The Night Manager estreou em 2016, ficou imediatamente claro que algo tinha mudado no universo das adaptações de John le Carré. A espionagem deixava para trás a penumbra dos cafés enevoados e os diálogos murmurados sobre chá frio, para abraçar um mundo de hotéis de luxo, cocktails caros e conspirações globais ao sol. A segunda temporada, agora prestes a chegar, confirma essa viragem — e leva-a ainda mais longe.

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Realizada por Georgi Banks-Davies, a nova série regressa com Tom Hiddleston no papel de Jonathan Pine, o espião traumatizado que se move entre identidades falsas, lealdades frágeis e uma moral constantemente posta à prova. Ao seu lado surge Diego Calva, como um novo antagonista, num jogo de gato e rato que se desenrola entre a Europa e a América Latina, com passagens por Catalunha e Colômbia.

Uma das grandes novidades desta segunda temporada é o facto de ser a primeira adaptação do universo le Carré que não parte directamente de uma obra do escritor. A narrativa foi desenvolvida por David Farr, a partir das personagens originais, sob a supervisão criativa dos filhos do autor, Stephen Cornwell e Simon Cornwell, através da produtora Ink Factory. A pergunta orientadora, segundo Simon Cornwell, foi simples: como seriam hoje as histórias do seu pai num mundo dominado por novos centros de poder, redes criminosas transnacionais e uma economia global profundamente interligada?

O resultado é uma série que assume sem pudor o seu lado sedutor. The Night Manager continua a ser frequentemente comparada ao universo de James Bond, e não apenas pela escala internacional ou pelo brilho visual. Como observa o escritor Charlie Higson, esta é uma espionagem de “cocktail” e não de “chá”: elegante, cosmopolita e escapista, ainda que sustentada por um núcleo moral mais sombrio do que o habitual cinema de agentes secretos.

Banks-Davies reforça essa abordagem através de um imaginário visual cuidadosamente construído. Entre as suas referências estão Francis BaconFederico Fellini e ecos contemporâneos de obras como SicarioGomorrah ou ZeroZeroZero. O glamour nunca é gratuito: serve para mascarar — e tornar ainda mais perturbadora — a violência psicológica, a corrupção sistémica e o custo humano da espionagem.

O elenco acompanha essa ambição, com Olivia ColmanCamila Morrone e Indira Varma a acrescentarem densidade e carisma a um mundo onde nada é o que parece. Apesar da estética luxuosa, Simon Cornwell insiste que The Night Manager continua profundamente enraizada na realidade: por detrás da superfície sedutora estão histórias de dor, culpa e consequências irreversíveis — algo que, segundo ele, distingue claramente a série do escapismo puro de Bond.

A nova temporada chega num momento em que o universo de le Carré vive uma expansão notável. Para além desta série, The Spy Who Came in from the Cold está em cena no West End, enquanto a BBC desenvolve Legacy of Spies, projecto que poderá abrir caminho à adaptação integral da saga de George Smiley ao longo da próxima década. Uma terceira temporada de The Night Manager já está, inclusivamente, confirmada.

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Seja servido num copo de cristal ou numa chávena de porcelana, o mundo de John le Carré continua a provar que a espionagem, quando bem contada, nunca sai de moda. Apenas muda de cenário, de ritmo — e, neste caso, de bebida.

Afinal Não Era Ele: Timothée Chalamet Brinca com a Internet e Revela a Verdade Sobre o Mistério EsDeeKid

Durante semanas, a internet entregou-se a uma das suas actividades favoritas: construir teorias improváveis com convicção absoluta. Bastaram uns olhos expressivos, um rapper mascarado e o silêncio estratégico de Timothée Chalamet para nascer a ideia de que o actor estaria a viver uma vida dupla como EsDeeKid, o misterioso fenómeno do drill britânico. A especulação cresceu, ganhou força nas redes sociais e chegou até às entrevistas promocionais. Agora, Chalamet decidiu pôr um ponto final no assunto — e fê-lo com um piscar de olho bem calculado.

O actor surgiu num vídeo musical ao lado do próprio EsDeeKid, participando num remix de 4Raws, tema que recentemente entrou no top 10 do Reino Unido. O arranque do vídeo é deliberadamente provocador: durante os primeiros segundos, Chalamet surge apenas com os olhos visíveis, replicando o visual característico do rapper anónimo. Logo depois, baixa o lenço, revela o rosto e apresenta-se em verso, dissipando qualquer dúvida de forma directa, irónica e consciente do jogo mediático que estava em curso.

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Filmado numa pequena loja de conveniência no norte de Londres, o vídeo tornou-se viral em poucas horas. Não só porque encerra um dos rumores mais absurdos e persistentes dos últimos meses, mas porque o faz com humor e inteligência cultural. Em vez de negar ou ignorar o boato, Chalamet apropriou-se dele, transformando-o num momento pop perfeitamente alinhado com a lógica da internet.

A especulação tinha sido alimentada pelo próprio actor quando, questionado pela BBC sobre a alegada identidade secreta, respondeu apenas “no comment”. O silêncio foi suficiente para incendiar a imaginação colectiva, sobretudo à medida que EsDeeKid subia nas tabelas e Chalamet promovia o seu novo filme. Agora, a revelação surge como punchline final de uma história que foi crescendo à base de memes, teorias e desejo de acreditar no improvável.

As reacções não tardaram. Artistas como Central Cee e Tinie Tempah comentaram o vídeo, enquanto outros antecipam que o tema possa ainda ganhar nova vida comercial. Pelo meio, Chalamet aproveita para referenciar Marty Supreme, reforçando uma campanha promocional que tem apostado em abordagens pouco convencionais, mas extremamente eficazes.

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Para o Clube de Cinema, este episódio diz muito sobre o lugar que Timothée Chalamet ocupa hoje no cinema e na cultura pop. Não é apenas um actor talentoso a navegar entre cinema de autor e grandes produções. É alguém que percebe o funcionamento do ruído mediático contemporâneo, sabe quando deixar o boato crescer e quando o desmontar com precisão cirúrgica.

No final, o mistério fica resolvido. Mas a jogada revela algo mais interessante do que a resposta em si: Chalamet não controlou apenas a narrativa — transformou-a num espectáculo, num meme e numa ferramenta de promoção. E fê-lo sem nunca parecer forçado.

Fallout Temporada 2 Faz História no Rotten Tomatoes e Confirma que a Série é Muito Mais do que um Sucesso Passageiro

A adaptação da Amazon bate recordes, melhora os números da primeira temporada e passa a ser oficialmente canónica no universo dos jogos

A segunda temporada de Fallout chegou mais cedo do que o previsto — a Amazon decidiu antecipar a estreia do primeiro episódio — e bastaram poucas horas para a série entrar directamente para a história das adaptações de videojogos. As avaliações da crítica e do público no Rotten Tomatoes não só confirmam o entusiasmo em torno da nova temporada, como estabelecem múltiplos recordes inéditos, consolidando Fallout como a melhor adaptação live-action de um videojogo alguma vez feita.

