Kathy Bates anuncia reforma após última temporada de “Matlock”

A premiada atriz Kathy Bates, vencedora de um Óscar por “Misery” (1990) e conhecida por papéis em filmes como “Titanic” (1997) e séries como “American Horror Story”, anunciou que se vai reformar após a conclusão da nova versão da série “Matlock”, onde interpreta a protagonista.

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Com 76 anos, Bates revelou em entrevista ao The New York Times que a decisão de se retirar da vida profissional já vinha a ser ponderada há algum tempo. A atriz mencionou que, durante a rodagem de um filme (cujo nome não revelou), teve um momento emocional difícil que a fez questionar o futuro da sua carreira. “Esta é a minha última dança”, confessou.

A nova versão de “Matlock”, a popular série de tribunal originalmente protagonizada por Andy Griffith, será o último trabalho da atriz. Nesta versão atualizada, Bates interpreta Madeline Matlock, uma brilhante advogada septuagenária que regressa ao mercado de trabalho após uma longa pausa, num prestigiado escritório de advocacia. O primeiro episódio terá uma antestreia especial no dia 22 de setembro no canal CBS, com a série a estrear oficialmente a 17 de outubro. Os episódios estarão também disponíveis na Paramount+, mas a estreia europeia ainda não foi confirmada em Portugal.

A atriz explicou que, embora tenha considerado a reforma mais cedo, o argumento de “Matlock” a cativou ao ponto de adiar a decisão. “Foi como se tudo pelo qual trabalhei e rezei estivesse a ser colocado à prova”, comentou. No entanto, Bates admitiu que, caso a série seja renovada para uma segunda temporada, terá de rever os seus planos de retirada definitiva.

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Esta notícia marca o fim de uma longa e prolífica carreira de uma das mais respeitadas atrizes de Hollywood.

Curtas-metragens da Estónia abrem o Beast – Festival Internacional de Cinema no Porto

O Beast – Festival Internacional de Cinema regressa ao Porto para a sua 7ª edição, que decorrerá entre os dias 25 e 29 de setembro. O festival, que promove o diálogo cinematográfico entre o Leste e o Oeste da Europa, será inaugurado com a exibição de três curtas-metragens da Estónia, o país convidado deste ano.

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As obras escolhidas para abrir o evento no cinema Batalha incluem “Sauna Day” (2024), uma co-produção entre Anna Hints e Tushar Prakash, que estarão presentes no Porto para acompanhar a sessão, “Heiki on the Other Side” (2022), de Katariina Aule, e “Miisufy” (2024), de Liisi Grünberg. Estas curtas-metragens oferecem uma visão sobre a realidade mais recente da Estónia, um país cujo cinema tem vindo a ganhar notoriedade no panorama europeu.

O festival contará com a exibição de 80 filmes no total, dos quais 23 são curtas-metragens que participam na competição oficial. A seleção inclui ainda a AnimaEast, uma secção dedicada à animação de cineastas emergentes da Europa Central e de Leste, com destaque para produções da Hungria, Polónia, Croácia e República Checa.

Além das curtas-metragens, o programa da Estónia no Beast inclui uma retrospetiva de documentários dos anos 70 e 80, conhecidos por misturarem a linguagem cinematográfica com composições musicais marcantes, retratando diferentes cenários urbanos, suburbanos e rurais. Também serão exibidos jornais de atualidades e anúncios publicitários da época soviética, produzidos pela agência Eesti Reklaamfilm.

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Ainda no âmbito da colaboração com a Estónia, a Academia de Artes do país terá carta branca para apresentar uma seleção de filmes realizados por estudantes entre 2021 e 2024. O festival Beast é uma oportunidade única para explorar o cinema da Europa de Leste, refletindo sobre a sua estética, história e relevância atual.

“Os Três Mosqueteiros: Milady” Estreia a 13 de Setembro no TVCine

Depois do sucesso de “Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan”, a saga épica inspirada na obra de Alexandre Dumas regressa com uma nova e emocionante aventura. “Os Três Mosqueteiros: Milady” chega aos ecrãs portugueses no dia 13 de setembro, às 21h30, em estreia exclusiva no TVCine Top, prometendo cativar o público com uma narrativa cheia de ação, intrigas e personagens inesquecíveis.

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Nesta segunda parte, D’Artagnan (François Civil) volta a estar no centro dos acontecimentos quando a sua amada Constance é raptada. Desesperado por a salvar, o jovem mosqueteiro é obrigado a formar uma aliança improvável com a misteriosa Milady de Winter, interpretada pela carismática Eva Green. Juntos, embarcam numa busca frenética, que os levará a enfrentar inimigos poderosos e a desenterrar segredos do passado, capazes de abalar as fundações de velhas alianças e precipitar uma grande guerra.

Com a direção de Martin Bourboulon, “Os Três Mosqueteiros: Milady” eleva a fasquia das produções de época, transportando o espectador para a França do século XVII, um país dividido por conflitos religiosos e ameaçado por invasões britânicas. O filme leva-nos numa viagem entre o Louvre e o Palácio de Buckingham, passando pelas perigosas sarjetas de Paris até ao cerco de La Rochelle, com cenas de batalha e duelos de espadas que mantêm o ritmo frenético e a adrenalina no auge.

Além de Eva Green e François Civil, o elenco de luxo conta com a participação de grandes nomes do cinema francês, como Vincent Cassel, Romain Duris, Lyna Khoudri, Pio Marmai e Eric Ruf. Cada um dos personagens traz uma nova dimensão a esta aventura épica, com desempenhos intensos que prometem cativar tanto os fãs das histórias de Dumas como os novos espectadores.

