O NOS Studios estreia, no domingo, 27 de setembro, às 21h15, “Mestres da Ilusão: Nada É o Que Parece”, o terceiro filme da saga que arrancou em 2013 com “Now You See Me”, conhecido em Portugal desde então como “Mestres da Ilusão”. Realizado por Ruben Fleischer, o filme tinha estreado nos cinemas norte-americanos em novembro de 2025, onde abriu em primeiro lugar na bilheteira com 21 milhões de dólares, acabando por arrecadar mais de 213 milhões de dólares em todo o mundo, um resultado sólido que confirma a longevidade comercial desta franquia de heist movies com truques de magia.
A história junta, mais uma vez, os “Quatro Cavaleiros”, o grupo de ilusionistas que já protagonizou os dois filmes anteriores, a uma nova geração de jovens magos, unidos por um objetivo comum: roubar o lendário Diamante Coração a Veronika Vanderberg, uma poderosa magnata do crime que lidera um império construído em torno de branqueamento de capitais e tráfico. Como é habitual na saga, o roubo em si é apenas o ponto de partida para uma teia mais complexa de golpes dentro de golpes, ilusões dentro de ilusões, e uma exposição final de uma rede de corrupção que ultrapassa em muito o simples objeto a roubar.
O elenco reúne praticamente todos os nomes que tornaram a franquia reconhecível: Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Dave Franco, Isla Fisher, Lizzy Caplan e Morgan Freeman regressam aos seus papéis originais, agora ao lado de uma geração mais jovem de atores, entre os quais Justice Smith, Dominic Sessa, Ariana Greenblatt e Rosamund Pike, que interpreta a antagonista da história. Esta mistura entre elenco veterano e sangue novo tem sido apontada por vários críticos como um dos pontos mais bem conseguidos do filme, permitindo à saga renovar-se sem perder por completo a química que os fãs foram acompanhando ao longo de mais de uma década.
Segundo o próprio Ruben Fleischer, em declarações recentes à imprensa internacional, existe já vontade de continuar a expandir a franquia com um quarto filme, um sinal claro de confiança da Lionsgate no potencial comercial contínuo desta série, que se tem mantido notavelmente resiliente mesmo num mercado cada vez mais saturado de sequelas e reboots. Fleischer defendeu ainda, na mesma entrevista, que críticos tendem a subestimar sistematicamente o trabalho de construção necessário para fazer um filme comercial funcionar junto de audiências massivas, uma reflexão que ajuda a contextualizar o tom entre autoconsciente e orgulhoso com que a própria equipa encara este tipo de produção.
Para quem gosta de heist movies com uma pitada extra de espetáculo mágico, “Mestres da Ilusão: Nada É o Que Parece” garante, no mínimo, mais uma dose confiável daquilo que a saga sempre prometeu: nada é o que parece, até ao momento em que finalmente é.



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