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À chegada, a temporada 2 apresentava uns impressionantes 98% de aprovação da crítica e 96% do público, tornando-se automaticamente a temporada 2 mais bem avaliada de sempre entre todas as séries live-action baseadas em videojogos. Um feito particularmente relevante num género onde as segundas temporadas costumam ser mais escrutinadas e, muitas vezes, mais divisivas.

Somando os resultados da primeira temporada, Fallout alcançou outro marco histórico: 95% de aprovação tanto da crítica como da audiência, superando concorrentes de peso. Para comparação, The Last of Us apresenta 94% da crítica, mas apenas 62% do público; Halo fica-se pelos 80% e 61%; Twisted Metal pelos 79% e 89%. Mesmo The Witcher, frequentemente citado como referência, surge bastante abaixo nestes indicadores. A conclusão é clara: os fãs de videojogos são difíceis de agradar — e Fallout conseguiu agradar a quase todos.

Há ainda um terceiro recorde relevante. A temporada 2 de Fallout está empatada com as adaptações de videojogos mais bem avaliadas de sempre pelo público, incluindo animação. Neste grupo entram títulos como ArcaneCastlevania e Cyberpunk: Edgerunners. No momento do lançamento, Fallout igualava Cyberpunk: Edgerunners com 95% de aprovação da audiência, chegando mesmo a ultrapassá-lo temporariamente com 96%.

Entretanto, após 24 horas adicionais de avaliações, registou-se uma ligeira actualização nos números: a temporada 2 desceu para 96% da crítica e 95% do público. Ainda assim, estes valores continuam a garantir todos os recordes previamente alcançados. Para perder o estatuto de melhor adaptação live-action, Fallout teria de descer até aos 94%, o que, neste momento, parece pouco provável.

Este sucesso é também uma vitória estratégica para a Amazon. A série já tinha arrecadado 17 nomeações para os Emmy, incluindo Melhor Série Dramática e Melhor Actor Principal, acabando por vencer nas categorias técnicas de figurinos e maquilhagem prostética. A segunda temporada surge agora como uma confirmação de que Fallout não foi um golpe de sorte, mas sim uma aposta criativa sólida e sustentada.

Narrativamente, a nova temporada leva a história até New Vegas, um dos cenários mais icónicos e adorados da saga de videojogos. Esta escolha representava um risco claro: mexer em território sagrado para os fãs poderia facilmente gerar rejeição. No entanto, pelo menos a avaliar pela recepção inicial, a série navegou essas águas com segurança. Momentos como a aparição do famoso dinossauro da torre de sniper funcionam como sinais claros de respeito e conhecimento profundo do material original.

A importância da série foi ainda reforçada por declarações recentes de Todd Howard, figura central da Bethesda, que confirmou que Fallout é canónica dentro do universo dos jogos. Em declarações à BBC, Howard afirmou que os eventos da série terão impacto directo no futuro da franquia, incluindo Fallout 5. Isso significa que o próximo jogo decorrerá num mundo onde os acontecimentos da série já ocorreram ou estão a ocorrer, algo inédito na relação entre videojogos e televisão.

Segundo a cronologia oficial, a série passa-se em 2296, nove anos depois de Fallout 4 e 219 anos após a Grande Guerra nuclear. O problema é que Fallout 5 continua a parecer distante: sem data para The Elder Scrolls VI, o próximo capítulo da saga Fallout poderá estar ainda a quase uma década de distância. Um contraste curioso com o momento de enorme popularidade que a série televisiva vive agora.

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Seja como for, uma coisa é certa: Fallout deixou de ser apenas “uma boa adaptação”. É agora um ponto central do universo da franquia, um fenómeno crítico e popular, e um raro exemplo de como respeitar fãs antigos sem afastar novos públicos.

Actores Britânicos Dizem Não à Digitalização e Enfrentam a Inteligência Artificial

Votação histórica do sindicato Equity mostra oposição esmagadora ao uso de IA e ameaça travar produções no Reino Unido

Os actores britânicos deram um passo decisivo na luta contra a utilização abusiva da Inteligência Artificial nas artes, ao votarem de forma quase unânime contra a prática de digitalização dos seus corpos e rostos em rodagem. Numa votação promovida pelo sindicato Equity, 99% dos participantes declararam que estariam dispostos a recusar ser digitalmente escaneados, num claro sinal de resistência a uma tecnologia que muitos consideram uma ameaça directa aos seus direitos e meios de subsistência.

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A digitalização de actores tornou-se prática comum em produções de cinema e televisão, permitindo aos estúdios reutilizar a imagem, o corpo ou a voz de um intérprete em cenas futuras, reshoots ou até em projectos completamente diferentes. O problema, segundo os actores, é a falta de controlo sobre o destino desses dados e a possibilidade de serem usados sem consentimento, compensação ou sequer conhecimento do intérprete.

Paul Fleming, secretário-geral do Equity, descreveu o resultado da votação como um momento geracional. “A Inteligência Artificial é um desafio definidor da nossa geração”, afirmou. “Pela primeira vez em décadas, os membros do sindicato mostraram que estão dispostos a recorrer a acções industriais. Isto demonstra que a força de trabalho está preparada para disruptar seriamente as produções se não for respeitada.”

A votação, de carácter indicativo, envolveu mais de 7.000 membros, com uma taxa de participação de 75%. Embora não tenha, para já, valor legal — os actores ainda não estão juridicamente protegidos caso recusem a digitalização —, o sindicato sublinha que o objectivo foi medir o grau de indignação e união da classe, algo que ficou amplamente demonstrado.

Segundo o Equity, cerca de 90% da produção televisiva e cinematográfica no Reino Unido é realizada ao abrigo de acordos colectivos negociados pelo sindicato, e mais de três quartos dos profissionais envolvidos são seus membros. Este peso dá ao sindicato uma margem de manobra significativa para pressionar produtores e estúdios.

O próximo passo passa por negociações com a Pact, a associação que representa a maioria das produtoras britânicas, com o objectivo de estabelecer novos padrões mínimos de pagamento, condições de trabalho e regras claras sobre o uso de dados biométricos. Caso essas negociações não produzam resultados satisfatórios, o Equity admite avançar para uma votação formal, que poderá conferir protecção legal aos actores que recusem a digitalização em rodagem.