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A produção já arrecadou seis nomeações para os Prémios César 2024, destacando-se na categoria de Melhor Cenografia, que venceu graças aos detalhes meticulosos e realistas da recriação histórica. Com uma atenção cuidada aos cenários e aos figurinos, “Os Três Mosqueteiros: Milady” mergulha o espectador numa experiência visual imersiva, que faz justiça à riqueza do universo criado por Alexandre Dumas.

Depois de conquistar o público com “Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan”, esta segunda parte é aguardada com grande expectativa. A história de Milady promete aprofundar ainda mais as relações entre as personagens, explorando o lado mais sombrio de uma das figuras mais enigmáticas do cânone literário de Dumas. Conhecida pela sua astúcia e pelo papel decisivo que desempenha nas tramas políticas e emocionais da saga, Milady surge aqui com uma nova camada de complexidade, numa interpretação que promete marcar a carreira de Eva Green.

Para quem não puder assistir à estreia na televisão, o filme estará também disponível no serviço de streaming TVCine+, permitindo que os espectadores possam ver e rever esta épica continuação quando desejarem.

“Os Três Mosqueteiros: Milady” é uma grande produção francesa que celebra a intemporalidade da obra de Alexandre Dumas, adaptando-a com uma energia renovada e uma abordagem cinematográfica moderna. Esta nova versão da história dos lendários mosqueteiros traz à televisão uma combinação perfeita de ação, romance, intriga e emoção, transportando o público para uma era onde honra, coragem e traição são as forças motrizes de uma das narrativas mais amadas da literatura mundial.

Não perca a estreia a 13 de setembro, às 21h30, no TVCine Top, para acompanhar esta grande aventura repleta de emoção, batalhas épicas e personagens inesquecíveis.

Faleceu James Earl Jones, a Voz Imortal de Darth Vader e Mufasa

Esta segunda-feira, o mundo do cinema despediu-se de James Earl Jones, o ator norte-americano que marcou gerações com o poder da sua voz e presença em múltiplas produções. Com 93 anos, o ator faleceu em sua casa, em Nova Iorque, conforme foi anunciado pelos seus representantes à imprensa norte-americana. Jones será eternamente lembrado pelo público, não só pelo seu trabalho icónico como a voz de Darth Vader na saga “Star Wars”, mas também como Mufasa em “O Rei Leão”, entre outras memoráveis performances.

Nascido a 17 de janeiro de 1931, James Earl Jones construiu uma carreira de mais de seis décadas no cinema, televisão e teatro. A sua versatilidade levou-o a conquistar diversos prémios de prestígio, incluindo dois Emmys, um Grammy, um Óscar honorário e três Tony Awards. A sua ligação à indústria do entretenimento foi profunda e multidimensional, sendo reconhecido como um dos poucos atores a aproximar-se do estatuto “EGOT” – o raro feito de ganhar os prémios Emmy, Grammy, Óscar e Tony.

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A carreira de Jones começou no teatro, onde se destacou em diversas peças de Shakespeare, antes de ingressar no mundo do cinema com um papel marcante em “Dr. Estranhoamor” de Stanley Kubrick, em 1964. No entanto, foi a sua voz poderosa e inconfundível que o eternizou, sobretudo ao dar vida ao vilão Darth Vader na trilogia original de “Star Wars” (1977-1983). Esta interpretação tornou-o uma figura icónica, imortalizada pela sua performance sinistra e autoritária que ajudou a moldar a identidade de uma das maiores sagas da cultura pop.

Além de “Star Wars”, Jones também deu voz a Mufasa, o nobre leão de “O Rei Leão” (1994), que rapidamente se tornou uma das suas personagens mais adoradas. A sua entrega vocal à personagem, que guia o jovem Simba com sabedoria e amor paternal, continua a ser uma das mais poderosas e emotivas da história da animação.

Para além dos sucessos no grande ecrã, James Earl Jones também brilhou na televisão, sendo galardoado com dois Emmys em 1991. Ao longo da sua carreira, trabalhou em séries de drama e telefilmes, consolidando-se como uma presença respeitada em múltiplos formatos. No teatro, foi distinguido com vários prémios Tony, incluindo um pelo seu trabalho na peça “Vedações”, de 1987, demonstrando o seu alcance e talento na arte da representação.

Apesar de a sua saúde se ter fragilizado nos últimos anos, Jones manteve-se ativo até recentemente, com uma das suas últimas aparições no cinema a ser na sequela de “Um Príncipe em Nova Iorque” (2021), onde voltou a interpretar o Rei Joffer. Mesmo com a sua ausência física nos sets de filmagens, a magia do cinema permitiu que ele participasse do projeto, integrando-o de forma emblemática na narrativa.

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No entanto, a sua voz continuou a ressoar mesmo após ele se ter afastado das gravações, graças a tecnologias modernas. Em 2022, soube-se que Jones havia cedido os direitos da sua voz para futuras utilizações na saga “Star Wars”. Com a ajuda de uma inovadora tecnologia de inteligência artificial, a sua voz foi utilizada na série “Obi-Wan Kenobi” (2022), mantendo viva a presença de Darth Vader, agora através de uma recriação artificial da sua interpretação original.

O legado de James Earl Jones vai muito além dos papéis icónicos que desempenhou. O ator teve um impacto duradouro na representação afro-americana em Hollywood, sendo um dos primeiros atores negros a alcançar sucesso contínuo e significativo tanto no cinema quanto no teatro. O seu pai, Robert Earl Jones, também ator, influenciou a sua carreira, mas foi o talento singular de James que o levou a conquistar um lugar especial na história do cinema e do entretenimento global.

James Earl Jones deixa para trás um legado de excelência, uma voz que ecoará por gerações e uma carreira que se destaca pela sua diversidade, profundidade e contribuição imensurável para a arte da representação. Enquanto o mundo chora a sua perda, o seu trabalho continuará a inspirar e a encantar milhões de pessoas, assegurando que o seu nome e a sua voz permaneçam eternamente gravados na memória coletiva.