A preocupação com a IA tem vindo a crescer nos últimos meses, alimentada por testemunhos de actores consagrados e emergentes. Hugh BonnevilleAdrian Lester e Harriet Walter apoiaram publicamente a iniciativa do sindicato. Bonneville defendeu que “as vozes e imagens dos actores não devem ser exploradas em benefício de terceiros sem licença ou consentimento”, enquanto Lester alertou para a vulnerabilidade dos profissionais em início de carreira, frequentemente pressionados a aceitar cláusulas abusivas.

Em Outubro, Olivia Williams denunciou que muitos actores são levados a aceitar a digitalização dos seus corpos sem qualquer controlo posterior sobre a utilização desses dados. A actriz comparou a situação à necessidade de consentimento em cenas de nudez, defendendo que o mesmo princípio deveria aplicar-se aos body scans. Algumas cláusulas contratuais, segundo Williams, concedem aos estúdios direitos quase ilimitados sobre a imagem dos actores “em todas as plataformas existentes ou ainda por inventar, em todo o universo e para sempre”.

A polémica intensificou-se ainda mais com o surgimento da primeira “actriz de IA”, Tilly Norwood, reacendendo o debate sobre os limites éticos da tecnologia no entretenimento. As preocupações ecoam o que já se viveu em Hollywood em 2023, quando a utilização de IA esteve no centro das greves históricas de argumentistas e actores, que alertaram para o risco de a tecnologia redefinir radicalmente a indústria.

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A votação do Equity deixa claro que, pelo menos no Reino Unido, os actores não estão dispostos a ceder silenciosamente. A batalha entre criatividade humana e automação algorítmica entrou numa nova fase — e promete ter impacto real nos bastidores do cinema e da televisão.

Avatar: Fire and Ash: O Filme Mais Longo — e Mais Fraco — da Saga de James Cameron

Depois de Avatar (2009) e Avatar: O Caminho da Água se terem tornado dois dos filmes mais lucrativos da história do cinema, era previsível que James Cameron quisesse continuar a explorar Pandora. O problema diz a crítica internacional é que Avatar: Fire and Ash, o terceiro capítulo da saga, deixa a sensação clara de que esta viagem já devia ter terminado — ou, pelo menos, precisava urgentemente de ser repensada.

Com 197 minutos de duração, o novo filme é meia hora mais longo do que o original e transforma-se num teste sério à paciência do espectador. O que deveria ser uma grande aventura de ficção científica acaba por se arrastar num desfile de imagens bonitas mas vazias, diálogos pouco inspirados, uma narrativa dispersa e uma espiritualidade new age que roça o enfadonho. É desconfortável pensar que ainda estão planeados mais dois filmes depois deste.

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O mais frustrante é que, apesar da duração quase épica, Avatar: Fire and Ash não funciona como filme autónomo. Cameron parte do princípio de que o público está profundamente investido na mitologia, nas personagens e nas relações familiares dos Na’vi, dispensando-se de construir uma história com verdadeiro início, meio e fim. Para quem não é fã incondicional da saga, a experiência torna-se ainda mais distante.

O contraste com o primeiro Avatar é gritante. Em 2009, o filme parecia genuinamente futurista: a história de um planeta exuberante explorado por humanos desesperados por recursos, em conflito com uma civilização indígena, combinava espectáculo, aventura e uma metáfora ambiental clara. Era, no fundo, Pocahontas com Smurfs no espaço — simples, eficaz e emocionalmente funcional.

Agora, Cameron parece ter perdido interesse em Jake Sully (Sam Worthington) e Neytiri (Zoe Saldaña), focando-se sobretudo nos seus filhos adolescentes. Essa escolha revela-se um erro grave. As novas personagens são difíceis de distinguir entre si, pouco carismáticas e, em muitos momentos, francamente irritantes. Onde antes havia um protagonista claro, há agora um grupo de jovens quase intercambiáveis, todos igualmente pouco memoráveis.

O filme alterna entre grandes batalhas, aparições esporádicas de personagens humanas que desaparecem durante longos períodos e intermináveis discussões reverenciais sobre as crenças dos Na’vi. Pelo meio, surgem breves lampejos do filme que Avatar: Fire and Ash poderia ter sido: um thriller ecológico mais duro, focado no conflito entre império e resistência. Mas esses momentos são rapidamente engolidos por uma espécie de telenovela californiana intergaláctica, onde surfistas de rastas montam dragões e gritam frases como “Isto foi insano, mano!” ou “Isto é brutal, primo!”.

Visualmente, o desgaste também é evidente. Pandora já não tem o impacto de outrora. Depois de quase nove horas passadas neste mesmo cenário tropical alienígena, a sensação de maravilha dissipou-se. Onde outras sagas, como Star Wars, teriam explorado múltiplos mundos, Avatar insiste sempre no mesmo pano de fundo. Pior ainda: aquilo que em 2009 parecia revolucionário, hoje soa a reliquia de uma era passada do cinema digital.

Durante a década de 2010, o público habituou-se a personagens digitais hiper-realistas em mundos totalmente gerados por computador. Na altura, Pandora parecia imersiva e tecnologicamente espantosa. Em Fire and Ash, no entanto, tudo parece artificial, quase como um videojogo antigo. Quando um Na’vi cai do dragão em pleno voo, não há verdadeiro sentido de perigo — a cena parece tão falsa que se perde qualquer envolvimento emocional.

Há ainda outro problema estrutural: com mais dois filmes já anunciados, existe realmente alguma sensação de risco?Alguém acredita que personagens centrais vão sofrer consequências irreversíveis? Se Cameron cumprir o plano, ainda faltam cerca de seis horas para o fim da saga — e, depois deste capítulo, essa perspectiva soa mais a ameaça do que a promessa.

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Avatar: Fire and Ash confirma aquilo que muitos já suspeitavam: a saga continua a impressionar pelo orçamento e pela escala, mas está cada vez mais vazia de urgência narrativa e emoção genuína. Um espectáculo enorme, cansado e auto-indulgente, que vive sobretudo da glória passada.

Óscares Vão Deixar a Televisão Tradicional e Passar a Ser Transmitidos no YouTube a Partir de 2029

A maior cerimónia do cinema mundial abandona a ABC após meio século e aposta no streaming gratuito para chegar a novas gerações

Os Óscares preparam-se para uma das maiores mudanças da sua história. A partir de 2029, a cerimónia dos Academy Awards deixará de ser transmitida pela televisão tradicional nos Estados Unidos e passará a ser emitida em exclusivo no YouTube, em directo e de forma gratuita, marcando o fim de uma ligação de mais de 50 anos à ABC.

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O anúncio foi feito esta quarta-feira pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, que confirmou a assinatura de um acordo plurianual com o YouTube, garantindo à plataforma os direitos globais exclusivos da cerimónia até 2033. Até lá, a ABC manterá a transmissão das próximas edições, incluindo a gala já marcada para 15 de Março, encerrando assim um ciclo histórico iniciado em 1976.

A decisão representa mais do que uma simples mudança de parceiro de transmissão. É um sinal claro de como Hollywood está a reposicionar os seus maiores eventos numa indústria em profunda transformação, marcada por fusões, vendas de estúdios, cortes drásticos na produção e uma migração constante do público para o streaming.

Em comunicado conjunto, o CEO da Academia, Bill Kramer, e a presidente Lynette Howell Taylor sublinharam o carácter global da decisão. “A Academia é uma organização internacional, e esta parceria permitirá expandir o acesso ao nosso trabalho para a maior audiência mundial possível, o que beneficiará os nossos membros e toda a comunidade cinematográfica”, afirmaram.

A escolha do YouTube não é inocente. Ao longo das últimas décadas, as audiências televisivas dos Óscares têm vindo a cair de forma consistente, reflexo de hábitos de consumo cada vez mais fragmentados. Ainda assim, a edição de 2025 registou uma ligeira recuperação, impulsionada sobretudo por espectadores mais jovens, que acompanharam a cerimónia através de telemóveis, computadores e plataformas digitais.

Para o YouTube, a conquista dos direitos da cerimónia mais prestigiada do cinema é um enorme golpe simbólico. O CEO da plataforma, Neal Mohan, descreveu os Óscares como “uma das instituições culturais essenciais do nosso tempo” e afirmou que a parceria com a Academia pretende “inspirar uma nova geração de criadores e amantes de cinema, respeitando ao mesmo tempo o legado histórico da cerimónia”.

A ABC, por seu lado, reagiu de forma diplomática, garantindo que está entusiasmada com “as próximas três transmissões” que ainda irá assegurar antes da mudança definitiva. Ainda assim, a saída dos Óscares representa uma perda significativa para a televisão generalista norte-americana, que durante décadas fez da gala um dos seus maiores eventos anuais.

Este anúncio surge num contexto particularmente turbulento para a indústria. No mesmo dia, a Warner Bros. Discoveryrecomendou aos seus accionistas a rejeição de uma oferta hostil de aquisição por parte da Paramount Skydance, optando antes por um acordo com a Netflix — uma decisão vista por muitos como mais um sintoma da fragilidade estrutural dos grandes estúdios e canais de cabo face ao domínio crescente das plataformas digitais.

Com o YouTube a garantir os direitos dos Óscares, torna-se cada vez mais evidente que o futuro dos grandes eventos culturais passa pelo streaming, mesmo quando se trata de instituições com quase um século de história. A partir de 2029, a noite mais importante do cinema deixará de depender de um canal de televisão e passará a estar a um clique de distância — para qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo.

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Resta saber se esta mudança trará novas formas de interacção, formatos mais flexíveis e, sobretudo, se conseguirá devolver aos Óscares a relevância cultural que já tiveram. Uma coisa é certa: a era da televisão como palco exclusivo do cinema está oficialmente a chegar ao fim.

Chris Evans Regressa como Capitão América em Avengers Doomsday  — e Agora é Pai

Primeiro teaser confirma o regresso de Steve Rogers e abre um novo mistério no Universo Marvel

Deixem-me começar por dizer que andam algumas dezenas de Pseudo Traillers do novo Avengers pelas redes sociais, a maioria nota-se claramente que são produzidos por AI e há que dizê-lo com frontalidade, que estão cada vez mais difíceis de destinguir.

No entanto esta notícia é suportada por notícias que podemos apanhar em outlets internacionais dignos de credibilidade…O Capitão América está de volta. Contra todas as expectativas, Chris Evans regressa ao papel de Steve Rogers em Avengers: Doomsday, o próximo grande evento do Universo Cinematográfico da Marvel, e fá-lo com uma reviravolta inesperada: Steve é agora pai de um recém-nascido.

O regresso foi confirmado através do primeiro teaser trailer oficial, exibido discretamente junto a sessões de Avatar: Fire and Ash, numa estratégia clássica da Marvel para gerar entusiasmo gradual. O filme tem estreia marcada para 18 de Dezembro de 2026, exactamente dentro de um ano, e este teaser funciona como o primeiro sinal claro de que Doomsday pretende mexer a sério na mitologia estabelecida.

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O vídeo é curto, contido e deliberadamente enigmático. Num cenário rural e tranquilo, Steve Rogers surge a chegar a casa de mota, enquanto uma versão para piano do tema dos Avengers toca em fundo. O capacete azul faz lembrar imediatamente o uniforme clássico do herói. Dentro da casa, Steve segura um bebé nos braços, observando-o com orgulho silencioso. O teaser termina com a frase: “Steve Rogers will return for Avengers: Doomsday”, seguida de uma contagem decrescente até à data de estreia.

A Marvel não revela mais nada — e é precisamente aí que começa o frenesim.

Os fãs viram Steve Rogers pela última vez em Avengers: Endgame (2019), quando, após derrotar Thanos e devolver as Jóias do Infinito às respectivas linhas temporais, decide ficar no passado para viver uma vida com Peggy Carter. Já idoso, regressa brevemente à linha temporal principal apenas para entregar o escudo a Sam Wilson, passando-lhe o legado de Capitão América.

Este novo teaser levanta várias questões centrais. Estamos perante o mesmo Steve Rogers? Terá regressado à linha temporal principal depois de décadas no passado? Ou será esta uma variante do multiverso, algo que Doomsday deverá explorar de forma intensa? E, talvez a pergunta mais óbvia: quem é o bebé? Será filho de Steve e Peggy? Terá alguma ligação ao soro do supersoldado?

A Marvel, como é habitual, não confirma nada. Mas o simples facto de trazer Steve Rogers de volta — depois de um final que parecia definitivo — indica que Avengers: Doomsday não pretende jogar pelo seguro.

Curiosamente, este não é tecnicamente o primeiro regresso de Chris Evans ao MCU desde Endgame. Em Deadpool & Wolverine (2024), o actor apareceu num cameo hilariante como o Tocha Humana, personagem que interpretou nos filmes Fantastic Four da Fox em 2005 e 2007. No entanto, este é o verdadeiro regresso ao papel que o tornou um dos rostos mais icónicos da Marvel.

Evans não está sozinho. Avengers: Doomsday promete ser um dos elencos mais ambiciosos de sempre. Robert Downey Jr. regressa ao MCU, mas não como Tony Stark — desta vez interpreta Doctor Doom, o grande vilão do filme. Estão também confirmados Chris Hemsworth (Thor), Anthony Mackie, Sebastian Stan, Paul Rudd, Tom Hiddleston, Florence Pugh, Letitia Wright, Winston Duke, Simu Liu, Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Joseph Quinn, David Harbour e muitos outros.