“Ryuichi Sakamoto: Opus” – O Adeus de um Mestre Estreia no TVCine

No dia 13 de setembro, às 22h, o canal TVCine Edition vai transmitir Ryuichi Sakamoto: Opus, um filme-concerto que marca a despedida do lendário compositor e músico japonês Ryuichi Sakamoto. Esta produção intimista apresenta a última atuação de Sakamoto, gravada no final de 2022, quando o artista reuniu as suas últimas forças para deixar ao mundo um derradeiro presente musical: ele e o seu piano, num espetáculo profundamente emotivo.

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Ao longo de cinco décadas, Ryuichi Sakamoto foi um dos músicos mais influentes do mundo, com uma carreira que abrangeu desde o seu sucesso como estrela pop com a Yellow Magic Orchestra até às suas colaborações com grandes realizadores de cinema, como Bernardo Bertolucci. O filme-concerto, com curadoria do próprio Sakamoto, apresenta vinte peças icónicas que contam, sem palavras, a história da sua vida e obra. A seleção percorre desde os seus primeiros sucessos até ao seu último álbum meditativo 12, oferecendo aos fãs uma última oportunidade de testemunhar o génio criativo do artista.

Filmado num espaço intimista, com a participação de colaboradores próximos e sob a direção de Neo Sora, filho de Sakamoto, o filme-concerto revela a alma do artista, consciente de que seria a sua última atuação. Ryuichi Sakamoto: Opus é um tributo minimalista e profundamente tocante, que reflete o estilo musical que marcou a carreira de Sakamoto, e é uma estreia imperdível para todos os amantes da música e do cinema.

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Antes da exibição de Opus, o canal TVCine Edition transmitirá às 20h20 o documentário Ryuichi Sakamoto: Coda, que oferece uma perspetiva aprofundada sobre a vida do compositor. Ambos os filmes estarão também disponíveis no TVCine+.

“The Boys”: A Série de Super-Heróis que Expõe a Distopia da América Contemporânea

The Boys, a aclamada série de super-heróis da Amazon Prime, voltou a surpreender com a sua quarta temporada, trazendo uma visão cada vez mais negra e distópica da América. Criada por Eric Kripke, a série, que estreou em 2019, conquistou os espectadores com a sua abordagem crua e violenta ao mundo dos super-heróis, onde os ditos “heróis” abusam dos seus poderes para benefício próprio.

A nova temporada de The Boys aprofunda ainda mais o paralelismo com a realidade política atual dos Estados Unidos, especialmente na era do trumpismo. Com uma sátira mordaz e muitas vezes chocante, a série retrata um grupo de vigilantes que tenta combater os super-heróis corruptos, expondo as falhas de um sistema controlado por oligarcas e políticos sem escrúpulos. Ao longo dos novos episódios, a série sublinha as semelhanças perturbadoras entre a ficção e a realidade, numa época em que as tensões políticas e sociais estão mais intensas do que nunca.

Violenta, cruel e grotescamente divertida, The Boys é uma série que não poupa no “gore”, oferecendo uma narrativa sombria mas envolvente que leva os espectadores a questionar o conceito de heroísmo. Para os fãs do género, esta quarta temporada promete ser uma montanha-russa de emoções, com reviravoltas chocantes e uma crítica social feroz.

Com o seu estilo único, The Boys continua a destacar-se no panorama televisivo como uma das séries mais relevantes da atualidade, refletindo de forma distorcida e exagerada as inquietações da América moderna.

MOTELX Celebra 18 Anos: O Crescimento do Cinema de Terror em Portugal

O MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, chega à sua 18.ª edição com uma história marcada pelo crescimento e evolução do cinema de género em Portugal. Desde a sua primeira edição, o festival tem contribuído significativamente para a produção de filmes de terror nacionais, servindo de plataforma para novos realizadores e escritores.

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João Monteiro, cofundador do festival, reflete sobre o impacto do MOTELX: “Quando começámos, o cinema de terror era praticamente inexistente em Portugal, mas conseguimos criar um espaço onde este género tem vindo a crescer e a afirmar-se”. A secção Quarto Perdido, dedicada a filmes de terror nacionais, e o Prémio para Melhor Curta Portuguesa são exemplos claros desse sucesso, com o número de curtas-metragens recebidas a aumentar exponencialmente nos últimos anos.

O festival também inclui parcerias como a estabelecida com o Guiões – Festival de Roteiro de Língua Portuguesa, com o objetivo de incentivar a escrita de roteiros focados no terror. Este ano, o MOTELX apresenta, entre outros, A Culpa(1980), de António Victorino D’Almeida, um dos primeiros filmes de ficção a tratar da Guerra Colonial, e o ciclo A Bem da Nação – Filmes de Terror Proibidos pelo Estado Novo, com quatro obras censuradas entre 1944 e 1974.

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Com uma programação diversificada, o festival continua a ser uma das principais referências para os amantes do cinema de terror em Portugal e no estrangeiro.

MOTELX: O Festival de Cinema de Terror de Lisboa Volta com Filmes Muito Esperados

O festival MOTELX regressa a Lisboa para a sua 18.ª edição, prometendo trazer alguns dos filmes mais aguardados pelos fãs de cinema de terror. A partir de terça-feira, o público poderá assistir a uma seleção de obras que exploram o género em toda a sua intensidade, desde curtas-metragens portuguesas a filmes internacionais de culto.

O MOTELX tem sido uma plataforma essencial para o crescimento do cinema de terror em Portugal, como explicou João Monteiro, um dos diretores do festival. “Quando começámos, o cinema de género em Portugal era um conceito abstrato, mas ao longo dos anos conseguimos estimular a produção de filmes através de secções como o Quarto Perdido e o prémio para Melhor Curta Portuguesa”, afirmou.