O filme irá ainda cruzar definitivamente o MCU com o universo dos X-Men, trazendo de volta nomes como Patrick Stewart, Ian McKellen, James Marsden, Alan Cumming e Rebecca Romijn, num verdadeiro festival de multiverso.

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Se o teaser de Avengers: Doomsday prova alguma coisa, é que a Marvel está disposta a reabrir capítulos que pareciam encerrados — e a fazê-lo com impacto emocional. Steve Rogers regressa não como soldado ou símbolo, mas como pai. E essa mudança pode ser mais explosiva do que qualquer batalha cósmica.

The Six Billion Dollar Man: O Documentário Mais Perturbador de 2025 Sobre Julian Assange

Eugene Jarecki desmonta, com frieza cirúrgica, a máquina de poder que fez da destruição de Assange uma prioridade global

Há documentários que informam. Outros que indignam. The Six Billion Dollar Man, realizado por Eugene Jarecki, faz algo mais inquietante: arrefece o sangue. Não tanto pela figura de Julian Assange, mas pela clareza com que expõe um sistema vasto, articulado e implacável onde se cruzam Estados, serviços secretos, interesses privados e uma hostilidade mediática persistente. O resultado é, sem exagero, um dos filmes mais perturbadores de 2025.

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Curiosamente, Assange é quase uma presença fantasmagórica ao longo das mais de duas horas de duração. É falado, analisado, perseguido — mas raramente visto. Essa ausência funciona como estratégia narrativa: Jarecki usa o vazio deixado pela figura central para alargar o foco e contar uma história maior, sobre como funciona o poder quando decide esmagar alguém. O documentário não é um retrato de personalidade; é uma autópsia política.

O filme revisita inevitavelmente os momentos mais conhecidos da trajectória de Assange e do WikiLeaks: o impacto sísmico do vídeo Collateral Murder, as revelações sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão, e a divulgação massiva de telegramas diplomáticos que colocaram governos inteiros em estado de alerta. Jarecki não se limita a recapitular factos. Vai mais fundo, cruzando documentos, testemunhos e padrões de actuação que revelam até que ponto Assange se tornou um alvo prioritário para forças muito além da esfera judicial.

Um dos momentos mais explosivos do documentário prende-se com as acusações de violação na Suécia, em 2010. Durante anos, este caso funcionou como um elemento tóxico no debate público, frequentemente usado para descredibilizar Assange. The Six Billion Dollar Man apresenta entrevistas anonimizadas e mensagens trocadas à época pelas duas mulheres envolvidas, sugerindo algo profundamente perturbador: nenhuma delas acusou Assange de violação, e ambas demonstraram preocupação com a forma como as autoridades estavam a orientar os seus depoimentos.

Aquilo que durante anos circulou como suspeita surge aqui documentado de forma rigorosa: o caso parece ter sido moldado tanto por conveniência política como por factos concretos. Não se trata de absolver ou condenar, mas de demonstrar como processos judiciais podem ser instrumentalizados quando se tornam úteis a agendas mais amplas.

Ainda mais inquietante é o capítulo dedicado ao período em que Assange esteve refugiado na embaixada do Equador em Londres. Jarecki expõe como a empresa de segurança espanhola UC Global, contratada para garantir a protecção do fundador do WikiLeaks, acabou por transformar o espaço num verdadeiro laboratório de vigilância. Um antigo funcionário — assumidamente a fonte-chave do documentário — descreve um ambiente digno de um thriller paranoico: gravações clandestinas, recolha sistemática de dados, conversas sobre possíveis envenenamentos e até a captação de encontros íntimos.

Segundo o filme, esse material era depois transferido para um endereço IP nos Estados Unidos, localizado no Venetian Hotel, em Las Vegas, propriedade do magnata Sheldon Adelson, um dos maiores financiadores de Donald Trump. Jarecki não precisa de sublinhar ironias; elas impõem-se sozinhas.

Outro momento devastador envolve Sigurdur “Siggi” Thordarson, a principal testemunha da acusação norte-americana contra Assange. Condenado por crimes graves, incluindo abuso sexual de menores, Thordarson admite em frente à câmara que inventou partes essenciais do seu testemunho, nomeadamente a alegação de que Assange o teria instruído a piratear sistemas parlamentares da Islândia. Quando confrontado, encolhe os ombros: diz que “já não se lembra”.

É aqui que o documentário se torna verdadeiramente desconcertante. Mesmo para quem nunca teve grande simpatia por Julian Assange, The Six Billion Dollar Man obriga a encarar uma realidade difícil de ignorar: os mecanismos utilizados para o perseguir são, eles próprios, profundamente alarmantes. Doze anos de confinamento, vigilância constante, manipulação judicial e mediática — tudo isto é apresentado não como excepção, mas como método.

Jarecki não esconde a sua empatia pelo protagonista, mas isso não enfraquece o filme. Pelo contrário, torna-o mais claro naquilo que realmente importa: se este aparelho de poder pode ser activado contra Assange, pode sê-lo contra qualquer outro. A questão central deixa de ser se gostamos ou não da personagem, e passa a ser se estamos confortáveis com o mundo que o documentário revela.

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The Six Billion Dollar Man não procura fechar debates. Abre-os. E fá-lo de forma metódica, inquietante e impossível de ignorar.

Não há data prevista para a estreia em Portugal, mas poderá ser vista em streaming no Mubi.

SpongeBob Junta-se à Surfrider Portugal para Defender o Oceano na Estreia do Novo Filme

A esponja mais famosa do mundo chega aos cinemas a 24 de Dezembro com uma missão que vai além do entretenimento

SpongeBob O Filme: À Procura das Calças Quadradas estreia a 24 de Dezembro nos cinemas portugueses e traz consigo mais do que uma nova aventura subaquática. No âmbito desta estreia, a Paramount Animation e a Nickelodeon Movies associam-se à Surfrider Foundation, em Portugal representada pela Surfrider Foundation Portugal, numa parceria global de sensibilização ambiental que procura envolver crianças e famílias na proteção do oceano.  

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A iniciativa nasce da vontade de aproveitar a força cultural de uma das personagens mais icónicas da animação para transmitir uma mensagem clara e positiva: proteger o oceano começa com pequenos gestos no dia a dia. SpongeBob, Patrick e o resto dos habitantes de Bikini Bottom assumem aqui o papel de embaixadores ambientais, colocando a sua popularidade ao serviço de uma causa urgente e universal.

O principal eixo da parceria é o lançamento de um livreto educativo gratuito, desenvolvido em colaboração com a Surfrider Foundation. Pensado para um público jovem, o material combina atividades de colorir, ilustrações exclusivas do universo SpongeBob SquarePants e informação acessível sobre boas práticas ambientais, incentivando as crianças a aprender de forma divertida e a partilhar esse conhecimento em família.

Entre os temas abordados estão a redução do plástico, o respeito pela vida marinha e a importância de atitudes simples, como não deixar lixo na praia ou reduzir o uso de descartáveis. O objetivo não é moralizar, mas sim despertar curiosidade e criar uma ligação emocional entre as crianças e o mar, reforçando desde cedo a noção de responsabilidade coletiva.

Esta ação enquadra-se perfeitamente na missão da Surfrider Foundation Portugal, uma ONG dedicada à proteção do oceano, das zonas costeiras e das comunidades que delas dependem. Integrada na rede europeia da Surfrider Foundation, a organização atua através da educação, da ciência e da mobilização cidadã, apoiando-se numa rede ativa de voluntários em todo o país. A parceria com SpongeBob permite amplificar essa missão junto de um público mais jovem, num tom optimista e acessível.

A iniciativa acompanha a estreia de SpongeBob O Filme: À Procura das Calças Quadradas, reforçando a mensagem positiva do próprio filme. Na nova longa-metragem, SpongeBob embarca na maior aventura cinematográfica da sua vida, decidido a provar que é um verdadeiro herói. Para impressionar o Sr. Krabs, segue o lendário Holandês Voador, um pirata fantasma misterioso, numa jornada que o leva às profundezas do oceano, onde nenhuma esponja jamais esteve.

Realizado por Derek Drymon, um nome histórico do universo SpongeBob, o filme aposta numa mistura de comédia marítima, imaginação visual e espírito aventureiro, mantendo o humor característico da série e acrescentando uma escala cinematográfica mais ambiciosa. A produção conta com um elenco de vozes de luxo, incluindo Tom KennyClancy BrownBill FagerbakkeRodger BumpassCarolyn LawrenceMark Hamill e participações especiais como George Lopez e Ice Spice.

A chegada do filme aos cinemas na véspera de Natal torna-o numa proposta ideal para sessões em família, agora enriquecida por uma componente educativa que prolonga a experiência para lá da sala de cinema. Ao associar entretenimento e consciência ambiental, SpongeBob prova que continua a evoluir com o seu público, sem perder a leveza e o optimismo que o tornaram um fenómeno global.

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SpongeBob O Filme: À Procura das Calças Quadradas estreia a 24 de Dezembro, em versões dobrada e legendada, e chega acompanhado de uma mensagem clara: cuidar do oceano pode — e deve — começar desde cedo.  

TVCine Prepara Dois Dias de Cinema em Festa: Assim Vai Ser a Programação Especial de Natal 🎄🎬

O Natal aproxima-se e, como manda a tradição, os Canais TVCine voltam a assumir-se como um dos grandes refúgios para quem prefere trocar o ruído das prendas pelo conforto do sofá e de um bom filme. Nos dias 24 e 25 de Dezembro, os quatro canais — TVCine Top, TVCine Edition, TVCine Emotion e TVCine Action — apresentam uma programação especial com mais de 50 filmes, pensada para públicos de todas as idades e estados de espírito.

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Entre estreias recentes, clássicos intemporais, animação para os mais novos, romances natalícios e grandes doses de acção, há razões de sobra para manter a televisão ligada durante toda a quadra festiva  .

Véspera de Natal: da animação à consoada em grande estilo

No dia 24 de Dezembro, o TVCine Top aposta numa programação transversal. A manhã começa com propostas familiares como Super Pai Natal, seguindo-se comédias e dramas leves ao longo da tarde. À noite, a consoada ganha brilho especial com Bridget Jones: Louca por Ele e o destaque do dia, Red One: Missão Secreta, onde Dwayne Johnson e Chris Evans embarcam numa missão natalícia para salvar o Pai Natal.

Já o TVCine Edition dedica a véspera aos grandes clássicos do cinema, reunindo nomes como Tom Hanks, Barbra Streisand, Sophia Loren, John Wayne, Tom Cruise e Dustin Hoffman. Um alinhamento pensado para cinéfilos que gostam de revisitar obras maiores da história do cinema.

TVCine Emotion entra plenamente no espírito da época com uma maratona de comédias românticas natalícias, muitas delas ao estilo Hallmark e Lifetime, ideais para quem procura histórias leves, previsíveis e reconfortantes.

Para quem prefere adrenalina, o TVCine Action transforma a véspera numa verdadeira corrida contra o tempo, com uma maratona de Velocidade Furiosa e dois clássicos protagonizados por Bruce Willis: Assalto ao Arranha-Céus e Assalto ao Aeroporto.

Dia de Natal: grandes sagas, animação e clássicos modernos

No dia 25 de Dezembro, o TVCine Top começa com animação para os mais novos — Patos! e O Panda do Kung Fu 4— e passa por mundos de fantasia como Wonka, antes de acelerar com títulos de acção e aventura. A noite fecha com Profissão: Perigo, que junta Ryan Gosling e Emily Blunt num espectáculo de alto risco.

TVCine Edition mantém o tom clássico e inspirador, com histórias de superação e grandes interpretações, culminando em Um Sonho Possível, o filme que valeu o Óscar a Sandra Bullock.

No TVCine Emotion, a maratona de romances natalícios continua, recheada de neve, lareiras e reencontros emotivos, enquanto o TVCine Action leva a maratona Velocidade Furiosa até ao limite e encerra o dia com dois capítulos explosivos da saga Die Hard.

Um Natal à medida de todos os públicos

Com propostas que vão do cinema familiar à acção mais musculada, passando pelo romance e pelos grandes clássicos, os Canais TVCine oferecem uma programação natalícia completa, pensada para acompanhar todos os momentos da quadra — da manhã tranquila à noite em família.

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Uma coisa é certa: nos dias 24 e 25 de Dezembro, não faltam bons motivos para dizer “só mais um filme”.

Melania: Amazon Revela Trailer do Documentário sobre a Primeira-Dama

Filme acompanha os 20 dias que antecederam a tomada de posse de 2025 e já está rodeado de polémica

A Amazon divulgou o primeiro trailer de Melania, o documentário centrado em Melania Trump que promete um acesso “sem precedentes” aos dias que antecederam a tomada de posse presidencial de 2025. O filme, com estreia marcada para 30 de Janeiro nos cinemas, acompanha a então primeira-dama ao longo de 20 dias de preparação intensa, reuniões privadas e momentos familiares, num período descrito como “raro e definidor”.