Este ano, o festival destaca a estreia da nova longa-metragem de Edgar Pêra, Cartas Telepáticas, além de outros títulos esperados, como MaXXXine, de Ti West, e Cuckoo, de Tilman Singer, com Hunter Schafer, conhecida da série Euphoria, no papel principal. A programação inclui ainda o Prémio Méliès de Melhor Curta Europeia e o Prémio MOTELX de Melhor Curta de Terror Portuguesa.

Outro destaque é a nova secção Sala de Culto, dedicada a obras inclassificáveis do cinema, onde se exibe o telefilme Experiência em Terror (1987) de Andrade Albuquerque, e O Velho e a Espada (2024), rodado na Beira Baixa.


Nicole Kidman e Liev Schreiber Conquistam o Topo da Netflix com “O Casal Perfeito”

A nova minissérie de crime e mistério O Casal Perfeito, protagonizada por Nicole Kidman e Liev Schreiber, estreou na Netflix no passado dia 5 de setembro e rapidamente atingiu o primeiro lugar no top mundial da plataforma. Em apenas um fim de semana, a série tornou-se um sucesso global, liderando o ranking em 78 países, incluindo Portugal, Espanha, França, Alemanha, Estados Unidos e Brasil.

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Baseada no best-seller de Elin Hilderbrand, O Casal Perfeito narra a história de um casamento luxuoso em Nantucket que se transforma num verdadeiro pesadelo quando um corpo é encontrado na praia. A protagonista, Amelia Sacks, está prestes a casar com um membro de uma das famílias mais ricas da região, mas o evento glamoroso rapidamente se transforma num mistério à medida que segredos perturbadores começam a vir à tona, e todos os convidados se tornam suspeitos.

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A minissérie conta com seis episódios, todos dirigidos pela aclamada realizadora dinamarquesa Susanne Bier, vencedora do Óscar de Melhor Filme Internacional com Num Mundo Melhor (2010) e conhecida pelo seu trabalho em O Gerente da Noite (2016) e The Undoing (2020), também protagonizado por Nicole Kidman. O elenco de luxo inclui ainda Dakota Fanning, Eve Hewson, Billy Howle e Isabelle Adjani.

Dexter: Pecado Original Revela Novos Detalhes e Primeiras Imagens

A nova série Dexter: Pecado Original acaba de lançar as suas primeiras imagens, gerando grande entusiasmo entre os fãs da franquia Dexter. A prequela, que será transmitida em Portugal através da SkyShowtime, explora a juventude de Dexter Morgan, antes de se tornar o infame serial killer que marcou a série original.

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A história de Dexter: Pecado Original passa-se em Miami, em 1991, 15 anos antes dos eventos da série original. Patrick Gibson assume o papel de um jovem Dexter, que começa a lutar com os seus primeiros impulsos homicidas. Com a ajuda do seu pai, Harry (interpretado agora por Christian Slater), Dexter aprende a controlar esses impulsos através do “Código”, uma filosofia que o orienta a matar apenas aqueles que “merecem”.

As novas imagens revelam também Sarah Michelle Gellar e Patrick Dempsey, que se juntam ao elenco. Gellar interpreta Tanya Martin, a chefe da equipa forense da polícia de Miami, enquanto Dempsey assume o papel de Aaron Spencer, o chefe da divisão de homicídios. Juntos, estes dois personagens serão os supervisores de Dexter quando ele inicia o seu estágio na polícia.

A série promete trazer de volta a essência que tornou Dexter um sucesso global, ao mesmo tempo que explora novas facetas da personagem e do universo da série. Embora Michael C. Hall não interprete Dexter fisicamente, a sua voz continuará a ser a “consciência” interna do personagem, guiando-o através dos seus primeiros passos como assassino.

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Com estreia prevista para dezembro, Dexter: Pecado Original promete ser uma adição emocionante ao universo da franquia, oferecendo novas camadas à história de Dexter Morgan e às suas origens.

Momentos Marcantes no Festival de Cinema de Veneza 2024

A 81.ª edição do Festival de Cinema de Veneza foi marcada por uma série de momentos emocionantes e discursos poderosos, que refletiram o estado atual do mundo e do cinema. Um dos grandes destaques da cerimónia foi o discurso de Pedro Almodóvar ao receber o Leão de Ouro por The Room Next Door. O cineasta falou abertamente sobre a eutanásia e a dignidade no fim da vida, temas centrais do filme, levando muitos dos presentes às lágrimas. A coragem de Almodóvar em abordar um tema tão sensível foi amplamente aplaudida.

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Outro momento tocante foi o tributo de Nicole Kidman à sua mãe, recentemente falecida. A atriz, que venceu o prémio de Melhor Atriz pelo filme Babygirl, não pôde estar presente na cerimónia, mas enviou uma mensagem comovente, lida pela realizadora Halina Reijn, que emocionou o público.

O ativismo também esteve presente no festival, com muitos realizadores e atores a usarem a sua plataforma para criticar as políticas de guerra de Israel e os conflitos no Médio Oriente. Estas mensagens de denúncia encontraram eco nos filmes exibidos, muitos deles focados em questões sociais e políticas globais, como April, de Déa Kulumbegashvili, que ganhou o Prémio Especial do Júri por abordar o tema do aborto proibido na Geórgia.

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Além disso, Vincent Lindon, que venceu o prémio de Melhor Ator por Jouer avec le Feu, protagonizou um momento emocionante ao agradecer repetidamente ao júri, presidido por Isabelle Huppert. O ator, visivelmente emocionado, destacou a importância do seu papel de pai num filme que retrata o extremismo de direita.