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“Witness history in the making” é o tagline escolhido para promover o documentário, que aposta claramente na ideia de bastidores exclusivos e revelações íntimas. Segundo a Amazon, o filme inclui imagens inéditas, conversas privadas e acesso a ambientes nunca antes mostrados ao público, numa tentativa de apresentar Melania Trump como protagonista activa de um momento histórico.

No trailer, Melania surge várias vezes ao lado de Donald Trump, assistindo-o perante as câmaras. “O meu legado de maior orgulho será o de pacificador”, afirma o Presidente, antes de Melania completar: “pacificador e unificador”. Mais tarde, a própria Melania declara: “Toda a gente quer saber, por isso aqui está.”

Em declarações à Fox News, canal onde o trailer foi exibido em exclusivo, Melania Trump explicou a motivação do projecto: “Os 20 dias da minha vida que antecederam a tomada de posse constituem um momento raro e definidor, que exige cuidado meticuloso, integridade e um trabalho sem compromissos. Tenho orgulho em partilhar este período muito específico da minha vida com o público em todo o mundo.”

Um projecto caro… e altamente controverso

De acordo com informações avançadas pela imprensa norte-americana, a Amazon terá pago cerca de 40 milhões de dólares pelos direitos do documentário, cuja ideia original terá sido concebida por Melania Trump em Novembro de 2024. Para além do filme, a plataforma planeia ainda lançar uma docussérie em três episódios, focada na vida da primeira-dama entre Nova Iorque, Washington DC e Palm Beach.

No entanto, o projecto está longe de ser consensual. A realização de Melania está a cargo de Brett Ratner, cineasta que se afastou de Hollywood após ter sido acusado de assédio e abuso sexual por várias mulheres em 2017. Entre as acusações mais mediáticas estão as de Natasha Henstridge e Olivia Munn, que relataram episódios de comportamento sexual inapropriado. Ratner negou sempre as acusações.

Desde então, o realizador mudou-se para Israel, assumiu publicamente posições políticas polémicas e manteve ligações próximas a figuras como Benjamin Netanyahu. O seu regresso com Melania é visto por muitos como uma tentativa explícita de reabilitação profissional.

Política, poder e imagem pública

A polémica não termina na realização. Brett Ratner está também associado ao regresso da saga Rush Hour, cujo quarto filme terá avançado após alegada intervenção directa de Donald Trump. A distribuição ficará a cargo da Paramount, recentemente adquirida pela Skydance, empresa apoiada por Larry Ellison, conhecido aliado do Presidente.

Neste contexto, Melania surge menos como um simples documentário biográfico e mais como um objecto político e mediático, levantando questões sobre poder, influência e controlo da narrativa pública. O filme promete intimidade e transparência, mas chega ao público envolto em debates sobre ética, oportunismo e reescrita da história recente.

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Com estreia marcada nas Salas de Cinema a 30 de Janeiro nos Estados Unidos, Melania prepara-se para ser um dos documentários mais discutidos do início do ano — não apenas pelo que mostra, mas também por tudo aquilo que representa fora do ecrã.

Sozinho em Casa Invade o STAR Channel e Promete o Natal Mais Animado do Ano

Os dois filmes regressam no dia 24 de Dezembro e reacendem a euforia de um clássico intocável da quadra natalícia

Há filmes que se revêem com prazer. E depois há filmes que fazem parte do Natal, quase ao mesmo nível da árvore, das luzes ou da mesa cheia. Sozinho em Casa pertence claramente a este segundo grupo. Para muitos espectadores — em Portugal e no resto do mundo — continua a ser o melhor filme de Natal de sempre, um clássico absoluto que atravessa gerações sem perder impacto, humor ou capacidade de criar euforia.

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Este ano, o STAR Channel volta a apostar forte nessa tradição e dedica a noite de 24 de Dezembro aos dois primeiros filmes da saga, integrados no especial “Natalzaço”, pensado para aquecer a véspera de Natal com doses generosas de riso, nostalgia e caos doméstico.

A festa começa às 19h30, com a exibição de Sozinho em Casa. Realizado por Chris Columbus e protagonizado por um inesquecível Macaulay Culkin, o filme apresenta Kevin McCallister, um miúdo de oito anos que é acidentalmente deixado para trás quando a família parte para férias de Natal. O que podia ser um drama transforma-se rapidamente numa fantasia infantil irresistível: Kevin descobre a liberdade absoluta… até perceber que a sua casa se tornou alvo de dois ladrões pouco inteligentes. O resto é história do cinema: armadilhas improvisadas, violência cartoonesca, humor físico perfeito e uma energia que nunca abranda.

É precisamente essa combinação que faz com que Sozinho em Casa continue a gerar euforia colectiva sempre que regressa aos ecrãs. Não é apenas um filme para crianças; é um ritual partilhado entre pais que cresceram com ele e filhos que o descobrem agora, muitas vezes pela primeira vez, rindo exactamente nos mesmos momentos.

Pouco depois, às 21h20, o STAR Channel exibe Sozinho em Casa 2: Perdido em Nova Iorque. A fórmula repete-se, mas em escala maior. Desta vez, Kevin volta a separar-se da família — agora a caminho de Miami — e acaba sozinho em Nova Iorque, armado com um cartão de crédito, um hotel de luxo e uma cidade inteira como parque de diversões. Pelo caminho, reencontra os infelizes ladrões Harry e Marv, agora com planos para assaltar uma loja de brinquedos na véspera de Natal.

Se o primeiro filme é íntimo e doméstico, o segundo é mais expansivo, mais exagerado e ainda mais cruel nas armadilhas. Para muitos fãs, é a confirmação de que Sozinho em Casa não foi um acaso, mas sim um fenómeno cultural que soube crescer sem perder identidade.

O especial “Natalzaço” do STAR Channel não é apenas uma reposição de filmes populares. É um convite à nostalgia partilhada, àquele conforto raro de saber exactamente o que vai acontecer — e mesmo assim rir como se fosse a primeira vez. Num mundo em constante mudança, há algo profundamente reconfortante em regressar a Kevin McCallister, às suas engenhocas e à certeza de que, no Natal, os maus perdem sempre.

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Para quem associa o Natal ao sofá, à família reunida e a gargalhadas repetidas, o dia 24 de Dezembro no STAR Channel já está marcado. Porque há tradições que não se discutem. Vivem-se.  

Jurado #2: Clint Eastwood Explora um Dilema Moral Devastador no Seu Novo Drama

Um homem comum, um segredo insuportável e um julgamento que pode mudar tudo

Clint Eastwood continua, aos 95 anos, a olhar para as zonas mais desconfortáveis da consciência humana. Jurado #2, o seu mais recente filme, é um drama moral tenso e profundamente inquietante que coloca uma pergunta simples — e devastadora — no centro da narrativa: é possível ser imparcial quando a verdade nos acusa directamente?