Vencedores do Festival de Veneza 2024: Uma Celebração da Diversidade Cinematográfica

A 81.ª edição do Festival de Cinema de Veneza celebrou a diversidade de temas e estilos cinematográficos, com produções de várias partes do mundo a serem distinguidas com os prémios mais importantes. Além da vitória de The Room Next Door, de Pedro Almodóvar, o festival premiou uma série de filmes que abordaram questões políticas, sociais e culturais de grande relevância.

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O Leão de Prata, o Grande Prémio do Júri, foi para Vermiglio, da italiana Maura Delpero, uma obra que se desenrola no final da Segunda Guerra Mundial, contando a história de um desertor que chega a uma pequena cidade italiana. O filme foi elogiado pela sua abordagem sensível aos temas da guerra e da reconstrução.

O prémio de Melhor Realizador foi atribuído a Brady Corbet, pelo seu filme épico The Brutalist, que segue a vida de László Tóth, um sobrevivente do Holocausto, ao longo de três décadas. A obra, com uma duração de três horas e meia, destacou-se pela sua ambição cinematográfica e pela poderosa atuação de Adrien Brody.

No campo das interpretações, Nicole Kidman foi premiada como Melhor Atriz pelo seu papel em Babygirl, enquanto Vincent Lindon recebeu o prémio de Melhor Ator por Jouer avec le Feu. Ambos os atores emocionaram o público com os seus discursos, destacando a importância das suas personagens em retratar realidades complexas.

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A dupla brasileira Murilo Hauser e Heitor Lorega também subiu ao palco para receber o prémio de Melhor Argumento pelo filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, que aborda o desaparecimento de Rubens Paiva durante a ditadura militar no Brasil. Este reconhecimento destacou a presença forte do cinema brasileiro no cenário internacional.

Pedro Almodóvar Triunfa com “The Room Next Door” no Festival de Veneza

Pedro Almodóvar fez história no Festival de Cinema de Veneza ao conquistar o prestigiado Leão de Ouro com The Room Next Door, a sua primeira longa-metragem em língua inglesa. O filme, protagonizado por Tilda Swinton e Julianne Moore, cativou o júri e o público com a sua narrativa profunda e comovente, abordando temas sensíveis como a eutanásia e a dignidade no fim da vida.

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Durante o seu discurso de aceitação, Almodóvar expressou a sua gratidão ao júri, presidido pela atriz Isabelle Huppert, e sublinhou a importância do tema que aborda no filme. “The Room Next Door é sobre uma mulher que agoniza num mundo agonizante e sobre a mulher que decide partilhar com ela os seus últimos dias. Acompanhar um doente terminal, saber estar ao lado, sem precisar de dizer uma palavra, é uma das maiores qualidades que as pessoas podem ter”, explicou o realizador espanhol.

Almodóvar também destacou a importância da liberdade individual e do respeito pelas decisões pessoais. “A dignidade de decidir quando partir é algo que todos deveríamos ter direito a escolher. Não é uma questão política, mas sim profundamente humana”, acrescentou, num discurso que emocionou a plateia. Esta vitória marca mais um capítulo notável na carreira do cineasta, reconhecido pelo seu estilo único e pela sensibilidade com que trata temas controversos.

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A vitória de The Room Next Door reflete não apenas a maestria cinematográfica de Almodóvar, mas também a sua coragem em abordar questões desafiantes, oferecendo uma visão profundamente humana sobre a morte e a compaixão.

Winona Ryder Revela que Jeff Bridges Recusou Beijá-la Durante um Teste para Filme

Winona Ryder, uma das atrizes mais reconhecidas de Hollywood, tem uma longa carreira cheia de histórias interessantes, algumas delas relacionadas com oportunidades que não se concretizaram. Uma dessas histórias envolve o veterano ator Jeff Bridges e um teste para o filme Sem Medo de Viver (Fearless), de 1993. Numa entrevista recente ao podcast “Happy Sad Confused”, Ryder revelou que, durante esse teste, Bridges recusou-se a beijá-la, uma decisão que a deixou inicialmente frustrada.

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Ryder explicou que, no teste para o filme, havia uma cena em que o personagem de Bridges deveria beijar o dela. Na altura, Ryder tinha 21 anos, enquanto Bridges tinha 43. “Jeff Bridges, que eu adoro, não me beijou porque eu era muito nova”, contou a atriz ao jornalista Josh Horowitz. Ela recorda-se da tensão do momento, preparando-se para a cena do beijo. No entanto, Bridges optou por beijar-lhe a testa em vez dos lábios, dizendo-lhe: “Tens tipo a idade da minha filha.” A jovem atriz ficou desapontada, mas agora vê o momento com humor.

O filme Sem Medo de Viver, realizado por Peter Weir, é um drama que aborda o impacto psicológico que um acidente aéreo tem sobre os seus sobreviventes. Jeff Bridges interpreta Max Klein, um homem cuja vida muda drasticamente após sobreviver a esse acidente. O elenco feminino do filme incluiu Rosie Perez, que foi nomeada para o Óscar de Melhor Atriz Secundária pelo seu papel, e Isabella Rossellini. Não está claro qual o papel para o qual Ryder fez o teste, mas a atriz também teve uma grande nomeação no mesmo ano, pelo seu trabalho no filme A Idade da Inocência, de Martin Scorsese.

Um Momento de Reflexão e Crescimento

Embora o episódio tenha sido inicialmente desconcertante para Ryder, a atriz recorda-se dele como uma experiência de aprendizagem. A diferença de idades entre ela e Bridges tornou-se um fator determinante para que o ator optasse por não seguir o guião à risca durante o teste. O que poderia ter sido um momento embaraçoso para Bridges revelou o seu lado paternal e cavalheiresco, algo que Ryder hoje admira.

Ao longo da sua carreira, Winona Ryder enfrentou uma série de desafios e experiências marcantes, mas continua a ser uma figura influente em Hollywood. Desde a sua estreia na década de 1980, tem sido uma presença constante no cinema e, mais recentemente, na televisão, graças ao seu papel de destaque na série de sucesso da Netflix Stranger Things. Esta história é apenas mais um exemplo de como a sua carreira tem sido preenchida com momentos únicos e reveladores.

A Importância do Cavalheirismo em Hollywood

Este episódio com Jeff Bridges relembra a importância do cavalheirismo e do respeito pelos colegas no ambiente de Hollywood, especialmente quando se trata de cenas sensíveis, como as que envolvem intimidade física. Bridges, que já era um ator estabelecido na altura, optou por um caminho mais respeitoso e consciente, algo que, embora tenha frustrado Ryder na altura, certamente contribuiu para um ambiente de trabalho mais seguro e confortável.

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Sem Medo de Viver acabou por ser um sucesso de crítica, com Rosie Perez a receber uma nomeação ao Óscar pelo seu desempenho comovente. Embora Winona Ryder não tenha participado no filme, a atriz conseguiu construir uma carreira brilhante e continua a ser uma inspiração para muitos.

Filme “Abandonados” de Francisco Manso Ganha Prémio de Direitos Humanos nos EUA

O filme Abandonados, do realizador Francisco Manso, continua a acumular distinções internacionais. O mais recente prémio, recebido no Detroit Independent Film Festival, nos Estados Unidos, foi na categoria de Direitos Humanos, tornando-se o oitavo prémio que o filme arrecada desde a sua estreia. Esta obra já foi distinguida em festivais de cinema no Canadá, Alemanha, Japão e Itália, demonstrando a sua relevância global e o poder da sua narrativa.

Uma História de Coragem Durante a Segunda Guerra Mundial

Com argumento de António Monteiro Cardoso, Abandonados é um filme que retrata um episódio esquecido mas de enorme importância histórica: a invasão de Timor-Leste pelas forças japonesas durante a Segunda Guerra Mundial, em 1942. O filme centra-se na história do tenente português Manuel Pires, interpretado por Marco Delgado, que era na altura o administrador de Baucau. Pires lidera uma aliança improvável entre timorenses, portugueses e australianos para resistir ao avanço das forças japonesas, que ocuparam a ilha durante três anos.

O filme não só presta homenagem ao sacrifício e coragem dos que lutaram contra o inimigo comum, mas também destaca a brutalidade da ocupação japonesa, que resultou na morte de cerca de 50 mil pessoas em Timor-Leste, incluindo cidadãos portugueses. Esta história, muitas vezes esquecida, é trazida à luz por Francisco Manso de forma emotiva e realista, capturando a resiliência dos povos que se uniram para sobreviver face à devastação.

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Impacto e Reconhecimento Internacional

Desde a sua estreia em julho, Abandonados tem sido amplamente elogiado pela sua abordagem sensível e cinematograficamente impressionante de um tema tão complexo e doloroso. A exibição não se limitou às salas de cinema, tendo também sido transmitida pela RTP numa versão em formato de série, o que ampliou ainda mais o seu alcance.

O próprio realizador, Francisco Manso, destacou a importância de o filme continuar a ter visibilidade para que mais pessoas possam conhecer este episódio trágico da história de Portugal e Timor-Leste. Em declarações à TSF, Manso explicou: “O que se passou em Timor-Leste, a invasão japonesa, que durou três anos até ao fim da guerra, foi terrível. Houve um conjunto de atrocidades e de violência sobre as populações e sobre a administração portuguesa.” O realizador comparou esta história com os atuais conflitos internacionais, sublinhando a sua pertinência e atualidade, acrescentando que “esta história é completamente universal e atual”.

O filme tem contado com a participação de um elenco de grande talento, que inclui nomes como António Pedro Cerdeira, Virgílio Castelo, Luís Esparteiro, Elmano Sancho, Joaquim Nicolau e Vítor Norte. A interpretação de Marco Delgado no papel de Manuel Pires foi particularmente elogiada, dando vida a um herói desconhecido que lutou contra todas as adversidades para salvar vidas.

Mais Visibilidade para “Abandonados”

O sucesso de Abandonados nos festivais internacionais de cinema tem gerado um interesse renovado no filme, e Francisco Manso espera que estas distinções resultem numa maior distribuição da obra, tanto em Portugal como no estrangeiro. “A minha intenção é que volte a ter um circuito, até pelo facto de ter tido estes prémios todos nestes festivais”, referiu o realizador.

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O filme é baseado no livro Timor na II Guerra Mundial – Diário do Tenente Pires (2007), do historiador António Monteiro Cardoso, que documenta os eventos trágicos da invasão japonesa e a resistência organizada pelos habitantes locais e forças aliadas. Esta combinação de rigor histórico e realização cinematográfica de alto nível tem contribuído para o impacto que Abandonados está a ter no público e na crítica internacional.

Com este prémio de Direitos Humanos no Detroit Independent Film Festival, Abandonados consolida-se como uma das mais importantes produções cinematográficas recentes sobre a Segunda Guerra Mundial, não só pela sua qualidade técnica e artística, mas também pela relevância histórica e social da sua narrativa.


Dennis Quaid Divide Críticos e Público no Filme “Reagan”

O novo filme Reagan, protagonizado por Dennis Quaid, tem gerado uma divisão sem precedentes entre críticos e público. Enquanto os espetadores parecem apoiar massivamente o filme, atribuindo-lhe um índice de aprovação de 98% no Rotten Tomatoes, os críticos profissionais têm sido mais severos, com uma aprovação de apenas 21%. Esta disparidade reflete a forte carga política do filme, que apresenta um retrato bastante positivo do ex-presidente norte-americano Ronald Reagan.