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O filme estreia no sábado, 20 de dezembro, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e no TVCine+, e parte de um ponto de vista tão clássico quanto eficaz: o de um cidadão comum chamado a cumprir o seu dever cívico, sem imaginar que esse dever o irá confrontar com o seu pior medo.

No centro da história está Justin Kemp, interpretado por Nicholas Hoult, um homem de família que é seleccionado como jurado num julgamento de homicídio qualificado. À medida que o processo avança e as testemunhas vão sendo ouvidas, Justin começa a ser consumido por uma suspeita perturbadora. Um acidente que teve anos antes, numa noite chuvosa, e que sempre acreditou ter envolvido apenas um animal na estrada, pode afinal estar ligado à morte que agora está a ser julgada.

A partir desse momento, o filme transforma-se num verdadeiro campo de batalha interior. Justin vê-se dividido entre a obrigação moral de dizer a verdade e a necessidade de proteger a sua vida, a sua família e o futuro que construiu. O dilema é agravado pela pressão dos restantes jurados, ansiosos por chegar rapidamente a um veredicto, enquanto ele resiste, atrasando a decisão e aprofundando o seu próprio tormento psicológico. O júri deixa de ser apenas um espaço de deliberação legal e passa a ser um espelho da culpa, da dúvida e da fragilidade humana.

Eastwood regressa aqui a um território que lhe é particularmente caro: o drama ético, feito de personagens silenciosas, escolhas impossíveis e consequências irreversíveis. Tal como em Mystic RiverGran Torino ou Correio de Droga, o realizador constrói uma narrativa onde não há respostas fáceis nem absolvições confortáveis. O que existe é a tensão permanente entre lei, consciência e responsabilidade individual.

O elenco reforça essa densidade dramática. Para além de Nicholas Hoult, o filme conta com Toni ColletteJ. K. SimmonsZoey DeutchKiefer Sutherland e Gabriel Basso, num conjunto de interpretações que sustentam a intensidade emocional da história e sublinham o carácter colectivo — e opressivo — do julgamento.

Jurado #2 é, acima de tudo, um filme sobre o peso de saber demasiado. Sobre a impossibilidade de regressar à inocência depois da dúvida se instalar. E sobre a forma como um único momento do passado pode emergir, anos depois, para destruir todas as certezas.

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Sem recorrer a artifícios nem a dramatismos fáceis, Clint Eastwood volta a provar que o seu cinema continua atento às zonas cinzentas da alma humana. Um filme tenso, sóbrio e profundamente incómodo, para ver na noite de sábado, 20 de dezembro, às 21h30, no TVCine Top e TVCine+.

SpongeBob – À Procura das Calças Quadradas: Fresco, Divertido e com Imaginação de Sobra

Um filme que funciona para várias idades e prova que a esponja continua a saber falar com o seu público

Depois de 26 anos de nonsense náuticoSpongeBob SquarePants continua a ser uma presença surpreendentemente sólida no cinema de animação. SpongeBob – À Procura das Calças Quadradas (The SpongeBob Movie: Search for SquarePants) não só mantém a energia caótica que definiu a série desde o início, como consegue algo cada vez mais raro: funcionar genuinamente bem para várias gerações ao mesmo tempo.

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Vi o filme em sala com a minha filha, numa idade já pré-teen — aquele território difícil onde muita animação infantil começa a ser “demasiado infantil”. A reacção foi imediata e inequívoca: riso frequente, atenção constante e zero impaciência. E isso diz muito. O filme percebe exactamente onde está o seu público actual: crianças que já cresceram com SpongeBob, mas que continuam disponíveis para a sua loucura, desde que ela seja rápida, inventiva e visualmente estimulante.

Realizado por Derek Drymon, uma figura essencial no universo da série há mais de um quarto de século, o filme aposta num ritmo acelerado, piadas visuais em catadupa e um cuidado inesperado com a construção do mundo submarino. Não é apenas uma sucessão de gags — há uma aventura clara, um percurso emocional simples, mas eficaz, e uma imaginação que nunca parece cansada.

A história começa com um pequeno grande momento de crescimento: SpongeBob descobre que finalmente tem altura suficiente para andar na montanha-russa que ele e o inseparável Patrick sonham experimentar há anos. O problema é que crescer fisicamente não significa estar preparado emocionalmente. Falta-lhe aquilo que o filme define, com humor certeiro, como “fortaleza intestinal” — uma limitação que diverte o público e serve de motor para toda a narrativa.

Determinado a provar que já é um “tipo crescido”, SpongeBob toma uma decisão tão ingénua quanto perigosa: invocar o espírito amaldiçoado do Flying Dutchman, descrito como “o fantasma mais assustador que alguma vez percorreu os sete mares”. A partir daqui, o filme lança-se numa aventura que mistura comédia física, fantasia e uma surpreendente ambição mitológica.

Um dos aspectos mais interessantes de À Procura das Calças Quadradas é a forma como expande a geografia mutável de Bikini Bottom. Ao longo dos anos, a série já nos levou a locais memoráveis como Jellyfish Fields ou Rock Bottom, mas aqui há uma clara vontade de ir mais longe. A viagem ao submundo oceânico é um dos pontos altos do filme, cruzando referências clássicas com humor absurdo: uma gaivota de três cabeças surge como substituta de Cila, enquanto Sirenastentam seduzir o sempre exasperado Squidward… com smooth jazz.

Esse equilíbrio entre referências culturais, nonsense puro e uma narrativa acessível é precisamente o que mantém SpongeBob relevante. O filme nunca se leva demasiado a sério, mas também não subestima o seu público — algo que as crianças sentem imediatamente.

Vale ainda a pena referir um detalhe que tornou a experiência em sala ainda mais divertida: antes do filme principal, é exibida uma curta dos Teenage Mutant Ninja Turtles. Nesta pequena aventura, as Tartarugas enfrentam uma entidade de Inteligência Artificial, num confronto que combina acção, humor e um toque de actualidade tecnológica. Para o público mais novo, funciona como um excelente aquecimento; para os pais, é uma surpresa simpática que acrescenta valor ao bilhete.

No final, SpongeBob – À Procura das Calças Quadradas confirma algo essencial: SpongeBob continua ingénuo, optimista e excessivo, mas também profundamente humano na sua vontade de crescer, de ser aceite e de provar o seu valor. É um filme que respeita o seu legado, percebe o seu público actual e entrega exactamente aquilo que promete.

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E, pelo sorriso à saída da sala, cumpre plenamente a sua missão.