Estreado recentemente na América do Norte e com lançamento previsto em Portugal para 10 de outubro, Reagan narra a vida do 40.º presidente dos Estados Unidos, desde a sua infância até à sua ascensão política. Baseado no livro The Crusader: Ronald Reagan and the Fall of Communism de Paul Kengor, o filme tem sido acusado de omitir alguns dos aspetos mais controversos da presidência de Reagan.

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O realizador Sean McNamara afirmou que, embora reconheça que o filme se insere num contexto político polarizado, o objetivo era contar uma história “edificante” e patriótica. No entanto, a proximidade do lançamento com o período eleitoral nos Estados Unidos tem amplificado as reações tanto de apoio quanto de crítica, especialmente numa nação dividida politicamente.


Festival de Cinema de Toronto: Estrelas e Filmes que Visam os Óscares

O Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) abriu as suas portas este ano com uma forte expectativa em torno dos Óscares, após a edição do ano passado ter sido marcada pela greve de atores e argumentistas. Desta vez, sem essas limitações, o festival recupera todo o seu brilho, contando com a presença de grandes estrelas e uma seleção de filmes que poderão competir nas mais prestigiadas cerimónias de prémios de Hollywood.

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Entre as celebridades que marcarão presença no festival, destacam-se nomes como Jennifer López, Angelina Jolie, Elton John, Bruce Springsteen, Salma Hayek, Cate Blanchett e Nicole Kidman. O diretor do festival, Cameron Bailey, afirmou que estão “felizes por ter um festival sem as limitações do ano passado”. A abertura ficou a cargo de Ben Stiller, com a comédia familiar Nutcrackers, o seu primeiro filme em sete anos, sobre um promotor imobiliário que se vê obrigado a cuidar dos seus sobrinhos após uma tragédia familiar.

Outros destaques do festival incluem Eden, de Ron Howard, um filme de sobrevivência ambientado nas ilhas Galápagos, protagonizado por Ana de Armas e Sydney Sweeney, e Without Blood, de Angelina Jolie, com Salma Hayek no papel principal. Este último é um drama ambientado no início do século XX, que explora temas de família e vingança.

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Além dos filmes, a música também terá um lugar de destaque no TIFF, com documentários sobre as carreiras de Elton John e Bruce Springsteen. O festival conta com um total de 278 filmes exibidos até ao dia 15 de setembro, quando será entregue o prémio People’s Choice, um dos principais indicadores para a corrida aos Óscares.

“Jouer avec le feu” Aborda Extremismo Juvenil no Festival de Veneza 2024

No prestigiado Festival de Cinema de Veneza de 2024, um dos filmes mais discutidos da competição é *Jouer avec le feu*, dirigido pelas irmãs francesas Delphine e Muriel Coulin. Esta obra, uma adaptação do aclamado romance *Ce qu’il faut de nuit* de Laurent Petitmangin, aborda temas profundamente atuais e relevantes, como a crise social e o apelo do extremismo entre os jovens.

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A história centra-se em Pierre, um ferroviário viúvo interpretado por Vincent Lindon, um dos mais respeitados atores franceses. Pierre está a criar sozinho os seus dois filhos, Louis e Fus. O filme explora a dinâmica familiar com uma intensidade emocional crescente à medida que o mais velho dos filhos, Fus, começa a envolver-se com grupos de extrema-direita. Este envolvimento causa um profundo rutura com o pai, que assiste impotente à transformação do filho, vendo-se incapaz de travar a sua descida para o radicalismo.

A dupla de realizadoras, que já havia conquistado reconhecimento com o filme *17 Girls* (2011), traz aqui uma história que reflete a crescente alienação da juventude face às instituições políticas e sociais. O personagem Louis, por outro lado, segue o caminho tradicional, frequentando a Universidade La Sorbonne, em Paris. Este contraste entre os dois irmãos sublinha as diferentes respostas dos jovens à crise social que, embora ambientada em França, ecoa em muitas outras partes do mundo.

O filme apresenta uma abordagem crua e realista das consequências do populismo de direita, capturando de forma incisiva o impacto que tem nas relações familiares e nas comunidades mais vulneráveis. Lindon, acompanhado por Stefan Crepon (que interpreta Louis) e Benjamin Voisin (Fus), oferece uma interpretação poderosa que retrata a desorientação de um pai dedicado e a dor de perder um filho para uma ideologia perigosa.

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*Jouer avec le feu* posiciona-se como um dos principais candidatos aos prémios de Veneza, sendo amplamente elogiado pela sua relevância social, pela sua narrativa comovente e pelas brilhantes atuações. O filme não só levanta questões importantes sobre a juventude e o extremismo, mas também faz uma análise penetrante sobre o fracasso das instituições políticas em fornecer perspetivas de futuro às novas gerações.

“Rick and Morty: The Anime” Explora Novos Territórios no Formato Anime

A popular série *Rick and Morty* continua a expandir o seu universo com a estreia de *Rick and Morty: The Anime*, agora em exibição na plataforma Max. Este spin-off marca a primeira vez que a série mergulha no formato anime, oferecendo uma nova visão sobre os já icónicos personagens. Criado por Takashi Sano, o anime mantém a essência da série original, mas acrescenta uma nova camada cultural e estilística.

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Para os produtores, um dos principais desafios era adaptar a linguagem irreverente e provocadora de *Rick and Morty* ao público japonês, mais conservador em alguns aspetos. Joseph Chou, produtor executivo do anime, mencionou em entrevista que a equipa criativa teve de encontrar um equilíbrio entre manter o espírito da série original e garantir que o novo formato fosse acessível e apelativo para os fãs de anime. “Ao invés de tentar imitar o original, trouxemos uma perspetiva diferente do lado do anime japonês”, explicou Chou.

Sano, por sua vez, destacou que o que torna *Rick and Morty* tão popular são os seus personagens cínicos e realistas, que muitas vezes cruzam limites em termos de linguagem e comportamento. No entanto, ele reconheceu que essa abordagem não seria tão bem recebida no Japão, onde os animes tendem a ser mais comedidos. Assim, *Rick and Morty: The Anime* oferece uma narrativa que, embora se mantenha fiel ao universo caótico da série, ajusta o seu tom para criar uma experiência única e culturalmente ajustada.

O anime mantém a liberdade criativa que caracteriza a franquia, permitindo que os personagens se envolvam em situações moralmente ambíguas e ultrapassem limites que outras séries raramente ousam tocar. Os primeiros episódios de *Rick and Morty: The Anime* já estão disponíveis na Max, e a receção inicial foi bastante positiva, tanto entre os fãs da série original quanto entre os apreciadores de anime.

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Desde 2013, *Rick and Morty* tem explorado o multiverso através das suas personagens bizarras e situações imprevisíveis. Com a sua estreia no anime, a série continua a evoluir e a expandir os seus horizontes, mostrando que mesmo uma narrativa tão estabelecida pode ganhar novas dimensões ao ser adaptada para diferentes públicos e formatos.

“The Walking Dead: Daryl Dixon” Estreia na Televisão Portuguesa com Nova Perspetiva no Apocalipse Zumbi

A mais recente série do universo The Walking Dead, intitulada The Walking Dead: Daryl Dixon, está pronta para fazer a sua estreia em Portugal no canal AMC. A série, que começa a ser transmitida a 9 de setembro, às 22h10, segue o icónico personagem Daryl Dixon, interpretado por Norman Reedus, enquanto este se aventura numa França pós-apocalíptica. Esta nova abordagem promete oferecer uma visão renovada do mundo devastado por zumbis, colocando Daryl no centro de uma nova narrativa envolvente.

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Um Novo Cenário: A França em Ruínas

Após ter sido um dos personagens mais populares da série original The Walking Dead, Daryl Dixon vê-se agora em território desconhecido: a França. Esta mudança de cenário é uma das grandes inovações da série, já que pela primeira vez o apocalipse zumbi será explorado fora da América do Norte, o que traz novos desafios e uma nova cultura a ser desvendada. Nos primeiros episódios, Daryl chega à costa de Marselha sem saber como ou por que razão foi parar ali. O enigma de como ele chegou à Europa e os eventos que o trouxeram até lá são elementos centrais da primeira temporada.

A França que Daryl encontra é uma nação em ruínas, mas que ainda demonstra resiliência. Este cenário pós-apocalíptico tem um ambiente diferente do que os fãs estão habituados a ver nas paisagens norte-americanas de The Walking Dead, com referências à cultura europeia e locais históricos agora devastados. A atmosfera sombria e desolada serve como pano de fundo para uma narrativa de sobrevivência que promete ser tanto física como emocionalmente exigente.

Uma Missão Pessoal e um Novo Acompanhante

A série começa com Daryl a encontrar-se envolvido numa nova missão: proteger uma criança que simboliza a esperança de um grupo religioso em ascensão. Este rapaz, que representa uma espécie de “salvador” para a comunidade local, torna-se a principal responsabilidade de Daryl, que aceita a missão de o proteger em troca de ajuda para regressar aos Estados Unidos.

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No entanto, a jornada não será fácil. Daryl enfrenta novos tipos de ameaças, tanto humanas como não-humanas, num ambiente desconhecido. As relações que ele desenvolve ao longo do caminho irão complicar a sua missão inicial, levantando questões sobre o seu papel como líder e protetor. Ao longo da série, Daryl verá os seus valores e lealdades testados enquanto tenta encontrar um caminho de volta para casa, mas será que ele ainda tem um lar a que voltar?

Produção e Elenco de Destaque

A série foi criada por David Zabel, argumentista de renome conhecido pelo seu trabalho em Serviço de Urgência (ER), e conta com seis episódios na primeira temporada, embora uma segunda já tenha sido confirmada, o que revela a confiança dos produtores no sucesso desta nova vertente do universo The Walking Dead. Norman Reedus, cuja interpretação de Daryl Dixon já conquistou uma legião de fãs, continua a ser o ponto central da história, e a série promete explorar mais camadas da sua complexa personagem.

Além de The Walking Dead: Daryl Dixon, o canal AMC já tem programadas as estreias de outros spin-offs do universo The Walking Dead, como Tales of The Walking DeadThe Walking Dead: Dead City e The Walking Dead: The Ones Who Live. Cada uma destas séries traz uma nova perspetiva ao apocalipse zumbi, focando-se em personagens e histórias que expandem ainda mais o já vasto mundo da franquia.

Um Futuro Promissor para os Fãs de The Walking Dead

Desde o seu início, The Walking Dead tornou-se um fenómeno cultural, cativando audiências com as suas narrativas emocionantes, personagens complexas e dilemas morais intensos. Com o lançamento de The Walking Dead: Daryl Dixon, o universo pós-apocalíptico expande-se ainda mais, trazendo novas aventuras para os fãs que têm seguido a série desde o início.

O cenário europeu, o foco em novas culturas e as dinâmicas de sobrevivência num ambiente desconhecido oferecem uma lufada de ar fresco à franquia. Para os fãs que sempre quiseram ver como o apocalipse zumbi se desenrolaria em diferentes partes do mundo, esta série promete responder a essas curiosidades, ao mesmo tempo que mantém a essência que tornou The Walking Dead tão popular.

À medida que Daryl Dixon enfrenta novos inimigos e constrói novas alianças, a série promete continuar a tradição de The Walking Dead de explorar a natureza humana em situações extremas. Combinando ação, drama e intriga, The Walking Dead: Daryl Dixon está preparado para se tornar mais um sucesso na já aclamada franquia.


Walking Dead : Daryl Dixon